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  Notícia e Comentário Bíblico  
 
Fevereiro/2006

JESUS CRISTO EXISTIU - Natanael Rinaldi

1.O jornal O ESTADO DE SÃO PAULO publicou a seguinte notícia que solicito alguns comentários seus. “JUIZ MANDA ARQUIVAR CASO SOBRE JESUS.” - “Um juiz italiano rechaçou uma ação criminal de um ateu militante que queria que um padre de uma pequena paróquia fosse processado por garantir que Jesus Cristo existiu. O queixoso, Luigi Cascioli, argumentou que a Igreja Católica tem enganado as pessoas por 2 mil anos com a fábula de que Jesus existiu, e acusou o padre de violar duas leis ao endossar a história: “abuso de fé popular”, na qual alguém engana fraudulentamente as pessoas, e “personificação”, quando alguém obtém ganhos ao atribuir-se falso nome. “O juiz ordenou que o caso fosse arquivado”, disse Severo Bruno, advogado do prelado, reverendo Enrico Righi.” .

Não é preocupante um ateu tentar contestar a existência de Jesus depois de passados dois mil anos de ele ter nascido? Como sabemos que Jesus existiu?

De modo geral podemos afirmar que tanto amigos e inimigos dele dão testemunho de que ele viveu. O Novo Testamento compõe-se de 27 livros distintos, escritos no primeiro século por pessoas que tiveram contato pessoal com Jesus. Todos esses manuscritos atestam sua existência. Podem ser agrupados assim: 4 evangelhos, o livro de Atos, as cartas de Paulo e as cartas universais. Mateus, marcos, Lucas e João apresentam, cada um, um relato da vida de Jesus. A questão da existência de Jesus, portanto, não representa problema. Vinte e sete documentos escritos por pessoas que tiveram contato pessoal com ele comprovam o fato de que realmente Jesus existiu.

2. A história de Jesus que o Novo Testamento conta poderia não passar de exagero?

A história de Jesus documentada no Novo Testamento é uma história de milagres. Jesus é descrito, do nascimento à ressurreição, como alguém que veio do céu. Ele é o Deus eterno que desceu à terra e se fez homem. (Jo 1.1-3,14); 5.18; 8.58;10.30-33).

3. Mas isso tudo não poderia passar de lenda?

Essa idéia esbarra em vários problemas. O primeiro deles é o testemunho dos discípulos de Jesus. Eles sustentam que Jesus realizou seus feitos milagrosos na presença deles. João escreveu: “E é quem viu isso que dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós creiais (Jo 19.35) Simão Pedro explicou que os discípulos conheciam a diferença entre mito e realidade. “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fomos testemunhas oculares da sua majestade.” (2 Pe 1.16). Se o relato do Novo Testamento acerca de Jesus não passasse de invenção ou exagero então por que seus inimigos não se valeram dessa idéia. Aqueles que odiavam Cristo teriam contestado os milagres, se pudessem. No entanto, procuraram explicar sua natureza milagrosa atribuindo-os ao poder de Satanás.

Em vez de negarem que Jesus operava milagres, procuraram atribuir seus poder aos demônios.

4. Existem fontes fora do Novo Testamento que dizem Jesus ter existido?

Várias fontes, além do Novo Testamento, fazem menção de Jesus. São consideradas fontes secundárias, porque não se baseiam em testemunho dos acontecimentos da vida de Jesus. (Mt 12.24; Jo 8.41)

5. Pode citar algumas dessas fontes?

Flávio Josefo (37-100 AD): Excetuando o NT o mais antigo depoimento sobre Jesus que sobreviveu até hoje é o do escritor judeus Flávio Josefo. Disse ele: “ Havia por esses dias um homem sábio, Jesus, se é que é lícito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas – mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu a si mesmo judeus como também muitos gentios.” “Ele era Cristo; e, havendo Pilatos, por sugestão dos principais do nosso meio, sentenciado-o à cruz, aqueles que antes o amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente ao terceiro dia. Isto os profetas divinos haviam predito, bem como dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e sobrevive até hoje. (Antíquites, XVIII, III)

Thallus (C. 52 AD): Thallus foi um historiador samaritano cujos manuscritos não subsistiram até os nossos dias. Porém, outro escritor, Júlio Africano (221 AD) – cita os escritos de Thallus, dizendo que este tentou dar uma explicação satisfatória do período de três horas de escuridão que ocorreu durante a crucificação de Jesus: “Thallus atribuiu, no terceiro livro de suas histórias, essa escuridão a um eclipse solar – no meu entender isso é um absurdo.”

Plínio, o Moço (c. 112 AD: Plínio, o Moço, era governador da Bitínia. Escreveu uma carta ao Imperador Trajano, onde dizia ter matado grande número de cristãos. Disse a respeito deles: “Tinham o hábito de se reunir em dia determinado antes do amanhecer; cantavam um hino a Cristo, em estrofes alternadas, como se fosse a um deus, e faziam o juramento solene de não praticar o mal e nunca negar a verdade quando interpelados.” (Epistles, X, 96).

Suetônio (c. 120 AD): Suetônio era secretário da corte do Imperador Adriano. Escreveu a Cláudio César: “Como os judeus estavam constantemente provocando distúrbios, instigados por Cestus (grafia alternativa de Cristo), ele os expulsou de Roma.” (Vida de Cláudio, 25.4) Suetônio também escreveu: “Nero fez os cristãos serem punidos, sendo esses um grupo que aderiu a uma superstição nova, nociva. (Vida dos Césares, 26.2).

6. É importante analisarmos a vida de Jesus?

Quando Jesus veio à terra, sentenciou que o destino – na eternidade – de todo homem, mulher e criança dependeria do juízo que fizessem dele. (JO 8:21) "Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir." (JO 8:23) "E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." (JO 8:24) "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados." Aproximadamente trinta anos após o seu nascimento, João Batista declarou de Jesus, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.29). Ele dizia ser aquele que tinha poder para perdoar pecados (MC 2:5) "E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados." (MC 2:6) "E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:" (MC 2:7) "Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" (MC 2:8) "E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?" (MC 2:9) "Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?" (MC 2:10) "Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico)," (MC 2:11) "A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa." (MC 2:12) "E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos." Recebeu adoração, (MT 14:33) "Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus."

 

Igreja Evangélica da Paz - Seriedade na Palavra.

 

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