1. O JORNAL
O ESTADO DE SÃO PAULO de 2 de março de 2009 traz uma
notícia se noticia que uma igreja evangélica quer
fundar um partido político. Diz a notícia, "CASA
DA BÊNÇÃO REUNIU 185 MIL ASSINATURAS E PODE
SER AJUDADA POR PROJETO NA CÂMARA QUE FACILITA CRIAÇÃO
DE SIGLAS." Registra em seguida, "Enquanto governo e Congresso
tentam retomar a discussão da reforma política, depois
de várias tentativas fracassadas de votação,
avança no País o movimento para a fundação
de um novo partido ligado à igreja evangélica Casa
da Bênção.
Em três meses, foram colhidas 185 mil assinaturas de eleitores
- fiéis, na grande maioria - em favor da criação
do Partido da Justiça Social, o PJS. O plano é conseguir
o apoio de outras 284 mil pessoas até julho, para atender
à exigência da lei e obter o registro no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) a tempo de concorrer nas eleições
de 2010. Se for bem sucedido, o PJS será o 28º. Partido
político político em atividade no País."
... "O partido não é da igreja, não vamos
colocar um clichê. A igreja está sendo uma ferramenta
para o partido nascer. O partido é da população.
A igreja dá uma arrancada.'''. O folheto do PJS apresenta
o slogan, 'Nós podemos porque acreditamos em Deus'".
PR. NATANAEL: aí está mais um igreja evangélica
envolvida na política com o propósito de fundar um
partido político. Que diz o irmão?
Não bastasssem outras igrejas já comprometidas com
a política, agora o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO noticia
a Casa da Bênção, igreja neopentecostal, envolvida
também no mesmo propósito de outras igrejas que já
tomaram essa providência de se politizar.
2. A Bíblia não respalda tal providência
de uma igreja fundar um partido político? Não.
Pelas palavras e instruções de Jesus Cristo, entendo
que o "dar a César o que é de César e
a Deus o que é de Deus", eqüivale dizer que existem
dois reinos diferentes: Igreja e política partidária
são entidades de funções diametralmente opostas,
pois uma cuida da elevação moral e espiritual do povo
e outra dos negócios seculares.
3. Qual foi a primeira igreja evangélica a formar
partido político?
Foi a Igreja Universal do Reino de Deus em setembro de 2005: trata-se
do PMR- Partido Municipalista Renovador, que objetiva, sobretudo,
defender os interesses daquela igreja, conforme pronunciamento obtido
na imprensa pela fala de seus dirigentes.
4. Qual a base bíblica em que o irmão se
apóia para discordar dessa providência de uma igreja
evangélica se envolver na política a ponto de pretender
fundar um partido político?
Parece-me que a liderança de tais igrejas estão deixando
a Bíblia de lado ou não a estão com o entendimento
correto. Do contrário não estariam perdendo tempo
em se envolver com assuntos para os quais já outras pessoas
disponíveis. Outro destaque bíblico que cabe aqui
é que ninguém pode servir a dois senhores e muitos
largaram a mão do arado e voltaram-se para trás. Não
foi isso o que Jesus ensinou em Mateus 6.24? "Ninguém
pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar
o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.
Não podeis servir a Deus e a Mamom."
Outro texto que pode ser citaado é o que se encontra em
Lucas 9.62: "E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança
mão do arado e olha para trás, é apto para
o reino de Deus." E eu ainda levanto a pergunta: Qual a GRANDE
COMISSÃO que Jesus entregou à igreja na terra? Antes
de partir ele anunciou a vinda do Espírito Santo e falou
da necessidade de recebê-lo em razão de o Espírito
Santo revestir o cristão de poder para anunciar o evangelho
a toda a criatura, "Mas recebereis a virtude do Espírito
Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas,
tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria,
e até aos confins da terra." (Atos 1.8)
O Espírito Santo foi enviado no dia de Pentecostes com essa
finalidade, revestimento de poder para cumprir a GRANDE COMISSÃO
de Mateus 28.19, "Portanto ide, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas
as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco
todos os dias, até a consumação dos séculos."
5. Já pensou irmão o que ocorrerá
na proximidade das eleições quando todos os candidatos
estão em atividade para divulgar seu nome aos eleitores,
o cristão distribuindo literatura política?
Realmente. Ao invés de distribuir folhetos que falem de
Jesus como Salvador e Senhor e do seu nome como o nome colocado
acima de todo outro nome, está o cristão envolvido
em distribuir o candidato do partido indicado pela Igreja? Isso
é francamente paradoxal, Inconcebível mesmo. Veja-se
Mateus 6:24 e Lucas 9:62. Vejo com muita preocupação
a posição de muitos líderes evangélicos
ao manipularem suas membresias com o discurso de que fazer política
partidária é também uma responsabilidade da
igreja. Assim estão os tais se convertendo em políticos
ao invés de converterem os políticos ao Evangelho.
Se também bem entendi o Velho Testamento, lá está
escrito que Deus fez uma nítida separação entre
a condução e administração dos negócios
de Estado ou Nação dos negócios da religião,
sendo que religião é 'religare': o processo de religar
o homem a Deus (elo rompido no Jardim do Édem). Moisés
foi legislador/administrador e Arão e os levitas os que exerciam
o poder sacerdotal.
Samuel era o oráculo (profeta) de Deus, Saul o administrador
da nação enquanto Estado. Inclusive Saul foi destituído
porque entendeu que sendo rei (político) poderia imiscuir-se
nas coisas espirituais. I Samuel 13:8/14
Diante do exposto estamos assistindo aqui no Brasil, não
sei como estão os outros países do mundo, a um desvirtuamento
da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, no que concerne a ser a
detentora do poder espiritual provindo do alto: Espírito
Santo; para a redenção dos povos, para a maior glória
de Deus nas alturas, a partir dos terráqueos na face da terra.
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