Parte 1 (Prefácio
e Capítulos 1 e 2)
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ÍNDICE
1. Prefácio
2. Minha apresentação ao mormonismo e a Cristo
3. José Smith e a primeira visão
4. José Smith -- profeta de Deus?
5. O Livro de Mórmon -- José Smith ou de Deus?
6. José Smith examinado como tradutor
7. História, Arqueologia, Antropologia e o Livro de Mórmon.
8. A falha fatal
9. A verdade acerca do “Deus-Adão”.
10. Contradições a respeito da pessoa de Deus
11. O sacerdócio e as genealogias
12. Algumas doutrinas do mormonismo distintivas mas dúbias
13. A única igreja verdadeira
14. A autoridade final
15. A salvação segundo os mórmons
16. Salvação bíblica
Apêndice: O Caminho da Salvação
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PREFÁCIO
É justo, é cristão examinar José Smith
e questionar o mormonismo?
Tive de responder a esta pergunta e orar a esse respeito antes de
escrever este livro. Segundo a luz que Deus me deu por Sua Palavra,
creio que o que se segue foi o que Ele me mostrou.
Todo homem tem o direito, dado por Deus, de crer como bem lhe apraz.
Os norte-americanos reconhecem esse direito divino. Por livre escolha,
podem do nosso próximo”. “Atacar a religião
dos outros não é amor" - dizem. Esta afirmativa
seria verdadeira se antes não examinássemos nossa
própria religião e não a comparássemos
com o padrão de Deus, a Bíblia.
Outra reação dos que questionam nossa autoridade
de testemunhar podia ser: "Não julgueis para que não
sejais julgados" (Mateus 7:1). Segundo Mateus 7:5, este versículo
é dirigido aos hipócritas. Por outro lado, João
7:24 diz aos crentes que "Não julgueis segundo a aparência,
e, sim, pela reta justiça"; não segundo a aparência,
mas segundo a Palavra de Deus.
É trágico que hoje em dia alguns de nós, os
crentes, temos, em nome do amor, retido a verdade aos que estão
no erro, por não querermos ofendê-los ou por não
amá-los o suficiente. Lembre-se de que o amor verdadeiro
previne.
É verdade que não devemos dar importância demasiada
`as coisas mínimas. Pode ser desnecessário dizer ao
próximo que ele possui mau hálito ou que uma telha
de sua casa está solta. Entretanto, se ele estiver dormindo
e a casa pegar fogo, é crime não acordá-lo.
Desculpa alguma e nenhuma declaração vazia de amor
jamais satisfarão `a Deus em tais casos.
A autoridade da defesa
Como é que tudo isto se relaciona com a pergunta: É
justo, é cristão examinar José Smith e questionar
o mormonismo?" É justo porque José Smith atacou
todos os cristãos e suas igrejas primeiro. José Smith
declarou em seu livro "inspirado" Pérola de Grande
Valor, que todas as outras igrejas estavam erradas, que todos os
credos eram uma abominação e que todos os mestres
eram corruptos.
De um só golpe José Smith condena todas as igrejas,
todas as crenças e todos os cristãos. Claramente diz
que não havia um só cristão verdadeiro na face
da terra ao tempo em que recebeu sua primeira visão, e que
não tinha havido por centenas de anos.
Alguns líderes mórmons têm-nos desafiado a examinar
O Livro de Mórmon, que, naturalmente, deve incluir seu autor
e seus seguidores. Orson Pratt, apóstolo mórmon, disse:
"Este livro deve ser verdadeiro ou falso... Se for falso, é
uma das imposições mais espertas, malignas, audazes
e profundas, feitas ao mundo com o propósito de enganar e
arruinar milhões que a receberão sinceramente como
a Palavra de Deus, e pensarão estar seguramente edificados
sobre a rocha da verdade até que, com suas famílias,
sejam lançados no desespero total. A natureza de mensagem
de O Livro de Mórmon é tal que, se verdadeira, ninguém
poderá rejeitá-la e ainda salvar-se; se falsa, ninguém
poderá recebê-la e salvar-se. Portanto, cada alma no
mundo tem interesse igual tanto na determinação de
sua verdade como de sua falsidade... Se, depois de um exame minucioso
descobrir que é uma imposição, deve ele ser
exposto ao mundo como tal; as provas e argumentos pelos quais a
falsidade foi detectada devem ser, clara e logicamente afirmados
para que os que foram enganados, embora de boa mente, percebam a
natureza do engano e sejam restaurados, e que os que continuam a
publicar a ilusão sejam expostos e silenciados...mediante
provas aduzidas das Escrituras e da razão."[1]
Concordamos plenamente! É cristão examinar José
Smith e questionar o mormonismo, porque se nos mandou fazê-lo,
tanto para nosso próprio bem como para o bem de todos os
mórmons.
Examinar José Smith é cristão e racional pois
diz ele ser profeta de Deus e diz-nos a Bíblia "pelos
frutos os conhecereis." O Livro de Mórmon, A Pérola
de Grande Valor, Doutrina e Convênios, o mormonism e o movimento
inteiro dos mórmons giram em torno desta questão básica:
"É José Smith verdadeiramente um profeta de Deus?"
Perguntamos: se hoje um adolescente tivesse uma visão que
lhe revelasse que todos os mórmons eram apóstatas
e corruptos; que seus credos eram uma abominação a
Deus, os mórmons receberiam sua história, sem provas,
tão rapidamente quanto aceitaram a visão de José
Smith? Por que não?
Com a ajuda de Deus procuraremos examinar justa e honestamente José
Smith e alguns de seus ensinos, pois as Escrituras e o amor de Cristo
a tanto nos constrangem. Deus ama a mórmons e a não-mórmons.
Cristo morreu por todos nós. Perante Deus todos somos iguais
- simples pecadores que precisam de um Salvador. Nesse sentido,
estamos todos no mesmo pé. Precisamos fazer distinção
clara e positiva entre mórmons e mormonismo. Oramos para
que Deus nos dê um coração contrito e nos encha
com seu amor pelos mórmons, e pensamos que isto ele já
fez. Deus, e talvez os outros, possam julgar tal fato melhor do
que nós. Mas amar o povo mórmon é uma coisa
muito diferente que amar o mormonismo; assim como Deus pode amar
o pecador, mas não o pecado. Por favor, tenha em mente essa
distinção ao examinar a reivindicação
de José Smith e do mormonismo.
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Nota
[1] Orson Pratt, Divine Authority of the Book of Mormon (Autoridade
divina do Livro de Mórmon) introdução, uma
série de panfletos publicados em 1850-51. Citado por Arthur
Budvarson em, The Book of Mormon - True or False? (O Livro de Mórmon
- falso ou verdadeiro?) - Concord, California, Pacific Pub. Co.,
1959.
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CAPÍTULO UM
Minha Apresentação ao Mormonismo e a Cristo
Eu estava contentíssimo! Acabava de mudar em julho, do lamacento
Mississíppi para as noites frescas e cortantes, para os dias
brilhantes de LaGrande, no Oregon.
Minha linda esposa e meu bebê de menos de dois meses de idade
partilhavam da aventura - só que um pouco menos entusiasticamente.
Eu amava minha terra natal, mas o calor começava a perturbar-me.
Enquanto estive na marinha visitei Oregon, e gostei das noites calmas
e frescas, da caça a animais selvagens, e das lindas montanhas.
Meu tio possuía uma loja em Bates, no Oregon. Uma tia havia
estudado na Falculdade de Educação de LaGrande, no
mesmo estado. De modo que, depois de deixar a marinha, voltei a
LaGrande, matriculei-me na universidade e joguei futebol durante
um ano.
Havia muitas garotas lindas, mas eu queria uma que soubesse fazer
pão de milho. Encontrei-a na Universidade do Sul do Mississíppi.
Agora eu estava de volta ao fascinante Oregon, preparando-me para
uma caçada - necessitávamos urgentemente de carne.
Não conhecendo a região muito bem e não possuindo
carro, tinha feito amizade com um jovem adolescente do lugar e esperava
ir caçar com ele nas Montanhas Azuis, não muito distantes.
-Ei, Mike, mais depressa! - gritei-lhe certa tarde linda e cintilante
de domingo. -Se parar com essa embromação poderemos
jogar um pouco de bola e ainda teremos tempo para uma caçada
nas montanhas.
-Está bem. Vou mais depressa e. . . - começou Mike.
-Não, você não vai! - explodiu John, irmão
de Mike, mais velho e casado. Olhei surpreso para ele enquanto ele
continuava. - Somos mórmons, pertencemos `a Igreja dos Santos
dos Últimos Dias e não fazemos isso no domingo.
Fiquei espantado e um tanto sem jeito. Lá no Mississíppi,
na zona rural, praticamente todo mundo era batista. Íamos
`a igreja fielmente todos os domingos. Fui `a frente aos doze anos,
disse ao evangelista que eu cria em Jesus, fui batizado, uni-me
`a igreja, freqüentando-a fielmente; não bebia, não
fumava nem xingava. Caçar ou pescar aos domingos era somente
para os pagãos e os desviados, e ninguém queria estar
muito perto de gente assim durante uma tempestade. Eu tinha sido
líder de escoteiros, professor da escola dominical, mas aqui
estava eu recebendo um sermão de um mórmon acerca
de Deus e do domingo. Fiquei envergonhado. Fiquei também
curioso.
John era meu barbeiro e um bom amigo. Era também uma pessoa
importante na igreja local dos Santos dos Últimos Dias. (Naquele
tempo eu não conhecia a terminologia.) Comíamos em
sua casa e ele comia na nossa. De fato, jamais esquecerei do "banquete
de esquilo" que certa vez fizemos juntos. Éramos pobres,
e alimento, especialmente a carne, era escasso. Sinto pena dos pobres
e inocentes esquilos agora, mas antes então não sentia.
Uma coisa posso dizer: os sobreviventes estavam muito mais espertos
quando saí de lá do que quando cheguei.
John era um homem gentil e amável, e sabia conversar. (O
tipo de pessoa que nos deixa falar, que ouve a maior parte do tempo.)
Gostei dele e de sua esposa imediatamente, em especial por ele não
me escalpelar ao cortar meu cabelo. Até agora não
havíamos conversado a respeito de religião.
Eu tinha algumas questões sérias acerca da religião
depois de ter visto aviões suicídas, companheiros
mutilados, morrendo na guerra; e também enquanto na universidade
estudando psicologia, evolução, religiões comparadas,
etc. De repente, aqui estava. Aqui estava um homem que cria e colocava
em prática sua crença. Por que minha igreja não
havia me dado as convicções que ele parecia possuir?
Sim, eu estava curioso.
-Posso ir à sua casa para conversarmos acerca da crença
dos mórmons? - perguntou John.
-Certamente - respondi.
Minha esposa pareceu não gostar muito, mas cedeu. Nesse tempo
eu não sabia a diferença, mas ela era uma cristã
verdadeira, e Cristo habitava em seu coração. Eu era
apenas um cristão professo; minha crença era intelectual.
Para ela eu era um cristão verdadeiro, pois íamos
à igreja, orávamos juntos, dávamos o dízimo
e vivíamos bem.
Eu me entediara um tanto com a igreja, e minha esposa percebeu que
algo não ia lá muito bem; o pastor da Igreja Batista
conservadora de LaGrande, reverendo Guy Zehring, começara
a visitar-me periodicamente. Me cansei dele também. Ele repetia
coisas que eu havia ouvido a vida toda. Deus o ama. Cristo morreu
por você. Deve ser fiel à igreja.
À medida que John me apresentava o mormonismo, eu ficava
cada vez mais interessado. Talvez esta fosse a resposta!
-Nossa, John, - gritei, no final de uma sessão. - Você
quer dizer que eu posso realmente permanecer casado com minha esposa
para a eternidade?
-É possível - assegurou-me ele - se cumprir certas
condições. Você pode até mesmo ser um
deus em algum planeta e continuar a ter filhos.
Isto me interessava muito. Papai morrera quando eu tinha quatro
anos de idade. Fui viver com meu avô. Ele foi assassinado
alguns meses mais tarde. Minha avó contraiu diabetes e, na
minha adolescência, teve uma morte lenta e agonizante. Eu
quase tinha medo de amar por completo qualquer coisa ou pessoa.
Nada parecia seguro. Eu não tinha nada de duradouro para
conservar e amar; então, por que magoar meu coração?
Ainda posso lembrar-me dos funerais em dias de chuva - a terra fria
caindo sobre o caixão do papai, do vovô, da vovó
- todos tão queridos ao meu pequeno coração.
O hino "Rude Cruz" tentando sobrepujar os soluços
das pessoas amadas.
Agora eu tinha uma jovem e bela esposa. Milagre dos milagres, ela
me amava e eu a amava. Havia realmente uma maneira de conservá-la
para sempre?
Em geral alegre externamente, nas horas tardias da noite eu pensava
sério no assunto. Algum dia, a beleza dela desapareceria.
Ela ficaria velha e morreria, logo depois, e seria como se nunca
tivesse existido. Ou então um acidente ou doença a
roubaria de mim ou eu dela. A morte era um bicho- -papão
implacável e sempre de emboscada, pronto a atacar de dia
ou de noite, não respeitando nem o riso alegre nem o grito
de desespero e de aflição.
À medida que John continuava a ensinar-me, me tornava muito
confuso.
-A Bíblia não diz, em algum lugar, que não
haverá casamento nem dar-se-á em casamento no céu,
John?
-Claro--concordou ele prontamente--mas isto é só com
respeito ao céu. Mas podemos nos casar para a eternidade
aqui embaixo de modo que não haverá casamento nem
o dar-se em casamento no céu.
É isto realmente o que esse versículo significa? Perguntava
a mim mesmo. Bem, talvez. Espero que sim.
John disse que minha igreja não tinha autoridade para batizar,
fazer convertidos, nem pregar o evangelho. A igreja verdadeira havia
desaparecido totalmente da terra um século ou dois depois
de Cristo, e Deus havia restaurado o evangelho por meio de um profeta
moderno chamado José Smith. Deus e seu filho haviam aparecido
a Smith quando este tinha quatorze anos de idade e começaram
a revelar-lhe uma série de visões a respeito de Deus,
de placas de ouro e do evangelho. José Smith tinha, por revelação
direta de Deus, traduzido o inspirado Livro de Mórmon. Os
mais recentes livros inspirados do mormonismo incluíam, Pérola
de Grande Valor, e Doutrina e Convênios.
John me disse com gentileza mas firmemente, citando José
Smith no livro Pérola de Grande Valor 2:19, em parte, "todas
[as igrejas] estavam erradas;...todos os seus credos eram uma abominação
à sua vista; que todos aqueles mestres eram corruptos."
Isto me incomodava bastante. O credo dos mórmons dizia muitas
das mesmas coisas que outros credos de outras igrejas diziam. Como
é que um podia estar totalmente errado e ser abominável
e outro bom? Eu sabia que muitos cristãos, ao longo dos séculos,
haviam selado com o próprio sangue seu amor e testemunho
de Cristo, e isso centenas de anos depois que a igreja verdadeira
e o verdadeiro evangelho haviam totalmente desaparecido, em apostasia,
da face terra, no dizer dos mórmons. Foram eles todos corruptos,
como dizia José Smith?
John ensinou-me que a igreja mórmon era a única igreja
verdadeira na face da terra. Todas as outras eram falsas. O único
caminho ao mais alto céu ou ao grau de glória mais
elevado era deixar minha igreja e ser batizado na igreja mórmon.
Havia três céus, ou três graus de glória.
Somente os mórmons podiam ir ao céu mais alto. A morte
de Cristo na cruz deu a todos os homens salvação geral
do inferno, exceto a alguns poucos obstinados "filhos da perdição".
A salvação pessoal dependia das boas obras que a pessoa
fizesse. O batismo pelos mortos era para os que não tinham
tido a oportunidade de ser salvos aqui. Podiam ser salvos depois
da morte.
Fiquei mais e mais interessado, mas também mais e mais confuso.
Procurei o pastor Guy Zehring e tentei comparar as respostas dele
com as de John.
Parecia-me, em realidade, que John estava levando a melhor. Orei
desesperadamente pedindo luz. John pediu que eu pegasse O Livro
de Mórmon, e com as mãos sobre ele, orasse a fim de
saber se esse livro era verdadeiramente a Palavra de Deus e se o
mormonismo era a verdade; nesse caso, que o Espírito Santo
de Deus me convencesse. Fiz exatamente isto. Também orei
da mesma maneira a respeito da Bíblia.
Então pensei que a resposta podia estar em fazer com que
John e Guy se encontrassem e debatessem a questão. Guy me
aconselhou contra, dizendo que provavelmente isto não me
resolveria nada. Perguntava a mim mesmo se ele estava com medo.
A esta altura eu sabia que tinha de tomar uma decisão: tornar-me
mórmon ou voltar ao Cristianismo que eu sabia nunca havia
suprido meus desejos mais profundos; examinar o Cristianismo mais
profundamente; esquecer a bagunça toda.
Cada uma destas opções parecia atrair-me em certos
momentos.
Finalmente, pairei-me justamente à beira de tornar-me mórmon.
Os mórmons que eu conhecia eram tão bons. O programa
que tinham para a juventude era atrativo ao extremo. Algumas de
suas igrejas tinham até ginásios de esportes! Os bailes
patrocinados pela igreja pareciam muito convidativos. Os mórmons
procuravam as pessoas para com elas partilhar a fé. Eram
um povo asseado e trabalhador. Eu admirava sua dureza, e deleitava-me
com a corajosa história de sua migração para
o Oeste contra incertezas impossíveis. Suas convicções
fortes atraíam-me. Pareciam ter um grande senso de autoridade
e muita união.
Pela última vez, fui ao meu quarto, caí de joelhos
e clamei em agonia: "Deus, por favor, mostra-me o caminho verdadeiro.
Não me importa qual seja, contanto que seja de ti e que seja
o caminho verdadeiro. Ó Deus, quero tanto ser salvo. Pensei
que o havia sido quando disse aceitar a Cristo e ao unir-me à
igreja Batista anos atrás, Senhor, mas agora estou perturbado.
Se o mormonismo for certo, alegremente o aceitarei e o seguirei
para sempre. Se o que me ensinaram é correto, por que não
preencheu completamente as minhas necessidades? Ó Deus, ajuda-me.
Dá-me tua luz. Mostra-me a verdade acerca da Bíblia
e de O Livro de Mórmon, acerca do mormonismo e do Cristianismo,
e acima de tudo, acerca de ti mesmo e de como posso ser salvo e
ter certeza de ir para o céu."
Logo depois desta oração honesta e perscrutadora,
preparava-me febrilmente para a estação de caça,
que começava no dia seguinte. Minha esposa olhou para fora
e disse:
-Querido, o pastor Guy Zehring acaba de chegar.
-Oh, não--gemi. Eu tinha de fazer os preparativos para a
viagem de caça e o pastor já havia conversado comigo
cinco ou seis vezes dizendo praticamente as mesmas coisas todas
as vezes. Parecia tão tolo, tão irreal e vazio. Custava-me
ser cortês. Somente anos mais tarde aprendi o que a Bíblia
quer dizer com "a palavra da cruz é loucura para os
que se perdem" (1 Coríntios 1:18).
Desta vez foi diferente. Guy olhou-me nos olhos e disse:
--Mac, você diz ser cristão. Você sabe com certeza
que se morresse neste instante iria para o céu a estar com
Jesus Cristo?
Pus-me em guarda:--Ninguém pode ter certeza disso--declarei.--Creio
que iria para céu. Creio em Jesus Cristo. Fui batizado, sou
religioso e levo uma vida honesta. Mas o senhor disse sabe.
Os olhos penetrantes de Guy entraram-me alma a dentro.
-Mac, se você morresse esta noite, iria diretamente para o
inferno.
-Tenho feito tudo o que vocês, pregadores, disseram que eu
devia fazer--respondi--tudo o que sei que a Bíblia manda
fazer. Diz a Bíblia que podemos saber se somos salvos?
-Certamente que sim--respondeu ele, abrindo a Bíblia em 1
João 5:13. "Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes
que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome
de Filho de Deus."
Tive consciência de um espanto e de uma fome intensa começando
a crescer dentro de mim. Eu tinha estudado capítulos e livros
de O Livro de Mórmon, e tinha lido a Bíblia por muitos
anos, mas nada havia falado ao meu coração e à
minha necessidade como isso. A despeito de dúvidas ocasionais,
realmente a Bíblia me impressionava. Eu sabia que muitas
das profecias da Bíblia referentes a Jesus Cristo, a cidades,
nações e acontecimentos haviam-se cumprido fie ultamento
e ressurreição. Mas sua crença é só
intelectual, não do coração. Milhares são
como você -- religiosos, mas perdidos. Você tem uma
crença histórica como se dissesse que Pedro II foi
imperador do Brasil. Mas você nunca veio a Jesus Cristo como
pecador perdido pedir-lhe que o salve, e saber que o fez.
-Já lhe pedi que me salvasse, mas nunca cri realmente que
ele o fizesse.
-Você não percebe?--contra-atacou Guy.--A salvação
é pela fé, pela confiança, pela crença.
Efésios 2:8,9 declara: "Porque pela graça sois
salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós,
é dom de Deus; não de obras, para que ninguém
se glorie."
-Ora -- continuou ele -- João 1:12 diz-nos que por natureza
não somos filhos de Deus. Esse é o nosso grande problema.
Temos de receber Jesus Cristo em nosso coração e vida
mediante convite pessoal a fim de nos tornarmos filhos de Deus.
Desta forma nascemos de novo na família de Deus e recebemos
instantâneamente seu dom da vida eterna. "Mas a todos
quantos os receberam, deu-lhes o poder de serem chamados filhos
de Deus, a saber, os que crêem em seu nome." Então,
e somente então, estamos prontos para o céu.
Ele acrescentou:
-Jesus nos ama tanto que morreu em tortura sangrenta por nós.
Prometeu salvar-nos se, crendo, invocássemos seu nome. Ao
invocá-lo e depois ficar na dúvida ou na esperança
de que talvez ele tivesse feito aquilo cujo fim morreu e fez o que
prometeu fazer, em essência você estava duvidando dele
e fazendo-o mentiroso. Por isso ele não podia salvá-lo,
ainda que você chorasse bastante e suplicasse salvação
todas as noites por cem anos, porque Ele somente salva pela fé.
Romanos 10:9 diz-nos que somente uma crença do coração,
uma entrega a Cristo como o Senhor ressurreto (Deus e mestre) e
Salvador pode nos salvar.
-Romanos 10:13 diz isso de uma maneira clara e simples, que até
uma criança pode entender: "Porque: Todo aquele que
invocar o nome do Senhor, será salvo."
-Mac, -- disse Guy tranqüilamente mas com grande sentimento
-- Deus o ama. Jesus derramou seu sangue por você. Se você
pedir-lhe que o salve, crendo de todo o coração, ele
o salvará. Se não o fizesse, seria mentiroso, porque
prometeu fazer isto. Você está disposto a invocá-lo
para o salvar neste instante?
Oh, que batalha se travou em meu coração! Podia realmente
ser simples assim? Era real? Suponhamos que houvesse um inferno
de fogo, afinal de contas, e que houvesse a mínima chance
de eu ir lá passar a eternidade. Era Jesus realmente o Deus
eterno, como Guy dizia que a Bíblia declarava ser? Ressuscitara
Ele corporeamente e aparecera a centenas de pessoas que O tocaram,
comeram com Ele e mais tarde por todos Ele morreu?
De repente percebi tudo. Se eu não pudesse confiar no promessa
simples e clara de Jesus que morreu por mim, aonde mais poderia
ir? O desejo desesperado em mim clamava por Jesus, clamava por certeza.
Caí de joelhos, derramei-Lhe minha alma e pedi-Lhe que entrasse
em meu coração e me perdoasse todos os pecados. Pedi-Lhe
que me tornasse um filho de Deus para sempre, e me desse a vida
eterna. Pedi-Lhe uma salvação consciente, e tomei-O
para meu Salvador e Senhor pessoal.
Levantei-me e enxuguei as lágrimas. Guy apontou o dedo para
mim e peguntou:
--Jesus o salvou ou Ele mentiu? Ele tinha de fazer uma das duas
coisas.
Dentro de mim eu sabia que algo tremendo havia acontecido. Desfizera-se
um fardo que eu nem sabia estar levando; alegria e paz inaudíveis
enchiam meu coração. Mas depois de anos de estudo
de psicologia, eu não ia depender somente das experiências,
das emoções, e dos sentimentos. De modo que eu simplesmente
disse a Guy:
--Bem, Ele não podia mentir, logo Ele deve ter-me salvado.
Guy abriu a Bíblia em João 3:36: "Por isso quem
crê no Filho tem a vida eterna." Olhei cuidadosamente
para esse versículo, saboreando cada palavra. Então
eu sabia, não simplesmente sentia. Sabia! Jesus havia me
salvado! Agora eu tinha, neste instante, a vida eterna. Sua Palavra
o afirmava e Ele não pode mentir. Seu Espírito Santo
testemunhava com meu espírito que eu era Seu filho, com a
certeza de estar com Ele no céu, segundo Sua Palavra escrita.
Guy e eu ajoelhamo-nos novamente e agradeci a Deus com simplicidade
por ter salvado minha alma e por ter me dado vida eterna.
Mal podia esperar para contar a John! Quando fui verdadeiramente
salvo, fiquei sabendo no mesmo instante que o mormonismo não
era o caminho. Foi como se Deus tivesse ligado um grande holofote
sobre todo o sistema e revelado sua resposta a mim. Mas eu tinha
grande afeição por John, e desejava partilhar minha
alegria e certeza com ele. Ajuntei todo o material do mórmons
que ele havia me dado e corri `a sua casa.
-John, John -- gritei.--Encontrei Jesus. Acabo de ser salvo e sei
que vou para o céu!
-Você foi hipnotizado!--rugiu ele, tornando-se vermelho.
-Você não tem certeza de ter sido salvo, John? -perguntei.
-Não, e você também não -- asseverou
ele, agitando-se mais a cada instante.
Fiquei chocado. Seria este o meu John amável e gentil? Por
que não se alegrava ele com minha alegria por ter eu encontrado
Cristo?
-John -- perguntei seriamente -- você quer dizer que todo
esse tempo em que esteve falando comigo acerca de pertencer à
única igreja verdadeira; acerca de ter profetas e sacerdotes;
acerca da autoridade, que você nem mesmo tem certeza do lugar
para onde vai quando morrer?
-Suponhamos que eu estivesse perdido na floresta com várias
outras pessoas. Suponhamos que estivéssemos desesperados
e que só tivéssemos tempo suficiente para sair se
escolhêssemos o caminho certo imediatamente antes de morrermos
de fome ou nos congelarmos de frio. Suponhamos que nos encontrássemos
com você, e você nos dissesse ter um mapa infalível,
e ser um guia conhecedor destas florestas e insistisse em que nós
o seguíssemos, pois todos os outros caminhos eram errados.
Então suponhamos que eu lhe perguntasse se tinha certeza
de não estar perdido, se sabia onde se encontrava, você
admitisse que não, e que nem mesmo tinha certeza do lugar
para onde ia. John, eu o amo, mas sei que estou salvo, e não
posso mais acompanhá-lo.
Com isso devolvi a John o material sobre o mormonismo. John e eu
continuamos amigos. Ele me visitou várias vezes com líderes
mórmons tentando reconquistar-me. Fiquei tocado pelo seu
interesse óbvio, com seu cuidado.
Mas eu sabia que jamais estaria entre os que a Bíblia diz
"aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade"
(veja 2 Timóteo 3:7).
Uma vez que a pessoa verdadeiramente encontra a Jesus, a procura
termina. Eu havia lido a Bíblia e freqüentado a igreja
toda a vida, mas não O havia encontrado. Orava diariamente,
e em caminhadas longas nas noites de lua muitas vezes havia sentido
a presença calorosa de Jesus. Cria que O amava, mas isto
era diferente, mais rico e muito mais doce.
Antes a salvação era como amar alguém e ter
uma certa comunhão antes do casamento, mas essa pessoa não
lhe pertence nem você pertence a ela. Então, pelo simples
ato do casamento você diz "Sim" e ela também
o faz. Não há mágica nas palavras, mas, se
for amor verdadeiro, suas vidas são mudadas para sempre.
Ela lhe pertence e você pertence a ela. O que antes pensava
ser amor não se pode comparar com o que agora você
possui. Ao receber a salvação verdadeira, ao casar-se
com Jesus é um ato que a Bíblia chama de conversão,
você sabe a diferença. Antes eu era religioso, mas
perdido. Agora estou salvo.
John jamais entendeu, embora tenha eu orado por ele e por ele chorado
com verdadeira dor de coração.
Hoje, anos mais tarde, depois de passar milhares de horas em estudo
bíblico, depois de ler centenas de livros escritos por mórmons
e centenas de folhetos -- tanto a favor como contra -- desejo partilhar
com outros corações famintos, no amor de Cristo e
conforme Deus me der capacidade, o que Ele tem me mostrado.
CAPÍTULO DOIS
José Smith e a Primeira Visão
Muitos que lêem este livro poderão perguntar: Onde
os mórmons conseguiram idéias tão diferentes
acerca de Deus e de Cristo? Qual é a fonte de sua doutrina?
Onde sua igreja realmente se originou? Qual é o fundamento
sobre o qual se firmam suas crenças?
De maneira muito breve, os mórmons ensinam que o verdadeiro
evangelho desapareceu da terra logo depois da era da igreja apostólica.
Crêem que todas as igrejas de então se tornaram falsas,
e que não tinham autoridade dada por Deus. Todos os cristãos
professos, durante centenas de anos eram corruptos, falsos, apóstatas.
Então Deus restaurou o verdadeiro evangelho e sua autoridade
original mediante um jovem chamado José Smith. Um anjo apareceu,
em visão, ao jovem José e depois levou-o a algumas
placas de ouro escondidas perto de Palmyra, no estado de Nova lorque.
Destas placas, Deus fez com que José Smith fosse capaz de
produzir O Livro de Mórmon, o primeiro livro inspirado, o
fundamento do mormonismo.
Uma vez que José Smith declarou que todas as igrejas, sem
exceção, são falsas e todos os seus membros
são corruptos, parece-nos justo contestá-lo. Se José
foi um verdadeiro profeta de Deus, então a Primeira Visão
devia ser clara e indiscutível, pois Deus não é
autor de confusão. Mas, ouçamos as próprias
fontes mórmons quanto à importância desta Primeira
Visão.
Primeira Visão de 1820
David O. McKay, apóstolo e líder mórmon declarou:
"A aparição do Pai e do Filho a José Smith
é o fundamento desta igreja."[1]
O apóstolo mórmon John A. Widtsoe disse: "A Primeira
Visão, de 1820, é de importância vital à
história de José Smith. Sobre sua realidade descansam
a verdade e o valor de seu trabalho subseqüente."[2]
Obviamente, a integridade de José Smith e a verdade do mormonismo
estão em jogo. Se a Primeira Visão for o fundamento
sobre o qual se firma o mormonismo, examinemos, em atitude de oração
e mui cuidadosamente, esse fundamento.
A igreja mórmon diz que José Smith teve uma visão
em 1820, quando era um mocinho de 14 anos de idade. Esta visão
aconteceu na "manhã de um lindo e claro dia, nos primeiros
dias da primavera de 1820". José Smith tinha ido aos
bosques orar a fim de saber "qual de todas as seitas era a
verdadeira". Enquanto orava, viu dois personagens pairando
acima dele no ar. Um dos personagens apontou ao outro e disse: "Este
é o meu Filho Amado. Ouve-o." Então um dos personagens,
aos quais José Smith identifica como o Pai e o Filho, disse-lhe
que todas as igrejas estavam erradas.
É estranho que não se mencione esta visão nos
registros mais antigos da igreja mórmon e a Improvement Era
(Era da Melhoria), admite: "O relato oficial" de José
Smith de sua primeira visão e das visitas do anjo Moroni
foi...publicado pela primeira visão em Times and Seasons
(Tempos e Estações) em 1842."[3] Isto, 22 anos
depois do que se supõe ter o evento acontecido. Mesmo assim
a primeira visão é vista como o fundamento da igreja
mórmon que começou em 1830! O Livro de Mórmon
foi publicado em 1830 também. Por que José Smith não
deu um relato oficial da visão antes de 1842?
Por anos, os mórmons declararam enfaticamente: "José
Smith viveu pouco mais de 24 anos depois desta primeira visão.
Durante esse tempo ele contou somente uma hostória!"[4]
Isto, é claro, não é verdade. Jerald e Sandra
Tanner, no seu panfleto, The First Vision Examined (Exame da Primeira
Visão), mostraram que existiam na igreja mórmon duas
versões, além da versão oficial de Smith, mas
não foram publicadas até que Paul Cheesmand, aluno
da Universidade Brigham Young as expôs em 1965.
Outro relato da primeira visão veio à luz por intermédio
de James B. Allen, professor assistente de História na UBY,
em 1966, depois dos mórmons, por vários anos, negarem
a existência de outras versões! Estas versões
contêm discrepâncias importantes da versão oficial.
Para uma explicação detalhada e erudita, veja o panfleto
de Tanner, The First Vision Examined.
Até Brigham Young, que teve 363 de seus sermões registrados
no Journal of Discourses (Diário de Discursos), como profeta
"inspirado" sucessor de José Smith, não
menciona a Primeira Visão. O bibliotecário mórmon
Lauritz G. Petersen,numa carta datada de 31 de agosto de 1959, escreveu:
"Tenho examinado o Journal of Discourses (Diário de
Discursos) que registra muitos do sermões de Brigham Young.
Nada há ali por Brigham Young sobre a primeira visão
de José Smith."[5]
É bastante estranho que Oliver Cowdery, o primeiro historiador
mórmon (segundo Doctrines of Salvation (Doutrinas da Salvação),
volume 2, página 201), nem mesmo se refira à Primeira
Visão. Cowdery foi uma das três testemunhas principais
de O Livro de Mórmon. Earl E. Olsen, bibliotecário
mórmon, da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, escreveu
numa carta de 24 de março de 1958: "Nos registros que
temos em arquivo dos escritos de Oliver Cowdery e John Whitmer,
tais como são, não encontramos referência à
Primeira Visão."[6]
Primeira Visão de 1823
Entretanto, foi descoberto que Oliver Cowdery, auxiliado pelo próprio
José Smith, publicou um relato da Primeira Visão no
Messenger and Advocate (Mensageiro e Advogado), em setembro de 1834,
e em fevereiro de 1835, diferindo em pontos importantes da "versão
oficial" publicada mais tarde, em 1842. Na verdade, os primeiros
relatos da igreja mórmon referentes à Primeira Visão
de José Smith diziam que ele tinha 17 anos, e não
14.
(Bons amigos mórmons, honestamente embasbacados com as aparentes
contradições e confusões que vamos apresentar,
disseram-nos que tínhamos confundido a Primeira Visão
de José Smith com outra visão ou visões que
ele teve. Simpatizamos com a dor de coração que sentem
pelo que os seguintes fatos revelarão. Entretanto, lemos
muitas das visões de José Smith e estamos muito bem
cônscios delas, como muitos outros estudiosos do mormonismo
o estão. O próprio José Smith e outras autoridades
mórmons declararam claramente que a visão que estamos
discutindo foi a primeira. Devemos encarar a realidade, com gentileza
mas firmemente.)
Orville Spencer, preeminente mórmon do começo da igreja,
escreveu uma carta de Nauvoo, no estado de Illinois, em 1842, dizendo:
"José Smith, ao ter as primeiras manifestações
dos grandes desígnios dos céus, não estava
longe da idade de dezessete anos." [7]
Ora isto está de acordo com o relato da idade de Smith, 17
anos em 1823, ao serem dados os primeiros relatos da visão,
como prova o Messenger and Advocate, vol.1, páginas 78,79,
referindo-se a um reavivamento que diz ter sido realizado em Palmyra
e nos seus arredores no estado de Nova Iorque, mais ou menos na
época da visão de José Smith. Enquanto esta
excitação continuava, ele continuava a clamar ao Senhor
em secreto por uma manifestação plena da aprovação
divina e, para ele, a informação de grande importância,
se um Ser Supremo existia, que tivesse a certeza de ser aceito por
ele... Na noite do dia 21 de setembro de 1823, nosso irmão,
antes de ir para o quarto, tinha a mente completamente envolvida
com o assunto que por tanto tempo o havia agitado -- seu coração
fazia oração fervorosa... enquanto continuava orando
por uma manifestação, de alguma maneira, de que seus
pecados haviam sido perdoados; esforçando-se para exercitar
fé nas Escrituras, de repente uma luz como a do dia, só
que de uma aparência e brilho mais puros e gloriosos, invadiu
o quarto... e num momento um personagem apareceu perante ele...
ouviu-o declarar ser o mensageiro enviado por mandamento do Senhor,
para entregar uma mensagem especial e testemunhar-lhe que seus pecados
estavam perdoados."[8]
Notem, por favor, que esta é uma fonte mórmon, e um
relato oficial mórmon admitindo que José Smith, aos
17 anos de idade em 1823, nem mesmo sabia se existiam ou não
um Ser Supremo, embora mórmons posteriores digam que ele
teve uma visão do Pai e do Filho, em 1820, aos 14 anos de
idade!
De fato, o líder e apóstolo mórmon David O.
McKay declarou que esta Primeira Visão, que José Smith
declarava ter 14 anos, era o fundamento da igreja mórmon!
Por que, então José Smith nem mesmo sabia da existência
de um Ser Supremo, em 1823, aos 17 anos de idade?
Primeira Visão e Anjos
Além disso, no Deseret News (Notícias Deseret), de
29 de maio de 1852, cita-se José Smith dizendo: "Recebi
a primeira visitação dos anjos quando tinha cerca
de quatorze anos de idade." Isto mostra outra discrepância
de muitas fontes mórmons. Os relatos mais antigos da visão
dizem que um anjo apareceu a José Smith, não o Pai
e o Filho.
Afirmou o apóstolo Orson Pratt: "Logo um indivíduo
obscuro, um jovem, levantou-se, e no meio de toda a cristandade,
proclamou as novas espantosas de que Deus lhe havia enviado um anjo...
isto ocorreu antes de este jovem ter 15 anos de idade."[9]
Isto obviamente se refere à Primeira Visão de Smith.
John Taylor, o terceiro presidente da igreja mórmon, afirmou:
"Como é que se originou este estado de coisas chamado
mormonismo? Lemos que um anjo desceu do céu e revelou-se
a José Smith e manifestou-lhe, em visão, a verdadeira
posição do mundo do ponto de vista religioso."[10]
A despeito da evidência irrefutável dos próprios
apóstolos mórmons, a história da Primeira Visão
cresceu e foi mudada até chegar `a versão de hoje:
que José Smith viu o pai e o Filho. Segundo a versão
atual, em 1820, quando tinha quatorze anos de idade, José
Smith viu uma coluna de luz. "Logo após esse aparecimento,
senti-me livre do inimigo que havia me sujeitado. Quando a luz repousou
sobre mim, vi dois Personagens, cujo resplendor e glória
desafiam qualquer descrição, em pé, acima de
mim, no ar. Um Deles me falou, chamando-me pelo nome e disse, apontando
para o outro : Este é o meu Filho Amado. Ouve-O."[11]
Nem José Smith, nem os apóstolos inspirados dos mórmons
que o citaram estão de acordo com a história original
acerca do ano, da idade de José nem do conteúdo da
visão.
A Primeira Visão e o Sacerdócio
O próprio José Smith deu prova positiva de que ele
não viu o Pai e o Filho em 1820. Em 1832 José Smith
disse ter uma revelação de Deus na qual afirmava que
o homem não pode ver à Deus sem o sacerdócio.
Mas como o próprio José Smith admitiu, ele não
era sacerdote em 1820, nem reivindicou para si mesmo esse ofício
até os princípios de 1830![12]
A revelação de José Smith, de 1832, concernente
ao sacerdócio está registrada na seção
84 de Doutrinas e Convênios, versículos 21,22: E sem
as suas ordenanças, e a autoridade do sacerdócio,
o poder de divindade, não se manifesta aos homens na carne;
Pois, sem isto nenhum homem pode ver o rosto de Deus, o Pai, e viver."
O apóstolo mórmon Parley P. Pratt declarou: "A
verdade é esta: sem o sacerdócio de Melquisedeque,
`homem algum pode ver à Deus e viver!"[13] José
Smith não era sacerdote em 1820. Se sua revelação
de que homem algum pode ver a Deus sem o sacerdócio fosse
verdadeira, então José Smith jamais havia visto à
Deus e sua alegação em 1842 de que em 1820 fosse verdadeira,
então sua revelação em 1832 que homem algum
poderia ver à Deus sem o sacerdócio era falsa. De
qualquer forma isto mostraria que José Smith não era
o profeta de Deus que algumas pessoas pensavam que fosse.
Moroni ou Nefi
Outro problema digno de menção relacionado com isto
é que o anjo que disse ter aparecido a José Smith
é quase sempre chamado de Moroni, tanto por José Smith
como por outros escritores mórmons. Entretanto, na primeira
edição de 1851 de Pérola de Grande Valor, página
41, o nome do anjo era Nefi e não Moroni. Mais provas acerca
disto podem ser encontradas em Times and Seasons (Tempos e Estações),
volume 3, páginas 479 e 753, e nos escritos da mãe
de José, Lucy Mack Smith, em seus Esboços Biográficos
(Biographical Sketches) de 1853.
Em Resumo
Parece estar em ordem algumas observações acerca de
José Smith e da Primeira Visão. David O McKay, ex-presidente
e inspirado apóstolo mórmon, declarou ser a Primeira
Visão o fundamento da igreja mórmon. Sobre isto descansa
finalmente toda a autoridade que os mórmons dizem ter.
Perguntamos: por que tantos líderes, apóstolos, presidentes
e escritores mórmons andam tão confusos acerca do
que José Smith viu ou não viu? Por que o próprio
José Smith fez vários relatos totalmente irreconciliáveis
da Primeira Visão? Por que a versão de José
Smith e a versão oficial dos mórmons não saiu
até 1842 se esta visão é tão importante
para o mormonismo? A igreja começou em 1830, e O Livro de
Mórmon foi publicado em 1830, mas a visão de 1820,
sobre a qual a igreja foi fundada, não foi dada oficialmente
até 1842!
Por que temos "revelações" contraditórias
dadas por Deus ao seu apóstolo inspirado? Deus nunca se contradiz.
Quando qualquer palavra ou revelação é contraditória
não pode ser de Deus. José Smith realmente teve uma
visão? Se assim foi, quando? Com que idade? O que ele viu
realmente? Foi um anjo bom ou um anjo mau, se teve uma visão?
Foi um espírito de Deus ou um dos espíritos de Satanás
que lhe apareceu como um anjo de luz? "E não é
de admirar, porque o próprio Satanás se transforma
em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios
ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim
deles será conforme as suas obras" (2 Coríntios
11:14, 15).
Pense novamente nas contradições do tempo da visão,
da idade de José Smith, e do conteúdo da visão.
Pense acerca da revelação que José Smith teve
em 1832 que só os que foram ordenados ao sacerdócio
poderiam ver a Deus e viver, mas dizia-se que ele havia visto `a
Deus em 1820, muitos anos antes de ter sido feito sacerdote por
seu própio testemunho. 1 Coríntios 14:33 diz: "Porque
Deus não é de confusão; e, sim, de paz. Como
em todas as igrejas dos santos."
Não conforta nada saber que muitos cultos começaram
com uma visão--ou alegações de uma visão
ou por não crerem na Palavra de Deus, ou por não crerem
que ela fosse suficiente. Deus, portanto, enviou-lhes "a operação
do erro" para que cressem na mentira (veja 2 Tessalonicenses
2:10-12).
Finalmente, os mórmons precisam examinar seriamente Gálatas
1:8: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do
céu vos pregue evangelho que vá além do que
vos temos pregado, seja anátema."
Se esta Primeira Visão for o fundamento, vejamos o que José
Smith sobre ele construiu.
____________
Notas
[1] David O. McKay, Gospel Ideals (Ideais do evangelho) - (Salt
Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints, 1953),
página 85.
[2] John A. Widtsoe, Joseph Smith - Seeker After Truth (Joseph Smith
- buscador da verdade) - (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1951),
página 19.
[3] Improvement Era (Era da Melhoria), julho de 1961, página
490. (Periódico mensal publicado pela igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias.)
[4] Joseph Smith, The Prophet (Joseph Smith, o profeta) - 1944,
página 30. Citado por Jerald e Sandra Tanner em The First
Vision Examinded (Exame da primeira visão) - Salt Lake City:
Modern Microfilm Co., 1969 - página 2.
[5] Jerald Tanner, Mormonism: A Study of Mormon History and Doctrine
(Mormonismo: Estudo da história e doutrina mórmons)
- (Clearfield, Utah: Utah Evangel Press, 1962), página 79.
[6] Tanner, Mormonism, página 8.
[7] Millenial Star (Estrela Milenar), vol. 4, página 37.
[8] Messenger and Advocate (Mensageiro e advogado), vol. 1, pp.
78,79. Citado por Tanner em The First Vision Examined (Salt Lake
City: Modern Microfilm co., 1969), p. 15.
[9] Journal of Discourses (Diário de discursos) - Liverpool,
England : F.D. e S. W. Richards, Pub., 1854. Edição
reimpressa, Salt Lake City, 1966), vol. 13, pp. 65,66. O Journal
of Discourses é uma coleção de sermões
por Brigham young, Orson Pratt, Heber Kimball e outros de 1854 a
1886.
[10] Journal of Discourses, vol. 10, p. 127.
[11] Joseph Smith, Pérola de Grande Valor - (Salt Lake City:
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1958),
p. 48, #17. (Na edição brasileira, de 1967, p. 56,
#17.)
[12] Bruce R. McConkie, ed. Doctrines of Salvation (Doutrinas da
salvação) - (Salt Lake City: Bookcraft, Inc., 1954),
vol. 1, p. 4.
[13] Parley P. Pratt. Writings of Parley P. Pratt (Escritos de Parley
P. Pratt) p. 306. Citado por Jerald e Sandra Tanner em Mormonism,
Shadow or Reality (Mormonismo - sombra ou realidade) - (Salt Lake
City: Modern Microfilm Co., 1972), p. 144.
A Ilusão Mórmon — Parte 2 (Capítulos
3 e 4)
________________________________________
CAPÍTULO TRÊS
José Smith--Profeta de Deus
Foi José Smith um profeta de Deus? Sou imensamente grato
a Deus por não ter deixado que decisões tão
importantes dependessem de opiniões ou caprichos dos homens.
Ele providenciou um teste absolutamente infalível e que até
o cristão mais simples pode usar a fim de determinar se a
pessoa que se diz profeta é verdadeira ou falsa. É
tão claro que inclusive os que não são cristãos
podem aplicá-lo e não serem desviados da busca da
verdade.
Eis o teste de Deus para o profeta: "Porém o profeta
que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não
mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta
será morto. Se disseres no teu coração: Como
conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando
esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não
cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que
o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não
tenhas temor dele" (Deuteronômio 18:20-22).
Nesta e também em numerosas outras passagens bíblicas
descobrimos que Deus falou por meio de seus profetas verdadeiros,
palavra por palavra, enquanto profetizavam. Uma vez que Deus não
pode mentir nem errar, o cumprimento das palavras de seus profetas
verdadeiros sempre foi exato.
Qualquer profeta que não passasse neste teste da profecia
cumprida era profeta falso. (Veja Deuteronômio 13:1-5; Isaías
9:13-16; Jeremias 14:13-16; Ezequiel 13:1-9.)
Uma profecia falsa desqualificava o homem para sempre como profeta
de Deus. Segundo as Escrituras, sob a lei do Antigo Testamento,
o profeta que presumisse falar o que Deus não havia mandado,
devia ser morto.
A seguir apresentamos algumas profecias de José Smith que
não passaram no simples teste de exatidão de Deus:
1. Concernente à Nova Jerusalém e seu templo (Apocalipse
21:22). Segundo esta profecia em Doutrina e Convênios 84:1-5,
dada em setembro de 1832, a cidade e o templo devem ser erigidos
no estado de Missouri nesta (atual) geração.
Os apóstolos da igreja mórmon conheciam esta profecia
e declararam no Journal of Discourses (Diário de Discursos)
(volume 9, página 71; volume10, página 344; volume
13, página 362), sua certeza de que esta profecia havia de
se cumprir durante a geração na qual a profecia foi
feita por Smith em 1832. De fato, no dia 5 de maio de 1870, o apóstolo
Orson Pratt declara ostensivamente: "Os Santos dos Últimos
Dias esperam ter o cumprimento desta profecia durante a geração
em existência em 1832 assim como esperam que o sol nasça
e se ponha amanhã. Por quê? Porque Deus não
pode mentir. Ele cumprirá todas as suas promessas."
(1)
A cidade não foi construída; o templo não foi
erigido nesta geração. A profecia era falsa.
2. Sião, no Estado de Missouri, "não poderá
cair, nem ser removida de seu lugar", Doutrina e Convênios,
seção 97:19. José Smith estava na cidade de
Kirtland, Estado de Ohio quando fez esta predição
e não tinha consciência de que Sião fora removida--duas
semanas antes da assim chamada revelação.
3. A casa Nauvoo deve pertencer à família Smith para
sempre, Doutrina e Convênios 124:56-60. José Smith
foi morto em 1844. Os mórmons foram levados de Nauvoo e a
casa já não pertence à família Smith.
Esta profecia era falsa. José Smith era um falso profeta.
4. Os inimigos de José Smith serão confundidos ao
procurar destruí-lo, 2 Nefi 3:14, O Livro de Mórmon.
Smith foi morto, a bala, na prisão de Carthage, em Illinois,
no dia 27 de junho de 1844.
5. Jesus Cristo devia nascer em "Jerusalém, que é
a terra de nossos antepassados", Alma 7:10, O Livro de Mórmon.
A Palavra de Deus diz que Jesus nasceria em Belém (Miquéias
5:2), e essa profecia foi cumprida (Mateus 2:1).
6. A vinda do Senhor, History of the Church (História da
Igreja), volume 2, página 182. Em 1835 José Smith,
profeta e presidente predisse "a vinda do Senhor, que estava
próxima...até mesmo cinqüenta e seis anos deviam
terminar a cena". (2)
7. Referente aos "habitantes da lua", Journal of Oliver
B. Huntington, volume 2, página 166. Esse devoto e dedicado
companheiro mórmon de José Smith citou-o descrevendo
sua revelação a respeito da lua e seus habitantes:
"Os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os
habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se
muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral,
com quase um tipo só de moda. Têm vida longa; chegando
geralmente a quase mil anos." (3)
8. Uma profecia bastante reveladora é relatada por David
Whitmer, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon.
Em seu livro, An Address to All Believers in Christ (Uma Proclamação
a todos os crentes em Cristo)--(Richmond, Missouri, 1887), Whitmer
disse que José Smith recebeu uma revelação
de que os irmãos deviam ir a Toronto, no Canadá, e
que venderiam ali os direitos autoraris do Livro de Mórmon.
Foram mas não puderam vender o livro, e pediram explicações
a José Smith. Smith, sempre esperto, disse-lhes: "Algumas
revelações são de Deus; algumas são
dos homens, e outras são do diabo."
Profeta bíblico algum jamais usou tal desculpa, pois nenhum
profeta verdadeiro de Deus jamais falhou. Durante o período
do Antigo Testamento, Smith teria sido imediatamente apedrejado
até à morte, por se fazer passar por profeta de Deus.
Se Smith não podia saber se a profecia vinha de Deus, do
homem ou do diabo, não podemos confiar em suas revelações
em O Livro de Mórmon e também nos outros escritos.
Como é que podemos confiar nosso destino eterno a tal homem?!
Os mórmons gostariam de tachar o livro de Whitmer de "escrito
apóstata". Dizem, entretanto, ser ele uma das três
Testemunhas Sagradas, que "jamais negou seu testemunho";
neste caso ele certamente não poderia ser apóstata.
9. Em outra ocasião o astuto Smith declarou: "Na verdade,
assim diz o Senhor: é sábio que o meu servo David
W. Patten, liquide todos os seus negócios, logo que possível,
e disponha de sua mercadoria, para que na primavera que vem, em
companhia de outros, doze, incluindo a si, desempenhe uma missão
para mim, a fim de testificar do meu nome e levar novas de grande
alegria a todo o mundo." (4)
A data em que esta profecia foi dada era 17 de abril de 1838. David
Patten morreu de ferimentos de arma de fogo no dia 25 de outubro
de 1838. Não viveu para sair em missão na primavera.
Deus, que conhece o futuro, não haveria de chamar um homem
para uma missão, não a revelaria nem a faria registrar
se soubesse que esse homem morreria antes do seu cumprimento. Isso
faria de Deus um idiota ignorante, sem preparo e sem conhecimento
do futuro. Suas revelações e profecias certamente
não seriam "a segura Palavra de Deus".
Os mórmons tentam, pateticamente, defender esta profecia
de Smith dizendo que David Patten pode ter sido chamado para uma
missão em algum outro mundo (depois da morte). Se isto for
verdade, não há registro de que os outros onze homens
também tenham morrido para acompanhar a Patten nessa missão
à qual foram chamados. É estranho que Deus nem mesmo
se tenha importado em mencionar uma coisa tão estupenda como
a morte do homem, expondo-se a uma acusação de profecia
falsa. Deus não brinca com sua palavra nem com seus profetas.
Esta profecia de José Smith foi uma profecia falsa, e não
de Deus.
O teste de Deus para o profeta é muito simples; é
muito claro. José Smith não pode passar no teste.
Suas profecias falharam. José foi um profeta falso.
Amigos mórmons a quem apresentei esta prova têm tido
reações variadas, como era de se esperar. Alguns ficaram
abalados, admitiram que José Smith foi um falso profeta e
voltaram-se, com todo o coração, para Jesus somente,
para a alegria deles e minha.
Certa senhora mórmon amável, havia trabalhado infatigavelmente
na igreja mórmon e havia se tornado bastante conhecida no
trabalho entre as mulheres de um estado vizinho ao meu. Leu este
material, conversou comigo e foi maravilhosamente libertada do mormonismo
e trazida a Cristo. Ela ama o povo mórmon e sente por ele
uma responsabilidade tremenda. Mais tarde, tive a alegria inexprimível
de levar seu marido mórmon a Cristo.
Como ele chorou de alegria quando Jesus o libertou de seus pecados
e concedeu-lhe o dom gratuito da vida eterna! Tal paz, segura e
duradora, ele nunca havia encontrado no mormonismo.
Outros mórmons, em defesa de O Livro de Mórmon e da
igreja mórmon, e com medo das espantosas implicações
para si mesmos e suas famílias, se recusam a admitir o óbvio
- que José Smith foi um profeta falso. Tentam desesperada
ou valentemente, dependendo do ponto de vista do leitor, salvá-lo
de seu dilema inextricável.
"Você tirou o que ele disse do contexto em que foi dito!"
declararam alguns.
"Talvez ele quisesse dizer outra coisa", foi outra resposta
triste.
"As pessoas na Bíblia tinham faltas", responderam
vários, o que nada tem que ver com o teste de Deus para o
profeta.
"Simplesmente não acredito que José Smith foi
um profeta falso!"
"É um monte de mentiras!" gritou uma querida alma
mórmon, ignorando o fato de que as citações
são quase que exclusivamente de livros, fontes, e apóstolos
mórmons, e estão bem documentadas de modo que pode
verificar por si mesma e tirar suas próprias conclusões.
Por certo que os corações de todos os cristãos
verdadeiros têm compaixão pelos mórmons, se
houver em tais corações um grama do amor de Cristo.
Ver e sentir a angústia dos que começam a reconhecer
que foram iludidos não é nada agradável. Entretanto,
a angústia de uma eternidade perdida sem Cristo é
infinitamente mais horrível. O verdadeiro amor não
pode fugir à responsabilidade. Podemos sentir como o médico
que se deve fazer de aço a fim de dizer a um amigo querido
que sofre de câncer.
O teste foi dado. José Smith não passou no teste.
Não foi profeta de Deus. Foi um falso profeta.
__________
Notas
[1] Pratt, Journal of Discourses, vol.9, p.71
[2] Joseph Smith, History of the Church (História da Igreja)
(Salt Lake City; A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias, 1902-1912), volume 2, p.182.
[3] Huntington Library, San Marino, California, de o Journal of
Oliver B. Huntington, volume 2, página 166.
[4] Doutrina e Convênios 114:1.
CAPÍTULO QUATRO
O LIVRO DE MÓRMON - DE JOSÉ SMITH OU DE DEUS?
Assim como Deus pôde dar sua Palavra também a pôde
preservar. Ele tem inculcado uma fidelidade fervente à sua
Palavra nos corações de muitos eruditos e tradutores
retos. Através dos séculos, muitos de seu povo verdadeiro
têm dado a vida para preservar a pureza da Palavra de Deus
.
Exatidão e Harmonia da Bíblia
Tem se encontrado mais de 5.000 manuscritos e pedaços de
manuscritos da Palavra de Deus praticamente por toda a Europa e
Ásia. Portanto não precisamos depender da tradução
de um só manuscrito. A harmonia e a exatidão desses
manuscritos são espantosas.
Os escritos dos país da igreja, alguns deles contemporâneos
do apóstolo João, contêm o texto de praticamente
todo o Novo Testamento. Estes escritos conferem exatamente como
os manuscritos do Novo Testamento que usamos. Os rolos do mar Morto
também harmonizam com as versões mais recentes. Isto
comprova que temos a Palavra de Deus como foi dada originalmente.
A exatidão das Escrituras é confirmada por muitos
eruditos. bíblicos. Um destes é Robert Dick Wilson,
antigo membro da universidade Princeton e gênio ilustre. Robert
Wilson, cristão devoto e de grande lingüista que conhecia
mais de 26 línguas, dizia duvidar de que uma única
palavra em mil tivesse sido mudada ou traduzisse em significado
diferente do original dado por Deus.
Robert Dick Wilson gastou a vida em estudo cuidadoso da Palavra
de Deus na línguas originais. Ele foi professor de Filologia
Semítica em Princeton e indubitavelmente um dos maiores estudiosos
de todo o mundo. Robert Dick Wilson resumiu suas convicções
a respeito da Bíblia em seu livro A Scientific Investigation
of the Old Testament (Uma investigação cientifica
do Antigo Testamento), dizendo: "Concluindo, deixe-me reiterar
minha convicção de que ninguém sabe o suficiente
para mostrar que o verdadeiro texto do Antigo Testamento em sua
verdadeira interpretação não é verdadeiro."[1]
Robert Dick Wilson é apenas um dos muitos eruditos da Bíblia
que confirmaram a exatidão da Bíblia assim como a
temos hoje. Essas pessoas provaram, pela pesquisa, o que Jesus declarou:
"Passará o céu e a terra, porém as minhas
palavras não passarão" (Mateus 24:35). E o infalível
Filho de Deus não está enganado nem mente.
Com freqüência lemos a respeito de Sócrates, e
sua história é amplamente aceita sem questionamento.
Entretanto a prova de que Sócrates tenha existido vem de
um só manuscrito por uma única pessoa, Platão!
Outra referência que temos deste filósofo grego está
contida no manuscrito de uma peça cômica escrita por
um autor grego chamado Aristófanes. Ainda assim ninguém
duvida da existência de Sócrates.
Muito da história que comumente aceitamos como verdade, vem-nos
de fontes muito antigas. A história de Júlio César
e das guerras gálicas está registrada em vários
manuscritos, mas o mais antigo é datado de 900 anos depois
da época de César. Mesmo assim aceitamos, como fato
inconteste, a veracidade dessa história.
Por outro lado, temos milhares de manuscritos e porções
de manuscritos que vêm de lugares diferentes concernentes
a Jesus Cristo e à sua Palavra. Isto significa que algum
escriba, mesmo que Deus o tivesse permitido, poderia ter mudado
alguma coisa na tradução sem que tal mudança
tivesse sido verificada por outro estudioso da Bíblia. Pois
estes manuscritos têm sido comparados assiduamente, vezes
sem conta, tanto pelos inimigos como pelos amigos de Jesus Cristo.
Os Mórmons e a Bíblia
A despeito da prova esmagadora da exatidão e harmonia da
Bíblia, os mórmons professam crer na Bíblia
"o quanto seja correta sua tradução".[2]
Entretanto não impõem tal restrição
à sua aceitação do Livro de Mórmon o
qual declaram ser a própria Palavra de Deus.
Questionar a Bíblia é questionar a autoridade e a
fidelidade do Senhor Jesus Cristo. Para mostrar até que ponto
os mórmons têm usado de evasão em seus "Articles
of Faith" (As regras de fé) para negar a Bíblia
como a Palavra infalível de Deus, leia o que o apóstolo
Orson Pratt da igreja dos Santos dos Últimos Dias diz em
seus comentários acerca da Bíblia: "Quem sabe
que até mesmo um único versículo da Bíblia
tenha escapado à poluição, de modo que transmita
o mesmo sentido agora que teve no original?"[3]
Esperamos que nos desculpem por mostrar que esse tipo de lógica
parece um tanto suspeita. Pratt escrevia para provar que o Livro
de Mórmon é a inspirada Palavra de Deus, sem erro.
Uma vez que centenas de versículos da Bíblia "poluída"
foram copiados palavra por palavra da versão do Rei Tiago
no Livro de Mórmon, dificilmente isto ajudaria seu argumento!
Não se introduz água de um rio poluído em um
rio puro e claro e continua-se a chamar um de poluído e outro
de puro!
José Smith copiou versículos e capítulos da
Bíblia. O segundo livro de Nefi, capítulos 12 a 24
no Livro de Mórmon, em sua maior parte foi copiado, palavra
por palavra, de Isaías, capítulos 2 a 14, da versão
do Rei Tiago.
Revelação para O Livro de Mórmon
No Pérola de Grande Valor, páginas 60-64, José
Smith faz um relato de uma visão que teve em 1823. O "mensageiro
enviado da presença de Deus", Moroni, lhe disse que
Deus tinha um trabalho para ele. Devia encontrar algumas placas
de ouro sobre as quais estava escrito um livro que José Smith
devia traduzir. O mensageiro disse-lhe onde as placas estavam escondidas
e deu-lhe instruções a respeito delas.
Também preservados, com as placas de ouro, estavam o Urim
e o Tumim que são mencionados no Antigo Testamento. (Ver
Êxodo 28:30; Números 27:21; Esdras 2:63.) Segundo José
Smith, o Urim e o Tumim era um tipo de óculos divino (duas
pedras em arco de ouro) que Deus havia conservado por milhares de
anos e colocado numa caixa com as placas de ouro para ajudá-lo
a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava
escrito. Esta língua era o egípcio reformado. Segundo
Doutrina e Convênios, José Smith declarou que Deus
lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio
reformado para o inglês e produzir o Livro de Mórmon.
José Smith, usando o Urim e o Tumim poderia traduzir a mensagem
das placas de ouro. Depois de Smith ter traduzido as primeiras 116
páginas do Livro de Mórmon, que se perderam ou foram
roubadas, um "anjo" aparentamente levou esses óculos
embora. Então José usou a "pedra do vidente"
ou pedra da caçada a tesouros, que era propriedade comum
naquela época de muitos adivinhos e buscadores de tesouro,
para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado.
Esta pedra também ém chamada de Urim e Tumim pelos
escritores mórmons. Pergunto-me por que Deus se incomodou
em providenciar os óculos depois de preservá-los por
tantos séculos para que José Smith os usasse quando
foram usados tão pouco e tão facilmente substituídos
por alguma outra coisa.
Segundo as três testemunhas de O Livro de Mórmon David
Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, Smith punha essa pedra
num chapéu, então colocava o rosto no chapéu
e começava a traduzir das placas de ouro. As placas de ouro
raramente estavam presentes, se é que alguma vez estiveram!
Que estranho Parecem elas tão supérfulas quanto os
óculos do Urim e Tumim. Novamente, pergunto-me por que José
Smith até mesmo se deu ao trabalho de desenterrá-las.
David Whitmer, no Address to All Believers in Christ (Proclamação
a todos os crentes em Cristo), diz que quando José Smith
colocava o rosto no chapéu com a pedra do vidente, "algo
parecido com pergaminho aparecia". (4) Os hieróglifos
apareciam um de cada vez, com a interpretação em inglês
por baixo. José Smith a lia e Oliver Cowdery ou quem quer
que fosse o amanuense ou secretário nessa hora a escrevia.
Se tivesse sido escrito corretamente, o sinal ou a frase desaparecia.
Se não, permanecia até ser corrigida. Significa que
cada letra, cada sinal, era exatamente o que Deus havia dito, letra
por letra, palavra por palavra. Não podia haver erro porque
o sinal ou palavra não desaparecia até que estivesse
cem por cento exata.
A palavra escrita era perfeita. E quando se fez esta publicação
de 1830 do Livro de Mórmon, José Smith disse que o
livro era perfeito ou "correto". Ele devia saber, se era
verdadeiro profeta de Deus.
Alguns problemas do Livro de Mórmon
José Smith dizia que esse egípcio reformado era uma
língua que homem algum conhecia, mas era a língua
na qual Mórmon (o paide Moroni) escreveu as placas de ouro
ao redor do ano 384 a 421 A.D., pouco antes de morrer. Para muitos
constitui um problema que esta língua fosse reproduzida no
Livro de Mórmon com as mesmas palavras da Bíblia do
Rei Tiago de 1611, em centenas e milhares de lugares.
Não parece provável que o egípcio reformado,
uma língua não conhecida de homem algum e que havia
desaparecido da terra por mais de mil anos antes do ano 1611, ano
em que foi publicada a Bíblia do Rei Tiago, conteria milhares
das mesmas palavras e frases, na ordem exata em que são encontradas
na versão da Bíblia do Rei Tiago. Até as palavras
em itálicos da versão do Rei Tiago aparecem no Livro
de Mórmon. José Smith não as sublinhou mas
incluiu-as no texto do Livro de Mórmon como se fossem as
palavras de Deus.
Os eruditos que fizeram a versão do Rei Tiago sublinharam
certas palavras para prevenir o leitor de que elas não se
econtravam no texto original grego ou hebraico mas foram acrescentadas
para um leitura mais fluente ou para explicações.
Alguns dos muitos exemplos de palavras sublinhados contidas na versão
do Rei Tiago e no Livro de Mórmon podem ser vistas comparando
Isaías 53:2, 3, 4 com Mosíah 14:2, 3, 5.
Outro problema que encontramos no Livro de Mórmon éa
gramática pobre com a qual parte dele é escrita. Ora,
alguns dos santos mais amados que já conheci têm gramática
pobre. Isso, em si mesmo, não é o ponto; culpar a
Deus por gramática pobre, é. Mesmo quando Deus deu
Sua palavra inspirada mediante vasos tais como o rude e ignorante
Pedro, ele não usou gramática pobre.
José F. Smith, sexto presidente da igreja mórmom declarou:
"José não reproduziu o escrito das placas de
ouro na lingua inglesa em seu próprio estilo como muitos
crêem, mas cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo
dom e poder de Deus."(5)
O próprio José F. Smith declarou, em 1841, no livro
História da Igreja: "Eu disse aos irmãos que
no Livro de Mórmon era o livro mais correto sobre a face
de terra." (6)
Se a palavra traduzida era perfeita, e se o Livro de Mórmon
de 1830 era perfeito, por que os mórmons fizeram cerca de
4.000 correções em gramática, pontuação
e ortografia no perfeito Livro de Mórmon? Estes mórmons
posteriores, um pouco mais instruídos, ficaram cada vez mais
embaraçados por causa de erros gramaticais no Livro de Mórmon;
de modo que fizeram mudanças em edições posteriores.
Temos tanto uma reprodução do Livro de Mórmon
de 1830 como também do atual Livro de Mórmon e podemos
ver as mudanças com nossos próprios olhos. Vários
estudiosos do mormonismo têm contado as mudanças e
os resultados foram anotados em livro, particularmente por Arthur
Budvarson, Marvin Cowan, Jerald Tanner e muitos outros.
A seguir damos somente alguns exemplos de mudanças que têm
sido feitas do Livro de Mórmon de 1830 (os itálicos
foram acrescentados): Edição de 1830, página
52: "que surgiste das águas de Judá, o qual juras
pelo nome do Senhor." Edição de 1963, 1 Nefi
20:1: "que surgiste das águas de Judá ou das
águas do batismo; que juras em nome do Senhor."
Edição de 1830, página 303: "Sim, sei
que ele concede aos homens, sim, decreta-lhes decretos inalteráveis,
segundo o seu desejo." Edição de 1963, Alma 29:4:
"Sim, sei que ele concede aos homens segundo o seu desejo."
Edição de 1830, página 31: "Tampouco permitirá
o Senhor Deus que os gentios para sempre permaneçam nesse
estado de ferimento horrível." Edição
de 1963, 1 Nefi 13:32: "Tampouco permitirá o Senhor
Deus que os gentios permaneçam para sempre nesse horrível
estado de cegueira."
Edição de 1830, página 555, "...seus filhos
e filhas, que não eram, ou que não visam sua destruição."
Edição de 1963, Éter 9:2: "...seus filhos
e filhas que não visaram sua destruição."
Edição de 1830, página 262: "E sucedeu
que ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante;
mas isso o insultou, dizendo: Estás também possuído
pelo Diabo? E aconteceu que cuspiram nele." Edição
de 1963, Alma 14:7: "Ele começou a pleitear por eles
daquele momento em diante; mas eles o insultaram, dizendo: Estás
também possuído pelo Diabo? E cuspiram nele."
Outra mudança do Livro de Mórmon de 1830 refere-se
a Mosíah 21:28. O Rei Benjamim já havia morrido (Mosíah
6:5; página 186 de edição brasileira de 1975)
na edição de 1830 do Livro de Mórmon. Evidentemente,
Smith esqueceu-se disso e em Mosíah 21:28, disse que o Rei
Benjamim ainda estava vivo! Mais tarde, mórmons envergonhados
mudaram o nome de rei para Rei Mosíah, assim removendo a
contradição óbvia!
Certa noite contava eu estes fatos a um jovem formado pela Universidade
Brigham Young. Um jovem inteligente e fino; um lingüista que
conhece bem quarto ou cinco línguas e que serviu como missionário
mórmon no Líbano e também na Suíça.
Agora instrui os sacerdotes mórmons no sacerdócio
Aarônico.
Sua resposta? Depois de procurar, por algum tempo, várias
tentativas que percebeu serem falhas, disse ele: "Você
sabe como é difícil traduzir de uma língua
para outra. Além disso temos de levar em consideração
a gramática pobre de José Smith e o seu vocabulário
um tanto limitado. Isto pode explicar alguns dos problemas."
Como podemos ver facilmente, isto não é de modo algum
resposta ou solução para o problema. Fiquei grandemente
surpreso de que esse fosse o argumento mais convincente que meu
douto amigo mórmon pudesse encontrar. Se Deus tivesse dado
a José Smith uma tradução, letra por letra,
palavra por palavra, de sua Palavra pura e perfeita, certamente
te-la-ía dado com a gramática correta.
É muito interessante que a gramática de José
Smith é excelente enquanto copia textualmente do Rei Tiago.
Por que não seria ela excelente se copiasse do "Pergaminho
de Deus" como alegava?
É o Livro de Mórmon uma revelação de
Deus ou José Smith copiou versículos e capítulos
da Bíblia do Rei Tiago e acrescentou material de sua própria
imaginação e de outras fontes disponíveis?
Quem realmente escreveu o Livro de Mórmon?
Se os mórmons dizem que Deus dirigiu José Smith na
tradução do Livro de Mórmon, então acusam
Deus de usar gramática deficiente e de cometer outros erros
que mais tarde necessitaram de correção. Não
parece sábio, para dizer pouco, fazer esta acusação
ao Deus onisciente do Universo.
Se dissermos que José Smith escreveu o livro, com seus erros
gramaticais e outros, negamos o que José Smith reivindicava,
o que as três testemunhas reivindicavam, e que o presidente
Joseph F. Smith reivindicava. Isto significaria que o testemunho
de José Smith de que o Livro de Mórmon é uma
tradução sem erros, letra por letra, palavra por palavra,
pelo poder de Deus, é falso. Esta acusação
prejudicaria irreparavelmente sua reivindicação de
ser um profeta de Deus.
As Testemunhas
Nas primeiras páginas do Livro de Mórmon está
o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se que essas
três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris,
"viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações
sobre as placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente,
as testemunhas disseram nunca terem realmente visto as placas de
ouro a não ser embrulhadas ou cobertas. Usaram termos como
"visão", ou "vi-as com os olhos da fé".
Também, na página que contém os nomes das três
testemunhas, está "o depoimento de oito testemunhas".
Essas testemunhas foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter
Whitmer Filho, John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum
Smith e Samuel H. Smith. Destas onze testemunhas, mais da metade
apostataram da igreja mórmon. Quando digo apostataram não
quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor
e fraqueza, negou a Cristo; logo depois arrependeu-se como todo
cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas
horas procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas afastaram-se
da igreja mórmon. Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris
e cinco das oito testemunhas. As três que permaneceram pertenciam
à família Smith. (Até mesmo um ou dois dos
filhos de José Smith finalmente deixaram os Santos dos Últimos
Dias e se filiaram à Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos
Dias.) Os mórmons dizem que algumas destas testemunhas voltaram
para a igreja. E isto é verdade, em parte.
Alguns destes que apostataram chegaram a dizer que tinham tido revelações
de Deus de que o mormonismo era falso e que deviam deixá-lo.
É claro que os mórmons não aceitam suas revelações,
embora suas visões pareçam tão críveis
quanto as de José Smith. Perguntamo-nos por que os mórmons
tão prontamente aceitam a visão de um menino de 14
anos de idade e tão rapidamente rejeitam as visões
de vários destes homens.
David Whitmer, uma das três testemunhas originais, disse que
Deus falou-lhe com sua própria voz dizendo "que me separasse
dos Santos dos Últimos Dias". (7)
Existem registros de que José Smith e outros oficiais mórmons
chamaram suas três testemunhas principais de "ladrões
e mentirosos." (8) No livro História da Igreja, José
Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver
Cowdery e Martin Harris, são demasiadamente maus até
para serem mencionados, e gostaríamos de tê-los esquecido.
(9)
Segundo as Doutrinas da Salvação, Cowdery e Harris
retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão
completa.
Pode você imaginar Jesus chamando suas testemunhas, Mateus,
Marcos, Lucas, João e Paulo, de um punhado de mentirosos
e ainda assim pedindo que crêssemos nelas assim como José
Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro
de Mórmon? Pode você imaginar Jesus Cristo dizendo
que gostaria de esquecer os escritores dos evangelhos e Paulo, assim
como José Smith disse que gostaria de esquecer suas testemunhas
principais da verdade do Livro de Mórmon?
Há ainda outro fato que achamos por bem incluir. José
Smith foi julgado e condenado por ser "cristalomante"
(ler bola de cristal, adivinhar a sorte e andar à caça
de fortuna) por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em 1826, seis
anos depois de ele supostamente ter tido sua primeira visão
em 1820. A acusação foi feita, segundo registros do
julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter sido
Josiah Stowell enganado por Smith na procura de objetos e tesouros
perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar através
de uma pedra--o mesmo processo pelo qual José Smith traduziu
o Livro de Mórmon, segundo as três testemunhas. Uma
fotografia do registro do processo original pode ser encontrada
no livro de Jerald e Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento
de José Smith de 1826). (10)
R. Hugh Nibley, na página 142 de The Myth Makers (Os criadores
de Mito), admitiu que se tal registro pudesse ser encontrado, seria
um "golpe devastador" para José Smith. Pois foi
encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de 1971.
___________
Notas
[1] Robert Dick Wilson, A Scientific Investigation of the Old Testament
(Investigação científica do Antigo Testamento)
- (Chicago: Moody Press).
Citado por John R. Rice, em Our God-Breathed Book - The Bible (Nosso
livro inspirado por Deus - a Bíblia) (Murfreesboro, Tenn:
Sword of the Lord Pub., 1969).
[2] "Articles of Faith" ("As Regras de Fé"),
Pérola de Grande Valor, Artigo #8, p.70.
[3] Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of Mormon, pp.
45-47. Citado por Marvin Cowan, Mormon Claims Answered (Salt Lake
City: Marvin Cowan Pub., 1975), p.21,22.
[4] David Whitmer, An Address to All Believers in Christ (Richmond,
Mo., 1887). p. 12; reimpresso por Bales Bookstore, Searcy, Ark.,
1960.
[5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar datilografado
na Utah State Historical Society.
[6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461.
[7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ, p.27.
[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal, p.59; Senate
Document 189, pp. 6,9.
[9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232.
[10] Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Salt Lake
City: Modern Microfilm Company, 1971).
A Ilusão Mórmon — Parte 3 (Capítulos
5 e 6)
________________________________________
CAPÍTULO CINCO
José Smith Examindado Como Tradutor
Martin Harris foi uma das "três testemunhas" do
Livro de Mórmon. Pediram-lhe que hipotecasse a sua fazenda
para ajudar a publicar e distribuir o Livro de Mórmon. Como
cautela, Harris foi ao professor Charles Anthon, renomado erudito
da Universidade Columbia, com uma ou duas páginas de caracteres
do "egípcio reformado".
Depois de examinar o material, Anthon preveniu a Harris que etava
sendo vítima de uma fraude. Os caracteres não eram
hieróglifos egípcios. Entretanto, José Smith
afirmou em sua revelação, Pérola de Grande
Valor, que Anthon havia dito: "que a tradução
estava correta, muito mais que qualquer outra tradução
que ele tinha visto antes, traduzida do egípcio. Então
mostrei-lhe aqueles que ainda não haviam sido traduzidos
e me disse que eram egípcios, caldeus, assírios e
arábicos; e disse que eram caracteres verdadeiros" (Pérola
de Grande Valor 2:64, pp. 65.66).
Ainda que Anthon não tivesse, em carta, refutado o testemunho
de José Smith, a afirmação de Smith suscita
vários problemas. Primeiro diz-se que o egípcio reformado
é uma língua completamente perdida "que nenhum
homem conhece". Entrentanto, eis alguém que sem nenhuma
"revelação divina" podia lê-lo! Nem
mesmo José Smith podia fazer isso! E Anthon o fez sem o Urim
nem o Tumim!
Segundo, por que continham os papéis caracteres caldeus,
assírios e arábicos, se as placas de ouro tinham sido
escritas somente em egípcio reformado?
Terceiro, uma vez esta teria sido a primeira e única tradução
do egípcio reformado por mais de mil anos, como é
que Anthon podia ter dito que era a tradução mais
correta do egípcio que ele já vira? Como é
que ele podia saber se a tradução inglesa era correta
ou não?
Quarto, os mórmons afirmam que o incidente com Anthon cumpriu
Isaías 29:11, 12: "Toda a visão já se
vos tornou como as palavras dum livro selado - que se dá
ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele responde:
Não posso, porque está selado; e dá-se o livro
ao que não sabe ler, dizendo: Lê, peço-te; e
ele responde: Não sei ler." Se lermos a passagem com
cuidado, veremos que o assunto principal é a condição
do povo naquela época. Não se refere a um livro em
época futura.
Ainda assim, Anthon nunca obteve um livro completo, somente algumas
folhas com alguns caracteres. Mas Harris, segundo José Smith
em Pérola de Grande Valor, disse ter Anthon afirmado ser
correta a tradução. Ele somente podia dizer isto se
pudesse lê-lo . Mas Isaías disse que "o que sabe
ler não podia ler porque estava selado".
Há vários outros problemas, mas isto deve ser suficiente.
Deus jamais contradiz a si mesmo, nem mesmo no mínimo detalhe
no cumprimento da profecia. É desta forma que Deus nos disse
para distinguir o verdadeiro do falso. Recusar-se a fazer tal teste
seria desobedecer a Deus que disse: "não deis crédito
a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se
procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído
pelo mundo fora" (1 João 4:1). Somos advertidos de que
os falsos profetas podem realizar milagres (maravilhas mentirosas).
A nós também é revelado que eles aparecem como
anjos de luz, ministros da justiça.
Mateus 7:15 diz-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas que
se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro
são lobos roubadores." Se amarmos Jesus e a sua palavra
não poderemos deixar de obedecer-lhe e aplicar o teste aos
que se dizem profetas de Deus. Se não fizermos isto, o resultado
para nós mesmos e para incontáveis outros será
perda eterna terrível. Se José Smith pudesse passar
no teste, ficaríamos contentes em aceitá-lo como profeta
de Deus. Infelizmente, ele não pôde.
O ponto central desta história toda é uma carta que
o professor Anthon escreveu, sete anos mais tarde, a E.D. Howe,
em 17 de fevereiro de 1834. "A história toda acerca
de eu ter dito que a inscrição mórmon fosse
hieróglifos do egípcio reformado é totalmente
falsa... logo cheguei à conclusão de que tudo não
passava de um truque - um embuste talvez.... O papel continha tudo
menos hieróglifos egípcios."[1]
Talvez o golpe mais prejudicial de todos à credibilidade
de José Smith como tradutor ou profeta que recebia revelações
de Deus fosse um episódio datado de 1835. José Smith
comprou algumas múmias egípcias e alguns rolos de
papiro de Michael H. Chandler. José Smith recebia revelações
de Deus quanto ao significado dos caracteres e esboços dos
papiros. Esta tradução, e mais três desenhos
dos papiros egípcios ele publicou como o "Livro de Abraão"
em Pérola de Grande Valor página 32. Ele afirmava
que o primeiro desenho ou "Fac-símile #1", mostrava
o sacerdote idólatra de Elkenah tentando oferecer Abraão
em sacrifício. Os quatro jarros embaixo do altar eram deuses
idólatras, etc. O pássaro do quadro era o "anjo
do Senhor".
Infelizmente para José Smith desta vez foi possível
fazer um teste científico e analítico de suas afirmações.
O egípcio era uma língua conhecida dos egiptologistas,
ao passo que o "egípcio reformado" não o
era.
O bispo F. S. Spalding enviou cópias deste e de vários
outros fac-símiles que Smith desenhou e traduziu dos papiros
egípcios a vários dos egiptologistas mais preeminentes
do mundo.[2] Todos eles concordaram que o assunto da gravura era
"embalsamemento dos mortos". Todos disseram que a interpretação
de José Smith era falsa e não uma tradução
real do fac-símile ou dos hieróglifos egípcios.
Então, em 1967, descobriu-se um manuscrito que se acreditava
ter sido destruído num incêndio em Chicago. Este foi
positivamente identificado pelos mórmons como o manuscrito
original do qual José Smith "traduzira" a informação
do "Livro de Abraão". Parece que isso resolvia
o assunto.
Mas o professor Dee Jay Nelson, egiptólogo mórmon
preeminente, depois de análise cuidadosa dos papiros e das
supostas traduções do egípcio para o inglês
por José Smith, pronunciou o "Livro de Abraão"
uma tradução falsa.
Dee Jay Nelson usou não somente sua considerável capacidade
lingüística mas também a ajuda de um computador
que mostrou ser matematicamente impossível José Smith
ter traduzido tantas palavras de tão poucos caracteres egípcios
num fragamento de papiro tão pequeno (1.125 palavras oriundas
de 46 caracteres).
Este "manuscrito original" do "Livro de Abraão"
é, na realidade, um texto fúnebre egípcio de
alguns séculos antes do nascimento de Cristo, contendo instruções
aos embalsamadores. A tradução de José Smith
fazia com que este mesmo texto versasse sobre Abraão e sua
vida na Mesopotâmia alguns 2.000 anos antes. Fac-símiles
#1,2,e 3, e também outros materiais dos quais José
Smith afirmava ter traduzido o "Livro de Abraão"
têm sido examinados e Dee Jay Nelson e outros egiptólogos
preeminentes mostraram que são traduções falsas.[3]
O professor Nelson, membro do sacerdócio mórmon, e
sua família, pediram demissão da igreja dos Santos
dos Últimos Dias no dia 8 de dezembro de 1975, como resultado
desta descoberta.
Numa carta endereçada à Primeira Presidência,
o professor Nelson afirma: "Nós [ele, a esposa e a filha]
não desejamos estar associados com uma organização
religiosa que ensina mentiras."[4] O professor Nelson, numa
carta a R.L. Eardley, de Billings, Montana, em 15 de fevereiro de
1976, afirmou: "O mundo científico acha que o Livro
de Abraão é um insulto à inteligência.
Alguns dos egiptólogos mais brilhantes e qualificados de
nosso tempo têm-no rotulado de fraudulento por causa da evidência
esmagadora dos papiros metropolitanos- José Smith recentemente
descobertos. Esse papiro aindo não recebeu nenhum apoio de
nenhum egiptólogo qualificado. Não desejamos e intolerância
racial."
Talvez a esta altura devêssemos perguntar aos nossos amigos
mórmons se honestamente e com todo o coração
podem confiar seu destino eterno à credibilidade de José
Smith. Como mómons, é isto que estão fazendo.
Qualquer tribunal nos Estados Unidos aceitaria como conclusiva a
prova que Nelson e outros egiptólogos apresentaram. José
Smith mentiu quanto a "traduzir" o texto egípcio.
"O Livro de Abraão" é, inegavelmente, falso.
___________
Notas
[1] Carta do professor Charles Anthon a E.D. Howe, 17 de fevereiro
de 1834.
Citado por Tanner em Mormonism, Shadow or Reality (Salt Lake City:
Modern Microfilm Company, 1972), p. 105.
[2] Os egiptólogos foram: Dr. A.H. Sayce, Oxford University;
Dr. Williams M.F. Petrie, London University; Dr. A.C. Mace, Departamento
de Egiptologia, Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque; Dr. J.
Peters, Diretor da Expedição Babilônica da Universidade
de Pennsylvania, 1888-1895; Dr. S. A. B. Mercer, Western Theological
Seminary, Chicago; Dr. E. Meyer, Universidade de Berlim; Dr. Baron
V. Bissing, Universidade de Munique.
[3] Dee Jay Nelson, The Joseph Smith Papyri, Parte 2, e The Eye
of Ra. Veja também o livro de Tanner, Mormonism, Shadow or
Reality, no capítulo "A queda do livro de Abraão."
[4] De uma fotocópia da carta original enviada por Dee Jay
Nelson.
________________________
Capítulo Seis
História, Arqueologia, Antropologia e o Livro de Mórmon
Parece conclusivo que qualquer livro verdadeiramente inspirado por
Deus deva ser exato histórica e arqueologicamente. A seguir
damos uma sinopse muito breve da história do Livro de Mórmon
neste contexto.
História do Livro de Mórmon
O Livro de Mórmon afirma que um povo chamado jareditas, refugiados
da Torre de Babel, migrou para a América cerca da 2.247 a.C.
Ocuparam a América Central até serem varridos por
discórdia interna. Um sobrevivente, o profeta Éter,
registrou a história dos jareditas em 24 placas metálicas.
Cerca de 600 a.C. as duas famílias de Lehi e Ismael deixaram
Jerusalém, atravessaram o oceano Pacífico e desembarcaram
na América do Sul. Dois filhos de Lehi, Lamã e Nefi,
iniciaram uma briga e o povo se dividiu em dois acampamentos de
guerra - os lamanitas e os nefitas. Os lamanitas foram amaldiçoados
pelo Senhor por serem rebeldes e irem contra seus mandamentos. Parte
dessa maldição incluía pele escura, o que supostamente
é a origem dos índios americanos.
Deus teve predileção pelos nefitas que migraram para
a América Central cerca da época de Cristo. Logo depois
de sua crucificação, Cristo veio à América
e instituiu o batismo por imersão, o sacramento do pão
e do vinho, sacerdócio e deu muitos outros ensinamentos.
Tanto os lamanitas quanto os nefitas se converteram. As coisas correram
normalmente por cerca de 200 anos, então veio a apostasia.
O termo "lamanita" foi, pois, dado a todo aquele que deixava
a fé.
Cento e cinqüenta anos mais tarde, os nefitas religiosos e
os lamanitas rebeldes guerrearam de novo. Por volta de 421 A.D.
os nefitas foram todos mortos, e os lamanitas infiéis ficaram
no controle da terra. Colombo descobriu-os quando aí aportou
em 1492.
O comandante-chefe dos nefitas era o profeta e sacerdote chamado
Mórmon. Ao ver que tinham sido derrotados, compilou os registros
de seus predecessores e escreveu uma breve história, em placas
de ouro. Deu estas placas de ouro a seu filho Moroni, que as escondeu
num monte, perto de Palmyra, no Estado de Nova Iorque. Moroni, cerca
de 1.400 anos mais tarde apareceu como um anjo a José Smith
e disse-lhe onde encontrar essas placas. Na caixa que continha as
placas estava um grande par de óculos; uma das lentes chamava-se
Urim e a outra Tumim. Segundo as três testemunhas, com a ajuda
destes óculos, Urim e Tumim ou "intérpretes",
e mais uma "pedra de vidente", José Smith traduziu
os hieróglifos para o inglês. Segundo José Smith,
os hiróglifos eram "egípcio reformado",
língua "que nenhum homem conhece". Desta forma,
o Livro de Mórmon supostamente foi revelado.
Por que foram as placas enterradas em Palmyra, Nova Iorque, senão
pelo fato de José Smith viver nessa área?
Bem, enquanto a guerra continuava entre os lamanitas e os nefitas,
Mórmon escreveu uma carta ao rei dos lamanitas pedindo-lhe
que se encontrasse com os nefitas na terra de Cumorah, ao pé
de um monte chamado Cumorah, "e lá o guerrearemos!"
Segundo a história, Mórmon esperava, com este expediente,
levar vantagem militar, e aparentemente o rei lamanita e suas forças
ficaram contentes em fazer-lhe a vontade! Assim, homens, mulheres
e crianças marcham por montanhas formidáveis passando
por florestas e atravessando correntezas fortes por milhares de
quilômetros, às centenas de milhares, para se engajarem
numa batalha de morte num lugar ao pé de um monte insignificante
do qual a maioria jamais ouvira falar!
Devemos admitir que esta é uma história e tanto! Não
podemos evitar a noção de que esta pode ter sido a
única maneira de José Smith situar as "placas
de ouro" perto de onde ele vivia, nos arredores de Palmyra,
em Nova lorque.
Vários problemas notáveis a respeito desta história
precisam ser examinados.
O primeiro problema refere-se ao rápido aumento da população.
Segundo o Livro de Mórmon, em 30 anos duas nações
surgiram de 28 pessoas ou menos (ver 1 Nefi; 2 Nefi 5:5, 6, 28).
Nesta época as duas nações (que mesmo tendo
um elevadíssimo índice de crescimento só podia
ter uma população de várias centenas, e a maioria
constituída de mulheres e crianças) dividiram-se e
tornaram-se inimigos ferozes chamados nefitas e lamanitas.
Os nefitas e os lamanitas em várias épocas "multiplicamo-nos
consideravelvemente, espalhando-nos sobre a face de terra; e nos
tornamos imensamente ricos" (Jarom 8), e "se multiplicaram
e se espalharam...começou a ser povoada toda a face da terra,
desde a parte sul do mar até o litoral norte, e do litoral
oeste até o do leste" (Helamã 3:8). Era "quase
tão numeroso como as areias do mar" (Mórmon 1:7).
O segundo problema refere-se às poderosas cidades que os
nefitas e jareditas construíram. E "construíu
muitas cidades poderosas" (Éter 9:23; ver também
Alma 50:15). O Livro de Mórmon menciona, pelo menos 38 nomes
de cidades: Amoniah, Gideon, Jacobugat, Jerusalém, Manti,
Shem, Zarahemla, etc., todas no Novo Mundo. Entretanto, nem um dos
locais destas cidades jamais foi encontrado, nem na América
do Sul nem na América Central.
Em contraste, bastante evidência tem sido descoberta referente
às antigas cidades dos maias e dos incas que ocuparam estas
áreas! O apoio histórico ou arqueológico, que
para uma civilização como os mórmons reivindicam
devia ser praticamente espantoso, simplesmente não existe.
De fato, o que se verifica é o oposto.
O terceiro problema coma história de Livro de Mórmon
jaz nas línguas dos povos primitivos. É impossível
que as línguas egípcio reformado e hebraico pudessem
ter desaparecido tão completamente se tivessem sido usadas
tão extensivamente nas Américas por centenas de anos.
Arqueologia e o Livro de Mórmon
Perante mim tenho agora, enquanto datilografo este manuscrito, uma
bela edição do Livro de Mórmon, de 1961. Entre
as lindas gravuras da primeira parte do livro, está uma de
alguns murais representando gente, cabanas nada parecidas com cabanas
egípcia, água, barcos, remadores, etc. A legenda da
gravura diz: "Murais tip-egípcios encontrados nas paredes
do templo de Bonampak, no México." Provavelmente isto
é para transmitir à mente do leitor inadvertido que
este é um elo na cadeia de evidências para o fundo
histórico do Livro de Mórmon, no que se relaciona
à origem do povo do Livro de Mórmon, e de sua suposta
presença na América do Sul e na América Central.
Na realidade este mural não parece egípcio, nem peruano,
nem africano, nem indiano.
Tenho visto livros lindamente ilustrados sobre arqueologia das Américas
do Sul e Central, que missionários mórmons zelosos
às vezes usam para inferir prova arqueológica a favor
do Livro de Mórmon, e também para o mormonismo. Entretanto,
não existe um único arqueólogo conhecido, mórmon
ou não, que afirme existir qualquer prova arqueológica
que apóia o Livro de Mórmon. Não há
evidência para apoiar a existência de qualquer das cidades
que José Smith afirma ter coberto as Américas, além
da imaginação dele próprio.
John L. Sorenson, autoridade mórmon e professor assistente
de antropologia e sociologia na Universidade de Brigham Young, comentou:
"Nossa opinião é que os Santos dos Últimos
Dias deviam estar satisfeitos com a verdade e não tentar
melhorá-la por meio de 'provas' gratuitas baseadas em inverdades."
(1) As afirmações do professor Sorenson foram feitas
para combater o Book of Mormon Evidences in Ancient America (Livro
de evidências mórmons na América Antiga), por
Dewy Farnsworth, um dos livros que procuram estabelecer provas para
o Livro de Mórmon.
O Dr. Ross T. Christensen, antropólogo mórmon, disse:
"A afirmação de que o Livro de Mórmon
já foi provado pela arqueologia é enganosa."
(2) Lembre-se, estas afirmações são de autoridades
mórmons, que operam no campo da arqueologia.
Na pesquisa que fiz sobre o mormonismo, não encontrei um
único arqueólogo não-mórmon que desse
algum crédito à história do Livro de Mórmon.
Nenhum deles o usa como guia para pesquisa arqueológica na
América do Sul ou na América Central. Se alguns de
meus leitores conhecerem um arqueólogo não-mórmon,
bona fide, credenciado e reconhecido que usa o Livro de Mórmon
como referência, por favor, envie-me seu nome e endereço.
Um membro da Instituição Smithsoniana em Washington
comentou: "A Instituição Smithsoniana jamais
usou o Livro de Mórmon de qualquer forma como guia científico.
Os arqueólogos Smithsonianos não vêem nenhuma
conexão entre a arqueologia do Novo Mundo e o conteúdo
desse Livro." (3)
Por outro lado, os arqueólogos freqüentemente contradizem
por completo as afirmações do Livro de Mórmon
e as destróem. Embora a pesquisa científica tenha
demonstrado que o continente americano não possuía
muitos animais domésticos tais como gado, porcos, cavalos,
jumentos e certos outros animais até que os europeus viessem
à América, O Livro de Mórmon afirma que esses
animais aqui estavam muitos anos antes de Cristo. Com exceção
da Universidade de Brigham Young, as instituições
de educação superior nos Estados Unidos concordam
com a Instituição Smithsoniana de que "não
há nenhuma evidência de uma migração
de Israel para a América, da mesma forma, nenhuma evidência
de que os índios pré-colombianos tivessem qualquer
conhecimento do Cristianismo ou da Bíblia". (4)
Antropologia e o Livro de Mórmon
Não somente não existe prova arqueológica que
apóie a história do Livro de Mórmon da vasta
civilização que supostamente cobriu toda a América
do Sul e Central, mas também os antropólogos negam
as afirmações do Livro de Mormon.
Os que se especializam em antropologia e genética refutam
a afirmação de que os índios americanos sejam
descendentes dos israelitas. Antes, dizem que os índios se
parecem com os povos da Ásia oriental, central e setentrional,
e com eles estão mais intimamente relacionados. Estes povos
asiáticos têm uma "mancha mongolóide",
uma mancha azul-cinza no final da coluna espinhal ao nascerem. Os
índios americanos também têm uma mancha mongolóide.
Os israelitas, que são semitas, não a possuem! Os
índios americanos não são lamanitas descendentes
dos israelitas que migraram para a América.
Se os índios não são descendentes dos israelitas,
como afirmam os mórmons que são então José
Smith e o Livro de Mórmon, estão errados, e certamente
não são inspirados por Deus.
Fé e o Livro de Mórmon
Os mórmons têm de lidar honestamente com evidências
sérias tais como as que temos ressaltado. Tantas vezes, eu
e também outros, temos trazido estes problemas de peso e
seriedade à atenção dos mórmons e recebemos
um "testemunho" acerca de crer pela fé. Mas nunca
há tentativa alguma da parte deles de encarar ou resolver
o problema com provas de fato.
Aqueles de nós que conhecemos o Cristo bíblico temos
um testemunho tremendo no que se refere à alegria, à
nova vida, à certeza e à transformação
interior que nosso Salvador maravilhoso nos deu. Fomos salvos, convertidos,
nascidos de novo, lavados de nossos pecados pelo Sangue de Cristo.
Fomos feitos filhos de Deus, a vida eterna nos foi dada em um ponto
definido no tempo e sabemos disso. Entretanto, se prova concludente
fosse produzida de que Cristo houvesse nascido em Atenas em vez
de Belém, ou que a Bíblia fosse totalmente falsa em
vários pontos históricos e arqueológicos ou
que muitas das profecias bíblicas houvessem falhado, então
seríamos tolos em responder com nosso "testemunho"
de como o Espírito Santo nos havia convencido da verdade
da Bíblia.
A fé não pode operar sem algum conteúdo intelectual.
Deus não pede fé cega; somente o diabo faz isso. O
Deus da verdade bíblica é também o Deus da
verdade histórica e arqueológica, e de fato, uma coisa
nunca contradiz a outra.
Deus diz: "A fé vem pela pregação e a
pregação pela palavra de Cristo" (Romanos 10:17).
Mas para que isto seja válido, a pessoa primeiro deve confiar
que a Bíblia realmente é a Palavra de Deus. É
verdade que esta confiança é estabelecida no coração
disposto, pelo Espírito Santo. Àquele que busca, ele
também revela o fato desolador de que é um pecador
perdido, e o fato sublime e maravilhoso de que Cristo é o
único Salvador. Entretanto, até mesmo o Espírito
Santo não faz isto sem algum conteúdo intelectual
real. É por isso que Jesus e os discípulos muitas
vezes disseram, referindo-se às profecias feitas séculos
antes: "Isto é o que fora dito aos profetas..."
Profecia cumprida, fidedignidade histórica e arqueológica,
a ressurreição de Cristo, e outras evidências;
tudo isso fornece em fundamento sólido sobre o qual a fé
verdadeira pode ser lançada. A pessoa não é
forçada a crer somente pelo fato; deixa-se muito lugar para
a fé.
Os amigos mórmons questionam que a Bíblia ensina que
podemos ser salvos somente pela fé sem as obras; entretanto,
retiram-se apressadamente a um abrigo de somente pela fé
quando os fatos ameaçam destruir a própia textura
do mormonismo. Não há como o "testemunho"
possa esclarecer as contradições ou fazer com que
o falso se transforme em verdadeiro.
Resumindo
Deus pede a fé que descansa sobre fatos sólidos e
promessas cumpridas.
Dê outra olhada nas cidades mórmons que supostamente
floresceram na América do Sul e na América Central.
Numerosas cidades da Bíblia têm sido verificadas facilmente.
Algumas destas eram tão velhas, e outras ainda mais velhas
do que muitas cidades mórmons citadas no Livro de Mórmon
- cidades e cidades-estados como Ur dos Caldeus, Jerusalém,
Nínive, a cidade-reino dos hititas, etc. Os arqueólogos
continuam a desenterrar cidades mencionadas nas Escrituras.
Até os incrédulos descobriram que a Bíblia
é geográfica e arqueologicamente exata. Os arqueólogos
- crentes e incrédulos - usam a Bíblia como um guia
extremamente seguro para a pesquisa nas terras bíblicas.
Se devemos confiar num livro para guiar-nos às verdades acerca
de um mundo que ainda não vimos, certamente esperamos que
ele seja exato e fidedigno, histórica e geograficamente,
em assuntos relacionados com o mundo que conhecemos. A Bíblia
preenche este requisito. O Livro de Mórmon, não.
_____________
Notas
[1] John L. Sorenson na resenha de um livro de Dewey Farnsworth.
[2] Ross T. Christensen, antropólogo mórmon, U.A.S.
Newsletter, #64 (Provo, Utah: University Archeological Society,
30 de janeiro de 1960), p.3.
[3] Citado de Tanner, Mormonism, Shadow or Reality (Salt Lake City;
Modern Microfilm Co., 1975), p.97.
[4] Dr. Frank H. H. Roberts, Jr. Diretor do Bureau of American Ethnology
da Instituição Smithsoniana. Citado por Marvin W.
Cowan, Mormon Claims Answered, publicado por Marvin W. Cowan, 1975.
A Ilusâo Mórmon — Parte 4 (Capítulos 7
e 8)
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CAPÍTULO SETE
A Falha Fatal
É o Deus do mormonismo o Deus da Bíblia? É
o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?
Efésios 4:15 adverte-nos a "falar a verdade em amor",
e procurarei, com a ajuda de Deus, fazer justamente isso. Deus ama
a mórmons e a não-mórmons e Cristo morreu por
ambos. Ele procura corações honestos e inquiridores
onde quer que os possa encontrar.
O ponto central de qualquer reinvindicação de ser
cristão é o que tal posicionamento ensina acerca de
Deus e de Jesus Cristo. Se a pessoa tiver idéias erradas
a respeito de Deus, então é fácil que doutrina
errada flua desta falha fatal.
Portanto, examinemos, amável e objetivamente o que o mormonismo
ensina acerca de Deus e o que a Bíblia ensina. É o
Deus do mormonismo o Deus da Bíblia?
O Deus dos mórmons
O coração, a própria essência da doutrina
mórmon, o embrião de que surgiu o mormonismo, o alimento
que o sustenta, e a meta pela qual mórmons sinceros lutam
é sua crença em Deus: "Cremos em um Deus que
em si mesmo é progressivo, cuja majestade é a inteligência;
cuja perfeição consiste em progresso eterno - um Ser
que atingiu seu estado de exaltação por um caminho
que agora seus filhos têm permissão de seguir, cuja
glória é sua herança partilhar. A despeito
da oposição das seitas, em face a acusações
diretas de blasfêmia, a igreja proclama a verdade eterna,
'Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é,
o homem pode ser" [1] ( itálicos do autor).
Aqui, nas Regras de Fé, um dos livros mais preciosos para
o mormonismo, temos o centro do seu ensino. Qual é? Deus
uma vez já foi homem e ganhou ou atingiu ou progrediu até
chegar a ser Deus. O homem, por sua vez, também pode ganhar,
atingir ou progredir até ser Deus. Este é um dos motivos
fundamentais para as boas obras que os mórmons praticam,
pelo trabalho de sua igreja e templo.
A fim de evitar que alguém ainda pense que não é
isso que o mormonismo ensina, deixe-me citar outra vez - de suas
próprias fontes - o próprio profeta José Smith:
"O próprio Deus já foi como somos agora, e é
um homem exaltado e senta-se no trono dos céus além!...
Vou dizer-lhe como Deus veio a ser Deus. Sempre imaginamos e supusemos
que Deus fosse Deus desde toda a eternidade. Refutarei tal idéia
e tirarei o véu, par que possam ver." [2]
Ainda de outra fonte mórmon: "Os profetas mórmons
têm ensinado continuamente a verdade sublime que Deus o Pai
Eterno uma vez homem mortal que passou por uma escola da vida terrena
similar à qual estamos passando agora. Lembrem-se que Deus,
nosso Pai Celestial foi, talvez, em algum tempo, uma criança,
e mortal como nós somos, e se elevou passo a passo na escala
do progresso, na escola do desenvolvimento." [3]
Compreendemos agora claramente o que o mormonismo ensina acerca
de Deus e do homem? O profeta Smith e seus seguidores ensinam que
Deus não foi sempre Deus, e que ele teve de ganhar, progredir,
trabalhar, antigir o ser Deus. Uma vez ele foi homem como nós
antes de se tornar Deus. Nós, também, podemos trabalhar,
progredir, ganhar e atingir a estatura de Deus. "Como é
o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem
pode ser."
O Deus da Bíblia
A Bíblia é a revelação original de Deus,
antedata o Livro de Mórmon de muitos séculos. Em qualquer
conflito de pontos de vista, a Bíblia deve ter precedência
sobre o Livro de Mórmon e também sobre quaisquer outros
livros ou ensinamentos sagrados do mormonismo.
Agora comparemos o Deus da Bíblia com o Deus do mormonismo.
Primeiramente, jamais houve, não há e nunca haverá
nenhum outro senão o único Deus verdadeiro.
A Palavra de Deus declara em 1 Coríntios 8:5, 6: "Porque,
ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer
no céu, ou sobre a terra, como há muitos deuses e
muitos senhores todavia, para nós há um só
Deus" (itálicos do autor). Neste versículo o
apóstolo Paulo refere-se ao politeísmo pagão,
que incluía muitos deuses e ídolos. Ele declara enfaticamente
que há somente um único Deus, o Deus, que nós,
os verdadeiros crentes em Cristo, conhecemos.
Ainda muito mais devastador para o mormonismo, entretanto, é
a palavra de Deus em Isaías 43:10: "Vós sois
as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi;
para que o saibais e me creiais e entendais que sou eu mesmo, e
que antes de mim deus nenhum se formou e depois de mim nenhum haverá"
(itálicos do autor).
Examine, cuidadosamente, Isaías 44:6: "Assim diz o Senhor,
Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou
o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não
há Deus" (itálicos do autor).
Continue a ler em Isaías 46:9: "Lembrai-vos das cousas
passadas da antigüidade; que eu sou Deus e não há
outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim"
(itálicos do autor).
Agora está claro que Deus declara que ele é o único
e verdadeiro Deus, neste universo ou em qualquer outro, neste mundo
ou em qualquer outro, neste planeta ou em qualquer outro. Não
há outro Deus. Este é o próprio Deus de Gênesis
1:1: "No princípio criou Deus os céus e a terra."
Gênesis 1:16 diz-nos que ele fez as estrelas e Gênesis
2:1 declara: "Assim, pois, foram acabados os céus e
a terra, e todo o seu exército."
Deus criou todos os mundos possíveis, universos, planetas
e estrelas e Ele é o único Deus de todos eles. Não
há outros deuses em, existência em qualquer outro lugar.
Ele só é o único e verdadeiro Deus. Não
houve Deus antes dele, não há outro Deus agora, e
jamais haverá qualquer outro Deus. Ele é o primeiro
e o último.
Um do nomes primários de Deus, Jeová, significa, em
essência, o que tem existência em si mesmo; aquele que
tem a vida dentro de si mesmo, original, permanentemente e para
sempre.
Deus, então jamais foi homem, jamais foi mortal, mas sempre
foi Deus. Ele não é agora um "homem exaltado",
como afirma o mormonismo. Deus declara explicitamente: "Porque
eu sou Deus e não homem" (Oséias 11:9).
Uma vez que Deus declarou claramente em Isaías 43:10 que
não haveria Deus depois dele, homem algum jamais, agora,
no futuro, ou na eternidade tornar-se-á Deus. Portanto, o
credo mórmon em seu ponto principal: "Como é
o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem
pode ser", é totalmente antibíblico. Não
é de Deus. "Antes de mim deus nenhum se formou, e depois
de mim nenhum haverá" (Isaías 43:10; itálicos
do autor).
Deus não teve de conseguir ser Deus e jamais foi homem. Ele
sempre foi Deus. Salmos 90:2 diz: "Antes que os montes nascessem
e se formasse a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu
és Deus."
Ora, todos nós sabemos que eternidade significa sem fim,
que dura para sempre. Então o que "de eternidade",
significa? Exatamente a mesma coisa,
mas aplicada ao passado. Deus foi Deus desde o passado eterno, assim
como somente ele é Deus agora, e assim como somente ele será
Deus no futuro eterno, sem fim!
Isto é inteiramente contrário ao ensinamento mórmon:
"como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus
é, o homem pode ser." Não podemos conciliar as
duas idéias. Ou cremos nisto ou cremos na Bíblia.
O mormonismo diz que Deus uma vez já foi homem. A Palavra
de Deus diz que Deus sempre foi Deus, nunca homem, de eternidade
a eternidade.
O mormonismo diz que Deus teve um princípio. A Palavra de
Deus diz que ele não teve.
O mormonismo diz que há muitos deuses que haverá mais.
A Palavra de Deus diz que jamais houve, não há e jamais
haverá outro Deus.
O mormonismo diz que o homem pode tornar-se Deus. A Palavra de Deus
diz que jamais haverá qualquer outro Deus. O Cristianismo,
bíblica e historicamente sempre foi monoteísta, crendo
em um único Deus. O paganismo, bíblica e historicamente,
tem sempre sido politeísta, crendo em mais de um Deus. O
paganismo, bíblica e historicamente, tem sempre sido politeísta,
crendo em mais de um Deus. Nem o Antigo nem o Novo Testamento, nem
Jesus, nem seus discípulos, nem os cristãos primitivos,
como pode ser provado pela história da igreja, jamais ensinaram
que houvesse mais de um Deus.
Até aqui, neste capítulo, temos contrastado o Deus
do mormonismo com o Deus da Bíblia. Descobrimos que o Deus
dos mórmons e o Deus da Bíblia parece terem muito
pouco em comum. É verdade que os mórmons referem-se
a Deus em termos bíblicos que embaçam as diferenças
berrantes e fatais aos olhos dos incautos; mas ao chamarem ao seu
Deus de "eterno" têm eles um significado diferente
do da Bíblia. Quando os escritos mórmons dão
relatos brilhantes de "o Deus eterno, criador poderoso, pai
eterno", e assim por diante, estas palavras maravilhosas não
significam o que parecem dizer. Não têm relação
verdadeira com o único verdadeiro Deus da Bíblia cujo
próprio nome foi revelado a Moisés como "EU SOU",
enfatizando que Deus foi, agora é, e para sempre será
o único Deus!
Na segunda parte desta discussão sobre a falha fatal fazemos
outra pergunta: É o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?
O Cristo
Os mórmons fizeram com Jesus Cristo o mesmo que fizeram com
Deus. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus o Filho.
Deus desceu à terra em carne humana para derramar seu sangue
por nossos pecados e vencer a morte por nós por meio da ressurreição
corpórea.
Os mórmons ensinam que Jesus Cristo é um Deus chamado
Jeová, outro Deus, diferente de Deus Pai cujo nome é
Eloim. A Bíblia usa estes nomes intercambiavelmente, aplicando-os
ao único e verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, como é
indicado em Deuteronômio 6:4: "O Senhor [Jeová]
nosso Deus [Eloim] é o único Senhor [Jeová]."
Entretanto, o ensinamento dos mórmons concernente a Jesus
Cristo é que "Cristo o Verbo, o Unigênito, havia
é claro, atingido o status de divindade ainda na pré-existência".
(4)
Contrário ao ensino mórmon, Cristo sempre foi, agora
é, e para sempre será Deus. Ele não atingiu
o estado de ser Deus porque jamais houve época em que Ele
não fosse Deus.
É claro, que Cristo tem um começo no que se tornou
homem mediante o nascimento virginal. Entretanto, examine Isaías
9:6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; [uma
profecia clara e reconhecida universalmente da vinda de Cristo]
e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será:
Maravilhoso, Conselheiro, Deus, Forte, Pai da Eternidade, Príncipe
da Paz" (itálicos do autor). Aqui a Palavra de Deus
chama a Jesus Cristo de "Deus, o Pai da Eternidade." (Ver
também Jeremias 32:18.)
É isso mesmo, Jesus Cristo é esse único, verdadeiro
e eterno Deus, manifestado na carne (veja João 1:1; 1 Timóteo
3:16).Cristo é chamado de Deus numerosas vezes: "Senhor
meu e Deus meu!(João 20:28); "Mas, acerca do Filho:
O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (Hebreus
1:8). Uma vez que Deus declarou em Isaías 43;10 (e em outros
vários lugares) que ele é o único Deus, e que
jamais haverá outro, Jesus Cristo, então, ou é
um Deus falso ou não é Deus de modo algum, ou ele
é esse único Deus verdadeiro revelado na carne como
o Filho de Deus.
Outra profecia que se refere a Jesus Cristo, o Deus-homem, Miquéias
5:2: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar
como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que
há de reinar em Israel, e cujas origens são desde
os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Este "desde
os dias da eternidade" definitivamente significa desde toda
a eternidade passada, sem nenhum princípio, como já
verificamos.
João 1:1 declara: "No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (Mais tarde
em 1:14 vemos que "o Verbo se fez carne, e habitou entre nós",
o que torna Cristo e o Verbo sinônimos.) João 1:1 ensina-nos
que Cristo era o Verbo e que ele estava com Deus e que ele era (não
se tornou) Deus. De novo, aqui no primeiro versículo do evangelho
de João, vemos que Deus foi Deus desde o princípio
(o que aqui possui o significado de "de todo o tempo")
e assim Jesus Cristo foi Deus desde o princípio, de todo
o tempo!
Jesus Cristo aceitou a adoração como Deus em muitas
ocasiões porque era Deus. Por exemplo: "E eis que Jesus
veio ao encontro delas, e disse: Salve! E elas, aproximando-se,
abraçaram-lhe os pés, e o adoraram" (Mateus 28:9).
Ora, Deus proibiu totalmente a adoração a qualquer
outro deus, em passagens bíblicas tais como Êxodo 34:14:
"Porque não adorarás outro deus: pois o nome
do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele."
O fato de Jesus permitir, encorajar e aceitar a adoração,
identifica-o como Deus, e há somente um único Deus
que já foi e será Deus, "de eternidade a eternidade".
Não somente o Deus do mormonismo não é o Deus
da Bíblia, mas também temos de afirmar que o Cristo
do mormonismo não é o Cristo da Bíblia. O ensinamento
mórmon acerca de Deus e de Jesus Cristo leva-nos ainda para
mais um erro doutrinário - a doutrina da salvação.
O Caminho da Salvação
A crença mórmon de que "como é o homem,
Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser"
presta-se à decepção da pessoa que não
é salva e leva-a a pensar que de alguma forma pode ganhar
sua salvação, ou ajudar a ganhá-la. Esta crença
alimenta a idéia de que o homem pode tornar-se uma ovelha
de Deus ao ignorar sua natureza pecaminosa e agir como uma ovelha,
o que é tão fútil como um porco agir como uma
ovelha a fim de se tornar ovelha.
É preciso que nossa natureza seja mudada pelo novo nascimento,
e assim recebamos uma natureza nova: "Pois todos pecaram e
carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Quantidade
alguma de igreja, batismo ou boas obras pode mudar nossa natureza
ou pagar nossos pecados. Devemos voltar-nos unicamente para Jesus
por salvação, sabendo que o seu sangue derramado nos
limpará de todo o pecado. Simultaneamente, ao invocar seu
nome, com fé, ele entrará em nossa vida para mudar
nossa natureza de dentro para fora. Isso nos torna verdadeiros filhos
de Deus. "Nada em nossas mãos trazemos, simplesmente
à tua cruz nos apegamos."
Temos a salvação mediante a graça de Deus:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé;
e isto não vem de vós, é dom de Deus; não
de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios
2:8,9).
A graça de Deus sobre a qual os mórmons às
vezes escrevem está muito longe da graça de Deus de
que fala a Bíblia. O conceito mórmon da graça
consiste, em parte, em fazer boas obras na igreja, no templo e boas
obras religiosas, desta forma fazendo com que a pessoa se torne
digna da graça de Deus. A graça bíblica é
estendida livremente aos que nada merecem, como no caso do ladrão
na cruz (veja Lucas 23:39-43). Ao invocarmos a Cristo, não
merecendo, mas com fé, ele responde com a salvação
instantânea. Então, à medida que ele entra em
nossa vida e nos torna filhos de Deus, Cristo muda nossa vida de
dentro para fora. Recebemos nova natureza, novos desejos, novo amor
e novo poder. Veja o assassino louco, Saulo, que se tornou um missionário
magnífico, Paulo, depois de um encontro vital com o Cristo
ressurreto na estrada de Damasco.
Resumindo
Uma das coisas que os cristãos acham mais complicadas para
compreender e aceitar é que os amigos mórmons usam
a mesma terminologia, mas para significar coisa inteiramente diferente.
Muitos cristãos, tragicamente, nunca analisam as palavra
de amigos mórmons sinceros que declaram ter aceito Cristo
como seu Salvador e amá-lo. Dizem depender dele para sua
salvação. É claro, podem acrescentar, que têm
um pouco mais de luz, de verdade, ou uma salvação
mais elevada, uma vez que são mórmons e pertencem
à igreja mórmon!
Os mórmons usam o nome de "Cristo", mas ao fazê-lo
estão pensando em alguém ou em algo inteiramente diferente,
a menos que não conheçam a doutrina mórmon.
Nesse caso ele não é mórmon de modo nenhum,
a não ser de nome. Se ele realmente aceita o Cristo da Bíblia,
logo terá sede de um oásis de verdadeiros cristãos,
e deixará a igreja mórmon.
De qualquer forma, se você tiver um amigo mórmon, ame-o
e seja paciente com ele como desejaria que ele fosse com você
e como Cristo é conosco. Entretanto, examine, gentil mas
cuidadosamente seu testemunho até descobrir em que Cristo
ele confia, e se ele crê ou não que exista mais de
um Deus.
O mórmon verdadeiro deve crer nas escrituras mórmons
tais como a Pérola de Grande Valor de José Smith:
"E os Deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo
do céu sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra
seca; e assim foi, como Eles ordenaram; e os Deuses chamaram à
porção seca, terra; e ao ajuntamento das águas
Eles chamaram as grandes águas; e os Deuses viram que Eles
eram obedecidos" (Abraão 4:9,10).
Crer na existência de outros deuses é paganismo politeísta,
não Cristianismo. É negação da Palavra
de Deus. Realmente devemos escolher, como também devem nossos
amigos mórmons, crer ou no Deus bíblico ou nos deuses
do mormonismo. Eles se excluem mutuamente.
Os fariseus, intensamente religiosos, mas perdidos, cometeram um
erro fatal. Adoravam a Deus usando o nome correto, faziam muitas
boas obras para Ele, pertenciam ao sistema de adoração
que Deus havia estabelecido, oraram muito, davam muito, prosperavam
muito, eram extremamente religiosos e tinham sacerdotes em sua igreja.
Os fariseus apareciam como anjos de luz e ministros da justiça
e realmente criam estar certos, pertencer à única
"igreja" verdadeira servindo a Deus, mas estavam tragicamente
enganados. Verdadeiramente nunca aceitaram a Jesus Cristo como Deus
e permaneceram perdidos para sempre, com exceção de
alguns poucos que confiaram em Jesus.
Em Mateus 24:23,24 nosso Senhor pronunciou as espantosas palavras:
"Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo!
ou: Ei-lo ali! não acrediteis; porque surgirão falsos
cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios
para enganar, se possível, os próprios eleitos."
Os fatos, de si mesmos, não podem abrir os olhos. Entretanto,
o Espírito Santo usa os fatos, e isto está escrito
no amor de Cristo que ele pode, mediante estes fatos, abrir muitos
olhos para libertação e salvação.
__________
Notas
[1] James E. Talmage, A Study of the Articles of Faith (Salt Lake
City: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1952), p.430.
[2] Joseph Fielding Smith, comp., Teachings of Prophet Joseph Smith
(Salt Lake City: Deseret News Press, 1958), p.345.
[3] Milton R. Hunter, The Gospel Through the Ages (Salt Lake City:
Deseret Book Co., 1945), p.104.
[4] B.R. McConkie, What the Mormons Think of Christ (folheto) (Salt
Lake City: Deseret News Press), p.36.
________________________
CAPÍTULO OITO
A Verdade Acerca do "Deus-Adão"
A doutrina do Deus-Adão é um espinho para a igreja
dos Santos dos Últimos Dias. Espinho esse que gostariam que
desaparecesse. Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Ele
apresentou esta doutrina por mais de 20 anos em muitos sermões
diferentes. A igreja mórmon acreditava nela, aceitou-a e
ensinou-a pelo menos por 50 anos. Os mórmons de hoje, em
geral, negam essa doutrina.
O "Profeta Vivo" e atual presidente dos Santos dos Últimos
Dias, Spencer W. Kimball, agora chama esta doutrina do Deus-Adão
de "doutrina falsa". Se os mórmons seguem a Brigham
Young nesta doutrina herética de Adão ser Deus, revelam
que a igreja dos Santos dos Últimos Dias é falsa,
inegavelmente. A doutrina Deus-Adão contradiz o Livro de
Mórmon. Contradiz a Bíblia. Não somente isto,
também é contra-senso puro e completo. Entretanto,
é um fato inegável que Brigham Young ensinou esta
doutrina! Abandonar a doutrina e preservar a integridade do "profeta"
é impossível. Isto despedaçaria a lógica,
emascularia a honestidade, e denunciaria a verdade.
Deixe-me resumir. Crer que Brigham Young foi um profeta de Deus
e aceitar sua revelação do Deus-Adão é
admitir que o "profeta" de hoje Spencer W. Kimball e a
igreja dos Santos dos Últimos Dias são falsos. Rejeitar
a doutrina Deus-Adão é negar o "profeta"
que a apresentou--Brigham Young--e admitir que ele era profeta falso.
Esta contradição doutrinária prova que a igreja
dos Santos dos Últimos Dias é uma igreja falsa, liderada
por vários anos por um profeta falso.
Agora examinemos breve mas honestamente as evidências. Preste
atenção às datas à medida que prosseguimos.
A Doutrina do Deus-Adão
Brigham Young evidentemente introduziu esta doutrina num sermão
que pregou no dia 9 de abril de 1852. Leia-o no contexto no Journal
of Discourses: "Agora ouvi, ó habitantes de terra, judeus
e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim
do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo
Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar este mundo. Ele
é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem
santos homens têm escrito e falado--ele é nosso pai
e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar"
(vol. 1, p.50, 51, itálicos do autor).
Repetidas vezes Brigham Young ensinou que Adão era Deus.
Isto não foi uma tirada única e isolada.
Agora leia a contradição clara do atual presidente
e profeta vivo dos mórmons, Spencer W. Kimball: "Prevenimos-vos
contra a disseminação de doutrinas que não
são segundo as escrituras e que supostamente foram ensinadas
por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas.
Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão.
Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem precaução
contra esta e outros tipos de doutrinas falsas " (1) (itálicos
do autor).
Os mórmons gostariam que seu povo e os de fora acreditassem
que Brigham Young foi citado erradamente ou mal compreendido. Gostariam
de pensar que esta doutrina do Deus-Adão fosse uma tentativa
de difamar o seu profeta, por parte dos antimórmons.
Não obstante, qualquer mórmon honesto e que esteja
disposto a encarar os fatos pode descobrir por si mesmo exatamente
o que Brigham Young ensinou sobre o assunto no Journal of Discourses
e outros escritos mórmons. Para os que não têm
acesso ao Journal of Discourses, Melaine Layton, Jerald e Sandra
Tanner e Bob Witte trazem, em seus respectivos livros, fotocópias
dos sermões de Brigham Young acerca de Adão ser Deus.
Adão, Quem é Ele?
Mark E. Peterson, apóstolo mórmon, escreveu um livro
intitulado Adam, Who Is He? Afirmava ele que o apóstolo mórmon
Charles C. Rich ouviu, no dia 9 de abril de 1852, o sermão
que Brigham Young pregou sobre a doutrina do Deus-Adão e
ouviu Brigham Young dizer algo diferente sobre o ponto que realmente
estava registrado. Segundo o apóstolo Rich, Brigham dissera:
"Que idéia erudita! Jesus, nosso irmão mais velho,
foi gerado na carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do
Éden, e que conversou com nosso Pai do céu."
Examinemos esta afirmativa e verifiquemos sua exatidão e
honestidade históricas.
O historiador mórmon, Leonard J. Arrington, escreveu um livro
intitulado Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman.
Nesse, livro, Arrington conta de uma viagem que Rich fez. Diz ele
que Rich deixou San Bernardino, na Califórnia, no dia 24
de março de 1852, em direção ao vale de Salt
Lake, com um carroção carregado de suprimentos. De
Salt Lake ele retornou a San Bernardino, chegando aqui no dia 20
de agosto de 1852, em 22 dias, "a viagem mais rápida
de que se tem registro", segundo Arrington.[2] Obviamente,
se Rich levou 22 dias para ir de Salt Lake City a San Bernardino
- e essa foi a "viagem mais rápida de que se tem registro",
ele teria levado pelo menos 22 dias para ir de San Bernadino ao
Vale de Salt Lake. Portanto, se ele saiu de San Bernardino no dia
24 de março, teria sido impossível que Charles C.
Rich chegasse a Salt Lake City no dia 9 de abril a tempo de ouvir
o sermão de Brigham Young. Os escritores mórmons nem
mesmo conseguem conciliar suas evasões da verdade!
Brigham Young disse que quando seus sermões eram corrigidos,
eram escritura.[3] Ele falou como o "profeta vivo" oficial
da igreja dos Santos dos Últimos Dias, dando a seu povo,
ostensivamente, a revelação que Deus tinha para eles.
Um ano depois de ele pregar este sermão, o ponto central
deste mesmo sermão acerca do Deus-Adão foi publicado
no Millenial Star mórmon, enfatizando que Brigham Young havia
ensinado que Adão era Deus. O sermão logo foi reproduzido
no Journal of Discourses, onde Brigham Young tinha de aprová-lo.
Ele não o mudou nem o rejeitou em parte alguma. Desde 1852
até à morte de Brigham Young, em 1877, o sermão
permaneceu intacto como ele permitira que fosse reproduzido no Journal
of Discourses, Ainda está lá.
A afirmação de Mark Peterson foi, simplesmente, uma
de muitas tentativas para encobrir o ensino de Brigham Young acerca
do Deus-Adão. Temos apresentado algumas das evidências
quanto ao fato de Brigham Young ter inegavelmente ensinado a doutrina
herética de que adão foi Deus, e ter acrescentado
que Adão era "o único Deus com quem devemos lidar".
Isto elimina Jesus, Eloim e todos os outros deuses mórmos.
Rejeitamos a idéia de que Brigham Young foi citado erradamente
ou compreendido mal em sua mensagem de 9 de abril de 1852. Chamamos
atenção ao fato de que Brigham Young ainda ensinava
a mesma doutrina do Deus-Adão 21 anos mais tarde! Numa citação
de um jornal mórmon, The Deseret News, de 18 de junho de
1873, 21 anos depois do primeiro sermão de Brigham Young
sobre o Deus-Adão, em 9 de abril de 1852, Young disse: "Quanta
descrença existe nas mentes dos Santos do Últimos
Dias em relação a uma doutrina particular que a ele
revelei, e que me foi revelada por Deus...a saber que Adão
é nosso Pai e Deus... Nosso Pai Adão ajudou a formar
esta terra, ela foi criada expressamente para ele e depois de ter
sido ela criada ele e seus companheiros para aqui vieram. Ele trouxe
consigo uma de suas esposas, chamada Eva, por ser a primeira mulher
sobre esta terra. Nosso Pai Adão é quem está
no portão e tem as chaves da vida eterna e da salvação
a todos os seus filhos que já vieram e que virão à
terra... 'Bem', diz alguém 'Por que Adão foi chamado
Adão'? Ele foi o primeiro homem sobre a terra, e seu estruturador
e criador. Ele, com a ajuda de seus irmãos, trouxe-a à
existência. Então disse ele: 'Desejo que meus filhos
que estão no mundo dos espíritos venham e habitem
aqui. Uma vez já vivi numa terra parecida com esta, num estado
mortal. Fui fiel, recebi minha coroa de exaltação
[tornou-se um "Deus" segundo o ensino mórmon].
Tenho o privilégio de estender minha obra, e o seu aumento
não terá fim. Desejo que meus filhos que me nasceram
no mundo dos espíritos venham e tomem tabernáculos
na carne, que seus espíritos possam ter uma casa, um tabernáculo
ou uma habitação como o meu tem, e onde está
o mistério?'"[4]
A Criação de Deus
Seria difícil conseguir mais contradições com
a Bíblia numa afirmação curta como esta. Leia
o simples relato de Gênesis 1-2 que afirma que Deus criou
o homem, soprou nele o alento da vida - o que, se ele já
estivesse vivo, teria sido desnecessário. Esta criação
então tornou-se o primeiro homem, Adão, alma vivente.
Eva foi criada por Deus, aqui nesta terra, do corpo de Adão;
ela obviamente não foi trazida aqui por Adão como
"uma de suas esposas". Adão não teve absolutamente
nada que ver com a criação da terra. Ele era uma mera
criatura insignificante feita por Deus depois de ter sido formada
a terra.
(A propósito, Deus deu uma esposa a Adão, não
mais que uma. O homem quebrou este padrão de monogamia mais
tarde, para seu próprio pesar como para o de Deus. No Novo
Testamento Deus claramente afirmou seu plano para o casamento, em
passagens tais como Mateus 19:5. Ao falar do homem deixar seu pai
e sua mãe e apegar-se à sua esposa, disse ele, os
dois serão uma carne. Cristão algum no Novo Testamento
todo jamais disse ter mais do que uma esposa de cada vez; e aos
bispos, anciãos e diáconos, como cristãos comprovados,
era terminantemente proibido ser marido de mais de uma mulher [ver
1 Timóteo 2-3; Tito 1]. Sob a nova aliança - o Novo
Testamento - com maior luz e com o Espírito Santo habitando
seu povo, Deus proíbe terminantemente a prática de
se ter mais de uma esposa, o que ele havia "deixado passar"
nos dias do Antigo Testamento [Atos 17:30].
Historicamente, os líderes mórmons têm ignorado
e quebrado o mandamento explícito de Deus com relação
ao casamento. Muitos dos fundadores mórmos - José
Smith, Brigham Young, e seus bispos e anciãos - tiveram mais
de uma esposa. Isto significa que não eram qualificados para
o cargo que possuíam, e que todas as suas afirmações
de autoridade eram espúrias aos olhos de Deus!)
Brigham Young não somente introduziu em 1852 a doutrina do
Deus-Adão, mas continou a ensiná-la por muitos anos,
como prova outro sermão de 1857;[5] e ele ainda a pregava
em 1873. Outras fontes mórmons também substanciam
este fato. A doutrina do Deus-Adão de Brigham Young foi citada
exata e largamente em publicações mórmons por
muitos anos. Brigham Young viu muitas, se não todas, destas
citações, bem como seus sermões no Journal
of Discourses. Ele teve anos e anos de oportunidade para corrigir
qualquer citação errada nessas publicações;
não o fez. Isto prova, efetivamente, que ele ensinou e queria
dizer que Adão é Deus, e o "único Deus
com quem devemos lidar"! Ai do mórmon que não
crer no "profeta vivo" e em sua "revelação"!
E ai do mórmon que nele crê!
F.D. Richards, mórmon preeminente, disse: "A respeito
da doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus... o profeta e apóstolo
Brigham a declarou, e essa é a palavra do Senhor."[6]
E então Diary of Hosea Stout: "Outra reunião
esta noite. O presidente B. Young ensinou que adão foi o
Pai de Jesus e o único Deus para nós."[7]
O líder mórmon George Q. Cannon ensinou que "Jesus
Cristo é Jeová", e que "Adão é
seu Pai e nosso Deus".[8]
Um comentário muito interessante foi feito pelo mórmon
A.F. MacDonald em "Minutes of the School of the Prophets, Provo,
Utah, 1868-1871" (pp.39,39) muitos anos depois do primeiro
sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão em 1852:
"A doutrina pregada pelo presidente Young alguns anos atrás
na qual ele diz que Adão é nosso Deus - o Deus que
adoramos - nisso crê a maioria do povo... Orson Pratt disse
não crer nela, ...se o presidente faz uma afirmação
não é nossa prerrogativa disputá-la... quando
ouvi pela primeira vez a doutrina de Adão ser nosso Pai e
Deus, fiquei favoravelmente impressionado - gostei dela e a vi como
uma nova Revelação - pareceu-me razoável que
como pai de nossos espíritos, ele nos trouxesse aqui."
O mórmon Edward W. Tullidge escreveu: "Adão é
nosso Pai e Deus. Ele é o Deus da terra; assim diz Brigham
Young."[9]
O ponto está estabelecido: Brigham Young deveras ensinou
que Adão era Deus, "o único Deus com quem devemos
lidar". Como diz Melaine Layton, uma ex'mórmon de grande
conhecimento, em seu excelente livro Mormonism, ainda não
publicado: "É verdade que os mórmons de hoje
não acreditam nisso; entretanto, vários mórmons
disseram-me que o crêem. A maior parte dos restantes ou nunca
ouviram falar de tal coisa ou dizem simplesmente que não
é verdade. Entretanto permanecem os fatos: Por mais de 50
anos (1852-1903), os escritores oficiais do mormonismo ensinaram,
sem hestitação, que Adão é nosso Deus,
e a grande maioria das pessoas acreditou nisto!"
O Profeta Contraditório
Considere, outra vez, a contradição incrível
do presidente e "profeta vivo", Spencer W. Kinmball: "Admoestamo-vos
contra a disseminação de doutrinas que não
estão de acordo com as escrituras e que supostamente foram
ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações
passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão.
Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem cautela contra
esta e outras espécies de doutrinas falsas" (itálicos
do autor). Como sabiamente diz Wally Tope referindo-se a esta afirmação:
"Ou Spencer W. Kimball está mentindo; não fez
seu trabalho de casa; ou recusa-se a crer na linguagem clara. Todas
as alternativas são inescusáveis.
Simplesmente não existe saída. É impossível
e totalmente desonesto fingir que Brigham Young foi citado erradamente
ou compreendido mal por mais de 50 anos pelos líderes mórmons
e milhares de pessoas. Se suas "revelações"
foram contraditadas em data posterior, por que ter um "profeta
vivo"? Como sabem os mórmons que não estão
interpretando mal seu profeta atual? Quantidade alguma de desculpas
vai satisfazer um Deus Santo que exige a verdade de acordo com sua
verdadeira Palavra, a Bíblia. A doutrina do Deus-Adão
é falsa, por um profeta falso, numa igreja falsa.
Esta doutrina falsa levou a outras doutrinas blasfemas que Brigham
também ensinou. Entre estas está a que diz ter sido
Adão o pai de Jesus, como resultado de relações
sexuais com a virgem Maria, de modo que Jesus realmente não
nasceu de uma virgem como declara claramente que "Jesus Cristo
não foi gerado pelo Espírito Santo".[11]
A Bíblia diz: "O que está concebido nela é
do Espírito Santo."
Sabemos que nenhum profeta verdadeiro de Deus contradiz a Palavra
de Deus. Entretanto, já lidamos com este assunto e o mencionamos
aqui meramente para mostrar a que ponto a doutrina do Deus-Adão
de Brigham Young o levou. Certamente, o Jesus que os mórmons
conhecem não é o
Jesus da Bíblia.
O Jesus Mórmos
O Jesus mórmon não teve nascimento virginal, é
irmão espiritual de Satanás; não foi Deus desde
a eternidade, não é um em natureza, essência
e substância com Deus Pai e com o Espírito Santo. Sua
salvação não pode levar a pessoa ao "céu
mais alto"; é necessário que a pessoa também
faça boas obras. O Jesus mórmon é um Jesus
falso, um Jesus que não existe a não ser como parte
da ilusão mórmon.
Satanás pode dar "bons sentimentos" ou "experiências
espirituais" aos que adoram este Jesus, porque Satanás
produz imitações do tipo "anjos de luz"
de Jesus para enganá-los. Mas o Jesus mórmon definitivamente
não é o Senhor Jesus Cristo, bíblico, vivo,
ressurreto em corpo, Deus da eternidade, Criador de todas as coisas
(João 1:3). Não importa quanto o mórmon ame
ao Jesus que ele conhece e a ele preste homenagem, é tolice
fútil e fatal. E a doutrina do Deus-Adão de Brigham
Young teve grande papel na formação deste Jesus falso
do mito mórmon.
Os mórmons às vezes afirmam que Brigham Young não
quis dizer que Adão era Eloim, mas sim um homem que atingiu
a divindade em algum outro planeta. Eles podem também acrescentar
que era Eloim que foi apresentado como o Deus que teve relações
sexuais físicas com a "virgem" Maria, e não
Adão. Parece fazer pouca diferença para os mórmos
que Brigham Young repetidas vezes tenha dito e ensinado que "Adão
é o único Deus com quem devemos lidar"; parece
fazer pouca diferença que os líderes mórmons
que o ouviram, citaram-no dizendo isto repetidas vezes; pareve fazer
pouca diferença que muitos deles tenham falado em adorar
este Deus-Adão como seu único Deus. Os mórmons
que ouviram Brigham Young e o citaram criam que ele queria dizer
que Adão era o "Deus" que teve relações
sexuais com Maria e que Adão era o pai de Jesus Cristo -
não em algum conceito espiritual, mas fisicamente. Depõe
contra os mórmons modernos presumir corrigir seu profeta
e todos os seus líderes agora, quando Brigham Young não
os corrigiu então.
Ainda que Young na verdade tenha querido dizer que Eloim, um Deus
de carne e sangue, teve relações sexuais físicas
com a "virgem" Maria, isto ainda é uma afirmação
blasfema. Isto significa que Maria não era virgem quando
Jesus nasceu, como a Bíblia o afirma. Deus violou os direitos
conjugais de José forçando-lhe um relacionamento adúltero
- a própria coisa que ele proíbe - com Maria. Deus
não viola seus próprios mandamentos! Que Deus tenha
misericórdia daqueles que ousam abaixar-se tanto em desonrá-lo
e à sua Palavra para salvar a Brigham Young! Jesus nasceu
por milagre do Espírito Santo que capacitou a virgem Maria
a conceber, não por via de relações sexuais
físicas com um Deus namorador!
A propósito, Adão não existia antes de ser
criado. Como Deus diz claramente, primeiro vem o natural, depois
o espiritual (ver 1 Coríntios 15:46). Quando Jesus disse:
"Antes de Abraão EU SOU", estava declarando que
antes de Abraão existir, Jesus era o Deus Eterno! Certamente,
Abraão existiu fisicamente antes do homem Jesus. Jesus como
Deus, existiu desde a eternidade.
Deus ama aos mórmons e eu também. O que posso fazer
é orar para que o bisturi da verdade contenha a anestesia
de seu amor à medida que ele usar estes fatos para operar
os corações dos mórmons que honestamente desejam
conhecer a verdade.
Com pesar genuíno, mas com certeza absoluta, repetimos: ao
negar, a igreja mórmon, a doutrina do Deus-Adão faz
de Brigham Young um profeta falso. Isto significa que a igreja dos
Santos dos Últmos Dias é falsa. Aceitar tal doutrina
é rejeitar a Bíblia e o bom senso. Também nega
o profeta e presidente, Spencer W. Kimball.
Estes fatos deixam os seguidores mórmons sem saída.
Deus não quer que os mórmons se desesperem, mas deseja
que se lhes abram os olhos para o Senhor Jesus Cristo bíblico.
Ele os ama e quer salvá-los do pecado e do inferno e da ilusão
do mormonismo e do seu falso Cristo antes que seja eternamente tarde
demais. Santanás sempre tem uma resposta, razão pela
qual a maioria dos cultos basicamente nunca mudam, mesmo quando
totalmente expostos. Entretanto, Deus revelar-se-á aos mórmons
honestos que buscam e que estão dispostos a encarar os fatos
e não tentar fugir da verdade escondendo-se por trás
de seu "testemunho" ou de seu "queimor no seio"
(ver capítulo 13) ou algumas das respostas inteligentes mas
desonestas de Satanás.
A "revelação" mórmon tem levado seus
"profetas" e seu povo a um labirinto de contradição
impossível, de confusão e de dissimulação.
Por favor, não se desespere. Volte-se para o Senhor Jesus
Cristo e ele o salvará e curará seu coração
partido. O Senhor Jesus Cristo bíblico, que eternamente é
Deus, dar-lhe-á algo mil vezes mais doce do que o mormonismo
ou o Jesus mórmon jamais poderiam dar. A salvação
dada por Cristo (que corresponde à exaltação
mórmon) é um dom (veja Romanos 6:23). Invoque o nome
do Senhor Jesus Cristo para salvá-lo (veja Romanos 10:13),
creia que Ele o fez, e vocé pode ter a certeza de estar salvo
agora (veja 1 João 5:13).
_________
Notas
[1] Church News, 9 de outubro de 1976.
[2] Leonard J. Arrington, Charles G. Rich, Mormon General and Western
Frontiersman (Salt Lake : BYU Press, sem data), p. 173.
[3] Journal of Discourses, vol. 13, p. 95.
[4] The Deseret News, 18 de junho de 1873.
[5] Journal of Discourses, 1857, vol. 5, p. 331.
[6] Millenial Star, 26 de agosto de 1954, vol. 16, p. 534.
[7] Diary of Hosea Stout, 9 de abril de 1852, vol. 2, p. 435.
[8] Diary Journal of Abraham H. Cannon, 23 de junho de 1889, vol.
11, p.39.
[9] The Women of Mormondom, 1877, pp. 79, 179, 196, 197.
[10] Wally Tope, "Maximizing Your Witness to Mormons",
p. 20.
[11] Journal of Discourses, vol. 1, pp. 50, 51.
Ilusão Mórmon — Parte 5 (Capítulos 9
e 10)
________________________________________
CAPÍTULO NOVE
Contradições a Respeito da Pessoa de Deus
A Bíblia é o fundamento do que Deus teve que dizer
ao homem. Quando existe contradição entre o que a
Bíblia ensina e o que o Livro de Mórmon ou qualquer
outro livro mórmon ensina, a Bíblia deve ter preferência.
Não tencionamos apresentar neste livro uma exploração
exaustiva das muitas contradições existentes entre
a Bíblia e os vários livros da doutrina mórmon.
Se o leitor quiser continuar o estudo do assunto, recomendamos-lhe
o livro de Jerald e Sandra Tanner intitulado Mormonism, Shadow or
Reality (Mormonismo, sombra ou realidade). Este volume de 600 páginas
contém um desafio aberto a qualquer erudito ou grupos de
eruditos, a tentar responder, ponto por ponto, às contradições
que ele revela.
Entretanto, desejamos deveras examinar algumas contradições
entre a Bíblia e os ensinamentos mórmons concernentes
à doutrina de Deus. Também revelaremos as contradições
entre os livros mórmons "inspirados" escritos por
José Smith e o Livro de Mórmon referentes à
pessoa de Deus.
Os Mórmons crêem que existem muitos deuses
O mormonismo nega que exista um único Deus. Embora o Livro
de Mórmon pareça ensinar a doutrina da Trindade, como
os cristãos a aceitam, outros ensinamentos religiosos de
José Smith dizem haver muitos deuses.
Dizem as Escrituras: "Todavia, para nós há um
só Deus" (1 Coríntios 8:6; veja também
vv. 4, 5); "Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de
mim nenhum haverá" (Isaías 43:10); "Eu sou
Deus, e não há outro" (Isaías 45:22).
(Veja também Deuteronômio 4:35; 32:39; 2 Samuel 7:22;
Salmos 86:10.)
O Livro de Mórmon diz: "...do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo, que é um Deus infinito" (2 Nefi
31:21). Alma 11:26-31 cita Amuleque respondendo a Zeezrom que há
somente um Deus, e descreve-se Amuleque como um homem cheio com
o Espírito do Senhor. Alma 11:22 e Mosíah 15:4, também
falam do Pai e do Filho como sendo um único Deus.
Entretanto, em Doutrinas e Convênios lemos que Abraão,
Isaque e Jacó "entraram para a sua exaltação,
de acordo com as promessas, e se assentam em tronos, e não
são anjos, mas sim deuses" (132:37). Em Pérola
de Grande Valor, José Smith escreveu: "E assim os deuses
desceram para formar o homem em sua própria imagem, na imagem
dos Deuses eles o formaram, macho e fêmea eles os formaram"
(Abraão 4:27). Tanto a Bíblia quanto o Livro de Mórmon
declaram que há um Deus mas Doutrina e Convênios e
Pérola de Grande Valor dizem haver muitos deuses.
O depoimento das três testemunhas no início do Livro
de Mórmon contém estas frases: "E honra seja
ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que é um Deus."
Contraste isto com a seguinte afirmativa de Teachings of Prophet
Joseph Smith (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith): "No princípio,
o cabeça dos deuses convocou um concílio dos deuses."
Também, em uma das versões de sua primeira visão
ele afirma que o Pai e o Filho lhe apareceram como dois seres diversos,
com dois corpos físicos diferentes. Alguns amigos mórmons
meus usam isto como base para sua crença de que Deus o Pai
e o Filho são dois deuses distintos. Esta crença é
contrária à Bíblia e ao Livro de Mórmon.
Ainda mais confuso ao que estuda a doutrina de Deus nos ensinos
mórmons são as contradições encontrados
no mesmo livro. Por exemplo, a Pérola de Grande Valor diz
em Moisés 2:9, 10: "E eu, Deus, disse: Ajuntem-se águas
que estão debaixo dos céus em um só lugar;
e assim foi. E eu, Deus, disse: Que haja uma parte seca; e assim
foi. E eu, Deus, chamei à parte seca, Terra; e ao ajuntamento
das águas eu chamei Mar; e eu, Deus, vi que todas as coisas
que eu tinha feito eram boas." Mas em Abraão 4:9, 10,
Pérola de Grande Valor está escrito: "E os deuses
ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo dos céus
sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra seca; e assim
foi, como eles ordenaram,; e os deuses chamaram à porção
seca, Terra; e ao ajuntamento das águas eles chamaram as
grandes águas; e os deuses viram que eles eram obedecidos."
Os Mórmons crêem que Deus é um Homem Exaltado
Já mencionamos que os Mórmons ensinam que Deus já
uma vez foi homem antes de progredir até ser Deus. Segundo
seu ensino, Deus agora é um homem exaltado, e o próprio
homem pode se tornar um Deus.
As Escrituras nos ensinam: "Antes que os montes nascessem e
se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade [isto
é, o passado para sempre, e para sempre futuro], tu és
Deus" (Salmos 90:2); com Deus "não pode existir
variação, ou sombra de mundança" (Tiago
1:17); "Porque eu, o Senhor, não mudo" (Malaquias
3:6); "No princípio criou Deus..."(Gênesis
1:1); "Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus
único, honra e glória pelos séculos dos séculos.
Amém" (1 Timóteo 1:17).
O Livro de Mórmon diz: "Pois que não lemos que
Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre de transformação?"
(Mórmon 9:9); "Porque sei que Deus não é
um Deus parcial, nem um ser variável; ao contrário
é imutável de eternidade a eternidade" (Moron
8:18); "Deus... por existir de eternidade em eternidade"
(Moroni 7:22).
A Pérola de Grande Valor diz: "Eis que eu sou o Senhor
Deus Todo-poderoso, e Infinito é o meu nome; porque sou sem
princípio de dias ou fim de anos" (Moisés 1:3).
Com estas asserções definidas e claras da Bíblia,
do Livro de Mórmon e da Pérola de Grande Valor, de
que Deus não teve princípio, de que sempre foi Deus,
e que é um ser imutável, é um choque encontrar
a seguinte passagem nos Articles of Faith por James Talmage: "Assim
como o homem é, Deus uma vez já foi; e como Deus é,
o homem pode ser."[1]
A resposta de Deus a esta inverdade é: "Porque eu sou
Deus e não homem" (Oséias 11:9).
Um dos problemas que os mórmons têm com a afirmação
de que Deus uma vez já foi homem é: se Deus uma vez
já foi homem, antes de se tornar Deus, então o homem,
de fato torna-se o criador, ou pelo menos o precursor em evolução
de Deus, em vez de Deus ser o criador do homem. Em conversas com
amigos mórmons, tenho ressaltado isto e eles rapidamente
negam que tal seja o caso. Mesmo assim é um fato óbvio,
se seguirmos esta linha de raciocínio. Os mórmons
muitas vezes dizem que o homem que se tornou Deus na verdade teve
outro Deus como Pai, e talvez até mesmo uma mãe-Deus.
Os mórmons geralmente ficam cada vez mais vagos a esta altura.
Os Mórmons Acreditam que Deus Tem Corpo Físico
Ao par com sua doutrina de que Deus é um homem exaltado,
os mórmons e o ensinamento mórmon afirmam que Deus
tem corpo visível e material. Versículos bíblicos
como Êxodo 33:11 são usados para apoiar esta doutrina:
"Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer
fala a seu amigo."
Deus tem sido visto em aparições antropomórficas
ou teofânicas, como homem, como anjo, etc., e como encarnado
em Cristo. Ele jamais foi visto em sua essência divina. Êxodo
33 continua no versículo 20: "E acrescentou: Não
me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá
a minha face, e viverá." João 1:18 acrescenta:
"Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito,
que está no seio do Pai, é quem o revelou."
Depois da ressurreição, Jesus apareceu a seus discípulos
e disse: "Vede as minhas mãos e os meus pés,
que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito
não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lucas
24:39). Jesus aqui confirmou que não se pode ver ou tocar
um espírito.
"Deus é Espírito" (João 4:24) - não
tem um Espírito, mas é Espírito. O espírito
é invisível como a Bíblia diz que Deus é,
e não tem corpo de carne e osso. É verdade que encontramos
na Escritura referência à boca, braço, olhos,
ouvidos, face e mãos de Deus. Entretanto, essas referências
são simbólicas, não literais. Deus as usa para
comunicar-nos a verdade de um modo que a possamos compreender.
Se nossos amigos mórmons insistirem em tomar toda descrição
de Deus em sentido literal, eles podem acabar com um Deus muito
estranho. Deuteronômio 4:24 diz: "Porque o Senhor teu
Deus é fogo que consome", o Deus da fornalha de fogo.
Jeremias 23:24 diz: "Porventura não encho eu os céus
e a terra? diz o Senhor." Se Deus fosse de carne e osso isto
podia ser um pouco incômodo para o restante da humanidade!
Em Jeremias 2:13, Deus chama a si mesmo de "fonte de águas
vivas". Salmos 91:4: "Cobrir-te-á com as suas penas,
sob suas asas estarás seguro." Certamente que este versículo
não pode ser tomado no sentido literal, pois nosso Deus maravilhoso
não é galinha nem pássaro.
A afirmação mórmon de que Deus é um
homem exaltado e que tem corpo físico tem levado os mórmons
à beira da blasfêmia. Brigham Young, no Journal of
Discourses, diz: "Adão...é nosso Pai e nosso
Deus, e o único Deus com quem devemos lidar." De novo
diz ele: "Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito
Santo."[2]
Brigham Young continuou dizendo que o Pai de Jesus foi o primeiro
da família humana - Adão, o mesmo personagem que esteve
no jardim do Éden!
A Bíblia diz: "Porque o que nela foi gerado é
do Espírito Santo" (Mateus 1:20).
Certamente, o fato de o homem ter corpo de carne e osso não
significa que Deus seja feito do mesmo material, especialmente quando
ele com clareza ensina que não é. Crer, literalmente,
que o homem foi feito à imagem de Deus pode ser demasiado
confuso. Teria Deus a aparência de homem ou de mulher? Com
que raça se parece ele quanto aos característicos
faciais? Fomos feitos à imagem de Deus por termos autoconscientização,
poder de raciocínio abstrato, uma natureza e uma conscientização
de Deus.
Resumindo
Parece inegável que realmente existem contradições
entre os ensinos da Bíblia e os ensinos do Livro de Mórmon
e dos profetas e mestres mórmons. Também parece inegável
que os livros e os profetas mórmons contradizem-se uns aos
outros.
Amigos mórmons freqüentemente nos têm dito: "Você
está tomando fora do contexto o que José Smith (ou
qualquer outra pessoa) disse!"
É claro, tirar as coisas do contexto é sempre um problema
para todo nós, não é? Obviamente não
posso citar passagens inteiras, capítulos ou livros, pois
não haveria espaço suficiente. Por isso é que
fiz uma lista cuidadosa das citações, páginas,
etc., e citei, na maior parte, os ensinamentos dos próprios
mórmons, a fim de poderem ler o que foi dito no contexto.
Desejo que vejam que as porções citadas por mim refletem
exatamente o ensino do contexto como um todo.
Qualquer livro que se arroga ser Palavra de Deus deve ser testado
pela Bíblia. Não há outro livro inspirado pelo
Espírito Santo. A Bíblia é a única Palavra
de Deus e é suficiente.
_____________
Notas
[1] James Talmage, The Articles of Faith, p.430.
[2] Young, Journal of Discourses, vol. 1, pp.50, 51.
____________
CAPÍTULO DEZ
O Sacerdócio e as Genealogias
Os mórmons fizeram exatamente o que Jesus Cristo disse para
não fazer. Colocaram "vinho novo em odres velhos! "
Casaram a graça com a lei e fizeram do Cristianismo uma seita
judaica. Ressuscitaram o que Cristo havia enterrado. Eles, figuradamente,
"costuraram" o véu que Cristo, como nosso sumo
sacerdote, rasgara para sempre a fim de prover-nos livre entrada
aos Santos dos Santos.
Como é que fizeram isto? Por que o fizeram? Na tentativa
de justificar sua existência e dar autoridade às suas
crenças, e na tentativa de provar que são a "única
igreja verdadeira" restauraram o sacerdócio distintamente
judaico do Antigo Testamento, e se voltaram novamente para o estudo
e a preservação das genealogias. A igreja mórmon
afirma que somente os que têm sacerdócio na igreja
mórmon possuem autoridade para ministrar as ordenanças
do evangelho. Portanto, crêem não haver salvação
verdadeira, nem acesso ao céu "mais alto" fora
da igreja mórmon. Todas as ordenanças realizadas por
qualquer outra igreja são sem valor.
As genealogias em certa época já tiveram firme ligação
com o sacerdócio no que se refere à verificação
das qualificações para o sacerdócio. Os mórmons
construíram o sistema genealógico mais elaborado do
mundo.
O Sacerdócio Aarônico
A menor das duas organizações sacerdotais na igreja
mórmon é o sacerdócio aarônico ou levítico.
Este sacerdócio aarônico foi supostamente restaurado
quando João Batista apareceu a José Smith e a Oliver
Cowdery no dia 15 de maio de 1829, e lhes conferiu o sacerdócio
aarônico. Leia o relato em Perola de Grande Valor, José
Smith 2:68-73.
(Os mórmons têm prazer em rejeitar a autoridade das
outras igrejas e em afirmar a deles, citando Hebreus 5:4: "Ninguém,
pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado
por Deus, como aconteceu com Arão." Êxodo 28 e
29 dizem-nos exatamente como Arão e seus filhos foram chamados
e consagrados e mórmon algum sobre a terra é chamado
e consagrado desse modo hoje! Leia-o e veja!)
Uma vez que, mais tarde, Oliver Cowdery deixou a igreja dos Santos
dos Últimos Dias e até mesmo foi chamado de mentiroso
por José Smith e outros, eu diria que o testemunho dele da
restauração do sacerdócio aarônico é
um tanto suspeito, para dizer pouco. (Tanto Marvin Cowan quanto
Jerald Tanner em seus respectivos livros, Mormon Claims Ansered
e Mormonism, Shadow or Reality, citam vários escritores mórmons
que contradizem totalmente as reivindicações da restauração
do sacerdócio aarônico.)
A orden do sacerdócio aarônico na igreja mórmon
inclui diáconos, meninos de 12 e 13 anos de idade; professores,
meninos de 14 e 15 anos; e sacerdotes, rapazes de 16 e 17 anos de
idade.
O Sacerdócio de Melquisedeque
Segundo Talmage, algum tempo depois do sacerdócio aarônico
ter sido conferido em 1829, Pedro, Tiago e João também
conferiram o sacerdócio do Melquisedeque a José Smith
e a Oliver Cowdery.[1] O historiador mórmon B.H. Roberts
admite que "não há relato definido do acontecimento
[o conferir o sacerdócio de Melquisedeque a José Smith
e Oliver Cowdery] na história do profeta José, ou,
em nenhum de nossos anais."[2]
Esta ordem mais elevada dos dois sacerdócios mórmons
é chamada o "sacerdócio de Melquisedeque... porque
Melquisedeque foi grande sumo sacerdote" (Doutrinas e Convênios
107:2). (Ver Gênesis 14:8; Salmos 110:4; Hebreus 5:6; 6:20;
7:1.) Os oficiais deste sacerdócio incluem anciãos
(ou élderes), os setenta, e sumo sacerdotes. Os mórmons
crêem que, "como o próprio Deus, o sacedócio
de Melquisedeque tem natureza eterna". É " um princípio
eterno, e existiu com Deus desde a eternidade e existirá
eternamente, sem começo de dias ou fim de anos."[3]
Muitos anos antes de Deus estabelecer o sacerdócio por meio
de Arão como um ofício contínuo, as Escrituras
falam-nos de um homem chamado Melquisedeque (Gênesis 14).
Melquisedeque não teve princípio registrado nem fim,
e era sumo sacerdote e rei. Nestas coisas ele era uma figura do
Senhor Jesus Cristo, nosso Deus eterno (Isaías 9:6), Sumo
Sacerdote e Rei dos reis.
Depois da apresentação deste homem, Melquisedeque,
não houve outro sacerdócio segundo Melquisedeque,
ordenado por Deus por séculos. Homem algum, depois de Melquisedeque,
ocupou tal posição até que Jesus viesse e cumprisse
a figura que Melquisedeque e seu sacerdócio representavam.
Quando Jesus chegou, foi declarado "sacerdote para sempre"
(Hebreus 7:21). "Jesus, porque continua para sempre, tem sacerdócio
imutável" (Hebreus 7:24). De acordo com os eruditos
do grego como Robertsom e Thayer, imutável significa "intransferível".
Jesus somente, por todo o tempo, é nosso sacerdote segundo
Melquisedeque. Parece excessivamente tolo alguém hoje reivindicar
um sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. Leia Hebreus
7.
Uma olhada à igreja mórmon com seu sacerdócio
aarônico e de Melquisedeque restaurados devia convencer qualquer
pessoa que tenha conhecimento da igreja do Novo Testamento de que
os mórmons restauraram demais! Restauraram o que jamais existiu!
Não existiram tais oficiais como sacerdotes, setenta, sumo
sacerdotes aarônicos ou de Melquisedeque, etc., na igreja
do Novo Testamento. Entretanto, esta é a estrutura sobre
a qual a igreja dos Santos dos Últimos Dias é construída
- a autoridade dos sacerdócios restaurados aarônico
e de Melquisedeque, encontrados somente na igreja mórmon.
O ofício de diácono, como descreve o Novo Testamento,
deve ser ocupado por aquele que seja "marido de uma só
mulher, e governe bem seus filhos e sua própia casa"
(1 Timóteo 3:12). Pode um menino de 12 anos de idade ter
qualificações para diácono de acordo com esta
descrição?
Deus ordenou que os sacerdotes deviam ser da tribo de Levi, descendendo
diretamentne de Arão e seus filhos. Entretanto a maioria
dos mórmons reivindica ser das tribos de Efraim ou Manassés
- as tribos erradas!
Um dos mais altos deveres dos sacerdotes no Antigo Testamento era
oferecer sacrifício de sanque. Os sacerdotes mórmon
não o fazem. Se esta é uma restauração
do sacerdócio, por que não o fazem?
Genealogias
O verdadeiro propósito de todo o trabalho genealógico
dos mórmons é prover informação para
o batismo pelos mortos; ordenanças seladas por procuração
(ordenança pela qual marido e esposa são selados no
casamento para o tempo e a eternidade), e ordenação
e doações para parentes mortos a fim de ajudar a salvá-los
ou exaltá-los. Desta forma os mórmons procuram os
nomes dos mortos mediante pesquisa genealógica e então
são batizados em seu lugar. O presidente Joseph Fielding
Smith disse: "O maior mandamento dado a nós que é
obrigatório, é o trabalho do templo por amor de nós
mesmos e por amor de nossos mortos."[4]
A igreja mórmon guarda o microfilme de toda esta obra genealógica
em grandes túneis cavados numa montanha de granito em Little
Cottonwood Canyon, ao sudeste de Salt Lake City. Estas genealogias
são traçadas até séculos atrás.
Quarenta e cinco milhões de pessoas já foram batizadas
por procuração. Somente em 1975 mais de três
milhões foram batizados em 16 templos mórmons. Treze
equipes de televisão nos Estados Unidos e outras 67 equipes
ao redor do mundo trabalham para acrescentar informação
microfilmada acerca dos mortos à que já existe. Mais
de 120 milhões de dólares já foram gastos com
este fim.
Em 1966 "A carga total de microfilme incluía 579,679.800
páginas de documentos. Havia mais de 5 bilhões de
nomes nos arquivos - a igreja gasta cerca de 4 milhões de
dólares por ano com a Sociedade Genealógica. Esta
tem 575 empregados e é dirigida por uma junta da qual fazem
parte dois apóstolos."[5]
Amigos, todos vocês que estão presos por sacerdotes
e genealogias, leiam com cuidado e alegria. Tenho boas-novas para
vocês!
Adeus Sacrifícios, Sacerdotes e Genealogias
Boas-novas! Maravilhosas novas! Não é mais preciso
oferecer sacrifício por nossos pecados. Jesus ofereceu "para
sempre, um único sacrifício pelos pecados" (Hebreus
10:12), e assim desfez a necessidade de qualquer outro sacrifício.
Os sacerdotes do Antigo Testamento tinham como função
principal oferecer sacrifícios de sangue como propiciação
pelo pecado (Veja Levítico 9:1,2). Todos os seus sacrifícios
simbolizavam o dia quando Cristo, o Cordeiro de Deus, derramaria
seu sangue por nossos pecados. Quando Jesus morreu na cruz a figura
foi cumprida, logo a necessidade de sacrifícios, e também
a necessidade de sacerdotes, foram desfeitas.
Quando meu amigo John falava comigo da doutrina mórmon, freqüentemente
alegava que todas as outras igrejas eram falsas, exceto a igreja
mórmon. Uma das razões para isto é que não
tínhamos autoridade por não termos sacerdócio
oficial, apóstolos nem profetas. O que diz Deus acerca disso?
Todo cristão agora é declarado sacerdote. "Vós,
porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação
santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes
as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa
luz" (1 Pedro 2:9). "João, às sete igrejas
que se encontram na Ásia: Graça e paz a vós
outros, da parte daquele que é, que era e que há de
vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu
trono, e da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito
dos mortos, e o soberano dos reis da terra. Àquele que nos
ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu
reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, e ele a glória e
o domínio pelos séculos dos séculos. Amém"
(Apocalipse 1:4-6).
A morte de Cristo elimina o sacerdócio formal judaico. O
véu do Templo que simboliza a separação da
humanidade de Deus, foi "rasgado de alto a baixo" quando
Ele morreu e tornou-se nosso sumo sacerdote dando-nos acesso direto
a Deus (Hebreus 10:18-21). Agora podemos chegar à presença
de Deus mediante seu sacrifício. Jesus é nosso Sumo
Sacerdote, nosso Sacrifício e nosso Mediador. Não
precisamos de nenhum outro.
Todo aquele que aceita o Cordeiro de Deus sacrificial como propiciação
por seu pecado, todo aquele que se torna cristão passa a
fazer parte dessa geração escolhida e é incluído
nesse sacerdócio real, tanto as mulheres como os negros.
Temos a autoridade da Palavra de Deus, e a habitação
do Espírito Santo que prometeu guiar-nos na verdade, a Palavra
de Deus. Todos nós fomos nomeados seus embaixadores, o que
nos dá imensa e certa autoridade (veja 2 Coríntios
5:17-21). Isto não é verdade com relação
ao "sacerdócio" mórmon.
Os registros genealógicos foram completamente destruídos
pelos romanos. Esse registros genealógicos eram guardados
cuidadosamente pelos judeus por causa de linhagens familiares e
heranças tribais. Tanto Mateus como Lucas registram a genealogia
de Cristo. Deus permitiu que isso fosse incluído em sua Palavra
para que a messianidade de Jesus Cristo pudesse ser provada. Centenas
de anos antes de Jesus Cristo, os profetas disseram que ele viria
de um certo povo, de uma certa tribo, de uma certa linhagem, de
um certo indivíduo dentro dessa família. Isto foi
parte da prova magnífica de Deus de que Jesus Cristo foi
Deus na carne como dizia ser.
Depois de Jesus ter sido crucificado, Tito, no ano 70 A.D. destruiu
todos os registros genealógicos de Jerusalém. Tudo
o que restou foram os que estão registrados na Palavra de
Deus. Deus estava dizendo: "O Messias já veio e sua
genealogia já foi provada. Está terminado."
Os registros genealógicos eram um meio pelo qual se provavam
as qualificações dos sacerdotes. Sua linhagem podia
ser traçada até Arão. Ao instituir o sacerdócio
judaico Deus escolheu somente uma das 12 tribos de Israel, os levitas,
para serem sacerdotes. Da tribo de Levi ele escolheu um homem, Arão,
como sumo sacerdote. Todos os sacerdotes verdadeiros descendiam
de Arão (veja Exôdo 28:1;31:10; Levítico 8:2;9;Números
3:1-4). Qualquer pessoa que não fosse descendente de sangue
de Arão, e afirmasse ser sacerdote, era sacerdote falso,
a despeito de quantas vozes pudesse ouvir ou visões que pudesse
ter reivindicado que Deus lhe havia dado a autoridade de sacerdote.
A descendência de Arão devia ser comprovada.
Ao permitir Deus que estes registros genealógicos fossem
destruídos, depois de tê-los preservado miraculosamente
por séculos, tornou impossível que qualquer pessoa
traçasse sua descêndencia de Arão e assim reivindicasse
ser sacerdote aarônico! Qualquer homem que alega ser sacerdote
segundo Arão hoje é falso sacerdote.
Além disso, Deus admoesta que as pessoas "não
se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que antes promovem
discussões do que o serviço de Deus, na fé"
(1 Timóteo 1:4). De novo sua palavra diz: "Evita discussões
insensatas, genealogias, e contendas, e debates sobre a lei"
(Tito 3:9). Nesta era da graça o sistema judaico foi deixado
de lado por Deus. Somente os que gostariam de ser mais hebreus que
os próprios hebreus, apegar-se-iam ao sistema há muito
rejeitado por Deus. É por isso que não temos lista
de sacerdócio - aarônico, segundo a ordem de Melquisedeque
ou de qualquer outra espécie - na igreja estabelecida de
Jesus Cristo! Não há tal ofício hoje. A igreja
do Novo Testamento não tinha necessidade deles e qualquer
igreja que tiver uma ordem oficial de sacerdotes não é
igreja neotestamentária. Pode ser tudo, menos igreja cristã.
Os Santos dos Últimos Dias dão muitas importâncias
ao sacerdócio aarônico e de Melquisedeque. No amor
de Cristo, lhe imploramos que reconsiderem. Não construam
o que Deus destruiu. Não há, não pode haver
sacerdotes hoje. Não duvidamos da integridade e sinceridade
de muitos que afirmam ser sacerdotes e daqueles que crêem
que sejam. Mas tentar restaurar o que Deus já desfez e colocar
os homems, pelo menos em parte, de volta às obras em vez
de deixá-los inteiramente sob o sangue de Cristo para salvação
completa e inteira é trágico, tanto agora como na
eternidade, para eles e para os que os seguem.
Nem Paulo nem Pedro afirmaram ser sacerdotes, a não ser no
sentido em que todo o cristão o é. Como sacerdotes,
os que aceitamos o Cristo bíblico, podemos chegar a Deus
por nós mesmos mediante o sangue do Senhor Jesus Cristo.
Tornamo-nos sacerdotes ao obtermos sua salvação completa,
grátis e eterna.
Não muito tempo atrás um mórmon dedicado assegurou-me
que dependia somente de Jesus para sua salvação. Eu
disse: "Suponha que alguém que não pertence à
igreja mórmon aceitasse Cristo e dependesse somente dele
para chegar ao céu mais alto. Essa pessoa conseguiria?"
O mórmon, de repente ficou silencioso, evidência muda
de que consciente ou inconscientemente ele depende de Cristo e da
igreja mórmon. Segundo a Escritura o único meio de
salvação é aceitar Jesus Cristo como todo-suficiente,
mais nada (ver Efésios 2:8,9).
Examine a parábola que Jesus contou acerca do fariseu e do
publicano em Lucas 18:9-14. O fariseu, inegavelmente, pertencia
à "única igreja verdadeira" no sentido de
pertencer ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido
no Antigo Testamento. Seu sistema ainda retinha sacerdotes, homens
como Caifás, e eram legítimos pois isto veio antes
da cruz. Portanto, o fariseu podia gabar-se de pertencer à
única igreja verdadeira estabelecida por Deus, e que ela
possuía o único sacerdócio autorizado. Ele
era muito religioso, e aparentemente, pelos padrões humanos,
muito bom. Ele orou: "Ó Deus, graças te dou porque
não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros,
nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou
o dízimo de tudo quanto ganho" (Lucas 18:11,12). Ele
era fiel à igreja, cria em Deus, dava o dízimo de
tudo quanto ganhava, era justo nos negócios, e não
tomava dinheiro à força ou por meios desonestos. Tratava
o próximo com justiça, pagava suas dívidas
e era fiel à esposa.
O publicano, por outro lado, era uma confusão. Era um judeu
que os outros consideravam ter se vendido aos conquistadores romanos.
Ele cobrava impostos dos judeus para os romanos. Uma das maneiras
pelas quais estes publicanos desprezíveis conseguiam levar
vantagem era cobrar mais imposto do que os romanos exigiam e embolsar
a diferença. Alguns, por meio disto, tornavam-se ricos. O
publicano não tinha boas obras algumas que o recomendassem
a Deus. É significativo que ele nada tenha dito a Deus acerca
de orações, dízimos, ou não ser adúltero.
Ele era um pecador miserável, desonesto e sem esperança.
Amigos mórmons, qual destes dois homens vocês deixariam
entrar no céu?
O publicano orou, nem mesmo levantando os olhos para os céus,
batendo no peito na agonia da necessidade e convicção
do pecado: "Ó Deus, sê propício a mim pecador!"
Qual dos homens foi para casa "justificado", livre do
pecado, salvo? Disse Deus a respeito do publicano: "Este desceu
justificado para sua casa, [salvo, perdoado, justificado com Deus],
e não aquele."
Muitos amigos mórmons dizem-me com grande veemência:
"Você quer dizer que um homem que ia à igreja,
tinha uma vida correta, pagava as dívidas, etc., podia morrer
e não ir para o céu, e que um homem que mentia, roubava,
trapaceava e levava uma vida má, podia dizer: 'Jesus, salva-me',
e ser salvo nos últimos dias ou horas de sua vida? Besteira!"
Sim, é exatamente isto que quero dizer e a Bíblia
o prova (veja o encontro de Jesus com o ladrão na cruz em
Lucas 23:39-43; também a parábola dos trabalhadores
da vinha, em Mateus 20:1-16). Os mórmons não podem
compreender como se pode aplicar a graça de Deus aos que
não trabalharam pela salvação, que não
a ganharam.
Todos nós temos uma natureza pecaminosa. Quantidade alguma
de obras jamais poderá mudar essa natureza, somente Jesus
pode. Em qualquer ponto da vida que aceitar a Cristo como seu Salvador
pessoal, é aí que a pessoa se torna nova criatura
em Cristo. Então as boas obras fluirão dela, não
para comprar a salvação, mas em amor e gratidão,
prova de que foi salva. O sangue do Senhor Jesus Cristo pode lavar
qualquer pessoa quando vier, honestamente, com todo o seu coração,
a ele. Nada mais satisfará a Deus.
Meu bom amigo Marvin Cowan, por muitos anos mórmon dedicado
e conquistador de outros para o mormonismo, disse-me pungentemente
com que fervor cria na igreja mórmon e o quanto por ela trabalhou
antes de encontrar o Senhor Jesus Cristo e ser libertado desse sistema.
Hoje ele é missionário Batista aos mórmons
a quem ama e por quem seu coração se condói.
Ele é um dentre muitos que já disserem alô a
Jesus e adeus aos sacerdotes. O desejo do coração
dele, e do meu, é ganhar mórmons, qualquer coração
faminto que esteja lendo estas páginas, não deseja
você dizer alô, de uma vez e para sempre, a Jesus neste
instante?
"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir
a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com
ele e ele comigo" (Apocalipse 3:20).
______________
Notas
[1] Talmage, Articles of Faith, pp. 204-211.
[2] B.H. Roberts, A Comprehensive History of The Chruch of Jesus
Christ of Latter-day Saints (Salt Lake City: Deseret News Press,
1930), vol.1, p.40.
[3] Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine (Salt Lake City: Bookcraft
Inc., 1966), p.477.
[4] Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, vol.2, p.149.
[5] Wallace Turner, The Mormon Establishment (Boston: Houghton Mifflin
Co., 1966), pp.81,82.
A Ilusâo Mórmon — Parte 6 (Capítulos 11
e 12)
________________________________________
CAPÍTULO ONZE
Algumas Doutrinas - Distintivas mas Dúbias
Algumas das doutrinas mais características da igreja mórmon
não são encontradas no Livro do Mórmon mas
em alguns outros escritos deles. Neste capítulo discutiremos
a visão que os mórmons têm do casamento múltiplo,
do inferno, do batismo pelos mortos, dos três céus,
da preexistência e dos negros.
Poligamia
No princípio, Deus deu a Adão uma esposa. (Veja Gênesis
2:18-25.) Aqui, de novo, não estamos lidando com especulações
ou teorias, mas com fato bíblico.
Deus instituiu o casamento: uma esposa para cada homem. Depois de
o pecado ter começado a escurecer o coração
do homem, muitas vezes ele tomou mais de uma esposa. A maioria das
vezes, isto contribuiu para o seu pesar e também para o pesar
de Deus.
Sob a graça do Novo Testamento Deus definitivamente limitou
o homem a uma única esposa. Qualquer outra coisa seria adultério.
"É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível,
esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto,
hospitaleiro, apto para ensinar" (1 Timóteo 3:2).
Deus não teve e também não tem um padrão
para os bispos (pastores) e outro para os crentes. Isto meramente
significa que o bispo devia ser um cristão provado e praticante,
esposo de uma só mulher.
O Livro de Mórmon concorda com a Bíblia quanto a este
assunto: "Eis que Davi e Salomão, realmente, tiveram
muitas mulheres e concubinas, o que foi abominável diante
de mim, diz o Senhor" (Jacó 2:24). Jacó 3:5 também
afirma que o mandamento do Senhor era que o homem possuísse
uma só mulher. Entretanto, o profeta José Smith mais
tarde teve uma revelação, registrada em Doutrina e
Convênios 132:4. "Pois eis que eu te revelo um novo e
eterno [observe esta palavra!] convênio; e se não o
obedeceres, então serás condenado."
Smith então prosseguiu elaborando sobre a doutrina de o homem
ter permissão para possuir mais de uma mulher. De fato, se
o homem não guardasse essa aliança seria amaldiçoado.
Smith prosseguiu dizendo em Doutrina e Convênios 132:38,39
que Deus havia, de fato, dado a Davi e a Salomão suas mulheres.
Finalmente, José Smith conclui que o Senhor justificara seus
servos Davi e Salomão por terem muitas esposas!
Ora, José Smith recebeu esta revelação mui
conveniente no dia 12 de julho de 1843. Ele foi morto em 1844. Vários
escritores mórmons afirmam que Smith tinha cerca de 48 esposas.
Até mesmo uma posição mais caridosa dificilmente
poderia evitar a implicação forte de que José
Smtih vivia em adultério muito antes de ter tido sua "revelação".
É interessante notar que incluso na revelação
de José Smith existia uma admoestação para
Emma Smith, sua esposa, no sentido de receber as outras esposas.
Observe também o tempo verbal. "Receba todas as que
foram dadas ao meu servo José..." (Doutrina e Convênios
132:52).
Esta doutrina era contrária à lei do país,
e foi responsável por grande parte da perseguição
sofrida pelos mórmons.
Talvez em uma tentativa de apoiar a revelação de José
Smith, outros líderes mórmons foram até ao
ponto de tentar tornar válida esta doutrina. Ao falar do
casamento em Caná, Orson Hyde afirma que Jesus Cristo foi
casado em Caná de Galiléia; Maria, Marta e outras
eram suas mulheres.[1] Isto é ridículo, para não
dizer blasfemo. Obviamente o Criador eterno, que Jesus é,
não se casaria com a criatura. Em João 2:2 o relato
nos diz que Jesus "também foi convidado, com os seus
discípulos, para o casamento". Não é costume
a pessoa receber convite para seu próprio casamento. Em João
2:8-10 o noivo e não Jesus, recebe os cumprimentos do mestre-sala
pela qualidade do vinho. O mestre-sala não tinha consciência
do milagre que Jesus acabara de fazer. Orson Pratt, outro líder
mórmon, em Seer (Vidente), página 159 afirmou que
Jesus tinha esposas.
Este ensinamento polígamo dos mórmons é mais
uma indicação de que os mórmons crêem
em um Cristo totalmente diferente do que é ensinado na Bíblia.
É outro Cristo. Outro Jesus ou um Cristo falso, admoesta
a Bíblia, não pode jamais salvar, não importa
quão sinceramente a pessoa o aceite. O Cristo não-eterno
dos mórmons que teve de "atingir" a estatura de
Deus, que era polígamo, e como também ensinam os mórmons,
um ser criado e irmão do diabo, não pode salvar a
ninguém. O nome pode ser o mesmo, os termos que os mórmons
usam podem ser similares, mas a pessoa é inteiramente outra.
Os mórmons apegaram-se tenazmente à doutrina da poligamia
como desposada por seu profeta José Smith até que
a pressão da lei tornou-se tão grande que tiveram
de desistir da prática. O presidente Wilford Woodruff obteve
uma "revelação" conveniente de Deus a tempo
de evitar a pressão sempre crescente do governo e a perseguição
contra a poligamia. No dia 25 de setembro de 1890, proclamou um
manifesto declarando as intenções dos mórmons
de obedecer às leis do país quanto ao ter uma única
esposa. Os mórmons deram sua palavra de honra que iam guardar
essa lei, mas muitos dos líderes mórmons mais tarde
admitiram em público que haviam quebrado o voto e tomado
outras esposas.
Os mórmons estão num dilema. Brigham Young, o profeta
mórmon inspirado disse: "Os únicos homens que
se tornam deuses, até mesmo filhos de Deus, são os
que aceitam a poligamia." (2) José Smith havia dito
que os que não aceitassem totalmente esta doutrina seriam
amaldiçoados. O Livro de Mórmon diz uma única
esposa, qualquer outra coisa seria abominação para
Deus. O presidente Woodruff disse que Deus lhe havia dito (decida
você mesmo se, por revelação como ele afirmava,
ou pela pressão do governo) que a aliança eterna estava
anulada! De volta à uma esposa!
Parece-nos que no que respeita ao casamento múltiplo os mórmons
estão perdidos se o praticam e se não o praticam.
Lembre-se, pro favor, Deus disse não ser autor de confusão.
É um tanto difícil compreender como, se a revelação
de José Smith era eterna, poderia ela ser anulada, ainda
que temporariamente. Isto não torna a palavra "eterna"
quase vazia de sentido?
Inferno
Jesus Cristo ensinou muito acerca do inferno. Das 24 vezes que o
inferno "e mencionado no Novo Testamento, em 22 destas, Jesus,
o amante de nossas almas, é o porta-voz. Sua descrição
do hades em Lucas 16 é bastante gráfica.
Jesus falou de um homem chamado Lázaro que morreu e foi "levado
para o seio de Abraão". Certo homem rico, neste relato
real, também morreu e foi para o inferno. Não faz
nenhuma diferença, quer concordemos ou não, que haja
inferno, no que concerne à verdade deste relato. Jesus não
mente e ele disse haver um inferno eterno para os perdidos. A Bíblia,
clara e definitivamente ensina que há inferno, e descreve
sua forma final em Apocalipse 20:15: "E, se alguém não
foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para
dentro do lago do fogo."
O Livro de Mórmon concorda, bem de perto, com a Bíblia,
acerca do inferno. "E a outros ele [o diabo] lisonjeia, dizendo
que não há inferno; e diz-lhes: Eu não sou
diabo; ele não existe; e isso ele lhes sussurra aos ouvidos,
até os agarrar com suas terríveis correntes, das quais
não há libertação. Sim, são agarrados
pela morte e inferno; e a morte, o inferno, o diabo e todos os que
foram seduzidos por ele, deverão apresentar-se diante do
trono de Deus e ser julgados pelas suas obras; daí deverão
ir para o lugar preparado para eles, um lago de fogo e enxofre,
que é tormento sem fim" (2 Nefi 28:22, 23).
A despeito destas declarações claras de Bíblia
e do Livro de Mórmon, John A. Widtsoe, escritor e autoridade
mórmon notável e também apóstolo, afirma:
"Na igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias,
não há inferno..." (3)
Outras autoridades mórmons ensinam que o inferno não
é eterno; terá um fim -- uma espécie de purgatório
limitado para o perdido de uns mil anos ou mais. Em nossa tentativa
de pesquisar o que os mórmons ensinam sobre o inferno fomos
desde os apóstolos, mestres e livros inspirados que ensinam
o inferno sem fim até outros que ensinam um inferno limitado,
e ainda outros que ensinam não existir inferno de jeito nenhum.
Assim como acontece com muitas outras crenças mórmons,
os líderes mórmons, seus livros e os membros de suas
igrejas estão deseperançadamente divididos e parecem
não saber no que realmente crêem.
Se você pensa ser este um exagero injusto, verifique os escritos
de 10 ou mais apóstolos mórmons sobre o inferno, leia
acerca do inferno em três livros mórmons inspirados,
depois pergunte a dez mórmons dedicados o que crêem
acerca do inferno.
Alguns líderes mórmons, numa tentativa de evadir ao
terrível horror do inferno, tentam eliminá-lo explicando
que qualquer castigo de Deus é eterno porque Deus é
eterno. Portanto, um único momento de castigo de Deus pareceria
um eternidade. Da mesma forma, entretanto, não gostam de
considerar que a bênção de um minuto seria o
mesmo dele uma benção eterna? . Duraria o céu
somente um minuto? Jesus disse: "E irão estes para o
castigo eterno, porém os justos para a vida eterna"
(Mateus 25:46). Deu ele indicação de que a vida eterna
e o céu são temporários e passageiros? Se as
bênçãos eternas de Deus são para sempre,
também o são seus castigos eternos.
A mesma palavra grega aionios, usada para descrever a continuação
eterna do inferno é também usada para descrever a
eterna continuação de Deus e da continuação
eterna do céu! De modo que se Deus é eterno ou para
sempre, e se o céu é eterno, então o inferno
também o é.
E quando a Bíblia se refere à "segunda morte"
(Apocalipse 2:11; 20:14), ao falar dos que vão para o inferno,
não significa que cessem de existir. Apocalipse 14:11 e numerosos
outros versículos dizem-nos acerca da angústia e tormento
eternos dos que estão no inferno. Quando Deus diz que todos
os homens estão "mortos nos seus delitos e pecados"
(Efésios 2:1) antes de, pessoalmente, virem a Cristo ele
não quer dizer que cessem de existir. Embora sintam, pensem,
comam e respirem, etc., Deus diz estarem mortos. "Mortos",
nestes exemplos, como "perecer" e "destruir",
refere-se não à perda do ser, mas à perda do
bem-estar; não significa extinção, mas ruína.
Lemos no Livro de Mórmon: "Porque, se protelardes o
dia do vosso arrependimento para o dia da vossa morte, eis que vos
tereis submetido ao espírito do diabo, que vos selará
como coisa sua; portanto, o Espírito do Senhor se apartou
de vós e não tem lugar em vós, ao passo que
a diabo terá sobre vós toda a força; é
este o estado final dos ímpios" (Alma 34:35).
Tanto a Bíblia como o Livro de Mórmon ensinam um inferno
eterno. Quando os escritores e apóstolos mórmons negam
a existência do inferno eterno, entram em completa contradição
com a Bíblia e com o Livro de Mórmon.
Batismo
Se o estado final dos ímpios é selado com o diabo
no inferno, como ensina o Livro de Mórmon, parece fútil
que os mórmons sejam batizados como substitutos daqueles
que já morreram.
Os mórmons crêem que o batismo é essencial para
a salvação. Os que nunca ouviram o evangelho ou nunca
foram batizados, ou viveram e morreram antes de o evangelho ser
restaurado, não podem salvar-se a menos que alguém
seja batizado por eles. Essa doutrina não foi ensinada no
Livro de Mórmon mas é resultado de revelações
posteriores de José Smith. Relatos dela são encontrados
em Doutrina e Convênios, seções 124 e 128.
Em toda Bíblia, que cobre muitos séculos, não
há um único mandamento pelo qual devamos ser batizados
pelos mortos por procuração. Em Doutrina e Convênios
128:16, José Smith refere-se a 1 Coríntios 15:29 como
apoio à sua doutrina do batismo pelos mortos: "Doutra
maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos?
Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que se batizam
por causa deles?" Eis aqui um exemplo de como os mórmons
usam um versículo fora de seu contexto.
O assunto da passagem de 1 Coríntios é a ressureição,
não o batismo. O capítulo 15 de 1 Coríntios
dá-nos uma linda figura da ressurreição de
Cristo e de nossa própria ressurreição se formos
cristãos. (A ressurreição dos ímpios
é tratada em outros lugares, como Apocalipse 20.) Paulo está
respondendo a muitas questões acerca da ressurreição.
Diz ele que até os pagãos que se batizam por seus
mortos fazem isto por crerem haver uma ressurreição
dos mortos. "Doutra maneira, que farão os que se batizam
por causa dos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam,
por que se batizam por causa deles?" (Os itálicos são
do autor.) Esses comentários não o identificam ou
a qualquer outro cristão com os que se batizam por causa
dos mortos. Ele simplesmente reconhece o fato de que até
os pagãos crêem na ressurreição dos mortos;
quanto mais deveriam os cristãos.
Conhecemos dois grupos pagãos da época de Paulo que
batizavam por causa dos mortos, os ceríntios (não
coríntios!) e os marcionitas. Nem os cristãos daquele
tempo nem os de agora batizam por causa dos mortos. Esta única
referência ao batismo por causa dos mortos são beneficiados
ou salvos por esse batismo. Paulo usou isto como ilustração.
A Bíblia ensina, sem sombra de erro, que não há
oportunidade alguma de os homens serem salvos depois da morte. Na
morte o destino dos perdidos é selado imediatamente e para
sempre, de uma vez por todas. É por isso que os missionários
da cruz saem com tanta urgência em obediência ao mandamento
de Cristo. É por isso que se sacrificam e morrem, para que
os outros possam ouvir o evangelho. De que adiantaria isso, se depois
que os perdidos morressem, o próprio Cristo lhes fosse pregar
o evangelho?
Como missionário no Alasca, enfrentei ameaças de morte;
vi minha linda filhinha doente com febre reumática enquanto
vivíamos numa cabana terriágua corrente. Sofri a agonia
de meus filhos e vi minha adorável esposa lutando por sua
saúde à medida que tentávamos levar o evangelho
aos perdidos. Entretanto o que sofremos, quando comparado com o
que outros santos missionários suportam a vida inteira, não
por algumas semanas ou alguns rápidos anos, por Jesus Cristo
e por seu evangelho precioso, foi algo de pouca importância.
Esses missionários estão dispostos a enterrar suas
vidas, ambições e deixar suas famílias para
arriscar a dureza e morte; tudo isso porque sabem que os homens
estão perdidos sem Cristo! Essas pessoas perdidas não
têm esperança se não puderem ser alcançadas
enquanto estiverem vivas!
Não há oportunidade depois da morte. "Eis agora
o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação"
(veja 2 Coríntios 6:2). "E, assim como aos homens está
ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo"
(Hebreus 9:27). Não há salvação para
os que estão sem Cristo: "Por isso quem crê no
Filho tem a vida eterna; o que, todavía, se mantém
rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre
ele permanece a ira de Deus" (João 3:36).
Todos os homens serão ressuscitados: os salvos para a vida,
a vida eterna (veja João 6:40) e os não-salvos para
a condenação (veja João 5:29; Apocalipse 20:3-6).
Apocalipse 20:15 acrescenta a palavra final acerca dos não-salvos:
"E, se alguém não foi achado inscrito no livro
da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo."
Céu
Em Doutrina e Convênios 76, José Smith ensina que há
três céus ou três graus de glória. O primeiro
céu é a glória teleste para onde até
mesmo os incrédulos vão. O segundo céu, ou
o céu terreste é para as pessoas boas e religiosas
que não são mórmons, e também para os
mórmons que não preencheram os requisitos de sua igreja
para a glória celeste. O terceiro céu é a glória
celeste que é somente para os mórmons!
Biblicamente, os mórmons tentam basear esta doutrina em 1
Coríntios 15:35-54. Parte desta passagem diz: "Nem toda
a carne é a mesma; porém uma é a carne dos
homens, outra a dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes.
Também há corpos celestiais e corpos terrestes; e,
sem dúvida, uma é a glória dos celestiais,
outra a glória dos terrestres. Uma é a glória
sol, outra a glória da lua, e outra a das estrelas; porque
até entre estrela e estrela há diferenças de
esplendor" (1 Coríntios 15:39-41).
Nesta passagem gloriosa sobre a ressurreição, o assunto
definitivamente é corpos, não céu ou céus
de per se. Nos versículos 35-38, Paulo usa o grão
como ilustração da diferença de nossos corpos
depois da ressurreição. Então ilustra seu ponto
fazendo referência à carne diferente dos homens, dos
animais, dos peixes e das aves (v.39). Depois ele se refere à
diferença dos corpos humanos e possivelmente dos corpos angelicais
ou celestiais (v.40). Finalmente, refere-se ele à diferente
glória do sol, da lua e das estrelas em seus tipos de glória
individuais que se podem identificar pessoalmente (v.41).
Então no versículo 43 Paulo diz que nossos corpos
terrestres, que morrem e se decompõem, são diferentes
de nossos corpos ressurretos. Nossos corpos de ressurreição
são glorificados; ainda assim retêm sua identidade
humana e pessoal. Aqui Paulo simplesmente dá ênfase
ao fato que há uma grande diferença entre a glória
dos corpos celestes e dos corpos terrestres. "Uma é
a glória do sol, outra a glória da lua, e outra das
estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças
de esplendor" (v.41). O assunto ainda é corpos ressurretos,
e não três diferentes céus.
Agora Paulo volta ao ponto de sua ilustração no versículo
42: "Pois assim também é a ressurreição,
dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita
na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em
glória." A diferença principal de glória
da qual fala Paulo é a diferença entre o corpo que
agora possuímos, nosso corpo natural, e, se somos cristãos,
o corpo glorioso, ressurreto e espiritual que teremos.
Repito, o assunto desta passagem é corpos, não céus.
Esta passagem não ensina três céus como José
Smith e os mórmons afirmam. O contexto não dá
apoio algum a tal alegação. Deveras, o mesmo contexto
fala acerca de diferenças de glória entre estrela
e estrela. Para serem consistentes, então, os mórmons
deviam ensinar a existência de milhões de céus
e graus de glória diferentes, porque há milhões
de estrelas que diferem umas das outras em glória.
Marvin Cowan, missionário aos mórmons diz: "Paulo
menciona quatro tipos de carne. Este versículo ensina que
há quatro céus? Esse raciocínio é tão
válido quanto o que os Santos dos Últimos Días
fazem com os próximos dois versículos."[4]
O ladrão na cruz clamou a Jesus e foi salvo instantaneamente
e teve a segurança de que nesse mesmo dia estaria com Cristo
no paraíso. Paulo, o missionário mais poderoso que
este mundo já conheceu, um tremendo apóstolo, e um
dos santos mediante os quais Deus deu sua Palavra, foi levado ao
terceiro céu. (Segundo os mórmons, esse é o
céu mais alto que existe.) Adivinhe quem já estava
lá? É isso mesmo, o ladrão que não fora
batizado, não tivera boas obras, trabalho no templo ou qualquer
tipo de religião que o recomendasse! Ele fora salvo pelo
sangue do Senhor Jesus Cristo. Ele foi salvo instantaneamente e
para sempre porque, crendo, clamou a Jesus Cristo e seus pecados
foram lavados e sua natureza mudada por Jesus. A prova? O terceiro
céu é também chamado paraíso! Leia-o
você mesmo! "Conheço um homem em Cristo que, há
catorze anos foi arrebatado até ao terceiro céu, se
no corpo ou fora do corpo. não sei, Deus o sabe. E sei que
o tal homem, se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus
o sabe, foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis,
as quais não é lícito ao homem referir"
(2 Coríntios 12:2-4; itálicos do autor).
Isto contradiz clara e totalmente o que os mórmons ensinam
acerca do céu e de como lá chegar. Paulo continua
a revelar nesta passagem que foi ele mesmo quem for arrebatado ao
paraíso, ao terceiro céu, para onde Jesus levou o
ladrão salvo.
Na verdade, há somente um céu de Deus. Tanto a Escritura
como o uso hebraico, referem-se a três céus: o primeiro
céu é o das nuvens, o segundo é o do sol, da
lua e das estrelas e o terceiro é o único céu
de Deus.
O céu das nuvens e da atmosfera. "O Senhor te abrirá
o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra
no seu tempo" (Deuteronômio 28:12). "Que cobre de
nuvens os céus, prepara a chuva para a terra" (Salmo
147:8).
O céu do sol, da lua e das estrelas. Gênesis 1:17 fala
do sol e da lua: "E os colocou no firmamento dos céus
para alumiarem a terra."
O céu de Deus. "Assim diz o Senhor: O céu é
o meu trono"(Isaías 66:1).
Não existe nenhuma indicação em toda a Bíblia
de haver mais de um céu de Deus. Pelo contrário, considere
isto: "E quando eu for, e vos preparar lugar [somente um, não
três], voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde
eu estou estejais vós também" (João 14:3).
Jesus fala aqui a todos os cristãos e assegura-lhes que voltará
para todos e que todos estarão com ele (e certamente que
Jesus estará no "céu mais alto", o único
céu de Deus) em um lugar para sempre!
"E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos
dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade
do céu" (Marcos 13:27).
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida
a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá
dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados
juntamente com eles, entre nuvens para o encontro do Senhor nos
ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (1 Tessalonicenses
4:16,17).
Há um único céu, e um único inferno,
e vamos para um ou para o outro, dependendo de nossa atitude para
com Jesus Cristo.
Preexistência
Embora esta, do ponto de vista dos mórmons, seja um doutrina
complicada, desejamos mencionar somente alguns fatos simples.
Basicamente, os mórmons ensinam que os homens eram inteligências
que existiam eternamente, então entraram os homens no mundo
dos espíritos pré- -mortais, pelo nascimento, quando
Deus teve relações sexuais com uma de suas esposas.[5]
Estranho como pareça, este Deus que os mórmons acreditam
ter corpo de carne e ossos, teve filhos que são somente espíritos.
Versículos tais como Jeremias 1:5 são tomados, pelos
mórmons, para apoiar a doutrina de que existíamos
como espírito antes de nascermos como seres humanos: "Antes
que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que
saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta
às nações."
Como é de esperar, uma superestrutura tremenda foi construída
sobre este fundamento excessivamente fraco e ambíguo.
Uma senhora mórmon esposa de um líder mórmon
local, um tanto perturbada por causa de alguns fatos que eu lhe
estivera apresentando, telefonou algumas noites atrás e se
referiu a esse texto. "Não prova isto que existíamos
antes de termos nascido, se Deus nos conhecia antes de termos sido
formados no ventre?" --perguntou ela.
Absolutamente não! Da mesma forma que Mateus 7:23 "Então
lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim,
os que praticais a iniqüidade" não prova que existam
pessoas das quais Deus não tenha conhecimento.
Há duas possibilidades. Não sabemos o momento exato
em que a vida entra no feto. Esta passagem de Jeremias pode referir-se
tempo antes de o feto ser completamente desenvolvido no ventre materno,
mas ainda assim tem vida. A segunda possibilidade, e do meu ponto
de vista, a mais plausível: esta passagem simplesmente fala
do conhecimento eterno de Deus. Certamente, os mórmons não
crêem que Jeremias, na realidade, tivesse sido ordenado como
profeta no mundo dos espíritos antes de ter um corpo! Mas
se afirmamos que Deus literalmente conhecia Jeremias antes de ele
ter nascido, para sermos consistentes devemos também literalmente
aceitar o que Deus disse acerca de o ter ordenado como profeta antes
de ele ter recebido um corpo, enquanto ainda estava no mundo para
os mórmons é que este versículo não
somente diz que Deus conhecia Jeremias e o havia ordenado como profeta
antes de ter sido formado no ventre materno, mas também o
santificara. Para os mórmons, toda esta vida é um
período de provação, mas esta interpretação
indicaria que Jeremias teria sido perfeito antes de nascer!
Agora examine atentamente Atos 15:18: " O Senhor que faz estas
cousas conhecidas desde séculos" Isto se refere ao conhecimento
que Deus tem de todas as coisas. Certamente não significa
que suas obras existissem antes de ele as ter formado! Se Deus conhecia
suas obras desde o princípio do mundo, isso certamente inclui
a Terra. Não significa que a Terra existisse antes de ele
a ter formado! Jeremias é uma das obras de Deus. Certamente
não significa que Jeremias existisse antes de ter nascido.
As obras de Deus incluíram a criação de Adão.
Enfaticamente, não significa que Adão existisse antes
de ter sido criado assim como também não significa
que a Terra existisse antes de ter sido formada. Romanos 8:28-30
esclarece o maravilhoso pré-conhecimento de Deus, sem o qual
ele não seria Deus, e toda nossa segurança para a
eternidade seria desfeita.
Deus disse em Gênesis 2:7: "Então formou o Senhor
Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o
fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente."
Foi aí qua a vida do homem começou. Ele não
tinha vida antes, em lugar algum e em tempo algum, Verifique que
Deus não colocou em Adão um dos seus filhos espíritos
preexistentes que só existem na literatura mórmon.
O homem obteve a vida pela primeira vez diretamente de Deus.
Os Negros
A posição mutável dos mórmons acerca
dos negros na igreja é ainda outra contradição
que grandemente enfraquece a validade da "única igreja
verdadeira".
Em junho de 1978, o presidente Spencer Kimball anunciou que por
divina revelação a igreja mórmon está
livre para aceitar os pretos em seu sacerdócio. Entretanto
por muitos anos não fora esta a posição da
igreja. Segundo a doutrina mórmon, por causa de algum pecado
preexistente, os negros foram amaldiçoados com a pele preta.
Esta maldição foi perpetuada mediante Ham. Por causa
disso o negro para sempre (segundo alguns livros e algumas autoridades
mórmons) não poderia receber o sacerdócio,
nem o céu mais alto, etc.
O escritor mórmon Arthur M. Richardson, declara: "A
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não
foi chamada a levar o evangelho aos pretos, e não o faz."[6]
O ponto de vista de Richardson claramente contradiz Marcos 16:15:
"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura";
(pretos, vermelhos, brancos ou qualquer outra cor). Também
contradiz o Livro de Mórmon 2 Nefi 26:28: "Eis que ordenou
o Senhor a alguém que não participasse de sua bondade?
Eis que vos digo, que não, mas todos os homens têm
o mesmo privilégio e a nenhum foi verdade" (itálicos
do autor).
____________
Notas
[1] Orson Hyde, Journal of Discourses, vol.2, p.210.
[2] Brigham Young, Journal of Discourses, vol.11, p.269. (Veja também
vol.3, p.266.)
[3] John A. Widtsoe, Evidences and Reconciliation (Salt Lake city:
Bookcraft, 1960), p.216.
[4] Marvin E. Cowan, Mormon Claims Answered, p.101.
[5] Milton R. Hunter, Gospel Through the Ages (Salt Lake Ctiy: Deseret
Books, 1945), pp.98, 126-129.
[6] Arthur M. Richardson, That Ye May Not Be Deceived, p.13. Citado
por Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, p.274.
____________
CAPÍTULO DOZE
A Única Igreja Verdadeira
Há algo muito curioso acerca das reivindicações
do mormonismo. Ás vezes dão idéia de serem
um corpo legítimo de cristãos, cujas doutrinas, com
exceção de alguns particulares, não diferem
muito da afirmação de fé cristã em geral.
Mas ao mesmo tempo são a favor de uma igreja cujos livros
inspirados proclamam que todas as igrejas são erradas, todos
os seus credos uma abominação, e todos os seus adeptos
são corruptos!
No que concerne ao credo mórmon, as "Regras de Fé"
que podem ser encontradas em Pérola de Grande Valor, é
um tanto confuso de examinar por que todos os outros credos são
abominação para Deus, mas quando os dogmas desses
credos são transferidos verbatim ao "credo" mórmon,
de repente passam a tornar-se santos e aceitáveis a Deus!
Se todos os nossos credos são abominação, como
José Smith proclamou mediante revelação: "Todos
os seus credos eram uma abominação à sua vista"
(José Smith 2:19, Pérola de Grande Valor), dificilmente
esperaríamos que as "Regras de Fé" dos mórmons
adaptassem as crenças fundamentais nele contidas como suas
próprias.
Mais confuso ainda é o ensino inspirado de José Smith
no Livro de Mórmon e por apóstolos mórmons,
divinamente guiados que declaram: "Todos os que não
são Santos dos Últimos Dias, serão amaldiçoados."[1]
De novo, lemos: "Tanto os católicos como os protestantes
não são nada mais que a 'prostituta da Babilônia'
a quem o Senhor denuncia pela boca de João, o Revelador,
como tendo corrompido toda a terra mediante suas fornicações
e maldades. Qualquer pessoa que for ímpia o suficiente para
receber a ordenança sagrada do evangelho dos ministros de
quaisquer destas igrejas apóstatas será enviada diretamente
para o inferno com eles, a menos que se arrependa desse ato ímpio
e mau."[2] (E outros livros mórmons dizem-nos que estaremos
em um dos dois céus mais baixos ou graus de glória.)
Em muitos livros, os mórmons afirman serem eles a única
igreja verdadeira mas citaremos Doutrina e Convênios 1:30.
Aqui chama-se a igreja mórmon: "A única igreja
verdadeira e viva sobre a face de toda a terra."
O que a igreja mórmon realmente ensina é: "Não
há salvação fora da...igreja [de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias].[3]
No Livro de Mórmon, 1 Nefi 13:26, José Smith escreveu:
"Uma grande e abominável igreja.. despojaram o evangelho
do Cordeiro de muitas partes que são claras e sumamente preciosas,
como também de muitos dos convênios do Senhor."
Esta é uma referência às igrejas que supostamente
se apostataram. Ora, o Livro de Mórmon data este escrito
de cerca do 600 a.C., 600 anos antes de Cristo vir, antes de haver
qualquer evangelho do Cordeiro, e certamente antes de haver quaisquer
igrejas cristãs a que Smith se refere.
Entretanto esta é uma das razões que José Smith
dá para mostrar a necessidade do Livro do Mórmon e
da única igreja verdadeira. Todas as outras igrejas tornaram-se
falsas, e todos os cristãos eram corruptos e o verdadeiro
evangelho desapareceu da terra. O evangelho devia ser "restaurado"
e devia aparecer uma nova revelação.
Jesus disse explicitamente em Mateus 24:35: "Passará
o céu e a terra, porém as minhas palavra não
passarão."
E outra vez Jesus declarou em Mateus 28:20 que estaria com sua igreja
e seu povo "todos os dias até a consumação
do século". Todos os dias. Continuamente. Com quem estaria
Jesus se não houvesse igrejas nem cristãos na terra
logo depois da morte dele? E Jesus além disso afirmou em
Mateus 16:18: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno
não prevalecerão contra ela."
Se o mormonismo for verdadeiro, o que Jesus disse não é
verdadeiro. Pois dizem os mórmons que as portas do inferno
prevaleceram contra a igreja dele, e a apostasia total eliminou
sua verdadeira igreja, seu povo verdadeiro, e sua palavra verdadeira
da terra por mais de mil anos, para serem "restaurados"
pelo profeta Smith!
Essa doutrina mórmon não é somente infiel à
Bíblia mas também totalmente infiel à historia
da igreja. Milhares, deveras, até mesmo milhões espalhados
ao redor do mundo viviam por Jesus Cristo até mesmo durante
a Idade das Trevas (a Idade Média). A igreja católica
formal realmente se afastou de Deus, mas Lutero e muitos outros
foram salvos embora estivessem em seu seio corrupto. O Livro de
Mártires de Foxe conta da morte de centenas de milhares por
amor a Jesus Cristo, de como foram queimados na fogueira, de como
sofreram torturas indizíveis, de como foram devorados pelas
feras selvagens, e por todas essas provações proclamaram
seu amor imorredouro por Jesus Cristo.
Muitos outros livros da história da igreja registram que
durante estas centenas de anos que José Smith nos quer fazer
acreditar não ter havido crentes verdadeiros nem igreja verdadeira
sobre a terra, os cristãos morreram em sua salvação
e louvando a seu maravilhoso Salvador.
Um exemplo marcante, dentre milhares que podem ser dados, foi o
dos mártires da Legião de Tebas. Um grupo de soldados
romanos de cerca de 6.666 homens que haviam aceitado a Cristo, a
Legião de Tebas, no ano 286 A.D. recusaram-se a negar a Cristo
e oferecer sacrifícios pagãos. Foram cortados em pedaços
à espada.
Existiram vários grupos cristãos através dos
séculos, muito antes da Reforma Protestante, que jamais fizeram
parte da igreja "mãe". Trial of Blood (Trilha de
sangue) e muitos outros livros de história têm preservado
o nome dessas igrejas: Paulicanos, Irmãos da Sorte Comum,
Montanistas, Paterins, Novacionistas, Arnoldistas, Cataristas, Albigenses,
Waldenses, Henricanos, Anabatistas, Batistas, e os nomes bem conhecidos
das igrejas oriundas da Reforma Protestante tais como a Luterana,
a Presbiteriana, Congregacional, a Metodista, etc.
Em 1536, depois de muitos anos de serviço fiel ao Senhor
Jesus Cristo e depois de traduzir a Bíblia para a língua
do povo, William Tyndale foi queimado na fogueira, perto de Antuérpia,
na Inglaterra, orando até ao último alento por aqueles
que o torturavam. Por volta de 1441, João Huss, cristão
precioso e fiel foi queimado na fogueira por seu amor e fidelidade
a Jesus Cristo, e cantou louvores até que o crepitar das
chamas lhe abafou a voz. Por favor, lembre-se que este acontecimemto
e milhares como ele se passaram durante séculos em que José
Smith diz ter a igreja verdadeira de Deus e o evangelho verdadeiro,
e seu povo verdadeiro desaparecido da terra (mais tarde devia ser
restaurada, em 1830, pelo profeta Smith!). Milhões morreram
por sua fé e fidelidade a Jesus Cristo durante este período
de mais de mil anos em que José Smith afirma qu todos os
cristãos verdadeiros, a igreja verdadeira e o evangelho verdadeiro
desapareceram da terra.
Segundo o ensino de José Smith e o ensinamento dos mórmons,
ninguém, durante este período, e ninguém, hoje,
pertence a única igreja verdadeira, a não ser um grupo
relativamente pequeno de pessoas chamadas mórmons. Os mórmons
devem ou acreditar nesse ensino, que é contrário à
Bíblia e à história da igreja, ou negar o profeta
José Smith.
Alguns pais mórmons muito sacrificam para enviar seus filhos
para os campos missionários. Também o fazem esses
jovens finos mas desencaminhados que dão dois anos de suas
vidas à causa mórmon. Segundo o Manual Missionários
Mórmon de agosto de 1961, os missionários mórmons
devem levar os convertidos em potencial a dizer acerca de suas próprias
igrejas e de todas as outras igrejas o seguinte: "Elas são
falsas." No novo Manual Missionário Mórmon modificado
e um pouco mais sutil e sofisticado, esta terminologia foi mudada.
Mudança alguma, entretanto, foi feita no Pérola de
Grande Valor ou na doutrina mórmon, de que todas as outras
igrejas são falsas.
Apóstolos na Igreja Mórmon
Uma das razões que os mórmons apresentam para mostrar
que sua igreja é a única igreja verdadeira é
que eles têm "apostolos" em sua igreja. Esses apóstolos
são chamados de os Doze, e crê-se que ocupam o ofício
restaurado dos apóstolos originais. Um apóstolo ordenado
é "aquele que foi ordenado ao ofício do apóstolo
no sacerdócio de Melquisedeque... esse direito de ser apóstolo
leva em si a responsabilidade de proclamar o evangelho em todo o
mundo e também de ministrar os assuntos da igreja... Os Doze
originais dos últimos dias foram selecionados mediante revelação
às três testemunhas do Livro de Mórmon."[4]
Esta reivindicação encontra vários problemas.
Em primeiro lugar, se usarmos "apóstolos" no sentido
escrito de um ofício ou como um dom dado a certos homens
escolhidos de Deus, a igreja dos Santos dos Últimos Dias
tem apóstolos demais. Apocalipse 21:14 diz que a muralha
da cidade celestial de Deus "tinha doze fundamentos, estavam
sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro".
Os Doze foram escolhidos pessoalmente por Cristo. Estavam entre
os que testemunharam do Jesus Cristo vivo e seu ministério,
morte e ressurreição. Como sinal de serem apóstolos,
realizaram milagres. (Veja Mateus 10:7, 8; Atos 3:6-8; 5:12-16;
9:37-40; 2 Coríntios 12:12.)
A igreja dos Santos dos Últimos Dias, até agora, nomeou
oitenta apóstolos. Hoje eles têm doze apóstolos
mais três homens na primeira presidência que também
são apóstolos. É verdade que outros foram chamados
de apóstolos na Bíblia, mas somente doze formam o
fundamento histórico da igreja (Apocalipse 21:14); Cristo
é hoje e para sempre o fundamento teológico da igreja
(1 Coríntios 3:11).
Em segundo lugar, se usarmos "apóstolo" no sentido
mais amplo, a palavra significa "enviado". Isto se aplica
a todo o cristão que é verdadeiramente filho de Deus.
Todos nós somos enviados, enviados a falar de Cristo. Este
uso mais amplo de apóstolo foi conferido a Barnabé,
Andrônico, Epafrodito, Júnia, etc.
Paulo diz ter sido "chamado para ser apóstolo, separado
para o evangelho de Deus" (Romanos 1:1). Ele não acompanhou
Jesus mas foi especialmente escolhido por Deus. (Ver Atos 22:12-15
para um relato do chamado de Paulo; veja também 1 Coríntios
9:1.) Outros apóstolos fundaram muitas das igrejas primitivas.
Se o título de "apóstolo" devesse ser um
ofício perpétuo na igreja, Deus certamente teria nos
deixado uma lista definida de qualificações, orientações
quanto aos seus deveres, autoridade, propósito e responsabilidades.
Ele nos deu tais orientações e qualificações
para os ofícios de bispo (1 Timóteo 3:1-7), diácono
(1 Timóteo 3:8-13), e presbítero (1 Timóteo
5:1-21), mas nada é dado para o apóstolo.
Ainda há outro problema com reivindicação dos
mórmons de que sua igreja seja a única verdadeira
por ser fundada sobre os apóstolos. A igreja mórmon
começou em 1830, e o "fundamento", os Doze Apóstolos,
não foi escolhido até 14 de fevereiro de 1835. Qual
era o status da organização mórmon durante
os anos antes dos Doze Apóstolos?
O Novo Testamento fala de "apóstolos falsos", "Conheço
as tuas obra, assim o teu labor como a tua perseverança,
e que não podes suportar homens maus, e que a si mesmos se
declaram apóstolos e não são e os achaste mentirosos"
(Apocalipse 2:2).
Profetas na Igreja Mórmon
Em capítulo anterior discutimos o papel dos profetas como
previsores do futuro, sob a direção de Deus. Examinamos
a prova do profeta como a Bíblia a apresenta. Citamos muitos
casos nos quais José Smith não preenchia ou não
passava na prova do profeta, o que também acontece com todos
os seus sucessores. o que prova, além de qualquer dúvida
que eram falsos profetas.
Os profetas de Deus, embora indubitavelmente estudiosos das Escrituras,
não recebiam a mensagem pelo estudo, mas por revelação
direta de Deus. Os profetas verdadeiros, os que predisseram acontecimentos
futuros sob a liderança de Deus com 100% de exatidão
o tempo todo, e os que receberam revelações diretas
referentes ao futuro, já passaram.
Agora que temos a Palavra de Deus completa, a predição
de acontecimento futuros é desnecessária. A Palavra
escrita de Deus é suficiente. Desde que os profetas do Novo
Testamento saíram de cena, profeta algum, neste sentido,
passou no teste do profeta. Todos são profetas falsos.
Infelizmente, isto muitas vezes não impediu que tivessem
seguidores os quais falharam em dar atenção ao teste
de Deus para o verdadeiro profeta ou não o quiseram aplicar.
De modo que inúmeros cultos têm sido fundados por assim
chamados profetas de Deus que iludem homens e mulheres e os levam
para uma eternidade de perdição.
Hebreus 1:1, 2 resume este assunto com exatidão: "Havendo
Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais,
pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho
a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também
fez o universo."
Outro significado bíblico do título de "profeta"
tem que ver com "levar avante" a Palavra de Deus. Muitos
homens e mulheres de muitas igrejas diferentes ainda fazem isto
quando pregam e ensinam a Palavra de Deus.
A Única Igreja Verdadeira
A Bíblia menciona somente "uma igreja verdadeira"
e todo crente verdadeiro - quer seja batista, metodista, luterano,
presbiteriano, ou qualquer que seja sua denominação
- pertence a essa igreja no momento em que recebe a Cristo. Há
os que são membros da única igreja verdadeira e que
jamais pertenceram a nenhuma denominação; o ladrão
na cruz, por exemplo! Ele, agora também pertence à
igreja verdadeira!
Primeira Coríntios 12:13 diz que todos os cristãos
são batizados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo.
(Isto não se refere ao batismo com água. O Espírito
não nos batiza com água.) Efésios 5:29-32 e
outras passagens nos dizem que o corpo de Cristo, neste sentido,
é sua Igreja, e que sua igreja é seu corpo! 1Coríntios
12:13: "Pois, em um só Espírito, todos nós
fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos,
quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só
Espírito."
De modo que todo cristão pertença à única
igreja verdadeira, colocado lá pelo Espírito Santo
no momento em que é salvo! Devemos acrescentar que essa unidade
dos cristãos verdadeiros não se estende a grupos que
duvidam de certas porções da Palavra de Deus, que
substituem o ritual pela realidade, e mudança social pelo
novo nascimento. Estes têm certa forma de santidade, mas negam
o poder dela (veja 2 Timóteo 3:5), são cristãos
nominais ou cristãos somente de nome.
Pertencer a uma boa igreja local é de importância vital.
Hebreus 10:25 nos previne para que "não deixemos de
congregar-nos". Há centenas de igrejas e denominações,
e algumas que não têm denominação, que
ensinam basicamente a mesma coisa acerca de Jesus Cristo e sua salvação
maravilhosa, e também doutrinas mais importantes e fundamentais
de Bíblia. É por isso que centenas de igrejas e denominações
diferentes podem se unir alegremente para uma campanha evangelística
de âmbito urbano, ou alcançar certa área para
Cristo. Na realidade, temos menos diferenças, em geral, entre
os cristãos verdadeiros de diferentes denominações
do que os mórmons têm entre si. Temos a unidade espiritual
em Cristo bem maior do que qualquer unidade artificial de natureza
física.
É verdade que temos algumas diferenças que nos são
importantes individualmente. Temos maneiras diferentes de administrar
nossas igrejas onde a Bíblia não é muito clara
e específica quanto ao modo de se fazê-lo; diferenças
de método, ação e doutrinas de natureza um
pouco menos fundamentais. Os cristãos sérios procuram
uma igreja que apresenta a Cristo da maneira mais clara para eles
e que torna sua salvação mais fácil de entender,
que busca os perdidos, que dá ênfase à purificação
do pecado somente pelo sangue de Jesus Cristo; uma igreja que se
firma basicamente na na Palavra de Deus.
Resumindo
Como é que os mórmons se desviaram tanto da verdade
da Palavra de Deus, que o profeta "inspirado" Brigham
Young pudesse dizer: "Homem ou mulher alguma entrará,
nesta dispensação, no celeste Reino de Deus sem o
consentimento de José Smith!" (5) Isto é um desafio
direto à Palavra de Deus e ao Senhor Jesus Cristo, "Porquanto
há um só Deus e um só Mediador entre Deus e
os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2:5). "E
não há salvação em nenhum outro; porque
abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre
os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4:12).
Este nome é Jesus.
José Smith foi quem desviou os mórmons, e ainda o
faz porque se recusam a examinar ou aceitar a evidência clara
de Deus em Deuteronômio 18:20-22, e outras passagens, de que
ele foi um profeta falso.
Seria bom que os mórmons, toda vez que aparecesse um comentário
desfavorável a José Smith, não o escondessem
debaiso do tapete, nem proclamassem ser ele obra de antimórmons,
mas o examinassem sistemática e cuidadosamente, procurando
a verdade. A verdade real pode suportar investigação
e exame. Não é necessário ir às fontes
antimórmons para conhecer o verdadeiro José Smith.
As fontes históricas mórmons revelam um José
Smith inteiramente diferente do que a maioria dos mórmons
tem conhecido. Os mórmons deviam insistir na publicação
de tais coisas, que muitas vezes ficam guardads em arquivos sagrados,
ocultas até mesmo ao público mórmon, e que
deviam ser accessíveis pelo menos aos mórmons.
Às vezes esses materiais já foram deixados à
disposição do público e depois retirados. Fizemos
o melhor que podíamos para ser honesto e justo com as verdades
que descobrimos. Ignoramos ou deixamos passar por alto informações
em extremo prejudiciais, na maior parte de fontes mórmons,
a respeito da moral de José Smith, de sua ética de
negócio, de sua fidelidade, e seu "background"
de caçador de tesouros, etc. Pedimos que os mórmons
investiguem isto cuidadosa e honestamente para si mesmos.
Verdadeiramente, nossos amigos mórmons precisam dar ouvidos
a Gálatas 1:8, e de fato, todos nós precisamos! "Mas,
ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue
evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja
anátema."
_____________
Notas
1) Ora Pate Stewart, We Believe. Extraído de Keith L. Brooks,
comp., The Spirit of Truth and the Spirit of Error (Chicago, Moody
Press, 1963), p. 7.
2) Orson Pratt, The Seer, publicação fundada por Orson
Pratt em mémoria do Profeta Joseph Smith, Jr. 1852, p. 225.
3) Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine (Salt Lake City: Bookcraft,
Inc., 1966), p. 138, veja também pp. 81, 136.
4) McConkie, Mormon Doctrine, p. 47.
5) Brigham Young, Journal of Discourses, vol. 7, p. 289.
A Ilusão Mórmon — Parte 7 (Capítulos
13 e 14)
________________________________________
CÁPITULO TREZE
A Autoridade Final
Quando o povo de Deus foi levado a consultar os médiuns e
feiticeiros que faziam maravilhas em nome de Deus, foram avisados:
"À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta
maneira, jamais verão a alva" (Isaías 8:20, itálicos
do autor).
A lei e o testemunho obviamente referiam-se à Palavra de
Deus. A Bíblia é o prumo imutável de Deus.
Nada mais é!
Considere isto: "Toda Escritura é inspirada por Deus
e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção,
para a educação na justiça" (2 Timóteo
3:16). "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por
vontade humana, entretanto homens (santos) falaram de parte de Deus
movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21).
Estas e muitas outras Escrituras nos dizem que a Bíblia é
a própria Palavra de Deus. Profecia cumprida, exatidão
histórica e arqueológica, unidade e harmonia que vai
além da imaginação em um livro com cerca de
40 autores e escrito num período de mais ou menos 1,500 anos,
ausência de erros científicos comuns em outros livros
antigos, a vida e a ressurreição de Jesus, e o seu
poder transformador de vida -- tudo isto se combina para reforçar
esta afirmação.
O mesmo Deus que deu a Palavra é bem capaz de preservá-la.
Ele prometeu fazer justamente isto; ele o tem feito e continuará
à fazê-lo. Deus não mente. "Passará
o céu e a terra, porém as minhas palavras não
passarão" (Mateus 24:35). Lançar dúvidas
sobre a Palavra de Deus é ficar do lado dos ateus, incrédulos,
cépticos e cultistas de todas as épocas. É
opor-se a Cristo e aos cristãos verdadeiros.
Jesus disse-nos que examinássemos as Escrituras, em João
5:39, até mesmo para provar as reivindicações
dele: "Examinais as Escrituras, ...e são elas mesmas
que testificam de mim." Quando Paulo e Silas foram a Beréia
com as afirmações de Cristo e do evangelho, o povo
foi elogiado porque "receberam a palavra com toda a avidez,
examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram
de fato assim" (Atos 17:11). Os bereanos estavam usando o Antigo
Testamento que havia sido dado centenas de anos antes e traduzido
do hebraico para o grego numa tradução chamada Septuaginta.
Não perderam tempo discutindo acerca da Bíblia ser
"a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução".
(1)
Quão diferente da maneira dos mórmons procurarem a
verdade!
O Teste Mórmon Para a Autoridade
Enquanto a Bíblia ensina que devemos testar a autoridade
da pregação e das Escrituras com outras Escrituras,
ensina-se aos mórmons que testem a verdade do Livro de Mórmon
por suas mentes, sentimentos e pela oração.
McConkie diz: "O Espírito da revelação
consiste em ter pensamentos colocados na mente da pessoa pelo poder
do Espírito Santo" (Mormon Doctrine, p. 502). A Bíblia
tem algo mais a dizer acerca da mente humana. A Palavra de Deus
diz que não podemos confiar em nossos próprios pensamentos
porque temos mente "réproba" (Romanos 1:28), "carnal"
(Romanos 8:7), "vã" (Efésios 4:17), "impura"
(Tito 1:15) e que nossos pensamentos continuamente tendem para o
mal (veja Gênesis 6:5; Mateus 9:4; 15:19).
Ao tentar verificar a autoridade dos ensinamentos mórmons,
às vezes eles declaram que tiveram um "ardor dentro
do peito" tal como é mencionado em Doutrina e Convênios:
"Mas, eis que eu te digo, deves ponderar em tua mente; depois
me deves perguntar se é correto e, se for, eu farei arder
dentro de ti o teu peito; hás de sentir assim, que é
certo" (Doutrina e Convênios 9:8). Este sentimento, este
ardor dentro do peito "provava" que o Espírito
Santo testificava a ele da verdade do Livro de Mórmon e do
mormonismo.
Além de suas mentes e sentimentos, os mórmons são
exortados a provar o Livro de Mórmon pela oração:
"E, quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes
a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não
são verdadeiras; e, se perguntardes com um coração
sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo,
ele vos manifestará sua verdade disso pelo poder do Espírito
Santo" (Moroni 10:4, Livro de Mórmon).
Parte com base nesta passagem de Moroni, os mórmons declaram
que se a pessoa pedir a Deus com um "coração
sincero" ele manifestará a verdade do Livro de Mórmon
a ela! A psicologia disto, assim como a armadilha satânica,
é óbvia: a pessoa deve ser convencida de que o Livro
de Mórmon é verdadeiro, doutra forma ela é
insincera!
Ninguém, especialmente se a pessoa aderiu a esta maneira
falsa e não bíblia de descobrir a verdade, vai querer
admitir a si mesmo ou aos outros -- ou especialmente a Deus -- que
foi insincero quando orou a ele acerca da verdade do Livro de Mórmon.
Se a pessoa for honesta e sincera, deve testar o Livro de Mórmon
pelo único teste que Moroni 10:4 oferece; e se "sentimento"
algum, "ardor" ou "convicção interior"
ocorre para dar-lhe certeza da verdade do Livro de Mórmon,
então essa pessoa deve ser insincera. De modo que muitas
pessoa continuam tentando e afinal se convencem, uma vez que sabem
ser insinceras, de que o Livro de Mórmon é verdadeiro.
Alguns fabricam sentimentos, outros não,mas são convencidos
por sua própria sinceridade, por outros, pela ilusão
e trauma do "teste", e pelo fato de que se sinceridade
prova a verdade do Livro de Mórmon, e são desesperadamente
sinceras, então o Livro de Mórmon, tem de ser verdadeiro!
O alívio que os mórmons sentem depois de desistir
de lutar e resolver a crer no Livro de Mórmon, convence-os
ainda mais de que têm tido o testemunho do Espírito
Santo de que o Livro de Mórmon é verdadeiro.
Ora, se alguém viesse a mim e dissesse: "Ore a respeito
disso, a oração é o teste da verdade. Ao orar,
Deus mostrar-lhe-á que é correto", responderia
eu que para algumas almas sinceras a oração parece
a solução ideal. O problema? Eu orei acerca disso
e recebi uma respostas. Se a oração fosse a solução,
os muçulmanos, que oram cinco vezes ao dia, deviam receber
a mesma resposta que eu; entretanto, as respostas deles são
todas diferentes das minhas.
Sei que minha oração é sincera, e não
duvido de que muitas orações sejam também sinceras.
Entretanto, cada um pensa estar certo. Oração sincera
não resolve o problema. Os muçulmanos têm certeza
de estarem certos. Tenho certeza que estou certo. Você tem
certeza que está certo. Então como é que podemos
ter respostas diferentes? Obviamente, devemos ter um teste melhor
da verdade, uma prova melhor do que a oração, do que
"testemunho", do que sentimentos.
Os bereanos não dependeram dessas coisas -- eles buscaram
as Escrituras (veja Atos 17:11). Pedro disse: "Temos assim
tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em
atendê-la" (2 Pedro 1:19).
Ler o Livro de Mórmon e deixar que o Espírito Santo
testifique de sua fidelidade à pessoa não é
a maneira aprovada por Deus. Primeiro, isso substitui outro teste,
outra forma, da maneira de Deus de determinar a verdade ou o erro.
Segundo, em sua grande maioria, a doutrina mórmon nem mesmo
se encontra no Livro de Mórmon. Embora os mórmons
afirmem que o Livro de Mórmon seja a inteireza do evangelho
eterno, ele não contém nenhuma das seguintes doutrinas
que formam o coração do mormonismo: (1) preexistência,
(2) genealogias, (3) batismo pelos mortos, (4) casamento celestial,
(5) três graus de glória, (6) divindade prometida ao
homem, (7) inferno temporário, (8) progressão eterna.
Como é que podem a oração, o sentimento, e
a experiência determinar a verdade de algo que nem mesmo está
incluído no livro que a pessoa lê? O Espírito
Santo não se presta a tais "provas" sem sentido!
Terceiro, e mais perigoso ainda, o Espírito Santo não
é único espírito que tem poder neste mundo.
A pessoa pode ser enganada ao confiar somente na oração,
no sentimento ou na experiência. O poderoso espírito
maligno que a Bíblia chama de Satanás apresenta-se
como "anjo de luz", e engana a todos os que pode a fim
de os levar ao inferno eterno. Ao colocarmos de lado a maneira prescrita
de Deus para encontrar a verdade, ficamos totalmente sem proteção
e totalmente vulneráveis às ilusões de Satanás.
Bem perguntou alguém: "Pode uma igreja falsa parecer
justa?" A pessoa que fez essa pergunta, uma senhora mórmon
convertida, acrescentou: "Qual seria o propósito de
uma igreja errada senão enganar? Se alguém fosse imprimir
dinheiro falso, usaria tinta vermelha?" (2)
Tome nota do programa de Satanás: "Porque os tais são
falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se
em apóstolos de Cristo. E não é de admirar;
porque no próprio Satanás se transforma em anjo de
luz. Não é muito, pois, que os seus próprios
ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim
deles será conforme as suas obras" (2 Coríntios
11:13-15).
Allen Beechick e Bruce Walters, dois excelentes cristãos
de nossa igreja, recentemente confrontaram vários missionários
mórmons. A conversação que se seguiu foi mais
ou menos esta:
Allen: Como é que você sabe ser o Livro de Mórmon
a Palavra de Deus?
Mórmon: Já orei a esse respeito e tenho um testemunho
que eu sei que ele é verdadeiro e que José Smith,
a quem o Livro foi dado é profeta de Deus.
Allen: Qual é sua prova de que o Livro de Mórmon é
verdadeiro e que José Smith é profeta de Deus? Como
é que "sabe" que o livro é verdadeiro em
ambos os casos?
Mórmon: Sei que é verdadeiro porque orei a esse respeito
e sinto que é verdadeiro. Sei também que é
verdadeiro porque a igreja mórmon tem um profeta vivo para
nos guiar à toda a verdade.
Allen: Como é que sabe que esse profeta vivo é profeta
de Deus?
Mórmon: Tenho um testemunho de que nosso profeta vivo é
profeta de Deus.
Allen: Pode Satanás conceder bons sentimentos para enganar?
O que acontece quando seus sentimentos dizem uma coisa e a Palavra
de Deus diz outra? Em qual se pode confiar mais e em que você
acredita? Eu tenho bons sentimentos por ter recebido Jesus Cristo
pela fé somente e de ter sido salvo instantaneamente e ter
certeza do céu, e este sentimento bom já tem durado
vinte anos. Por que deviam seus bons "sentimentos" ser
mais conclusivos que os meus? Não acredita você que
a Bíblia é um padrão de muito mais confiança
do que meus "sentimentos", ou "testemunho",
ou seus "sentimentos" ou "testemunhos"?
Perguntamos de novo, pode o testemunho tornar um profeta falso em
verdadeiro ou fazer sentido de estultíca óbvia? Que
pode fazer o testemunho para conseguir que a seguinte profecia se
cumpra: o presidente mórmon Heber C. Kimball profetizou que
Brigham Young seria presidente dos Estados Unidos? (3) O que pode
um testemunho fazer para anular esta afirmativa: a poligamia jamais
será banida? (4) Que pode o testemunho fazer para verificar
essas revelações dadas em sermões por Brigham
Young as quais ele declarou serem Escritura: "O ouro e a prata
crescem, e também todos os outros tipos de metal, da mesma
forma que o cabelo de nossa cabeça, ou o trigo no campo"?
(5) Young também ensinou que tanto o sol como a lua eram
habitados. Leia-o você mesmo no Journal of Discourses, volume
13, página 271.
Soma alguma de "testemunho" pode encobrir o fato de que
estas são profecias falsas por profetas mórmons. Não
podemos deixar de acreditar que centenas de milhares de mórmons
honestos desejam e merecem muito mais do que isto. Cremos que podem
compreender que o "testemunho" foi desenvolvido e usado
como uma arma para conservá-los em ignorância e trevas
inquestionáveis. Médicos brilhantes, advogados e professores
entre o mórmons, que jamais acreditariam em teorias mal elaboradas
e não provadas e que exigem prova impecável em suas
profissões, são trancados neste sistema que os força
a aceitar "fatos" como estes por meio de seu "testemunho".
Desta maneira confundiram eles fé com o crer no que sabem
não ser verdadeiro.
A fé bíblica permite e exige realidade evidencial
objetiva, e também experiência subjetiva. Tudo que
for menos que isto alimenta ilusão e desonestidade.
Milhões de cristãos podem testificar de um "testemunho"
tremendo da certeza de que a Bíblia é a única
Palavra de Deus, e que foram salvos instantaneamente quando confiaram
em Jesus, e que agora têm certeza do céu para sempre
com Jesus Cristo. Ele têm paz, alegria e vidas transformadas
desde sua conversão. Entretanto, qualquer testemunho desse
tipo deve estar em completo acordo coma a Bíblia e a verdade
que ela apresenta; se assim não for, será falso. Os
sentimentos podem ser e têm sido manipulados. Deus não
deixaria nosso destino eterno ser decidido, em última análise,
por "sentimentos" ou "testemunhos" de seres
humanos falíveis. É por isso que ele forneceu tanta
prova na Bíblia de que ela é de verdade a Palavra
de Deus. É por isso que todas as reivindicações
de verdade devem ser medidas pela Bíblia. Deus não
há de passar por alto sua autoridade final.
Autoridade dos Profetas
Profetas, no sentido de predizer o futuro e receber a mensagem diretamente
de Deus, já cumpriram seu papel e foram substituídos
pelo Filho e sua Palavra completa, a Bíblia: "Havendo
Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais,
pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho
a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também
fez o universo" (Hebreus 1:1, 2).
Isto é óbvio pelo menos por duas razões. Primeira,
qualquer "evangelho" dado diretamente por Deus deveria
ser o mesmo evangelho que a Palavra de Deus apresenta e que já
está completo; portanto, seria desnecessário.
Paulo declarou: "tenho divulgado o evangelho de Cristo"
(Romanos 15:19). Não é necessário acrescentar
nada ao evangelho. (Veja também Gálatas 1:8, 9.)
Segunda, o livro do Apocalipse revela a era da igreja, o arrebatamento,
a tribulação, o milênio e a consumação
de todas as coisas no estado eterno. Trata de todas as épocas.
Deus não esqueceu nada para que tivesse de acrescentar um
Pós-escrito divino dando revelação posterior
a algum profeta.
Lembre-se que o Antigo Testamento predisse a vinda o Messias, o
Cristo. O Novo Testamento fala do cumprimento do Antigo -- Cristo
já veio. Hebreus capítulos 7 e 8 falam da substituição
do antigo pacto pelo novo. Hebreus 13:20 refere-se a esta nova aliança
como uma "aliança eterna". A Escritura não
faz menção de uma terceira ou "mais nova",
aliança que podia estar envolvida com revelação
posterior.
Judas 1:3 fala da "fé que uma vez por todas foi entregue
aos santos" (tradução literal). Não existe
mais evangelho para ser entregue. Não há mais revelação
para ser dada. Já foi entregue totalmente!
Uma vez que não necessitamos de outra revelação,
os profetas, no sentido de receber revelação diretamente
de Deus e predizer os acontecimentos futuros e registrá-los
como a Escritura dada por Deus, já não têm lugar
na igreja hoje. Todos os assim chamados profetas de hoje são
falsos.
Os mórmons afirmam que José Smith foi profeta. Leia
o que as Escrituras dizem acerca dos que pregam qualquer outro evangelho
que não o dado por Deus: "Muitos, naquele dia, hão
de dizer-me: Senhor, Senhor! porventura, não temos nós
profetizado em teu nome, e em teu nome não fizemos muitos
milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci.
Apartai-vos de mim, os que practicais a iniqüidade" (Mateus
7:22, 23). "Mas,ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo
do céu vos pregue evangelho que vá além do
que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já
dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que
vá além daquele que recebestes, seja anátema"
(Gálatas 1:8, 9).
Qual é, então, a autoridade final? A Bíblia,
a Palavra de Deus! Foi dada por Deus. Deus a preservou. Qualquer
outra obra que não esteja de acordo com o evangelho que já
foi dado, não é de Deus.
A Autoridade da "Bíblia Inspirada"
Se José Smith tivesse sido realmente profeta de Deus, uma
das primeiras coisas que Deus teria pedido que ele fizesse seria
corrigir quaisquer erros em sua Palavra, a Bíblia! Certamente
que isso faz sentido.
De fato, quando José Smith começou a ter algumas dificuldades
em fazer coincidir o que o Livro de Mórmon ensinava e o que
a Bíblia dizia, ele recebeu uma "revelação"
para traduzir a Bíblia e expurgá-la de todo "erro".
Deus, disse ele, comissionou-o a fazer isso e deu-lhe divina revelação
para o fazer. Esta Bíblia é chamada de Versão
Inspirada da Bíblia. (6)
Nos vem à mente a seguinte pergunta: "Se José
Smith traduziu a Bíblia e sua tradução é
exata, por que a Regra de Fé mórmon diz: 'Cremos ser
a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução'?"
A Versão Inspirada da Bíblia pode ser comprada na
livraria Deseret em Salt Lake City, de propriedade de um mórmon.
Entretanto, poucos mórmons (e pouquíssimos não-mórmons!)
sabem que tal livro existe.
Por que os mórmons não apresentam alegremente esta
Bíblia inspirada, perfeita e sem erro? Será por não
poderem confiar na Versão Inspirada da Bíblia de José
Smith? Se for assim, condena-se o próprio profeta como falso,
embora ele tenha dito que recebeu a Bíblia diretamente de
Deus, assim como recebeu o Livro de Mórmon.
Talvez a resposta seja que eles sabem qual seria a reação
se fosse provado que a Versão Inspirada da Bíblia
de José Smith contém praticamente, palavra por palavra,
cerca de 85 a 90 por cento da Bíblia do Rei Tiago. Isto podia
ser embaraçoso para os mórmons. Ainda mais embaraçoso,
talvez, seriam os 17 versículos que José Smith acrescentou
ao capítulo 50 de Gênesis, nos quais ele profetizou
ao dizer ele trará salvação a seu povo: "E
a esse vidente abençoarei. ...e seu nome sería chamado
José, e será seu nome de acordo como o nome de seu
pai...pois o que o Senhor fará por intermédio de sua
mão trará salvação ao meu povo"
(Gênesis 50:33, Versão Inspirada da Bíblia).
Jesus freqüentemente referiu-se às Escrituras. Parece
estranho que Ele desprezasse algo tão tremendamente importante
como esta passagem. É estranho também que o Apocalipse,
que explicitamente trata dos últimos dias, jamais mencione
José Smith e a profecia de Gênesis!
Resumindo
No amor de Cristo, aconselho-o, mórmon ou não, a reconhecer
que a Bíblia é de confiança e que é
a única autoridade final; e que ao separar-se dela como padrão
de verdade causa confusão.
Suponhamos que Satanás inspirasse um livro para suplantar
ou negar a Bíblia. Se o livro fosse julgado pela Bíblia,
Satanás seria facilmente descoberto e impedido. Mas se ele
declarasse que o livro que ele havia escrito era a Palavra de Deus,
usasse um pouco da verdadeira Palavra de Deus nele, e usasse um
palavreado parecido, a trama seria bastante melhorada. Então
suponhamos que ele sugerisse que, como prova, orássemos e
pedíssemos que o Espírito Santo nos mostrasse se era
a Palavra de Deus ou não, e que se fôssemos realmente
sinceros conheceríamos a verdade. E, em alguns casos pelo
menos, podia até mesmo ser confirmado por um "ardor
dentro do peito".
Obviamente, Satanás podia nos fazer dar uma reviravolta.
Já não mais julgamos o livro pela Palavra conhecida
de Deus, a Bíblia, como se nos ordena. Estamos julgando o
livro pelo sentimento, pela experiência, e pedindo que Deus
nos dê prova de que algo que já declarou claramente
ser falso seja verdadeiro! Se nosso desejo ardente de conhecer a
verdade; a psicologia e a emoção de clamar a Deus
e desesperadamente procurar uma resposta que não produzissem
algum tipo de sentimento, seria realmente estranho!
Será que Satanás não podia produzir um "sentimento"
ou um "ardor dentro do peito" para "provar"
que o livro inspirado por ele era a Palavra de Deus? É claro
que podia. E o faz!
Uma vez que Satanás tira a Bíblia como prova ou autoridade
final, o fundamento que Deus deu para julgarmos profetas, movimentos
religiosos, etc., está perdido! Então a pessoa ou
culto que reivindica ter uma visão, uma revelação,
um "ardor dentro de peito" dado por Deus, tem campo aberto!
Desta maneira tiveram início muitos movimentos religiosos
e muitos cultos.
No momento em que começamos a colocar sentimento, experiência,
nosso próprio intelecto, especulações científicas,
novos profetas ou novas escrituras ao par com a Bíblia e
até mesmo acima dela, perdemos nosso fundamento e invertemos
completamente a situação. Então começamos
a julgar a Bíblia por critérios falsos em vez de testarmos
nossos critérios pela Bíblia. Imediatamente, nos tornamos
desobedientes a Deus e duvidamos de sua verdade. Ele já não
pode responder às nossas orações por luz e
verdade porque ele não pode abençoar a desobediência
e o pecado! Ainda que Deus respondesse à nossa oração
por discernimento sobre estas condições, "o homem
natural não aceita as cousas do Espírito de Deus,
porque lhe são loucura" (1 Coríntios 2:14).
Creio que o único motivo pelo qual me livrei de me tornar
mórmon é que finalmente busquei a Bíblia. O
Espírito Santo abriu-me os olhos para Jesus. Minhas orações
foram respondidas e tive sentimentos doces e preciosos, mas a Bíblia
foi o catalizador. A Bíblia foi que ocasinou a mundança!
A Bíblia, não meus sentimentos, foi minha autoridade!
Ao confiarmos em algo mais que a Bíblia como autoridade,
abrimos a porta à ilusão de Satanás dele ser
um anjo de luz e ministro de justiça. Satanás não
somente engana as pessoas e as leva ao inferno tornando-as pessoas
"más" que cobiçam as coisas do mundo; ele
também seduz muitos ao inferno tornando-os "pessoas
boas". Dê uma olhada em Romanos 10:2, 3: "Porque
lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porêm
não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça
de Deus, e procurando establecer a sua própria, não
se sujeitaram à que vem de Deus."
Esta parece ser uma descrição perfeita dos mórmons
como o foi dos judeus religiosos mas perdidos do tempo de Paulo.
Em Lucas 16:31, quando o rico no inferno suplicou que alguém
saísse dentre os mortos e fosse convencer seus irmãos
e salvá-los do fogo do inferno, a Palavra de Deus declara:
"Se não ouvem a Moisés e aos profetas [a Palavra
de Deus escrita], tão pouco se deizarão persuadir,
ainda que ressuscite alguém dentre os mortos."
É tão difícil ser amável e ao mesmo
tempo dizer a verdade. Não desejamos sacrificar a verdade
no altar da gentileza, nem sacrificar a gentileza no altar da verdade.
Temos procurado ardentemente, pela graça de Deus, conservar
o equilíbrio adequado e "falar a verdade em amor".
Sabemos que a remoção de tecidos malignos envolve
dor, por melhor que sejam as intenções do cirurgião,
e mesmo com o uso do melhor anestésico. Mas os resultados
podem ser vida, alegria e saúde.
A cirurgia espiritual muitas vezes também é dolorosa.
As intenções podem ser boas, mas o fio afiado da faca
da verdade pode ainda causar alguma dor. Os resultados, entretanto,
podem ser vida eterna, saúde espiritual e grande alegria!
Permita Deus que seja assim para muitos de nossos leitores!
Várias semanas atrás, apresentava eu Cristo e sua
salvação livre e instantânea a duas senhoras
mórmons. Eram líderes da biblioteca e do departamento
de auxílios visuais de sua igreja. Ambas as senhoras pediram
que Jesus as salvasse.
Uma delas, que tem quatro filhos mórmons e que serviram como
missionários, levantou a cabeça e exclamou: "Vivian,
Vivian, sabe aquele sentimento ardente de que falam nossos líderes
e que a gente nunca consegue, e que sempre nos indagamos o que seja?
Consegui-o, consegui-o!" Não é preciso dizer,
ela baseou sua salvação instantânea em Jesus
e sua palavra, mas sentiu que isto foi um prêmio extra. Os
cristãos geralmente não recebem isto e nem dependem
de sentimento. Deus deu a esta querida senhora um bônus especial.
Os cristãos verdadeiros recebem realmente uma paz profunda
e permanente que vai além de qualquer coisa que jamais conheceram.
______________-
Notas
1) Articles of Faith No. 8.
2) Janet Webster, numa circular a amigos mórmons. Usado com
permissão.
3) Young, Journal of Discourses, vol. 5, p. 219.
4) Young, Journal of Discourses, vol. 3, p. 125.
5) Young, Journal of Discourses, vol. 1, p. 219.
6) Tanto Joseph Smith quanto Andrew Jensen no seu livro Church Chronology
afirmam que a Versão Inspirada da Bíblia foi completada
a 2 de julho de 1833. Assim também afirma o Documentary History
of the Church, vol. 1, pp. 324, 369; Times and Seasons, vol. 6,
p. 802.
CAPÍTULO CATORZE
A Salvação Segundo os Mórmons
Quando falamos em obter a salvação, a maioria das
pessoas reconhece existirem duas maneiras pelas quais conseguí-la:
a maneira de Deus, pela graça livre e imerecida; a maneira
do homem, pelas obras. Os mórmons ensinam que o caminho da
salvação é pelas obras.
Os mórmons dividem a salvação em duas partes:
(1) salvação geral ou incondicional, (2) salvação
individual ou condicional; McConkie acrescenta uma terceira, a exaltação
ou vida eterna, pela divisão da salvação "individual".
Salvação geral
A teologia mórmon afirma que a morte de Cristo na cruz resgatou
os homens dos efeitos da Queda (veja McConkie Mormon Doctrine, p.
62; também 669, 670) com exceção dos incorrigíveis
"filhos da perdição" (os que caíram
com Lúcifer). A humanidade toda receberá afinal a
"salvação geral", o que levará todo
mundo, pelo menos, ao mais baixo dos três céus ou graus
de glória.
Stephen L. Richards, em seu panfleto, Contributions of Joseph Smith,
afirma que esta salvação é equivalente à
ressurreição, pois todos os homens ressurgirão
-- ateus, pagãos, incrédulos, etc.(1) É difícil
encaixar esta crença em João 3:18: "Quem nele
crê não é julgado; o que não crê
já está julgado, porquanto não crê no
nome do unigênito Filho de Deus."
João 3:36 diz não haver salvação de
espécie alguma para os que não crêem, somente
condenação: "Por isso quem crê no Filho
tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra
o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a
ira de Deus."
A ressurreição não pode ser equacionada com
a salvação ensinada pela Bíblia. Todos os homens
ressuscitarão: "Os [mortos] que tiverem feito o bem,
para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado
o mal, para a ressurreição do juízo (João
5:29). Dizer que todos os homens são salvos porque todos
ressuscitarão é contradizer diretamente a Palavra
de Deus.
Todos ressuscitarão, mas os que crêem em Cristo e foram
salvos ressurgirão 1.000 anos antes dos ímpios mortos.
Ninguém desta primeira ressurreição está
perdido. Todos estes foram salvos mediante o recebimento de Jesus
como seu Senhor e Salvador pessoal. Os ímpios mortos ressuscitarão
1.000 anos mais tarde. Nenhum dos salvos estará na segunda
ressurreição. Todos os que participarem da segunda
ressurreição terão rejeitado a Cristo e sua
salvação e estarão perdidos (veja Apocalipse
20:5, 6). A Bíblia ensina claramente que há duas ressurreições.
Na primeira todos são salvos! Na segunda, 1.000 anos mais
tarde, todos estão perdidos!
Salvação pessoal
A segunda parte da salvação mórmon é
a salvação pessoal, às vezes chamada de salvação
individual, condicional ou exaltação. Esta salvação
é conseguida pela graça, mais batismo, mais obras.
Talmage diz nas Regras de Fé: "A redenção
dos pecados pessoais somente pode ser obtida mediante a obediência
aos requisitos do evangelho, e uma vida de boas obras."(2)
Pode você imaginar a reação do ladrão
na cruz se isto lhe tivesse sido dito então, quando morria?
Graças a Deus que quem estava lá era Cristo e não
o Sr. Talmage, ou então o ladrão estaria perdido para
sempre.
Temos perguntado aos mórmons e a outros adeptos da salvação
pelas obras, quantas boas obras temos de fazer para termos certeza
de nossa salvação. Ninguém sabe. Certamente,
se as obras fossem necessárias, Deus teria feito uma lista
de quantas, quais, e nos teria garantido a certeza da salvação
ao termos finalizado todas. Esta não é a maneira de
Deus. Quando os judeus religiosos pensaram que podiam ser salvos,
ou ajudar a si mesmos a ser salvos mediante boas obras, perguntaram
a Jesus: "Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes
Jesus: A obra de Deus é esta, que creiais naquele que por
Ele foi enviado" ( João 6:28,29). Obra alguma ou quantidade
alguma de obras jamais trará a salvação.
A pessoa pode guardar 1.000 leis durante a vida e jamais quebrar
uma delas. Além disso poder fazer 1.000 boas obras. Entretanto,
se quebrar uma lei apenas, não importa quão insignificante
seja, deve pagar por ela. O salva-vidas pode salvar 20 vidas por
certo período de tempo, mas se ele deliberada e maliciosamente
assassinar uma pessoa, deve encarar a pena de seu crime. As vidas
que ele salvou de modo algum pagam pela vida que ele tirou.
Imagine que alguém avance um sinal vermelho e o guarda resolve
pará-lo. E essa pessoa diz:
-- Ora, seu guarda, você não pode fazer nada por eu
ter avançado o sinal vermelho!
O guarda suspira, leva a mão à cabeça, empurra
o boné para trás e indaga a si mesmo se este vai ser
um daqueles dias.
- Oh, sim? -- responde ele, com indiferença. -- Por que não?
- Porque tenho passado de carro por aqui antes pelo menos um milhão
de vezes e sempre parei neste sinal. Guardei a lei mil vezes e a
quebrei somente uma. Minhas boas obras excedem minhas más
obras de 1.000 a 1. Na verdade você devia me dar um prêmio!
Não há nada que você possa fazer!
Oh, não? Tente fazer isso alguma vez e veja até onde
vais. A lei aceitaria esse argumento jocoso? Nem Deus tampouco!
A salvação de Deus
Em primeiro lugar, Deus não pode aceitar boas obras de uma
fonte impura. E declara ele que todos os homens são pecadores,
e portanto, perdidos: "Pois todos pecaram e carecem da glória
de Deus" (Romanos 3:23). Não é uma questão
de quão destituído cada indivíduo se tornou,
mas que todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Se alguns estivessem tentando pular um abismo de 30 metros de largura
com uma altura de 3.000 metros e lá embaixo rochas afiadas,
seria puramente acadêmico argüir que distância
alguns poderiam ter pulado, e quão lamentáveis teriam
sido os esforços dos outros. Todos falhariam e estariam condenados
porque ficariam aquém do marco, e esse é o argumento
de Deus.
Não somente isso, mas também as boas obras que procedem
de um coração não arrependido estão
contaminadas, e Deus não as considera boas de modo algum.
De fato, Isaías diz: "Mas todos nós somos como
o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia"
(64:6). Se todas as nossas justiças são como trapo
de imundícia a Deus, que insulto não deve ser para
ele quando tentamos comprar nossa salvação com esses
trapos! Muitos trapos de imundícia seriam ainda mais insultantes
do que alguns poucos.
Deus mandou que Jesus morresse em agonia sangrenta na cruz para
pagar totalmente por todos os nossos pecados. Como deve ferí-lo
ao insistirmos em pendurar os trapos de imundícia de nossas
boas obras na cruz para "ajudá-lo a nos salvar"
em vez de aceitarmos esse grande dom da salvação.
O problema, entretanto, é mais profundo do que simplesmente
os pecados que cometemos. O verdadeiro problema é a natureza
pecaminosa que todo ser humano herdou de Adão. A natureza
pecaminosa é a fábrica de pecado que continua a fabricar
pecado. Nem todas as fábricas produzem o mesmo tipo de pecado.
Nem todas as fábricas produzem a mesma quantidade de pecados.
Alguns pecados são indecentes, outros são socialmente
aceitáveis, e até mesmo altamente respeitados em alguns
círculos. Entretanto, todos são abomináveis
para Deus. Se representássemos por garrafas o pecado produzido
por essas fábricas de pecado, passaríamos a vida toda
quebrando as garrafas num esforço inútil. A fábrica
ainda está ativa, e embora em certa ocasião possa
mudar a forma e a marca do produto ou diminuir ou aumentar a produção,
ainda é a mesma velha fábrica de pecados.
Deus diz em João 1:12, que o problema é não
sermos filhos de Deus. Os homens, por natureza, não são
filhos de Deus! "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem
no seu nome." Ora, Deus não iria pedir que nos tornássemos
seus filhos se já o fôssemos. Ele diz claramente que
temos de receber Jesus a fim de nos tornarmos filhos de Deus. Disse
Ele a Nicodemos, que era religioso mas perdido: "Importa-vos
nascer de novo" (João 3:7).
Nascemos de novo na família de Deus ao recebermos Jesus Cristo
como nosso Salvador e Senhor pessoal. Clamamos a ele, com fé,
que nos perdoe os pecados, que entre em nosso coração
e vida e nos torne filhos de Deus. Ele espera por esse convite pessoal.
Então Ele imediatamente entra em nossa vida, lava nossos
pecados em seu sangue derramado, e nos dá o dom gratuito
da vida eterna.
Ao mesmo tempo ele nos dá uma nova natureza de filhos de
Deus, e começa a viver sua vida mediante a nossa, assegurando-nos
uma vida modificada. Então, e somente então, depois
de sermos salvos, têm nossas boas obras qualquer valor para
Deus. Então, e somente então, depois de sermos salvos,
pela primeira vez Deus verdadeiramente torna-se nosso Pai. Ele não
é Pai de todos os homens. Ele somente é Pai dos salvos,
dos que nasceram de novo na família de Deus pela aceitação
de Cristo. Dos não salvos, diz Deus: "Vós sois
do diabo, que é vosso pai" (João 8:44). (Veja
1 João 3:8.)
Pode você imaginar um porco tentando desesperadamente tornar-se
uma ovelha imitando esta? Suponha que o porco tenha ficado chateado
com a sua condição de porco e tenha visto uma ovelha
perambulando por um pasto verde e bonito, comendo coisas secas e
limpas em vez de lavagem. O porco consegue fugir do chiqueiro, e
então encontra uma ovelha morta e veste-se com sua lã.
O porco aprende a comer alimento de ovelhas, e lentamente, com agonia,
aprende a balir ou a falar como as ovelhas: "Oink, Bloink,
Blá-a, Báa-a, Bée!"
Seria o porco agora uma ovelha? Estaria ele pelo menos mais perto
de se tornar ovelha? Será que todo esse esforço mudaria
sua natureza básica de porco? Teria a menor importância
ele ser um porco "bom" ou um porco "mau", pelos
padrões dos porcos? Certamente que todos podemos entender
que o porco não pode tornar-se em ovelha ao agir como ovelha.
Da mesma forma, ninguém pode tornar-se cristão, simplesmente
agindo como cristão. Não importa quantas "boas"
obras ou imitação de obras cristãs possamos
fazer; somente podemos nos tornar filhos de Deus ao recebermos pessoalmente
a Cristo e nascermos de novo na família de Deus. O agir como
cristão, o realizar trabalho religioso e outras obras, é
inútil para a salvação. Devemos nascer de novo,
e receber nova natureza de Deus como filhos dele. Então,
faremos boas obras para Deus, não a fim de nos tornarmos
cristãos, mas porque já o somos! (Veja Efésios
2:10.)
Fé versus obras
Outro problema óbvio em trabalhar por nossa salvação
em qualquer grau é que Deus diz de todos os homens (a menos
que aceitem a Cristo e recebam a vida mediante ele) que estão
"mortos nos vossos delitos e pecados" (Efésios
2:1). Afinal de contas, quanta boa obra pode uma pessoa morta fazer?
É verdade que em Cristo, e somente em Cristo, as pessoas
têm vida. Os que estão em Cristo foram feitos novas
criaturas, com natureza nova, vida nova, desejos novos, poder novo:
"E assim, se alguém está em Cristo, é
nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se
fizeram novas" (2 Coríntios 5:17).
Os mórmons afirmam que a fim de podermos reivindicar a salvação
pessoal devemos ter fé no Senhor Jesus Cristo, testemunhar
que José Smith foi profeta de Deus, arrepender-nos, ser batizados
na igreja mórmon (a única igreja verdadeira), submeter-nos
à imposição de mãos e guardar os mandamentos.
Entretanto, mesmo depois de obedecer a todos estes requisitos, e
crer que há três céus e quase nenhum inferno,
muitos mórmons ainda estão temerosos e incertos. Admitem
não saber ao certo para onde irão quando morrerem!
A Bíblia ensina que há somente uma salvação,
e Deus diz que esta jamais é recebida mediante obras. O primeiro
passo que qualquer pessoa dá para a salvação
é o arrependimento do pecado: "Todos nós andávamos
desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas
o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos"
(Isaías 53:6). Arrependimento no grego é metanoia,
que simplesmente significa mudança de atitude acerca do pecado,
de si mesmo e do Salvador; desistir de seguir o nosso próprio
caminho e seguir o caminho de Deus. O arrependimento ocorre simultaneamente
com a salvação quando a pessoa se volta do pecado
para o Salvador.
O pecado é basicamente seguir nossa velha natureza pecaminosa,
e ir em nosso próprio caminho, ser autocentralizados em vez
de Cristocêntricos. É ser o Deus, o Senhor, o chefe
de nossa própria vida. É gerenciar nossos próprios
negócios em vez de submeter o controle a Deus. Deus não
pode permitir deuses rivais, não importa quão benevolentes
possam eles parecer à primeira vista, em lugar algum de seu
universo. O resultado último seria rebelião e caos.
A salvação consiste em receber a Jesus pela fé
e seguir o caminho de Deus em vez do nosso próprio.
Efésios 2:8, 9 torna-o claro como cristal: "Porque pela
graça sois salvos, mediante a fé; e isto não
vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para
que ninguém se glorie" (itálicos do autor).
Somos salvos, não pelas obras, não pelas obras, não
pelas obras!
A resposta mórmon é no sentido de tentar anular esta
afirmativa clara e inegável. Voltam-se rapidamente para Tiago
2:20: "Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato,
de que a fé sem as obras é inoperante?" É
verdade! Os demônios têm crença intelectual e
estão para sempre no inferno (veja Tiago 2:19). É
preciso crer com o coração (o centro do ser humano
que governa, rege e escolhe; veja Romanos 10:9, 10) para que o homem
seja salvo. A fé salvadora sempre produz boas obras, não
a fim de sermos salvos, mas como prova de que já fomos salvos.
A fé sem as obras jamais viveu!
Tiago 2:18 diz que devemos mostrar nossa fé por nossas obras.
Não podemos mostrar algo que ainda não temos, e se
temos fé já fomos salvos. Tiago está mostrando
que toda a conversa acerca de fé é inútil se
a pessoa não tiver uma vida mudada que prove que verdadeiramente
foi salva. Diz-nos para mostrarmos nossa salvação.
Tiago continua dizendo acerca de Abraão e de como foi justificado
pelas obras (v. 21), mas ele creu em Deus e foi-lhe imputado como
justiça (v. 25; veja também Gênesis 15:6). Qual
é a resposta? Abraão foi justificado à vista
de Deus por sua fé. À vista dos homens foi justificado
por suas obras. Os homens não podem ver a fé; podem
somente ver as obras que a fé salvadora produz.
Catorze anos depois de Abraão ter crido em Deus foi circuncidado
como sinal externo da aliança que já tinha com Deus.
Ele havia sido salvo catorze anos antes de ser circuncidado (veja
Gênesis 17:9-11).
Então, cerca de 40 anos depois de ter crido em Deus e ter
sido salvo (muitos anos antes do nascimento de Isaque) Abraão
provou sua fé perante os homens. Ele demonstrou sua salvação,
como Tiago afirma, ao oferecer seu filho Isaque no altar (veja Gênesis
22). Aqui vemos que a fé que não produz mudança
de vida é morta. A fé que não produz obra que
justifique nossas reivindicações de salvação
não é de forma alguma a fé salvadora.
A propósito, a transformação dramática
de caráter e de vida é a norma no cristianismo evangélico.
Mel Trotter foi alcoólatra. Todas as suas promessas e esforços
desesperados para deixar a bebida provaram ser em vão.
Num dia triste e pesaroso, seu precioso filhinho morreu. Em seu
pesar, o desejo insaciável de uísque encheu-lhe o
ser, e Mel estava terrivelmente quebrantado. Por fim, em desespero
abjeto, e enojado de si mesmo, foi até ao caixão onde
jazia o corpo frio de seu bebezinho. Seus dedos tremiam enquanto
tirava os sapatos dos pezinhos do filho. Então arrastou-se
para fora a fim de vender os sapatos e conseguir dinheiro para comprar
bebida.
Algum tempo mais tarde, Mel aceitou Jesus Cristo como seu Senhor
e Salvador pessoal e foi mudado instantaneamente e para sempre.
Tornou-se um cristão devotado; sua sede fora satisfeita pelo
Salvador. Nos anos seguintes fundou ele mais de 60 missões
com o propósito de pregar Cristo aos homens e mulheres necessitados.
A propósito, onde os mórmons possuem missões
para os desprezados da sociedade? Onde estão os alcoólatras,
as prostitutas, os assassinos, os viciados em droga, que podem testemunhar
ter sido instantaneamente salvos e mudados pelo mormonismo? É
claro, todo programa, quer seja religioso ou secular, educacional
ou reabilitório, pode reivindicar resultados favoráveis
na reabilitação dessas pessoas necessitadas, mas estamos
falando acerca da mudança que ocorre em alguns poucos minutos,
que dura para sempre e que somente Cristo pode operar. Tenho visto
essa transformação vezes sem conta, em poucos segundos,
à medida que as pessoas recebem a Cristo. Mudanças
de hábitos, de vida, de disposição, de atitude,
de temperamento, uma certeza repentina e imperecível acerca
da salvação, da morte e do céu. Um influxo
súbito de amor e interesse pelos outros, quer seja em psicólogos,
advogados, homens de negócio, prostitutas, alcoólatras,
fazendeiros, viciados em droga, pescadores, mineiros, professores,
donas-de-casa, ou quem quer que seja.
Trabalhar por nossa salvação, portanto, insulta a
Deus e nos endivida ainda mais. Ele deseja que demonstremos nossa
salvação, depois de termos sido salvos. (Veja Filipenses
2;12).
É difícil ver como palavras referentes às obras
para a salvação poderiam ser mais claras do que estas
que Deus nos deixou em Romanos 11:5, 6: "Assim, pois, também
agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição
da graça. E se é pela graça, já não
é pelas obras; do contrário, a graça já
não é graça."
A graça bíblia é o amor imerecido e a salvação
estendida aos totalmente indignos, sem obras. Olhe para o ladrão
na cruz outra vez -- não tinha igreja, nem batismo, nem boas
obras, só pecado, pecado, pecado. Então este desgraçado
sem esperança clama a Jesus Cristo: "Jesus, lembra-te
de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade
te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas
23:42, 43). Salvação instantânea! Completa e
gratuita! Sem obras, sem igreja, sem batismo, nada a não
ser a fé, o pedir e o crer em Jesus! Sem dúvida, o
ladrão teria tido uma vida mudada se pudesse ter descido
da cruz, mas como resultado, e não como meio de sua salvação.
Contraste, isto com o ensino mórmon sobre a graça.
A graça dos mórmons consiste, em parte, em fazer boas
obras religiosas, para a igreja e o templo e desta forma o indivíduo
se torna a si mesmo digno da graça de Deus. Leia de novo
a afirmativa citada previamente neste capítulo das Regras
de Fé de Talmage: "A redenção dos pecados
pessoais somente pode ser obtida mediante a obediência aos
requisitos do evangelho e uma vida de boas obras."
Eis aqui por que a graça mórmon é falsa e por
que as obras jamais podem levar ninguém ao céu: "Porque
se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar,
porém não diferente de Deus. Pois, que diz a Escritura?
Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça.
Ora, ao que trabalha [pela salvação], o salário
não é considerado como favor, e, sim, como dívida.
Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que
justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída
como justiça" (Romanos 4:2-5).
Sentimos que devemos repetir com convicção total:
a religião mórmon é uma doutrina elaborada
de obras, que nega que Cristo somente é suficiente para salvar.
Cristo, mais nada, conserva-nos salvos (uma vez que nos rendemos
totalmente a ele, pela fé, para a salvação).
Tudo o mais, declara a Bíblia ser heresia. As obras seguem
a salvação como prova de uma salvação
real e para a glorificação de Cristo.
Lidando Com a Ilusão Mórmon
Os mórmons reagem de várias maneiras quando confrontados
com a evidência irrefutável de que o mormonismo é
falso. Alguns voltam-se do Jesus mórmon para o Jesus bíblico
e sendo salvos deixam o mormonismo. Alguns são convencidos
mentalmente mas se apegam emocionalmente ao mormonismo por causa
de laços familiares, temor, etc. Alguns denunciam toda a
evidência como mentiras, material usado fora do contexto,
perseguição antimórmon, etc. Muitos, simplesmente
ignoram os fatos, e apegam-se ao "testemunho" que o "Espírito
Santo" lhes deu.
É interessante, mas de quebrar o coração, notar
que mesmo depois de Jim Jones e a Igreja do Povo terem sido totalmente
expostos, mesmo depois do massacre de Jonestown, depois de Jones
ter sido desmascarado como moralmente depravado, depois de seu afastamento
do Jesus bíblico ter sido revelado, algumas pessoas ainda
criam nele, e ainda eram leais ao Templo do Povo. Alguns ainda estavam
dispostos a morrer por ele e por seu culto.
Alguns mórmons radicais evidentemente têm feito sua
escolha de modo irrevogável e, infelizmente, para a eternidade,
e podem estar completamente impenetráveis aos fatos. Seu
"testemunho" do "Espírito Santo" de que
o mormonismo é verdadeiro, de que José Smith é
profeta de Deus, de que seu Jesus mórmon é verdadeiro,
e que todas as outras igrejas, a não ser a deles, são
apóstatas, é suficiente para eles.
Não importa do que e de quem os mórmons recebem seu
"testemunho", mas certamente não é do Espírito
Santo da Bíblia. Os mórmons afirmam que o Espírito
Santo, juntamente com o Pai e o Filho, é um dos personagens
da divindade. Na teologia mórmon isso significa três
deuses separados e individuais, um somente em propósito,
o que contradiz a Bíblia e revela que os mórmons são
politeístas. Entretanto, os mórmons admitem que o
Espírito Santo é um "personagem do espírito"
que não tem corpo de carne e ossos, um dos requisitos para
ser Deus. O Espírito Santo dos mórmons só pode
estar em um lugar de cada vez. Quando a Bíblia diz que o
Espírito Santo enche muitas pessoas diferentes ao mesmo tempo,
e que habita em todos os cristãos verdadeiros em todos os
lugares, os mórmons interpretam como sendo "os poderes
e influências que emanam de Deus". (Graça a Deus
por nosso confortador pessoal, o Espírito Santo bíblico,
uma pessoa viva que habita em cada um de nós que fomos verdadeiramente
salvos).
É claro que o que quer que esteja dando aos mórmons
o testemunho da "verdade" do mormonismo, não é
o Espírito Santo de Deus!
__________
Notas
1) Stephen L. Richards, Contributions of Joseph Smith (Salt Lake
City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias).
2) Talmage, Articles of Faith, pp. 85, 87, 478, 479.
A Ilusão Mórmon — Parte 8 (Capítulo 15)
________________________________________
CAPÍTULO QUINZE
Salvação Bíblica
Alguns anos atrás, no campo predominantemente mórmon
em que eu estava falando sobre nosso Salvador, demos a uma jovem
senhora mórmon e a seu marido, também mórmon,
grande parte do material contido neste livro. Ele não teve
interesse suficiente para ler todo o material, mas ela teve.
Às duas horas da manhã, ela não pôde
agüentar mais. Sacudiu o esposo até acordá-lo
e disse-lhe que queria ser salva. Ele não deu importância
ao caso, dizendo-lhe que calasse a boca e voltasse a dormir. Ela
veio falar comigo assim que pôde.
Ajoelhamo-nos e ela derramou o coração, confessando
seu sentimento de estar perdida, seu pecado, e aceitou a Jesus com
seu Salvador e Senhor. Ela se regozijou ao passar das trevas do
mormonismo para a luz de Cristo. Dentro de dois meses, ela havia
praticamente decorado o evangelho de Mateus, aprendendo e compreendendo
mais da Escritura em algumas semanas como cristã, do que
em toda a vida como mórmon.
Descobrimos que não há divisão da salvação
em "geral" e "pessoal". Há somente uma
salvação, e esta recebemos quando aceitamos o Senhor
Jesus Cristo.
Os Mórmons e a Salvação Bíblica
A seguir apresentamos experiências verídicas (embora
alguns nomes sejam fictícios) de mórmons que receberam
esta salvação.
Tim O'Flannigan cresceu na igreja mórmon. Seus pais, já
idosos, ainda permanecem lá. As atividades para os jovens
eram interessantes, e ele prontamente absorveu o ensino mórmon,
tanto antes como depois de se batizar na igreja mórmon.
A despeito de seu testemunho mórmon, Tim começou a
beber e a deixar que outros pecados fossem entrando em sua vida.
O casamento com Jean, uma moça linda e amável, e a
chegada de duas crianças preciosas, deviam ter apaziguado
a inquietude dele, mas não o fizeram. Jean foi levada a Cristo
pelo testemunho doce e consistente de uma amiga. Tim não
pôde deixar de notar a mudança na vida dela mas pensava
que a última coisa no mundo que precisava era de "religião".
Tinha o suficiente disso. Jean logo começou a assistir à
nossa igreja onde desabrochou como uma rosa na primavera para Jesus
Cristo. Conversei com Tim a respeito de seu relacionamento com Cristo.
A princípio, ele via pouca diferença entre o ensinamento
mórmon e o que a Bíblia dizia a respeito da salvação.
Ás vezes, ele se sentia seguro de ir para o céu -
afinal de contas, um dos três céus dos mórmons,
ele estaria indo.
Evitou-me por algum tempo, mas não podia evitar o impacto
da Palavra de Deus e o doce testemunho de sua esposa cuja vida fora
mudada totalmente. Tim teve de admitir que havia algo diferente,
vivo, muito mais real e vibrante na vida de Jean e no seu testemunho
do que havia na vida de testemunho de muitos mórmons que
conhecia tão bem. O coração de Tim ficou conturbado.
Era inegável que a Bíblia ensinava que a salvação
era um dom; o mormonismo ensinava que a pessoa devia trabalhar por
sua salvação. Qual estava certo? Versículos
como Romanos 4:5: "Mas ao que não trabalha, porém
crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé
lhe é atribuída como justiça", martelavam-no
como uma bigorna.
Tim rendeu-se. Clamou a Jesus Cristo que o salvasse de seus pecados
e enchesse o lugar vazio em seu coração que o mormonismo
jamais fora capaz de preencher. Jesus entrou em seu coração,
e Tim conheceu o testemunho da alegria e paz que somente o Salvador
vivo pode dar, tão diferente do seu antigo testemunho mórmon.
Imediatamente depois de sua salvação, Tim deixou o
mormonismo para seguir a Cristo no batismo em nossa igreja. Cristo
enchera para sempre aquele lugar vazio.
Recebi recentemente uma carta de uma jovem mãe da Igreja
dos Santos dos Últimos Dias, carta essa que escreveu depois
de ler parte do material deste livro e depois de eu a ter visitado.
Na carta dizia ela: "Tenho visto acontecer coisas que nunca
pensei serem possíveis. Élindo. Estou realmente alegre
por você ter vindo. Deus, agora, faz parte de minha vida.
Oro a Deus para que você alcance mais pessoas da igreja dos
Santos dos Últimos Dias e faça com que conheçam
e compreendam o amor de Deus. Realmente deprime saber que algumas
das pessoas mais belas que conheço podem não estar
no céu por causa deste caminho falso e hipócrita que
a igreja dos Santos dos Últimos Dias ensina...agora sou,
verdadeiramente, uma filha de Deus, nascida de novo. Que sentimento
lindo me acompanha a cada novo dia! Sei que mediante a fé
e o amor que vêm de Deus serei capaz de vencer meus ensinamentos
antigos. Obrigada outra vez por ajudar-me a ver a luz."
Mais tarde, tive a alegria de voltar à cidade dela e levar
seu marido a Jesus Cristo.
Brett Somers era um mórmon bem rico, com uma casa linda no
estado de Washington. Tanto ele como a esposa eram ativos na igreja
mórmon. Depois de vários anos de serviço fiel
e até mesmo brilhante na igreja mórmon, a senhora
Somers tornava-se cada vez mais perturbada por causa da falta de
interesse vital em falar acerca de Jesus Cristo que encontrava nos
líderes da igreja, nos oficiais, e em suas amigas mórmons.
O que ela ouvia os líderes dizerem e o que lia na Bíblia
não parecia estar de acordo. Ela se aprofundou mais no Livro
de Mórmon, e outros livros mórmons, procurando fortalecer
a fé que uma vez já fora flamejante. Ela leu com cuidado
o livro de Talmage, Regras de Fé, marcando muitas passagens.
(Eu sei! Ela me deu o livro!)
Eu estava fazendo uma série de conferências por perto
e a senhora Somers marcou uma entrevista comigo. Ela fez-me perguntas
cuidadosas e inteligentes sobre o mormonismo, a Bíblia e
a salvação. Levou para casa parte do material que
incluí neste livro. Pediu que o Cristo da Bíblia,
não do mormonismo, entrasse em seu coração.
Agora ela reconsagrou clara e definitivamente a vida a Cristo e
decidiu sair da igreja mórmon.
Brett ficou num dilema. Algumas das pesquisas da esposa começaram
a perturbá-lo. Ele foi com ela por algum tempo a uma igreja
evangélica. Mas ele era mórmon! Onde estava a resposta?
Deus, graciosamente, abriu o caminho para que eu pudesse ter uma
conversa com Brett. Lenta e cuidadosamente, e em atitude de oração,
apresentei o evangelho a Brett e respondi a muitas perguntas da
Bíblia, a Palavra de Deus. Finalmente eu disse: "Brett,
Jesus o ama tanto. Ele morreu por você e promete que se você
invocá-lo para salvá-lo dos seus pecados, ele o fará.
Brett, você está disposto a invocar o Senhor Jesus
Cristo a fim de salvá-lo, neste instante?"
Brett abaixou a cabeça, simples e calmamente convidou o Cristo
ressurreto para entrar em sua vida e salvá-lo de seus pecados.
Oh, que alegria e irradiação indizíveis brilharam
em seus olhos cheios de lágrimas enquanto os levantava para
mim! Mostrei-lhe vários versículos bíblicos
tais como Romanos 10:13 e João 3:36 de novo, e ele rapidamente
decorou e reivindicou João 3:36.
Então perguntei a Brett se ele sabia, sem sombra de dúvida,
que Jesus o havia salvo e lhe havia dado o maravilhoso dom da vida
eterna. Brett respondeu--me com um sim alto e ressonante. Oramos
juntos e Brett agradeceu ao Senhor Jesus Cristo por tê-lo
salvo de seus pecados, do mormonismo e do inferno.
Brett e a esposa foram, a pedido dele, excomungados da igreja mórmon
e estão muito ativos na igreja batista e vitalmente interessados
em levar outros a Cristo. Agora tanto Brett como a esposa sabem
o que é testemunho verdadeiro de Jesus Cristo. Não
podem ficar calados!
Alguns nomes nesses testemunhos são fictícios a fim
de proteger os indivíduos envolvidos. Ninguém, que
ainda não experimentou, pode acreditar na pressão
que a igreja mórmon, os líderes mórmons, parentes,
pessoas achegadas, amigos e a família podem exercer sobre
os que se salvam e deixam a igreja mórmon.
Entretanto, os nomes da experiência seguinte são verdadeiros.
Janet Webster publicou e divulgou largamente seu testemunho de doze
páginas.
Janet é uma senhora muito vivaz e foi uma mórmon entusiasta.
Ela estava no processo de agir como missionária a duas muito
boas amigas cristãs, ensinando-lhes as seis lições
missionárias. Janet tinha certeza que as amigas logo veriam
a "verdade da igreja mórmon", especialmente se
conhecessem "todos os seus princípios e doutrinas maravilhosos,
lindos e gloriosos". Entretanto, ao examinar a Bíblia
à procura de um dos versículos que os mórmons
usam para tentar provar uma doutrina, ela descobriu, para seu espanto,
que tinha de ler o que a Bíblia dizia antes e depois do versículo
para compreender seu significado completo!
Esta experiência levou Janet a ler mais e mais da Bíblia
e ela se convenceu de que a Bíblia era a Palavra perfeita
de Deus, e percebeu a necessidade que tinha de Jesus Cristo. Aceitou-o
como Senhor e Salvador e saiu do mormonismo para sempre.
Em sua carta ela dizia: "Como posso contar-lhe o milagre bendito
que aconteceu em nossa família? Pela graça maravilhosa
de Deus, fomos tirados das trevas e redimidos por nosso precioso
Senhor e Salvador, Jesus Cristo."
Brenda, filha de Janet, estudante da universidade Brigham Young,
voltou para a casa de sua família "apóstata"
recém-cristã. Com o tempo o amor de Cristo e dos cristãos
venceu, e Brenda também aceitou a Cristo.
Janet escreveu com grande autoridade: "De repente, tudo entrou
em perfeita perspectiva...há dois campos (ou lados) nesta
terra. No primeiro lado temos os que sem reserva apóiam a
Palavra de Deus (a Bíblia), confiando nela completamente.
E no segundo lado estão aqueles que gostariam de solapar
(e às vezes sutilmente o fazem) a Bíblia proclamando
que ela não é um livro sobrenatural. Em vez disso
crêem que suas próprias idéias intelectuais
ou conhecimento científico (ateístas), ou novos profetas
e Escrituras (espiritualistas, Testemunhas de Jeová, mórmons,
Bahai, Ciência e Mente, etc.) devem ter preeminência
sobre a Bíblia.
Bem, por que não, pergunta você? Somente posso dizer
por que não, pergunta você? Somente posso dizer por
que não por mim mesmo. Primeiro, por favor, note que há
muitos grupos no segundo campo, mas que há somente um no
primeiro: os cristãos nascidos de novo, que crêem não
haver salvação em nenhuma denominação
em particular, ou em seguir um profeta, um Papa, etc., mas somente
em e mediante Jesus Cristo. E pregam somente Jesus Cristo, e este
crucificado. Todos estes cristãos pertencem à mesma
igreja -- deu, o governo está sobre os seus ombros; e o seu
nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade,
Príncipe da Paz" -- Isaías 9:6.
Dentro da natureza de Deus há três distinções
eternas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, e há
somente um Deus. Uma vez que Jesus repetidamente é chamado
de Deus, devemos aceitá-lo como Deus, ou então aceitaremos
outro Jesus. Na Bíblia "o Verbo" significa Jesus:
"No princípo era o Verbo, e o Verbo estava com Deus
e o Verbo era Deus" -- João 1:1. "Princípio"
aqui simplesmente significa "desde todo o tempo". Assim
como Deus foi Deus desde todo o tempo, também Jesus Cristo
foi Deus -- desde o princípio, de todo o tempo! Jesus nunca
progrediu, nunca trabalhou por atingir seu caminho para ser Deus.
Ele sempre foi Deus.
Deus proibiu para sempre a adoração de qualquer outro
Deus (Êxodo 34:14), entretanto Jesus aceitou a adoração
como Deus em muitas ocasiões. "E eis que eles foram
dizer aos Seus dicípulos, Jesus veio ao encontro deles, e
disse: Salve! E eles, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés,
e o adoraram" -- Mateus 28:9.
As Boas Obras Não Podem Salvá-lo
Deus o ama e deseja que você saiba que TODOS os homens são
pecadores perdidos e devem nascer de novo.
Todos os homens possuem natureza pecaminosa e não existe
salvação geral. A Bíblia diz em Romanos 3:23:
"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus."
Isto significa que todos nós somos pecadores perdidos. Romanos
3:10: "Não há justo, nem sequer um."
Pecado é seguir nosso próprio caminho (Isaías
53:6). É ser o Deus, o gerente, o chefe, o Senhor de nossa
própria vida. É estarmos centralizados em nós
mesmos em vez de deixar que Cristo seja o centro.
"Todas as nossas justiças são como trapos da
imundícia" -- Isaías 64:6; "Ora, ao que
trabalha [para salvação], o salário não
é considerado como favor, e, sim, como dívida. Mas
ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica
ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como
justiça" -- Romanos 4:4, 5.
Uma macieira é uma macieira: dá maçãs.
Da mesma forma, pecamos porque todos nós possuímos
uma natureza pecaminosa. Derrubar as maçãs da árvore
não lhe modifica a natureza! De modo que o livrar-nos de
alguns pecados não muda nossa natureza.
Além disso, quanto de boas obras pode um morto fazer? Como
pessoas naturais (não salvas) todos nós estamos "mortos
em delitos e pecados -- Efésios 2:1.
João 5:24: "Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve
a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna,
não entra em juízo, mas passou da morte para a vida."
O Que é a Salvação Verdadeira e Bíblica?
Salvação é um dom gratuito
Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação
não é pelas obras, é um dom. O caminho da salvação
provido por Deus é receber a Cristo pessoalmente, confiando
nele somente para nos salvar.
Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é a
morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo
Jesus nosso Senhor." Não podemos fazer-nos "dignos"
da graça de Deus. Salvação é um dom
gratuito ao indigno, ao que não merece, e todos nós
estamos nesta categoria. "Cristo morreu pelos ímpios"
-- Romanos 5:6.
Efésios 2:8, 9: "Porque pela graça sois salvos,
mediante a fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."
Necessitamos de uma nova natureza!
Deus o ama e deseja que você saiba que há somente um
caminho para a salvação, e esse é mediante
o nascer de novo.
João 3:7: "Importa-vos nascer de novo." João
1:12 diz-nos como. "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem
no seu nome." Aceitar a Jesus é a única maneira
de nascer de novo.
Não somos filhos de Deus por natureza. Devemos receber a
Cristo a fim de nos tornarmos filhos de Deus.
Somente Jesus pode limpar os nossos pecados e mudar nossa natureza;
1 Pedro 2:24: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro,
os nossos pecados." Jesus tomou nosso lugar e derramou seu
sangue a fim de nos lavar os pecados. Quantia alguma de "boas
obras" pode lavar um único pecado ou trocar nossa natureza.
Salvação ocorre quando clamamos a Jesus, crendo, para
nos salvar. Então ele entra em nossa vida e nos tornamos
filhos de Deus com uma nova natureza.
Embora a salvação não seja pelas obras, a salvação
verdadeira sempre produz mudança de vida. Cristo entra mediante
convite pessoal, como Senhor e Salvador para mudar nossa vida e
viver sua vida por intermédio de nós.
A salvação é instantânea!
Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação
é instantânea. No momento em que nos arrependemos,
que deixamos nossos pecados e nos voltamos para Jesus, ele nos salva.
Como diz o hino: "Tal qual estou, eis-me aqui Senhor, pois
o teu sangue remidor..." Cristo disse ao ladrão não
batizado e não salvo, na cruz, (uma resposta instantânea
de salvação ao clamor confiante do ladrão):
"Hoje estarás comigo no paraíso" -- Lucas
23:43. (Paraíso é o mesmo lugar que Paulo viu como
o céu de Deus, 2 Coríntios 12:2-4.) Jesus garantiu
a salvação de uma prostituta: "A tua fé
te salvou; vai-te em paz" -- Veja Lucas 7:50. Salvação
instantânea!
A salvação inclui o aceitar a Jesus Cristo tanto como
Senhor (Deus, Senhor, novo gerente de nossa vida) e Salvador. Envolve
a crença de coração (o centro de nosso ser
que rege, governa e escolhe). Romanos 10:9: "Se com a tua boca
confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração
creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo."
A salvação é simples
Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação
é simples. Romanos 10:13: "Porque: Todo aquele que invocar
o nome do Senhor, será salvo." "O sangue de Jesus,
seu Filho, [de Deus] nos purifica de todo pecado" -- 1 João
1:7.
Devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar.
É assim que o recebemos. Se clamarmos assim, ele deve salvar-nos,
ou Deus estaria mentindo, e Deus não pode mentir. Se Jesus
nos amou a ponto de morrer para nos salvar, então desapontar-nos-ia
quando invocássemos o seu nome? É claro que não!
Deus o ama e deseja que você seja salvo. Você gostaria
de receber Jesus como seu Senhor e Salvador neste instante? Eis
uma oração que você pode fazer agora mesmo com
todo o coração:
"Senhor Jesus, entra em meu coração e em minha
vida. Lava-me de todo pecado com teu sangue vertido. Faze-me um
filho de Deus. Dá-me teu dom gratuito de vida eterna, e faze-me
saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como
meu único Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus. Amém."
Jesus o salvou ou ele mentiu? Ele tinha de fazer uma das duas coisas.
Segundo Romanos 10:13, se você invocou, crendo Nele, Ele o
salvou e você está limpo de seu pecado.
A salvação é certa
A pessoa pode saber que é salva não simplesmente pelo
sentimento, mas porque a Palavra de Deus o afirma! Decore João
3:36: "Quem crê no Filho tem a vida eterna." O que
é que você tem neste instante, segundo a Palavra de
Deus? Para onde você iria se morresse neste instante, segundo
a Palavra de Deus? " (Porque andamos por fé, e não
por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar
este corpo, para habitar com o Senhor".
(2 Coríntios 5:7,8)
Se agora você sabe que Jesus o salvou, segundo sua palavra,
por favor, tire alguns instantes agora e agradeça-lhe em
voz alta o tê-lo salvo enquanto oramos.
1 João 5:13: "Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes
que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome
do Filho de Deus."
Salvação é crer!
Escolha crer em Cristo, com sentimentos ou sem eles, e Ele lhe provará
Sua realidade à medida que você der o passo da fé,
crendo que Ele cumpriu Sua palavra e o salvou.
Três homens entram no mesmo elevador e querem ir para o sétimo
andar. Um sorri, outro chora, outro tem o rosto impassível,
sem emoções. Todos os três chegam ao sétimo
andar, a despeito de seus sentimentos, porque acreditaram no elevador
e se entregaram a ele. Assim também acontece com a confiança
em Cristo -- com sentimentos ou sem eles. Ele o salvará instantaneamente
e o levará aos céus.
A realidade de sua salvação mostrar-se-á em
sua reação de amor em obediência ao seguir a
Jesus Cristo. João 14:23: "Se alguém me ama,
guardará a minha palavra." Se você realmente foi
salvo, você obedecerá!
Entre outras coisas, isto significa que você sairá
do mormonismo e seguirá ao Cristo bíblico!
A salvação verdadeira produz boas obras e obediência
a Cristo
Trabalhar pela salvação mostra incredulidade na suficiência
de Jesus Cristo para nos salvar. Entretanto, a salvação
verdadeira e a verdadeira fé, sempre produzem boas obras!
Tiago 2:20: "Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato,
de que a fé sem as obras é inoperante?"
Macieiras produzem maçãs. Os cristãos verdadeiros
produzem boas obras. As maçãs são produtos
da árvore e provam que é uma macieira. Mas já
era macieira antes de produzir maçãs. Da mesma forma,
as boas obras nunca produzem um cristão; meramente provam
que essa pessoa é cristã. De acordo com 2 Coríntios
5:17: "E assim, se alguém está em Cristo, é
nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se
fizeram novas."
Devemos ter a salvação a fim de demonstrá-la,
assim como devemos ter o carro antes de podermos demonstrá-lo!
Mais do que Crença Intelectual
A salvação funciona de verdade? Para os cristãos
nominais que podem ser religiosos mas que têm somente uma
crença intelectual em Cristo, a resposta é definitivamente
não! Infelizmente, muitas igrejas têm membros que são
cristãos nominais. Eu fui cristão nominal. Dos tais
os cultistas se alimentam.
Para os que se voltam, com fé, para Jesus Cristo com todo
o coração, a reposta é um sim emocionante e
grande!
Tenho uma dívida para com os mórmons e para com John,
meu amigo mórmon, mencionado no primeiro capítulo.
Por causa de John, descobri que minha religião intelectual
não era suficiente. Verdadeiramente vim a conhecer a Cristo
como meu Senhor e Salvador pessoal. Agora desejo partilhá-lo
com você.
Deus ama a todos nós, tanto, tanto que enviou seu Filho para
verter seu sangue na cruz por nós. E ainda mais, Deus o ama.
Você está disposto a deixar o pecado e a si mesmo e
voltar-se para o Salvador? Deus diz que todos nós somos pecadores,
e isto significa que todos estamos perdidos. Você jamais poderá
ser verdadeiramente salvo, até que admita estar perdido!
Até poder admitir isso, você insulta a Deus, e o acusa
de deixar seu Filho morrer por você embora não houvesse
necessidade! Examinemos o caminho da salvação uma
vez mais. Sua decisão acerca de Cristo determinará
seu destino. Oramos para que Deus, em seu amor, capacite-nos a tornar
o caminho claro como cristal.
Como é, exatamente, que me volto para Cristo? "A todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de
Deus; a saber: aos que crêem no seu nome" (João
1:12). Você deve confessar a Deus que você é
um pecador perdido, e receber a Jesus Cristo como seu Salvador.
Instantaneamente, Ele o salvará e você nascerá
de novo, como filho de Deus, com uma nova natureza.
Como o recebo? Aceite a Jesus como o Deus eterno que ressurgiu corporeamente
dentre os mortos. Confesse a Cristo, porque se "com a tua boca
confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração
creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo"
(Romanos 10:9).
Que faço para recebê-lo? Clame a ele com todo o coração,
crendo nele! "Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será
salvo" (Romanos 10:13). Se você invocar, com fé,
Jesus terá de salvá-lo ou estaria ele mentindo, porque
Ele o prometeu. Ele não pode mentir! Além disso, se
Ele o amou o suficiente para morrer em seu lugar em agonia sangrenta
e solitária numa cruz cruel, deixaria Ele você de lado
quando clamasse a ele para salvá-lo? É claro que não!
Simplesmente ore: "Senhor Jesus, por favor salva-me de todos
os meus pecados. Lava-me pelo teu sangue vertido. Dá-me teu
dom gratuito da vida eterna. Entra em meu coração
e em minha vida neste instante. Torna-me um filho de Deus, e faze-me
saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como
meu Salvador e Senhor pessoal."
O Cristo que você está recebendo é o Cristo
bíblico, eterno, que sempre foi e sempre será Deus,
de eternidade a eternidade.
Cristo o salvou -- não segundo os seus sentimentos mas segundo
a Palavra de Deus? Então simplesmente agradeça-Lhe
em voz alta a salvação de sua alma e a vida eterna.
Decore, neste instante, a primeira parte de João 3:36: "Por
isso quem crê no Filho tem a vida eterna." De modo que
no momento em que você creu, Deus disse ter-lhe dado a vida
eterna!
Encontre uma igreja que ensine o sangue de Cristo e torne clara
a salvação, e que crê na Bíblia e na
Bíblia somente. Una-se a ela, e assista aos cultos regularmente
como Deus ordena aos cristãos verdadeiros em Hebreus 10:25.
Siga a Cristo no batismo para mostrar ao mundo que seus pecados
foram lavados quando foi salvo (veja Atos 10:47, 48), e mostre que
está morto para a velha vida e ressurreto com ele para a
novidade de vida.
Leia devagar o evangelho de João. Confesse a outros que Cristo
o salvou. Fale de Cristo constantemente com outros (veja Atos 1;8).
A maior responsabilidade e alegria do mundo, além de ser
salvo, é levar outros a conhecer a Cristo!
Ore freqüentemente e diga a Jesus todos os dias que você
o ama e agradeça-lhe o morrer na cruz por você e por
salvá-lo! Se pecar, confesse o pecado imediatamente, quer
seja pecado de pensamento, palavra ou ação e agradeça
a Deus o perdão instantâneo (veja 1 João 1:9).
O cristão poder pecar, mas o verdadeiro cristão não
poder viver habitualmente no pecado. Deixe que Cristo viva esta
nova vida por seu intermédio. Diga-lhe que você O ama
diariamente e dê-lhe permissão diária para que
viva sua vida através de você.
Saia do mormonismo, se tiver interesse por sua alma, e pelas almas
dos outros que serão influenciados por você ou para
o céu ou para o inferno. "Que aproveita ao homem, ganhar
o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).
Se você foi verdadeiramente salvo, Deus diz que você
obedecerá: "Respondeu Jesus: Se alguém me ama,
guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos
para ele e faremos nele morada" (João 14:23).
Não se deixe impressionar demais com os sentimentos. Deus
deseja que você ande pela fé, não pelos sentimentos,
e às vezes Ele removerá completamente todos os sentimentos
para ver se você vai andar pela fé Nele e em Sua Palavra.
Outras vezes pode haver alegria e paz inexprimíveis, mas
com sentimentos ou não, a Palavra Dele é verdadeira.
Eis de novo aquela ilustração valiosa. Três
homens esperando no primeiro andar querem ir ao sétimo andar
de um edifício. Um sorri, outro chora e outro está
em atitude estóica. Seus sentimentos não têm
importância alguma. O que importa é que todos eles
confiam no elevador para levá-los ao sétimo andar.
Portanto entram nele e entregam-se a ele e o elevador leva todos
eles ao sétimo andar.
Assim acontece com nossa ida a Cristo. Não tem grande importância
se você chora, sorri ou tenha pouco ou nenhum sentimento.
Se confiar em Cristo para salvá-lo e a Ele se entregar, Ele
o levará aos céus como o prometeu, com sentimentos
ou sem eles. Mas a própria compreensão de que a pessoa
foi realmente salva do pecado e do inferno eterno, mais cedo ou
mais tarde trará um sentimento de paz e alívio, mas
nem sempre no próprio instante da salvação.
Assim como você deve tomar remédio antes que ele possa
fazer efeito, assim deve vir a Cristo e à sua palavra, depois
de clamar a Ele, antes que Ele possa dar-lhe sentimentos de alegria,
paz e amor, de forma tal que você jamais sonhou ser possível.
Eis alguns versículos que você pode desejar aprender.
De qualquer forma, ser-lhe-ão muito úteis em sua vida
cristã.
Atos 1:8: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós
o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém,
como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins
da terra."
1 João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele
é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar
de toda injustiça."
1 João 3:14: "Nós sabemos que já passamos
da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que
não ama parmenece na morte."
Quanto Deus nos ama! É minha oração que eu
não tenha impedido que o amor divino fluísse através
de mim, embora Deus me tenha levado a apontar os erros do mormonismo.
Deus ama o povo mórmon, e, tanto quanto sei em meu coração,
eu também o amo. Deus não ama o mormonismo, que ensina
o povo acerca de outro Deus, outro Jesus, para sua perdição
eterna.
Se este livro lhe foi uma bênção, por favor,
faça que ele seja lido por tantas pessoas quantas puder nestes
tempos de desespero, de trevas e de incrível urgência.
Ore bastante a fim de que Jesus possa usá-lo para ganhar
almas para ele.
A Ilusâo Mórmon — Parte 9 (Apêndice)
________________________________________
APÊNDICE: O CAMINHO DA SALVAÇÃO
O Dr. Norman Lewis, do Seminário Batista Conservador do Oeste,
em Portland, no estado do Oregon, afirma que todo cristão
verdadeiro é confrontado como o "mandamento inescapável"
de testemunhar a todos os homens que estão sem Cristo.
"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo;
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E
eis que estou convosco todos os dias até à consumação
do século" (Mateus 28:19, 20).
"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito
Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como
em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra"
(Atos 1:8).
Quando se combina esta grande admoestação com João
14:23: " Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará
a minha palavra", verdadeiramente a responsabilidade de partilhar
Cristo com todos os homens, inclusive os mórmons, é
inescapável. Se amamos a Jesus, se cremos que os homens estão
perdidos, se cremos no céu e no inferno, devemos falar com
amigos mórmons e também com outros que precisem de
Jesus.
A seguir apresentamos questões que lhes mostrarão,
queridos amigos mórmons, o caminho da salvação.
(O grifo das passagens cidades é de responsabilidade do autor.)
1. A Bíblia diz que há somente um Deus que criou todos
os universos, planetas e mundos. José Smith e outros líderes
mórmons ensinam que há muitos deuses. Em quem você
acredita?
A Bíblia
"Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
haverá" (Isaías 43:10).
"Há outro Deus além de mim? Não, não
há outra Rocha que eu conheça" (Isaías
44:8).
Escritores Mórmons
"E os Deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo
do céu sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra
seca; e assim foi, como eles ordenaram; e os Deuses chamaram à
porção seca, terra; e ao ajuntamento das águas
eles chamaram as grandes águas; e os Deuses viram que eles
eram obedecidos" (José Smith, Pérola de Grande
Valor, Abraão 4:9, 10).
"Se tomássemos um milhão de mundos como este
e contássemos todas as suas partículas, descobriríamos
que existem mais Deuses do que as partículas de matéria
nesses mundos" (Orson Pratt, Journal of Discourses, vol. 2;
publicado por F. D. e S. W. Richards, Liverpool, 1854; edição
reimpressa, Salt Lake City, Utah, 1966, p. 345).
Comentário
Obviamente, Deus declara que jamais existiu, não existe e
jamais existirá outro Deus neste ou em qualquer outro mundo,
neste ou em qualquer outro planeta.
Para mais informações veja o capítulo 7 deste
livro: "A Falha Fatal".
2. A Bíblia ensina que Deus jamais teve uma origem como homem,
que sempre foi Deus desde a eternidade passada. A Bíblia
também ensina que jamais haverá nenhum outro Deus.
O mormonismo ensina que Deus uma vez já foi homem antes de
se tornar Deus. O mormonismo também ensina que os homens,
algum dia, podem tornar-se Deuses. Em quem você acredita?
A Bíblia
"De eternidade a eternidade, tu és Deus" (Salmo
90:2).
"Porque Eu sou Deus e não homem" (Oséias
11:9).
"Eu sou o primeiro, e Eu sou o último, e além
de mim não há Deus" (Isaías 44:6).
"Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
haverá" (Isaías 43:10).
Escritores Mórmons
"O próprio Deus já foi como nós somos
agora e é um homem exaltado, e senta-se no trono lá
nos céus!" (Joseph Smith, Ensinos do Profeta José
Smith; publicado por Deseret Book Co., Salt Lake City, 1969, p.
345).
"Lembrai-vos de que Deus, nosso Pai Celestial, já uma
vez talvez tivesse sido uma criança, e mortal como nós
somos e se elevou um passo na escala do progresso, na escola do
adiantamento" (Orson Hyde, Journal of Discourses, vol. 1, p.
123; publicado por F. D. e S. W. Richards, Liverpool, 1854; edição
reimpressa, Salt Lake City, Utah, 1966).
"O Senhor criou a ti e a mim para o propósito de nos
tornarmos Deuses como ele próprio" (Brigham Young, Journal
of Discourses, vol. 3, p. 93).
"Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus
é, o homem poder ser" (Lorenzo Snow, ex-presidente da
Igreja Mórmon, Millenial Star, vol. 54; também Milton
R. Hunter, The Gospel Through the Ages, pp. 105, 106).
Comentário
De acordo com a Bíblia, Deus jamais progrediu até
ser Deus; Ele sempre foi Deus. Está claro que o homem não
existiu antes de Deus. Claro também está que, visto
como Deus declara que jamais haverá nenhum outro Deus, os
homens nunca se tornarão deuses.
Para informações adicionais veja neste livro o capítulo
8: A Verdade acerca do "Deus-Adão", e capítulo
9: Contradições concernentes à Pessoa de Deus.
3. A Bíblia ensina que Jesus Cristo sempre foi Deus. O mormonismo
ensina que houve um tempo em que Jesus não foi Deus. Em quem
você crê?
A Bíblia
"E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como
grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há
de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos
antigos, desde os dias da eternidade" (Miquéias 5:2).
"No princípio era o Verbo de [Jesus], e o Verbo estava
com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1).
"Antes que Abraão existisse, eu sou" (João
8:58).
Escritores Mórmons
"Cristo, o Verbo, o Unigênito, já tinha, é
claro, atingido o status da Divindade ainda quando vivia na preexistência"
(livrete, What the Mormons Think of Christ -- O Que Os Mórmons
Pensam de Cristo -- ; publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias, p. 36).
"Jesus tornou-se um Deus e chegou ao seu grande estado de compreensão
mediante esforço consistente e obediência contínua
a todas as verdades do evangelho e às leis universais"
(Milton R. Hunter, The Gospel Through the Ages; Deseret Book Co.,
Salt Lake City, 1945, p. 51).
Comentário
Deus foi Deus desde o princípio como também Jesus
Cristo o foi desde o princípio, desde todo o tempo. Jesus
Cristo sempre foi Deus e é Deus. Jesus disse a Filipe, em
João 14:9: "Quem me vê a mim, vê o Pai."
Para mais informações veja neste livro o capítulo
7: "A Falha Fatal", sob o subtítulo, O Cristo.
4. Deuteronômio 18:20-22 diz que o teste de Deus para o profeta
inclui uma exatidão de 100% no cumprimento de suas profecias,
ou então o profeta é falso. Muitas das profecias de
José Smith jamais foram cumpridas. De acordo com o teste
bíblico, foi José Smith um profeta verdadeiro ou um
profeta falso?
A Bíblia
"Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra
em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar
em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres
no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor
não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do
Senhor, e a palavra dele não se cumprir nem suceder, como
profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse;
com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele"
(Deuteronômio 18:20-22).
Escritores Mórmons
Profecia proferida por José Smith em setembro de 1832: A
Nova Jerusalém e seu Templo devem ser construídas
no estado de Missouri nesta geração (José Smith,
Doutrina e Convênios 84:1-5).
"Os Santos dos Últimos Dias esperam ver o cumprimento
dessa profecia durante a geração que existia em 1832
assim como esperam que o sol nasça e se ponha amanhã.
Por quê? Porque Deus não pode mentir. Ele cumprirá
todas as suas promessas" (Apóstolo Orson Pratt, Journal
of Discourses, vol. 9; publicado por F. D. e S. W. Richards, Liverpool,
1854; edição, reimpressa Salt Lake City, 1966, p.71).
Esta profecia não se cumpriu, portanto é falsa. Profecia
dada por José Smith entre 1831 e 1844:
A Casa Nauvoo a ser construída deve pertencer à familia
Smith para sempre (José Smith, Doutrina e Convênios
124:56-60). Smith foi morto em 1844 e os mórmons foram expulsos
de Nauvoo. A casa já não pertence à família
Smith. A profecia era falsa.
Profecia de José Smith: "A vinda do Senhor que estava
perto...até mesmo em 56 anos tudo deve terminar" (José
Smith, História da Igreja, vol. 2, p. 182; publicado por
Deseret News Publishers, Salt Lake City, 1902-1912). Esta profecia
era falsa.
Comentário
José Smith não passa no teste de Deus para o profeta
verdadeiro. Ele não foi profeta de Deus.
Para mais informações veja neste livro o capítulo
3: "José Smith -- Profeta de Deus?"
5. A Bíblia diz que Cristo foi gerado pelo Espírito
Santo. O profeta mórmon, Brigham Young, disse que Cristo
não foi gerado do Espírito Santo. Em quem você
acredita?
A Bíblia
"Porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo"
(Mateus 1:20).
"Descerá sobre ti o Espírito Santo...por isso
também o ente santo que há de nascer, será
chamado Filho de Deus" (Lucas 1:35).
Escritores Mórmons
"O menino Jesus...não foi gerado do Espírito
Santo" (Brigham Young, Journal of Discourses, vol. 1; publicado
por F. D. e S. W. Richards, Liverpool, 1854; edição
reimpressa, Salt Lake City, Utah, 1966, pp. 50, 51).
Comentário
O profeta verdadeiro de Deus entraria em contradição
com a Palavra de Deus?
Para mais informações veja neste livro o capítulo
7: "A Falha Fatal".
6. A Bíblia ensina que Deus criou Adão e deu-lhe vida.
Brigham Young ensinou que Adão "é nosso Pai e
nosso Deus e o único Deus com quem devemos lidar". Em
quem você crê?
A Bíblia
"Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da
terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida e o homem
passou a ser alma vivente" (Gênesis 2:7). "Porque
primeiro foi formado Adão, depois Eva" (1 Timóteo
2:13).
Escritores Mórmons
"Quando nosso pai Adão chegou ao jardim do Éden,
veio com um corpo celestial e trouxe Eva, uma de suas esposas, consigo.
Ele ajudou a formar e organizar este mundo. Ele é Miguel,
o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem santos homens
têm escrito e falado. Ele [Adão] é nosso Pai
e nosso Deus e o único Deus com quem devemos lidar"
(Brigham Young, Journal of Discourses; vol. 1; publicado por F.
D. e S. W. Richards, Liverpool, 1854; edição reimpressa,
Salt Lake City, Utah, 1966, p. 50).
Comentário
Negar a doutrina do Deus-Adão é admitir que Brigham
Young é profeta falso. Aceitá-la é negar a
Palavra de Deus, a Bíblia.
Para mais informações veja neste livro o capítulo
8: "A Verdade Acerca do Deus-Adão", e capítulo
9: "Contradições Concernentes à Pessoa
de Deus".
7. A Bíblia diz que o estudo das genealogias é fútil.
Os mórmons fazem uso extensivo das genealogias em seu sistema
de obras, batismo pelos mortos, etc. Em quem você acredita?
A Bíblia
"Evita discussões insensatas, genealogias, e contendas,
e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são
fúteis" (Tito 3:9).
"Nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que
antes promovem discussões do que o serviço de Deus,
na fé" (1 Timóteo 1:4).
Escritores Mórmons
"Antes que as ordenanças vicárias da salvação
e da exaltação possam ser realizadas pelos que já
morreram...devem ser identificados com exatidão e propriedade.
Donde se requer a pesquisa genealógica...A Igreja mantém
em Salt Lake City uma das maiores sociedades genealógicas
do mundo. Grande parte do material de fontes genealógicas
de várias nações está sendo ou já
foi microfilmado por esta sociedade; gastam-se milhões de
dólares; e está disponível ao estudo um acervo
de centenas de milhões de nomes e outras informações
acerca de pessoas que viveram nas gerações passadas"
(McConkie, Mormon Doctrine, pp. 308, 309).
Comentário
Os registros genealógicos foram destruídos em Jerusalém
em 70 A.D. pelos romanos sob as ordens de Tito, acentuando o término
das genealogias por Deus, uma vez que Jesus já tinha vindo
e cumprido o propósito delas.
Para mais informações sobre genealogias, veja o capítulo
10: "Sacerdócio e Genealogias", neste livro.
8. A Bíblia, a Igreja e a História lançam fortes
dúvidas à reivindicação dos mórmons
de que têm revelação "nova" e "mais
recente". Em quem você crê?
A Bíblia
"Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro,
testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo,
Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e
se alguém tirar qualquer cousa das palavras do livro desta
profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida,
da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro"
(Apocalipse 22:18, 19).
"Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela" (Mateus 16:18).
"Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados
em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mateus
7:15).
Escritores Mórmons
"Na manhã de um lindo dia de primavera de 1820 ocorreu
um dos acontecimentos mais importantes da história deste
mundo. Deus, o Pai Eterno e seu Filho, Jesus Cristo, apareceram
a José Smith e deram-lhe instruções a respeito
do estabelecimento do reino de Deus na terra nestes últimos
dias" (LeGrand Richards, A Marvelous Work and a Wonder; Salt
Lake City, Deseret Book Co., 1971, p. 7).
"Contendo Revelações dadas a Joseph Smith, O
Profeta" (Doutrina e Convênios; na página de rosto
da citada obra).
Comentário
O livro do Apocalipse dá-nos o quadro da época da
igreja, da tribulação, do milênio e da consumação
de todas as coisas até o estado eterno. Deus não se
"esqueceu" de nada que tornasse necessário acrescentar
um Post Scriptum por revelação posterior.
"Este livro" mencionado em Apocalipse 22:18, 19, certamente
parece se aplicar primariamente ao livro do Apocalipse. Entretanto,
o Deus que tudo sabe e que conhece o futuro certamente sabia que
livro seria colocado no final da Bíblia, e que a Bíblia
é considerada e era considerada como uma unidade, um único
livro. Parece mais que coincidência de que a admoestação
mais poderosa da Bíblia concernente a suas palavras e acréscimos
às suas profecias estivessem na última página,
no último capítulo, do último livro da Bíblia,
pelo último profeta, com as últimas profecias verdadeiras
e certas.
Profeta algum, desde os dias bíblicos, surgiu que pudesse
predizer o futuro com exatidão total requerida do profeta
verdadeiro. Ninguém, desde os dias do Novo Testamento, passou
no teste, o que prova conclusivamente que o dom profético
de predizer o futuro foi retirado, e que não há "revelação"
nova ou mais recente da parte de Deus.
Para mais informações veja neste livro o capítulo
13: "A Autoridade Final".
9. Você, como mórmon, compreende que abrir a porta
a "revelações novas" ou mais recentes, cuja
verdade é determinada, em parte, pelo "sentimento",
pelo "testemunho" ou por um "ardor dentro do peito",
faz com que lhe seja possível ou a qualquer outra pessoa
alegar revelações de Deus e construir qualquer tipo
de ensinamento que desejar? Pode você confiar numa religião
construída sobre a base de tais "revelações"?
Você acredita na palavra de um "profeta" desacreditado
(cujas profecias falharam) e que disse ter revelações
"novas", ou você acredita na Bíblia?
A Bíblia
"Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu
vos pregue evangelho que vá além do que vos temos
pregado, seja anátema" (Gálatas 1:8).
"E não é de admirar; porque o próprio
Satanás se transforma em anjo de luz. Não é
muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem
em ministros de justiça; e o fim deles será conforme
as suas obras" (2 Coríntios 11:14, 15).
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra,
e luz para os meus caminhos" (Salmos 119:105).
Escritores Mórmons
"Recebi a Primeira Visitação dos Anjos, quando
tinha cerca de catorze anos de idade" (José Smith, citado
em Deseret News, em 29 de maio de 1852).
"Logo, um indivíduo obscuro, um jovem, levantou-se e
no meio da cristandade, proclamou as novas surpreendentes de que
Deus lhe havia enviado um anjo" (Orson Pratt, Apóstolo,
Journal of Discourses, vol. 13; publicado por F. D. e S. W. Richards,
Liverpool, 1854; edição reimpressa, Salt Lake City,
Utah, 1966, pp. 65, 66).
"Mas, eis que eu te digo, deves ponderar em tua mente; depois
me deves perguntar se é correto e, se for, eu farei arder
dentro de ti o teu peito; hás de, sentir assim, que é
certo" (José Smith, Doutrina e Convênios 9:8).
Comentário
Aqui você pode perceber que as reivindicações
do mormonismo são iguais a centenas de outras, tais como
as da Ciência Cristã, que têm acrescentado outros
livros "inspirados", e do Rev. Moon da Igreja da Unificação,
que afirma ter tido uma visão de Jesus em 1936. Estes ensinam
que tiveram revelação posterior, visitas de anjos,
visões, etc., com o propósito de "compreender"
ou fazer acréscimos à Escritura. Você também
pode ver que a prova alegada por eles faz com que sua atenção
se desvie da Bíblia como autoridade total e final, de modo
que qualquer coisa serve.
A propósito, quantidade alguma de "testemunho",
"ardor dentro do peito" ou "sentimento" pode
fazer com que se cumpram as profecias de José Smith, ou se
transforme um profeta falso em verdadeiro.
Para mais informações, veja neste livro o capítulo
13: "A Autoridade Final".
10. A Bíblia ensina que o inferno é eterno. O mormonismo
ensina que o inferno não é castigo eterno para todas
as pessoas. Em qual você acredita?
A Bíblia
"E irão estes para o castigo eterno, porém os
justos para a vida eterna" (Mateus 25:46).
"Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; o que,
todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá
a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João
3:36).
"E, se alguém não foi achado inscrito no livro
da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo"
(Apocalipse 20:15).
Escritores Mórmons
"Castigo eterno é castigo de Deus: castigo para sempre
é castigo de Deus; ou, em outras palavras, é o nome
do castigo que Deus inflige, por ser ele eterno em sua natureza.
Qualquer pessoa, portanto, que recebe o castigo de Deus, recebe
castigo eterno quer seja ele por uma hora, um dia, uma semana, um
ano, ou uma era" (Élder John Morgan, panfleto: The Plan
of Salvation, publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias, 1970, p. 29).
"Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
não há inferno. Todos receberão uma medida
de salvação" (Apóstolo John Widstoe, Evidences
and Reconciliations, p. 216; a mesma afirmativa é encontrada
em Joseph Smith -- Seeker After Truth, Salt Lake City, 1951, pp.
177, 178.
Comentário
A mesma palavra grega da qual se traduz eterno e para sempre, aionios,
é usada para descrever a continuação eterna
do céu, inferno e Deus. Se um for eterno todos o são.
Apocalipse 14:11, mostrando alguns perdidos já no inferno,
declara que "não têm descanso algum, nem de dia
nem de noite", e que "A fumaça do seu tormento
sobe pelos séculos dos séculos". A escolha está
clara, ou a Bíblia ou o ensinamento dos mórmons.
Para mais informação, veja o capítulo 11: "Algumas
Doutrinas do Mormonismo -- Distintivas mas Dúbias".
11. A Bíblia ensina que Davi e Paulo, ambos assassinos, foram
perdoados e que "o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica
de todo o pecado". Os ensinamentos de José Smith dizem
que o assassinato é um pecado imperdoável. Em quem
você crê?
A Bíblia
(Depois de Davi ter confessado haver assassinado a Urias, e tomado
a Bate-
-Seba, sua esposa, disse-lhe Natã: "Também o
Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás"
(2 Samuel 12:13).
"Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos
do Senhor dirigiu-se ao sumo sacerdote" (Atos 9:1). "Persegui
este Caminho até à morte, prendendo e metendo em cárceres,
homens e mulheres" (Atos 22:4).
"O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado"
(1 João 1:7).
Escritores Mórmons
"E agora, eis que eu falo à igreja. Não matarás;
o que matar não terá perdão nem neste mundo,
nem no mundo futuro" (José Smith, Doutrina e Convênios
42:18; também 132:26, 27).
"Esperanças de recompensa mediante o assim chamado arrependimento
ao pé do leito de morte são vãs (Bruce McCOnkie,
Mormon Doctrine, p. 631).
Comentário
Saulo foi responsável pela morte de Estêvão
e de outros. Entretanto, Saulo, o assassino, tornou-se Paulo, o
missionário, por causa de um encontro vital que teve com
Jesus Cristo ressurreto na estrada de Damasco. Seus pecados foram-lhe
perdoados. Ele foi lavado pelo sangue do Senhor Jesus Cristo.
Para mais informação veja, neste livro, o capítulo
15: "A Salvação Bíblica".
12. A Bíblia ensina que todos os homens são pecadores
perdidos e que necessitam de salvação, e que somente
os que aceitam a Cristo pessoalmente são salvos. O mormonismo
ensina que a ressurreição é a salvação,
e assim como todosserão ressurretos, todos serão salvos.
A isto chamam de "salvação geral". Em qual
você acredita?
A Bíblia
"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus"
(Romanos 3:23).
"De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir
o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no
último dia" (João 6:40).
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem
crê em mim, ainda que morra, viverá" (João
11:25).
"Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua
casa" (Atos 16:31).
Escritores Mórmons
"Haverá uma Salvação Geral para todos
no sentido em que o termo geralmente é usado, mas salvação
com o significado de ressurreição, não é
exaltação" (Stephen L. Richards, panfleto, Contributions
of Joseph Smith, publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos
dos Últimos Dias, p. 5).
"Todos os homens são salvos pela graça somente
sem nenhum ato de sua parte, o que significa que são ressurretos"
(Apóstolo Bruce McConkie, What the Mormons Think of Christ,
p. 28, panfleto atualmente publicado pela Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias).
Comentário
Os mórmons colocam a salvação ao mesmo nível
da ressurreição. Todo mundo não é automaticamente
salvo quer creia ou não. Ressurreição não
é salvação. Haverá uma ressureição
para a maldição dos que não crêem e também
uma ressurreicão para a salvação (João
5:28, 29; Atos 24:15).
Para mais informações veja neste livro o capítulo
14: "A Salvação Mórmon".
13. A Bíblia diz que toda a salvação é
pela fé em Jesus Cristo somente. O mormonismo ensina que
ao fazer boas obras o homem pode tornar-se "digno" da
salvação individual ou pessoal. Em qual você
crê?
A Bíblia
"Como está escrito: Não há justo, nem
sequer um" (Romanos 3:10).
"Porque lhes dou testemunho de que eles [judeus não
salvos, mas religiosos] têm zelo por Deus, porém não
com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus,
e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram
à que vem de Deus" (Romanos 10:2, 3).
"Quem crê, tem a vida eterna" (João 6:47).
"Por isso também pode salvar totalmente os que por eles
se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles"
(Hebreus 7:25).
Escritores Mórmons
"Pois sabemos que é pela graça que somos salvos,
depois de tudo o que pudermos fazer" (José Smith, Livro
de Mórmon, 2 Nefi 25:23).
"A redenção dos pecados pessoais só pode
ser obtida mediante a obediência aos requisitos do evangelho
e de uma vida de boas obras" (James Talmage, Articles of Faith,
publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias, 1952, pp. 478, 479).
Comentário
Como já afirmamos e já foi provado pela Escritura,
o sangue de Cristo purifica de todo o pecado, e Ele salva completamente,
e não existe salvação que seja mais completa,
mais alta ou maior.
As boas obras, inclusive o batismo, vêm depois da pessoa ter
sido salva. Elas demonstram a salvação e provam sua
eficácia. Jamais Deus aceita nossas boas obras como meio
de salvação (veja Efésios 2:8, 9). O batismo
também é um símbolo que mostra que fomos salvos,
não o modo pelo qual devamos ser salvos. Atos 10:44-48 diz:
"Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu o Espírito
Santo sobre todos os que ouviam a palavra...Então perguntou
Pedro: Porventura pode alguém recusar a água, para
que não sejam batizados estes que, assim como nós,
receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados
em nome de Jesus Cristo." O ladrão na cruz e o publicano
no templo, Lucas 18:9-14, foram salvos sem o batismo.
Para mais informação veja os capítulos 14 e
15 deste livro.
14. A Bíblia ensina que somos pecadores e que devemos nascer
de novo para nos tornarmos filhos de Deus ao receber a Cristo. O
mormonismo ensina que todos nós somos filhos de Deus. Em
qual você crê?
A Bíblia
"Se alguém não nascer de novo, não pode
ver o reino de Deus" (João 3:3).
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome"
(João 1:12).
Escritores Mórmons
"O homem é, em realidade, filho de Deus...no conceito
mórmon a frase 'a paternidade de Deus e a irmandade do homem',
assume um significado novo e poderoso" (Élder Gordon
B. Hinckley, panfleto, What of the Mormons?; publicado pela Igreja
de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1975, p. 6).
"Todos os homens e todas as mulheres são feitos à
similitude do Pai e Mãe universais, e são literalmente
filhos e filhas da Divindade" (José Smith, Man: His
Origin and Destiny, pp. 351, 355).
Comentário
Deus não nos teria dito que nos tornássemos filhos
de Deus ao receber a Cristo e nascer de novo, se já fôssemos,
por natureza, filhos de Deus.
Veja o capítulo 14: "A Salvação Mórmon".
15. A Bíblia diz que os cristãos verdadeiros podem
saber e realmente sabem que são salvos, aqui e agora, e têm
certeza de ir estar com Jesus para sempre. Pode você, como
mórmon, dizer que está absolutamente certo de ter
uma salvação pessoal neste instante? De que você
irá para o céu "mais alto" a estar com Jesus
Cristo para sempre?
A Bíblia
"Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida
eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus"
(1 João 5:13).
"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem
o Filho de Deus não tem a vida" (1 João 5:12).
Escritores Mórmons (comentário do autor)
Já citei muitos escritores mórmons no assunto das
boas obras para a salvação. Uma vez que jamais podemos
saber quando temos feito boas obras suficientes, ou se somos aceitos
por Deus, se a salvação é em todo ou em parte
das boas obras, é óbvio que os mórmons são
bastane inseguros acerca da salvação pessoal verdadeira.
Tenho falado com muitos mórmons, de diferentes níveis
na igreja, e quase nenhum deles podia afirmar que sabia com toda
certeza que ia para o céu "mais alto" (realmente
não o único) a estar com Jesus Cristo para sempre.
Se tal reivindicação é feita, geralmente é
qualificada na base de boas obras continuadas, fidelidade à
igreja mórmon e às ordenanças, ou simplesmente
a idéia geral de que uma vez que haja três céus,
por certo devem alcançar um deles. Realmente, os mórmons
não sabem para onde vão quando morrem. Sua esperança
principal está na invenção de um profeta mórmon
desacreditado e seu mito de três céus ou graus de glória.
Eles, pelo menos, sentem-se bem seguros de que não irão
para o inferno. Entretanto, todos os homens ou vão para o
céu ou para o inferno, segundo a Bíblia, e qualquer
outra esperança é falsa.
16. A Bíblia admoesta-nos a precaver-nos de falsos Cristos
e falsos profetas. Segundo os profetas e escritores mórmons,
você como mórmon confia num Deus diferente, num Cristo
diferente, num caminho da salvação diferente do caminho
da salvação bíblica do Deus bíblico
e do Cristo bíblico. Todas as suas crenças são
baseadas nos escritos de José Smith, que, como já
foi provado, é um profeta desacreditado, não um profeta
de Deus. Você quer encarar o juízo e a eternidade confiando
nos deuses mórmons, ou no Deus da Bíblia?
A Bíblia
"Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!" (João
20:28).
"Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu
coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos,
serás salvo. Porque com o coração se crê
para a justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação"
(Romanos 10:9, 10).
Escritores Mórmons
"Como é o homem, uma vez Deus já foi: como Deus
é, o homem pode ser" (James E. Talmage, A Study of the
Articles of Faith, publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos
dos Últimos Dias, 1957, p. 430).
"Cristo, o Verbo, o Unigênito, tinha, é claro,
atingido o status da Divindade ainda na preexistência"
(B. R. McConkie, What the Mormons Think of Christ, publicado pela
igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, p. 36).
"Ele [Adão] é nosso pai e nosso Deus e o único
Deus com quem devemos lidar" (Brigham Young, Journal of Discourses,
vol. 1, 1996, p. 50).
"O menino Jesus...não foi gerado do Espírito
Santo" (Brigham Young, Journal of Discourses, vol. 1, pp. 50,
51).
"Pois sabemos que é pela graça que somos salvos,
depois de tudo o que pudermos fazer" (José Smith, O
Livro de Mórmon, 2 Nefi 25:23).
Comentário
A escolha é clara, o mormonismo ou o Cristianismo; José
Smith ou Jesus Cristo.
Para mais informação veja os capítulos 7 e
14 neste livro.
17. A Bíblia ensina a salvação instantânea
e completa mediante Jesus Cristo. Os mórmons não crêem
na salvação instantânea pessoal e completa.
Em quem você acredita?
A Bíblia
"Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será
salvo" (Romanos 10:13).
Escritores Mórmons
"A redenção dos pecados pessoais somente pode
ser obtida mediante a obediência aos requisitos do evangelho,
e uma vida de boas obras" (James E. Talmage, Articles of Faith,
publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias, 1952, pp. 85, 87).
Comentário
Quanto tempo leva para invocar, para pedir a Cristo que o salve?
18. Você gostaria de pedir que o Senhor Jesus Cristo bíblico
o salvasse neste instante? Deus o ama e deseja que você seja
salvo.
Eis aqui exatamente como você pode ser salvo: se em realidade
o quiser, simplesmente ore, como melhor puder, com todo o coração:
"Senhor Jesus Cristo, entra em meu coração e
em minha vida. Purifica-me de todo pecado com teu sangue vertido.
Torna-me um filho de Deus. Dá-me o teu dom gratuito da vida
eterna, e faze-me saber que estou salvo agora e para sempre. Agora
recebo-te como meu Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus.
Amém."
Você fez esta oração com sinceridade? Então
Jesus o salvou? Ele prometeu que "Todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo" (Romanos 10:13). Se você
invocou, com fé, Ele tinha de salvá-lo ou então
Ele mentiu. Segundo sua Palavra Ele não pode mentir! De modo
que, Ele o salvou? Você sabe que está salvo neste instante,
não somente segundo seus sentimentos, mas porque a Palavra
de Deus o diz. Esperar pelo sentimento é negar a fé!
Agora leiamos João 3:36 em voz alta três vezes: "Quem
crê no Filho tem a vida eterna." O que tem você
neste instante de acordo com a Palavra de Deus? Se você morresse
neste instante para onde iria, de acordo com a Palavra de Deus?
Se você sabe que Jesus o salvou, segundo sua palavra, agradeça-O
em voz alta por tê lo salvado!
A realidade de sua salvação será vista em sua
reação de amor em obediência e em seguir a Jesus
Cristo. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra"
(João 14:23). Se você foi verdadeiramente salvo, obedecerá
ao mandamento de Cristo. Naturalmente, isto inclui deixar o mormonismo.
Você crescerá em segurança e em Seu amor à
medida que:
(1) Freqüentar fielmente uma igreja que crê na Bíblia
e na Bíblia somente, e que crê que somente o sangue
de Jesus Cristo pode purificar o pecado!
(2) Confessar a Cristo publicamente e for batizado.
(3) Orar diariamente.
(4) Ler a Bíblia diariamente. Comece com o evangelho de João.
(5) Testificar de Cristo aos outros.
(6) Confessar seu pecado imediatamente.
(7) Deixar que Jesus viva sua vida através de você.
(8) Desviar-se de qualquer coisa que o impeça de seguir a
Cristo.
Comentário
O verdadeiro amor importa-se o suficiente para dizer a verdade.
Jesus o ama, meu amigo mórmon, e eu também o amo,
o suficiente para desejar vê-lo salvo e estar comigo no céu
para sempre, amando e servindo ao Senhor Jesus Cristo juntos.
Floyd C. McElveen
A Ilusão Mórmon
Floyd C. McElveen
Tradução de João Barbosa Batista
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