1.O jornal O ESTADO DE
SÃO PAULO publicou a seguinte notícia que solicito
alguns comentários seus. “JUIZ MANDA ARQUIVAR CASO
SOBRE JESUS.” - “Um juiz italiano rechaçou uma
ação criminal de um ateu militante que queria que
um padre de uma pequena paróquia fosse processado por garantir
que Jesus Cristo existiu. O queixoso, Luigi Cascioli, argumentou
que a Igreja Católica tem enganado as pessoas por 2 mil anos
com a fábula de que Jesus existiu, e acusou o padre de violar
duas leis ao endossar a história: “abuso de fé
popular”, na qual alguém engana fraudulentamente as
pessoas, e “personificação”, quando alguém
obtém ganhos ao atribuir-se falso nome. “O juiz ordenou
que o caso fosse arquivado”, disse Severo Bruno, advogado
do prelado, reverendo Enrico Righi.” .
Não é preocupante um ateu tentar contestar
a existência de Jesus depois de passados dois mil anos de
ele ter nascido? Como sabemos que Jesus existiu?
De modo geral podemos afirmar que tanto amigos e inimigos dele
dão testemunho de que ele viveu. O Novo Testamento compõe-se
de 27 livros distintos, escritos no primeiro século por pessoas
que tiveram contato pessoal com Jesus. Todos esses manuscritos atestam
sua existência. Podem ser agrupados assim: 4 evangelhos, o
livro de Atos, as cartas de Paulo e as cartas universais. Mateus,
marcos, Lucas e João apresentam, cada um, um relato da vida
de Jesus. A questão da existência de Jesus, portanto,
não representa problema. Vinte e sete documentos escritos
por pessoas que tiveram contato pessoal com ele comprovam o fato
de que realmente Jesus existiu.
2. A história de Jesus que o Novo Testamento conta
poderia não passar de exagero?
A história de Jesus documentada no Novo Testamento é
uma história de milagres. Jesus é descrito, do nascimento
à ressurreição, como alguém que veio
do céu. Ele é o Deus eterno que desceu à terra
e se fez homem. (Jo 1.1-3,14); 5.18; 8.58;10.30-33).
3. Mas isso tudo não poderia passar de lenda?
Essa idéia esbarra em vários problemas. O primeiro
deles é o testemunho dos discípulos de Jesus. Eles
sustentam que Jesus realizou seus feitos milagrosos na presença
deles. João escreveu: “E é quem viu isso que
dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e
sabe que diz a verdade, para que também vós creiais
(Jo 19.35) Simão Pedro explicou que os discípulos
conheciam a diferença entre mito e realidade. “Porque
não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos
conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós
fomos testemunhas oculares da sua majestade.” (2 Pe 1.16).
Se o relato do Novo Testamento acerca de Jesus não passasse
de invenção ou exagero então por que seus inimigos
não se valeram dessa idéia. Aqueles que odiavam Cristo
teriam contestado os milagres, se pudessem. No entanto, procuraram
explicar sua natureza milagrosa atribuindo-os ao poder de Satanás.
Em vez de negarem que Jesus operava milagres, procuraram atribuir
seus poder aos demônios.
4. Existem fontes fora do Novo Testamento que dizem Jesus
ter existido?
Várias fontes, além do Novo Testamento, fazem menção
de Jesus. São consideradas fontes secundárias, porque
não se baseiam em testemunho dos acontecimentos da vida de
Jesus. (Mt 12.24; Jo 8.41)
5. Pode citar algumas dessas fontes?
Flávio Josefo (37-100 AD): Excetuando o NT o mais antigo
depoimento sobre Jesus que sobreviveu até hoje é o
do escritor judeus Flávio Josefo. Disse ele: “ Havia
por esses dias um homem sábio, Jesus, se é que é
lícito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas
– mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu
a si mesmo judeus como também muitos gentios.” “Ele
era Cristo; e, havendo Pilatos, por sugestão dos principais
do nosso meio, sentenciado-o à cruz, aqueles que antes o
amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente
ao terceiro dia. Isto os profetas divinos haviam predito, bem como
dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e sobrevive até
hoje. (Antíquites, XVIII, III)
Thallus (C. 52 AD): Thallus foi um historiador samaritano cujos
manuscritos não subsistiram até os nossos dias. Porém,
outro escritor, Júlio Africano (221 AD) – cita os escritos
de Thallus, dizendo que este tentou dar uma explicação
satisfatória do período de três horas de escuridão
que ocorreu durante a crucificação de Jesus: “Thallus
atribuiu, no terceiro livro de suas histórias, essa escuridão
a um eclipse solar – no meu entender isso é um absurdo.”
Plínio, o Moço (c. 112 AD: Plínio, o Moço,
era governador da Bitínia. Escreveu uma carta ao Imperador
Trajano, onde dizia ter matado grande número de cristãos.
Disse a respeito deles: “Tinham o hábito de se reunir
em dia determinado antes do amanhecer; cantavam um hino a Cristo,
em estrofes alternadas, como se fosse a um deus, e faziam o juramento
solene de não praticar o mal e nunca negar a verdade quando
interpelados.” (Epistles, X, 96).
Suetônio (c. 120 AD): Suetônio era secretário
da corte do Imperador Adriano. Escreveu a Cláudio César:
“Como os judeus estavam constantemente provocando distúrbios,
instigados por Cestus (grafia alternativa de Cristo), ele os expulsou
de Roma.” (Vida de Cláudio, 25.4) Suetônio também
escreveu: “Nero fez os cristãos serem punidos, sendo
esses um grupo que aderiu a uma superstição nova,
nociva. (Vida dos Césares, 26.2).
6. É importante analisarmos a vida de Jesus?
Quando Jesus veio à terra, sentenciou que o destino –
na eternidade – de todo homem, mulher e criança dependeria
do juízo que fizessem dele. (JO 8:21) "Disse-lhes, pois,
Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso
pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir."
(JO 8:23) "E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de
cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo."
(JO 8:24) "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados,
porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados."
Aproximadamente trinta anos após o seu nascimento, João
Batista declarou de Jesus, “Eis o Cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo.” (Jo 1.29). Ele dizia ser aquele que tinha
poder para perdoar pecados (MC 2:5) "E Jesus, vendo a fé
deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão
os teus pecados." (MC 2:6) "E estavam ali assentados alguns
dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:"
(MC 2:7) "Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode
perdoar pecados, senão Deus?" (MC 2:8) "E Jesus,
conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre
si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?"
(MC 2:9) "Qual é mais fácil? dizer ao paralítico:
Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te,
e toma o teu leito, e anda?" (MC 2:10) "Ora, para que
saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados
(disse ao paralítico)," (MC 2:11) "A ti te digo:
Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa." (MC 2:12)
"E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença
de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus,
dizendo: Nunca tal vimos." Recebeu adoração,
(MT 14:33) "Então aproximaram-se os que estavam no barco,
e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus."
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