Embora o escritor Dan Brown
do livro O Código Da Vinci tenha afirmado na introdução
que “Todas as descrições de obras de arte, arquitetura,
documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente
à realidade.” deve-se ter presente o aviso solene de
Paulo na introdução da sua epístola aos Gálatas,
que nos diz, "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do
céu vos anuncie outro evangelho além do que já
vos tenho anunciado, seja anátema." Assim, como já
vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém
vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes,
seja anátema." (GL 1:8,9). Trazemos ainda à lembrança
dos nossos leitores essa advertência de Paulo sobre a possibilidade
de alguém surgir com evangelho diferente daquele que temos
recebido. Isto porque o livro O código DA VINCI procura colocar
em xeque a verdade histórica sobre a pessoa de Jesus negando
sua deidade absoluta e conseqüentemente sobre a mensagem que
ele pregou.
O QUE DISSE LUCAS
Lucas ao escrever a biografia de Jesus teve o cuidado de cercar-se
de dados corretos após pesquisa exaustiva a que ele mesmo
se refere no prefácio do seu livro. Diz ele "TENDO,
pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração
dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram
os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram
ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente
descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por
sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo
desde o princípio; Para que conheças a certeza das
coisas de que já estás informado." "Existiu,
no tempo de Herodes, rei da Judéia...” (LC 1:1-5)
Contrariando o prefácio do evangelho Segundo Lucas vem Dan
Brown e coloca na boca do seu respeitável historiador Sir
Teabing o seguinte : "Quase tudo o que nossos pais nos ensinaram
sobre Jesus Cristo é mentira" (p.252). E as provas dessa
afirmação? Vai busca-las nos evangelhos apócrifos
dos gnósticos que procuram ressuscitar uma outra estória
sobre a pessoa de Jesus, um Jesus pecador amante de Maria Madalena,
com a qual teve uma filha. Nesse particular também Paulo
nos põe de sobreaviso, dizendo "Porque, se alguém
for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado...”
(2CO 11:4) Certamente o Jesus de Dan Brown não é o
Jesus da Bíblia.
O JESUS DA BÍBLIA
João, o quarto evangelista, encerra o seu livro com a seguinte
declaração: "Jesus, pois, operou também
em presença de seus discípulos muitos outros sinais,
que não estão escritos neste livro. Estes, porém,
foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho
de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (JO
20:30,31) Nesse evangelho de João encontramos Jesus afirmando
que devemos crer nele segundo as Escrituras. (JO 7:38) "Quem
crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva
correrão do seu ventre."
A DEIDADE ABSOLUTA DE JESUS
João começa o seu evangelho com a seguinte declaração,
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio com Deus.Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito
se fez." (JO 1:1-3) A terceira cláusula do versículo
primeiro é muito clara, “e o Verbo era Deus.”
Os judeus não ignoravam a reivindicação de
Jesus sobre sua deidade tanto é que procuravam mata-lo pelo
crime de blasfêmia. "Por isso, pois, os judeus ainda
mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava
o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio
Pai, fazendo-se igual a Deus." (JO 5:18)
E de propósito Jesus fez uma declaração explicita
quanto à sua natureza divina de igualdade com o Pai ao dizer,
"Eu e o Pai somos um." (JO 10:30) Os judeus se encheram
de ódio contra a declaração ousada de Jesus
e queriam apedreja-lo. "Os judeus pegaram então outra
vez em pedras para o apedrejar." (JO 10:31) Jesus tomou a palavra
e disse-lhes: "Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes
de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?" (JO 10:32)
"Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos
por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu
homem, te fazes Deus a ti mesmo." (JO 10:33)
MARIA MADALENA
Maria Madalena tem sofrido acusações contra a sua
moralidade quando é confundida com a mulher pecadora que
lavou os pés de Jesus e a consideram como uma prostituta,
que, no livro em tela O CÓDIGO DA VINCI, de Dan Brown é
tida como amante de Jesus que, com ela, teve uma filha que se tornou
pessoa famosa. Assim declara o livro:
“E a companheira de [...] Maria Madalena. [...amou] a ela
mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beijá-la
[sempre] na [.boca..].”
(Evangelho de Filipe, 63:33-36)
Mas, Maria Madalena, a relatada na Bíblia é diferente.
Maria da cidade de Magdala (Madalena), foi liberta por Cristo de
sete demônios. "E Jesus, tendo ressuscitado na manhã
do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena,
da qual tinha expulsado sete demônios." (MC 16:9) E em
Lucas 8.1,2 declara que ela passou a seguí-lO desde então.
. (LC 8:1) "E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade
em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho
do reino de Deus; e os doze iam com ele," (LC 8:2) "E
algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos
e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram
sete demônios;"
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