1. A revista VEJA de 4 de fevereiro de 2009, página 90, 91
traz uma notícia sobre o fim do mundo que deverá deixar
muitos leitores preocupados. E já tem até data marcada
para o evento. Diz a revista: "Os arautos do apocalipse buscam
argumentos para sua causa no antigo calendário dos maias.
O cinema e a literatura agradecem e faturam com o filão.
Previsões sobre o fim do mundo fazem parte das doutrinas
das grandes religiões. São também fonte de
inspiração para seitas de toda a espécie. Nos
últimos anos, como ocorreu na virada do milênio a partir
de uma suposta profecia de Nostradamus, o fim dos tempos vem sendo
anunciado de forma mais insistente." ... "Agora, a nova
data para o apocalipse é 2012.
Nesse ano se encerraria um dos ciclos do calendário usado
pelos maias - população indígena que ainda
hoje habita regiões do México e da América
Central - quando estavam no auge de sua civilização,
mais de 1 000 anos atrás. Os maias acreditavam que o mundo
já havia passado por várias eras e que cada uma tinha
a duração de 5 126 anos. Pelos cálculos de
alguns pesquisadores, a era atual teria começado em 3 114
a.C., e se encerraria, portanto, em 2012."
PR. NATANAEL: Como o irmão vê esse alvoroço
de informações por revistas, filmes e livros anunciando
o fim do mundo para o ano 2012?
Profecias sobre acontecimentos catastróficos futuros sempre
despertou a curiosidade do ser humano, mormente quando o assunto
se refere ao fim do mundo. As chamadas seitas proféticas
se utilizam a Bíblia e através de cálculos
cronológicos exploram a credulidade de seus adeptos para
deixá-los em estado de tensão emocional anunciando
freqüentemente datas específicas para acontecimentos
como a vinda de Jesus, a Batalha do Armagedom, fim do mundo. Paralelamente,
filmes com temas ligados a catástrofes mundiais e livros
também sobre ficção cientifica engrossam o
número de pessoas que temem pelas coisas que estão
para acontecer. Mas, francamente, penso que os cristãos que
tem a Bíblia como uma lâmpada para os seus pés
e luz para o seu caminho não se preocupam com tais profecias
e uma indicação para o fim do mundo em 2012, publicada
na revista VEJA , não preocupa.
2. O que registra a Bíblia que dá segurança
para aquele que a lê com interpretação correta,
quando é sabido que as seitas proféticas também
se valem da Bíblia e procuram justificar com a Bíblia
seus cálculos cronológicos a vinda de Jesus, a Batalha
do Armagedom e o fim do mundo?
É que Jesus foi muito claro e nunca indicou qualquer data
específica para os acontecimentos por ele profetizados e
nem mesmo o livro do Apocalipse aponta qualquer data a Batalha do
Armagedom. Como exemplo disse quando os discípulos de Jesus
perguntaram quando se daria a queda de Jerusalém, a sua vinda
e o fim do mundo, Jesus não indicou qualquer data específica,
apenas deu os sinais característicos que indicariam a proximidade
de tais eventos.
Indagado pelos seus discípulos sobre os eventos futuros
como a destruição da cidade de Jesus, da sua vinda
e do fim do mundo e ele não indicou nenhuma data específica.
Disse apenas que do dia e da hora de tais eventos ninguém
saberia (Mt 24.36) e instado de novo, depois da sua ressurreição
e antes da sua ascensão, a revelar a hora e o dia de tais
eventos, de novo ele não atendeu à curiosidade deles,
e disse: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações
que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder." (At 1.7).
3. E as seitas têm adotado prudência de não
se exporem ao vexame de anunciar uma data específica para
qualquer acontecimento futuro?
Não. Como eu disse tem abusado da boa fé de pessoas
crédulas e tem deixado o povo em polvorosa com relação
a dois eventos futuros. Um deles é a data para a vinda de
Jesus e o outro é a data para a Batalha do Armagedom.
4. Poderia citar exemplos do que está expondo aos
nossos ouvintes?
Sim. Existe uma expressão entre os adventistas conhecida
como O GRANDE DESAPONTAMENTO.Este título aparece no livro
Fundadores da Mensagem, editado pela Casa Publicadora Brasileira,
para caracterizar o fracasso profético de William Miller,
que, baseado em cálculos cronológicos e com a passagem
de Daniel 8.14, anunciou, com grande estardalhaço, a segunda
vinda de Cristo para 1843. Diz o livro: "O movimento do advento
na América foi originado por homens que estavam desejosos
de receber a verdade, quando esta a eles chegasse. Aceitaram-na
sinceramente e segundo a mesma viveram, esperando sendo dentro em
breve transladados. Depois do grande desapontamento todos caíram
em trevas." (Fundadores da Mensagem, p. 9 - Everett Dick, CPB).
Diante do fracasso profético do seu fundador William Miller,
reconhecem os adventistas e lamentam o fracasso ocorrido: "Somos
adventistas do Sétimo Dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso
nome? Respondemos: Não! Não! Não nos envergonhamos."
(Administração da Igreja p. 26, CPB.). Mudaram a data
da segunda vinda de Jesus para 22 de outubro de 1844 e o mesmo fracasso
profético. Nada absolutamente nada aconteceu.
5. Parece que o desapontamento também atingiu às
Testemunhas de Jeová muitas vezes com relação
a marcar datas para a Batalha do Armagedom. Realmente ocorreu isso?
Sim. Por sua vez, as Testemunhas de Jeová declaram enfaticamente
no seu livro "Poderá viver Para Sempre no Paraíso
na Terra, p. 195 que "A organização visível
de Deus hoje também recebe orientação e direção
teocráticas.
Na sede das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque,
existe um corpo o governante de anciãos cristãos de
várias partes da terra que dão a necessária
supervisão às atividades mundiais do povo de Deus."
Sendo assim, se propuseram a marcar datas e mais datas para a Batalha
do Armagedom: 1874, 1914, 1915, 1925, 1931, 1975, 2000. Nada se
cumpriu com relação ao evento anunciado. Vejamos a
confissão do fracasso profético: "Em 1914 alguns
Estudantes da Bíblia, como eram então chamadas as
Testemunhas de Jeová, esperavam ser 'arrebatadas em nuvens,
para encontrar o Senhor no ar', e criam que seu trabalho terreno
de pregação havia chegado ao fim.
Um dia, alguns deles foram para um lugar isolado a fim de esperar
o evento ocorrer. Entretanto, quando nada aconteceu, foram obrigados
a voltar novamente para casa num estado mensal bem deprimido. Como
resultado, muitos destes caíram da fé."' Outro
exemplo: "Há um irmão pioneiro, que ainda serve
no sul da Nova Zelândia, com oitenta e sete anos de idade,
e sua fiel esposa pioneira é até mesmo alguns anos
mais velha. Vendeu seus negócios, em 1914, de modo que pudesse
aproveitar pelo menos alguns meses do serviço de 'colportor'
pioneiro antes de se dar o grande desastre esperado, no outono (Hemisfério
norte) daquele ano. Ele gosta muito de citar Jeremias 20.7: "Tu
me enganaste, ó Jeová, de modo que fui enganado."
(A Sentinela de 1-9-1967, p. 534).
Imagine a insensibilidade de uma organização religiosa
de acusar Deus de ter enganado esse coitado adepto desse grupo religioso,
quando na verdade, os seus líderes é que foram os
causadores da frustração.
6. O que evidencia a falta de cumprimento profético
por parte de grupos religiosos que se ufanam de terem profetas em
seu meio e cujas profecias não se cumprem?
Evidencia que tais pessoas não tinham as verdades de Deus
e que ele realmente as guiava e usava. São falsos profetas
como apontado em Deuteronômio 18.20-22 e tomaram o nome de
Deus em vão. E Jesus recomenda muito cuidado por que os falsos
profetas viriam bater em nossas portas. O apóstolo João,
em 2ª.João 10, 11: "Se alguém vem ter convosco,
e não traz esta doutrina, não o recebais em casa,
nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas
suas más obras."
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