Todos nós evangélicos
que já mantivemos contato pessoal com os adventistas admitimos
que o ponto central de diálogo com qualquer deles é
perguntar se guardamos a lei de Deus, entendida por eles como expressão
restritamente empregada para referir-se aos dez mandamentos.
Dizem eles, “o que têm os evangélicos contra
os 10 mandamentos? Vocês gostariam de ter outro deus diante
de Deus; curvar-se diante de imagens; tomar o nome de Deus em vão?
Não desejam vocês honrar seus pais, ou querem matar
alguém, cometer adultério, furtar, testemunhar falsamente,
cobiçar?” E aguardam então a nossa resposta,
que obviamente é: não! E então prosseguem:
“o problema não é o sábado?”.
A nossa resposta é: Não!
NOSSA RESPOSTA
A pergunta dos ASD é capciosa, pois os mandamentos do Antigo
Concerto não abrangiam só dez mandamentos e sim 613
mandamentos. Mas, mesmo sendo capciosa essa pergunta, vai a nossa
resposta com base em Mt 12.5: “Ou não tendes lido na
lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado
e ficam sem culpa?”
Perguntamos aos adventistas:
1 - Poderiam os sacerdotes no templo ter um outro deus diante de
Deus, e ficar sem culpa?
2 - Poderiam curvar-se diante de um deus e ficar sem culpa? Poderiam
tomar o nome de Deus em vão?
3 - Poderiam desonrar pai e mãe; matar alguém; cometer
adultério; furtar, testemunhar falsamente; cobiçar
e ficar sem culpa?
A resposta dos adventistas será, naturalmente: não!
4 - Poderiam os sacerdotes violar o sábado no templo e ficar
sem culpa? A única resposta correta que os adventistas poderiam
dar é: Sim! Como Senhor do sábado, isto é,
com autoridade sobre o dia para determinar qual o grau de culpabilidade
de quem trabalha no sábado foi, “se vós soubésseis
o que significa: “Misericórdia quero, e não
sacrifício, não condenaríeis os inocentes.
Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor”
(Mt 12.7-8). Jesus declarou inocentes os seus discípulos
que foram acusados de violar o sábado assim como os sacerdotes
de fazê-lo no templo, aos sábados, no exercício
de suas funções”.
Isso verá na continuação.
Por incrível que pareça até pastores mal informados
admitem que a única diferença doutrinária entre
nós, evangélicos, e eles são a questão
da guarda do sábado. Embora possua os adventistas um corpo
doutrinário apoiado em 27 artigos de fé como indica
o livro NISTO CREMOS, o que acham eles ser de interesse polemizar
é exatamente a questão do sábado. É
tão importante para eles que venhamos a guardar o sábado,
que chegam a contabilizar o número daqueles, que, por sua
propaganda em rádios, TVs e publicações, passam
supostamente a entender que realmente é necessária
a guarda desse dia como mandamentos da lei de Deus.
DISCIPULOS DE ELLEN GOULD WHITE OU SEGUIDORES DE JESUS?
Essa pergunta feita aos adventistas é encarada como uma
afronta. Jamais, dizem eles, podemos ser considerados discípulos
de EGW. Entretanto, o que se pode declarar que até a forma
de guardar o sábado foi por ela estabelecida, além
de ensinar ela que a guarda do sábado implica na conquista
da vida eterna. Diz ela,
“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação
eterna” (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 22 – 2ª
edição, 1956).
Não é, pois, sem razão a insistência
dos adventistas junto aos evangélicos que isso venha acontecer:
que passemos a guardar o sábado. Imagine se a guarda do sábado
importa em salvação eterna, então a salvação
não é mais pela graça como ensina Paulo em
Ef 2.8,9. É por lei. E se é por lei então existe
uma impossibilidade de obtermos a salvação eterna.
É o que declara Paulo, “Sabendo que o homem não
é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus
Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, para
sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas
obras da lei nenhuma carne será justificada”. (Gl 2.16)
Ainda diz Paulo quanto aos que se baseiam na convicção
de que a salvação eterna implica em guarda de dias,
“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos
por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres,
aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos
e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em
vão para convosco”. (Gl 4.9-11).
Observamos, assim, que a linguagem bíblica é muito
diferente dos escritos adventistas, mormente os escritos por Ellen
Gould White. Embora os adventistas admitam que ela possui um grau
de inspiração divina igual à inspiração
dos escritores bíblicos:
“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus
servos e apóstolos ‘Nestes dias Ele lhes fala por meio
dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO.’ Não houve
ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito
de sua vontade e da conduta que este deve ter”.(o maiúsculo
é nosso) (Testemunhos Seletos, vol. II, p. 276, 2ª edição,
1956).
O QUE DIZ A BÍBLIA?
Taxativamente, a guarda do sábado semanal foi abolida por
Cristo na cruz. É o que lemos dos escritos de Paulo em Cl
2.14-17,
“Havendo riscado a cédula que era contra nós
nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária,
e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando
os principados e potestades, os expôs publicamente e deles
triunfou em si mesmo. Portanto ninguém vos julgue pelo comer,
ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da luz nova, ou
dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas
o corpo é de Cristo”.
O texto em tela mostra que na lei existiam preceitos transitórios
que não obrigam mais o cristão que vive sob a graça
e não mais sob a lei (Rm 6.14-15; 1 Co 9.21-22).
“MEUS” SÁBADOS E “SEUS” SÁBADOS
Os adventistas discordam da nossa posição e argumentam
da seguinte forma:
“Os ‘sábados’ de Col. 2.16 eram cerimoniais.
Há estudiosos que alinham os sábados cerimoniais em
sete, durante o ano judaico, e que no ano 30 de nossa era assim
se teriam seguido: 15 de Nisã (sexta-feira), 21 de Nisã
(quinta feira), 6 de Siva (sábado), 1o. de Tishri (domingo),
3 de Tishri (terça feira), 15 de Tishri e 22 de Tishri (domingo).
De qualquer maneira, recaíam em dias diversos da semana.
Deus descansou no sábado do sétimo dia, porém
não fez o mesmo nos sábados anuais. Ao primeiro, Deus
chama ‘Meus sábados’ Ezeq. 20.20; aos últimos,
chama-os de ‘seus sábados’ Oseias 2.11; Isa.
1.13 etc.” (Subtilezas do Erro, p. 113, 1a. edição,
1965). (o negrito é nosso).
É risível a argumentação do eminente
escritor Arnaldo Christianini, em seu livro ora indicado. Só
para início de refutação imaginemos o texto
de Jo 20.17, quando Jesus declara, “Não me detenhas,
porque inda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos,
e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso
Deus”. Porventura, as palavras “meu” Pai e “vosso”Pai
e “meu” Deus e “vosso Deus” se referem a
Pais distintos e Deuses distintos? Outros empregos de pronomes possessivos
“meus” e “vossos” se referem às mesmas
coisas e a coisas distintas:
1. Exemplo:
“Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei
na minha casa de oração; os seus holocaustos e aos
seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque
a minha casa será chamada casa de oração para
todos os povos”. (Is 56.7).
“Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta”. (Mt 23.38).
Perguntamos: Trata-se da mesma casa ou se trata de casas ou templos
diferentes na cidade de Jerusalém?
2. Exemplo:
“E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que
oferecereis ao Senhor: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada
dia, em contínuo holocausto”. (Nm 28.3)
“Este é o holocausto contínuo, instituído
no Monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR”.
(Nm 28.6).
“E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios,
e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão,
e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os
primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas”.
(Dt 12.6).
Perguntamos: Trata-se, porventura, de sacrifícios, dízimos,
ofertas, votos, ofertas voluntárias, primogênitos de
vacas e ovelhas diferentes ou dos mesmos holocaustos oferecidos
ao SENHOR mencionados em Nm 8.6?
3. Exemplo:
“Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu
santuário. Eu sou o SENHOR”. (Lv 26.2).
“Então a terra folgará nos seus sábados,
todos os dias da sua assolação, e vós estareis
na terra dos vossos inimigos; então a terra descansará,
e folgará nos seus sábados”. (Lv 26.34-35).
Perguntamos: Comparando Lv 26.2 com Lv 26.34-35 poderiam os adventistas
afirmar que são sábados diferentes por constar “meus
sábados” e “seus sábados?” Das mesmas
instituições se diz que são do Senhor porque
foram ordenadas pelo Senhor e que são dos judeus, porque
foram designados para os judeus.
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