Existe a possibilidade
de um crente ser endemoninhado?
A forma em que a Igreja é vista pelos líderes e pregadores
da IURD, sua cosmovisão, dá lugar à crença
na possessão de crentes por demônios. Este pensamento
é claro no livro Orixás, Caboclos & Guias: Deuses
ou Demônios (pgs. 101-104) no capítulo "Crentes
endemoninhados?"
Macedo afirma claramente que o capítulo é fruto de
sua observação: "Este capítulo não
existira se eu não tivesse visto constantemente pessoas de
várias denominações evangélicas caírem
endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração
da fé".
O Bispo Macedo não oferece nenhum texto bíblico como
argumento para comprovar tal doutrina.
Não creio na possessão demoníaca em crentes,
pelas seguintes razões bíblicas:
1º - razão: o crente é santuário do Espírito
Santo. "Acaso não sabeis que o vosso corpo é
santuário do Espírito Santo que está em vós,
o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós
mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai
a Deus no vosso corpo." (1 Co 6.19, 20.)
O Espírito Santo não é um visitante esporádico
na vida do crente. É morador definitivo, e não se
ausenta de sua morada. Paulo garante que não há possibilidade
de convivência entre Cristo (Rm 8.9) e o maligno (Ef 2.2.)
"Que harmonia entre Cristo e o maligno?" (2 Co 6.15.)
2º - razão: o Espírito Santo é zeloso
pelo seu santuário. "Ou supondes que em vão afirma
a Escritura: Ë com ciúme que por nós anseia o
Espírito, que ele fez habitar em n6s?" (Tg 4.5.). O
Espírito Santo é a pessoa da Trindade santa para a
qual Jesus mais reivindicou o nosso cuidado na análise de
fatos ou no evitar de palavras precipitadas. "Por isso vos
declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos
homens; mas a blasfêmia contra o Espírito 'Santo não
será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra
o Filho do homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas se alguém
falar contra o Espírito Santo, não lhe será
isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir." (Mt 12.31, 32.)
Atribuir as obras de Jesus ao poder de Belzebu, o maioral dos demônios,
já era pecado e blasfêmia contra o Espírito
Santo, que estava sobre Jesus (Lc 4.18, 19), pois o Espírito
Santo não pode ser veículo usado por Satanás.
Diante de tal santidade e zelo será possível admitirmos
que o Espírito Santo permitiria a entrada de força
maligna em seu santuário? Louvado seja o seu nome porque
ele não permite.
3º - razão: o crente é propriedade de Deus.
É maravilhosa a declaração, de Paulo em Efésios
1.13, 14: "Em quem também vós, depois que ouvistes
a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação,
tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito
da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até
ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória."
No verso 14, os crentes são chamados de "propriedade
de Deus". O sublime de tudo isto é que o Espírito
Santo é o "penhor" da nossa ressurreição
futura, ou seja, a garantia de que não estamos órfãos
(Jo 14.18) e de que seremos transformados na ressurreição
(1 Co 15.52.).
A presença do Espírito Santo em nós é
a garantia de que somos propriedade de Deus. "Vós, porém,
sois raça eleita, sacerdócio real, nação
santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes
as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa
luz." (1 Pe 2.9.) A propriedade é exclusiva. Essa "propriedade"
não será loteada e vendida ao diabo.
4º - razão: Jesus é o valente que tomou posse
da propriedade. Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria
casa, ficam em segurança todos os seus bens. Sobrevindo,
porém, um mais valente do que ele vence-o, tira-lhe a armadura
em que confiava e lhe divide os despojos. (Lc 11.21, 22.)".
O Senhor Jesus veio ao mundo "para destruir as obras do diabo."
(1 Jo 3.8.) Jesus me fascinou pela sua valentia e coragem diante
da cruz. Essa valentia é a mesma no que diz respeito a guardar
os seus filhos das investidas do diabo na tentativa de possuí-los.
Jesus é o Senhor absoluto de sua casa (1 Pe 2.5) e de seu
tabernáculo (2 Co 5.1), que são os nossos corpos.
5º - razão: O Espírito Santo intercede pelos
crentes em suas fraquezas. "Também o Espírito,
semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não
sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede
por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis."
(Rm 8.26.) É porque o Espírito Santo perscruta até
mesmo as profundezas de Deus que Ele pode interceder por nós
de acordo com a vontade perfeita do profundo e humanamente insondável
coração de Deus. "Porque, qual dos homens sabe
as cousas do homem, senão o seu próprio espírito
que nele está? Assim também as cousas de Deus ninguém
as conhece, senão o Espírito de Deus." (1 Co
2.11.) Davi invocava o Espírito Santo para ajudá-lo
a viver na perfeita vontade de Deus. "Ensina-me a fazer a tua
vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito
por terreno plano". (Sl 143.10.)! O cristão não
é um super-homem, mas é superprotegido graças
à intercessão do Espírito Santo nas horas de
maior fraqueza e necessidade.
6º - razão: O imutável amor de Cristo garante
a segurança. "Em todas estas cousas, porém, somos
mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou
bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados,
nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura,
nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos
do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
(Rm 8.37-39.) O que nos dá segurança é o fato
de o amor ser o de Cristo Jesus. Seu amor é sublime e leal,
"é forte como a morte" (Ct 8.6) e a sua fidelidade
está para além da fidelidade do crente, porque "se
somos infi6is, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode
negar-se a si mesmo". (2 Tm 2.13.) "Bem-aventurado o homem
que confia no amor de Cristo por sua vida. A promessa para ele é:
"O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua
sombra à tua direita. De dia não te molestará
o sol, nem de noite a lua, O Senhor te guardará de todo o
mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua
saída e a tua entrada, desde agora e para sempre." (Sl
121.5-7.) O crente jamais será esquecido pelo amado Senhor
Jesus, pois o seu nome está nas palmas de Sua mão.
"Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama,
de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não
me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te
gravei; os teus muros estão continuamente perante mim."
(Is 49.15, 16.) O crente pode confiar nas promessas da Palavra de
Deus; "Porque quantas são as promessas de Deus tantas
têm nele o sim; porquanto também por ele é o
amém para a glória de Deus, por nosso intermédio"
(2 Co 1.20).
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