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MILLER E O MOVIMENTO DO ADVENTO    -    www.cacp.org.br


Nascido em 1782, em Pittsfield, Estado de Massachussetss, EUA, Guilherme (William) Miller era de família batista e um cristão devoto ao Senhor. Ele dirigiu por muitos anos uma igreja cristã em Nova Iorque, onde começou a se interessar pelo estudo e pregação da segunda vinda de Cristo. Embora tenha sido o precursor do movimento adventista e tenha errado ao marcar a segunda vinda de Jesus para os anos de 1843/44, Miller não fundou a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), como também rejeitou a guarda do sábado e a doutrina da expiação no santuário.

Miller reconhece seu erro

Segundo Raimundo F. de Oliveira, Miller deu toda prova de sinceridade, confessando simplesmente que havia se equivocado em seu sistema de interpretação da profecia bíblica. Nesse tempo ele mesmo escreveu:
“Acerca da falha da minha data, expresso francamente o meu desapontamento (...) Esperamos naquele dia a chegada pessoal de Cristo; e agora, dizer que não erramos, é desonesto. Nunca devemos ter vergonha de confessar nossos erros abertamente”. [1]

Com relação às novas teorias que surgiram no seio do movimento, Miller foi categórico:
“Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida a sétima trombeta soou, ou que foi de algum modo o cumprimento da profecia da sua vinda” [2]

A fundação da IASD

A verdadeira origem da Igreja Adventista do Sétimo Dia esta ligada a três principais grupos. Dentre os três, dois deles deram substancial contribuição para a formação da nova seita. O primeiro era dirigido por Joseph Bates, que observava o sábado. O segundo grupo dava muita ênfase aos dons espirituais, particularmente ao de profecia, e tinha entre seus membros a senhora Helen Harmon (mais tarde senhora White) que dizia ter o dom de profecia. Eles se uniram em torno da “revelação” de Hiram Edson, que deu a “profecia” de Miller um novo significado. Foi assim que, em maio de 1863, por questões de coordenação e sobrevivência, organizou-se a “Assembleia Geral dos Adventistas do Sétimo Dia”, ou seja, 14 anos após a morte de Guilherme Miller.

O regresso de um peregrino

Já esta mais que na hora de tirarmos das “costas” de Miller a responsabilidade pelos erros cometidos pelos que vieram após ele. Não que ele tivesse sido em tudo correto (e com certeza não o foi), mas só o fato de ter se arrependido e regressado a sua igreja mãe já diz alguma coisa. Segundo Oliveira, até o fim dos seus dias, em 20 de dezembro de 1849, com sessenta e oito anos incompletos, Miller permaneceu como cristão humilde e consagrado. Ele morreu na fé e na esperança de estar em breve com o Senhor. [3]


Referências Bibliográficas
1. A História da Mensagem Adventista, pág. 410, citado por Raimundo F. de Oliveira em Seitas e Heresias, pág. 68.
2. Ibidem, pág. 69.
3. Id. Ibidem, pág. 69
por Johnny T. Bernardo do INPR Brasil



 

Igreja Evangélica da Paz - Seriedade na Palavra.

 

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