1. O jornal A TRIBUNA de 26 de agosto de 2011 traz
um artigo interessante com relação ao trabalho voluntário
que passamos aos nossos ouvintes e o respectivo comentário
à luz da Bíblia. Diz o artigo, “O trabalho voluntário
nunca é gratuito. A paga, a recompensa, é a satisfação
pessoal que, naturalmente, não tem preço nem meio
de ser avaliado. Não é uma prática ainda comum
no Brasil, se comparada com o exterior. Mas, é muito gratificante,
sempre faz mais bem a quem pratica do que a quem recebe ajuda, ’
destaca José Damião Neto. Técnico de produção
da Aciaria a Usiminas em Cubatão, ele atua no grupo de voluntários
da siderúrgica. Dá aula de Metalurgia na Escola Usiminas-Formare,
um projeto destinado a ajudar jovens residentes em áreas
carentes de Cubatão na faixa dos 17 anos. Eles ficam um ano
na usina, no horário complementar ao período escolar,
participando de um curso preparatório de qualificação
profissional. Terminado o curso, tem condições de
se habilitarem ao mercado de trabalho, possivelmente na própria
na Usiminas. José Damião Neto vai completar 27 anos
de trabalho na usina de Cubatão.”
PR. NATANAEL: Como o irmão analisa esse cidadão
que oferece um curso preparatório de qualificação
profissional voluntário, já há 27 anos? Não
é notável encontrar em nossos dias pessoas que vivem
para servir ao próximo?
Digno de elogios pessoas que assim procedem desde que a finalidade
do serviço voluntário ofereça oportunidades
para outros vencerem na batalha da vida.
2. Há legislação que regulamenta o
trabalho voluntário ou cada pessoa de per si pode optar por
ajudar qualquer tipo de atividade em favor de entidades ou de pessoas
físicas?
Sim. Há lei que regulamenta o exercício do trabalho
voluntário. Por exemplo, o trabalho voluntário é
assim considerado como sendo aquele exercido em atividade não
remunerada, prestada por pessoa física ou a entidade publica
ou privada sem fins lucrativos, com objetivos cívicos, culturais,
educacionais, científicos, recreativos ou de assistência
social, inclusive mutualidade. Oserviço voluntário
não gera vínculo empregatício, nem obrigação
de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
3. A Bíblia faz referência a pessoas que exerceram
trabalho voluntário para Deus e seu próprio povo?
Sim. É só lermos o livro de Hebreus 11 que lá
vamos encontrar homens e mulheres que serviram a Deus através
de trabalhos voluntários. Há diversos textos bíblicos
que nos mostram servos de Deus sendo provados e aprovados através
das experiências da vida.
4. Poderia citar o nome de alguém que se destacou
como trabalhador voluntário no serviço de Deus?
Sim. A história de Moisés, resumida por Estevão,
está dividida em três fases de 40 anos (Atos 7). É
importante compreender essas três fases na vida desse servo
de Deus para percebermos como o jovem voluntarioso (Ex 2) tornou-se
o homem mais manso da terra (Nm 12), e o que isto significa para
nós hoje. Como aconteceu com José, Moisés foi
duramente provado e, finalmente, aprovado por Deus para ser participante
da sua obra na terra. Na primeira fase de 40 anos, Moisés
recebeu esmerada formação religiosa de sua mãe
e a melhor educação geral no palácio egípcio,
tornando-se um homem poderoso em palavras e obras. Moisés
tinha consciência da sua identidade e da sua missão,
talvez fruto da sua formação religiosa. Por isso,
considerou-se apto para iniciar sua missão de libertador.
Mas cometeu diversos equívocos. Na segunda fase de 40 anos,
de príncipe egípcio, Moisés tornou-se pastor
das ovelhas do sogro no deserto de Midiã (Ex 2.18-22; 3.1).
Essa escola do deserto foi importante na formação
daquele que seria o maior líder de Israel. Aliás,
o deserto é terreno fértil da reflexão bíblica
(Moisés, João Batista, Jesus). Tempo de reflexão,
de crescimento, de maturidade. O homem poderoso aprendeu a depender
de Deus.
5. E qual foi a terceira e última fase de Moisés
pra que ele se tornasse um trabalhador voluntário na obra
que lhe havia chamado?
O chamado de Moisés para um trabalho voluntário,
que constitui a terceira fase da sua preparação, começou
com o encontro dele com Deus numa experiência de adoração
(Ex 3.1-6). Isaías teve experiência semelhante Isaías
6:8-9 - “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem
enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse
eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” As ações que
glorificam a Deus têm origem no trono e no altar de adoração.
Moisés foi, primeiro, um adorador, e depois chamado e enviado
por Deus como o líder libertador do seu povo. Ofereceu para
fazer alguma coisa para Deus e para o seu povo, submetendo-se a
Senhor em adoração; por isso os sinais e prodígios
procediam de Deus, glorificavam a Deus e abençoavam o povo.
6. E os crentes podem também se oferecer para um
trabalho voluntário no serviço de evangelização?
Todos nós podemos servir como trabalhadores voluntários
de Deus, nas várias ocupações que exigem o
nosso trabalho, porque “Deus não chama os capazes,
mas capacita os chamados”. Deixemo-nos moldar pelas potentes
e amorosas mãos do Senhor para que sejamos vasos de bênção
se capacitados por Deus (Rm 12.4-6; Ef 4.7; 1 Co 12.7,11). A Igreja
é o Corpo de Cristo. Assim como não há membro
no corpo sem função, também não há
crente sem ministério.
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