1. A revista
VEJA de 18 de março de 2009 traz uma entrevista nas páginas
amarelas com Dom José Cardoso Sobrinho sobre o caso da menina
grávida do próprio padrasto e que teve dois filhos
abortados sob a alegação de preservar a vida da mãe.
"As excomunhões são punições automáticas,
previstas para quem quer que pratique aborto, diz o arcebispo criticado
no caso da menina engravidada pelo padrasto. Pergunta feita pela
VEJA: Porque o senhor acha que tantas pessoas, católicas
em sua maioria, ficaram revoltadas com a sua posição
no caso da excomunhão dos adultos envolvidos no aborto da
menina violentada? Resposta de Dom José:" Em primeiro
lugar, nós temos de colocar essa questão no âmbito
religioso. Acreditamos em Deus? É sim ou é não.
E eu suponho que a grande maioria das pessoas acredita. E acreditar
em Deus significa aceitar que Deus é a origem de tudo e é
também o nosso fim. Essa é uma verdade fundamental.
É premissa importantíssima para dizer que a lei de
Deus está acima de qualquer lei humana. E a lei de Deus não
permite o aborto. Então, se uma lei humana está contradizendo
uma lei de Deus, no caso, a que permitiu a operação,
essa lei não tem nenhum valor.
PR. NATANAEL, qual sua posição com relação
à resposta de Dom José? Ele está certo nas
suas considerações ou não?
Antes de responder quero lembrar aos meus ouvintes que por meio
do nosso programa temos feito críticas contra certas práticas
ou dogmas católicos por não estarem apoiados pela
Bíblia. Mas, as respostas de Dom José respondendo
a VEJA, estão corretas no que concerne ao aborto. Ele coloca
a lei de Deus acima das leis humanas. Há o primeiro mandamento
em importância na Bíblia e ele foi citado por Jesus:
"E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar,
dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus
disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é
o primeiro e grande mandamento." (Mt 22.35-38).
E se Deus proíbe o assassínio na Bíblia como
está escrito em Êxodo 20.13, "Não Matarás"
então a lei de Deus deve sobrepor-se a qualquer outra lei
humana decretada pelos homens. Isto é o que nós aprendemos
da resposta do apóstolo Pedro quando foi instado pelas autoridades
judaicas e não anunciar mais o nome de Jesus na cidade de
Jerusalém.
O texto bíblico declara o seguinte: "E, chamando-os,
disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem,
no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João,
lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus,
ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos
deixar de falar do que temos visto e ouvido. Mas eles ainda os ameaçaram
mais e, não achando motivo para os castigar, deixaram-nos
ir, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que
acontecera; Pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se
operara aquele milagre de saúde. E, soltos eles, foram para
os seus, e contaram tudo o que lhes disseram os principais dos sacerdotes
e os anciãos." (At 4.18-23)
2. "VEJA pergunta: Como o senhor se sente
em face das críticas e dos ataques que vem recebendo? Resposta
de Dom José: "Estou tranquilíssimo." "Nós
sabemos que no mundo inteiro acontecem 50 milhões de abortos
por ano. No Brasil, há 1 milhão a cada ano. Quero
lembrar o que aconteceu na II Guerra Mundial. Hitler, aquele ditador,
queria eliminar o povo judaico e dizem que ele chegou a matar 6
milhões de judeus. Não podemos esquecer esse delito.
Agora, eu pergunto: por que vamos ficar em silêncio quando
estão acontecendo 50 milhões de abortos no mundo?
Eu chamo isso de holocausto silencioso."
O irmão concorda com a resposta de Dom José
sobre a condenação da prática do aborto praticado
em número tão elevado de 50 milhões no mundo
e só no Brasil cerca de 1 milhão?
Ora, se ficamos assustados com as mortes violentas ocorridas em
guerras mundiais, cujo número de mortos não atinge
tão alto patamar, como aceitar com passividade os assassínios
de crianças indefesas nos ventres das mães que deveriam
mais do que ninguém ser protetoras de seus filhos? E há
um exemplo descrito por Dom José na sua entrevista que passo
a relatar: "Dia desses, uma mulher da mesma diocese dessa menina
(pernambucana), que tinha um filho de 1 ano e meio, engravidou de
novo. Ela não queria ter esse segundo filho.
Então, foi procurar um médico querendo abortar e
levou o menino mais velho junto, para dizer que não tinha
condições. Mas o médico era católico
e disse à mulher que, já que ela não podia
ter dois filhos, ele ia matar o primeiro e ela ficava com o segundo,
o que estava na barriga. A mulher, na hora, despertou e não
aceitou mais o aborto."
3. Indagado pela última vez pela revista
VEJA, "O senhor tem mais algo a dizer sobre o caso? Respondeu
Dom José: Sim, eu lamento não poder ter feito o batizado
desses dois bebês. Eu estava planejando uma festa para esse
dia, mas não aconteceu."
O que diz o irmão sobre essa resposta?
Quanto ao batismo de crianças discordamos, mas programar
uma festa para os dois bebês que iriam nascer, muito correto
Dom José. Infelizmente, os homens, hoje, estão esquecidos
de Deus e até se julgam mais sábios do que Deus e
zombam dele cometendo crimes hediondos como ocorre com crianças
ainda no ventre materno que são assassinas. Estes assassínios
são consentidos pelas próprias mães.
Quando Caim matou seu irmão Abel Deus lhe perguntou "Onde
está o teu irmão Abel? A voz do sangue do teu irmão
clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a
terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue
do teu irmão." (Gn 4.9-11). Aí está "A
voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora
maldito és tu..." O crime de aborto não ficará
impune.
Pode ficar impune para os homens, mas não para Deus. Haverá
um dia de juízo, o chamado Juízo Final e serão
abertos os livros e cada qual será julgado segundo as coisas
estão escritas nos livros (Ap 20.11).
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