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1. O jornal A TRIBUNA edição de 13
de janeiro de 2012 publicou uma página inteira sobre o dia
13 SEXTA FEIRA dia considerado de azar por grande parte da população
do Brasil. Diz a notícia: “Os supersticiosos de plantão
dão o alerta: hoje (ontem) é a primeira das três
sextas-feiras 13 do ano (as próximas serão em abril
e julho). “Nesse dia, não passou debaixo de escada
de jeito nenhum. E se um gato preto cruzar o meu caminho, desvio
na mesma hora”, diz o portuário Carlos Roberto Vieira.
Pode parecer exagero, mas o conselho de Carlos é seguido
à risca por muita gente, em diversas partes do mundo, onde
o número 13 é associado ao azar. Na Europa o 13º.
Andar de hotéis e prédios às vezes é
substituído pelo 12-A. Nos Estados Unidos, o piso número
13 nem existe em alguns imóveis, assim como em assentos de
teatro e até nas plataformas de trem.
PR. NATANAEL: Jamais poderia imaginar que fosse tão
grande o número 13 sexta-feira da forma como é descrita
pelo jornal A TRIBUNA, mas pergunto: qual a origem de posição
negativa com respeito ao dia 13 quando cai na sexta feira?
Segundo o jornal que ora comentamos lemos a respeito da origem superstição
ligada ao dia 13 sexta feira: “A primeira associação
é atribuída a Jesus Cristo e seus 12 apóstolos:
eram 13 à mesa quando Judas traiu Jesus. Outra ligação
negativa ao número e a prisão dos cavaleiros templários
(Cavaleiros da Ordem Cristã, na Idade Média) em uma
sexta feira 13, no ano 13º7.”
2. Para esclarecimento dos nossos ouvintes como se define
a prática supersticiosa?
Há várias definições para a palavra
superstições e vamos citar algumas: Segundo o Dicionário
da Bíblia de Almeida, SUPERSTIÇÃO é
“Crendice ou prática resultante de ignorância,
medo do desconhecido ou confiança em magia”, e esclarece
que, nos tempos bíblicos, a magia incluía: adivinhação,
agouro, astrologia, encantamento, exorcismo, feitiçaria,
necromancia, sonhos e visões.” Essas crendices podem
afetar, e o fazem com muita freqüência, qualquer pessoa,
de qualquer religião... Todas essas práticas são
condenadas quer se dêem conta disso, quer não, muitas
das coisas que as pessoas fazem têm ligação
com práticas e crenças supersticiosas, algumas delas
tendo relação com deidades ou espíritos. É
o “pseudo-divino” ou o “pseudo-sobrenatural”.
Na Bíblia encontramos a palavra ‘supersticiosos’
empregada pelo apóstolo Paulo para os cidadãos da
cidade de Atenas. “E, estando Paulo no meio do Areópago,
disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também
um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois,
que vós honrais, não o conhecendo, é o que
eu vos anuncio." (AT 17:22-23) Paulo classificou a idolatria
como uma superstição.
3. Pode citar algum exemplo na Bíblia que pode ser
apontado como um tipo de superstição camuflada?
Sim. A palavra camuflar significa disfarçar, agir sob falsas
aparências. A serpente de metal mandada ser erguida por Deus
(NM 21:9) "E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la
sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém,
quando esse olhava para a serpente de metal, vivia." Tornou-se
objeto de adoração pelo povo israelita e foi adorada
com o nome de Neustã, que significa consolo de metal. Foi
destruída pelo rei Esequias (2RS 18:4) "Ele tirou os
altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez
em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera;
porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam
incenso, e lhe chamaram Neustã." O que deveria ser símbolo
do poder de Deus para debelar o mal, passou a ser objeto de fé,
tomou o lugar de Deus. Nisso está a diferença entre
superstição e fé. Enquanto superstição
a fé está depositada num objeto que às vezes
pode até ser chamado de amuleto ou talismã, a fé
é depositada em Deus. Foi o que disse Jesus “TENDE
FÉ EM DEUS”. (Mc 12.22)
4. “E hoje não existem igrejas que estão
também praticando superstições camufladas como
se fossem “pontos de contato” para despertar a fé”?
Vamos dar uma pequena relação de objetos e práticas
ligadas a superstições camufladas. 1. Azeite “ungido”
do Monte das Oliveiras; 2.Água do Rio Jordão;3.Fogueira
Santa de Israel, no Monte Sinai; 4.Trombeta de Jericó; 5.Areia
da Praia do Mar da Galiléia; 6.Varinha de Jacó; 7.Túnel
do Amor; 8.Fitinha vermelha no pulso na Terapia do Amor; 9.Unção
de Roupas;10.Tapete Ungido; 11.Uso de enxofre; 12.Aliança
“ungida” (quando ela se partir o efeito do olho gordo
termina); 13.Correntes de Meia Noite, às sextas-feiras, para
exorcizar demônios.; 14. Portas abertas; 15. sabonete, colírio,
ungidos; 16. uso de sal grosso; Cada uma dessas práticas
tem um objetivo de remover algum mal do qual se quer ficar livre
a pessoa que pratica essa superstição.
5. Pode-se também usar a Bíblia de modo supersticioso?
Sim. Alguns exemplos são: deixar a Bíblia aberta no
Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão
“Tá amarrado!” de forma séria, como uma
espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia
aleatoriamente para “tirar um versículo” que
funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma
decisão; trocar a leitura sistemática e regular da
Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar
que a oração no monte tem mais eficácia do
que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir “empacotado”
para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça
vendo-nos com pouca roupa.
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