I - Introdução
1. OUVI DIZER QUE O ESPIRITISMO É A RELIGIÃO
MAIS ANTIGA DO MUNDO. TEM CABIMENTO ESSA DECLARAÇÃO
DE SER O ESPIRITISMO A MAIS ANTIGA RELIGIÃO DO MUNDO?
RESPOSTA: Em certo sentido pode-se afirmar que o Espiritismo é
a religião mais antiga do mundo. E pode-se dizer mais, que
a primeira sessão espírita se realizou no Jardim do
Éden, quando a serpente, incorporando o Diabo, entabulou
conversação com a mulher e assim conseguiu ludibriá-la
(Gn 3.1-5). ‘Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre
a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá
a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.’
A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá
a história do Espiritismo. Começando no Êxodo,
ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos
espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó
para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés
apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de
tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos
repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12
; 8.18) ‘Então Moisés e Arão foram ter
com Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão
lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus
servos, e ela se tornou em serpente. Faraó também
mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do
Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos.
Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram
em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles.’
E ‘Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos
para produzirem piolhos, mas não puderam. E havia piolhos,
nos homens e nos animais.’
Mais tarde, já nas portas de Canaã Deus advertiu
o povo de Israel contra os perigos do ocultismo dentre os quais
destacava-se a mediunidade como prática abominável
à sua vista (Dt 18.9-12) ‘Quando entrares na terra
que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás
a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não
se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo
o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador,
nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte
um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte
os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável
ao Senhor, e é por causa destas abominações
que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.’
O castigo imposto aos que desobedecessem os mandamentos de Deus
nesse particular era à morte (Êx 22.18; Lv 20.27) ‘Não
permitirás que viva uma feiticeira.’ e ‘O homem
ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente
será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será
sobre eles.’ O Velho Testamento também indica como
amaldiçoados por Deus as pessoas com ligações
com espíritos familiares e feiticeiras (Lv 19.31; 20.6) ‘Não
vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros;
não os busqueis para não ficardes contaminados por
eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.’ e ‘Quanto àquele
que se voltar para os que consultam os mortos e para os feiticeiros,
prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra aquele
homem, e o extirparei do meio do seu povo.’
O Rei Saul, antes da sua apostasia, quando ainda estava na direção
de Deus, baniu os praticantes de várias modalidades de espiritismo
(l Sm 28.3-9) ‘Ora, Samuel já havia morrido, e todo
o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado e em Ramá,
que era a sua cidade. E Saul tinha desterrado es necromantes e os
adivinhos. Ajuntando-se, pois, os filisteus, vieram acampar-se em
Suném; Saul ajuntou também todo o Israel, e se acamparam
em Gilboa. Vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu e estremeceu
muito o seu coração. Pelo que consultou Saul ao Senhor,
porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos,
nem por Urim, nem por profetas. Então disse Saul aos seus
servos: Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e
a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Eis que em En-Dor há
uma mulher que é necromante. Então Saul se disfarçou,
vestindo outros trajes; e foi ele com dois homens, e chegaram de
noite à casa da mulher. Disse-lhe Saul: Peço-te que
me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que
eu te disser. A mulher lhe respondeu: Tu bem sabes o que Saul fez,
como exterminou da terra os necromantes e os adivinhos; por que,
então, me armas um laço à minha vida, para
me fazeres morrer?’
Da mesma forma, mais tarde, assim o fez o reto rei Josias (2 Rs
23.24-25) ‘Além disso, os adivinhos, os feiticeiros,
os terafins, os ídolos e todas abominações
que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, Josias
os extirpou, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas
no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do Senhor. Ora,
antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante, que se
convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de
toda a sua alma, e de todas as suas forças, conforme toda
a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro semelhante.’
O profeta Isaías também se dirigiu aos antigos espíritas
que vaticinavam para o povo de Israel, que essa prática era
inútil e detestável aos olhos de Deus (Is 8.19; 19.3;
47.9,13-14) ‘Quando vos disserem: Consultai os que têm
espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram,
respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus?
acaso a favor dos vivos consultará os mortos?,’ Mas
ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia,
perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre
ti, apesar da multidão das tuas feitiçarias, e da
grande abundância dos teus encantamentos.’ ‘Cansaste-te
na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e
te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que
nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis
que são como restolho; o logo os queimará; não
poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é
um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele.’
Igualmente a queda do rei Manassés se deu como resultado
das suas práticas ligadas ao espiritismo (2 Rs 21.6; 2 Cr
33.6) ‘E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou
de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros;
fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.’,
’ Além disso, queimou seus filhos como sacrifício
no vale do filho de Hinom; e usou de augúrios e de encantamentos,
e dava-se a artes mágicas, e instituiu adivinhos e feiticeiros;
sim, fez muito mal aos olhos do Senhor, para o provocar à
ira.’ A Bíblia também registra a tentativa do
homem procurar conhecer o futuro e os mistérios do universo,
por meio de adivinhação, encantamentos, feitiçaria.
Assim tentavam os egípcios, caldeus e cananitas como envolvidos
com essas práticas e isso tem continuado através dos
séculos. “E exterminarei as feitiçarias da tua
mão; e não terás adivinhadores”.(Mq 5.12)
“Por causa da multidão dos pecados da meretriz mui
graciosa, da mestra das feitiçarias, que vendeu as nações
com as suas fornicações, e as famílias pelas
suas feitiçarias”. (Na 3.4) ‘tudo isso por causa
da multidão dos adultérios, da meretriz formosa, da
mestra das feitiçarias, que vende nações por
seus deleites, e famílias pelas suas feitiçarias.’
II - HISTÓRICO DO ESPIRITISMO MODERNO
2. QUAL FOI A ORIGIEM DO ESPIRITISMO CHAMADO HOJE DOS TEMPOS
MODERNOS?
RESPOSTA: Em 1848 houve um recrudescimento do
espiritismo no sitio de Hydesville, perto da cidade de Arcádia,
Condado de Wayne, Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A família
Fox alugou uma casa tida como assombrada. Aí residiam a família
do Dr. João Fox, constituída pela Sra. Margarida Fox,
esposa do Dr. João, e as filhas Margarida cujo apelido familiar
era Maggie, e Catarina, apelidada Katie. O casal Fox tinha dois
filhos que moravam fora da casa paterna: David e Ana Leah (ou Lia),
que era mais velha do que Maggie 23 anos.
Era um lugar muito pobre
de casas e de humilde aspecto, geralmente construídas de
madeira. Seus pais eram protestantes metodistas. Notava-se que naquela
residência acontecia algo de anormal que obrigava os seus
moradores a mudar-se. O último inquilino antes da família
Fox, fora um homem chamado Miguel Weekman, em 1847, tendo várias
vezes ouvido baterem à porta e quando ia ver quem era não
encontrava ninguém, isso ocorrendo várias vezes. Como
essa cena se repetia constantemente, aborrecido, mudou-se de casa.
Para ela passou habitar a família Fox: pai, mãe
e as duas meninas – Katie com 12 anos e Maggie com 15. Neste
mesmo ano a casa era novamente perturbada por estranhas manifestações;
ruídos inexplicáveis faziam-se ouvir com tal intensidade
que a família não conseguia repousar. Freqüentemente
esses fenômenos pareciam emanar do quarto onde dormiam as
duas irmãs. Mesmo quando o quarto estivesse fechado percebia-se
ali o movimento de objetos, móveis que arrastavam, mesas
e cadeiras que giravam.
Chamados os vizinhos estes foram testemunhas
dos mesmos fenômenos. Todos os meios de vigilância foram
colocados em ação para descobrir de onde procedia
aquelas batidas, tudo foi inútil. Não se pôde
descobrir a causa real daquelas manifestações, apesar
das numerosas pesquisas.
A família percebeu que a causa produtora
era inteligente, pois em uma noite quando Katie comentava com sua
mãe tais coisas, procurou imitar com estalar de dedos aqueles
sons misteriosos e para surpresas delas, de súbito, os mesmos
estalos se reproduziram e em número igual. Surpreendida e
curiosa Katie, repetiu os estalos e os mesmos se fizeram ouvir de
novo.
A senhora Fox, pediu ao misterioso visitante que contasse
até dez. Ouviram dez pancadas! Perguntou-lhe qual era a idade
de cada uma de suas filhas, obtendo resposta exata. Por meio de
outras perguntas verificou tratar-se de um espírito que respondia
afirmativamente dando dois toques e negativamente dando um toque.
Desta maneira foram informadas que o tal espírito era a alma
de Carlos Ryan assassinado naquela casa e que fora enterrado na
dispensa. A noticia de que era possível falar com os mortos
através de seu espírito logo se espalhou e a casa
da família Fox começou a ser freqüentada pelos
vizinhos, que ali iam passar noites em consulta ao espírito.
Em vista do crescente progresso espírita a família
decidiu se mudar de cidade, transferindo-se para Rochester. Após
quatro meses nesta cidade resolveram mudar-se para Nova Iorque.
Os investigadores dessas manifestações notaram que
o fenômeno só se produzia na presença da jovem
Katie Fox, atribuindo-lhe um certo poder que vieram chamar de mediunidade.
Certa noite sentada em torno de uma mesa, estava a senhora Fox conversando
com outras duas pessoas, quando de súbito a mesa se agita
e se eleva. Uma das pessoas presentes deu ordem a mesa, esta se
aquietou. Lia logo atribuiu aos espíritos a locomoção
espontânea da mesa.
Lia, a irmã mais velha, junto com suas irmãs tiveram
a idéia de invocar outros espíritos e assim muitos
dos que assistiam aquelas sessões espíritas foram
levados pela curiosidade ou pelo desejo de também se tornarem
célebres repetir, por conta própria, as experiências
e as evocações dos espíritos, de tal modo que
pela América do Norte as sessões espíritas
se foram multiplicando rapidamente.
Essas meninas se tornaram médiuns e durante 30 anos produziram
fenômenos que se tornaram conhecidos em várias partes
do mundo. No dia 21 de outubro de 1888, a Sra. Margarete Fox Kane,
realizou pela primeira vez seu intento de, com os próprios
lábios, denunciar publicamente o espiritismo e seu séquito
de truques. Apresentou-se à Academia de Música de
Nova Iorque perante numerosa e distinta assembléia e, sem
reservas, demonstrou a falsidade de tudo quanto, no passado, fizeram
sob o disfarce da mediunidade espírita:
A Sra. Maggie (Margarida) manteve-se de pé sobre o palco.
Tremendo e possuída de intensos sentimentos, fez uma aberta
e extremamente solene abjuração do espiritismo, enquanto
a Sra. Catharine Fox Jencksen assistia de um camarote vizinho, dando,
pôr sua presença, inteiro assentimento a tudo que a
irmã dizia.
(THE WORLD, 22.10.1888, citado no livro “O Espiritismo no
Brasil”, p.444).
Desta maneira o espiritismo assumia sua feição definitiva.
MONUMENTO AO ESPIRITIMO MODERNO,
O Congresso Internacional de Espiritismo reunido em Paris no ano
de 1925 aprovou, unanimemente, a proposta de erigir um monumento
comemorativo em Hydesville, nos Estados Unidos para comemorar as
primeiras manifestações espíritas, que tiveram
lugar a 31 de março de 1848, nas pessoas das então
meninas Kate e Margareth Fox. O monumento recebeu a seguinte inscrição:ERIGIDO
A 4 DE DEZEMBRO DE 1927 PELOS ESPIRITISTAS DE TODO O MUNDO, EM COMEMORAÇÃO
DAS REVELAÇÕES DO ESPIRITISMO MODERNO EM HYDESVILLE,
NEW YORK, A 31 DE MARÇO DE 1848, EM HOMENAGEM À MEDIUNIDADE,
BASE DE TODAS AS DEMONSTRAÇÕES SOBRE QUE SE APÓIA
O ESPIRITISMO. A MORTE NÃO EXISTE. NÃO HÁ MORTOS.
III - PELA EUROPA
3. COMO SE PROPAGOU O ESPIRITISMO POR OUTROS PAÍSES?RESPOSTA: Dos Estados Unidos, o espiritismo passou para a Europa,
indo primeiramente à Alemanha, por meio de uma carta, onde
era exposto os processos empregados para obter-se os curiosos fenômenos.
Posto fielmente em prática foi infalível: as mesas giraram
ouvindo-se ruídos. Nestes países, numerosos pesquisadores
lhe dedicaram atenção, não como aderentes, mas
como estudiosos dos chamados fenômenos psíquicos.
Em 1869 é fundado a Bibliothek des Spritualismus fur Deutschland
y Spirite Studien. O espiritismo na Alemanha contava entre os seus
principais aderentes o astrônomo Zoellner, professor de Física
na Universidade de Leipzig, que se dedicou à experiências
espíritas de 1877 a 1881. Neste mesmo ano de 1852 o Espiritismo
era introduzido na Escócia e logo depois na Inglaterra, Rússia
e França.
IV - NA FRANÇA
3. SABEMOS QUE DOS PAISES EUROPEUS AONDE O ESPIRITISMO
CHEGOU A FRANÇA FOI O PAIS ONDE O ESPIRITISMO MAIS SE FIRMOU.
PODE DIZER ALGUMA A RESPEITO DO ESPIRITISMO NA FRANÇA?
RESPOSTA: A noticia dos fenômenos misteriosos que
se produziam na América, suscitou na França intensa
curiosidade e, em pouco tempo, a experiência das mesas girantes
era grandemente disseminada. Nos salões, a moda era interrogá-las
sobre as mais fúteis questões. Durante os anos de
1851 e 1852, essas práticas eram vistas apenas como divertimento;
não se tomavam essas manifestações a sério.
O Barão de Guldenstubbé ao entrar em contato com as
mesas giratórias ficou muito impressionado pelo caráter
inteligente que revestia o movimento da mesa e publica em 1857,
um livro intitulado La Réalité des Esprits relatando
as primeiras experiências deste fenômeno. Os jornais,
as revistas e as academias protestaram contra, ridicularizando esse
novo fenômeno, chegando quase a extingui-lo.
V - ALLAN KARDEC
Foi, em Lyon, na França que, no dia 3 de outubro de
1804, nasceu aquele que mais tarde devia ilustrar o pseudônimo
de Allan kardec (Obras Completas-Editora: Opus, p. 1, 2ª edição
especial, 1985).
Hippolyte Léon Denizard Rivail, nasceu às 7 horas
da noite, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado, juiz,
e Jeanne Duhamel, sua esposa, moradores de Lião, rua Sala,
76 (Obras Completas, Editora: Opus, p. 1, 1985).
Seus primeiros estudos foram feitos na sua terra natal e inteirou
a sua bagagem escolar, na cidade de Yverdun (Suíça),
onde estudou sob a direção do famoso mestre Pestalozzi,
de quem recebeu grande influência. Inúmeras vezes,
quando Pestalozzi era solicitado pelos governos, para criar institutos
como o de Yvernun, confiava a Denizard Rivail o trabalho de o substituir
na direção da escola. Bacharelou-se em letras e ciências
e doutorou-se em medicina, após completar todos estudos médicos
e defender brilhantemente sua tese.
Conhecia perfeitamente e falava
corretamente o alemão, o inglês, o italiano, o espanhol;
tinha conhecimentos também do holandês e com facilidade
podia expressar-se nesta língua. Foi isento do serviço
militar e, depois de dois anos, fundou em Paris, à rua Sèvres
35, uma escola idêntica à de Yverdun. Fizera sociedade
com um tio, para esse empreendimento, irmão de sua mãe,
o qual entrava como sócio capitalista. Encontrou no mundo
das letras e do ensino ao qual freqüentava, em Paris, vindo
a conhecer a senhorita Amélie Boudet a qual conquista o seu
coração.
Ela era filha de Julien Louis Boudet, antigo
tabelião e proprietário, e de Julie Louise Seigneat
de Lacombe. Amélie nasceu em Thias (Sena) em 23 de novembro
de 1875. Denizard Rivail casa-se com ela no dia 6 de fevereiro de
1832. A senhorita Amélie Boudet, era nove anos mais velha
do que Rivail. Seu tio que era sócio na escola que fundaram,
era dominado pelo jogo levou essa instituição à
falência. Fechado o instituto, Rivail liquidou as dívidas,
fazendo a partilha do restante, recebendo cada a quantia de 45 mil
francos. O casal Denizard aplicou suas rendas no comércio
de um dos seus amigos mais íntimos. Este realizou maus negócios
levando outra vez os negócios à falência, nada
deixando aos credores. Rivail trabalhando duro, aproveitava a noite
para escrever sobre gramática, aritmética, livros
para estudo de pedagógicos superiores; ao mesmo tempo traduzia
obras inglesas e alemãs. Em sua casa organizava cursos gratuitos
de química, física, astronomia e anatomia. Escreveu
o Curso Prático e Teórico de Aritmética, segundo
o Método de Pestalozzi, com modificações, dois
tomos em 1824; Plano proposto para a melhoria da educação
pública, que assina como discípulo de Pestalozzi e
em que expõe processos pedagógicos avançados
em 1828. Escreveu os seguintes livros:
VI - A PRIMEIRA INICIAÇÃO DE RIVAIL AO ESPIRITISMO
Ainda jovem no ano de 1823, Denizard Rivail demonstrava grande
interesse pelo magnetismo animal, um movimento da época chamado
também de mesmerismo, porque fora criado pelo médico
alemão Francisco Antonio Mesmer (1733-1815), que morava em
Paris desde 1778. No ano de 1853 quando as mesas girantes e dançantes
, vindas dos Estados Unidos invadiram a Europa, os adeptos do mesmerismo
ou magnetistas de Paris, logo quiseram explicar com suas teorias
magnéticas este curioso fenômeno. No final do ano de
1854, o magnetista Fortier notificou a Rivail o fenômeno das
mesas dançantes que se comunicavam, dizendo-lhe: Sabe o senhor
da singular propriedade que acabam de descobrir no magnetismo?
Parece
que não são unicamente os indivíduos que magnetizam,
mas também as mesas, que podemos fazer girar e andar a vontade5.
No ano de 1855, encontrou o Sr. Carlotti, um antigo amigo seu que
tornou a lhe falar desses fenômenos por cerca de uma hora
com muito entusiasmo, o que o fez despertar novas idéias.
No fim da conversa disse-lhe: Um dia serás um dos nossos.
Respondeu-lhe: Não digo que não. Veremos mais tarde
(Obras Póstumas. , p. 1160, Obras Completas. Editora: Opus,
2ª edição especial, 1985).
SURGE ALLAN KARDEC
4. COMO SURGIU O NOME ALLAN KARDEC ADOTADO POR HIPOLLITE LEON DENIZARD
RIVAIL
RESPOSTA : Uma noite, através de um médium, seu Espírito
pessoal, lhe revelou que eles haviam existido juntos em outra existência,
no tempo dos Druidas, nas Gálias e que seu nome era Allan
Kadec ( Obras Completas,Editora Opus, 2ª edição,
1985 p. 1). Em 1856, Kardec freqüentava sessões espíritas
que eram feitas à Rua Tiquetone, na residência do Sr.
Roustan e da Srta. Japhet. No dia 25 de março deste ano na
casa do Sr. Baudin, sendo médium uma de suas filhas, Rivail
aceita a revelação de ter como guia um espírito
familiar chamado A Verdade. Depois ficará sabendo que se
trata do Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que
Jesus havia prometido enviar.
Reuniu todas as informações que tinha sobre o espiritismo
e codificou uma série de leis, publicando no dia 18 de abril
de 1857 uma obra com o nome de: Le Livre des Espirits (O Livro dos
Espíritos). Este livro alcançou tremenda repercussão,
esgotando rapidamente a primeira edição. Allan Kardec
fê-la reeditar no ano de 1858, neste mesmo ano em janeiro
ele publica a Revue Spirite (Revista Espírita), o primeiro
órgão espírita da França, e cuja existência
ele assim justificou: Não se pode contestar a utilidade de
um órgão especial, que mantenha o público a
par desta nova ciência e o premuna contra os exageros, tanto
da credulidade excessiva, como do ceticismo.
FALECIMENTO
Hippolyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec –
faleceu em Paris, na rua Santana, 25 (Galeria Santana, 59), no dia
31 de março de 1869, com 65 anos de idade, sucumbindo pela
ruptura de um aneurisma. Corre um boato de que ele teria se suicidado,
mas a história não confirma isso. A senhora Rivaill
contava com 74 anos quando seu esposo morreu. Sobreviveu até
1883, quando em 21 de janeiro, faleceu, com a idade de 89 anos sem
deixar herdeiros diretos.
VII - LÉON DENIS, O CONSOLIDADOR
5. DEPOIS DA MORTE DE ALLAN KARDEC QUEM DIRIGIU OS TRABALHOS ESPÍRITAS
NA FRANÇA
RESPOSTA: Diz J. Herculano Pires, no prefácio do livro Vida
e Obra de Léon Denis, de Gastão Luce (Edicel, SP):
Léon Denis foi o consolidador do Espiritismo. Não
foi apenas o substituto e continuador de Allan Kardec, como geralmente
se pensa. Denis tinha uma missão quase tão grandiosa
quanto a do Codificador. Cabia-lhe desenvolver os estudos doutrinários,
continuar as pesquisas mediúnicas, impulsionar o movimento
espírita na França e no Mundo, aprofundar o aspecto
moral da Doutrina e sobretudo, consolidá-la nas primeiras
décadas do século.
Nessa nova Bíblia (o Espiritismo) o papel de Kardec é
o de sábio e o papel de Denis é o de filósofo.
Nasceu em 1º de janeiro de 1846, em Foug, na Lorena francesa,
e morreu em Tours, em 12 de abril de 1927, com a idade de 81 anos
incompletos. Seus pais foram a senhora Anne-lucie e o mestre de
pedreiro e ferroviário Joseph Denis.
Cursou as primeiras letras em Estrasburgo, mas interrompe os estudos
para ajudar o pai, funcionário da Casa da Moeda; retorna
em Bordéus, mas de novo os abandona para auxiliar o genitor,
que agora serve na estrada de ferro de Moux; depois, em Tours, onde
trabalha carregando cerâmica, e estuda de noite. Dedica-se
ao desenho, à geografia e à Contabilidade; preocupado
com as questões filosóficas e religiosas, estuda com
grande interesse a História e as Ciências Sociais,
conhecimentos que aprofunda graças às numerosas viagens
que faz pela França, Itália, Suíça,
Espanha, Inglaterra e África (Tunísia).seu encontro
com o espiritismo se deu quando Léon tinha 18 anos de idade,
lendo o Livro dos Espíritos.
Serviu como tenente na guerra de 1870, desastrosa para a França,
e convidado para a vida política recusou, como também
não se casou, pois entendia que seu tempo devia ser todo
dedicado à Doutrina, à sua missão, da qual
os espíritos sempre lhe falavam.
Denis se encontrou algumas vezes com Allan Kardec, e como médium
vidente e psicógrafo, recebia mensagens de Sorella (Joana
D’arc), do Espírito Azul e de Jerônimo de Praga.
Escreveu vários livros entre eles: O Progresso (conferencias);O
Porquê da Vida, (1885); Depois da morte; Cristianismo e Espiritismo
(1889); No Invisível (1903); O Problema do Ser, do destino
e da Dor; Verdade sobre Joana D’arc (1912); O Grande Enigma;
Resposta de um velho espírita a um doutor em letras, de Lyon;
O Mundo invisível e a Guerra (1919);
VIII - O ESPIRITISMO NO BRASIL
6. COMO FOI QUE O ESPIRITISMO CHEGOU AO BRASIL?
RESPOSTA: No Brasil as mesas começaram a dançar em
1853. O Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, foi o primeiro
a publicar pela primeira vez algo sobre as mesas girantes da Europa
e dos Estados Unidos, em sua edição de 14 de junho
de 1853. Duas semanas depois, no dia 30 de junho, o mesmo jornal
informa sob o titulo de A Rotação Elétrica,
os fenômenos que empolgavam Paris, depois de terem feito sucesso
nos Estados Unidos, México, Londres, Viena e Berlim.
No dia 2 de julho de 1853, o Diário de Pernambuco, editado
no Recife informava seus leitores que, em Paris, grande era a curiosidade,
que toda sociedade se colocava em torno das mesas esperando algum
movimento.
O jornal Cearense, de Fortaleza, na edição de 19 de
maio de 1854, informava aos seus leitores sobre a evocação
de almas por meio das mesas girantes: A evocação se
faz por intermédio de um iluminado, a quem se dá o
nome de médium (Espiritismo Básico, Pedro Franco Barbosa,
FEB. 2º Edição, p. 68).
Foi assim que o espiritismo no Brasil conquistou adeptos, passando
da mesa rodante para a mesa falante; da mesa inteligente à
relação com os mortos; da comunicação
com os mortos a novas revelações; destas revelações
a uma nova religião, com doutrinas e práticas opostas
ao Evangelho de Jesus Cristo.
PRIMEIRA SESSÃO ESPÍRITA NO BRASIL
1.A primeira sessão espírita realizada no Brasil ocorreu
em Salvador, Bahia, no dia 17 de setembro de 1865, sob a direção
de Luiz Olímpio Teles de Menezes. Este fundou no mesmo ano
o primeiro centro espírita, com o nome de Grupo Familiar
de Espiritismo.
PRIMEIRO JORNAL ESPÍRITA
2. Em julho de 1869, Luís Olímpio publica O Eco do
Além Túmulo – Monitor do Espiritismo no Brasil,
o primeiro jornal espírita do Brasil, com 56 páginas,
circulando no Brasil e em capitais estrangeiras como Londres, Paris,
Madri, Nova Iorque.
3.Em 28 de novembro de 1873 é desfeito o Grupo Familiar do
Espiritismo, fundando-se a sociedade cientifica, sob o titulo de
Associação Espírita Brasileira, sendo Luís
de Menezes o primeiro presidente.
PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO ESPÍRITA
4.O primeiro movimento organizado do espiritismo, no Rio, começou
em 2 de agosto de 1873, com a fundação da Sociedade
de Estudos Espiríticos – Grupo Confúcio, sob
direção dos Drs. Francisco de Siqueira Dias Sobrinho,
presidente e Antônio da Silva Neto. O Grupo Confúcio
tinha como divisa sem caridade não há salvação;
sem caridade não há verdadeiro espírita (Espiritismo
Básico. Pedro Franco Barbosa. FEB. 2º Edição.
p. 70); recebia mensagens de seu patrono e tinha como guia espiritual
um espírito chamado Ismael, que se revelou como diretor espiritual
do Brasil; praticava a homeopatia e aplicava passes aos doentes.
5.Em 1 de janeiro de 1875, o Grupo Confúcio lançou
a Revista Espírita, redigida e dirigida pelo Dr. Antônio
da Silva Neto. Era o segundo periódico Espírita do
Brasil e o primeiro do Rio de Janeiro, que até então
era capital do Império. Neste mesmo ano o Grupo Confúcio
publicou a tradução varias obras de Kardec, a cargo
de Fortúnio, pseudônimo de Joaquim Carlos Travassos:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Céu
e o Inferno, O Evangelho Segundo o Espiritismo. Estes foram os primeiros
livros publicados no Brasil, pela editora B.L. Garnier.
Em 23 de março de 1876 funda-se a Sociedade de Estudos Espíritas
Deus, Cristo e Caridade sob a orientação de Bittencourt
Sampaio; e, em 1878, também de Antônio Luís
de Sayão. Em 20 de maio de 1877, membros dissidentes da Sociedade
fundaram a Congregação Espírita Anjo Ismael.
No ano seguinte, outros componentes da mesma Sociedade fundam o
Grupo Espírita Caridade. Essas instituições,
bem como o Grupo Espírita Confúcio, desaparecem em
1879.
6.Em 1883 foi fundada a Revista Reformador, que mais tarde veio
se tornar o órgão oficial da Federação
Espírita Brasileira, organizada em 1º de janeiro de
1884. A partir de então se multiplicam os grupos e centros
espíritas, ocasionando a formação de federações
de âmbito estadual.
CHICO XAVIER
7. PODE-SE DIZER QUE CHICO XAVIER É O MEDIUM ESPÍRITA
MAIS CONHECIDO DO BRASIL?
RESPOSTA: O nome mais conhecido do espiritismo kardecista brasileiro
é o do médium Francisco Cândido Xavier, mais
conhecido como Chico Xavier. Natural da cidade de Uberaba, Minas
Gerais, onde reside. Ele é muito procurado por pessoas de
todas as classes sociais, vindas de todos os lugares do país,
que recorrem a seus serviços mediúnicos em busca de
ajuda espiritual e também de curas físicas. De acordo
com a revista Veja de 10/04/1991, p.40. Chico Xavier já incorporou
os espíritos de 605 autores falecidos, 328 dos quais eram
poetas, entre eles alguns dos mais famosos tanto em Portugal como
do Brasil.
Tudo isso faz do Brasil o maior país espírita do mundo.
Enquanto que a doutrina espírita cresce no Brasil, ela praticamente
desapareceu na França onde nasceu.
IX - CAUSAS DA DIFUSÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL
8. QUAIS SERIAM AS CAUSAS DE HOJE O ESPIRITISMO TER CRESCIDO TANTO
NO BRASIL A PONTO DE ALGUNS AFIRMAREM QUE O BRASIL É A NAÇÃO
MAIS ESPÍRITA DO MUNDO?
RESPOSTA: São variadas as causas que o espiritismo, em todas
as suas formas, progredisse tanto no Brasil, a ponto de nosso país
ser considerado o maior país espírita do mundo, como
apregoam fartamente os seguidores de Allan Kardec. Eis algumas razões:
1. Você é um médium - precisa desenvolver-se
São as palavras dos espíritas quando se deparam com
pessoas com problemas ligados a insônia, tristeza, perturbação,
arrepios e pôr aí afora. Logo a idéia do espírita
é que essa pessoa está sob a pressão de espíritos
opressores precisa desenvolver a mediunidade num Centro Espírita.
E lá se vai a pessoa cheia de esperança de ver-se
livre desses incômodos inexplicáveis. Envolvendo-se
com o Espiritismo, vem em seguida o temor de sair, julgando que
as conseqüências serão fatais.
2. A grande saudade dos mortos
Essa saudade é habilmente explorada pelo espiritismo, pois
é aberta a possibilidade dessa comunicação
com o ente falecido. Veja o relato de uma pessoa envolvida pôr
esse meio:
EU FALEI COM ESPÍRITOS
No dia 16 de julho de 1933 faleceu minha irmã, então
com sete anos de idade, e, logo depois, uma família das proximidades
de Bemidji, Minisota, nos disse que haviam entrado em contato com
o espírito da menina falecida e que ela estava ansiosa pôr
falar conosco. A família toda ficou alvoroçada e combinamos
em Bemidji na ocasião marcada para a sessão. Com isso
deu-se o envolvimento. Certa ocasião foi anunciada no citado
centro uma sessão de perguntas e respostas e se orientou
que as perguntas deveriam ser de ordem espiritual. Foi dirigida
a primeira pergunta ao espírito mentor se ele cria que Jesus
era filho de Deus
Resposta do espírito mentor:
É lógico meu filho, Jesus é o Filho de Deus.
Creia apenas como diz a Bíblia.
Segunda pergunta: Ó tu, grande e infinito Espírito,
crês que Jesus é o Salvador do mundo?
Resposta: Meu filho, pôr que duvidas? Por que não crês?
Tens estado conosco ; pôr que continuas a duvidar?
Terceira pergunta: Ó espírito, crês que Jesus
é o Filho de Deus, e que ele é o Salvador do mundo
- crês que Jesus morreu na cruz e derramou seu sangue para
a remissão de pecados?
O médium, em profundo transe, foi arremessado de sua cadeira.
Foi cair bem no meio da sala de estar e gemia como se estivesse
sentindo profunda dor. Os sons turbulentos sugeriam espíritos
num carnaval de confusão (EU FALEI COM ESPÍRITOS,
Editora Mundo Cristão, 1977, p. 23-24).
VII - DIVISÕES DO ESPIRITISMO NO BRASIL
9. QUANTAS SÃO AS SEITAS ESPÍRITAS EXISTENTES NO BRASIL?
RESPOSTA: O Espiritismo Kardecista,
Que pode ser chamado de espiritismo ortodoxo. Aquele que está
filiado à Federação Espírita Brasileira
e para quem Allan Kardec é considerado o Mestre Divino. É
o maior grupo.
1. A Legião da Boa Vontade
O nome do fundador completo é Alziro Elias Davi Abraão
Zarur e nasceu aos 25 de dezembro de 1914, de pais sírios.
Seus pais eram católicos ortodoxos. Considerava-se ele a
reencarnação de Allan Kardec como declara no livro
“JESUS – A Saga de Alziro Zarur Não crê
que Cristo tivesse corpo real e humano, seguindo a linha de pensamento
de João Batista Roustaing.
2. Racionalísmo Cristão
Fundado em 1910 pôr Luiz de Mattos. Luiz José de Mattos
nasceu em Portugal (Traz os Montes em 03.01.1860). É panteísta
e fala de Deus como O Grande Foco, Inteligência Universal.
Possui templos suntuosos em várias regiões de São
Paulo.
3. Cultura Racional
Fundada pôr Manoel Jacintho Coelho em 1935, no Rio de Janeiro
(Meyer), mais divulgada a partir de 1970 quando alcançou
fama nacional. Aceita a metempsicose (retorno do espírito
do falecido a seres inferiores).
4. Umbanda
Seita Afro-brasileira que é divulgada mais como folclore
do que como religião, embora advogue esta ultima condição.
Formada pelo sincretismo de cultos afros, ameríndios e catolicismo
europeu trazido pelos portugueses. Declara-se com o objetivo de
desfazer os males invocados pela Quimbanda através de Exus.
Evoca, diferindo do Espiritismo Kardecista, os Orixás, seres
elementares da natureza, mas evoca também os espíritos
dos pretos velhos; e caboclos, que são segundo eles, os espíritos
dos índios falecidos.
5. Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento
Fundado em 1909 pelo Sr. Antônio Olívio Rodrigues.
Possui espalhados pelo Brasil milhares de tattwas ou centros. Aceita
a doutrina reencarnacionista.
6. Ordem Rosacruz
Com suas várias organizações como : AMORC (Antiga
e Mística Ordem Rosae Crucis). A fraternidade segue uma tradição
mística egípcia. Alega ser originária do reinado
de Amenhotep IV, imperador egípcio no ano de 1353 a.C., mais
conhecidos como Akhenaton. A Fraternidade Rosacruz de Max Heindel,
a FRC (Fraternidade Rosae Crucis) de Clymer. A FRA (Fraternitas
Rosacruciana Antíqua) de Krummheller ou a Igreja Gnóstica
e a Ordem Cabalística da Rosa-Cruz (Igreja Expectante do
Sr. Léo Alvarez Costet de Mascheville).
7. Finalmente, poderíamos agrupar aqui as sociedades teosóficas,
as seitas orientais japonesas como Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica
Mundial, Arte Mahikari, Perfect Liberty. Seitas orientais provindas
do hinduísmo, como movimento Hare Krishna, Meditação
Transcendental, e outras. Todas elas são adeptas do reencarnacionismo.
X - DECLARAÇÃO COMPROMETEDORA
10. COMO ENCARAM OS ESPÍRITAS A PESQUISA QUE SE FAZ DA SUA
RELIGIÃO: ADMITEM OU NÃO?
RESPOSTA: Declara Allan Kardec que sim:
“Um direito imprescritível é o direito de exame
e de crítica, do qual o Espiritismo não tem pretensão
de eximir-se, assim como não tem a de satisfazer a todos.
Cada um é livre para aceitá-lo ou rejeitá-lo,
mas depois de discuti-lo com conhecimento de causa... Para saber
qual a parte de responsabilidade que cabe ao Espiritismo em dada
circunstância há um meio bem simples: inquirir de boa
fé, não dos adversários mas na própria
fonte, o que ele aprova e o que condena. E isto é fácil
porque ele nada tem de secreto. Seus ensinamentos são divulgados
e todos podem examiná-los.”(Obras Póstumas,
Opus Editora Ltda., p. 1127,28, 2a edição, 1985).
É justamente o que pretendemos fazer: analisar as doutrinas
espíritas à luz da Bíblia Sagrada, nos dirigindo
principalmente aos livros de autoria de Allan Kardec, que constituem
a base do Espiritismo.
Xi - DOUTRINA ESPÍRITA
11. COMO SE DEFINIR O QUE SEJA DOUTRINA ESPÍRITA?
RESPOSTA: Define-se como doutrina espírita o conjunto de
princípios básicos, codificados por Allan Kardec,
que constituem o Espiritismo. Estes princípios estão
contidos nas obras fundamentais, que são: O LIVRO DOS ESPÍRITOS,
O QUE É O ESPIRITISMO?, O LIVRO DOS MÉDIUNS, O EVANGELHO
SEGUNDO O ESPIRITISMO; O CÉU E O INFERNO, A GÊNESE
e OBRAS PÓSTUMAS.
XI- O QUE É UM ESPÍRITA
12. E COMO SE PODE DEFINIR O QUE SEJA UM ESPÍRITA?
RESPOSTA: Allan Kardec define como espírita todo aquele
que crê nas manifestações dos espíritos
(O Livro dos Médiuns, p. 44, 20a. edição).
Com essa definição, embora não agrade aos espíritas
kardecistas, não podem eles negar que os chamados cultos
afro-brasileiros integram tal prática, portanto podem ser
também reconhecidos como Espíritas. São considerados
como integrantes do baixo espiritismo.
XII - ESPIRITISMO É RELIGIÃO?
13. TEMOS OUVIDO CERTOS ESPÍRITAS AFIRMAREM QUE O ESPIRITISMO
É UMA FILOSOFIA OU CIÊNCIIA E QUE NÃO É
RELIGIÃO. QUAL A SUA OPINIÃO?
RESPOSTA: Como acontece com outras organizações religiosas
que não querem assumir seu caráter de religião
o espiritismo, a princípio, nega essa sua condição
de entidade religiosa:
“O Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência,
e não cuida de questões dogmáticas.
Melhor observado, depois que se generalizou, o Espiritismo vem derramar
luz sobre uma grande número de questões, até
hoje insolúveis ou mal compreendidas. Seu verdadeiro caráter
é, portanto, o de uma ciência e não de uma religião.”
(O Que é o Espiritismo, p. 294, Opus Editora Ltda. –
2a edição especial – 1985).
Em lugares novos, onde começam a penetração,
a primeira coisa que propagam é dizer que o espiritismo não
é religião.
Depois tiram a máscara e identificam-se como Religião:
“O Espiritismo foi chamado a desempenhar um papel imenso na
Terra. Reformará a legislação tantas vezes
contrária às leis divinas; retificará os erros
da História; restaurará a religião do Cristo,
que nas mãos dos clérigos se transformou em comércio
e tráfico vil; instituirá a verdadeira religião,
a religião natural, a que parte do coração
e vai direto a Deus, sem se deter às abas de uma sotaina
ou nos degraus de um altar”, (Obras Póstumas. Obras
Completas. Editora Opus, p. 1206, 2ª edição especial
,1985). O grifo é nosso.
“Aproxima-se a hora em que terás que declarar abertamente
o que é o Espiritismo e mostrar a todos onde está
a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. A hora em que, à
face do Céu e da Terra, deverás proclamar o Espiritismo
como única tradição realmente cristã,
a única instituição verdadeiramente divina
e humana” (Obras Póstumas. Obras Completas. Editora
Opus, 2ª edição especial, p. 1210). O grifo é
nosso.
O Espiritismo reivindica ser uma religião. Afirma ser a
verdadeira Religião, superior a todas as outras, ainda que
alguns de seus adeptos, aleguem que o Espiritismo seja uma filosofia
ou ciência.
O cristianismo tem seus fundamentos históricos e doutrinários
baseados na Bíblia. Qualquer movimento religioso que alegue
ser cristão deve ter seus ensinos confrontados com a Palavra
de Deus para se verificar a veracidade dos mesmos e se, de fato
podem ser chamados cristãos.
XIII - A FALACIOSA PROPAGANDA ESPÍRITA
14. OS ESPÍRITAS SE CONSIDERAM CRISTÃOS?
RESPOSTA: O espiritismo arroga para si a condição
de ser autêntico cristianismo. Será?
“A doutrina espírita nos ensina a praticar o cristianismo
em sua forma mais pura e simples. assim, o espírita procura
ser um bom cristão. Ele sente que precisa combater seus próprios
defeitos e praticar os ensinamentos de Jesus.” (O ESPIRITISMO
EM LINGUAGEM FÁCIL, p. 61).
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Para praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples, em
primeiro lugar seria preciso que o espiritismo tivesse sua base
na Bíblia e suas crenças fossem as mesmas do cristianismo
histórico. Não é o caso. Daí porque
o espiritismo usa uma falsa propaganda ao fazer afirmações
como as citadas e como outras, entre as quais destacamos:
É preciso que nos façamos entender. Se alguém
tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina,
ainda que falsa, é necessário que o desviemos dessa
convicção, porém pouco a pouco, eis porque
nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos a impressão
de partilhar de suas idéias, a fim de que ele não
se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco.(O Livro
dos Médiuns, p. 495, -. Obras Completas. Editora Opus, 2ª
edição especial, Então, o texto em citado afirma
que AK recomenda:
Primeiro, nos servimos... de suas palavras...
Segundo, damos a impressão de partilhar de suas idéias...
Com que propósito? “a fim de que ele não se
ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco... “
ELOGIOS A JESUS CRISTO
Assim, para atingir seu objetivo o espiritismo elogia Jesus Cristo
dizendo:
“Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para
lhe servir de guia e de modelo?
“Jesus”.
Em seguida, segue-se uma declaração de Allan Kardec,
nos seguintes termos:
“Jesus é para o homem o tipo de perfeição
moral a que pode aspirar a humanidade na terra. Deus no-lo oferece
como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é
a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado
pelo Espírito divino e foi o ser mais puro que já
apareceu na terra.” (O Livro dos Espíritos, p. 171
Obras Completas. Editora Opus, 2ª edição especial)
Qual o cristão que não concordaria com essas declarações
sobre Jesus e seus ensinos? Encontraríamos aprovação
bíblica para essas declarações em Hebreus 7.26;
Mateus 3.16-17 .
ENSINOS DE JESUS ERAM ALEGORICOS
15. O QUE DIZEM OS ESPÍRITAS SOBRE OS ENSINOS DE JESUS?
RESPOSTA: Dizem que são os espíritas os únicos
que apregoam os verdadeiros ensinos dados por Jesus, dizendo:
“Aproxima-se a hora em que deverás apresentar o Espiritismo
tal como é, demonstrando abertamente onde se encontra a verdadeira
doutrina ensinada pelo Cristo. (Obras Póstumas. Obras Completas.
Editora Opus, p. 1178). O grifo é nosso.
AK perguntou aos espíritos o seguinte:
“Se Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, que utilidade
têm os ensinamentos dos Espíritos? Poderão eles
ensinar alguma coisa além do que ensinou Jesus? ”
“Os ensinamentos de Jesus eram freqüentemente alegóricos
e na forma de parábolas, dado que ele falava de acordo com
a época e os lugares. Hoje, é preciso que a verdade
seja inteligível para todos, razão pôr que é
preciso explicar e desenvolver esses ensinamentos, tão poucos
são os que os compreendem e ainda menos os que o praticam.
Consiste nossa missão em abrir os olhos e os ouvidos a todos,
para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas,
esses que exteriormente se revestem das aparências da virtude
e da religião para melhor ocultarem suas torpezas”.
(O Livro dos Espíritos, p. 172, Obras Completas. Editora
Opus, 2ª edição especial)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Com essa explicação dada pelos espíritos,
Kardec se vê com o direito de remover da Bíblia tudo
quanto a Bíblia mesma diga contra as práticas e ensinos
do espiritismo. O que for contra o espiritismo - pode-se alegar,
com muita propriedade - que fazia parte dos ensinos parabólicos
ou alegóricos de Jesus.
Enquanto os espíritas se baseiam no ensino dos espíritos,
os cristãos se baseiam na Bíblia Sagrada.
OPINIÃO CONTRA A BÍBLIA
16. QUAL A OPINIÃO DOS ESPÍRITAS SOBRE A BÍBLIA.
RECONHECEM-NA COMO A PALAVRA DE DEUS?
RESPOSTA:
Vejamos o que Kardec diz a respeito da Bíblia:
A Bíblia contém evidentemente fatos que a razão,
desenvolvida pela ciência, não pode hoje aceitar, e
outros que parecem singulares e que repugnam, por se ligarem a costumes
que não são mais os nossos. A ciência levando
as suas investigações desde as entranhas da terra
até às profundezas do céu demonstrou, portanto,
inquestionavelmente os erros da Gênese mosaica, tomada ao
pé da letra, e a impossibilidade material de que as coisas
se passassem conforme o modo pelo qual estão aí textualmente
narradas, dando por essa forma profundo golpe nas crenças
seculares.” (A Gênese. P. 911, Obras Completas. Editora
Opus, ). O grifo é nosso.
Allan Kardec opina mais sobre a Bíblia afirmando, Todos os
escritos posteriores, sem excetuar os de São Paulo, são
e nem podem deixar de ser, apenas comentários ou apreciações,
reflexos de opiniões pessoais, muitas vezes contraditórias,
que não poderiam, em caso algum, ter a autoridade de um relato
dos que haviam recebido as instruções diretamente
do Mestre (Obras Póstumas, p. 1170, Opus Editora Ltda, 2a
edição especial, 1985
Léon Denis, o filósofo do Espiritismo, expressou
sua opinião sobre a Bíblia assim: “...não
poderia a Bíblia ser considerada a palavra de Deus, nem uma
revelação sobrenatural.” (Cristianismo e Espiritismo.
Léon Denis. FEB. 7 º edição, p.267).
“Todas as verdades se encontram no Cristianismo. Os erros
que nele se arraigam são de origem humana.” (O Evangelho
Segundo o Espiritismo. 564 Obras Completas. Editora Opus, p.). O
grifo é nosso.
Com essas declarações do próprio codificador
do Espiritismo a respeito da Bíblia, verifica-se que o Espiritismo
ensina o oposto do Cristianismo, pois a Bíblia
Um eminente espírita assim se pronuncia sobre a Bíblia,
“Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia
como probante. Não rodopia junto à Bíblia.
Mas a nossa base é o ensino dos Espíritos, daí
o nome – Espiritismo. A Bíblia não pode ser
razão de peso contra o ensino dos Espíritos”.(À
Margem do Espiritismo, p. 214, 227, Carlos Embassahy) E nós?
Temos a Bíblia como regra de fé e conduta para a vida
e o caráter do cristão ( 1 Ts 2.13; 2 Tm 3.15-17;
2 Pe 1.20-21).
Fica evidente, que o espiritismo, ao mesmo tempo em que alega ser
cristão, nega a Palavra de Deus, a base do Cristianismo,
e também que os expositores e defensores do espiritismo ora
apelam para a Bíblia em busca de apoio, ora negam firmemente
que ela tenha valor para sua fé, como lemos nas declarações
acima. O Senhor Jesus e os apóstolos Pedro e Paulo afirmaram
repetidamente a inspiração divina das Escrituras,
reconhecendo-as como Palavra de Deus para salvação
da Humanidade, infalível em seu conteúdo.
. Como Kardec expressou que o Espiritismo é uma revelação
que procede de Deus, então ela deve confirmar o que fora
revelado pelas duas anteriores diz:
Toda Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para
ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído
para toda a boa obra (2 Tm 3.16-17).
Como lemos, o Espiritismo através de duas de suas maiores
autoridades, nega a revelação divina das Escrituras
colocando-as ao nível de uma mera compilação
de fatos históricos e lendários. Os espíritas
quando querem dizer que são cristãos, usam as Escrituras,
citando-as como lhes convém para apoiar suas teorias espíritas.
A Bíblia passa a ser então apenas obra de consulta,
não faz diferença se é ou não a Palavra
de Deus, desde que possam usá-la como desejam.
CREDO ESPÍRITA NEGATIVISTA
17. DE UM MODO RESUMIDO COMO PODERIA SER DESCRITO O CREDO ESPÍRITA?
RESPOSTA: Negam eles as demais doutrinas cristãs, principalmente
nossa redenção por Cristo. O credo espírita
é negativista em face das doutrinas cristãs, pois:
1.negam a ressurreição corporal de Jesus e da humanidade,
2.negam os milagres de Jesus,
3.negam Trindade, negam a Deidade absoluta de Jesus,
4.negam a Personalidade do Espírito Santo,
5.. negam a existência dos anjos,
6. negam a existência do Diabo e dos demônios,
7.negam a existência do Céu e do Inferno,
8. negam o pecado original, negam a unicidade da vida terrestre.
Poderiam realmente ser classificados como cristãos? A resposta
é óbvia: não!
XIV - A TERCEIRA REVELAÇÃO DE DEUS AOS HOMENS
18. É VERDADE QUE O ESPÍRITISMO SE COLOCA COMO A
TERCEIRA E ÚLTIMA REVELAÇÃO DE DEUS AOS HOMENS?
RESPOSTA: “A Lei do Antigo Testamento teve em Moisés
a sua personificação; a do Novo Testamento a tem no
Cristo. O Espiritismo é a Terceira Revelação
da Lei de Deus, mas não tem a personifica-la nenhuma individualidade,
porque é fruto do ensino dado, não por um homem mas
pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em
todos os pontos da Terra, com o concurso de uma legião inumerável
de intermediários (Evangelho Segundo Espiritismo. Obras Completas.
Editora Opus, p. 534). O grifo é nosso.
“A Primeira Revelação era personificada em
Moisés; a Segunda, no Cristo; a Terceira não o é
em indivíduo algum. As duas primeiras são individuais;
a terceira, coletiva; ai está uma característica essencial
e de grande importância.” (A Gênese, 888 Obras
Completas. Editora Opus). O grifo é nosso.
No Livro Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec escreveu
que “O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa”.(Evangelho
Segundo o Espiritismo. Obras Completas. Editora Opus, p. 1178).
(O grifo é nosso).
Se o Espiritismo ensina as mesmas doutrinas que o Cristianismo,
é de se esperar que os seus ensinamentos concordem com as
palavras de Jesus e dos apóstolos. A melhor maneira de conferir
essa afirmação é conferir o que diz o Espiritismo
e o que ensina a Bíblia
TIRANDO A MÁSCARA
19. Qual é a estratégia espírita para conquistar
adeptos para o espiritismo?
Resposta: O próprio Allan Kardec reconhece que, quando necessário,
o Espiritismo utiliza a linguagem de outras crenças com o
propósito de ganhar adeptos:
“É preciso que nos façamos entender. Se alguém
tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina,
ainda que falsa, é necessário que desviemos dessa
convicção, porém pouco a pouco; eis por que
nós nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos
a impressão de partilhar de suas idéias, a fim de
que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir
conosco”.(Livro dos Médiuns. p. 495, Obras Completas.
Editora Opus, 2ª edição, 1985). .
XXII - DOUTRINAS PECULIARES ENSINADAS PELO ESPIRITISMO
20. QUAIS SÃO AS DOUTRINAS PECUALIARES DO ESPIRITISMO?
RESPOSTA:
1. EVOCAÇÃO DOS MORTOS ou MEDIUNIDADE
2. REENCARNAÇÃO
3. CARMA
1. EVOCAÇÃO DOS MORTOS OU MEDIUNIDADE
21. O QUE É A EVOCAÇÃO DE MORTOS OU MEDIUNIDADE?
RESPOSTA: Kardec ensina que Os espíritos podem comunicar-se
espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, por
evocação. Quando se deseja comunicar com determinado
espírito, é de toda a necessidade evocá-lo.
Mas existe um ponto essencial quando se sente a necessidade de evocar
determinado espírito.
Numa entrevista concedida na revista VEJA n. 1733, de 9-1-02, p.
9, com o título O RISCO DA CRENDICE, o Diretor de ONG americana,
Michael Shermer declarou “Pode parecer inofensivo acreditar
em espíritos ou telepatia. Não é. Quem acredita
nisso pode acreditar em qualquer coisa.”
22. QUAL O PONTO ESSENCIAL QUANDO SE FALA SOBRE COMUNICAÇÃO
DOS MORTOS COM OS VIVOS?
RESPOSTA:
Allan kardec pergntou aos espíritos qual o ponto essencial
quando se pratica a mediunidade? A resposta que lhe deram os espíritos
foi:
“O ponto essencial nós temos dito, é sabermos
a quem nos dirigimos.” (O Livro dos Espíritos, p. 42,
Editora Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985)
Explica então Kardec que o ponto essencial é identificar
o espírito que fala por meio do médium. Diz ele :
A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo
prático. É impossível, com freqüência,
esclarece-la, especialmente quando são Espíritos superiores
antigos em relação à nossa época. Entre
aqueles que se manifestam, muitos não têm nome conhecido
para nós, e, a fim de fixar nossa atenção,
podem assumir o de um espírito conhecido, que pertence à
mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o
nome de São Pedro, por exemplo, não há mais
nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome.
Pode ser um Espírito do mesmo nível, por ele enviado
(O Que é o Espiritismo, p. 318, Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).(O grifo é nosso)
Fica claro que não se pode identificar o espírito
que vem nos dar supostas notícias ou instruções
do além.
Kardec pergunta:
23. É POSSÍVEL IDENTIFICAR OS ESPÍRITOS PROTETORES?
RESPOSTA:
Ak Fez a seguinte pergunta aos espíritos:
“Os espíritos protetores que tomam nomes conhecidos
são sempre e realmente os portadores de tais nomes?
Não”.
Então como fica uma pessoa convidada pelos espíritas
e levada pela saudade, vai a um centro espírita para ter
notícias de alguém falecido. Por exemplo, sua mãe?
Façamos de conta que o médium seja pessoa honesta
e digna de toda a confiança e dando crédito de que
o médium conseguiu ligação com um espírito,
quem pode afirmar com segurança que será o espírito
da mãe procurada? Então como fica quando um espírito
se diz ser fulano ou beltrano? Talvez seja fulano ou beltrano, mas
pode também ser um espírito substituto.
O problema fica mais grave quando se consideram as palavras de Kardec
:
24. ENSINAM OS ESPÍRITAS QUE EXISTEM MUITOS ESPÍRITOS
LEVIANOS EM TORNO DE NÓS?
RESPOSTAa: Dizem os espíritas que sim e falam o seguinte:
“Esses Espíritos levianos pululam ao nosso redor,
e aproveitam todas as ocasiões para se imiscuírem
nas comunicações; a verdade é a menor de suas
preocupações, eis porque eles sentem um prazer maligno
em mistificar aqueles que têm fraqueza, e algumas vezes a
presunção de acreditar neles, sem discussão.”
(O Livro dos Médiuns, p. 402, Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).
25. ENTÃO CABE AQUI UMA PERGUNTA: SE NÃO PODEMOS IDENTIFICAR
OS ESPÍRITOS QUE FALAM PELOS MÉDIUNS, ENTÃO:
QUEM É QUEM?
RESPOSTA: Apreciemos mais um problema levantado por Kardec :
“Um fato que a observação demonstrou e os próprios
Espíritos confirmam é o de que os Espíritos
inferiores com freqüência usurpam nomes conhecidos e
respeitados. Quem pode, assim, garantir que os que dizem ter sido,
por exemplo, Sócrates, Júlio César, Carlos
Magno, Fenelon, Napoleão, Washington etc., tenham de fato
animado essas personalidades? Tal dúvida existe até
entre alguns fervorosos adeptos da Doutrina Espírita, os
quais admitem a intervenção e a manifestação
dos Espíritos, porém indagam como pode ser comprovada
sua identidade?” (O Livro dos Espíritos - p. 41 Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
26. UMA PERGUNTA: PODE-SE INSISTIR EM OBTER A IDENTIFICAÇÃO
DOS ESPÍRITOS QUE FALAM PELOS MÉDIUNS
RESPOSTA: Kardec diz que não, ao assim se expressar:
“Insistir para obter detalhes exatos, é expor-se às
mistificações dos Espíritos levianos, que predizem
tudo quanto se quer, sem se importarem com a verdade, e que se divertem
com os terrores e decepções causadas.” (A Gênese,
p. 1060, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
27. EVOCAR OS ESPÍRITOS DOS MORTOS NÀO DEVERIA AJUDAR
A ESCLARECER ASSASSINIOS?
RESPOSTA: Morre uma pessoa e, não demora muito, o seu espírito
está a baixar em qualquer sessão. Se isso fosse verdade,
que beleza! Assim, acabar-se-iam quase todos os crimes que comumente
se praticam por aí. A polícia não consegue
descobrir o criminoso. Ora, se os espíritos dos mortos se
comunicassem com os vivos, a vítima de um assassínio
imediatamente baixaria num centro espírita e não só
delataria o criminoso como também o localizaria. A polícia
teria apenas o trabalho de prendê-lo. Que beleza para a sociedade
se assim fosse.
EVOCAÇÃO X REENCARNAÇÃO
28. A EVOCAÇÃO DE MORTOS NÀO CONTRADIZ A REENCARNAÇÃO?
RESPOSTA: Diz o escritor do livro Ilusão Espírita,
p. 32-33:
“A doutrina espírita colide flagrantemente com a teoria
das evocações dos mortos. Dizem os espíritas
que a alma, após à morte, volta a encarnar-se e que
se reencarna sucessivamente até alcançar determinado
grau de aperfeiçoamento. Ora, se a alma volta a encarnar-se,
após a morte, como poderá assim reencarnada comparecer
às sessões espíritas e aí cometer as
traquinadas que se lhes atribuem?”(Ilusão Espírita,
p. 32-33)
Então fica a pergunta: Quem é quem? São as
almas realmente dos falecidos? São espíritos demoníacos
- dizemos nós. . E por que? Porque o próprio Kardec
admite perigo nas evocações dos espíritos.
29. EXISTEM PERIGOS NA EVOCAÇÃO DOS MORTOS? QUAL
A OPINIÃO DE MÉDICOS SOBRE OS MEDIUNS: SÃO
PESSOAS NORMAIS?
RESPOSTA: Admite o codificador do espiritismo haver perigos na evocação
e então se manifesta que não existe assim tanto perigo,
aconselhando os praticantes a não se deixarem levar pelo
medo:
“ Também há pessoas que vêem perigo em
toda a parte e em tudo aquilo que desconhece. Daí a pressa
com que, do fato de terem perdido a razão alguns dos que
se entregaram a esses estudos tiram conclusões desfavoráveis
ao Espiritismo.” (O Livro dos Espíritos, p.43 Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
Alguns ou muitos perderam a razão pela sua prática?
Alguns, quando os médicos estão de acordo em apontar
o espiritismo como uma das grandes causas da loucura ?
OPINIÃO MÉDICA SOBRE OS MÉDIUNS
Ak ensina que “Os Espíritos se comunicam por intermédio
de médiuns, que lhes servem de instrumentos e de intérpretes”.(O
Livro dos Médiuns, edição 1987,primeira parte
, p. 56 item 9º
Segundo ainda AK existem médiuns com várias aptidões
dependendo da ocasião em que vai atuar como médium.
Aponta ele os seguintes: médiuns sonâmbulos, extáticos,
pintores e desenhistas, músicos, escreventes ou psicógrafos,
escreventes mecânicos ou semi-mecânicos, polígrafos,
poliglotas, iletrados, etc. (O Livro dos Médiuns, p. 210,
edição de 1987, Instituto de Difusão Espírita).
EVOCAÇÃO
“Em nome de Deus todo-poderoso, peço ao Espírito
de tal que se comunique comigo; ou então: Peço a Deus
todo-poderoso permitir ao Espírito de tal comunicar-se comigo....Não
é menos necessário que as primeiras perguntas sejam
concebidas de tal forma que a resposta seja simplesmente sim ou
não, como por exemplo: “- Estás aí”-
Queres responder-me? Podes me fazer escrever? Etc. (O Livro dos
Médiuns, p. 224, , edição de 1987, Instituto
de Difusão Espírita).
Os médicos já opinião contra os médiuns,
atribuindo-lhes as seguintes anomalias mentais e psíquicas:
Dr. A Garcia:
“Os médiuns são neuróticos de certa classe,
histéricos e obsessivos”.
Dr. R. Cavalcanti:
“O médium deve ser considerado como uma personalidade
anormal, predisposto a enfermidades mentais, ou já portador
de psicopatias crônicas ou em evolução”.
Dr. Franco da Rocha
“Nunca vi um médium que fosse indivíduo normal;
é quase sempre um desequilibrado”.
Dr. Juliano Moreira
“Ainda não tive a ventura de ver um médium que
não fosse nevropata.”
30. E QUAL É A OPINIÃO DOS MÉDICOS SOBRE O
ESPIRITISMO?
RESPOSTA:
O Dr. Xavier de Oliveira, em sua obra Espiritismo e Loucura, p.
211 (Rio, 193l) fala assim do Livro dos Médiuns: “
É a cocaína dos debilitados nervosos que se dão
à prática do espiritismo. E com um agravante a mais:
é barato, está ao alcance de todos, e, por isso mesmo,
leva mais gente, muito mais, aos hospícios, do que a ‘poeira
do diabo’, a ‘coca maravilhosa’... É o
tóxico com que se envenenam, todos os dias, os débeis
mentais, futuros hóspedes dos asilos de insanos.
O Dr. João Teixeira Alves dirigiu a diversos médicos
de grande nomeadas, carta com a seguinte pergunta : Baseado nas
suas observações, que idéia faz V.S. do espiritismo
como fator de loucura e outras perturbações nervosas?
O Dr. Juliano Moreira, diretor do Hospício de Alienados do
Rio de Janeiro, respondeu:
“Tenho visto muitos casos de perturbações nervosas
e mentais evidentemente despertadas por sessões espíritas.”
“Produz histeria e epilepsia”.
Dr. Franco da Rocha
“Faz explodir e agravar a neurose”.
Dr. F. Franco:
É o maior fator produtor de insanos.
Dr. H. de Melo
“E um grande fator de perturbações mentais e
nervosas.
“Dr. A Austregésilo:
“É uma das causas predisponentes mais comuns da loucura.
“Dr. H. Roxo
“É uma verdadeira fábrica de loucos”.
“É um agente provocador de delírios perigosíssimos”.
Juliano Moreira
“É grande o número de doentes, procedentes dos
centros espíritas, que vão bater à porta do
Hospício Nacional de Alienados.”
Dr. M. O de Almeida
“Entre os dementes que diariamente dão entrada no hospício,
a maioria vem dos centros espíritas.”
(Citações tiradas do livro Espiritismo, Orientação
Para os católicos, p.61, Frei Boaventura Kloppenburg, O F.
M., Edições Loyola).
Kardec tenta explicar que não existem só espíritos
do mal mas que Deus permite que os bons espíritos venham
nos dar bons conselhos.
“De fato, como crer que Deus apenas ao Espírito do
Mal permita que se manifeste, para perder-nos, sem nos dar por contrapeso
dos conselhos dos bons Espíritos?” (O Livro dos Espíritos,
p. 41, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
É muito aceitável, porque os conselhos não
digo já dos bons espíritos, mas dos ótimos
espíritos, todos eles são unânimes em negar
a nossa redenção por Cristo.
(2 Co 11.13-15)
CASO DE SAUL E A FEITICEIRA DE ENDOR (1 Samuel 28)
31. O QUE DIZER DO RELATO DE 1 SAMUEL 28. SAMUEL JÁ MORTO
REALMENTE APARECEU A SAUL?
RESPOSTA:
Razões que provam que houve fraude ou manifestação
demoníaca :
1. Saul perdera a graça de Deus (1 Sm 15.23), daí
Deus lhe responder mais ( 1 Sm 28.6). Havia três maneiras
de Deus comunicar-se com os homens naquela ocasião:
a) por sonhos - revelação pessoal (Jó 33.15-17);
b) por Urim e Tumim - revelação sacerdotal (Êx
28.30);
c) por profetas - revelação inspiracionais (Hb 1).
2. Não se pode entender que Samuel, enquanto vivo, homem
santo, depois de morto pudesse prestar-se a obedecer a pitonisa
- mulher abominável - para a prática proibida por
Deus (Êx 22.18; Lv 20.27 ; Dt 18.9-12; Is 8.19,20; 47.13,
14);
3. Não se pode conceber que Deus tenha proibido a feitiçaria
e a consulta a mortos e depois Ele próprio concordasse em
permitir a feiticeira trazer, de fato, o espírito de Samuel
(Tg 1.17);
4. Em 1 Samuel 28.13 a mulher diz: Vejo deuses que sobem da terra.
Quem eram? só podiam ser deuses do inferno (Ap 12.7; Mc 5.9;
Lc 8.30). O Diabo pode transfigurar-se em anjo de luz (2 Co 11.13-14
; 1 Sm 16.23);
5. Os mortos não se comunicam com os vivos (Lc 16.19-31;
Hb 9.27;
Mt 25.41,46);
6. O resultado dessa consulta foi trágica para Saul (1 Cr
10.13). De acordo com Deuteronômio 18.22 as profecias devem
ser julgadas. Essas do pseudo Samuel não resistem ao exame,
são ambíguas, imprecisas e infundadas:
a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (1
Sm28.19), mas se suicidou (1 Sm 31.4) e veio parar nas mãos
dos homens de Jabes Gileade (1 Sm 31.11-13);
b) tu e teus filhos estareis comigo (1 Sm 28.19); não morreram
todos os filhos de Saul como insinua essa profecia obscura. Ficaram
vivos pelo menos 3 filhos de Saul - Is-Bosete (2 Sm 2.8-10); Armoni
e Mefibosete (2 Sm 21.8). Apenas 3 morreram (1 Sm 31.6; 1 Cr 10.6).
2. REENCARNAÇÃO
32. QUAL A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA REENCARNÁÇÃO
E COMO SE DEFINE ESSA PALAVRA?
RESPOSTA: A reencarnação é a doutrina central
do espiritismo. Allan Kardec chega ao ponto de afirmar ser ela um
dogma do espiritismo. A palavra reencarnação é
formada do prefixo re (repetir) e do verbo encarnar (tomar corpo).
O sentido etimológico é tornar a tomar corpo. Kardec
define então esse ensino da seguinte forma, A reencarnação
é a volta da alma à vida corpórea, mas em outro
corpo, especialmente formado para ela e que nada tem de comum com
o antigo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p. 561, Editora Opus
Ltda., 2ª edição especial, 1985). (o grifo é
nosso).
Segundo AK na acreditar na reencarnaçào é acreditar
que nós temos muitas vidas. Em cada vida – diz ele
– aprendemos coisas diferentes. Assim, em uma vida podemos
ser:
a) operários, mas em outra podemos ser patrões;
b) pobres, mas em outra podemos ser ricos;
c) pessoas de cor, mas em outra podemos ser brancos;
d) doentes, mas em outra podemos gozar de plena saúde;
e) mulher, mas em outra podemos ser homens.
33. QUAL A DIFERENTE ENTRE REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO?
OS ESPÍRITAS AFIRMAM QUE A PALAVRA RESSURREIÇÃO
NA BÍBLIA TEM O SENTIDO DE REENCARNAÇÃO. É
CERTO ISSO?
RESPOSTA: Quando Kardec estabelece a volta da alma a outro corpo,
com isso, difere da palavra ressurreição, que significa
a volta da alma ou espírito ao próprio corpo.
Ressurreição é uma doutrina bíblica
ensinada por Jesus e os evangelhos apresentam vários exemplos
de pessoas ressuscitadas por Jesus, cujo espírito retornou
ao próprio corpo. Mas ele (Jesus), pondo-os todos fora, e
pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina.
E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus
mandou que lhe dessem de comer. (Lc 8.54,55) Ressuscitar significa
pois tornar a levantar-se.
Reencarnação é doutrina antibíblica
ensinada pelo hinduísmo e posteriormente ensinada por Kardec,
com certas diferenças. Enquanto Kardec admite o retorno da
alma a outro corpo que pode ser de sexo diferente, o hinduísmo
ensina a metempsicose que é o retorno do espírito
aos irracionais.
REENCARNAÇÃO X METEMPSICOSE
34. QUAL A DIFERENÇA ENTRE REENCARNAÇÃO E METEMPSICOSE?
RESPOSTA: Diz kardec: “A pluralidade das existências
segundo o espiritismo, difere essencialmente da metempsicose, em
não admitir aquele a encarnação da alma humana
nos corpos dos animais, mesmo como castigo. Os espíritos
ensinam que a alma não retrograda, mas progride sempre”.
(O Que é o Espiritismo, p. 300, Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).
35. QUAIS SÃO OS ARGUMENTOS ESPÍRITAS A FAVOR DA REENCARNAÇÃO?
RESPOSTA: Os argumentos espíritas a favor da reencarnação
assim se alinham:
a) que a reencarnação se baseia na justiça
de Deus;
b) que a reencarnação se baseia na revelação
de Deus;
c) que a reencarnação é apoiada pela razão
humana; e
d) que a reencarnação é ensinada pelos espíritos
Vejamos as bases de onde se tiram essas assertivas:
O Livro dos Espíritos, p. 84, 2ª edição,
Opus Editora Ltda., 1985 registra a pergunta feita aos espíritos:
“171. Em que se funda a lei da reencarnação?”
“Na justiça de Deus e na revelação, incessantemente
repetimos.”
Em seguida Allan Kardec se posiciona a respeito da teoria da reencarnação:
“A doutrina da reencarnação, que consiste em
admitir para o homem muitas existências sucessivas, é
a única que corresponde à idéia da justiça
de Deus, comum respeito aos homens de condição moral
inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar
as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos
os nossos erros através de novas provas. A razão assim
nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (O Livro
dos Espíritos, p. 84, 2ª edição, Opus
Editora Ltda., 1985)
Mas, surge uma pergunta pertinente ao assunto: É realmente
a teoria da reencarnação uma doutrina genuinamente
espírita? E alguém perguntará: por que? Porque
surgem dúvidas se na verdade foram os espíritos que
a ensinaram a AK. É mais sensato admitir que esse ensino
é mais de KARDEC do que realmente dos espíritos. E
as nossas razões são as seguintes:
36. COMO SE PODE RECONHECER UMA DOUTRINA REALMENTE ESPÍRITA?
RESPOSTA: - AK estabelece o seguinte:
“Não será a opinião de um homem que se
aliarão os outros, mas a voz unânime dos Espíritos;
não será um homem, como não será qualquer
outro, que fundará a ortodoxia espírita; tampouco
será um Espírito que se venha impor a quem quer que
seja; será a universalidade dos Espíritos que se comunicam
em toda a Terra, por ordem de Deus. Esse o caráter essencial
da Doutrina Espírita, essa a sua força, a sua autoridade”.(O
Evangelho Segundo o Espiritismo, - Introdução - p.
36 – 77a, edição)
37. E QUAl O CARÁTER ESSENCIAL DE UMA DOUTRINA ESPÍRITA?
RESPOSTA: AK define então as características de uma
doutrina a ser considerada genuinamente espírita:
“O caráter essencial desta doutrina, a condição
de sua existência, está na GENERALIDADE E CONCORDÂNCIA
do ensino; donde resulta que todo princípio que não
recebeu a consagração do assentimento da GENERALIDADE,
não pode ser considerado parte integrante desta mesma doutrina,
mas simples opinião isolada, cuja responsabilidade o espiritismo
não assume”.(A GÊNESE, p. 903, Opus Editora Ltda..
2ª edição, 1985)
38. GOZA A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO DO CARÁTER
ESSENCIAL DE UMA DOUTRINA ESPÍRITA?
RESPOSTA: Não! O próprio AK assim o declara com relação
à doutrina da reencarnação. Diz ele:
“Seria o caso, talvez, de examinar-se porque todos os Espíritos
não parecem de acordo sobre este ponto”. ( O Livro
dos Espíritos, p. 94 Opus Editora Ltda., 2ª edição,
19850
Diz mais ele:
“8. De todas as contradições que se observam
nas comunicações dos Espíritos, uma das mais
chocantes é aquela relativa à reencarnação,
como se explica que nem todos os Espíritos a ensinam?”
(O Livro dos Médiuns, p. 496, Opus Editora Ltda., 2ª
edição9, 1985)
39. QUE EXEMPLO DE DISCORDÂNCIA DOS ESPÍRITOS NA PRINCIPAL
DOUTRINA ESPÍRITA?
RESPOSTA:
ESPÍRITOS ANGLO-SAXÕES X ESPÍRITOS LATINO-AMERICANOS
Os espíritos latino-americanos tais como os franceses, italianos,
espanhóis e brasileiros baixam e revelam a doutrina da reencarnação;
ao contrário, os espíritos anglo-saxões como
americanos, ingleses, holandeses e sul africanos baixam e negam
a reencarnação.
REENCARNAÇÃO – DOUTRINA DE KARDEC?
40. SE A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO NÃO PODE
SER ATRIBUÍDA AOS ESPÍRITOS PELA DISCORDÂNCIA
ENTRE OS ESPÍRITOS LATINO AMERICANOS E ANGLO-SAXÕES,
ENTÃO A QUEM SE ATRIBUI A ORIGEM DA PRINCIPAL DOUTRINA ESPÍRITA:
RESPOSTA: Se a doutrina não pode ser atribuída aos
Espíritos por não haver generalidade e concordância
dos espíritos sobre ela, a quem atribuir a origem desse ensino?
Kardec admite que ele teve posição decisiva nesse
ensino tido como espírita.
“Não somente por que ela nos veio dos Espíritos,
mas porque nos parece a mais lógica e a única que
resolve as questões até então insolúveis.
Que ela nos viesse de um simples mortal, e a adotaríamos
da mesma maneira, não hesitando em renunciar as nossas próprias
idéias. Do mesmo modo, nós a teríamos repelido,
embora viesse dos Espíritos se nos parecesse contrária
a razão, como repelimos tantas outras.”(O Livro dos
Espíritos, p. 97 – Opus Editora Ltda., 2ª edição,
1985)
No Livro dos Espíritos há um capítulo inteiro
– o de n. V - escrito pelo próprio Kardec.
AS ESCRITURAS APOIAM A REENCARNAÇÃO?
41. O QUE DIZEM AS ESCRITURAS SOBRE A REENCARNAÇÃO
QUANDO É COMUM OUVIRMOS OS ESPÍRITAS FAZEREM CITAÇÕES
DA BÍBLIA PROCURANDO APOIO PARA A REENCARNAÇÃO?
RESPOSTA: Quer Kardec justificar a reencarnação com
a Bíblia, afirmando que:
“O princípio da reencarnação ressalta,
aliás, de muitas passagens das Escrituras, encontrando-se
especialmente formulado, de maneira explícita, no Evangelho”.(O
Livro dos Espíritos, p. 96, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985).(o grifo é nosso)
Aponta como prova a história de João Batista como
sendo a reencarnação de Elias; o diálogo entre
Jesus e Nicodemos, quando Jesus afirmou a necessidade do novo nascimento
e de outras passagens bíblicas.
42. QUAL A PASSAGEM BÍBLICA USADA PELOS ESPÍRITOS
PARA APOIAR A REENCARNAÇÃO?
RESPOSTA:
1. Mt 11.14 - Era João Batista o Elias reencarnado?
Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista
era Elias... (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p. 561- Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985)
Resposta Apologética:
João Batista era Elias, não reencarnado, mas profético,
isto é, tinha as características e missão semelhantes.
No túmulo de Kardec em Paris, uma frase sintetiza a doutrina:
“NAITRE MOURIR RENAITRE ENCORE ET PROGRESSER SAMS CESSE TELLE
EST LA LOI” que pode ser traduzida da seguinte maneira: “Nascer,
morrer e progredir sempre; esta é a lei”.
a) Se Elias reencarnou como se explica que não tenha desencarnado?
Foi ele elevado ao céu num redemoinho, sem provar a morte
(2 Reis 2.11); se não morreu, como poderia reencarnar?
b) Se Elias tivesse reencarnado, na Transfiguração,
descrita em Mateus 17.1-6, quem deveria ter aparecido seria João
Batista. Este já havia sido morto por Herodes e ele então
deveria ter aparecido e não Elias, pois conforme estabelece
a doutrina da reencarnação quando o espírito
se encarna toma sempre a forma da última existência.
c) Traços de identidade de ministérios:
1. Aparecimento de Elias descrito em 1 Reis 17.1 se assemelha ao
aparecimento de João Batista como descrito com Mateus 3.1;
2. Elias repreendeu o rei Acabe, casado com Jezabel, mulher idólatra
e ímpia(1 Reis 18.17-18) e João Batista, repreendeu
o rei Herodes por viver com a mulher de seu irmão ( Mateus
14.3-4);
3. Elias foi perseguido por Jezabel (1 Reis 19.2-3 ) e João
Batista foi perseguido por Herodias, mulher de Herodes (Mateus 14.6-8);
4. João Batista, interrogado, respondeu claramente que não
era Elias - João 1.21;
5. Em Mateus 11.13 Jesus disse: Todos os profetas e a eles acrescenta
João, logo Elias e João não são os mesmos.
43. QUAL A SEGUNDA PASSAGEM USADA PELOS ESPÍRITAS?
RESPOSTA:
2. O Novo Nascimento de Jo 3.1-7
“Estas palavras: ‘Se o homem não renascer da
água e do Espírito, ou em água e em Espírito’
significam, pois: ‘Se o homem não renasce com seu corpo
e sua alma” ‘. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.
561, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985)
O texto em tela trata da regeneração, que é
a mudança das disposições íntimas da
alma, estando no mesmo corpo. É um milagre queo ocorreu numa
só existência (Ez 36.26-27)
A água é representação da palavra ade
Deus e o Espírito Santo (Jo 16.7-9) mediante a palavra pregada
atua, convencendo o homem do pecado.
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível,
mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece
mpre. (1 Pe 1.23; Tg 1.18; Ef 4.22-24; 5.25).
O ensino de Jo 3.16,18,36 faz depender a salvação
da obra redentora de Cristo realizado por nós (2 Co 5.17-21)
Nicodemos perguntou: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode,
porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Depois concluiu Jesus, O que é nascido da carne é
carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é
nascer de novo. O novo nascimento é, como dissemos, a regeneração
e esta ocorre quando se ouve o evangelho de Jesus Cristo e se crê
(Jo 3.16-18,36) A regeneração ocorre numa só
existência (Ef 4.23-24; Cl 3.9-10; Tt 3.3-6; 1 Co 6.11)
44. QUAL OUTRA PASSAGEM USADA PELOS ESPÍRITAS?
RESPOSTA:
3. João 9.2: E os seus discípulos lhe perguntaram,
dizendo; Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse
cego? Essa pergunta provaria que os apóstolos acreditavam
na reencarnação.
Resposta Apologética:
Sejam quais tenham sido as idéias pessoais dos apóstolos
acerca da reencarnação, é certo que longe estava
Cristo de partilhá-las. Então respondeu: Nem ele pecou
nem seus pais; mais foi assim para que se manifestem nele as obras
de Deus (Jo 9.3).
Esta resposta arrasa com os alicerces de toda a construção
reencarnacionista, baseada na opinião que o pecado pessoal
faz decorrer toda a infelicidade, todo sofrimento.
Há infelicidades e sofrimentos que Deus envia simplesmente
para que sejam manifestas as obras de Deus.
45. CITE MAIS UMA PASSAGEM DE QUE SE UTILIZAM OS ESPÍRITAS?
RESPOSTA:
4. Mateus 19.28-29: A reencarnação é extensiva
a todos.
Dizem os espíritas que não se deve acreditar seja
a reencarnação privilégio exclusivo de alguns
personagens eminentes como Cristo, João ou Elias. E Jesus
disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes,
quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar
no trono da sua glória, também vos assentareis sobre
doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele
que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai,
ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu
nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.
Porque Jesus, ao dizer cem vezes tanto, promete uma centena de mães.
Que significa isto? Uma centena de nascimentos, uma centena de reencarnações,
evidentemente.
Resposta Apologética:
O próprio Cristo responde a esta pergunta em Lucas 18.29-30:
E ele lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há,
que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou
filhos, pelo reino de Deus, Que não haja de receber muito
mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna. Tudo nesta
vida ou neste mundo. A vida é a vida eterna, que imediatamente
se lhe seguirá - eis a existência do homem. Não
sobra lugar para a reencarnação, Que não receba
cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos,
e irmãs, e mães e filhos, e campos, com perseguições;
e no século futuro a vida eterna (Mc 10.30).Ademais, a reencarnação,
segundo confessam os mais ilustrados reencarnacionistas, de forma
alguma vem a ser uma recompensa; pelo contrário, é
antes um castigo, uma vida dolorosa de purificações
sucessivas.
Ora, os escritores Mateus, Marcos, Lucas e João registraram
a vida de Jesus durante o seu ministério público e
então importa confrontar os ensinos de Jesus com a doutrina
da reencarnação para verificar-se se elas são
compatíveis:
JESUS A PLURALIDADE DE VIDAS TERRESTRES
46. ALLAN KARDEC AFIRMA QUE MUITOS PONTOS DOS ENSINOS DE JESUS SÓ
SE TORNAM COMPREENSÍVEIS QUANDO INTERPRETADOS PELO ENSINO
DOS ESPÍRITAS. ESTÁ CERTO ESSE MODO DE PENSAR?
RESPOSTA: Kardec procura justificar a doutrina da reencarnação
afirmando que só mediante esse ensino é que se pode
ter compreensão dos ensinos de Jesus exarados nos evangelhos
e na própria Bíblia. Do contrário, fica tudo
ininteligível e até irracional. Vejamos sua declaração:
Muitos pontos do evangelho, da Bíblia e dos escritos sagrados
em geral, são ininteligíveis, muitos mesmo se não
afiguram irracionais por falta de uma chave, para se lhes conhecer
o verdadeiro sentido. Ora, essa chave se acha inteiramente no espiritismo,
conforme disse já se conheceram aquele que o estudam seriamente
e que melhor o reconhecerão mais tarde (O Evangelho Segundo
o Espiritismo, p. 536 Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
RESUMO DA DOUTRINA REENCARNACIONISTA
47. PODERIA DAR UM RESUMO DA DOUTRINA REENCARNACIONISTA COMPARADA
COM O ENSINO DE JESUS, MOSTRANDO ASSIM A DIFERENÇA ENTRE
OS ENSINOS DE JESUS E A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO?
RESPOSTA:
A doutrina reencarnacionista pode ser assim sintetizada:
1.Pluralidade de existências terrestres;
2.Progresso permanente até à perfeição;
3.Conquista da meta final por esforços próprios
4.Definitiva independência do corpo – espírito
puro.
Devemos pesquisar se ensinou Jesus a pluralidade de existências
terrestres; o progresso permanente até à perfeição;
conquista da metal final por esforços próprios; e,
a vida do espírito definitivamente livre do corpo.
48. TERIA JESUS ENSINADO A UNICIDADE DA VIDA TERRESTRE OU A PLURALIDADE
DE VIDAS TERRESTRES?
RESPOSTA: Em Lc 23.39-43 vemos Jesus pregado na cruz e suspenso
no meio de dois ladrões. Os dois tinham sido muito maus,
tanto é que um deles faz sua confissão ao companheiro
de crimes, dizendo: E nós, na verdade, com justiça,
porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum
mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares
no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade ate digo que hoje estarás
comigo no Paraíso.
Fosse Jesus reencarnacionista, não poderia ter falado assim.
Poderia quando muito dizer, É bom que tu te arrependas, pois
o arrependimento é o primeiro passo para tornar-te um espírito
puro. Mas não basta. Deves ter paciência contigo mesmo.
Cada qual deve resgatar-se a si mesmo. Tu cometeste muitos crimes
e toda a falta cometida, todo mal realizado é uma dívida
contraída e que deverá ser paga. Já não
podes fazê-lo nesta existência: terás de reencarnar
mais vezes, deverás voltar a este terra, em novo corpo, para
expiar e resgatar teus crimes.
Paulo, fiel discípulo e zeloso apóstolo de Cristo
nos assegura ter recebido seu evangelho diretamente de Jesus (Gl
1.12) E ele escreveu, E, como as homens está ordenado morrerem
uma vez, vindo depois disso o juizo.(Hb 9.27) Morrerem uma vez,
não muitas vezes, não um número indefinido
de vezes: uma só vez.
49. JESUS ENSINOU A EXISTÊNCIA DE PROGRESSOCONTINUO E PERMANENTE
ATÉ A PERFEIÇÃO OU DOIS LUGARES FINAIS E IRREVERSÍVEIS
DEPOIS DA MORTE?
RESPOSTA: Em Lc 16.19-31 lemos a narrativa de Lázaro e do
rico. São palavras de Cristo. Oferece-se a Jesus a oportunidade
de esclarecer o que se segue imediatamente após à
morte. Os dois morrem: Lázaro foi levado pelos anjos para
o Seio de Abrãao ou Paraíso; o rico foi encontrado
no Hades (o mundo invisível dos mortos), onde se encontra
em tormento consciente. Pediu compaixão, ‘Pai Abraão,
tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe
na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua,
porque estou atormentado nesta chama.’ Abraão respondeu,
Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro
somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós
e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós
não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
Fosse Jesus reencarnacionista, teria agora uma boa ocasião
para insistir nesta doutrina: diria que a alma se despreende do
corpo, permanecendo ainda por algum tempo em estado de perturbação
e confusão; explicaria como ela readquire aos poucos um estado
de consciência, como vai depois perder-se na imensidão
dos espaços, na erraticidade; como procura novas oportunidades
para reencarnar.
O ensino de Jesus é contrário ao ensino espírita,
pois falou ele em Mt 7.13-14, de duas portas, dois caminhos e dois
lugares finais e definitivos. Esse ensino é corroborado pela
referência de Mt 25.34,41,46 que fala do céu e do inferno
como estados finais e definitivos.
50. JESUS ENSINOU NOSSA REDENÇÃO POR ESFORÇOS
PRÓPRIOS OU ENSINOU NOSSA REDENÇÃO PELA SUA
MORTE NA CRUZ?
RESPOSTA: Enquanto a Bíblia aponta nossa redenção
por meio de Jesus Cristo através de sua obra salvífica
realizada em nosso favor no Calvário, o espiritismo anuncia
Fora da Caridade não existe Salvação. É
o dogma central da doutrina espírita. Um dos mais eminentes
escritores espíritas:
1. Leon Denis - assim se pronuncia,
Não, a missão de Cristo não era resgatar com
o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus,
não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve
resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal.
É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos
os pontos do mundo.(Cristianismo e Espiritismo, p. 85, 7ª edição)
2. Carlos Imbassahy - outro escritor espírita, assim se
pronuncia contra o ensino bíblico sobre a salvação
pela redenção de Cristo na cruz, onde derramou seu
sangue para remissão de pecados (1 Pe 2.24; Ap 1.5; 5.9-10):
“Por mais que deseje, nunca poderá (o escritor) crer
no sacrifício vicário. A sua razão, de que
ele não tem culpa, repelirá sempre, com uma forço
de esguicho, a iniquidade daquele processo, todo mecânico.
Lá porque um outro pecou, ficamos mecanicamente responsáveis.
E vai daí é preciso que corra o sangue do Cristo,
que não tinha nada com isso, para, por esse mecanismo, ficarmos
todos puros de um crime que não cometemos.”(À
Margem do Espiritismo, p. 217)
3. Kardec que baseia seu ensino no ensino dos espíritos
quando prega a reencarnação, diz:
“A doutrina da reencarnação, que consiste em
admitir para o homem muitas existências sucessivas, é
a única que corresponde à idéia da justiça
de Deus com respeito aos homens de condição moral
inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar
as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos
os nossos erros através de novas provas. A razão assim
nos diz, e é o que os Espíritos nos ensinam.”
(O Livro dos Espíritos, p. 84 ,Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985)
O DIABO AGINDO COMO ANJO DE LUZ
Ora, ora. Que espíritos seriam esses que anunciam doutrina
oposta a ensinada por Jesus? Lendo Mt 16.21-23 encontramos o seguinte
relato, “Desde então começou Jesus a mostrar
aos seus discípulos que, convinha ir a Jerusalém,
e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos
sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro
dia. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo,
dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá
isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás
de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque
não compreendes as coisas que são de Deus, mas só
as que são dos homens.”
Satanás tinha sugerido a Pedro que Jesus jamais passasse
pelo Calvário para redimir a humanidade pelo seu sangue.
E quando os espíritos sugeriram a Leon Denis que nem o sangue
de um Deus poderia resgatar ninguém, é de se notar
que esses espíritos a que se refere esse escritor certamente
são espíritos demoníacos que orientam os escritores
espíritas a partir do codificador Allan Kardec.
E Paulo declara
que não é para se admirar que isso aconteça
porque esses espíritos satânicos se transfiguram em
anjos de luz, “Porque tais falsos apóstolos são
obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de
Cristo. E não é maravilha, porque o próprio
Satanás se transfigura em anjo de luz.” (11 Co 11.13,14)
Podemos afirmar que jamais um cristão pode ser espírita,
como também um espírita jamais poderá tornar-se
um cristão. São francamente opostos em práticas
e ensinos. O espiritismo é outro evangelho (Gl 1.8,9). O
evangelho verdadeiro está explicado por Paulo em 1 Co 15.3,4,
é, “Porque primeiramente vos entreguei o que também
recebi; que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo
as Escrituras.”
Essas palavras de Paulo são a repetição da
profecia de Isaías com relação à obra
resgatadora de Jesus, “ Verdadeiramente ele tomou sobre si
as nossas enfermidades, e as nossas dores levou si; e nós
o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas
ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído
por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava
sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. ( Is 53.4-5)É
a mensagem central cristã. Nossa redenção por
Cristo é a medula do evangelho, “Bem como o Filho do
homem não veio para ser servido, mas para servir, e para
dar a sua vida em resgate de muitos.”(Mt 20.28) O texto João
3.16 é considerado a Bíblia em miniatura,” Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna.”
51. JESUS ENSINOU A RESSURREIÇÃO FINAL DE TODOS OS
HOMENS OU ENSINOU SER O ESTADO FINAL DOS HOMENS SE TORNAREM ESPÍRITOS
PUROS?
RESPOSTA: Ao contrário, o espiritismo ensina o estado final
como espírito puro. Durante o seu ministério público
Jesus ressuscitou algumas pessoas mencionadas nos evangelhos e paralelamente
ensinou a ressurreição dos mortos, apontando que sua
ressurreição era a base para a ressurreição
dos seus seguidores. Não só isso, apontou também
um dia de juizo final em que todos os mortos irão ressuscitar
corporalmente. Falando da sua ressurreição, afirmou,
“Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus. Em quarenta e seis anos foi edificado
este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele
falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre
os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera
isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.”
(Jo 2.19-22)
Sobre a ressurreição universal ele diz,”
Não vos maravilheis disto: porque vem a hora em que todos
os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os
que fizeram o bem sairão para a ressurreição
da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição
da condenação.” (Jo 5.28,29). Diante do túmulo
de Lázaro, Jesus declarou à irmã dele, Marta,
“Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta:
Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição
do último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição
e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
(Jo 11.23-25). Dois pontos devem ser apontados nesse diálogo
de Jesus com Marta: primeiro, declarar que o irmão dela haveria
de ressuscitar; segundo, ela falou da ressurreição
do último dia e Jesus não rebateu sua afirmação,
dado que estava conforme o seu ensino sobre a ressurreição
em João 5.28,29.
Quando pois os espíritas nos vem ensinar outros caminhos,
opostos ao que Jesus estabeleceu, será tão absolutamente
impossível que esses espíritos sejam os inimigos de
Jesus, os espíritos que a Bíblia chama de demônios?
(2 Co 11.14-15; Ef 6.10-12 ; 1 Rs 22.21-22). <
p>
CRÍTICA DE ESPÍRITAS À REENCARNAÇÃO
1. A.Dragon, no Congresso Espírita Internacional realizado
em Liège, Belgica, de 26 a 29 de agosto de 1923, disse, A
reencarnação tal como tem sido exposta até
agora, não passa de teoria boba para criança de escola
primária. (Citado no livro RELIGIÃO & RELIGIÕES-Perguntas
que muita gente faz, p.139, Editora Santuário, 1997)
2.Richet, pai da metapsíquica, já dizia em 1905, com
muito acerto, que a reencarnação dependia muito da
nacionalidade do médium. Se o médium fosse francês
então haveria reencarnação. Entretanto, se
ele fosse inglês não haveria reencarnação.
E tudo por conta dos espíritos superiores.
3. Daniel Douglas Home, famoso médium, declarou-se contra
a doutrina da reencarnação proposta por AK. Afirmou
que AK não era médium nem soube servir-se dos médiuns.
Disse sobre o Livro dos Espíritos: não tem nenhum
valor, pois nele se acha apenas expressa a mensagem do seu consciente
ou sub-consciente e não a opinião dos espíritos.”(Luzes
e Trevas do Espiritualismo, de Daniel Douglas Home)
3. CARMA
52. UMA PALAVRA MUITO FREQUENTEMENTE CITADA PELO POVO É A
PALAVRA CARMA. O QUE SIGNIFICA A PALAVRA CARMA?
RESPOSTA: A palavra Carma significa a lei da causa e efeito. Dizem
os espíritos que para toda ação existe uma
reação. É ensinada paralelamente à doutrina
da reencarnação. Kardec ensina que toda a falta cometida,
todo o mal praticado é uma dívida contraída
que deverá ser paga pelo próprio homem através
do arrependimento, expiação (que é o sofrimento)
e reparação (que são as boas obras). Assim,
as condições para alguém se tornar um espírito
puro são três:
Arrependimento, expiação e reparação
constituem, portanto, as três condições necessárias
para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências
(O Céu e o Inferno, p. 747, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
1. Arrependimento
Quanto ao arrependimento, a Bíblia afirma que o ladrão
na cruz se arrependeu e ouviu de Jesus a promessa de que naquele
mesmo dia estaria com ele no paraíso, “Senhor, lembra-te
de mim quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade
te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
(Lc 23.42,43). Jesus, por sua vez, estabeleceu: “ se não
vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. (Lc 13.3)
2. Expiação
Segundo Kardec, esta vida é uma expiação.
O que sofremos é justo; foi merecido por nós, ainda
que seja noutras encarnações. Muito bem. Então,
quando um homem mau persegue o seu semelhante; quando um ladrão
furta; quando o capanga mata; é sempre instrumento de justiça
divina. Deus não pode deixar exceder o que a pessoa mereceu;
pois que, se o sofrimento passasse o mal cometido, Deus seria injusto;
faria diferença entre as suas criaturas inteligentes. Segue-se
que, se matarmos, se torturarmos o próximo, não fazemos
nada de mal. É apenas o que ele mereceu noutras encarnações!
Sim, pelos dizeres dos espíritas, Deus não pode permitir
a injustiça; Deus não pode permitir a desigualdade
do mundo. Se o permite, é porque foi merecida e daí?
Daí que resulta que não há mal nenhum em matar;
que é uma boa obra o furtar; que há merecimento em
martirizar os outros... e não é só isso: deduz-se
que se está fazendo um bem quando todo mundo pensa que se
está a fazer mal aos outros.
Quando um amigo atraiçoa outro, rouba-o, deixa-o na miséria
- devia ser abraçado por este com lágrimas de gratidão.
Não lhe podia fazer um bem maior.
E depois, ele já tinha mesmo de passar por essa... Estava
escrito... Ele o tinha merecia na outra encarnação.
Logo, espíritas, pelas suas doutrinas, podemos e devemos
praticar o mal. Quanto mais mal fizermos aos outros, maior será
o benefício que eles recebem. Quanto mais pagar das suas
culpas, tanto mais nos agradecerá.
Pela doutrina bíblica, fazendo mal aos outros, expomo-nos
a fazer sofrer um inocente. Pela doutrina espírita, só
fazemos sofrer a quem mereceu.
3. Reparação
Quanto a esta última, o espiritismo adotou o slogan “Fora
da Caridade não há Salvação”.
“Meus filhos, na máxima Fora da Caridade Não
Há Salvação estão contidos os destinos
dos homens na terra como nos céus.” (O Evangelho Segundo
o Espiritismo, p. 631, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
CARIDADE OU FILANTROPIA?
53. PRATICAM REALMENTE OS ESPÍRITAS A CARIDADE CRISTÃ
OU A FILANTROPIA?
RESPOSTA: Muitos querem identificar a caridade cristã com
a filantropia. Na realidade são duas coisas distintas. Em
1 Coríntios 13.3 Paulo afirma que alguém pode dar
seu corpo para ser queimado e todos os seus bens aos pobres e ainda
não ter caridade. Se não é caridade cristã,
então o que é? Seria, a verdadeira filantropia. Filantropia
e caridade podem apresentar um aspecto externo exatamente igual
e, no entanto, haver diferença fundamental entre ambas. Dizemos,
à luz da Bíblia, que a razão da nossa existência
consiste em glorificarmos a Deus, Assim resplandeça a vossa
luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem
a vosso Pai, que está nos céus. (Mt 5.16) Digno és,
Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste
todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Ap
4.11)
Logo, o primeiro mandamento, em importância, é
o amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 22.37-39). E afirmamos que
existe uma conexão entre a caridade cristã e o amor
a Deus. Os dois chegam mesmo a identificar-se, pois em Mateus 25.40
Jesus declara: E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade
vos digo que quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos,
a mim o fizestes. Aí está a significação
da caridade. O cristão ama a Deus no próximo. Foi
assim que se deu com Zaqueu (Lc 19.1-10). Ao receber Jesus em casa,
logo nasceu a preocupação pelos menos favorecidos
e se pronunciou espontaneamente: E, levantando-se Zaqueu, disse
ao Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se
nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado
(Lc. 19.8).
As boas obras nunca salvaram e nunca ajudaram a salvar. Paulo, afirma
em Efésios 2.8-10 “Porque pela graça sois salvos,
por meio da fé; e isto não vem de vós, é
Dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se
glorie. Porque somos feitura sua; criados em Cristo Jesus para as
boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
“ Somos criados para as boas obras e não pelas obras
e é por meio da fé é que somos salvos. As boas
obras são o resultado da nossa fé em Cristo. Paulo,
em 2 Coríntios 5.17, declara que nos tornamos novas criaturas,
abandonando as práticas más e nos voltamos para a
prática do bem, desde que estejamos em Cristo Jesus. Logo,
as boas obras devem ser apenas a manifestação externa
do interno amor que temos a Deus.
O PROBLEMA DA JUSTIÇA DE DEUS
54. OS ESPÍRITAS FREQUENTEMENTE ABORDAM O ARGUMENTO DE QUE
A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO SE BASEIA NA JUSTIÇA
DE DEUS. O QUE DIZER ?
RESPOSTA: Allan Kardec declara:
“A doutrina da reencarnação, que consiste em
admitir para o homem muitas existências sucessivas, é
a única que corresponde à idéia da justiça
de Deus, comum respeito aos homens de condição moral
inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar
as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos
os nossos erros através de novas provas. A razão assim
nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (O Livro
dos Espíritos, p. 84, 2ª edição, Opus
Editora Ltda., 1985)
Como vemos, a reencarnação segundo AK se justifica
pois “é a única que corresponde à idéia
da justiça de Deus...” Entretanto, vejamos uma situação
aceita pelo espiritismo em que essa suposta justiça de Deus
não se consuma.
“606. Donde tiram os animais o princípio inteligente
que constitui a alma da natureza especial de que são dotados?”
“Do ele elemento inteligente universal (Livro dos Espíritos,
p. 290)
“597. Pois que os animais possuem uma inteligência queo
lhes faculta certa liberdade de ação, haverá
neles algum princípio independente da matéria? (Livro
dos Espíritos, p.286)
“600. Sobrevindo ao corpo em que habitou a alma do animal
vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como
a do homem?”
“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não
mais se acha unida ao corpo.”
“601.Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma
lei progressiva?”
“Sim, e daí vem que nos mundos superiores, onde os
homens são mais adiantados, os animais também o são,
dispondo de meios mais amplos de comujnicação. São
sempre, porém, inferiores ao homem, e se lhe acham submetidos,
tendo neles o homem servidores inteligentes.”
“603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?”
“Não. Para eles o homem é um deus, como outrora
os Espíritos eram deuses para o homem. (Livro dos Espíritos,
p. 288, 2ª edição, Opus Editora Ltda., 1985)
“604. Pois que os animais, mesmo os aperfeiçoados,
existentes nos mundos superiores, são sempre inferiores ao
homem, segue-se que Deus criou seres intelectuais perpetuamente
destinados a inferioridade?”
“Tudo em a Natureza se encadeia por elos que ainda não
podeis apreender. Assim, as coisas aparentemente mais díspares
tem pontos de contato que o homem, no seu estado atual, nunca chegará
a compreender.”(Livro dos Espíritos, p. 288, 2ª
edição, Opus Editora Ltda., 1985)
Como vemos a igualdade reclamada pelos espíritas de igualdade
entre todos não se dá com respeito aos animais dado
que serão perpetuamente destinados à inferioridade
em relação aos homens.
ESQUECIMENTO FATAL
55. É VERDADE QUE OS ESPÍRITAS ENSINAM QUE A PESSOA
QUE REENCARNA NÃO TEM MAIS LEMBRANÇA DOS ATOS DA SUA
VIDA ANTERIOR?
RESPOSTA: Sim. É verdade. Não entendemos como o espírita
possa atingir a condição de um espírito puro,
mesmo admitindo-se as dezenas, centenas, ou milhares de encarnações.
É que em cada uma delas o espírito se esquece das
ocorrências da vida anterior.
Allan Kardec se antecipa a esse impedimento para atingir-se a pureza
de espírito, dizendo:
“608. Após a morte, tem o Espírito do homem
consciência das existências que precederam o período
da humanidade?
“ ‘Não, pois que somente neste último
período é que começa para ele a vida de Espírito.”(
O Livro dos Espíritos, p. 167 Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985)
Justifica mais ainda essa impossibilidade de progresso em face do
esquecimento de vidas anteriores.
Afirma ele
“A tudo isso pode fazer-se uma objeção: que
proveito tiramos das existências anteriores para o nosso aperfeiçoamento,
se não nos lembramos das faltas cometidas? O Espírito
responde, primeiramente, que a memória de existências
infelizes, acrescentadas às misérias da vida presente,
tornaria esta vida ainda mais penosa. Foi, pois, um acúmulo
de sofrimento o que Deus nos quis poupar. Se assim não fosse,
qual não seria, muitas vezes, nossa humilhação
ao pensar no que fomos. Para o nosso aperfeiçoamento aquela
lembrança é inútil. Durante cada encarnação
damos alguns passos à frente: adquirimos algumas qualidades
e despojamo-nos de algumas imperfeições. Cada nova
existência é, assim, um novo ponto de partida em que
somos o que nós próprios fizemos de nós, sem
ter que nos preocupar com o que fôramos antes. Se em alguma
existência anterior fomos antropófagos, que nos importa
agora que já não o somos mais?” (Obras Póstumas,
p. 1144 Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985)
Diante da declaração explícita de AK de que
“Para nosso aperfeiçoamento aquela lembrança
é inútil” surge uma pergunta muito pertinente:
Que proveito se colhe das existências anteriores, uma vez
que não se tem consciência das faltas cometidas?
A REENCARNAÇÃO É PERNICIOSA
56. SE UMA PESSOA CRÊ QUE PODERÁ APAGAR AS FALTAS
DA VIDA ANTERIOR, ISSO NÃO É INCENTIVO A VIVER UMA
VIDA DESREGRADA, DADO QUE SEMPRE HAVERÁ UMA OPORTUNIDADE
PARA REPARAR O MAL PRATICADO?
RESPOSTA: Uma pessoa que crê na reencarnação,
forçosamente levará a vida cheia de paixões
e gozos torpes conforme o seu agrado. Terei outras chances para
mudar de vida em novas reencarnações. Ou, não
me agrada a presente vida. Mil dificuldades financeiras, sofri por
causa de um grande escândalo moral oriundo de um desfalque;
ou não estou satisfeita como mulher, desejaria ser um homem
e AK ensina que isso é possível reencarnar com sexo
diferente; fui frustrada por meu noivo, etc. Inferno não
existe, oportunidade tenho aos milhares através de sucessivas
vidas. Solução eficaz e lógica: suicídio.
PERGUNTAS FEITAS PELOS ESPÍRITAS
57. OS ESPÍRITAS FAZEM CERTAS PERGUNTAS EMBARAÇOSAS
PARA JUSTIFICAR A REENCARNAÇÃO. UMA DAS PERGUNTAS
MAIS COMUNS É: POR QUE UNJS NASCEMJ COM SAUDE E OUTROS DOENTES
E ALEIJADOS?
RESPOSTA: Pai sifilítico gera filho sifilítico. A
TV apresentou uma reportagem a respeito de 8.000 crianças
nascidas aleijadas e defeituosas, porque suas mães, em estado
de gravidez, tomaram o famoso psicotrópico Talidomida. Este
é o fato inconcusso absoluto. O resto não passa de
pura fantasia dos adeptos da reeencarnação.
58.POR QUE ALGUNS NASCEM RICOS E OUTROS NA MAIS EXTREMA MISERIA?
RESPOSTA:
Dizem os reencarnacionistas que os ricos são espíritos
adiantados e os pobres, espíritos atrasados.
Ora, se assim fosse, Cristo deveria ser um espírito muito
atrasado, pois morreu pobre, crucificado entre dois ladrões
e miseravelmente caluniado.
Pelo que sofreu deveria ter cometido hediondos crimes na vida passada.
Ocorre que Kardec ensina que a pessoa não tem lembrança
alguma dos fatos da vida anterior.
CASTIGAR SEM SABERMOS POR QUÊ?
Castigar sem que o réu saiba por quê, parece brutalidade
e não satisfaz nem o nosso próprio sentimento de justiça
humana, quanto mais o da justiça divina. Um Hitler fica livre
de seus crimes, porque uma menina nascida no Brasil é a reencarnação
de Hitler e vai sofrer no lugar dele. Mesmo sem saber porque está
acometida de uma doença grave como, por exemplo, leucemia.
Morre sem saber dos seus crimes numa existência anterior quando
vivia como Hitler. O homem que está crendo ser esta existência
a sua primeira vida, está sendo iludido por Deus, pois na
verdade Deus o castiga por males anteriores e não lhe permite
saber disso. A moral reencarnacionista depende desta ilusão,
desta mentira.
É lógico? Kardec afirma mais que a doutrina da reencarnação
... é a única que corresponde à idéia
da justiça de Deus... (O Livro dos Espíritos, p. 84
,Editora Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985)
a) Por que é que nascem inteligentes e outros mediocres?
Como acontece com os animais, os vegetais e também a parte
somática do indivíduo em que não há
nada absolutamente igual, assim também acontece com a inteligência
do homem. Já viram porventura uma impressão digital
igual a outra? De maneira nenhuma. Assim também acontece
com a inteligência, faculdade da alma. Temos ainda a palavra
de um médium espírita:
Anatole Barthe, refuta assim as desigualdades humana: Para desenvolver
as desigualdades humana os espíritas ensinam a reencarnação.
Não sabem estes que não há dois seres, duas
coisas perfeitamente iguais na natureza e que nem no imenso espaço
nem tampouco ao longo do tempo podem ser encontradas? Não
é precisamente na diversidade que nasce a harmonia do universo?
(Le Livre Des Esprits, Recueli de Comunications Obenues par Divers
Mediuns, Paris, 1863 p. 21).
b) Regressão de idade prova a reencarnação
?
Absolutamente Não. Já se acha comprovado pela hipnologia:
quando o hipnotizado é reencarnacionista, revela reencarnação,
entretanto quando não é, nega-a. De forma que a regressão
de idade para provar ou negar a palingenésia depende da opinião
do hipnotizado.
Experiências Inversas - Podemos também fazer experiências
de progressão de memória sugerindo que o hipnotizado
tenha envelhecido, situação irreal, que se comporta
como autêntico ancião. Conclui-se daí que em
ambos os casos as situações são puramente imaginárias,
sugeridas tanto pelo consciente como pelo hipnotizado.
c) O problema populacional:
Sabemos que a população do mundo aumenta assustadoramente
alcançando hoje aproximadamente seis bilhões de habitantes.
Sabemos também que há poucos anos eram três
bilhões. No Brasil, por exemplo, em 1935 havia mais ou menos
34 milhões de pessoas; em 2001 somos mais do que 160 milhões.
Portanto, se a pessoa morre e se reencarna, não pode absolutamente
aumentar a população. Donde, então, vem tantos
espíritos? AK ensina que o homem vem do macaco, evoluindo.
Será por isso que os macacos estão em extinção?
XV - ENSINAMENTOS ESPÍRITAS ACERCA DE DEUS
A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua,
ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos panteístas,
ora confundindo-se com o cristianismo histórico. No Livro
dos Espíritos, Allan Kardec responde à pergunta sobre
o que é Deus com a seguinte assertiva: “Deus é
a inteligência suprema, causa primária de todas as
coisas.” (Livro dos Espíritos p. 50-Obras Completas.Editora
Opus,2ª edição especial, 1985). A fim de explicar
a existência de Deus, ele se vale da argumentação
clássica do deísmo, de que não há efeito
sem causa. Apela também para o sentimento intuitivo que todos
os homens carregam em si mesmos da existência de Deus (Livro
dos Espíritos. p. 51 Obras Completas. Editora Opus, 2ª
edição especial, 1985).
De acordo com a concepção deísta, Deus teria
criado o universo e depois se retirado dele, deixando-o entregue
à ação das leis físicas que, desde então,
o governam, como se o universo fosse um grande relógio. Deus
seria portanto, a causa primária do universo, porém
não está imanente nele; qualquer contato com a divindade
é impossível.
Por outro lado o próprio Kardec afirma que Deus é
eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso,
soberanamente justo e bom (Livro dos Espíritos, p. 52, Obras
Completas. Editora Opus, 2ª edição especial,
1985). Este conceito que Kardec declara acerca de Deus concorda
com o que o Cristianismo reconhece como alguns atributos de Deus.
Porém, o fato de uma determinada religião ou seita
ter pontos em comum com o Cristianismo bíblico não
é suficiente para que lhe seja conferido o título
de cristã.
Ora Kardec declara-se contra o panteísmo dizendo que: a inteligência
de Deus se revela nas suas obras, como a de um pintor no seu quadro;
mas as obras de Deus não são o próprio Deus,
como o quadro não é o pintor que concebeu e executou
(Livro dos Espíritos. Obras Completas. Editora Opus, p. 53,
2ª edição especial, 1985).
Todavia, em outros lugares Kardec faz declarações
panteístas, como ao dizer, por exemplo, que estão
mergulhados no fluído divino (A Gênese. Obras Completas.
Editora Opus, p. 902,2ª edição especial, 1985).
Para ele a matéria inerte se decompõe e vai formar
novos organismos. O princípio vital retorna à massa
de onde saíra(Livro dos Espíritos. Obras Completas.
Editora Opus, p. 63, 2ª edição especial, 1985).
XVI - ENSINAMENTO ESPÍRITA ACERCA DE JESUS
1. Negam a Deidade Absoluta de Jesus Cristo:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus...Primeiramente é preciso notar que as
palavras citadas acima são de João e não de
Jesus. Admitindo-se que não tenham sido alteradas, não
exprimem na realidade, senão uma opinião pessoal,
uma indução que deixa transparecer o misticismo habitual,
contrário as reiteradas afirmações do próprio
Jesus.” (Obras Póstumas, p.1182, Obras Completas. Editora
Opus, 2ª edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
Reiterando sua posição de não aceitaram a
Bíblia como a inspirada palavra de Deus (2 Timóteo
3.16), opina o espiritismo que João 1.1 não são
palavras de Jesus, mas apenas de João, o evangelista escritor.
E daí? Se ele escreveu por inspiração divina,
a sua declaração quanto a João 1.1 deve ser
aceita. João mostra no seu Evangelho várias vezes
os judeus dispostos a matar a Jesus (Jo 5.18;10.30-33) e principalmente
João 8.58 (comparado com Êx 3.14), quando Jesus se
identificou como o Eu Sou desta última passagem. Considerem-se
mais os seguintes registros bíblicos :
a) Jesus perdoa pecados, atribuição exclusiva de Deus
(Is 43.25 comparado Mc 2.1-12);
b) aceita adoração, atitude exclusiva a se prestar
a Deus (Mt 4.10 comparado Mt 8.1-2; 14.33; 15.25; 28.9,17; Hb 1.6);
c) foi chamado abertamente de Deus, sem que se opusesse à
tal declaração (Jo 20.28). O mesmo escritor do evangelho
de João o identifica como Deus verdadeiro (1 Jo 5.20).
XVII - RESPOSTAS APOLOGÉTICAS ÀS OBJEÇÕES
ESPÍRITAS CONTRA A DEIDADE ABSOLUTA DE JESUS CRISTO
a) Em nenhuma parte do Novo Testamento encontramos Jesus afirmando
formalmente que era Deus.
Resposta Apologética:
O que Jesus nunca disse foi: Eu sou Deus Pai. Repete várias
vezes ser Filho de Deus e igual a Deus (João 5.16-18; 8.58;
10.30-33).
b) Jesus mesmo declarou que é inferior ao Pai (João
14.28).
Resposta Apologética:
Em Cristo havia, duas naturezas perfeitas e: divina e humana: 100%
Deus e 100% homem. Jesus é verdadeiramente Deus (e como tal
pode dizer - João 14.8-10 – Quem me vê a mim
vê o Pai...); e verdadeiro homem. Como homem, é menor
do que o Pai (e como tal disse o Pai é maior do que eu).
c) Jesus ora falava do Pai. Quem envia é maior, superior.
Resposta Apologética:
Teimam os espíritas em ignorar que Jesus tinha também
uma natureza humana verdadeira e completa, na qual era evidentemente
inferior à natureza divina. Na sua pré-existência
existia como Deus (Fp 2.6) Não se apegando a essa forma de
viver como Deus, tomou a forma humana (Fp 2.7,8) E nessa condição
foi feito menor do que os anjos (Hb 2.9)). Numa das suas orações
assim se pronunciou, E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto
de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que
o mundo existisse.(Jo 17.5)
d) Se Jesus ao morrer entrega sua alma nas mãos de Deus,
é que ele tinha uma alma distinta da de Deus, subordinada
a Deus e, portanto, ele não era Deus (Obras Póstumas,
p . 1146, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
Resposta Apologética:
Não negamos que tinha uma verdadeira alma humana distinta
de Deus e submissa, mas daí não segue que não
era Deus.
e) Negam a ressurreição corporal de Jesus
Depois do suplício de Jesus, o seu corpo lá inerte
e sem vida; foi sepultado como os corpos comuns, e todos puderam
vê-lo e tocá-lo. Depois da ressurreição,
quando quis deixar a Terra, não tornou a morrer; seu corpo
elevou-se, apagou-se e desapareceu, sem deixar vestígio algum
- prova evidente de que morrera na cruz...Jesus teve, pois, como
toda a gente, um corpo carnal e um corpo fluídico... (A Gênese,
p. 1055, 1055 Editora Opus Ltda., 2ª Edição especial,
1985).
Resposta Apologética:
Negar a ressurreição corporal de Jesus é pregar
outro evangelho (1 Co 15.3-6. Paulo chega a afirmar que uma organização
religiosa que nega a ressurreição corporal de Jesus
é uma religião inútil, sem valor (1 Co15.14-17);
é pregar outro evangelho anatematizado Gl. 1.8-9).
Por outro lado, as provas da ressurreição corporal
de Jesus são abundantes (Atos 1.3):
a) Afirmou em vida que haveria de ressuscitar corporalmente (Jo
2.19-22);
b) O corpo de Jesus não foi encontrado no túmulo,
quando visitado pelas mulheres (Lc 24.1-3);
c) o testemunho dos anjos dado às mulheres de que Jesus ressuscitara,
quando estavam no sepulcro a procura do seu corpo, para derramar
perfumes, (Lc 24.4-6);
d) sua aparição várias vezes depois de ressuscitado
afirmando que um espírito não tinha carne e ossos
como ele tinha. Mesmo diante de Tomé que duvidara da sua
ressurreição, foi convidado para tocá-lo e
confirmar que que tinha carne e ossos (Lc 24.36-41; Jo 20.19-21,
25-28; Mc 16.9);
e) depois de ressuscitado permaneceu cerca de quarenta dias com
eles, dando provas infalíveis da sua ressurreição.
Em seguida se despediu deles ascendeu aos céus vitoriosamente
ao céu (At 1.9-11).
f) Negam nossa redenção pôr Cristo
Léon Denis, o segundo na hierarquia espírita depois
de Kardec, declarou blasfemamente, Não, a missão de
Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade.
O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém.
Cada qual deve resgatar-se a si mesmo (Cristianismo e Espiritismo,
7a. edição 1978 -p. 86).
Resposta Apologética:
Paulo, em 1 Coríntios 15.3-4 afirma que a missão
de Jesus Cristo a este mundo foi de salvar e pôr isso morreu
pôr nós pecadores. Assim, a Bíblia é
clara ao declarar que:
a) o seu nome (Jesus) indicaria sua missão: salvar (Lc 2.10-11);
b) Jesus declarou que essa era sua missão aqui na terra (Mt
20.28; Lc 19.10);
c) Paulo afirma que a nossa redenção é feita
pôr Cristo e que seu sangue nos purifica do pecado (Ef 1.7;
Rm 4.25;1 Tm 1.15; )
d) Pedro acentua em sua carta esse ensino (1 Pe 1.18-19; 2.24);
e) João, o apóstolo repete o mesmo em 1 João
1.7-9; 2.12. No Apocalipse João descreve uma multidão
no céu e todos tinham lá chegado pela redenção
realizada por Cristo mediante sua morte na cruz (Ap 7.9-14; 19.1,2)
XVIII -RESPOSTAS APOLOGÉTICAS DE FALSOS ENSINAMENTOS
ESPÍRITAS
a) Negam a existência do Céu como lugar de felicidade.
A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste
na ociosidade contemplativa, que seria, como temos dito muitas vezes,
uma eterna e fastidiosa inutilidade (O Céu e o Inferno, p.
722, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
Em que se deve entender a palavra céu? Achais que seja um
lugar, como aglomerados, sem outra preocupação que
a de gozar, pela eternidade toda, de uma felicidade passiva? Não;
é o espaço universal; são os planetas, as estrelas
( O Livro dos Espíritos, p 250 Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).).
Resposta Apologética:
Os espíritas zombam da idéia do céu como lugar
de felicidade eterna. Costumam citar João 14.2 Na casa de
meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu
vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. e dizem: A casa de meu
Pai é o Universo; as diversas moradas são os mundos
que circulam no espaço infinito e oferecem estâncias
adequadas ao seu adiantamento (O Evangelho Segundo o Espiritismo,
p. 556, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
O texto citado de João 14.2 conclui da seguinte forma, vou
preparar-vos lugar e no v. 3 afirma para que onde eu estiver estejais
vós também.
Ora, daí se nota que, primeiro, o céu é um
lugar e, segundo, os que pertencem a Jesus estarão no mesmo
lugar onde Jesus foi. E sabemos que ele foi para o céu e
sentou-se à direita de Deus (Mc 16.19; Hb 8.1; Ap 3.21).
Jesus prometeu mais que os seus estariam onde Ele estivesse (Jo
17.24). Paulo falou da sua esperança celestial (Fp 3.20-21);
o mesmo falou Pedro (1 Pe 1.3).
b) Negam o inferno como lugar de tormento eterno e consciente
(Jesus) Limitou-se a falar vagamente da vida bem-aventurada, dos
castigos reservados aos culpados, sem referir-se jamais nos seus
ensinos a castigos corporais, que constituíram para os cristãos
um artigo de fé (O Céu e o Inferno, p. 726, Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
Jesus não falou vagamente sobre os castigos reservados aos
culpados. Falou claramente em Mateus 25.41, 46 sobre o sofrimento
eterno dos injustos. Neste último versículo, Jesus
declarou que a duração da felicidade dos justos é
igual a duração do castigo dos injustos: E irão
estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Outros textos onde Jesus empregou palavras que indicam duração
sem fim do castigo reservados aos ímpios (Mateus 5.22-29;
10.28; 13.42, 49-50; Mc 9.43-46; Lc 6.24; 10.13-15; 12.4-5; 16.19-31).
Nos textos citados aparecem as expressões tais como:
b) suplicio eterno;
c) fogo eterno;
d) fogo inextinguível;
e) onde o bicho não morre e o fogo não se apaga;
f) trevas exteriores;
g) choro e ranger de dentes.
c) Negam a existência do Diabo e Demônios como pessoas
reais espirituais.
A. K. - Satã, segundo o espiritismo e a opinião de
muitos filósofos cristãos, não é um
ser real; é a personificação do mal, como nos
tempos antigos Saturno personificava o tempo (O Que é o Espiritismo,
p. 297, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?
Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. E Deus seria justo
e bom, criando seres, eternamente votados ao mal ? (O Livro dos
Espíritos, p. 72,74,Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985).
A propósito de Satanás, é evidente que se
trata da personificação do mal sob uma forma alegórica
(O Livro dos Espíritos, p. 74 Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
Deus não criou um ser maligno, mas um anjo de luz que se
transviou (Is 14.12 -14; Ez 28.14-16); Jesus disse que ele não
permaneceu na verdade (Jo 8. 44). Trata-se de uma personalidade
real pois :
a) é mencionado entre pessoas espirituais (Jó 1.6);
b) conversou com Jesus no monte, tentando-o (Mt 4. 1-10);
c) é uma pessoa inteligente, que arquiteta planos, para ludibriar
os outros (Jo 8.44; 1 Pe 5.8);
d) está condenado ao fogo eterno (Ap 20.10).
d) Negam a ressurreição do corpo.
Em que se torna o Espírito depois de sua última encarnação
?
Em puro Espírito. (O Livro dos Espíritos, p. 84, Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
A ressurreição do corpo é uma doutrina enfatizada
na Bíblia. Isaías que viveu cerca de 600 anos antes
de Jesus, já afirmava no seu livro (26. 19): Os teus mortos
e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão;
despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu
orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará
de si os mortos.
Ainda no Velho Testamento encontramos exemplos de ressurreição
realizadas pôr Elias e Elizeu (1 Rs 17.17-24; 2 Rs 4.32-37).
Jesus falou da Ressurreição futura de todos os mortos
em João 5.28-29. Quando Lázaro morreu, sua irmã
Marta revelou crer na ressurreição. Ao ouvir que Jesus
se aproximava, Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses
aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também
agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe
Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição
do último dia (João 11.21-24). O mesmo fez Paulo em
Atos 24.15, Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também
esperam, de que há de haver ressurreição de
mortos, assim dos justos como dos injustos. No Juizo Final, diante
do trono branco, todos irão ressuscitar, até mesmo
os mortos nos mares para prestar contas a Deus de seus atos praticados
corpo, E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de
Deus, e abriram-se os livros... E os mortos foram julgados pelas
coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E
deu o mar os mortos que nele havia... (Ap 20.11-15)
d) Nega a inspiração divina da Bíblia:
A Bíblia contém evidentemente fatos que a razão,
desenvolvida pela ciência, não pode aceitar, e outros
que parecem singulares e que repugnam, pôr se ligarem a costumes
que não são mais os nossos... A ciência, levando
as suas investigações desde as entranhas da terra
até as profundezas do céu, demonstrou, portanto, inquestionavelmente
os erros da Gênese mosaica...Incontestavelmente, Deus que
é a pura verdade, não podia conduzir os homens ao
erro, consciente, nem inconscientemente, do contrário não
seria Deus. Se portanto, os fatos contradizem as palavras atribuídas
a Deus, é preciso concluir logicamente que Ele as não
pronunciou ou que foram tomadas em sentido contrário. (A
Gênese, p.936 , Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985).
Resposta Apologética:
O espiritismo nega a criação conforme descrita no
livro de Gênesis 1.26-27 e 2.7. Acredita no evolucionismo.
Por isto, admite que o registro bíblico não deve ser
tomado literalmente, mas apenas em sentido figurado. Jesus reiterou
a criação dos seres humanos descrita no Gênesis
1.26,27, ao dizer, Não tendes lido que aquele que os fez
no princípio macho e fêmea os fez. (Mt 19.4). Em Hebreus
11.3 lemos que Pela fé entendemos que os mundos pela Palavra
de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não
foi feito do que é aparente. E, assim, outros textos confirmam
a descrição do Gênesis (Sl 19.1 ; 24.1). Isto
posto, aceitamos as declarações de 2 Timóteo
3.16-17 que toda a Bíblia é inspirada e é a
inerente palavra de Deus (1 Tes 2.13). A ciência, na qual
se baseia o espiritismo, está mudando de opinião freqüentemente
de modo que não pode ser levada a sério, pois não
tem a última palavra.
f) Nega a doutrina da Trindade:
“Examinemos os principais dogmas e mistérios, cujo
conjunto constitui o ensino das igrejas cristãs. Encontramos
a sua exposição em todos os catecismos ortodoxos.
Começa com essa estranha concepção do Ser divino,
que se resolve no mistério da Trindade, um só Deus
em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Essa concepção trinitária tão obscura,
incompreensível...”( Cristianismo e Espiritismo, 7a.
edição 1978 -p. 86). Entretanto, AK admite que nem
tudo é compreensível e claro no espiritismo, pois
afirma ele:
“Zombar de uma coisa que se não conhece, que se não
sondou com o escalpelo do observador consciencioso, não é
criticar, é dar prova de leviandade e triste mostra de falta
de critério.”(O Livro dos Espíritos, p. 251
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985)
Diz mais AK:
“Há muitas coisas que não compreendeis, porque
tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não
é razão para que as repilais. O filho não compreende
tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante
tudo o que o sábio apreende. “ (O Livro dos Espíritos,
p. 65 Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985)
“Ora, o primeiro indício da falta de bom senso está
em crer alguém infalível o seu juizo.” (O Livro
dos Espíritos, p. 47 Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
Resposta Apologética:
Definindo a doutrina da Trindade apontamos a existência de
um só Deus eternamente subsistente em três pessoas:
o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três pessoas
constituem um só Deus, o mesmo em natureza, sendo as pessoas
iguais em poder e glória.
Tal definição pode ser explanada e biblicamente provada
seguindo três fatos :
a) Existe um só Deus (Dt 6.4; Is 43.10; 45.5-6). Trata-se
de unidade composta como se lê em Gn 2.24 (serão dois
uma só carne).
b) Esse único Deus é constituído de uma pluralidade
de pessoas (Gn 1.26; 3.22 ; 11.7; Is 6.1-3,8), textos que empregam
o verbo façamos , o pronome nossa e nós .
c) Jesus disse ser igual a Deus (Jo 5.`18;8.58-59; 10.30-33. Não
são dois deuses, mas um só deus e duas pessoas distintas.
Cristo fala também do Espírito Santo, como a terceira
pessoa, distinta do Pai e do Filho e verdadeiramente Deus (Jo 14.16,26;
15.26). Três pessoas distintas , entretanto, um só
Deus (Dt 32.39)
Isto pode ser visto ainda pela seguinte comparação
entre as seguintes passagens:
1. em Isaías 6.1-3 quando Isaías disse que viu o Senhor;
2. em Jo 12.37-41, João disse que Isaías viu Jesus,
quando viu o Senhor;
3. em Is 6.8-9 se lê que o Senhor falou a Isaías empregando;
ainda no v. 6 se lê, A quem enviarei e quem irá por
nós?
4. em At 28.25 Paulo declara que quem falou a Isaías foi
o Espírito Santo.
a) Há três Pessoas na Bíblia que são
chamadas de Deus e que são eternas por natureza :
1. o Pai (2 Pe 1.17);
2. o Filho (Jo 1.1 ; 20.28 ; Rm 9.5 ; Hb 1.8; Tg 2.13);
3. o Espírito Santo (At 5.3-4).
O vocábulo Trindade foi usado pela primeira vez pôr
Teófilo de Antioquia em 189 a. D. (no livro Epistola a Autolycus
2.15
h) Nega os Milagres de Jesus:
Convém, pois riscar os milagres do rol das provas em que
pretendem basear a divindade do Cristo (Obras Póstumas, 1172,
Editora Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
Resposta Apologética:
Os espíritas negam a deidade absoluta de Jesus. Consequentemente,
negam também os milagres arrolados na Bíblia. Para
os Espíritas Jesus é apenas um médium .
Com isto Allan Kardec procura explicar os milagres atribuídos
a Jesus, da forma como se se fora um médium, que exibe poderes
extra-sensoriais. Descreve e explica os milagres de Jesus:
i) pesca maravilhosa - Lucas 5.1-7 :
A pesca qualificada de miraculosa explica-se igualmente pela dupla
vista, Jesus de modo algum produziu espontaneamente peixes onde
os não havia ; mas viu, como um vidente lúcido acordado,
pela vista da alma, o lugar onde se achavam os peixes, e pôde
dizer com segurança aos pescadores que lançassem ali
as suas redes (A Gênese, p. 1036, Editora Opus Ltda., 2ª
edição especial, 1985).
Resposta Apologética
Ora, quando Jesus pediu a Pedro que lançasse as redes ao
mar alto, Pedro muito naturalmente respondeu como pescador, Mestre,
havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua
palavra, lançarei a rede. (Lc 5.5). Não havia peixe.
Foi sobre a autoridade da palavra de Jesus que a rede foi lançado.
E então o milagre foi realizado. Jesus era onisciente, e
não um vidente lúcido acordado, que pela vista da
alma, pudesse ver o lugar onde se achavam os peixes. Ele viu Natanael
debaixo da videira (Jo 1.48-51). Jesus não precisava de receber
referências sobre as pessoas. Conhecia-as todas (Jo 2.24,25).
j) a cura da mulher que sofria de fluxo de sangue - Marcos 5.25-34:
Estas palavras - Conhecendo ele próprio a virtude que saíra
de si são significativas ; elas exprimem o movimento fluídico
que se operara de Jesus para com a mulher doente ; ambos sentiram
a ação que se acabava de produzir. É notável
que o efeito não fosse provocado pôr ato algum da vontade
de Jesus ; não houve magnetização, nem imposição
de mãos. A irradiação fluídica normal
foi suficiente para operar a cura (A Gênese, p. 1036, Editora
Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985).
RESPOSTA APOLOGÉTICA
A mulher, depois de curada, confessou que havia gasto todos os seus
bens com os médicos indo de mal a pior (Mc 5.26) confessa
sua cura radical pelo poder divino de Jesus e não por irradiação
fluídica normal. Quase todos, senão todos, os fenômenos
espíritas estão cercados de dolo. Se houvesse essa
possibilidade aventada por Allan Kardec, já a mulher poderia
ter sido curada muito antes porque, admite-se, deviam existir outros
homens nos dias de Jesus com essa ridícula irradiação
fluídica normal. Doze anos de sofrimento e depois a cura
milagrosa realizada incontinenti por Jesus e não por um médium
que precisa de ocasião preparatória para exibir esse
tipo de irradiação fluídica.
k) a cura do cego de nascença - João 9. 1-7 :
Aqui, o efeito magnético é evidente ; a cura não
foi instantânea, mas gradual e seguida de ação
sustentada e reiterada, apesar de ser mais rápida do que
na magnetização ordinária (A Gênese,
p. 1037, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985.
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Por que esse efeito magnético evidente não se manifesta
espontaneamente entre os médiuns espíritas nos dias
atuais?
l) a ressurreição do filho da viúva de Naim
- Lucas 7.11-17 e a ressurreição da filha de Jairo
- Marcos 5.21-43:
O fato da volta à vida corporal de um indivíduo,
realmente morto, seria contrário às leis da natureza,
e pôr conseguinte miraculoso. Ora, não é necessário
recorrer a esta ordem de fatos para explicar as ressurreições
operadas pôr Cristo....
Há pois, toda a probabilidade de que, nos dois exemplos acima,
só se dera uma síncope ou uma letargia. O próprio
Jesus o diz positivamente sobre a filha de Jairo: Esta menina, diz
ele, não está morta, apenas dorme (A Gênese,
p. 1045, Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Kardec prefere admitir probabilidade de que só se dera uma
síncope ou uma letargia a crer nos milagres de Jesus, embora
a descrição bíblica deva merecer crédito.
Por a tristeza tão grande manifestada pelos pais dos filhos
mortos, tanto no caso da filha de Jairo como no caso do filho da
viúva de Naim se eles estivessem simplesmente acometidos
de uma síncope ou letargia? O fato é que o filho morto
da viúva de Naim estava sendo conduzido ao cemitério
para sepultamento. Sepultar um vivo acometido de síncope?
Que descuido fatal cometido por uma mãe chorosa! Para Kardec
isso é mais fácil de explicar do que crer no milagre
operado por Jesus.
m) a ressurreição de Lázaro - João
11.1:
A ressurreição de Lázaro, digam o que quiserem,
não invalida pôr forma alguma esse princípio.
Ele estava, diziam, havia quatro dias no sepulcro ; mas sabe-se
que há letargias que duram oito dias ou mais (A Gênese,
p. 1045 Editora Opus Ltda., 2ª edição especial,
1985)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Quando Allan Kardec explica que Lázaro não estava
morto mas apenas desacordado negando francamente o texto bíblico
que registra as palavras de Jesus, Lázaro está morto
(Jo 11.14) já se nota sua pretensão de invalidar o
texto bíblico. Prefere explicar o milagre como se fora Lázaro
acometido de uma doença conhecida como letargia ou síncope
e que tal doença podia durar até oito dias. Se a própria
irmã de Lázaro declarou que o corpo do seu irmão
falecido já cheirava mal, Senhor, já cheira mal, porque
é já de quatro dias (Jo 11.39) como ousa Kardec invalidar
o texto e lançar uma hipótese contra a explicação
dada por alguém presente da própria família
do morto? Já se vê que sua intenção é
negar a qualquer custo a deidade de Jesus. Julgando absurdo seu
argumento, se antecipa e declara, digam o que quiserem... essa sua
explicação deve ser aceita pelos seus adeptos.
n) o milagre da transformação da água em vinho
- João 2.1-11:
Ele deveria ter feito durante o jantar uma alusão ao vinho
e à água, para tirar daí alguma instrução
(A Gênese, p. 1047, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Ressalta a incoerência de Kardec em admitir apenas uma alusão
ao vinho e à água para daí tirar alguma instrução.
Como explicar a admiração do mestre-sala diante do
milagre operado por Jesus ao dizer, Todo o homem põe primeiro
o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então
o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. (Jo 2.10).
É certo que bebera literalmente do vinho transformado da
água.
o) a multiplicação dos pães - Mateus 14.13-21:
A multiplicação dos pães têm intrigado
os comentadores e alimentado, ao mesmo tempo, a exaltação
dos incrédulos. Estes últimos, sem se darem ao trabalho
de sondar o sentimento alegórico, consideram-no um conto
pueril ; mas a maior parte das pessoas sérias consideram-no,
embora sob forma diferente da vulgar, uma parábola comparando
a nutrição espiritual da alma com a nutrição
do corpo (A Gênese, p. 1047, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985)
Resposta Apologética:
Kardec nada disse dos doze cestos de pedaços de pão
que sobraram depois de todos comerem sobejamente. Eram cinco pães
e dois peixes. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram, doze
alcofas cheias. E os que comeram foram quase cinco mil homens, além
das mulheres e crianças. (Mt 14.20-21)
O JESUS ESPÍRITA É UM MÉDIUM
Allan Kardec declara que, Segundo definição dada
pôr um Espírito, ele era o médium de Deus (A
Gênese, p. 1034, Editora Opus Ltda., 2ª edição
especial, 1985).
RESPOSTA APOLOGÉTICA
A propósito, João admoesta a que não creiamos
a todo o espírito, porque existem espíritos que não
são de Deus :
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai
se os espíritos são de Deus, porque já muitos
falsos profetas se têm levantado no mundo. . (1 Jo 4.1)
Ora, a interpretação dos textos apontados parece
ser muito simples e o próprio Allan Kardec. Não seria
ele por isso incluído entre os possíveis falsos profetas?
Sim, ele poderia ser incluído, pois nega a veracidade de
João 1.1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava
com Deus, e o Verbo era Deus. Diz Allan Kardec que essas palavras
eram apenas a opinião do escritor e não podem ser
tidas como prova da deidade de Jesus. Com isso, está negando
a inspiração da Bíblia. Portanto, João
está apontando em 1 João 4.1 que o espírito
que não confessa Jesus como Deus, que veio em carne (Jo 1.14)
é um falso mestre religioso. . Kardec, para reforçar
sua posição contra a deidade de Jesus, vai ao extremo
de negar os próprios milagres de Jesus. Aproveita-se da Bíblia
para dar consistência à sua doutrina espírita,
mas quando a Bíblia enfatiza a deidade de Jesus, ele não
só nega a declaração de João 1.1, como
também nega os milagres de Jesus, como descritos na Bíblia,
para provar sua condição de Deus conosco, Jesus (Mt
1.21-23; Jo 10.30, 37,38).
a) apontava para seus milagres como prova da veracidade de suas
palavras e doutrinas (Mt 11.2-6; Lc 5.24; Jo 5.36; 15.22; 20.30,31);
b) aceitava adoração como Deus, sem lhes corrigir
essa interpretação (Jo 20.28)
XXIII - GLOSSÁRIO ESPÍRITA:
Aparição - Fenômeno pelo qual os seres do mundo
incorpóreo se manifestam à vista.
Clarividência - Faculdade de ver sem o auxílio dos
órgãos da visão. É uma faculdade inerente
à própria natureza da alma ou do Espírito,
e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em
que há emancipação da alma, o homem tem percepções
independentes dos sentidos. No estado corporal normal, a faculdade
de ver é limitada pelos órgãos materiais: desprendida
desse obstáculo, ela não é mais circunscrita,
estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação:
tal é a causa da visão à distância de
que gozam certos sonâmbulos. Eles se vêem no próprio
local que observam e descrevem ainda que este se situe mil léguas
à distância, visto que, se o corpo não se acha
acolá, a alma, em realidade, ali se encontra. Pode-se, pois,
dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.
Encarnação - Estado dos espíritos que revestem
um invólucro corporal. Diz-se Espírito encarnado,
em oposição a espírito errante. Os Espíritos
são errantes no intervalo de suas diferentes encarnações.
A encarnação pode ocorrer na Terra ou em outro mundo.
Erraticidade - Estado dos Espíritos errantes, ou erráticos,
isto é, não encarnados, durante o intervalo de suas
existências corpóreas.
Espírita - O que tem relação com o Espiritismo;
adepto do Espiritismo; aquele que crê nas manifestações
dos Espíritos.
Espiritismo - Doutrina fundada sobre a crença na existência
dos Espíritos e em suas manifestações.
Espírito - No sentido especial da Doutrina Espírita,
os Espíritos são os seres inteligentes da criação,
que povoam o Universo, fora do mundo material, e constituem o mundo
invisível. Não são seres oriundos de uma criação
especial, porém, as almas dos que viveram na Terra, ou nas
outras esferas, e que deixaram o invólucro corporal.
Espiritualismo - Usa-se em sentido oposto ao de materialismo; crença
na existência da alma espiritual e imaterial. O espiritualismo
é a base de todas as religiões.
Espiritualista - O que se refere ao espiritualismo; adepto do espiritualismo.
É espiritualista aquele que acredita que em nós nem
tudo é matéria, o que de modo algum implica a crença
nas manifestações dos Espíritos. Todo espírita
é necessariamente espiritualista; mas, pode-se ser espiritualista
sem ser espírita; o materialista não é uma
nem outra coisa.
Expiação - Pena que sofrem os Espíritos como
punição das faltas cometidas durante a vida corporal.
A expiação, sofrimento moral, ocorre no estado de
erraticidade como o sofrimento físico ocorre no estado corporal.
As vicissitudes e os tormentos da vida corporal são, ao mesmo
tempo, provas para o futuro e expiação do passado.
Fluido Universal - Princípio elementar do qual a condensação
resulta nos diversos estágios da matéria, que é
mais ou menos condensada conforme os mundos. A partir dele desenvolve-se
o princípio vital. O Fluido Universal não é
causa da inteligência, apenas serve de veículo do pensamento.
Livre-arbítrio - Liberdade moral do homem; faculdade que
ele tem de se guiar pela sua vontade na realização
de seus atos.
Médium - Pessoa que pode servir de intermediária entre
os Espíritos e os homens. Todo aquele que sente, num grau
qualquer, a influência dos Espíritos é, por
esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem;
não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.
Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não
possuam alguns rudimentas. Pode, pois, dizer-se que todos são,
mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só
se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra
bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade,
o que então depende de uma organização mais
ou menos sensitiva.
Mediunidade - Faculdade dos médiuns.
Obsessão - Domínio que alguns Espíritos logram
adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão
pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons
Espíritos nenhum constrangimento inflingem. Aconselham, combatem
a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.
Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem
podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se
com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira
criança.
Perispírito - Envoltório semimaterial do Espírito.
Nos encarnados, serve de intermediário entre o Espírito
e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo
fluídico do Espírito. O perispírito é
o órgão sensitivo do Espírito, por meio do
qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.
Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição
e as diversas sensações são localizadas e limitadas
à percepção das coisas materiais; pelo sentido
espiritual ou psíquico, elas se generalizam; o Espírito
vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra
na esfera de irradiação do seu fluído perispirítico.
Pneumatofonia - Voz dos Espíritos; comunicação
oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana.
Pneumatografia - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio
da mão de um médium.
Princípio Vital - Nome que se dá ao princípio
geral da vida material, comum a todos os seres orgânicos,
homens, animais e plantas. O princípio vital é o mesmo
para todos os seres orgânicos, mas se torna espécie-específico:
individualiza-se no ser vivo, isto é, passa a constituir-lhe
sua própria vida orgânica, modificado conforme a espécie.
Tem sua fonte no fluido universal, atuando como elo entre o Espírito
e a matéria, na forma de fluido magnético.
Psicofonia - Comunicação dos Espíritos pela
voz de um médium falante.
Psicografia - Escrita dos Espíritos pela mão de um
médium.
Reencarnação - Volta do Espírito à vida
corpórea, pluralidade das existências.
XXIV - BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
- O Império das Seitas, Walter Martin, Editora Betânia.
- Desmascarando as Seitas, Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro, Editora
CPAD.
- O Caos Das Seitas, J. K. Van Baalen, Imprensa Batista Regular.
- Dicionário de Religiões Crenças e Ocultismo,
George A Mather e Larry A Nichols , Editora Vida.
- Bíblia Apologética, Instituto Cristão de
Pesquisas, ICP - Editora.
- Evidência Que Exige Um Veredito, Josh McDowell, Editora
Candeia.
- Os Fatos Sobre.... (toda a série), John Ankerberg e John
Weldon, Editora Chamada da Meia Noite.
- Um Manual Das Religiões de Hoje (Entendendo o Oculto, Entendendo
as Religiões Seculares, Entendendo as Religiões não
Cristãs e Entendendo as Seitas), Josh McDowell e Don Stewart,
Editora Candeia.
- Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições
da Bíblia", Norman Geisler e Thomas Howe, Editora Mundo
Cristão.
- Cristianismo em Crise, Hank Hanegraaff, Editora CPAD.
- Revista Defesa da Fé, (todas as edições),
ICP - Editora.
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