1. O jornal
A TRIBUNA de 22 de março de 2008 traz um artigo com o título
citado sobre um guardador de carros que chama a atenção
pelo porte esmerado no trajar e no tratamento fidalgo dispensado
durante o seu trabalho. Diz o jornal: “Elegância nos
trajes, mas principalmente no trato. São estas características
que Edmur de Jesus, 51 anos, faz questão de apresentar na
rua – seu local de trabalho, todos os dias. Com sua fala calma,
os gestos cordiais e vestindo sempre ternos ou smoking, Gravatinha,
como foi apelidado, é um guardador de carros atípico.
“É diferente o que ele faz, a maneira de atender. Ele
usa a criatividade e se destaca”, ... Edmur de Jesus estabeleceu
uma cartilha própria de recepção aos clientes.
Foi assim que aconteceu com o automóvel de Silva. Ao avistá-lo,
ele tocou um apito que carrega no bolso do paletó, indicando
a vaga disponível. Em seguida, auxiliou o motorista a estacionar..
Então, Gravatinha dirigiu-se ao lado do passageiro, abriu
a porta e, cortês, cumprimentou Célia, mulher de Silva.
Já o conhecemos e é sempre igual, desde a primeira
vez”, elogia Célia. Para ela, o guardador preserva
uma virtude na prestação de serviços, rara
nos dias atuais. Pr. Natanael, o que dizer de uma pessoa
que trata educadamente as pessoas no seu próprio local trabalho?
Todo o trabalho, por mais humilde que seja, é honroso. O
que não é honroso é deixar de trabalhar porque
o apóstolo Paulo recomenda que quem não trabalha não
coma. Como é preciso comer, também é preciso
trabalhar. Exceção é certo, quando não
há trabalho. Mas, sobretudo, o que me chamou a atenção
quando li a notícia que ora estamos comentando é à
maneira de Gravatinha, como é chamado, tratar seus clientes,
abrir a porta do passageiro, e cortês, cumprimentar dona Célia.
Isso é maneira rara. Raríssima, em nossos dias.
2. Serviria essa atitude de cortesia desse guardador de
carros como exemplo no tratamento que deve existir Por parte dos
obreiros da igreja para com os membros e visitantes?
Sim. Exemplo a ser imitado. Principalmente por parte dos diáconos
que geralmente se postam nas entradas das igrejas para recepcionar
os que entram. Ele deve ter uma conduta que chame a atenção
pela sua maneira cortês de tratar a todos. Isso representa
bem para a igreja. Cumprimento o visitante ao entrar e o Acompanha
até o lugar do assento, indicando lugar. A pessoa que visita
pela primeira vez se sente cativada e pessoa que pode voltar mais
vezes. O obreiro deve ser prudente ao se relacionar com as pessoas,
principalmente as do sexo oposto. “NÃO repreendas asperamente
os anciãos, mas admoesta-os como a pais; aos moços
como a irmãos; As mulheres idosas, como a mães, às
moças, como a irmãs, em toda a pureza. (1 Tm 5:1-2).
3. Mas apenas com os diáconos que esse tratamento
respeitoso deve ser cultivado ou por parte de todos no tratamento
recíproco da irmandade?
Não. Com todos e sempre aproveitando as ocasiões
para mostrar sua educação no tratamento com seu semelhante.
O obreiro ou nós todos devemos ser moderados, agindo sempre
com discernimento em relação à posição
que ocupamos. Devemos ter cuidado no trajar. Vestindo sempre decentemente
sabendo que estamos na casa de Deus. Devemos ter cuidado com os
gestos. Devemos ter modos e costumes que coadunem com a nossa condição
de cristãos.
4. O que é uma pessoa polida? Como é reconhecida?
Uma pessoa polida é aquela que, no trato com as pessoas,
principalmente subalternas, demonstra cortesia e civilidade. Não
esquecer que duas palavras chaves no relacionamento social é
sempre dizer “obrigado” e “por favor”. Mesmo
quando se corrija uma pessoa não devemos esquecer que devemos
fazê-lo com amor. Quando se trata de uma autoridade religiosa
de cargo importante como é o presbiterado aceitar a recomendação
de Pedro “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre
vós, tendo cuidado dele, não por força, mas
voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo
pronto;” (1 Pe 5.3).
5. Uma situação que às vezes esquecida
é o trabalho de cuidar do nosso irmão na fé.
Isso também não faria parte de nossas obrigações
no bom relacionamento para com eles?
Sem dúvida. Não podemos agir como Caim que foi indagado
por Deus sobre o paradeiro do seu irmão Abel e ele respondeu
que não tinha obrigações de saber o que estava
ocorrendo com o seu irmão. “E disse o SENHOR a Caim:
Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não
sei; sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9). E às
vezes nos esquecemos de nossos irmãos e eles podem estar
precisando de nossa ajuda espiritual.
A nossa visitação pode ser considerada sob dois
aspectos. 1 – Aos enfermos, a órfãos, às
viúvas, e a todos que se encontram em estado de necessidades:
Mt 25.35,36; Este tipo de visitas é de grande utilidade e
pode ser considerado o mais importante, embora haja muitos obreiros
e crentes de modo geral que dele não fazem uso, não
sabendo que causam mal a si próprio. Não existe nada
que possa beneficiar mais um enfermo do que uma visita, mormente
se for de um obreiro pode fazer mais bem para a sua saúde
do que muitos medicamentos, e pode até ocasionar a cura.
Uma palavra de consolação dada a um enfermo, uma
oração feita, são coisas de valor inestimável.
Jesus recebe isso como se fosse feito a Ele próprio e Tiago
1.27 diz que isso faz parte da verdadeira religião. “A
religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é
esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas
tribulações, e guardar-se da corrupção
do mundo”.“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a
consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação,
para que também possamos consolar os que estiverem em alguma
tribulação, com a consolação com que
nós mesmos somos consolados por Deus”.(2 Co 1.3,4).
2 – Segundo aspecto da visitação é quando
ela é feita com caráter social, ou de amizade.
Esse tipo também é bom, mas não é
tão importante e necessário como o primeiro. “OH!
quão bom e quão suave é que os irmãos
vivam em união... porque ali o SENHOR ordena a bênção
e a vida para sempre.” (Sl 133.1,3)
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