A Bíblia nos instrui
a sermos bons observadores (I Ts. 5:21). Assistindo uma reportagem
no programa da apresentadora Adriane Galisteu fiquei surpreso com
o tema em pauta - A "Urinaterapia". A curiosidade me veio
e minha atenção por aquele assunto se redobrou. Entre
os entrevistados, duas pessoas adeptas dessa prática e uma
nutricionista que expuseram as suas opiniões. Em meio à
entrevista um internauta pergunta por que Deus não colocou
o órgão genital masculino no lugar do nariz, pois
seria mais fácil para ingestão da urina (risos na
platéia). A resposta de um dos entrevistados me abalroou,
pois ele afirmou categoricamente que a urina era "a água
da vida" e que Deus teria mandado ingerir a nossa própria
urina, e ainda acrescenta que estava escrito na Bíblia tal
impropério!
Naquela entrevista pude notar um tom um tanto religioso e místico
que me despertou mais ainda pelo tema. Frases como; "beba com
fé", "acredite", "é a água
da vida", "só funciona para quem acredita..."
Pareceu-me claro que essa terapia era mais de nível religioso
do que clínico e científico.
Na procura por sites sobre esse tema fiquei surpreso com a abundância
de informações que encontrei. Por isso estou a minutar
sucintamente sobre este assunto abordando o lado cientifico e religioso
da questão em lide.
Vejam as informações a favor e contra a "urinaterapia"
que encontramos na internet:
"No 'Damar Tantra', constituído de 107 versos, na parte
correspondente ao 'Anushtup shnadas', fala-se que, na medida em
que se bebe a própria urina - austeridade denominada de 'Shivambu-kalpa',
vai-se adquirindo qualidades místicas como poder, força
física e espiritual. Entre as práticas do renunciante,
encontram-se, também, menções ao ato de comer
as próprias fezes".(Hinduísmo)
(www.geocities.com/hotsprings/villa/6391/temperos.html )
"A Urinaterapia é uma das técnicas terapêuticas
mais antigas e populares usada por várias culturas através
dos tempos. Era amplamente usada na Índia, Tibete, Egito
e Grécia Antiga, e nas civilizações asteca,
inca e maia. Ainda hoje é usada como procedimento terapêutico
respeitável na Nicarágua, Arábia e Alasca,
para combater males físicos. No Brasil, particularmente em
áreas carentes de recursos, como no Nordeste e em várias
outras regiões do país, a tradição popular
recomenda a aplicação de urina de crianças
nos casos de doenças de pele, urticárias e queimaduras
por venenos de animais, como taturanas e águas-vivas... A
urina é um produto puro do sangue e não um amontoado
de elementos tóxicos diminutos, além de ser um excelente
medicamento natural que o organismo humano produz gratuitamente.
Sua composição é de 96% de água e 4%
de elementos orgânicos e inorgânicos".
(http://www.entreamigos.com.br/menu.htm )
"... Quando havia alguém gripado, nos ensinaram a tomar
urina em jejum - esse era nosso remédio normal. Gripou -
não se precisava perguntar o que tomar. A gente sabia que
índio pode sofrer qualquer tipo de doença - menos
gripe. Porque a gripe neles leva à tuberculose no mesmo dia.
Eles tinham muito medo. Se soubessem que alguém estava gripado,
não se aproximavam. Tomavam muitos cuidados. Qualquer espirro,
eles tomavam urina e mandavam qualquer pessoa tomar urina. Para
poder evitar, era dito: "quem toma urina quando está
gripado, a doença não prossegue... ela já vai
cortando'. Quando ficava com falta de ar, a criança tomava
urina. Aí expectorava. Quando a criança tossia, o
catarro soltava. Vinha aquele catarro amarelo pra fora e não
acumulava".
(http://www.vegetarianismo.com.br/index.htm ).
"A crença popular é algo que não se controla.
O exemplo é a urinaterapia, prática que aconselha
ao paciente tomar a própria urina. O líquido, garantem
os seguidores, seria o melhor remédio contra alergias, micoses
e distúrbios gastrointestinais e renais. "É a
água da vida", define o padre Joseph Dillon, 53 anos,
da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.
Irlandês, Dillon tornou-se fã do método há
cerca de um ano. Vítima de resfriados fortes e frequentes,
ele garante que as crises se tornaram mais fracas e esparsas depois
que passou a tomar um copo de sua própria urina todos os
dias pela manhã. "Estou ótimo. A urina serve
para reequilibrar o sistema hormonal e fortalecer as defesas do
organismo", garante o padre. A convicção do religioso
é rebatida pela ciência. "A urina serve para expelir
substâncias tóxicas. Tanto que se um indivíduo
ficar sem urinar ele morre", afirma o urologista Miguel Srougi".
(Revista - Isto é)
Do caso em supra, vamos abordar primeiro a questão patológica
do assunto, ou seja, vamos ver se realmente a urina tem algum poder
terapêutico na opinião médica. Veja o que um
site especializado no assunto nos informa:Opinião Médica
Urina
A urina é composta de aproximadamente 95% de água.
Os principais excretos da urina humana são: a uréia,
o cloreto de sódio e o ácido úrico.
O sistema urinário
A eliminação da urina é feita através
do sistema urinário. Os órgãos que compõe
o sistema urinário são os rins e as vias urinárias.
As vias urinárias compreendem o ureter, a bexiga e a uretra.
Os nossos tecidos, que recebem do sangue as substâncias nutritivas,
ao sangue abandonam aqueles compostos químicos tóxicos
que neles se formam como resultado do complexo fenômeno da
nutrição. Tais substâncias são danosas
e devem ser eliminadas para não intoxicar o organismo e pôr
a vida em perigo. A maior parte desses produtos é eliminada
por trabalho do aparelho urinário; somente uma parte mínima
é eliminada pelas glândulas sudoríparas mediante
o suor.
O aparelho urinário tem a tarefa de separar do sangue as
substâncias nocivas e de eliminá-las sob a forma de
urina. Compõe-se ele dos rins, que filtram o sangue e são
os verdadeiros órgãos ativos no trabalho de seleção
das substâncias de rejeição; dos bacinetes renais
com os respectivos ureteres, que conduzem a urina até a bexiga;
da bexiga, que é o reservatório da urina; da uretra,
canal mediante o qual a urina é conduzida para fora. Juntamente
com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário
filtra e elimina também água.
A eliminação de água é necessária
seja porque as substâncias de rejeição estão
dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior
parte, de água, seja porque também a quantidade de
água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.
A água entra na composição de todos os tecidos
e da substância intercelular (que enche os espaços
entre as células): ela é o constituinte universal
de todos os "humores" do organismo e tem a tarefa essencial
de servir de "solvente" de todas as substâncias
fisiologicamente ativas.
A água entra no organismo com os alimentos e as bebidas;
em parte se forma no próprio organismo por efeito das reações
químicas que aí têm lugar; Depois de ter realizado
as suas importantes funções, a água deve ser
eliminada: como antes tinha servido de veículo às
substâncias nutritivas, agora serve de veículo às
substâncias de rejeição.
(http://orbita.starmedia.com/~corpohumano/excrecao/excrecao3.html
).
Acreditamos que a explicação clínica acima
é mais que suficiente para compreendermos que a urina não
é excluída à toa de nosso organismo, mas esse
fato ocorre por ela não ser mais útil ao mesmo. Entretanto,
essas desavenças estão bem resolvidas nos níveis
da medicina que, por si só, é mais que auto-suficiente
para provar os devidos fatos.
A Questão Religiosa
Nossa ótica agora se volta para o lado religioso da questão,
pois um dos adeptos desse movimento afirmou ser a Urina a "Água
da Vida" e que Deus, através da Bíblia, mandou
que o homem ingerisse sua própria urina. Mas será
que isso tem fundamento? Seria a "urinaterapia" uma prática
bíblica?
A ÁGUA DA VIDA É A URINA?
"Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e
quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias
pedido e ele te haveria dado água viva. Disse-lhe a mulher:
Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço
é fundo; donde, pois, tens essa água viva?".
(João 4:10,11)
No diálogo com a mulher samaritana o Senhor Jesus se identifica
como sendo a água viva que sacia a sede humana e traz uma
nova perspectiva de vida. Aquela mulher nunca mais foi a mesma,
pois ali, na beira daquele poço, ela encontro-se com quem
podia fartar a sede de sua alma. Portanto, a alegação
do adepto da "urinaterapia" é uma blasfêmia
e sem nenhum alicerce bíblico. Jesus Cristo é a nossa
única e suficiente água da vida!
"NA MEDIDA EM QUE SE BEBE A PRÓPRIA URINA...
VAI-SE ADQUIRINDO QUALIDADES MÍSTICAS COMO PODER, FORÇA
FÍSICA E ESPIRITUAL... ENCONTRAM-SE, TAMBÉM, MENÇÕES
AO ATO DE COMER AS PRÓPRIAS FEZES".
Isso é um absurdo! Se clinicamente falando, a urina não
pode fazer bem algum, ao contrário, pode até fazer
mal, como então acreditar que tal prática seria de
enlevo espiritual? O mundo está cada dia mais doente e perdido!
Sobre o único alimento espiritual, Jesus Cristo disse: "Nem
só de pão viverá o homem, mas de toda palavra
que sai da boca de Deus..."(Mt.4:4). Ou seja, a Palavra de
Deus é o alimento necessário para o crescimento da
nossa vida espiritual e não a urina da própria pessoa.
O apóstolo Pedro bem sabia disso: "antes crescei na
graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo" (II Pe 3.18).
Sobre a questão de ingestão das próprias fezes,
não precisamos dar nenhum parecer clínico, pois todos
sabemos que tal ato é pura insanidade! A Bíblia diz
que os ímpios sim, figuradamente, comerão as próprias
fezes: "Porque na mão do Senhor há um cálice,
cujo vinho espuma, cheio de mistura, do qual ele dá a beber;
certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão
as suas fezes..." (Sl 75.8).
Conclusão
Verdadeiramente estamos vivendo os últimos dias e os engodos
espalham-se em proporções gigantescas. O que percebemos,
na questão da "urinaterapia", é que mais
se parece com um movimento religioso do que com uma abordagem séria
da questão clínica e científica do assunto.
A medicina, segundo nossas consultas, é unânime em
admitir que a urina não tem poder terapêutico algum.
Nós, como pesquisadores bíblicos, declaramos que não
há bases teológicas para admitirmos que a ingestão
de urina possa ser de aceitação religiosa ou dar algum
poder especial da parte de Deus. Por isso fiquemos com o que nos
diz a Palavra de Deus e não aceitemos nenhuma nova forma
de doutrina antibíblica!
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