Infelizmente
nos dias de hoje, parte da igreja de Cristo fundamentado numa percepção
distorcida das Escrituras Sagradas, afirmam que o espírito
de amor cristão é absolutamente incompatível
com a denúncia crítica e negativa dos erros da igreja.
Ora, o Senhor Jesus Cristo denunciou os falsos mestres e as suas
distorções doutrinárias. Ele os denunciou como
"lobos vorazes, sepulcros caiados" e guias cegos".
O apóstolo Paulo ao tratar de alguns destes sem titubeios
afirmou: "o deus deles é o ventre, e a glória
deles está na sua infâmia". Entretanto, fundamentados
numa espiritualidade piegas, algumas pessoas continuam defendendo
a causa que não devemos julgar o próximo, até
porque Cristo nos mandou que amássemos uns aos outros.
Talvez ao ler este artigo você esteja a pensar: Isso mesmo
quem somos nós para julgar alguém? Não foi
o Senhor que disse que não devemos julgar para que não
fôssemos julgados?
Prezado amigo, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo
temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso
e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto
de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão
e porco para que não se desperdice a graça de Deus.
Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus
exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento,
que, diga-se de passagem, é o dom mais ignorado, e talvez
o mais odiado hoje em dia.
Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita
e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não
é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto
os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem
ser despidos deste título! O que falar então dos crentes
de Béreia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam
qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se
o ensino estava de acordo com a sã doutrina.
A questão é que os adeptos da promiscua teologia
da prosperidade, fazem do juízo temerário uma interpretação
conveniente, onde aliado ao ensinamento de que não se deve
tocar no ungido do Senhor, propaga-se a doutrina do amor que não
denuncia.
Isto posto afirmo que a Igreja do Senhor, possui um compromisso
com verdade e que a verdade deve prevalecer em todos os momentos
e circunstâncias.
Pense nisso!
Renato Vargens
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