Origem e história
"1. Etimologicamente, este termo provém do baixo latim
machio, `macio', que também se diz provir do alemão
metz; `cortador de pedra'; a do francônio manjo, cognato de
sânscrito matya `clube', a do inglês mason e do francês
maçon `pedreiro'. 2. Um membro da maçonaria operativa
ou especulativa."
A exata origem da maçonaria é desconhecida, diz o
Dicionário da Maçonaria, de Joaquim Gervásio
de Figueiredo: “As origens reais da maçonaria se perdem
nas brumas da Antigüidade”. Afirmam que começou
com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão.
A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o já
citado dicionário, no verbete Franco-maçonaria, "foi
fundada em 24 de junho de 1717, em Londres".
A origem da maçonaria está ligada às lendas
de Ísis a Osíris, Egito; ao culto a Mitra,vindo até
a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz. Segundo
Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: Conciliáveis
ou Inconciliáveis?, a maçonaria é um desdobramento
das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade
Média. Estas corporações, com o passar do tempo,
chegaram a monopolizar a arte gótica, pois construíram
uma multinacional da arquitetura. Seus artistas e pedreiros, que
trabalhavam a "pedra franca" ou arenito, cujas marcas
podem ser vistas nas grandes catedrais da Espanha, França,
Inglaterra e Alemanha.
Em 1717, data reconhecida pela própria maçonaria
como a de sua fundação, foi que quando lojas maçônicas
de Londres se unificaram e deram origem à Grande Loja da
Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria.
James Anderson, presbiteriano e John Desagulliers, huguenote, lideraram
esse movimento. A Grande Loja de Londres é o berço
da maçonaria.
Em 1723, James Anderson publicou as Constituições
da maçonaria, sendo até hoje documentos universalmente
aceitos como base de todas as lojas maçônicas. Essas
Constituições foram levemente revisadas quinze anos
depois de sua publicação. Em abril de 1738, o papa
Clemente XII promulgou a primeira sentença de condenação
católica à maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus
Specula.
Influência da maçonaria Os maçons desempenharam
um papel extraordinário na Revolução Francesa
- Queda da Bastilha, isso inspirados nos ideais de liberdade, igualdade
a fraternidade, representados nas três cores da bandeira francesa.
Operam nos EUA 15.300 lojas a mais de 33.700 em todo o mundo. A
influência deles nos EUA sempre foi muito grande. Catorze
presidentes americanos foram maçons, destacando-se entre
eles George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield,
Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry Truman a Gerald Ford,
entre outros4
Na religião, mesmo com a oposição da Igreja
Católica, os maçons estão presentes.
Por incrível que pareça, até o fundador das
Testemunhas de Jeová, Charles Taze Russell, teve ligações
com a maçonaria, segundo Fritz Springmeier, em sua obra The
Watchtower and the Masons - A Torre de Vigia a os Maçons.
Justifica isso pelo fato de Russell haver pregado em lojas maçônicas,
haver em seu túmulo uma pirâmide, e o use da cruz dentro
da coroa, com logotipo da Sociedade Torre de Vigia, impresso nas
edições da revista The Watchtower- a atual A Sentinela
até 1930.
Isso também pode ser visto no mormonismo. Ritos a símbolos
maçônicos estão presentes ainda hoje na Igreja
dos Santos dos Últimos Dias - Igreja Mórmon. No começo
"Muitos maçons preeminentes tornaram-se mórmons".
A influência da maçonaria na história do Brasil
tem sido grande. Ninguém pode negar os relevantes serviços
que a maçonaria tem prestado à nossa nação.
A Inconfidência Mineira. Foi na casa de Silva Avarenga que
se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma
loja maçônica. Nela foi iniciado um moço conhecido
como Tiradentes. A bandeira da Inconfidência tinha o dístico
libertas quae sera tamem e o triângulo maçônico.
Foi sob inspiração maçônica que a revolução
republicana de 1817, em Pernambuco, teve início. Esse movimento
fez D. João VI decretar a proibição da Maçonaria.
Gonçalves Ledo a José Bonifácio com outros
maçons tramaram a Inconfidência do Brasil. Um mês
após proclamar a independência, D. Pedro I foi aclamado
Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil, e o Marechal
Deodoro ocupava esse cargo ao proclamar a República em 1889.
A maçonaria esteve presente desde a Independência do
Brasil até a Proclamação da República.
Hoje a maçonaria tem influência muito grande no Brasil
a no mundo: são cerca de 6 milhões ao todo, em mais
de 164 países, sendo cerca de 150 mil no Brasil. Há
grande quantidade de parlamentares, altos funcionários do
governo, líderes religiosos, muitos empresários e
membros de outras elites. Na inauguração do novo Palácio
Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil,
compareceram 120 parlamentares, além do então Ministro
da justiça, Maurício Correia.
Graus da maçonaria É considerado maçom quem
passar pelos três primeiros graus: Aprendiz, Companheiro a
Mestre. A maçonaria do Rito Escocês tem 32 graus, desde
Aprendiz até o Grau do Sublime Príncipe do Real Segredo.
O Grau 33 é honorário. Os três primeiros graus
são chamados de graus da Loja Azul, pois são comuns
a qualquer rito maçônico. Os dois ritos mais conhecidos
são o Rito Escocês e o Rito de York. O Rito Egípcio
ou de Misraim tem 90 graus.
Os graus do Rito Escocês estão divididos em 4 séries:
Graus simbólicos: 1°. ao 3°. ; Graus capitulares:
4°. ao 18°. ; Graus filosóficos: 19°. ao 30°.;
a os Graus superiores: 31°. até o Grau 33.
Graus do rito escocês Loja Azul ou Graus Simbólicos
Graus Filosóficos 1. Aprendiz 2. Companheiro 3. Mestre Graus
Capitulares 4. Mestre Secreto 5. Mestre Perfeito 6. Secretário
intimo 7. Chefe a Juiz 8. Superintendente do Edifício 9.
Mestre Eleito dos Nove 10. Ilustre Eleito dos Quinze 11. Sublime
Mestre Eleito12. Grande Mestre Arquiteto 13. Mestre do Arco Real
de Salomão 14. Grande Eleito Maçom15. Cavaleiro do
Oriente ou da Espada 16. Príncipe de Jerusalém 17.
Cavaleiro do Leste a Oeste 18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz Graus
Filosóficos19. Grande Pontífice20. Grande Ad-Vitam21.
Patriarca Noachita ou Prussiano22. Cavaleiro do Machado Real (Príncipe
do Líbano)23. Chefe do Tabernáculo24. Príncipe
do Tabernáculo25. Cavaleiro da Serpente de Bronze26. Príncipe
da Misericórdia27. Comandante do Templo28. Cavaleiro do Sol
ou Príncipe Adepto29. Cavaleiro de Santo André30.
Cavaleiro CadoshGraus Superiores31. Inspetor Inquisidor32. Mestre
do Segredo Real33. Grande Soberano Inspetor Geral
Maçonaria e religião
Os maçons e a maçonaria procuram desmentir o fato
de que a maçonaria seja uma religião. Quando mostramos
na literatura deles, nos mais ilustres autores, características
de religião na maçonaria, geralmente respondem: "Isso
é interpretação pessoal do autor a não
representa a maçonaria". Para evitar esse tipo de problema,
John Ankberg a John Weldon escreveram para 50 Grandes lojas dos
Estados Unidos, com a seguinte pergunta: "Como um líder
maçônico oficial, que livros e autores V. Sa. recomenda
como tendo autoridade com relação ao tema maçonaria?"
Eles receberam a resposta de 25 Grandes lojas. Em primeiro lugar
ficou Henry Wilson Coil, sua obra Coil's Masonic Encyclopedia: Enciclopédia
Maçônica de Coil, com 44%; em terceiro, Albert G. Mackey,
obra Mackey's Revised Encyclopedia of Freemasonry: Enciclopédia
Revisada da Franco-Maçonaria de Makey, com 32%, a em nono
lugar Albert Pike, por sua obra Morals and Dogma: Moral e Dogma,
com 16%.
Os demais serão citados este artigo, se necessário.
Albert G. Mackey diz: "A Maçonaria pode ser corretamente
chamada de instituição religiosa... A tendência
de toda verdadeira Maçonaria é com a religião...
Veja os antigos Landmarks (doutrinas), suas sublimes cerimônias,
seus profundos símbolos a alegorias, tudo focalizando verdadeiros
ensinos religiosos a quem pode negar que a Maçonaria é
uma instituição eminentemente religiosa?
Além dessa declaração inequívoca, de
uma autoridade indiscutível, acrescentamos que a Maçonaria
tem todas as características de religião.
Orações na abertura a encerramento de todas as suas
cerimônias. Templos ou Lojas: "Consagração
(da Loja) é um ato essencialmente místico, esotérico,
pois quem dá vida a uma Loja é o Grande Arquiteto
do Universo. Segundo o mesmo Dicionário, "na Maçonaria,
o tratamento entre os seus adeptos é o de "irmão".
Cerimônias fúnebres e enterros maçônicos:
"EXÉQUIAS - Significam "funerais"... uma Pompa
Fúnebre, obedecendo Ritual apropriado. Batismo de crianças.
Doutrinas. código de moral, os Landmarks. Juramentos.
Ministros Oficiantes: "Vinte são os cargos que compõem
uma Administração, a cada Oficial usará a seguinte
Jóia: Venerável Mestre, 1° Vigilante, 2° Vigilante,
Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler, 1° a 2°
Diáconos, Mestre de Cerimônias, 1° Experto,Hospitaleiro,
Porta-Estandarte, Porta- Espada, Mestre de Banquetes, Arquiteto,
Bibliotecário, Guarda do Templo, Cobridor Externo. Todos
os atos litúrgicos maçônicos exigem do maçom,
atos sucessivos de Fé. Ceia Mística: "A Ceia
realiza-se na Iniciação do novo Cavaleiro Rosacruz
a na quinta-feira de endoenças.
Os dogmas sustentados pela Maçonaria: Paternidade de Deus,
fraternidade dos homens, imortalidade da alma.
Uma instituição com todos esses ritos a práticas,
se não for uma religião, fica difícil saber
o que se entende por religião; então os maçons
estão brincando de religião dentro da maçonaria.
O fato de os maçons insistirem na tese de que não
se trata de uma religião, não, invalida os fatos.
Não é pelo fato de um grupo de pessoas afirmar que
pau é pedra que isso mudará a realidade. Os kardecistas,
os rosacruzes e a seita Seicho-No-Iê também negam ser
seu movimento uma religião, afirmam que é uma ciência
ou filosofia. Como os espíritas e outros, há inúmeros
grupos religiosos não ortodoxos que recusam ser considerados
"comunidade religiosa".
Por que não se denominam religião? A razão
é óbvia. As lojas não terão novos adeptos
se todos tomarem conhecimento de que se trata de uma religião
de caráter secreto. Nesse caso as pessoas, principalmente
as que já pertencem a um segmento religioso, não se
interessariam por iniciar-se na maçonaria. Assim, a maçonaria
declara-se não ser uma religião, sem interferir na
religião de ninguém, ao afirmar, ainda, que uma das
razões de sua existência é ajudar diversas igrejas.
Com essa aparente neutralidade, a maçonaria consegue a simpatia
de membros de diversos segmentos religiosos e até mesmo de
alguns pastores evangélicos, que chegam a batizar maçons,
sem problema algum.
Confissão do primeiro grau No primeiro grau da maçonaria
o candidato admite que é profano, que está nas trevas
em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que
não são maçons estão em trevas .
A Palavra "profano" aparece em Hebreus 12.16, com relação
à pessoa de Esaú. "Profano" significa um
homem secularizado. A Bíblia diz que estávamos em
trevas, antes de conhecermos a Jesus (Ef 5.8-12). Jesus, a Luz do
Mundo (Jo 8.12; 12.46) nos transportou do reino das trevas para
o reino da luz (CI 1.12-14), por isso somos filhos da luz (I Ts
5.4,5). Como podem os cristãos aceitar essa condição
de profanos e que estão em trevas, que vão buscar
na maçonaria essa luz?
O juramento iniciático da maçonaria Em cada grau
o maçom é submetido a um juramento. As paredes da
câmara são completamente negras a têm como decoração
alguns esqueletos, cabeças de mortos a lágrimas. A
câmara é lugar de purificação, tomada
dos antigos mistérios, por meio do elemento terra: "Eu,
(cita o seu nome), juro e promete, de minha livre vontade a por
minha honra a pela minha fé, em presença do Grande
Arquiteto do Universo e perante esta assembléia de maçons
solene a sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios
da maçonaria que me vão ser confiados, senão
a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída;
nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos
quais possa divulgá-los. Se violar este juramento, seja-me
arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo
enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo é das
ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado
sacrilégio para com Deus e desonrado para os homens. Amém”.
Análise do juramento à luz da Bíblia Enumeramos
algumas objeções contra o citado juramento da maçonaria:
É proibido pela Bíblia (Mt 5.34; Tg 5.12; Lv 5.4).
Tem caráter profano - nele o cristão declara entregar
o seu corpo para ser mutilado por uma sociedade secreta. Nosso corpo
pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo
a uma sociedade mundana. (1 Co 6.19,20). O segredo organizado e
sistemático, como é próprio da maçonaria,
é contrário ao ensino bíblico (Jo 18.20; o
Mt 10.26,27; Mt 5.14,16). Satanás é príncipe
das trevas, e as trevas são refúgio do pecado (Jo
o 3.19-21; Ef 5.8,11). A sociedade do fiel com o infiel (11 Co 6.14-17).
Um juramento terrível estabelece mais do que amizade entre
o fiel e infiel: estabelece fraternidade indissolúvel, e
a promessa de guardar segredos que ainda se ignoram (Lv 5.4). Tal
juramento é uma escravização da consciência.
Não devemos, sem infidelidade a Deus, submeter nossa consciência
a um poder estranho (II Co 5.10).
A Bíblia na maçonaria A maçonaria se vangloria
de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus. Ensina que a Bíblia
é a "grande luz da maçonaria", recomendando
aos maçons que a estudem regularmente. A maçonaria
ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia,
a luz do esquadro e a luz do compasso. A maçonaria realmente
crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da
vontade de Deus, e não como fonte de ensinamento divino.
Disse Coil: "A opinião maçônica prevalecente
é que a Bíblia constitui apenas um símbolo
da vontade, lei ou revelação divina, a não
que seu conteúdo é lei divina, inspirada ou revelada".
Vemos no Dicionário da Maçonaria, p.122, que o emblema
da loja maçônica é constituída de "Volume
da Ciência Sagrada, o Esquadro e o Compasso". Coloca
assim a Bíblia em paridade com outros símbolos, isto
é, o "Volume Sagrado" que, além da Bíblia,
também pode ser o Alcorão, a Tripitaka, os Vedas,
o Livro de Mórmon etc. "Varia segundo a Escritura Sagrada
de cada povo". Colocam agora, além dos símbolos
da maçonaria, livros de religiões opostas ao cristianismo,
no nível das Escrituras Sagradas.
Isso torna evidente que a Bíblia não é usada
na maçonaria como regra de fé e prática. A
Bíblia, assim como a bandeira, é um símbolo.
A bandeira é apenas um pedaço de pano, porém
representa coisas importantes para um povo, como a sua liberdade.
Para os maçons a Bíblia é apenas um livro sem
valor textual, que apenas representa a Palavra de Deus, a isso unicamente
nos lugares onde predomina o cristianismo.
Se considerarmos, por exemplo, a loja de Utah, EUA, a Palavra de
Deus está representada pelo Livro de Mórmon; se considerarmos
a Índia, o símbolo é os Vedas; na Arábia
o Alcorão, a assim por diante.
Disto se pode ver que o propósito da maçonaria é
usar o temor e o reconhecimento de várias Escrituras para
obter o juramento de fidelidade à autoridade do livro que
o maçom considera sagrado e pelo qual se compromete em obedecer
à maçonaria.
Em suma, para a maçonaria a Bíblia é apenas
um símbolo, uma peça decorativa em que não
deve crer, pois não é a literal vontade de Deus, à
qual não se deve obedecer.
Considera ainda que alguns dos relatos bíblicos não
passam de lenda: "Sua lenda (Jonas) muito se assemelha à
Musarus Oannes, de tradição caldéia, que surgiu
do Mar Eritreu e aportou entre os primitivos babilônicos durante
o reinado do antediluviano Ammenon.
Como o cristianismo histórico ortodoxo recebe a Bíblia?
O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra
(Mt 28.18), disse que a Bíblia é a Palavra de Deus
(Mc 7.13) e não simplesmente um símbolo ou uma alegoria.
Deve-se obedecer à Bíblia como Palavra de Deus (Is
8.20), é um conjunto de livros inspirados por Deus (II Tm
3.16,17) Isto é enfatizado repetidamente nas Santas Escrituras,
enquanto a maçonaria nega a Bíblia como literal Palavra
de Deus.
Jesus disse mais sobre a Bíblia: "E a Escritura não
pode ser anulada" (Jô 10.35). "Santifica-os na verdade,
a tua palavra é a verdade" (Jô 17.17). "Nem
só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que
sai da boca de Deus" (Mt 4.4). "Porque lhes dei as palavras
que tu me destes; e eles a receberam, e têm verdadeiramente
conhecido que saí de ti; e creram que me enviaste" (Jo
17.8). "O céu e a terra passarão, mas as minhas
palavras não hão de passar" (Mt 24.35). "Quem
me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já
tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há
de julgar no último dia" (Jo 12.48)
DeusA maçonaria compreende diversas crenças; logo,
tem em seu meio diversos deuses. A Maçonaria não desconsidera
a crença em um deus; ao contrário, exige que seus
seguidores acreditem "num Ser Supremo". É assim
que declara o Dicionário da Maçonaria, já citado,
no verbete "Profano", onde se indicam os principais requisitos
para alguém se tornar maçom, e na página 365,
artigo 8° declara: "Crer num Ser Supremo". Logo, um
ateu não pode ser maçom.
G.A.D.U. Embora a maçonaria não procure identificar
deus, dá-lhe o nome de G.A.D.U - "Nome pelo qual na
maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma,
etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo
como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.
O deus da Maçonaria, como vemos, não é identificável:
pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islamitas,
judeus, etc.; logo ele não pode ser o mesmo deus.
O Deus da Biblia adorado pelos cristãos é conhecido
por vários nomes, como: Adonay - "Senhor" (Is 6.1),
Elohim - "Deus" (Gn 1.1), Yahweh - "Jeová,
Iavé ou Senhor" (Ex 3.14), El Olam - "Deus Eterno"
(Gn 21.33; Is 40.28), El Elyon - "Deus Altíssimo"
(Gn 14.19,20), El Shaday - "Deus Todo Poderoso" (Gn 17.1).
O deus do bramanismo é Brahma, que é impessoal,
monístico (nem unitário, nem trinitário) ou
politeísta. O budismo é politeísta (crê
em Buda como se fosse um deus, e há centenas de outros deuses
bons e maus) ou simplesmente ateísta, afirmando que não
há Deus. O deus do mormonismo é um homem exaltado,
entronizado no mais alto céu e que partiu da condição
de homem (Adão) até alcançar a divindade (Ensinamento
do Profeta Josefh Smith,336).
Então, o que a maçonaria na verdade quer dizer é
que não aceita os deuses das religiões, mas muda o
deus de cada religião numa forma única: G.A.D.U.
A maçonaria faz imensa confusão de conceitos. Primeiro
diz que não se interfere nos princípios religiosos
de cada seguidor; depois ensina o único nome pelo qual se
deve chamar a Deus, exigindo então uma crença em um
"Ser Superior". Alega que se alguém clama por deuses
de diferentes nomes é apenas por não os conhecer melhor,
por ignorância espiritual.
A maçonaria se propõe então a remover estas
trevas revelando que, embora imperfeitos a todos os homens é
conferido o direito de adorar o único e verdadeiro Deus.
É difícil entender, de uma vez por todas, quem é
essa divindade a que se refere a maçonaria: porém,
já está claro que não é o Deus da Bíblia.
O leitor dos ensinamentos de Alberto Pike sobre Deus, de alto grau
na maçonaria, reconhece isso claramente.
A maçonaria se refere à sua divindade, usando nomes
para deuses considerados abomináveis na Biblia. A maçonaria
não é apenas uma entidade de conceitos pagãos,
mas um reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.
No grau do Real Arco do Rito de York, o maçom reconhece que
o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, que até os três
primeiros graus de chamou G.A.D.U. Nesse mesmo Real Arco Rito de
York, a maçonaria une Yahweh com divindade pagãs como
Baal, On e Osíris.
Cada sílaba da palavra Jabulon representa um deus. Segundo
Coil, é uma associação de Javeh, Baal ou Bel
e Om (Osíris, o deus-sol do Egito). Ja - representa Javé;
Bul ou Baal - representa o antigo deus cananita, deus nacional dos
fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (II Rs 1.2-4);
On representa Osíris, o misterioso egípcio. Ora, se
a maçonaria começou com o Templo de Jerusalém,
construído por Salomão, então ela se desviou
há muito tempo, pois a Bíblia diz que esse Templo
foi construído para que nele o nome de um Deus específico
e único permanecesse, fato que exclui os demais deuses (I
Rs 9.3; II Cr 7.16).
Comparando G.A.D.U. com Deus A Bíblia diz que Deus não
aceita outros deuses. (Is 44.6, 8; 45.5). A Bíblia diz que
Deus é maior que os falsos profetas adorados pelos homens
(II Cr 2.5). A crença maçônica é henoteísta
(crença em que o adorador adora a um só Deus, mas
admite a existência de outros). "Porque grande é
o Senhor, e mui digno de ser louvado, e mais tremendo é do
que todos os deuses. Porque todos os deuses das nações
são vaidades; porém o Senhor fez os céus"
(I Cr 16.25,26). "Ao Senhor teu Deus temerás, e a ele
servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis
outros deuses, os deuses dos povos que houver à roda de vós,
porque o Senhor vosso Deus é um Deus zeloso no meio de ti;
para que a ira do Senhor teu Deus se não ascenda contra ti,
e te destrua de sobre a face da terra." (Dt 6.13-15).
O rei Salomão e Deus Para justificar essa união híbrida
entre o Verdadeiro Deus e outros falsos deuses, a maçonaria
menciona Salomão: "O rei Salomão se caracterizou
por certo espírito eclético. Conforme várias
passagens bíblicas, os hebreus também tributavam honras
semelhantes a outros deuses, a ponto de os profetas os censurarem
(Ez 8.14), e o próprio rei Salomão não era
monoteísta ortodoxo. (I Rs 11.5,7), talvez em respeito aos
países vizinhos, muitos deles, seus aliados, bem como várias
tribos que estavam a seu governo."
A maçonaria exclui, intencionalmente, o versículo
6 de I Rs 11, pois lá se confirma o seguinte: "Assim
fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor, e não
perseverou em seguir ao Senhor, como Davi seu pai". Embora
no seu reinado não houvesse divisão, tal aconteceu
no reinado de seu filho Roboão, justamente por causa da apostasia
de Salomão.
Jesus Cristo A maçonaria afasta o homem de Jesus Cristo,
de cinco maneiras:
1ª - Elimina o nome de Jesus de suas orações
e citações de suas escrituras. Eis uma fonte de oração
recomendada pela Maçonaria: "Eis-nos, Oh! G.A.D.U.,
em quem reconhecemos o Infinito Poder e a Infinita Misericórdia,
humildes e reverentes a teus pés...
Dá-nos que, por nossas obras, nos aproximemos de Ti, que
és Uno e subsistes por Ti mesmo...
Presta a esse candidato, agora e sempre, tua proteção
e ampara-o com teu braço onipotente em todos os perigos por
que vai passar."
Como se lê nessa oração o maçom se aproxima
de Deus firmado em suas boas obras, e não no reconhecimento
da medição de Cristo (Jo14.13,14; I Tm 2.5).
A maçonaria retira o nome de Cristo de diversos trechos
da Bíblia em rituais maçônicos, nas citações
etc. I Pd 2.5. O Ritual Maçônico diz: "... para
oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus...",
I Pd 2.5, na Bíblia, diz: "para oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (grifo
nosso). Nessas passagens os maçons não citam o nome
de Jesus, como também não o citam, por exemplo, em
II Tessalonicenses 3.6; 3.12.
Todo cristão deve saber que a Bíblia é a Palavra
de Deus e que, portanto, não pode ser alterada (Dt 4.2; Ap
22.18,19). O maçom não só retira o nome de
Jesus da Bíblia, como também proíbe que se
façam orações no nome dele. A Bíblia
deixa claro que todo cristão ora em nome de Jesus: "E
tudo quando pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja
glorificado no Filho". (Jo14.13). "Se pedirdes alguma
coisa em meu nome, eu farei." (Jo14.14)
Considere a seguinte declaração apenas como ilustração
da proibição de orar em nome de Jesus: "O vigilante
chamou-me em particular e repreendeu-me claramente. Ele disse que
eu tinha usado o nome de Jesus no encerramento de minha oração.
Por isso ele disse que eu poderia ser repreendido... Fui chamado
à Secretaria do Rito Escocês para ouvir sobre a maneira
imprópria de orar. Ele foi delicado, mas me proibiu encerrar
qualquer oração 'em nome de Jesus'. Ele disse: "Faça
uma oração universal".
O motivo por que a maçonaria proíbe o nome de Jesus
nas suas orações é que alguns maçons
não são cristãos, e isso os escandaliza. Será
que a maçonaria se envergonha do nome de Jesus? É
bom lembrar que Jesus disse que quem se envergonhasse de Seu nome,
ele se envergonharia dele diante do Pai. (Mt 10.32,33; I Jo2.23;
4.3,14,15; 5.10-12).
2ª - Requer dos cristãos que desobedeçam a
Jesus, proibindo toda a discussão sobre ele nas atividades
da Loja. O cristão é ordenado por Jesus para testificar
dele a todos os homens, (Mt 28.18-20). Paulo disse que tudo fazia
por todos, para, por todos os meios, salvar alguns (I Co 9.16-19;
II Tm 4.1-4; Rm 10.11-15).
3ª - Oferece os títulos e ofícios de Cristo
a descrentes. Os títulos e ofícios de Cristo são
apropriados pelos maçons durante seu ritual e usados nas
citações secretas: Eu sou o que Sou, Emanuel, Jeová,
Adonai.
4ª - A maçonaria ensina que Jesus foi meramente um
homem fundador de uma religião como outros. No verbete "Religião"
do Dicionário da Maçonaria, se diz: "Seus imortais
fundadores foram todos mensageiros da Verdade Única"
e diz ainda... "Todos eles foram unânimes em proclamar
a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem
de Vysa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés,
Pitágoras, Cristo, Maomet e outros. A maçonaria rejeita
a Javé-Deus. Permite, ao mesmo tempo, que os deuses do hinduísmo,
islamismo, mormonismo, xintoísmo sejam adorados em torno
do altar da Loja, de acordo com a idéia de cada indivíduo.
Num nível mais alto, a maçonaria define Deus como
G.A.D.U.: um vago e absolutamente desconhecido, um inofensivo deus,
encorajando todos os homens a adorá-lo.
5ª - Afirma que a mensagem cristã sobre a redenção
exclusiva na pessoa de Cristo é meramente um retorno às
antigas "histórias pagãs".
A posição da Bíblia, referente a Jesus A Bíblia
ensina que Jesus é o Salvador. "Nisto está a
caridade, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas
em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação
pelos nosso pecados" (I Jo4.10). "E vimos, e testificamos
que o Pai enviou seu filho para Salvador do mundo" (I Jo 4.14).
Outros ensinamentos sobre Jesus na Bíblia. Filho Unigênito
de Deus (Jo1.1-14; 3.16); Eterno (Is 9.6; Mq 5.2; Hb 13.8); Sábio
(Lc 2.40,47.52; I Co 1.24; Cl 2.3); Luz do Mundo (Jo1.8;8.12); acima
de qualquer outro (Ef 1.20, 21; Jo3.31); Deus Verdadeiro (Jo1.1;
Cl 2.9; Tt 2.13; I Jo5.20); Criador (Jo1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2,8-10);
Juiz (Jo5.22,23; Mt 25.31-34, 41,46).
Os escritores do Novo Testamento, assim como o próprio
Jesus, declararam ser ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz
pagou a penalidade do pecado do homem. (Jo 1.29; 4.3.16; 6.29;14.6;
Mt 16.21-23; 20.28; Jo 3.16; I Tm 2.5,6; At 4.12). Todos os textos
citados provam sobejamente que o conceito maçônico
quanto a Jesus está errado e não pode ser aceito pelos
cristãos. Jesus preveniu: "E por que chamais, Senhor,
e não fazeis o que eu digo?" (Lc 6.46). Os rituais maçônicos
exigem que primeiro o cristão jure fidelidade à Loja,
e não a Jesus. Os juramentos maçons forçam
o cristão a desobedecer a Jesus Cristo.
A maçonaria chama o seu deus desconhecido pelo nome secreto
de JABULON, que é um ajuntamento de dois deuses pagãos
como Javé, o verdadeiro Deus. Devido a essa atitude, a maçonaria
tem rejeitado a Deus, revelado no Pai, no Filho e no Espírito
Santo. (Mt 28.19; Gn 1.26).
Um cristão não deve ingressar na maçonaria,
sabendo que ela o leva a blasfemar contra Deus. Jesus ensinou que
ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24). O cristão
não tem possibilidade de ser maçom e cristão
ao mesmo tempo e precisa decidir por Cristo ou um politeísmo
que envolve Baal e Osíris. É impossível conciliar
maçonaria com cristianismo.
Ocultismo e maçonaria A maçonaria possui também
seu lado oculto. "OCULTISMO: ... é o estudo dos mundos
superiores ao físico: o astral, o mental e outros; é
o conjunto de métodos ou disciplinas da educação
individual. A maçonaria também possui seu lado oculto,
que uns sistemas e ritos realçam mais que outros, porém
todos têm o mesmo objetivo de aperfeiçoamento moral,
intelectual e espiritual do homem, do que decorrem direitos e deveres
inalienáveis.
A revista ANO ZERO, nº 18 de outubro de 1992, p. 42, declara:
"O esoterismo na Maçonaria é dos elementos que
mais fascinam os iniciados e também pessoas que não
fazem parte da ordem".
Ensino bíblico Em Dt 18.9-12, Deus previne os homens contra
as atividades ocultistas, ao declarar serem abomináveis à
sua vista tais práticas. Muitos maçons que participam
dos rituais não entendem seu sentido ocultista. O fato de
que muitos maçons não entendem o sentido oculto dos
símbolos é lamentado por Albert G. Mackey, ao dizer:
"Muitos dos escritores de grande nomeada entre os maçons
desconhecem o conhecimento esotérico da maçonaria".
A maçonaria é, potencialmente, uma religião
ocultista e abre a porta para o mundo do ocultista e abre a porta
para o mundo do ocultismo.
Encoraja a aceitação do ocultismo, de cinco maneiras,
basicamente:
1ª - Aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna
parapsicologia, quanto aos poderes latentes dos homens (poderes
psíquicos - PSI);
2ª - Apresenta arte mágicas semelhantes a outras entidades;
3ª - Incentiva o maçom a procurar "verdades esotéricas";
4ª - Está integrada no misticismo e incentiva o desenvolvimento
do estado "alterado da consciência";
5ª - Muitos maçons estão trabalhando para o desenvolvimento
para o despertamento do que se pode denominar "Maçonaria
Oculta".
O reverendo Haroldo Reimer falou num culto que a maçonaria
teve sua origem na Babilônia. Numa carta dirigida ao referido
reverendo (Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1976), um grupo identificado
como Pastores e Presbíteros Maçons, Grau 33, tentou
rebater essa declaração, concluindo: "O evangelho
é do céu. Não se pode compará-lo a cousa
alguma da terra. Mas, das coisas terrenas, a mais bela e sublime
é a Maçonaria".
Nós temos registros de que maçons nos defenderam no
princípio, quando chegaram os pioneiros ao Brasil. Esses
maçons chegaram a proteger nossos missionários até
de assassínios. Os protegidos não eram maçons,
mas pastores que morreram sem sequer saber o que é a maçonaria.
Analisando o aspecto meramente humano, não são eles
problema para a sociedade, como o são os grupos religiosos
não ortodoxos, antes ao contrário: são benfeitores.
São simpáticos, sérios e estão preocupados
com a ética. Orgulham-se de ser maçons. Qualquer cidadão
de boa reputação se sentiria honrado, se fosse convidado
pela maçonaria para fazer parte dela.
O problema é que há na maçonaria práticas
que contrariam os princípios cristãos. Apesar do lado
positivo da maçonaria, todavia, com relação
à fé cristã, somos obrigados a mostrar o lado
negativo. Causa-nos, portanto, espanto que uma organização
com tantos símbolos ocultistas e satanistas, como o pentagrama,
Baphomet, pirâmides e práticas esotéricas, cabalísticas,
além das doutrinas nada ortodoxas sobre a Bíblia,
Deus, Jesus Cristo e o homem, seja ainda reconhecida por evangélicos
como o que há de mais belo e sublime na terra.
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