Introdução
"Em muitas reuniões da IURD vemos um quadro assombroso
- uma verdadeira amostra do inferno... se alguém chegar na
hora do culto poderá pensar que está em um centro
de Macumba..." (Bispo Edir Macedo no livro "Orixás,
Caboclos & Guias" pg. 108 - ed. 2001"
“A Igreja Universal do Reino de Deus é uma
mistura de Protestantismo, Catolicismo e Religiões Afro-Brasileiras”
- (Pr. Ed Renê Kivitz – Pastor Batista)
“A IURD virou um centro de Macumba evangélico”
- (Pr. João Flávio Martinez – presidente do
CACP)
Neste estudo não estou querendo arvorar o papel de juiz,
mas apenas denunciar, na esfera teológica, os equívocos
e os abusos cometidos pela Igreja Universal do Reino de Deus –
IURD (Lv. 5; I Co 2.15). Isso é pelo fato de entendermos
que a referida denominação, lamentavelmente, saiu
da contextualização de “Movimento Contraditório”
e passou a condição de seita pseudocristã.
O CACP classificava a IURD como movimento contraditório
devido à confissão de fé da denominação
que, apesar das práticas heterodoxas, era semelhante as demais
confissões evangélicas. Acontece que a IURD incorporou
em suas práticas ritos católicos como; novenas, ramos,
água benta, procissão... E também ritos das
religiões afro-brasileiras, como; fita, rosa ungida, peixe
orado, sabonete do descarrego, espada de S. Jorge, enxofre, sal
grosso, desmanche de trabalhos, invocação de espíritos
da umbanda e candomblé (exu, pomba-gira, caboclo, guias,
tranca-rua e outros)... Enfim, realmente a IURD é um sincretismo
místico da cultura brasileira – é uma igreja
100% mande in Brazil! Pra piorar esse marasmo sincrético,
a IURD conseguiu superar todos os movimentos heterodoxos incorporados,
ou seja, ela ficou mais estereotipada do que as facções
que ela aderiu. Afinal de contas, nenhum desses movimentos incorporados
a ela defende a Liberalização do Aborto. Podemos arrazoar
com certeza que a IURD é muito mais corrompida teologicamente
do que a Macumba e o Catolicismo.
Quanto mostro a problemática em que se envolveu a IURD,
alguns resolvem sair na sua defesa alegando o exponencial crescimento,
tentando assim colocá-la como uma Igreja de Deus. O meu questionamento
a essas pessoas giraria em torno das evidências e estatísticas.
Será que toda a denominação religiosa que cresce
é cristológica ou de acordo com a Bíblia? E
o que dizer dos centros espíritas, eles são ajustados
com a teologia Protestante? - E por que crescem tanto? E o Kardecismo,
que tem se alastrado pelo mundo afora, é um movimento evangélico?
E o que dizer do crescimento das religiões orientais como;
islamismo, budismo e hinduísmo?
Podemos concluir que o conselho de Gamaliel estava equivocado neste
aspecto (Cf. At. 5), pois nem tudo que cresce pode ser definido
como sendo um movimento evangélico bíblico.
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HISTÓRICO:
A Igreja Universal do Reino de Deus tem este nome desde 1977. Entretanto,
seus membros e dirigentes atribuem sua fundação ao
ano de 1977, quando Edir Macedo, então um pregador de uma
igreja evangélica estabelecida, decidiu criar sua própria
igreja, adequada à sua visão de pregação
e da revelação de Deus. Contou para isso com a companhia
de Romildo Soares. Após a criação da igreja,
este se desligou e fundou outra igreja, a Igreja Internacional da
Graça de Deus. De acordo com Marcelo Crivella a Igreja Universal
e a Igreja da Graça têm uma origem comum: a Igreja
Pentecostal de Nova Vida. A separação das três
teria ocorrido pela diferença do foco de seus três
dirigentes.
Quando tinha apenas doze anos de fundação, a igreja
já possuía uma renda financeira suficiente para comprar
uma emissora de TV, dinheiro arrecadado dos seguidores, que vivem
a ideologia da Teologia da Prosperidade.
Em 1992, Edir Macedo, fundador e líder da seita, passou
11 dias em prisão preventiva, por conta de um processo criminal
no qual a principal acusação era a de estelionato
(apropriação de bens alheios mediante ardil). Em 1995,
a Associação Evangélica Brasileira, que reunia
boa parte das instituições do protestantismo local,
divulgou um pronunciamento no qual se afirmava que a IURD, devido
a suas doutrinas e práticas, carece de autenticidade protestante.
Segue uma relação de motivos que, de acordo com a
Palavra de Deus, faz da IURD uma seita:
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SECTARISMO
Sectarismo significa: partidarismo ou espírito de seita
(dicionário Língua Portuguesa – Carvalho). Observamos
esse partidarismo de maneira acentuada ao ligarmos a emissora da
“IURD”. O que ouvimos é sempre uma exaltação
denominacional e não da pessoa do Senhor Jesus. Nos “testemunhos”
sempre ouvimos que – “quando eu encontrei a IURD...”
ou “quando eu aceitei o ensinamento da IURD...”. Quase
sempre a denominação vem primeiro e recebe a veneração
das pessoas – a IURD é um fim em si mesma! É
como se a instituição tivesse o poder soterológico
para redimir alguém.
Quanto aos demais evangélicos, são reputados como
a margem do cristianismo, sendo a IURD o centro da fé. Esses
demais evangélicos são apenas massa de manobra, só
participam da Rede Record em momentos especiais, quando a Receita
Federal, Policia Federal ou a Rede Globo se volta contra a “IURD”.
Aí, meu amigo e minha amiga, eles são “evangélicos”.
Convidam os seus “colegas” para participar da defesa
da “Igreja de Cristo”. Lembro-me que quando o Bispo
Macedo foi preso até o babalorixá do Candomblé
foi chamado pra falar em defesa da liberdade de expressão
religiosa – isso parece brincadeira, só a IURD mesmo!!!
Outro fato é que quando um membro sai da sua denominação,
em alguns casos até excluído, e vai para “IURD”,
não há a preocupação em saber do estado
que aquela pessoa saiu de sua antiga denominação e
muito menos trabalham com essa pessoa focando o seu amadurecimento
espiritual, obedecendo assim à determinação
da Bíblia que instrui o cristão a submissão
(Ap.2:5; Hb 13.7). Convidam abertamente membros de outras denominações
para participarem dos seus cultos. Outro dia, ouvia um programa
da Rede Aleluia e o pastor dizia: “Meu amigo e minha amiga
venha à “IURD” não importa qual seja a
sua religião; católico, espírita, macumbeiro
ou até mesmo evangélico. É isso mesmo meu amigo
e minha amiga, você que tem freqüentado até mesmo
uma igreja evangélica e a sua vida não tem mudado,
mas você vive uma vida de fracassos... pare de sofrer... Deus
te chamou pra ser rico, próspero e cabeça... A miséria
é do capeta... Venha pra campanha da Fogueira Santa e você
vai ter a sua empresa, seu carrão e sua casa na praia...
(falava isso como que se Deus fosse o gênio da lâmpada
de Aladim... e ainda culpava a igreja da pessoa por não ter
tudo isso)...”
Aqui precisamos fazer algumas reflexões:
1) – Quem salva o indivíduo?
"E em nenhum outro há salvação; porque
debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens, em que devamos ser salvos" (At.4:12)
"Porque há um só Deus, e um só Mediador
entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (ITm.2:5).
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida;
ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo.14:6).
Admitir que uma certa denominação seja portadora
do poder de salvar o homem é assinar um atestado de ignorância
teológica. A IURD ao admitir que uma pessoa foi salva pela
fé na denominação se coloca como a única
igreja verdadeira, tomando o lugar do singular Salvador. A Bíblia
é clara que só Jesus é o caminho e não
há mediador entre Deus e o homem a não ser Cristo
de Deus (Jo 14.6). As Igrejas são apenas o meio que levam
o homem ao fim, que é a salvação através
de Jesus.
2) – A Salvação é pela Graça
A salvação não é pelas obras, é
um dom. O caminho da salvação provido por Deus é
receber a Cristo pessoalmente, confiando nele somente para nos salvar.
Tendo você dinheiro ou não, a salvação
é pra você. Ela não pode ser comprada pelo seus
dízimos ou ofertas, pois foi paga por Jesus na Cruz.
Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é
a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo
Jesus nosso Senhor." Não podemos fazer-nos "dignos"
da graça de Deus. Salvação é um dom
gratuito ao indigno, ao que não merece, e todos nós
estamos nesta categoria. "Cristo morreu pelos ímpios"
-- Romanos 5:6. Efésios 2:8, 9: "Porque pela graça
sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós,
é dom de Deus; não de obras, para que ninguém
se glorie."
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CONVERSAS COM OS DEMÔNIOS
A Bíblia é enfática, o Diabo e seus demônios
são mentirosos e neles não há verdade (Jo.8:44)
e que nos últimos dias esses espíritos falariam e
ensinariam mentiras. Por isso qualquer movimento religioso que dá
muita ênfase no que dizem os espíritos, é uma
religião perigosa e antibíblica.
Leiamos: “Mas o Espírito expressamente diz que em
tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando
ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.
(ITm4:1)
“Mas Jesus o repreendeu (o demônio), dizendo: Cala-te,
e sai dele”.(Mc.1:25)
Ficar dialogando com demônios não é recomendável
e nem neotestamentário. Há sempre o perigo de estarmos
sendo vítimas de um engodo maquiavélico. Jesus era
pragmático e objetivo nessa questão, Ele compreendia
que quanto mais rápido agisse na vida do problemático,
melhor. Para o possesso o momento de endemoninhamento é constrangedor
e muito sofrível. Devemos nos preocupar com o estado dessa
pessoa e usarmos toda nossa fé para auxiliar o indivíduo
de maneira simples e objetiva.
Ter discernimento nesses casos é valioso, pois muitas vezes
o indivíduo não está com um problema espiritual,
mas o caso é patológico e de saúde. Quando
diagnosticamos o problema de maneira correta podemos ajudar com
muito mais eficiência. Se for caso de saúde, pode ser
um ataque epilético, a pessoa deve ser encaminhada a um especialista
médico da área. Quando o caso for psicológico,
um psiquiatra deve ser consultado. É papel da Igreja saber
ajudar da melhor maneira cada pessoa.
Com relação ao exorcismo praticado dentro da IURD,
o caso é muito triste! Pessoas sendo levadas por corredores
enormes e muitas vezes de maneira constrangedora, ajoelhada ou arrastada.
Em alguns casos a pessoa passa por um interrogatório aonde
o suposto espírito possuidor fala e esbraveja. Nesse período
a pessoa fica fragilizada e até machucada pela luta corporal
que acontece. O paralelo disso é visto dentro da umbanda,
macumba e candomblé, aonde os guias, médiuns ou pais-de-santos
trabalham para fazer o membro desenvolver seus guias e espíritos
– a pessoa é obrigada a se embriagar, fazer ritos,
etc. Algo realmente muito similar com algumas práticas de
“libertação” da IURD.
Os ensinamentos de Jesus vão contra tudo isso e mostra que
a metodologia do Cristo é rápida e não tem
nada disso, pois com o uso de uma singela frase o mal cessa e a
peleja é resolvida: “Saia em nome de Jesus” (Mc.16:17)
- e pronto. Se a libertação não acontecer nesses
termos, não é uma libertação bíblica.
Embora, eu entenda que há mesmo é muita mistificação
dentro da IURD. Não estou dizendo que possessão não
exista, estou dizendo que acho que a IURD faz mais manobras espiritualistas
fictícias do que libertação cristológica.
Fico pensando como fica a pessoa autenticamente possessa que passou
por todo aquele constrangimento diante da família e dos amigos
que vão com ela ou até mesmo assistem pela TV. Tudo
isso poderia ser evitado com amor e carinho e sem sensacionalismo.
Muitos, dos que vão até lá, nem vão
para ouvir a Palavra de Deus, mas para ver os demônios se
manifestarem como se isso fosse um espetáculo. Bom seria
se as pessoas fossem a igreja para ver a manifestação
da Graça de Deus.
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INVOCAÇÃO DE DEMÔNIOS
Leiamos: “Aqueles que escolhem a outros deuses terão
as suas dores multiplicadas; eu não oferecerei as suas libações
de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios”.(Sl
16.4).
Sobre essa problemática, argumenta o Dr. Paulo Romero: “Em
alguns círculos evangélicos, os pregadores da libertação
chegam a instigar os demônios para que se manifestem, dando-lhes
ordens como: “Comece a manifestar aí, Exu Tranca-rua,
comece a manifestar, Exu Caveira”,(...) e uma lista de nomes
de orixás da umbanda e do candomblé são mencionados.
Parece até ser uma reunião de invocação
aos demônios. Não vemos tal modelo na Bíblia.
Nem Jesus nem os discípulos mandaram os demônios se
manifestarem. As manifestações demoníacas na
Bíblia foram espontâneas (veja: Mc 1.23,24; 3.11).
A simples presença de Jesus era o bastante para que o inimigo
se manifestasse. O mesmo acontecia com os discípulos. Quando
esteve em Filipos, Paulo não mandou que o espírito
que possuía uma jovem se manifestassem. Muito ao contrário,
sentiu-se incomodado com as declarações e o demônio
foi expulso (At.16:17-18). Basta a presença do Senhor na
Igreja ou na vida do cristão para o inimigo ficar incomodado.
O culto cristão deve ser centralizado no Senhor. O objetivo
principal do povo de Deus ao se reunir é adorar a Deus em
espírito e em verdade”.
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A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E A GANÂNCIA
Gostaria de deixar claro que o dízimo e as ofertas são
santos e do Senhor (II Co 9.7). Essas contribuições
são tiradas em todas as Igrejas que realmente crêem
na Palavra de Deus. A “IURD” de maneira alguma erra
em ensinar isso ao povo, entretanto tudo o que é em demasia
foge do propósito e padrão divino (Ec 7.16). Certo
pastor disse com razão que - “a heresia também
pode ser um exagero da verdade”. Há, com certeza, fundamentos
nessa asseveração, fazendo com que nos preocupemos
com nossas igrejas e seu nível espiritual. É como
nos alimentarmos com só um tipo de comida, por melhor que
ela seja, trará prejuízos a nossa saúde, ficaremos
sem as vitaminas e proteínas necessárias. Devemos
ensinar essas coisas sem se esquecer das demais. Veja o que o Senhor
Jesus fala: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!
porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho,
e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber,
a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas,
porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).
O Senhor mostra nesse versículo que não basta só
pregarmos sobre o dízimo, temos que falar sobre a justiça,
sobre a misericórdia e sobre a fé. Não basta
termos uma igreja que só dízima, mas temos que ter
uma Igreja santa (Ef 5.27) que conheça o juízo e exerça
misericórdia com fé no seu coração (Hb
11).
“Ou dá, ou desce”.
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O Bispo Macedo e a IURD não pedem oferta de maneira equilibrada.
Sua ideologia é a do “dá ou desce”. As
reuniões da IURD, na maioria das vezes, se resumem na mensagem
da doutrina da prosperidade – “Dê um pra ganhar
cem” – parece ser atraente, mas não é
factual.
Em uma aula de como tirar ofertas o Bispo Macedo diz o seguinte:
“... Você tem que chegar e se impor: É seguinte
pessoal, vocês vão ajudar agora a obra de Deus... se
você quiser ajudar, amém... se não Deus vai
levantar um montão de gente pra ajudar... entendeu como é
que é? (falando aos seus pastores) Se quiser bem, se não
quiser que se danem (se referindo às pessoas que não
colaborariam). Aqui é assim – OU DÁ OU DESCE...
(ele volta aos seus obreiros) Você não pode ser chocho...
você tem que ser o super herói do povo... (continua
o exemplo)... Pessoal, nos vamos fazer isso aqui (uma campanha),
o grande desafio... é a fé ou não é...
tudo ou nada... (ele volta-se aos obreiros)... Eu peguei a Bíblia
nos EUA e joguei no chão... ou Deus honra essa palavra ou...
ai eu joguei a Bíblia no chão... ela se espalhou toda...
Ai eu chutei a Bíblia... Isso chama a atenção...
uns vão dizer que esse ai é bom... outros vão
dizer que é um falso profeta... mas vai ter pessoas que vão
ficar do nosso lado... esses vão por tudo (o dinheiro) lá
(na salva)... Você não pode ter vergonha de pedir...
Peça, peça e peça... ai eu perguntei quem é
que gostaria de ter o cajado de Moisés... O povão
disse euuuuuuuu... é isso ai, você pode... Dez mil
– entendeu pessoal (pastores) ” (TRANSCRIÇÃO
DO VÍDEO DO YOU TUBE). – ISSO É UM ABSURDO!!!
A Teologia da Prosperidade, para quem não sabe, é
a doutrina principal pregada pela IURD. Trata-se de uma substituição
do Evangelho da Graça, pelo “evangelho” da ganância.
É comum ouvimos da boca dos pregadores da prosperidade coisas
do tipo: “Você é filho do Rei, não tem
por que levar uma vida derrotada.. Deus quer você seja rico,
que tenha muito dinheiro... quem é pobre está fazendo
a vontade do diabo... está vivendo em pecado... Um homem
de Deus é rico!” A teologia da prosperidade une o fútil
ao desagradável, ou seja, é uma mistura de ganância
e comodismo. Os adeptos da teologia da prosperidade acham que nós
temos direito de reivindicarmos o que quisermos de Deus, esquecendo
da soberania divina.
O Pr. Esequias Soares faz um comentário interessante sobre
essa ideologia da IURD de Edir Macedo: “Desde muito cedo na
história do cristianismo, já havia aproveitadores,
que usavam a Palavra de Deus visando lucros pessoais – “Porque
nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como
tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de
Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo,
falamos” (II Co 2.17). O termo grego para “falsificadores”
é “kapeleuo”, negociar com, comerciar no varejo,
colocar à venda, traficar, comercializar em pequena escala...
falsificar, adulterar, negociar, buscar lucros... Esse verbo aparece
referindo-se tanto aos mercadores, aqueles que usam a Palavra de
Deus, visando interesses pessoais, como aos falsificadores, que
adulteram e sofismam a Palavra para agradar as pessoas e delas tirar
vantagens... é a prática da simonia... O apóstolo
Paulo já via, em seus dias, essa tendência mercadológica
e, para combatê-la, usou uma palavra com o significado de
falsificar ou mercadejar a Palavra. Isso envolve práticas
da simonia, adulterar a Palavra, fazer da religião comércio
e faltar com sinceridade diante de Deus, visando interesses pessoais.
O apóstolo rebate os simoníacos e, ao mesmo tempo,
reafirma a sua sinceridade, quando diz; antes, falamos de Cristo
com sinceridade... muitos confundem fé cristã com
negócios e colocam a igreja nessa esfera, isso banaliza o
sagrado e reduz as coisas de Deus à categoria de mero produto
comercial... O tema do culto cristão é o Senhor Jesus,
e não as ofertas.”
Cito alguns textos bíblicos, que refutam esse evangelho
falso, que promete ao homem uma vida de prosperidade materialista,
atiçando-lhe a ganância.
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre
a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões
escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no
céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde
ladrões não escavam, nem roubam” (Mat.6.19,20)
“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o
contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa
alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir,
estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação,
e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas,
as quais afogam os homens na ruína e perdição.
Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns,
nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se
atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem
de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade,
a fé, o amor, a constância, a mansidão”.
(ITm 6.4-11)
“...Não digo isto como por necessidade, porque já
aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei
também ter abundância; em toda a maneira, e em todas
as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter
fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece...” (Fl 4.11-13)
“...E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza;
porque a vida de qualquer não consiste na abundância
do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo:
A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;
E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho
onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os
meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas
as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma,
tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa,
come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão
a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim
é aquele que para si ajunta tesouros, e näo é
rico para com Deus...” (Lc 12.15-21)
O IBGE trouxe uma constatação chocante para a ideologia
dos propagadores da teologia da prosperidade no Brasil... Foi comprovado,
no último censo de 2006, que os evangélicos são
os que mais contribuem com a sua religião, apesar disso,
são os religiosos mais pobres do País. Ou seja, essa
teologia na prática não funciona. Bem, com a palavra
os pregadores da prosperidade!
Que possamos nos levantar e espremermos a ferida do pecado que
tanto nos assola e traz a verdadeira miséria – a miséria
espiritual que leva o homem ao inferno. (Cf. Is 1; ITs 5.23; Heb
12.14).
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A CONFIANÇA EM AMULETOS
Acreditamos que a fé das pessoas deva e tem que ser estimulada,
mas da maneira bíblica (Rm 10.17). Infelizmente, vemos que
nessa tentativa a “IURD” está usando um sistema
não ensinado pela Bíblia. Sistema este cuja base é
a troca da fé genuína, pela fé no visível
e palpável. Nós, que somos protestantes, somos conhecidos
por crer no Deus invisível e não aceitar o palpável
(Jo 20.29). Como aceitar essa doutrina dos amuletos? Cornetas, espadas,
sal grosso, arruda, rosa, enxofre e muito mais. Isso tudo é
inaceitável, visto não ter bases bíblicas e
nunca ter sido praticado pela Igreja primitiva. Devemos ter em mente
o nosso verdadeiro alvo, a fé viva em Cristo Jesus, invisível,
mas real (ITm 1.17).
“...fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa
fé...” (Hb 12.2).
Esse desvio de alvo tornou-se tão sério que as pessoas
da “IURD” precisam quase sempre de um objeto para que
sua fé funcione. Certo dia encontrei um irmão, amigo
meu, que lá congregava. Nesse nosso encontro ele mostrou-me
uma corneta e tocou bem forte. Após isso me perguntou:
“Você sentiu?”
“Senti o quê?”.
“O poder” - disse ele.
Demonstrei na minha fisionomia que não havia entendido nada
e então ele explicou-me:
“É uma corneta ungida e o pastor nos disse que tem
poder, poder tão forte que expulsa até demônios.”
Chocado, eu lhe expliquei que só no nome de Jesus havia
poder para tal (Mc.16:17) e que eu não sabia que a “IURD”
estava dando aquilo para seus membros. Ele, um tanto chateado, disse:
“Dando não, eu paguei cem reais!”.
Depois dessa conversa, disse até logo e fui embora. Relatei
esse fato para mostrar que se não for feito nada a coisa
não vai ficar boa. Uma vez ou outra nos deparamos com estes
amuletos dependurados nas casas dos seus membros.
NA MACUMBA O MATERIAL DE TRABALHO É DO DIABO –
E NA IURD???
O próprio Bispo Macedo condena os macumbeiros por utilizarem
esses ritos e objetos em seus cultos, diz ele: “O diabo, confundindo
as pessoas, age com misticismo em rituais e com as oferendas que
exige. Costuma usar o número sete, usado por Deus na Bíblia...
sete charutos, sete galinhas...; pede trabalhos e, sete encruzilhadas,
durante sete dias (olha a campanha aqui)... usam flores, cachaça,
animais, velas, alimentos...” (Livro: Orixás, Caboclo
& Guias – Deuses ou Demônios?”, Edir Macedo,
Editora Universal, Ed. 2000, pg. 93)
A questão então seria: E a IURD, não usa flores,
enxofre, sal, sabonete, pão do descarrego, fita de pulso...?
Quer dizer, quando a Macumba usa, é o diabo que está
confundindo as pessoas, mas e quando a IURD manda que os mesmos
objetos sejam utilizados? Vejam a contradição desse
movimento que crítica outro, mas faz identicamente o mesmo!
É o axioma – A IURD se tornou igual a quem antes criticava.
O Senhor JESUS nos deu autoridade em seu nome contra todo o mal,
e não ensinou ninguém a ficar usando amuletos mágicos
e milagrosos. Não nos esquecendo que tais amuletos não
são de graça, mas custam caros aos pobres coitados,
vítimas do seu intrínseco misticismo.
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OVELHAS QUE NÃO CONHECEM SEU PASTOR
As ovelhas da “IURD” não conhecem os seus pastores;
como vivem, se são casados e bons maridos, onde moram e o
que faziam antes... Enfim, as ovelhas desconhecem quem está
ministrando, pois são pastoreadas no estilo da impessoalidade.
É vetada às ovelhas da IURD a mesma dedicação
que os irmãos de Beréia tinham ao examinar aquilo
que lhes era ministrado. Quando o Apóstolo Paulo pregava
aos irmãos na cidade de Beréia, eles tinham a liberdade
de examinarem nas escrituras se estas coisas eram mesmo assim como
era ensinado (Atos 17.10 e 11). Isto inclui a vida moral e social
que Paulo tinha, pois como crer na palavra de alguém que
eu nem sei quem é?
Não estou dizendo que se deva fazer uma investigação,
chamar um detetive para saber da vida do pastor, mas a ovelha tem
que saber pelo menos o básico da vida do seu líder
espiritual. As ovelhas da IURD são como ovelhas que não
têm pastor, pelo fato de não conhecê-los e não
desfrutarem de uma comunhão sadia. A Bíblia nos orienta
dizendo: “... a ovelha conhece o seu pastor” (Jo 10.4
e 14).
Poderíamos comparar a IURD a uma empresa ou a um Banco.
Você reconhece que aquele homem, da mesa mais bonita, é
o gerente. Sabe que aquele indivíduo está ali para
te ajudar, mesmo que de maneira interesseira, pensando apenas nos
dividendos que vai lucrar com você. O fato é que a
pessoa não o conhece além do balcão do Banco
ou da loja. O atendimento é impessoal e frio. Na ótica
comerciária, o mais importante é que a transação
mercantil seja devidamente realizada.
Será que é assim que a Igreja de Jesus deve ser pastoreada,
como um negócio? Claro que não! Acreditamos que deve
haver um relacionamento concreto entre as ovelhas e o pastor, pois
foi isso que o Senhor Jesus, o supremo pastor, nos ensinou (Leia:
Jr 3.15; Jo 10.4). Para justificar essa ação inadequada,
os líderes da IURD arvoram dizendo que tal atitude é
para firmarem os seus membros na denominação e não
ao líder local. Isso só mostra a impessoalidade do
estilo adotado pela IURD!
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BATIZAM AS PESSOAS VÁRIAS VEZES
“Há um só corpo e um só Espírito,
como também fostes chamados em uma só esperança
da vossa vocação; um só Senhor, uma só
fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos,
o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef.4:4-6).
O batismo na Bíblia é simbolismo de morte e ressurreição
com Cristo (Cl.2:12; Rm.6:4), por isso deve ser único. O
Senhor Jesus morreu uma única vez por todos nós e
não muitas vezes.
Quando eles praticam, o que poderíamos chamar de rebatismo,
estão fazendo algo inócuo diante de Deus – algo
sem valor: “Porque é impossível que os que uma
vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes
do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os
poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez
renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão
crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério”(Hb.6:4-6).
Notem que o autor da carta “Aos Hebreus” deixa claro
que Jesus morreu uma única vez e que todos nós devemos
valorizar isso. Como? Não desprezando o nosso primeiro compromisso
e valorizando o nosso batismo. Na “IURD” não
são só as pessoas não salvas ou não
cristãs que são batizadas, mas também todos
aqueles que querem fazer um “novo voto com Deus”. Quando
vemos aquela grande multidão a passar belo batismo nem imaginamos
que lá no meio há um grande grupo de membros batizados
em outras denominações e gente que já foi batizado
ali mesmo na IURD. Sabemos disso, pois esta prática é
comum a quem quiser ver. Só que isso é inaceitável,
pois a Bíblia externa que há: “um só
Senhor, uma só fé, um só batismo”. Não
devemos brincar com a graça de Deus, batismo é coisa
séria e deve ser único, caso contrário é
zombaria ao nome do Senhor.
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A FAVOR DO ABORTO
Já faz alguns anos que o CACP tem denunciado as contradições
da IURD. Mas agora, entendemos que o Bispo Macedo e a Rede Record
foram longe demais. Em uma contextualização bíblica,
podemos concluir que o ato de defender o aborto coloca a IURD como
uma denominação religiosa apóstata, com requinte
herético que supera até mesmo a Igreja Católica
Romana!!! Pra se ter uma idéia do tamanho desse absurdo,
não há registro de nenhuma facção religiosa
no mundo que defenda o aborto como a IURD. Devido a isso, entendemos
que qualquer pessoa que realmente entenda o que é ser cristão
não deve pertencer a essa denominação anticristã
e pró-aborto.
A Bíblia e o Aborto
No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras
hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês
e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também,
das mesmas palavras para descrever crianças ainda não
nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma
continuidade desde a concepção à fase de criança,
e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência
para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças
mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por
exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por
ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é
empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não
havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação
a outras crianças. O escritor bíblico também
nos informa que João Batista foi cheio do Espírito
Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando,
com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três
meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso
reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas
1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando
"filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência
de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento
(seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir
a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em
Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho
no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é
usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto
ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra
geber para descrever sua concepção: "Foi concebido
um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]".
Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente
utilizado para traduzir a idéia de um "homem",
um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó
3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida
("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros
e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que
Deus não faz distinção entre vida em potencial
e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja,
entre uma criança ainda não nascida no ventre materno
em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido
ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente
a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até
o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra
especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não
nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no
tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não
nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a
Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe".
O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância",
para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele
se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus
por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário
(desde a nidação até as primeiras semanas de
vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado"
numa miniatura de ser humano. Sabemos hoje que o embrião
é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas.
Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância
ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com
a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se
relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele
que me formou no ventre materno, não os fez também
a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?"
Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram
e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos
e tendões me entreteceste".
O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que
ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior,
tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou,
visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os
meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui
formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos
me viram a substância ainda informe".
Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são
utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão
no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas
1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que
ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como
pessoas. Não há outra conclusão possível.
Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não
há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente,
que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa
menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".[1]
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos
das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não
a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia
ensina que, em última análise, as pessoas pertencem
a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.
A prática do aborto sempre foi e continuará a ser
condenada pela Igreja Cristã na figura de suas denominações
sérias e verdadeiras, comprometidas com a Bíblia Sagrada
e suas doutrinas, doutrinas que são imutáveis, não
vulneráveis ao tempo e aos costumes de regiões! Esse
repúdio não parte apenas de fundamentos bíblicos
(aonde se tem inumeráveis contra a prática do aborto),
mas também da boa ética e moral, tanto médicas
quanto jurídicas. A imoralidade e promiscuidade que tomam
conta do Brasil e do mundo não podem vitimar inocentes que
não pediram para serem gerados!
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POLÊMICAS
(Tópico escrito por Afonso Martins em 1995)
“Jesus, porém, disse: Para trás de mim, Satanás,
que me serves de escândalo; porque não estás
pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são
dos homens” (Mt 16.23).
Temos visto inúmeros escândalos que deturpam e envergonha
o nome do Senhor Jesus, é claro que os servos de DEUS são
perseguidos e injuriados, mas seria ridículo usar desta desculpa
para encobrir os escândalos. No Congresso Nacional surgiu
o pedido de CPI para investigar como a “IURD” se enriqueceu.
Estima-se que seu faturamento gira em torno de 800 milhões
de dólares, são comparados a uma empresa de grande
porte como Pirelli e Alcoa (Veja - Ano 28/N 43). O ex-pastor Carlos
Magno, afirmou que chegou a receber cerca de 40 mil dólares
por mês por bonificações geradas pelas igrejas
de sua responsabilidade, e podem receber algo em torno de R$ 5 mil
por mês, mais percentual de acordo com o crescimento das ofertas.
E aqueles que conseguem aumentar a arrecadação utilizando-se
de várias campanhas, passam a ter seu trabalho recompensado
também com aparições em programas de Rádio
e TV (Vinde - Ano 3/n33). Tudo isto nos dá a entender que,
para se crescer como pastor nesta denominação tem
que se produzir, mas produzir o quê? Ovelhas? Não!,
dinheiro mesmo, e muito dinheiro ! O ex-pastor Mário Justino,
desta Igreja, recebeu asilo político do governo dos EUA,
ao declarar-se ameaçado pela cúpula da denominação,
ele escreveu o livro NOS BASTIDORES DO REINO fazendo graves denuncias
contra líderes desta Igreja, inclusive escândalos sexuais
e desvios de recursos oriundos das ofertas dos fiéis (Vinde).
Você já notou como eles têm o poder de abafar
aqueles que saíram do seu reino? Onde se encontram hoje o
bispo Renato Suet, o bispo Ronaldo Didini, e muitos outros que deixaram
aquele reino. E o escândalo do chute na imagem da Aparecida?
E muitos outros escândalos que dia a dia surgem e atrapalham
aqueles que querem fazer a obra com sinceridade.
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FINALIZAÇÃO
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no
reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai,
que está nos céus. Muitos me dirão naquele
dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome?
e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome
não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente:
Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais
a iniqüidade” (Mt.7.21-23)
Assim, agora, dirijo-me às suas mentes, para que coloquem-na
para funcionar e meditem com honestidade e atenção
sobre todo o material deste breve estudo, a fim de que conheçam
mais esse movimento heterodoxo e sectário.
Não é de estarrecer que um homem que se diga enviado
de Deus pregue a matança de crianças pelo egoísmo
materialista de seus pais? Sim, Este homem é o Bispo Edir
Macedo, que agindo em favor da liberalização do aborto
subverte o mandamento de Deus(cf. Dt 5.17) e reputa por nada os
ensinos do cristianismo. No sentido teológico da palavra,
ele não passa de um homicida!
Que Deus nos abençoe e nos livre dos lobos devoradores.
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Bibliografia:
pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Universal_do_Reino_de_Deus;
http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_aborto.html
http://br.geocities.com/observatoriodaiurd
Prof. João Flávio Martinez: É um dos fundadores
do CACP, graduado em história e professor de religiões.
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