1. A revista SUPER
INTERESSANTE edição 259 – dez/2008 páginas
58-67 traz um artigo com o título QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?
e prefacia o artigo com as seguintes considerações,
”A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem
é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As
respostas são surpreendentes – e vão mudar sua
maneira de ver as Escrituras.”
Pr. Natanael: de início o escritor do artigo em tela faz
uma declaração segundo a qual a Bíblia foi
escrita pelos homens e segue-se uma pergunta sobre quem seria esse
autor, concluindo que as respostas fariam o leitor do seu artigo
mudar a maneira de ver as Escrituras. Que diz o irmão sobre
esse modo de pensar sobre a Bíblia?
O problema sobre quem escreveu a Bíblia não é
novo. Periodicamente revistas seculares repetem a mesma pergunta.
Para um leitor assíduo da Bíblia a resposta seria
fácil de dar. Sim, a Bíblia foi escrita por homens.
Cerca de 40 homens escreveram a Bíblia, mas que tipo de homens?
A resposta a própria Bíblia dá: “Porque
não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas;
mas nós mesmos vimos a sua majestade. porquanto ele recebeu
de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória
lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado,
em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu,
estando nós com ele no monte santo; E temos, mui firme, a
palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos,
como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia
amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.
Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é
de particular interpretação. Porque a profecia nunca
foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de
Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pe
1.16-21).
2. No artigo em tela lemos o seguinte na página
59, ”Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do
século 10 A. C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou
uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito)
e começou a contar uma história mágica, diferente
de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte,
mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os
1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo,
rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior
best seller de todos os tempos: a Bíblia”. Pode
refutar essa declaração absurda sobre a Bíblia?
Simplória a declaração segundo a qual uma
pessoa decidiu escrever um livro, pegou uma pena, nanquim e folhas
de papiro e começou a contar uma história mágica
e bum, deu-se um estouro e surgiu a Bíblia. Historicamente,
Deus mesmo incumbiu os primeiros registros da Bíblia, “E
deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no Monte Sinai)
as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas
pelo dedo de Deus” (Ex 31.18). Deus ordenou a Moisés
que escrevesse num livro as orientações a seu sucessor,
Josué: “Então disse o Senhor a Moisés:
Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos
de Josué...” (Ex 17.14) A Bíblia afirma que
ele “escreveu todas as palavras do Senhor...” (Ex 24.4)
e que também, por ordem divina, guardou o livro da Lei ao
“ao lado da arca do concerto do Senhor...”. (Dt 31.26)
3. Que erros históricos em confronto com a Bíblia
são encontrados nesse artigo que ora comentamos?
Na página 60 está escrito sobre a arca da Aliança
o seguinte, “Quando a nação dos filisteus roubou
a arca da aliança, onde estavam guardados os 10 mandamentos...”
Resposta: Ora, a arca da aliança não foi roubada pelos
filisteus. Os israelitas entraram numa batalha contra os filisteus
e perderam a guerra e a arca foi levada como despojo e não
roubada. “Então pelejaram os filisteus, e Israel foi
ferido, e fugiram cada um para a sua tenda; e foi tão grande
o estrago, que caíram de Israel trinta mil homens de pé.
E foi tomada a arca de Deus...” (1 Sm 4.10,11). Na revista
foi citado 1 Samuel 5.9 que nada tem a ver com a crítica.
Na mesma página 60 é apontado que “As histórias
da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de
Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel...”
Resposta: Não existem lendas na Bíblia e sim histórias.
Estêvão em Atos 7.1-53 relata toda a história
do povo de Israel, com pormenores, conforme descritos no Antigo
Testamento e os judeus presentes à pregação
de Estêvão não puderam contestar os fatos relatados,
mas se indignaram contra ele que lhes acusava de dureza de coração
por terem recusado o Senhor Jesus de quem o próprio Moisés
testificara de sua vinda como um profeta igual a ele: “Este
é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: O
Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos
um profeta como eu; a ele ouvireis.” (v.37). Falar em lenda
é próprio de escritor mal informado como era o próprio
povo de quem a revista registra como se fosse lenda. Francamente,
não sei como uma revista de renome oferece oportunidade para
pessoas abordar um tema tão sagrado como é a Bíblia
sem examinar os fatos históricos. Ainda é apresentada
outra objeção contra a Bíblia.
Na página 61 declara, “Segundo uma lenda judaica, a
Torá (obra precursora da Bíblia) teria sido escrita
por ele.. E levanta outra objeção, “Ora, se
Moisés é o autor do texto, como ele poderia ter relatado
a própria morte?”
Resposta: É só perguntar a qualquer judeu se a Torá
(ou o livro da Lei também chamado o Pentateuco) é
uma lenda. Quanto ao registro da morte de Moisés em Deuteronômio
34.5,6 é só aceitar que o seu sucessor Josué
se encarregou de concluir o livro relatando a sua morte.
Na página 62 encontramos outra informação sem
apoio bíblico. Diz a revista “O profeta Elias convidou
os sacerdotes do deus Baal para uma competição de
orações. Era uma armadilha: Elias incitou o povo,
que linchou os pagãos (1 Reis 18.40).
Resposta: Imagina a aberração em falar de “competição
de orações”. Na verdade a competição
se deu entre os adoradores de Baal para que invocassem o seu deus
para que respondesse com fogo para queimar o holocausto. Nada ocorreu.
Depois Elias preparou o altar com o cordeiro e orou pedindo fogo
do céu. Deus respondeu com fogo.Elias orou e “Então
caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras,
e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.”
(1 Rs 18.38) Elias então deu ordem para que os adoradores
de Baal fossem mortos. (1 Rs 18.40). Nada de linchamento pelo povo.
Na mesma página 62 há uma declaração
contra o Deus de Israel com a alegação de ele é
“Deus que se mostra bastante violento e cruel.”
Resposta: Pelo contrário, executou justiça contra
povos bárbaros pagãos que tinham forma de adoração
criminosa com sacrifícios de crianças inocentes, como
o deus Moloque a quem eram oferecidos sacrifícios humanos.
Daí a proibição de Deus aos israelitas ao entrarem
em Canaã: “Quando entrares na terra que o SENHOR teu
Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações
daquelas nações. Entre ti não se achará
quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha...”
(Dt 18.9,10). Para acabar com esse tipo de culto pagão Deus
se mostrou severo contra os praticantes a fim de que esse costume
bárbaro tivesse fim.
4. Se os erros apontados pelo escritor da Revista SUPER
INTERESSANTE na verdade não existem as demais objeções
devem ser rejeitadas pelos leitores?
Sim. Jesus falou da Bíblia o seguinte, “... a tua
Palavra é a Verdade”. (Jo 17.17). É o que basta
para nós.
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