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  Notícia e Comentário Bíblico  
AMOR E ORAÇÃO NO CAFÉ DA MANHÃ    -    Natanael Rinaldi

1. O jornal A TRIBUNA de 16 de abril de 2008 página A-8 traz uma notícia digna de imitação por parte de todos nós: a prática de ajudar os necessitados que andam pela cidade e que não tem nem sequer meios de tomar uma refeição diária. Relata o jornal o seguinte: “Há nove anos, moradores de rua de Santos, São Vicente e Vicente de Carvalho são atendidos na Associação Grupo Espírita João Cabete, no Macuco. Para lá rumam, todos os dias, também aqueles que embora ainda tenham, já não contam com recursos para se alimentar... Para dar conta do trabalho que terão pela frente, todos os dias, as equipes responsáveis pelo café da manhã fazem uma oração antes de abrir as portas pra iniciar a entrega do desjejum”.

Pr. Natanael: como encarar esse cuidado que manifestam os espíritas para com os pobres da baixada santista se distinguindo dentre os demais movimentos religiosos pelo seu cuidado para com os pobres? Isso envolve alguma particularidade do ensino do espiritismo?

Sim. Existe um ensino fundamental dentro do espiritismo que justifica essa atitude de interesse no bem estar dos menos afortunados e que nem sequer podem tomar o seu desjejum diário. Procurar o bem estar de todos é uma virtude e nisso só podemos tecer elogios a qualquer que procura fazer o bem a todos. Mas, não concordamos com a motivação para essa prática quando ensinam que isso é caridade e que “Fora da Caridade não existe salvação”.

2. E que razão apresenta o irmão para discordar desse ensino espírita que a prática da caridade é que leva a pessoa a salvação, que eliminar o carma e assim chegar a ter um espírito puro?

Simples nossa resposta. A reencarnação causa a destruição da caridade. Se uma pessoa nasce em certa situação de necessidade, doente, ou em situação social inferior ou nociva -- como escrava, por exemplo, ou pária – nada se deveria fazer para ajudá-la, porque propiciar-lhe qualquer auxílio seria, de fato, burlar a justiça divina que determinou que ela nascesse em tal situação como justo castigo de seus pecados numa vida anterior. É por isso que na Índia, país em que se crê normalmente na reencarnação, praticamente ninguém se preocupa em auxiliar os infelizes párias. A reencarnação destrói a caridade. Portanto, é falsa. Como dissemos, os espíritas se destacam na prática de boas obras sociais visando sua salvação. Mas estão agindo em desacordo com o ensino que sustentam com tanto empenho. Estão agindo incoerentemente.

3. A reencarnação é uma teoria ou uma realidade?

É apenas uma teoria criada por AK, pois se a alma humana se reencarna para pagar os pecados cometidos numa vida anterior, deve-se considerar a vida como uma punição, e não um bem em si. Ora, se a vida fosse um castigo, ansiaríamos por deixá-la, visto que todo homem quer que seu castigo acabe logo. Se a reencarnação fosse verdadeira, o nascer seria um mal, pois significaria cair num estado de punição, e todo nascimento deveria causar-nos tristeza. Morrer, pelo contrário, significaria uma libertação, e deveria causar-nos alegria. Ora, todo nascimento de uma criança é causa de alegria, enquanto a morte causa-nos tristeza. Logo, a reencarnação não é um castigo. Pelo contrário, a vida humana é o maior bem natural que possuímos.

4. Quer dizer que o ensino kardecista é que a alma se reencarna para pagar os pecados da vida anterior?

Esse é o ensino fundamental do espiritismo kardecista. Mas perguntamos nós: Se a alma se reencarna para pagar os pecados de uma vida anterior, não caberia perguntar quando se iniciou esta série de reencarnações. Onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Tinha ele então corpo? Ou era puro espírito? Se tinha corpo, então já estava sendo castigado. Onde pecara antes? Só poderia ter pecado quando ainda era puro espírito. Como foi esse pecado? Era então o homem parte da divindade? Como poderia ter havido pecado em Deus? Se não era parte da divindade, o que era então o homem antes de ter corpo? Era anjo? Mas o anjo não é uma alma humana sem corpo. O anjo é um ser de natureza diversa da humana. Que era o espírito humano quando teria pecado essa primeira vez?

5. A doutrina da reencarnação não incentiva a prática do pecado, da imoralidade, pois se o homem tem certeza de que se não avançar nesta vida terá tantas oportunidades de mudar de vida em outras existências. Isso não seria um convite ao pecado?

Sem dúvida. A reencarnação causaria uma tendência à imoralidade e não um incentivo à virtude. Com efeito, se sabemos que temos só uma vida e que, ao fim dela, seremos julgados por Deus, procuramos converter-nos antes da morte. É o que nos informa a Bíblia em Hebreus 9.27, “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo”.Logo, segundo a Bíblia, depois da morte, vem o juízo. Indica Eclesiastes 12.7 E o pó retorno ao pó; e o espírito volte a Deus, que o Deus.”Volta a Deus para juízo e condenação no inferno chamado o Hades (Mt 7.13,14). Pelo contrário, se imaginamos que teremos milhares de vidas e reencarnações, então não nos veríamos impelidos à conversão imediata. Como um aluno que tivesse a possibilidade de fazer milhares de provas de recuperação, para ser promovido, pouco se importaria em perder uma prova - pois poderia facilmente recuperar essa perda em provas futuras - assim também, havendo milhares de reencarnações, o homem seria levado a desleixar seu aprimoramento moral, porque confiaria em recuperar-se no futuro. Diria alguém:” Esta vida atual, desta vez, quero aproveitá-la gozando à vontade. Em outra encarnação, recuperar-me-ei “. Portanto, a reencarnação impele mais à imoralidade do que à virtude.

 

Igreja Evangélica da Paz - Seriedade na Palavra.

 

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