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UM JESUS DIFERENTE – O DO CÓDIGO DA VINCI   -   Natanael Rinaldi

Embora o escritor Dan Brown do livro O Código Da Vinci tenha afirmado na introdução que “Todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente à realidade.” deve-se ter presente o aviso solene de Paulo na introdução da sua epístola aos Gálatas, que nos diz, "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (GL 1:8,9). Trazemos ainda à lembrança dos nossos leitores essa advertência de Paulo sobre a possibilidade de alguém surgir com evangelho diferente daquele que temos recebido. Isto porque o livro O código DA VINCI procura colocar em xeque a verdade histórica sobre a pessoa de Jesus negando sua deidade absoluta e conseqüentemente sobre a mensagem que ele pregou.

O QUE DISSE LUCAS
Lucas ao escrever a biografia de Jesus teve o cuidado de cercar-se de dados corretos após pesquisa exaustiva a que ele mesmo se refere no prefácio do seu livro. Diz ele "TENDO, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado." "Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia...” (LC 1:1-5)

Contrariando o prefácio do evangelho Segundo Lucas vem Dan Brown e coloca na boca do seu respeitável historiador Sir Teabing o seguinte : "Quase tudo o que nossos pais nos ensinaram sobre Jesus Cristo é mentira" (p.252). E as provas dessa afirmação? Vai busca-las nos evangelhos apócrifos dos gnósticos que procuram ressuscitar uma outra estória sobre a pessoa de Jesus, um Jesus pecador amante de Maria Madalena, com a qual teve uma filha. Nesse particular também Paulo nos põe de sobreaviso, dizendo "Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado...” (2CO 11:4) Certamente o Jesus de Dan Brown não é o Jesus da Bíblia.

O JESUS DA BÍBLIA
João, o quarto evangelista, encerra o seu livro com a seguinte declaração: "Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (JO 20:30,31) Nesse evangelho de João encontramos Jesus afirmando que devemos crer nele segundo as Escrituras. (JO 7:38) "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre."


A DEIDADE ABSOLUTA DE JESUS
João começa o seu evangelho com a seguinte declaração, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio com Deus.Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." (JO 1:1-3) A terceira cláusula do versículo primeiro é muito clara, “e o Verbo era Deus.”

Os judeus não ignoravam a reivindicação de Jesus sobre sua deidade tanto é que procuravam mata-lo pelo crime de blasfêmia. "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." (JO 5:18)
E de propósito Jesus fez uma declaração explicita quanto à sua natureza divina de igualdade com o Pai ao dizer, "Eu e o Pai somos um." (JO 10:30) Os judeus se encheram de ódio contra a declaração ousada de Jesus e queriam apedreja-lo. "Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar." (JO 10:31) Jesus tomou a palavra e disse-lhes: "Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?" (JO 10:32)
"Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo." (JO 10:33)

MARIA MADALENA
Maria Madalena tem sofrido acusações contra a sua moralidade quando é confundida com a mulher pecadora que lavou os pés de Jesus e a consideram como uma prostituta, que, no livro em tela O CÓDIGO DA VINCI, de Dan Brown é tida como amante de Jesus que, com ela, teve uma filha que se tornou pessoa famosa. Assim declara o livro:

“E a companheira de [...] Maria Madalena. [...amou] a ela mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beijá-la [sempre] na [.boca..].”
(Evangelho de Filipe, 63:33-36)
Mas, Maria Madalena, a relatada na Bíblia é diferente. Maria da cidade de Magdala (Madalena), foi liberta por Cristo de sete demônios. "E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios." (MC 16:9) E em Lucas 8.1,2 declara que ela passou a seguí-lO desde então. . (LC 8:1) "E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele," (LC 8:2) "E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;"

 

Igreja Evangélica da Paz - Seriedade na Palavra.

 

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