A trilogia[i]
Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski, iniciada em 1999,
mistura inteligência artificial, filosofia, ciência
futurista, artes marciais e zen-budismo. O primeiro filme da série
ganhou quatro Oscars e foi o primeiro DVD a vender um milhão
de cópias. Rendeu à Warner a arrecadação
recorde de 458 milhões de dólares (a maior arrecadação
da Warner até aqui). Calcula-se que os outros dois filmes
da seqüência (Reloaded e Revolutions) tenham consumido
um orçamento de trezentos milhões de dólares,
cem milhões só em efeitos especiais. O segundo filme
ainda em cartaz nos cinemas, já foi assistido por mais de
quatro milhões de pessoas no mundo inteiro. Só no
Brasil já são quase um milhão de telespectadores.
Simultaneamente, também foram lançados o desenho
animado japonês Animatrix (em DVD e VHS), com nove episódios,
e o game Enter the Matrix, que requer no mínimo 26 horas
de jogo para se chegar ao final. Trata-se de uma espécie
de interatividade progressiva que conta com sons e imagens tirados
diretamente do set[ii] de filmagem.
O que é Matrix?
A exemplo de outros grandes clássicos da ficção
científica, como: 2001 — Uma odisséia no espaço[iii],
Guerra nas estrelas[iv] , Blade Runner — O caçador
de andróides[v], Exterminador do futuro[vi] , Vingador do
futuro[vii] e Senhor dos Anéis[viii], a trilogia Matrix também
abre diversas discussões filosóficas e religiosas.
O filme trata de um futuro em que as máquinas se tornaram
auto-suficientes e venceram os homens numa grande batalha mundial.
Exceto um grupo de pessoas que escaparam e vivem miseravelmente
numa cidade subterrânea, a humanidade toda é mantida
cativa em uma espécie de “prisão mental”
que simula a realidade, denominada Matrix.
O filme começa a se desenrolar de fato quando o hacker[ix]
Neo (personagem do ator Keanu Reeves), ajudado por Morpheus (papel
interpretado pelo ator Laurence Fischburne), líder da rebelião
que luta contra o domínio das máquinas, descobre que
está vivendo num mundo de sonho, numa realidade virtual (ou
seja, num software). De posse da verdade de que tudo não
passa de uma ilusão, ele começa a lutar para escapar
do “sistema”.
Para Morpheus, Neo é uma espécie de Bodhisattva
(Buda — o iluminado), um messias que se desperta para salvar
a humanidade.
Com uma técnica avançadíssima de captura de
imagem que transporta cenas do mundo real ao ambiente virtual, colocando-a
à disposição das instruções dos
diretores, e com doses pesadas de efeitos especiais e alta tecnologia
digital (Cerca de 95% das cenas do segundo filme Matrix Reloaded
são digitalizadas), Matrix vem sendo considerado a grande
inovação em termos de cinema da atualidade.
A era da cibercultura preocupa
Outro aspecto relevante ao analisarmos este assunto é o
modo como a interatividade[x] avançou velozmente nestes últimos
anos com a chegada da cibercultura[xi]. A produção
de Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski investiu pesado
nestes recursos para dar o máximo de realismo às cenas
virtuais. Pierre Lévy, especialista em cibercultura, mostra
que o curso desta interatividade visa a nossa imersão total,
por meio dos cinco sentidos, em “mundos” virtuais cada
vez mais realistas, também conhecidos como “universos
paralelos”. Por esse processo, o telespectador é convidado
a passar para o outro lado da tela e a interagir de forma sensório-motora
com seus ídolos atores, provocando uma espécie de
osmose, fenômeno físico/químico produzido quando
o solvente de uma solução consegue passar para uma
membrana impermeável.
A psicóloga clínica Marlene Mayhew constatou sobre
essa cultura cibernética que só nos Estados Unidos
já são onze milhões de adolescentes on-line
vivendo boa parte do seu dia num cenário virtual como salas
de bate-papo, jogos etc. Trata-se de um ambiente que a grande maioria
das pessoas de uma geração anterior desconhece. A
psicóloga pergunta: “Não é sintomático
que o computador seja instalado justamente em seus quartos?”.
O resultado disso são crianças cada vez mais alienadas
do mundo real, com sérios problemas de relacionamentos.
De fato, após quase duas horas sentado em frente à
tela, o telespectador mistura sua realidade com a de Matrix, e questiona
se a sua vida não é realmente um jogo, se não
está sendo ingenuamente controlado por alguma “mente”
superior. É exatamente neste ponto que é semeada a
mensagem budista do samsara, que ensina que nada é real e
que tudo que vivemos não passa de um sonho projetado pela
nossa mente dominado por nossos desejos naturais. Assim, Matrix,
pode ser visto como uma espécie de novo porta-voz do budismo
digitalizado de Hollywood, por meio do qual a maioria dos seus astros
professa filosofias orientais.
Síntese histórica e a ação
missionária budista
A origem do budismo é descrita por diversas tradições
e lendas. De acordo com o livro O Sentido da Vida, Dalai Lama[xii],
Sidarta Gautama, o Buda, “nasceu, ao que parece, numa família
real indiana por volta de 560 a.C., em Kapilavastu, na parte noroeste
da Índia, no atual Nepal. Seu pai era o rajá (governador)
de um pequeno principado. Abandonou a vida principesca e partiu
em retiro em 524 a.C., tornando-se iluminado, segundo se crê,
em 518 a.C. Morreu em 483 a.C.”. A tradição
budista admite que, além de Sidarta Gautama, outros Budas
tenham vivido sem se darem a conhecer. Todo aquele que busca a iluminação
e depois de consegui-la dedica-se em salvar o próximo torna-se
Bodhisattva (Buda).
As duas ramificações principais do budismo são:
Therevada e Mahayana. A primeira escola, mais restrita à
Índia, afirma que a iluminação está
disponível a alguns dedicados discípulos. A segunda
escola, que se tornou popular em todo o mundo (especialmente na
China e no Japão), é mais liberal e, por isso, mais
atrativa para as outras culturas. Ela franqueia a salvação
a todos aqueles que se aproximam.
Sidarta Gautama não deixou nenhum registro escrito de seus
ensinos. Eles foram transmitidos por tradição oral.
Somente no século 1 a.C., na Ilha do Ceilão, é
que foram redigidas as primeiras escrituras budistas. Atualmente,
o budismo possui três grupos de livros sagrados principais:
o Tripitaka, organizados em três cestos: a autodisciplina;
o sermão de Buda e doutrinas. Para os budistas, Jesus foi
um Mestre budista vindo do Tibete e da Índia, um iluminado,
a mesma versão divulgada pela Nova Era[xiii].
Ora, se consideram Jesus um iluminado, por que não
aceitam e seguem a sua doutrina?
Mas não. Ensinam e apregoam seus próprios ensinos
sob a ótica budista que chamam de “os oito nobres caminhos”:
crença correta, sentimentos corretos, fala correta, conduta
correta, modo de vida correto, esforço correto, memória
correta, meditação correta e concentração
correta.
Hoje, o budismo vive sua terceira onda de crescimento. Em todo
o mundo há tantos budistas quanto protestantes, algo em torno
de quinhentos milhões de pessoas. Isso sem considerar suas
variações e seitas surgidas a partir dos conceitos
de Buda, tais como: Nova Era, Jodo, Jodo Shin, Nichiren, Shingon,
Tendai, Zen, entre outras.
Só no Brasil são mais de trezentos mil budistas,
quase 3% da população, superando o judaísmo
e o islamismo, entre outras novas religiões orientais. Em
Três Coroas (RS) foi construído o maior monastério
budista da América Latina. Não é por menos
que o maior missionário do budismo moderno, Dalai Lama, com
seu livro A arte da felicidade, figura nas listas dos dez mais vendidos,
há três anos, mais ou menos. Dalai Lama já visitou
o Brasil duas vezes e reuniu, em suas palestras, mais de quinhentas
mil pessoas.
A conspiração silenciosa
Como visto, nosso propósito aqui não é discutir
o cinema como entretenimento, se o cristão deve ou não
freqüentá-lo, se deve ou não assistir a um filme.
O que nos preocupa é o seguinte: muitas produções
cinematográficas trazem doutrinas heréticas e ocultistas,
disseminado-as silenciosamente, como, por exemplo, a série
Harry Potter, abordada em duas edições de Defesa da
Fé. Infelizmente, muitos cristãos ainda não
possuem discernimento bíblico para agir conforme recomenda
a Palavra de Deus: “Mas o mantimento sólido é
para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm
os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”(Hb
5.14; grifo do autor).
O renomado apologista cristão Norman Geisler comenta que
a conhecida série Guerra nas estrelas está impregnada
de uma latente e perniciosa visão cósmica, gnóstica
e oriental. Na biografia de George Lucas, produtor da obra, consta
que o seu conceito sobre a “Força” foi fortemente
influenciado pela obra Tales of Power, de Carlos Castaneda, e pelo
índio e adivinho mexicano Don Juan, que usa este conceito
“força da vida”.
Um exemplo claro de como cinema e religião eventualmente
se unem, e que idéias lançadas por certos filmes podem
formar grupos heréticos, é o caso da “Religião
da Força” ou “Religião de Jedi”,
como se autodenominam os adeptos da seita que se organizou na Austrália
a partir da febre Star Wars. Segundo um censo do governo, 0,37%
da população do país (ou seja, setenta mil
pessoas) declarou que segue os “cavaleiros de Jedi”.
Já com Matrix, os irmãos Wachowski disseram, em recente
entrevista, ser simpatizantes do budismo e quiseram colocar elementos
da doutrina na trilogia. Apesar de explorarem símbolos e
nomenclaturas cristãs: Trinity (Trindade), Neo (Messias),
Zion (Sião), Apoc (Apocalipse), Nabucodonosor (nave pilotada
pelos rebeldes) e mitologia grega: Morpheus (deus grego do sonho),
os produtores usaram especialmente o budismo como pano de fundo
para a concepção desse projeto.
As artes marciais chinesas, coreanas e japonesas, bastante exploradas
na trilogia, têm forte influência do zen-budismo —
inclusive a primeira delas teve como fundador o mesmo homem que
fundou o zen-budismo na China, Bodhidharma. Não surpreende,
então, que as respectivas práticas partam do mesmo
princípio de integração corpo-mente. É
exatamente isso que propõe o filme: a única coisa
que coexiste entre o real e o virtual é a mente. Os diálogos
apresentam conceitos semelhantes aos encontrados na biografia de
Hui-Neng (Enô), o Sexto Patriarca Zen da China (638-713).
Exemplo: Neo (no primeiro filme) encontra uma criança com
trajes de monge budista que entorta uma colher com a mente. “Não
é a colher que entorta”, diz a criança, “mas
você”.
Esta colocação assemelha-se àquela feita por
Hui-Neng a um monge budista: “Não é o vento
que move a bandeira, é a mente de vocês”. Há,
ainda, trechos semelhantes à biografia do próprio
Siddharta Gautama, o Buda. Nela, Shunryu Suzuki ensina que na Mente
Zen há diferença entre conhecer e trilhar o caminho,
e que nossa vida e nossa mente são a mesma coisa. Esta crença
está alicerçada no panteísmo, que ensina que
Deus se acha difundido em todas as coisas e que somos parte dele.
Já o cristianismo define esta relação apontando
para a distinção existente entre o Criador e a criatura.
Ora, assim como um pintor não é a pintura, e não
morre se ela for destruída, Deus também está
além da obra da criação.
A doutrina do samsara
O samsara consiste no círculo de nascimento, sofrimento,
morte e renascimentos sucessivos (reencarnações) com
o fim de desenvolver a compreensão plena (do eu e do mundo)
denominada iluminação ou despertar de Buda até
atingir o nirvana. O caminho para a transcendência é,
por fim, alcançado com a busca pessoal pela iluminação.
No caso de Matrix (o filme), o personagem Neo persegue esse caminho.
A idéia budista do samsara baseia-se em duas crenças
antibíblicas principais: o carma e a reencarnação.
No filme, a idéia de carma e reencarnação é
expressa pelo Oráculo, que diz a Neo que ele talvez descobrisse
seu dom na “próxima vida”. A Bíblia ensina
a ressurreição, e não a reencarnação,
descartando a idéia do carma. Analisemos os seguintes pontos:
1. Segundo a Bíblia, o tempo da vida terrena é suficiente
para que nos responsabilizemos por nossas ações (Ec
9.4; Sl 90; Hb 4.7; Lc 23.42-43). Por que o ladrão da cruz
não precisou reencarnar para evoluir-se e ser salvo? Pense:
Se houvesse reencarnação, para que existiria a necessidade
do perdão? O perdão tira a condenação
do pecado (1Jo 1.7,9; Rm 8.1; Lc 23.39-44). Por que deveríamos
pagar com o sofrimento num mundo ilusório aquilo que já
foi perdoado? (Mq 7.18-20, Hb 10.1). Se Deus, quando nos arrependemos,
se esquece dos nossos pecados do passado, no mínimo seria
tolice pagar por eles em reencarnações sucessivas
(Is 43.25).
2. Ao homem está ordenado morrer apenas uma vez, vindo depois
disto o juízo, e só há dois lugares após
a morte (Hb 9.27, Lc 16.19- 31; Jo 3.17, 18). Quem partiu não
retorna à vida (Ec 9.4-5; 2Sm 12.22-23). Qual é o
sentido da reencarnação se o “eu” responsável
pelas ações da vida anterior foi apagado com a morte?
Como o carma pode ser verdade se a pessoa não se lembra dos
erros da suposta vida passada? Isso comprova a impossibilidade do
próprio samsara ser um meio de pagar pelos erros. Segundo
a Bíblia, Jesus é o único que pode nos libertar
do pecado (Jo 8.24, 34-36). Acaso a dor que sentimos, as doenças,
os atropelamentos, o câncer, a AIDS, são pura ilusão?
Não seria um absurdo sustentar tal crença budista
e pagar por uma coisa sem ao menos saber do que se trata ou apenas
por uma projeção da realidade? (Ec 11.9; At 10.42).
A Bíblia só fala em ressurreição (1Cor
15; Jo 11.25-26). Jesus ressuscitou em corpo glorificado (Lc 24.37-39).
Analise a incoerência do budismo: ensina que na reencarnação
a pessoa perde a identidade da vida anterior. É como se a
vida passada simplesmente se desintegrasse no tempo pela necessidade
de assumir novas personalidades. A pessoa, portanto, é engolida
pelo cosmo e acaba virando nada (nirvana). Isso não faz sentido!
Que propósito teria a vida, então? Ao contrário,
Deus nos ama e leva em conta a nossa identidade. Você é
um ser único. Na ressurreição, a nossa identidade
será mantida, ou para a vida eterna ou para a perdição
eterna (Dn 12.2-3).
Outro aspecto do conceito budista expresso no filme (que tenta passar
a idéia de que a nossa vida é uma grande ilusão
montada pelos nossos próprios desejos) afirma o seguinte:
você, eu e o universo formamos um todo indivisível
(isso é monismo — Deus é tudo e tudo é
Um). Ver a nós mesmos como uma parte separada do resto é
a fonte da ilusão do “eu”, e a mesma ilusão
ocorre em relação ao mundo em redor.
Para o budismo, aquilo que percebemos do mundo é apenas
uma fração dele. Nossa mente e nossos sentidos condicionam
e limitam nosso entendimento e nossa relação com o
mundo. Cypher, personagem do primeiro filme Matrix, diz, ao comer
um bife: Eu sei que este bife não existe. A ignorância
é uma bênção. Sejamos coerentes! Na verdade,
se o mundo é realmente ilusório, como poderíamos
distinguir entre fantasia e realidade, pelo menos conceitualmente?
Lao Tse expressa bem esta pergunta: “Se quando estava dormindo
eu era um homem sonhando que era uma borboleta, como sei que quando
estou acordado não sou uma borboleta sonhando?”.
Podemos também concluir que o budismo é autodestrutivo.
Vejamos. Segundo um dos aspectos do que significa samsara, tudo
o que vivemos não é real. Então, tudo o que
o budismo prega (sua história, seus personagens, inclusive
o samsara) também não é real. Os budistas,
ao que parece, estão caindo no mesmo erro do ceticismo, teoria
filosófica contraditória que declara que: “Não
se pode ter certeza de nada absolutamente!”. Ora, então
como podem ter certeza de que a filosofia que pregam é certa?
O mesmo dilema vivido pelo cético, de ser condenado por sua
própria alegação, poderia, neste caso, ser
aplicado aos budistas.
Quão diferentemente vive e crê o cristão! Basta
apenas lembrarmos do grande apóstolo Paulo, quando disse:
“Porquanto tem determinado um dia em que com justiça
há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso
deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”(At
17.31; grifo do autor).
O nirvana, a salvação e a Bíblia
Somente atingindo o nirvana (céu budista), o homem fica
livre do samsara. O nirvana é a extinção do
ser, uma auto-extinção, quando toda idéia de
personalidade individual cessa. Imagine: assim como o caldo de galinha
se dissolve na sopa, assim também o ser humano, no final,
será diluído como tempero cósmico no nada (o
nirvana). “A salvação final, na concepção
budista, está relacionada à individualidade da pessoa,
e não da própria pessoa, como acreditam os cristãos”,
diz Norman Geisler. Esse conceito é uma grande desesperança
quando comparado com a fé cristã (Ef 1.4-5).
Há três estágios no filme Matrix que reforçam
a idéia do ciclo existencial até o nirvana. O primeiro
é a vida de Neo como Thomas Anderson. O segundo é
o despertar de Neo para a vida real no casulo de Matrix. E o último
é a “morte” de Neo nos dois mundos e seu ressurgimento
como alguém capaz de reprogramar Matrix.
Um ponto muito enfatizado no zen-budismo é que a experiência
pessoal é o único jeito de atingir a iluminação,
enfocado no filme por Morpheus, quando ele diz a Neo: Você
tem de ver por si mesmo. Eu não disse que seria fácil,
Neo. Esta observação está ligada a Shnryu Suzuki
(1905-1971). O aspecto fundamental do caminho para o nirvana é
a eliminação de todo pensamento dualista. E a raiz
de tal pensamento é a lógica. Nesse caso, é
necessário quebrar as cadeias da lógica e abordar
a vida a partir de um novo ponto de vista.
Para o cristão, o seu futuro não é uma condição
de união ou absorção final por alguma essência
impessoal, mas uma continuidade pessoal e consciente no céu
com Cristo: “Mas a nossa cidade está nos céus,
de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”
(Fp 3.20). Devemos sempre nos lembrar de uma coisa: assim como céu,
o inferno também é real! (2Pe 2.4, 9; Ap 20.10, 15).
Conclusivamente, o zen-budismo é a ramificação
do budismo difundida na trilogia de Matrix. Nela, a prática
do zen-budismo tem o propósito de alcançar o mesmo
nirvana. Segundo Norman Geisler, o zen-budismo é a forma
mais influente do budismo difundida atualmente. Suas origens são
encontradas em Tão-Sheng (360-434 d.C.), um budista mahayana,
e em Bodidarma (m. 534 d.C.). Tão-Sheng migrou da China para
o Japão, onde sua forma de budismo foi mesclada com o taoísmo,
que enfatiza a união com a natureza (panteísmo). Essa
mistura eclética é conhecida por zen (meditação).
No zen-budismo, Deus é homem e o homem é Deus (panteísmo).
Além de o homem ser Deus, tudo é Deus e Deus é
tudo. Tudo e todos são Um (monismo). Budas (pessoas iluminadas)
e seres sensitivos (aqueles que ainda são sensitivos) surgem
da mente única, e não há outra realidade além
desta mente. O que existe de fato é a Mente, o resto é
ilusão. Em seu livro O sentido da vida, Dalai Lama defende
a crença de que cada um de nós esteve ou está
no estado de existência cíclica cármica. Essa
idéia fica clara no filme por meio de uma rede de computadores
que liga as percepções das pessoas, aprisionando-as.
A crença em Deus como energia
Por terem heranças panteístas do hinduísmo,
os budistas refutam a idéia de um Deus pessoal. Deus é
apenas uma energia. Para C. S. Lewis, “trata-se de um credo
não tanto falso como desesperadamente atrasado no tempo.
Antes da criação teria sido verdade dizer que tudo
era Deus. Mas Deus criou: Ele fez as coisas serem outras além
dele mesmo a fim de que, sendo distintas, elas pudessem aprender
a amá-lo”. “Deus é a fonte de toda a faculdade
de raciocinar: não poderíamos estar certos e ele errado,
assim como a corrente da água não pode estar acima
da nascente; é como cortar o galho onde estamos sentados”
(Sl 113.5-6; Is 40.12-31).
A Bíblia enfatiza que Deus é antes de todas as coisas,
“E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas
subsistem por ele” (Cl 1.17; Sl 90.2), e que todas as coisas
foram criadas por ele (Gn 1.1; Is 42.5). O termo criar designa que
“há um abismo intransponível entre o criador
e a criatura, e que um estará sempre oposto ao outro numa
relação que jamais será alterada. Não
existe senso maior de distância do que o que há entre
as palavras Criador e criatura” (Jo 3.16; Rm 8.15; 1Jo 3.1;
Jo 1.12; 1Jo 4; Rm 5.8; Gn 1.26,27; Ef 1.4; 2Tm 1.9; Jo 4.24).
Budismo ou cristianismo?
Sidarta Gautama, o Buda, foi uma pessoa inconstante. Confuso, deixou
a esposa e os filhos e tornou-se um mendigo. Após desiludir-se
com o hinduísmo, Gautama foi iluminado debaixo de um pepinal,
enquanto meditava. Segundo alguns biógrafos, sua primeira
tentativa de ensinar foi um fracasso total. O próprio Dalai
Lama diz que Buda “esteve no estado de existência cíclica”
devido ao carma. Como alguém assim pode guiar outras pessoas?
(Mt 15.14).
Quando uma pessoa busca uma religião, na verdade ela está
querendo preencher o vazio que existe em seu coração.
Está buscando uma direção para sua vida. Essencialmente,
ela quer segurança e felicidade. A busca da felicidade é
vista pelos estudiosos como a maior aspiração humana.
O próprio Dalai Lama, em seu livro A arte da felicidade,
concorda com isso. O que pressupõe que a religião
na qual ele se refugiou tenha lhe oferecido tudo isso.
Vejamos então numa simples comparação doutrinária
e teológica entre o cristianismo e o budismo em qual dessas
duas religiões tais necessidades podem ser alcançadas:
BUDISMO X CRISTIANISMO
Buda era filho de um rei humano
Jesus é o unigênito Filho de Deus (Mc 1.1)
Buda precisou ser iluminado
Jesus é a Luz do mundo (Jo 8.12)
Buda desencarnou para tornar-se um deus
Jesus é o Deus verdadeiro (1Jo 5.20)
Buda buscou a verdade
Jesus é a verdade (Jo 14.6)
Buda viveu
Jesus é a Vida (Jo 1.4)
Buda indicou o caminho
Jesus é o Caminho (Jo 14.6)
Buda cometeu erros
Jesus nunca pecou (1Pe 1.19)
Buda está morto
Jesus ressuscitou e é eterno (1Co 15.1-8; Hb 7.24)
O homem está só no universo
Deus chama os homens de filhos (Rm 8.15)
O destino final do homem deve ser o nada
O destino final do homem deve ser o céu (Jo 6.39)
Reencarnar para pagar pelos erros
Arrependimento e perdão para ser salvo (2Pe 3.9)
O corpo é um mal, um empecilho
Corpo como templo da glória de Deus (1Co 6.20)
Conclusão:
o budista deve tornar-se um cristão!
Alerta! Estamos diante de uma sabotagem
Como dito anteriormente, o nosso propósito aqui não
é condenar as grandes produções cinematográficas.
Antes, apontar o que Deus pensa de certos conceitos que os autores,
conscientes ou inconscientemente, têm introduzido na cultura
mundial. O próprio J. R. R. Tolkien, de O senhor dos anéis,
confirma que “o autor não consegue evitar que a obra
seja afetada por sua própria experiência”. Além
disso, é preciso alertar que, na pós-modernidade,
os veículos culturais (TV, Internet, cinema), de acordo com
Israel Belo de Azevedo, configuram a própria cultura que
precisa ser confrontada com a Bíblia (Tg 4.4; 1Jo 2.15; Rm
12.1-2).
Para J. R. Stott, “somos diferentes de tudo no mundo que
não é cristão e esta contracultura cristã
é a vida do reino de Deus”. H. R. Niebuhr defende que
a Bíblia apresenta Cristo como o transformador da cultura.
A questão aqui é o budismo, misturado ao gnosticismo,
disseminado pela cultura cinematográfica. Entendemos biblicamente
que toda a cultura de um povo é em parte boa e em parte má.
É assim porque a “queda” manchou toda a humanidade
(Rm 3.23). Por isso devemos sempre julgar todas as atitudes humanas
e prová-las pelas Escrituras. Somente pela atuação
poderosa do Espírito Santo o homem pode ser redimido e transformado
para a glória de Deus.
Na verdade, a falta de absolutos da cultura pós-moderna
transformou-a em solo fértil para a proliferação
daninha, informatizada e virtualizada de correntes filosóficas
orientais e culturais claramente heréticas, o que tem cooperado,
e muito, para o avanço da apostasia, sobretudo por causa
do pluralismo. A história fictícia de Frankenstein
ilustra bem o pluralismo. Criado com pedaços de diferentes
corpos, o pluralismo ensina que a verdade é composta por
vários “corpos doutrinários”.
É bom lembrar, porém, que, na história de
Frankenstein, a criatura se volta contra seu criador. Esta visão
pluralista propaga que, além do cristianismo, o budismo,
entre outras religiões, tem a verdade. Ou seja, são
apenas caminhos diferentes que levam ao mesmo fim. Ora, quem caminhar
para o sul jamais chegará ao norte. Se o céu fica
em cima, o inferno está embaixo (Pv 15.24).
O caminho do céu é para cima. E somente Jesus pode
nos conduzir até lá (Jo 3.13; 14.6).
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O significado dos termos e nomes usados em Matrix
Arquiteto: Quando Buda atingiu a iluminação
e se libertou das ilusões do samsara, consta que ele teria
exclamado: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás
a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava
se referindo ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos
mergulhados. Os maçons, por outro lado, referem-se a Deus
como o Grande Arquiteto do Universo. Quando você sobrepõe
as duas referências, tem como resultado uma figura com atributos
divinos que cria um mundo ilusório. Exatamente como demiurgo
(Deus grego que cria o Universo, organizando a matéria preexistente)
no gnosticismo ou o Arquiteto em The Matrix Reloaded.
Chaveiro: Na simbologia esotérica, as chaves
representam a iniciação e, conseqüentemente,
a habilidade que o iniciado possui para abrir e se deslocar por
entre diferentes níveis da realidade. É por esse motivo
que figuras como o São Pedro cristão ou o Janus da
mitologia romana são representados como portadores da chave.
É essencialmente esse o papel que o Chaveiro representa no
filme, já que é graças às suas chaves
que Neo ganha acesso ao coração da Matrix, onde encontra
o Arquiteto. Curiosamente, entre os ciganos, acredita-se que sonhar
com um molho de chaves, como o que o Chaveiro carrega, é
sinal de que várias oportunidades surgirão para o
sonhador, que deve escolher com cuidado, da mesma forma que Neo,
a porta que conduz ao centro da Matrix e a presença do Arquiteto.
Gêmeos: Todas as mitologias possuem lendas
a respeito dos gêmeos, que podem ser divinos ou demoníacos.
Muitas vezes, um dos gêmeos é benévolo e o outro,
maligno, ou um deles é mortal e o outro, imortal, como Castor
e Pólux, na mitologia grega. A grande maioria dos povos indígenas,
nas três américas, considera os gêmeos divinos
como os criadores do mundo. Em Matrix Reloaded, eles são
apresentados sob um aspecto claramente negativo, mas (por serem
auxiliares de Merovíngio, cujo simbolismo é bem mais
ambíguo), podem ocultar algumas surpresas.
Gnosis: Nas palavras de Frances Flannery Dailey,
professora de história da religião do Hendrix College,
nos Estados Unidos, o gnosticismo é “a corrente cristã
que mais se assemelha à Matrix. Eles acreditavam que nós
iríamos acordar do mundo material e perceber que esta não
era a realidade verdadeira”. Apesar do que diz a profª
Dailey, o gnosticismo não é propriamente uma corrente
cristã, mas um grupo de seitas contemporâneas do cristianismo,
muitas das quais não faziam qualquer referência a Cristo.
O que essas seitas tinham em comum era a crença de que o
mundo material era um sistema ilusório criado por um falso
deus, o demiurgo, cujo papel era análogo ao do Arquiteto.
De acordo com a profª Dailey, os irmãos Wachowski não
tinham a intenção de fazer uma alusão direta
ao gnosticismo. A semelhança teria surgido de modo não-intencional,
quando os autores, como os gnósticos, sobrepuseram idéias
cristãs, judaicas, pagãs e budistas. A existência
de uma nave chamada Gnosis em The Matrix Reloaded prova que ela
está equivocada — a referência ao gnosticismo
é deliberada e plenamente consciente.
Haman, conselheiro: Apesar de o personagem ser
apresentado sob uma luz simpática e benevolente — quase
uma encarnação do Velho Sábio, cujo papel no
primeiro filme cabia a Morpheus. Na Bíblia, Haman é
o grande vilão do Livro de Ester. Grão-vizir do rei
persa Xerxes, Haman odiava os judeus (Zion é uma referência
a Sião) e tramava secretamente para exterminá-los.
O plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Haman
foi enforcado e o tio de Ester, Mordecai, nomeado grão-vizir
em seu lugar. Trata-se, portanto, de um traidor.
Icarus: Um dos hovercrafts que, como o Nabucodonosor
de Morpheus, percorre os túneis subterrâneos à
procura de pontos de onde pudesse transmitir um sinal pirata para
dentro da Matrix. Na mitologia grega, Ícaro era filho de
Dédalo, o artesão que construiu o labirinto de Creta
por ordem do rei Minos, a fim de encerrar o Minotauro, monstro com
corpo de homem e cabeça de touro que devorava os prisioneiros
do rei. O próprio Dédalo acabou aprisionado no labirinto
com o filho. A única maneira de escapar do labirinto era
pelo alto, uma vez que seria impossível encontrar a saída
por entre tantos corredores. Assim, Dédalo confeccionou para
si e para Ícaro asas coladas com cera de abelha, com as quais
conseguiram fugir. Mas, embriagado pela sensação do
vôo, Ícaro se elevou até perto do sol, que derreteu
a cera das asas, fazendo que ele se despedaçasse de encontro
ao solo. Para os gregos, Ícaro, assim como Níobe,
eram símbolos do pior pecado que um ser humano poderia cometer
— a hybris, a tentação de se igualar aos deuses.
Logos: Palavra grega que significa “espírito”,
“razão” ou “linguagem”. Na Bíblia,
o Logos aparece no evangelho de João, onde é traduzido
como “Verbo”: “No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Os gnósticos
interpretavam o Logos como uma denominação do verdadeiro
Deus, que estaria por cima do demiurgo, isto é, como a verdadeira
realidade que existiria além do falso mundo criado por este.
Durante uma visão, o líder gnóstico Valentino
viu o Logos sob a forma de um menino não muito diferente
do órfão que fala a Neo sobre a colher em The Matrix.
Merovíngio: Uma das citações
mais obscuras no filme, uma vez que só deve ser conhecida
pelos fanáticos por teorias conspiratórias. De acordo
com a teoria apresentada por Michael Baigent, Richard Leigh e Henry
Lincoln, quando a lenda diz que José de Arimatéia
fugiu de Jerusalém com o Santo Graal ela está querendo
afirmar que ele levou consigo um segredo que hoje seria capaz de
mudar a história do mundo: que Jesus teria se casado com
Maria Madalena, com a qual teve um filho, do qual descenderia a
dinastia francesa dos merovíngios. Esse segredo teria sido
transmitido aos cátaros, uma seita herética que existiu
na França Medieval e que foi exterminada durante a Cruzada
Albigense. Para Baigent e seus colegas, o motivo para o massacre
dos cátaros teria sido o terrível segredo de que eles
eram portadores. Mas, na verdade, os cátaros eram uma ordem
gnóstica e foram perseguidos porque suas crenças contrariavam
o dogma católico. De qualquer forma, encontramos aqui o eco
de vários elementos do filme: o tema do Escolhido (no caso,
o herdeiro merovíngio), o massacre de um grupo minoritário
e a existência de um terrível segredo. Além
disso, como todas as seitas de inspiração gnóstica,
os cátaros acreditavam que o mundo material era falso, tinha
sido criado por uma divindade demoníaca e a verdadeira realidade
seria o mundo do espírito.
Mifune: O nome do capitão que recepciona
Morpheus em sua volta a Zion é uma referência ao astro
nipônico Toshiro Mifune (1920-1997), um dos atores preferidos
de Akira Kurosawa. De sua extensa filmografia, a obra que parece
justificar a citação dos irmãos Wachowski é
Os sete samurais, de Kurosawa, sobre uma aldeia que, cansada de
sofrer a opressão dos poderosos, contrata sete samurais para
combatê-los.
Niobe: Como no caso do Conselheiro Haman, a discrepância
entre o nome da personagem e o papel que ela desempenha no filme
talvez esconda uma pista sobre o verdadeiro significado da história.
Na mitologia grega, Níobe era casada com Anfião, filho
de Zeus, com quem teve muitos filhos e filhas. Certo dia, num ato
de orgulho impensado, proclamou-se superior à deusa Leto,
que tivera apenas um casal. Acontece que esse casal era Apolo e
Ártemis que, revoltados com a ofensa feita à mãe,
mataram os filhos de Níobe a flechadas. Comovidos com o desespero
da mãe, os deuses a transformaram em uma rocha, de onde brotava
uma nascente formada por suas lágrimas. Níobe, assim
como Ícaro, era uma das muitas personificações
da hybris. É possível que os irmãos Wachowski
pretendam uma releitura irônica desse conceito, fazendo da
hybris não o pior pecado, mas a maior virtude do ser humano,
que o torna superior aos deuses (= máquinas).
Osíris: O nome da nave cujo último
vôo serviu para alertar os habitantes de Zion da iminente
invasão das máquinas foi emprestado de uma das principais
divindades do panteão egípcio. Marido de Ísis
e pai de Hórus, foi Osíris quem ensinou as artes da
civilização aos primeiros egípcios. Foi assassinado
por seu perverso irmão Seth, que desmembrou seu corpo e espalhou
os pedaços por toda a terra, obrigando Ísis a percorrer
o mundo inteiro para reunir os membros de seu marido morto. Depois
que seu corpo foi reconstituído, Osíris ressuscitou
e passou a reinar sobre o Amenti, o paraíso egípcio
situado no além-túmulo. A peregrinação
de Ísis em busca de Osíris inspirou a criação
dos Mistérios de Ísis, uma religião iniciática
na qual as etapas da jornada da deusa simbolizavam as diferentes
fases do processo de iniciação. Os Mistérios
de Ísis foram um dos antecessores que influenciaram o gnosticismo.
Os gnósticos reinterpretaram o mito de Osíris como
um símbolo da queda da divindade primordial no mundo ilusório
da matéria e de sua posterior libertação.
Persephone: Assim como os Mistérios de
Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia
antiga, também exerceu enorme influência no surgimento
do gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os
rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação
dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada
por Hades, o Senhor dos Infernos, que a levou para o mundo subterrâneo
e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher
do Merovíngio emprestou seu nome, o que faz do próprio
Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo
onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo
onde se localiza Zion, em Matrix.
Seraph: Embora o guardião do Oráculo
tenha a aparência de um oriental, seu nome é hebraico
e significa “ardente, flamejante”. É a raiz de
serafim que, na teologia, é uma das ordens na hierarquia
dos anjos. Na Bíblia, os serafins são descritos no
livro de Isaías como criaturas dotadas de seis asas e que
se postam diante do trono de Deus, igualmente como os guardiões.
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BIBLIOGRAFIA
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Revista Época, n. 260, 12 de maio de 2003.
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Revista Veja, 23 de junho de 1999.
Revista Veja 14 de maio de 2003.
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Notas
[i] Conjunto de três obras ligadas entre si por um tema comum
[ii] Ambiente criado para gravação dos filmes
[iii] 2001 - A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, 1968
[iv] Star Wars, de George Lucas, 1977
[v] Blade Runner, de Ridley Scott, 1982
[vi] Terminator 1, de James Cameron, 1984
[vii] Total Recall, de Paul Verhoeven, 1990
[viii] The Lord of the Rings, de J.R.R.Tolkien, 2001
[ix] Profissional altamente especializado em computação
[x] Capacidade de sistema de comunicação ou de computação
de interagir com pessoas
[xi] Fenômeno surgido com a era digital, constituída
por entidades e ações puramente virtuais, em que seres
humanos, máquinas e programas computacionais interagem
[xii] Editora Martins Fontes,
[xiii] V. matéria “Jesus dos doze aos trinta anos”,
Defesa da Fé, ed. 56, maio/2003
Fonte: Defesa da Fé
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