É urucubaca, como
diria nosso querido presidente. Tremendo azar, falta de sorte, jella,
bad luck, mala suerte, mal olhado dessa oposição elitista
que não engole um governo popular.
Está cheio de gente torcendo para as coisas não darem
certo. Vocês não sabem o que é urucubaca, é
gente torcendo para que as coisa não dêem certo. Como
Deus é brasileiro, faz com que as coisas dêem certo"
(Lula, em discurso a metalúrgicos em Niterói
"O que não falta neste país é gente torcendo
para as coisas não darem certo. Mas como sou cristão
e tenho muita fé, urucubaca não vai pegar em cima
de nós" (Lula, discursando no Palácio do Planalto
na última sexta-feira).
Música: Abre-alas
Compositor: Atilano Muradas
Cantor: Atilano Muradas
Faixa: 0
Abre-alas que um povo está chegando;
É o povo de Deus que vem entrando.
O diabo e seus anjos estão tremendo
E a igreja de Deus prevalecendo.
Não adianta macumba contra nós
Se Jesus lá no céu é nossa voz.
Urucubaca, má sorte,
Não pega, nem prevalece.
Jesus é o Santo forte,
De nós não se esquece.
Dá-nos proteção
Sem cobrar nenhum tostão,
E a salvação.
Abre-alas, então, abre-alas.
Abre-alas que um povo está chegando;
É o povo de Deus que vem marchando.
Desfilando nas ruas da história,
Escrevendo outras páginas de glória.
O diabo não pára de afligir
Mas a igreja aprendeu a resistir.
Feitiçaria, despacho,
Não pega, nem prevalece.
Jesus derrotou o diacho
Pra que vida em nós houvesse.
Por isso nós cantamos
Ao Senhor que nós amamos
Adoraçao.
Abre-alas, então, abre-alas.
Abre-alas que um povo está cantando
E os poderes do inferno abalando.
Abre-alas que o céu está se abrindo
E as bençãos de Deus estão caindo.
Este samba foi feito pra louvar
Ao Senhor Criador do céu e mar.
Poderoso, Deus forte,
Nos guarda e nos fortalece;
Mudou a nossa sorte,
Deu-nos vida que enobrece.
Agora é só esperar
O Senhor que vai voltar
Pra nos buscar.
Abre-alas, então, abre-alas.
Abre-alas que um povo está cantando (ô,ô),
É o povo de Deus que vem entrando (ô,ô).
Abre-alas que um povo está chegando (ô,ô),
É o povo de Deus que vem marchando (ô,ô).
Abre-alas que um povo está chegando.
Abre-alas que um povo está orando.
Abre-alas que um povo está chegando.
Abre-alas que um povo está chegando.
Abre-alas que um povo está chegando.
Abre-alas que um povo já chegou.
BRUXARIA

A freqüente presença do fenômeno milenar da bruxaria
em culturas distantes de seu substrato atesta a perpetuação
de certas modalidades de funcionamento do espírito humano.
No entanto, inúmeros trabalhos etnológicos ou históricos
não lograram ainda dirimir todos os problemas ligados a sua
definição ou explicação.
Aparece já em Homero e na própria mitologia grega,
em que a feiticeira Medéia ocupa lugar de destaque no ciclo
dos argonautas. Na literatura latina, o tema despertou o interesse
de vários autores, especialmente Apuleio, Petrônio
e Horácio.
No universo judeu-cristão, a presença das bruxas verifica-se
desde o Velho Testamento. Em um momento crucial de sua vida, Saul
consultou a feiticeira de Endor, embora pela lei de Moisés
a bruxaria fosse punida com a morte. No cristianismo primitivo,
conhecia-se a prática de ritos mágicos, mas os apóstolos
consideravam-na fruto de ardis do demônio, pois entendiam
que somente Deus dispunha de poderes sobrenaturais.
HISTÓRIA DE BRUXARIA
A bruxaria ressurgiu e intensificou-se na Europa do século
X ao XII, quando as heresias dos cátaros trouxeram de volta
a crença na influência do demônio, o que favoreceu
a interpretação de que a bruxaria era produto do contato
com suas forças. Realizaram-se nesse período vários
processos contra bruxas, promovidos pelo poder civil. Entretanto,
a questão só assumiu aspectos dramáticos a
partir do século XIV, quando a igreja implantou os tribunais
da Inquisição Católica para reprimir tanto
a disseminação das seitas heréticas como a
prática de magia e outros comportamentos considerados pecaminosos.
Ao dar especial relevo ao problema, a perseguição
contribuiu para que ele adquirisse ainda maiores proporções.
Nessa época, o fenômeno freqüentemente se caracterizou
como manifestação coletiva, de grandes dimensões
e profunda repercussão na vida religiosa, no direito penal,
nas artes e na literatura.
Daí em diante, à medida que proliferaram os tribunais
da Inquisição, os processos aumentaram rapidamente.
A acusação sistemática só se verificou
na época que é considerada a última fase da
Idade Média, o fim do século XV, principalmente após
a bula Summis desiderantes affectibus (1484), do papa Inocêncio
VIII, e da obra Malleus maleficarum (1487; Martelo das feiticeiras),
dos dominicanos Heinrich Kraemer e Johann Sprenger, em que se firmaram
as normas do processo inquisitorial contra a feitiçaria.
A época da verdadeira epidemia de bruxas e teóricos
do assunto é a dos séculos XVI e XVII, no contexto
da Reforma e da Contra-Reforma. Ainda que, como nos outros casos,
implicasse a prática da magia, incluía quase sempre
a invocação do demônio e a mobilização
de seus poderes, o que a associava à concepção
do mal na teologia cristã e a tornava um desafio à
moralidade religiosa. Apareceram então os grandes sistematizadores
da demonologia -- Jean Bodin, autor de De la démonomanie
des sorciers (1580; Da demonomania dos feiticeiros), e o jesuíta
Martinus Antonius Delrio, autor de Disquisitionum magicarum libri
VI (1599; Seis livros de pesquisas sobre magia). Nessa fase, a bruxaria
tornou-se tema freqüente na literatura e nas artes plásticas:
sobressaíram, por exemplo, Macbeth, uma das mais célebres
tragédias de Shakespeare, e as gravuras de Baldung Grien
e Jacques Callot.
A perseguição às bruxas foi metódica
e violenta no norte da França, no sul e oeste da Alemanha
e muito especialmente na Inglaterra e na Escócia, onde houve
o maior número de vítimas. Os colonizadores ingleses
levaram esse procedimento para a América do Norte, onde,
em 1692, ocorreu o famoso processo contra as bruxas de Salem, em
Massachusetts.
Em geral, acusava-se de bruxaria mulheres velhas, mas com menor
freqüência também jovens e, excepcionalmente,
homens. As acusações registradas contra essas pessoas
referiam-se a toda espécie de malefícios contra a
vida, a saúde e a propriedade: aborto das mulheres, impotência
dos homens, doenças humanas ou do gado, catástrofes
e temporais. As bruxas eram também denunciadas por pactos
com o diabo. Montadas em vassouras, voariam pelos ares e se reuniriam
em lugares ermos para celebrar o sabá e entregar-se a orgias.
Como cultuariam Satanás, considerava-se que este lhes aparecia
como monstro cornudo e sequioso de sacrifícios.
O racionalismo e o espírito científico, que caracterizaram
o Iluminismo do fim do século XVII e do século XVIII,
contribuíram para o fim desses processos e para que não
mais se admitisse perseguição judiciária em
casos de superstições populares. O último processo
na Inglaterra ocorreu em 1712, e a última fogueira de bruxas
na Europa foi acesa em 1782, no cantão suíço
de Glarus.
Teorias antropológicas. O fenômeno histórico
da bruxaria suscitou numerosos estudos antropológicos, para
os quais a intolerância das autoridades eclesiásticas,
tanto católicas como protestantes, não seria razão
suficiente para explicar o fenômeno de psicopatologia coletiva
que representou a crença na bruxaria. Muitos chegaram a acreditar
na ocorrência de uma alucinação mediante a qual,
contaminadas pela crença geral, muitas mulheres teriam admitido
participar de práticas que nunca realmente exerceram.
Outra corrente interpreta a crença nas bruxas como resquício
de antigas religiões autóctones européias,
nunca inteiramente desarraigadas pela cristianização,
que depois se teria mesclado com doutrinas cristãs sobre
o diabo. Uma referência seriam as valquírias da mitologia
germânica, que, como as bruxas, voavam pelos ares.
No século XX, essa teoria aperfeiçoou-se nas teses
da antropóloga inglesa Margaret Murray, para quem a bruxaria
seria resíduo de uma religião pré-histórica,
um culto da fertilidade que sobreviveu à cristianização,
sobretudo no meio rural e nas populações descendentes
de raças submetidas, como os celtas, o que explica a forte
divulgação do culto nas ilhas britânicas. O
culto teria sido ressuscitado sobretudo em tempos de enfraquecimento
da igreja, como aconteceu no período da Reforma, nos séculos
XVI e XVII. A teoria de Murray, em seus aspectos principais, é
rejeitada hoje pela maior parte dos pesquisadores, que a consideram
infundada.
Outro britânico, Hugh R. Trevor-Roper, acentuou que, embora
realmente a bruxaria tivesse um substrato folclórico, foi
a igreja medieval que o sistematizou e o codificou com o fim de
reprimir a heresia e exercer coação sobre os desvios
doutrinários, criando com isso um autêntico tratado
de demonologia.
Essa mescla de ritos arcaicos, superstições, convulsões
políticas e perseguições oficiais, que precisavam
de bodes expiatórios, fomentou as alucinações
de membros de grupos sociais marginalizados -- talvez com manifestações
paranormais -- e a imaginação coletiva. Pelo menos
na história da Europa, a bruxaria seria basicamente um significativo
reflexo das tensões sociais acumuladas nos séculos
que antecederam a modernidade. No interior da Inglaterra e de muitos
outros países, porém, a crença na bruxaria,
sua prática e numerosos ritos de magia persistem até
hoje.
1.A revista VEJA de 19 de outubro, 2005, na p.
41 há uma declaração dopresidente Lula que
disse, “Vocês não sabem o que é urucubaca.”
Outros jornais noticiaram que a palavra do presidente no seu todo
foi "O que não falta neste país é gente
torcendo para as coisas não darem certo. Mas como sou cristão
e tenho muita fé, urucubaca não vai pegar em cima
de nós" (Lula, discursando no Palácio do Planalto).
A seguir o programa da Globo O FANTASTICO levantou a pergunta: Você
sabe o que é urucubaca?
Repito a pergunta do FANTASTICO: Você sabe o que
é urucubaca? Informe para os nossos ouvintes, O que significa
urucubaca?
Há várias definições para a palavra
urucubaca No dicionário, existem muitos nomes para isso:
cábula, cafifa, enguiço, mofina, tangolomango, Feitiço,
mandingarias “Acho que eu estou com urucubaca, sim, porque
eu não trabalho e nada está dando certo”, desconfia
um jovem. O pai Renato de Obaluaê tem outra explicação:
“A palavra "urucubaca" é de origem banto,
que os negros usavam, pois eles, no tempo da escravidão,
por causa da Igreja Católica, dos senhores, eles não
poderiam falar feitiçaria, bruxaria, magia negra. Então,
eles usavam na sua própria língua a palavra "urucubaca"”,
2.Como se livrar de urucubaca segundo as pessoas que estão
ligadas a crendices populares?
A vendedora Cristiane Lima diz quais são as ervas mais indicadas
para afastar a urucubaca:
“Manjericão, que é para inveja e mau olhado.
Arruda também. Abre-caminho, desata-nó. É só
tomar um banho do pescoço para baixo durante três dias
e está bom”, diz a vendedora.
A vendedora Cristiane Lima diz quais são as ervas mais indicadas
para afastar a urucubaca:
“Manjericão, que é para inveja e mau olhado.
Arruda também. Abre-caminho, desata-nó. É só
tomar um banho do pescoço para baixo durante três dias
e está bom”, diz a vendedora.A dica de pai Renato é
deixar atrás da porta de entrada da sua casa um copo virgem
de água natural, com olho de boi dentro. “Quando aqueles
olhos de boi incham e estouram, ali você detectou uma negatividade”,
diz Renato.
Mas se você não está nem aí para essa
história de mau olhado, o melhor mesmo é dançar
ao som do funk da urucubaca, que os Djs Jorginho Matarazo e Wallace
fizeram para o Fant
A dica de pai Renato é deixar atrás da porta de entrada
da sua casa um copo virgem de água natural, com olho de boi
dentro.
“Quando aqueles olhos de boi incham e estouram, ali você
detectou uma negatividade”, diz Renato.
Mas se você não está nem aí para essa
história de mau olhado, o melhor mesmo é dançar
ao som do funk da urucubaca, que os Djs Jorginho Matarazo e Wallace
fizeram para o Fantástico.
3. Urucubaca está ligada à bruxaria?
Sim. A Bruxaria consiste no exercício, com intenção
maligna, de pretensos poderes sobrenaturais por meio de ritos mágicos
e com o fim de causar malefício a certas pessoas ou a seus
bens, assim como benefícios diretos ou indiretos a seus praticantes
4. A Bíblia menciona a prática de bruxaria?
A presença das bruxas verifica-se desde o Velho Testamento.
Em um momento crucial de sua vida, Saul consultou a feiticeira de
Endor, embora pela
lei de Moisés a bruxaria fosse punida com a morte. No cristianismo
primitivo, conhecia-se a prática de ritos mágicos,
mas os apóstolos consideravam-na fruto de ardis do demônio,
pois entendiam que somente Deus dispunha de poderes sobrenaturais.
5. O que aconteceu com Saul por ter consultado a feiticeira
de Endor?
Está escrito: “ Assim morreu Saul por causa da transgressão
que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual
não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadores
para consultar. E não buscou ao Senhor, que por isso o matou
e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé” (1ª
Cr 10.13-14).
Poderíamos dar uma lista de passagens bíblicas que
mostram claramente que Deus abomina a feitiçaria, por isso
quero que você pense na vida espiritual e onde você
quer passar a eternidade. “Mas, quanto aos tímidos,
e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas,
e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a
todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com
fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Ap 21 v.
8).
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