1. O
jornal S. PAULO AGORA de 28 de junho de 2009 traz uma notícia
com um título em manchete nos seguintes termos: "CATÓLICOS
SE RENDEM E MÚSICA GOSPEL VIRA NOVO HIT" Diz em seguida:
"Os católicos já perceberam a diferença
e, aos poucos, estão se acostumando ao estilo gospel de música.
Já foi o tempo em que as canções 'Maria de
Nazaré' e 'Segura na Mão de Deus' eram os únicos
sucessos nas missas.
Hoje, os hits cantados nas celebrações são
compostos por autores evangélicos, sem preconceito. O maior
nome da Igreja Católica no Brasil, padre Marcelo Rossi, é
assíduo do 'canto de louvor'. Ele puxa o coro em músicas
como 'Faz um Milagre em Mim', 'Deus do Impossível' e 'Fico
Feliz', todos sucessos de cantores evangélicos. O povo acompanhava
entusiasmado, em voz e gestos, a celebração realizada
na última quinta-feira, no Santuário Mãe de
Deus, em Interlagos (zona sul de SP), para mais de 6.000 pessoas."
... "Para Rodrigo Placa, cantor católico, a adesão
ao gospel acontece porque a base musical evangélica é
melhor, quase lírica.
'A música deles é de louvor, de entrega..."
'Somos todos cristãos. A única diferença é
que eles [evangélicos] não têm o costume de
louvar Maria como a mãe de Deus', afirma Rodrigo."
PR. NATANAEL: Como o irmão vê esse congraçamento
entre católicos e evangélicos através da música
gospel?
Considerando que Paulo recomenda que "quanto depender de vós
tende paz com todos os homens e que a iniciativa é dos católicos
de cantarem as mesmas canções conhecidas como música
gospel e cuja letra tem apoio bíblico, nada vejo de anormal,
considerando também que católicos e evangélicos
tem o seu local de reuniões.
2. Mas como conciliar o ponto divergente alertado pelo
católico chamado Ricardo Rodrigues, segundo o qual "eles
(os evangélicos) não têm o costume de louvar
Maria como a mãe de Deus"?
Realmente, não temos o costume dar louvores a Maria. E como
indicam as três músicas, suas letras enaltecem a pessoa
de Deus Pai e o Senhor Jesus. Nenhuma palavra de louvor a Maria,
mãe de Jesus.
E para isso temos o apoio bíblico segundo o qual quando
a Virgem Maria foi informada pelo anjo Gabriel que ela seria a mãe
do Salvador Jesus, ela prorrompeu num hino de louvor a Deus conhecido
como Magnificat. A Bíblia registra o seu hino de louvor da
seguinte forma." "A minha alma engrandece ao Senhor,
47 E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
48 Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora
todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu
nome.
50 E a sua misericórdia é de geração
em geração Sobre os que o temem.
51 Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos
no pensamento de seus corações.
52 Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
53 Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
54 Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;55
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade,
para sempre." (Lc 1.46-55).
As palavras da Virgem Maria que mais impressionam são as
seguintes: ". "A minha alma engrandece ao Senhor, E o
meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou
na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações
me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas
o Poderoso; E santo é seu nome." Ela, humildemente,
se considera uma serva e chama a Deus de seu Salvador.
3. Essa aproximação entre católicos
e evangélicos não é conhecida como ecumenismo,
aliás, é o título que o jornal dá as
letras das três músicas gospel em evidência.
Diz o jornal "SECESSOS ECUMÊNICOS". Como o irmão
vê esse disfarçado ecumenismo?
O Dicionário Aurélio define ecumenismo como "movimento
que visa a unificação das igrejas cristãs (católica,
ortodoxa e protestante)". A definição eclesiástica,
mais abrangente, diz que "é a aproximação,
a cooperação, a busca fraterna da superação
das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.
Mas há um perigo muito grande porque envolve a abdicação
de doutrinas que são fundamentais para os católicos
e com a quais, nós evangélicos não podemos
abrir mão. Como ponte de partida divergente é a já
mencionada sobre Maria. Não cantamos louvores a ela. Nosso
louvor é exclusivo ao Senhor Jesus Cristo apontado na Bíblia
como sendo adorado nos céus pela sua obra salvífica
e redentora na cruz do Calvário.
Em Ap 5.8-13 está escrito:
8 E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro
anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles
harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações
dos santos. 9 E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és
de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto,
e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e
língua, e povo, e nação; 10 E para o nosso
Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre
a terra. 11 E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono,
e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles
milhões de milhões, e milhares de milhares,12 Que
com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto,
de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra,
e glória, e ações de graças.13 E ouvi
toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo
da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles
há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e
ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e
honra, e glória, e poder para todo o sempre." (Ap 5.8-13).
Não vemos nenhum louvor a Maria, mas vemos uma adoração
universal prestada ao único Deus: "Ao que está
assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações
de graças, e honra, e glória, e poder para todo o
sempre."
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