Muito embora o resmungo
dos ASD que não toleram ouvir falar em abolição
do sábado, a profecia concernente à abolição
do sábado semanal é indicada em Os 2.11:
E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas
e os seus sábados; e todas as suas festividades .”
O cumprimento da profecia de Os 2.11 se deu quando Jesus bradou
na cruz, “Está consumado.”(Jo 19.30). Lê-se
que, nesse momento, houve o rompimento do véu do santuário,
Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes
de alto a baixo.” (Mt 27.51) dando fim a todo o cerimonialismo
da lei. Entre as coisas que foram abolidas a partir de então,
a Bíblia torna claro que se incluía a guarda do sábado
semanal.
É o que lemos em Cl 2.14-17:
“Havendo riscado a cédula que era contra nós
nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária,
e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando
os principados e potestades, os expôs publicamente e deles
triunfou em si mesmo. Portanto ninguém vos julgue pelo comer,
ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da luz nova, ou
dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas
o corpo é de Cristo.”
EXPLICAÇÃO ADVENTISTA DE CL 2.14-17
Se os ASD aceitassem que a palavra sábados do texto em tela
se aplica corretamente ao sábado semanal, então não
haveria prova bíblica de sustentar a guarda do sábado
no Novo Testamento. E eles sabem disso. Por isso, quando em polêmicas
levantadas por eles querendo sustentar a obrigatoriedade da guarda
do sábado, explicam que a palavra sábados de Cl 2.16
se aplica aos por eles intitulados sábados cerimoniais ou
anuais de Levítico 23.
É a resposta óbvia que dão quando alguém
aponta Colossenses 2.14-17 como apoio bíblico da abolição
do sábado semanal. Dizem, “Então você
não sabe que existem dois sábados nas Escrituras?
O sábado semanal, que é de caráter moral e
o sábado cerimonial ou anual? Este – sim - foi abolido
na cruz mas o sábado semanal continua obrigatório”.
Vejamos se os ASD têm razão no seu raciocínio:
NOSSA RESPOSTA À EXPLICAÇÃO DE CL
2.14-17
Damos três razões para explicar que a defesa feita
pelos adventistas com relação à guarda do sábado
é sem base bíblica:
1.A expressão de Cl 2.16 “dias de festa’ se
relaciona com os feriados anuais ou sábados cerimoniais que
eram denominados dias de festa, “São estas as festas
fixas do Senhor, que proclamareis para santas convocações,
para oferecer ao SENHOR...” (Lv 23.37). Logo os sábados
cerimoniais ou anuais já estão incluídos nessa
frase, restando à palavra sábados o sentido diferente
de sábados semanais, “ Além dos sábados
do SENHOR... “ (Lv 23.38).
Eram sete as festas anuais judaicas mencionadas em Lv 23:
1.Festa dos Asmos - v. 6
2.Festa da Páscoa – v. 5
3.Festa de Pentecostes – v. 15, 16
4.Festa das Trombetas – v. 24
5.Festa da Expiação – v. 27, 28
6.Festa dos Tabernáculos (primeiro dia da festa)- v. 34
7.Festa dos Tabernáculos (último dia da festa) –
v. 36
2.A fórmula ‘dias de festa, luas novas
e sábados’ é a fórmula consagrada para
indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais ou inversamente,
semanais, mensais e anuais.
Exemplos bíblicos da fórmula:
Exemplo n. 1:
Em Números 28 encontramos os holocaustos para os dias de
sábados (semanais), para as luas novas (mensais) e dias de
festa (anuais) nos seguintes versículos: “... no dia
de sábado dois cordeiros de um ano, sem mancha... Holocausto
é do sábado em cada semana...” (v. 9,10)
“E as suas libações serão a metade dum
him de vinho para um bezerro... este é o holocausto da lua
nova de cada mês, segundo os meses do ano.”(v. 14)
“Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês,
é a páscoa do Senhor; E aos quinze dias do mesmo mês
haverá festa; sete dias se comerão pães asmos.”
(v. 16,17)
Exemplo n. 2:
1 Cr 23.31: “E para cada oferecimento dos holocautos do Senhos,
nos sábados (cada semana), nas luas novas (cada mês)
e nas solenidades (cada ano) por conta, segundo o seu costume, continuamente
(o parêntese é nosso).
Exemplo n. 3:
2 Cr 2.4: “Eis que estou para edificar uma casa ao nome do
Senhor meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso
aromático, e para o pão contínuo da proposição,
e para os holocaustos da manhã e da tarde (cada dia), nos
sábados (cada semana) e nas luas novas (cada mês) e
nas festividades do Senhor nosso Deus... (cada ano).” (o parêntese
é nosso)
Exemplo n. 4:
2 Cr 8.13: “ E isto segundo o dever de cada dia, oferecendo
segundo o preceito de Moisés, nos sábados (cada semana)
e nas luas novas (cada mês), e nas solenidades (cada ano),
três vezes no ano... (o parêntese é nosso)
Exemplo n. 5:
2 Cr 31.3: “Também estabeleceu a parte da fazenda do
rei para os holocaustos, para os holocaustos da manhã e da
tarde, e para os holocaustos dos sábados (cada semana), e
das luas novas (cada mês), e das solenidades (cada ano), como
está escrito na lei do Senhor.”(o parêntese é
nosso)
Exemplo n. 6
Ez 45.17: “E estarão a cargo do príncipe os
holocaustos, e as ofertas de manjares, e as libações,
nas festas (cada ano), e nas luas novas (cada mês), e nos
sábados (cada semana), em todas as solenidades da casa de
Israel.”(o parêntese é nosso)
Exemplo n. 7
Os 2.11: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas,
as suas luas novas e os seus sábados; e todas as suas festividades.”
Voltemos agora a Cl 2.16 “ Portanto ninguém vos julgue
pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa (cada
ano ) , ou da lua nova (cada mês), ou dos sábados (cada
semana), Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo
é de Cristo.”
para verificarmos que as expressos para a indicação
dos dias sagrados semanais, mensais e anuais ou inversamente, dias
sagrados anuais (dias de festas), mensais (luas novas) e sábados
(semanais) estão indicados sempre pela mesma expressão.
3. Dizem os ASD que “Os termos sábado,
sábados e dia de sábado ocorrem sessenta vezes no
Novo testamento, e em cada caso exceto um, refere-se ao sétimo
dia. Em Col. 2.16 e 17 faz-se referência aos sábados
anuais relacionados com as três festas anuais observadas por
Israel antes do primeiro advento de Cristo. ( ESTUDOS BÍBLICOS
p. 378 – CASA, edição de 1984).
Perguntamos: Em qual caso fazem exceção? Justamente
o de Cl 2.16. Então os termos “sábado, sábados
e dia de sábado” aparecem 60 vezes e sempre se referem
ao sétimo dia com exceção de um - o de Cl 2.16.
Se dermos à palavra ‘sábados’ o sentido
de sábado semanal teremos em apoio da nossa interpretação
59 casos, reconhecidos pelos próprios ASD como sábados
semanais. Se os ASD derem o sentido de sábado anual ou cerimonial
à palavra ‘sábados’ de Cl 2.16 só
terão em apoio de sua interpretação um único
caso. Logo, a nossa interpretação é a correta.
E por que? Porque é regra de hermenêutica que a Bíblia
com a própria Bíblia se interpreta. Se duas pessoas
se candidatam a um cargo eletivo e um deles alcançar 59 votos
e outro só um. Quem é o vencedor?
Assim os dias sagrados anuais são conhecidos pela expressão
‘dias de festa’; dias sagrados mensais, indicados pela
expressão ‘lua nova’; dias sagrados semanais
pela expressão, ‘sábados’. Se conservamos
o verdadeiro sentido de ‘dias de festa’ para os chamados
sábados anuais, teremos dentro da palavra ‘sábados’,
mencionada em seguida, o sentido de sábado semanal. Logo,
todo ciclo de dias sagrados do judaísmo: anuais, mensais
e semanais, são indicados pela expressão ‘dias
de festa, lua nova e sábados' e terminaram na cruz e não
devem ser motivo de críticas como fazem os ASD e muito menos
que seja necessária a guarda do sábado para salvação,
como erroneamente ensina a Sra. White.
TIRO DE MISERICÓRDIA: OPINIÃO DE SAMUELLE
BACCHIOCHI SOBRE CL 2.16-17
“O sábado em Colossenses 2.16: O tempo sagrado prescrito
por falsos mestres referem-se como sendo ‘um sábado
festival’ ou a lua nova ou um sábado. – ‘eortes
e neomnia o sabbaton.’ (2.16). O consenso unânime de
comentaristas é que estas três expressões representam
uma lógica e progressiva seqüência (anual, mensal
e semanal). Este ponto de vista é válido pela ocorrência
desses termos... Um outro significativo argumento contra os sábados
cerimoniais ou anuais é o fato de que estes já estão
incluídos nas palavras ‘dias de festa...’Esta
indicação positivamente mostra que a palavra SABBATON
como é usada em Cl 2.16 não pode se referir aos sábados
festivais, anuais ou cerimoniais.”
Determinar o sentido de uma palavra baseando-se exclusivamente em
conceitos teológicos em prejuízo de evidências
línguísticas e contextuais é estar contra as
regras de hermenêuticas bíblicas. Ademais, a interpretação
que o Comentário Adventista dá à palavra ‘sábados’
de Cl 2.16 é difícil de ser sustentada, desde que
temos visto que o sábado pode legitimamente ser tido como
‘sombra’ ou símbolos preparatórios de
bênçãos da salvação presente e
futura.”
(FROM SABBATH TO SUNDAY, p. 358-360)
IV. OS MANDAMENTOS DE JESUS
Reiteradamente encontramos na Bíblia a recomendação
de Jesus para guardarmos seus mandamentos. As seguintes passagens
assim indicam:
“Se me amardes guardareis os meus mandamentos.”(Jo
14.15)
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é
o que me ama.”( Jo 14.21)
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor;
do mesmo modo que guardo os mandamentos de meu Pai, e permaneço
no seu amor.”(Jo 15.10)
“E nisto sabemos que o conhecemos se guardarmos os seus mandamentos.
“(1 Jo 2.3);
“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos
a Deus e guardamos os seus mandamentos.”(1 Jo 5.3).
A NATUREZA DOS MANDAMENTOS DE JESUS
A que Jesus se referia quando falava de seus mandamentos? Os ASD
logo que encontram a palavra ‘mandamentos’ no Novo Testamento
associam a palavra aos dez mandamentos. Não é , porém,
correto esse modo de pensar. Jesus foi bem específico quando
falou de seus mandamentos.
Vejamos a que Jesus se referia quando falava de mandamentos:
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros;
como eu vos amei a vós, que também vós uns
aos outros vos ameis.” ( Jo 13.34);
“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros,
assim como eu vos amei.”(15.12);
“O seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu
Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo seu mandamento.”(
1 Jo 3.23);
“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também
seu irmão.” (1 Jo 4.21);
“E agora, senhora, rogo-te, não como escrevendo-te
um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio
tivemos: que nos amemos uns aos outros.” (2ª Jo 5) (o
grifo é nosso) Notou o leitor que nada se fala de guardar
o sábado?
O NOVO TESTAMENTO NÃO REPETE OS DEZ MANDAMENTOS
Não há dúvida de que o Novo Testamento cita
mandamentos do Velho Testamento. Cita mandamentos indistintamente
de toda a Lei de Moisés, mas não repete o quarto mandamento
em nenhum lugar. Façamos uma comparação dos
dez mandamentos dentro do Novo Testamento:
VELHO TESTAMENTO
1. mandamento - Ex 20.2,3
2. mandamento - Ex 20.4-6
3. mandamento - Ex 20.7
4. mandamento - Ex 20.8-11
5. mandamento - Ex 20.12
6. mandamento - Ex 20.13
7. mandamento - Ex 20.14
8. mandamento Ex 20.15
9. mandamento - Ex 20.16
10. mandamento - Ex 20.17
NOVO TESTAMENTO
1. At 14.15
2. 1 Jo 5.21
3. Tg 5.12
4. Não há
5. Ef 6.1-3
6. Rm 13.9
7. 1 Co 6.9,10
8. Ef 4.28
9. Cl 3.9
10. Ef 5.3
DEZ OU ONZE MANDAMENTOS?
Na tentativa hercúlea de encontrar apoio para a guarda do
sábado no Novo Testamento e como dizemos que Jesus nunca
mandou guardar o sábado, os adventistas descobriram junto
com o sábado, o mandamento de também santificar o
inverno. Pois não é que descobriram em Mt 24.20 um
mandamento de Jesus para a guarda do sábado? Fizeram um gráfico
como o de cima e enquanto apontamos para o quarto mandamento: Não
há, indicaram a referência de Mt 24.20. Vejamos o que
diz esse texto:
“ E orai para que a vossa fuga não aconteça
no inverno nem no sábado.”
Ora, se essas palavras de Jesus indicam um mandamento para santificar
o sábado, considerando que em primeiro lugar é mencionado
o inverno, torna-se óbvio que o inverno também deve
ser santificado. Assim, já não são mais dez
mandamentos, mas onze mandamentos. E não podemos nos esquecer
de que em Ap 22.18 é proibido acrescentar mais um mandamento
ao decálogo, passando assim, os mandamentos da lei exarados
no livro da lei (Gl 3.10), a serem 614 mandamentos em lugar de 613.
Imagine só os adventistas cortaram do livro da Lei nada menos
do que 603 mandamentos e ainda tem a petulância de citar Tg
2.10 para nós. “ Porque qualquer que guardar toda a
lei (não só os dez mandamentos), e tropeçar
em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” Vivendo
sob a lei estão debaixo da maldição da própria
que proclamam guardar, dividindo-a em duas: dizendo que uma foi
abolida e a outra está em vigor. Já pensou: Agora,
com o acréscimo do mandamento de santificar o inverno, realmente,
só cortaram 604. Ainda vivem sob a maldição
da lei, da qual Cristo nos livrou (Rm 6.14-15; 10.4)
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