Chegou-me às mãos
um folheto muito bem impresso e com um título assaz interessante:
“POR QUE LER A BÍBLIA”? O folheto é publicado
pela Sociedade Torre de Vigia, ou pelas conhecidas testemunhas de
Jeová.
Quem, em são juízo, poderia condenar qualquer publicadora
por editar um folheto de convite aos leitores para estudar a Bíblia?
Quem poderia recusar um convite tão convincente com uma proposta
inigualável como consta do folheto, “A Bíblia
contém verdades esclarecedoras. Os que adquirem conhecimento
bíblico se libertam de conceitos errôneos que dominam
a vida de milhões de pessoas”.
É isso verdade? Sem dúvida que sim! Basta lembrar-nos
das palavras do escritor bíblico, “Lâmpada para
os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”
(Salmos 119.105).
Outros esclarecimentos constantes do folheto sobre a vantagem que
há em fazer o estudo da Bíblia oferecido, “As
suas perguntas sobre a Bíblia serão respondidas, e
você aprenderá como achegar-se mais a Deus.”
“Não será preciso pagar por esse estudo bíblico.
É´oferecido gratuitamente a pessoas de qualquer religião,
ou mesmo às que não tem religião, mas desejam
sinceramente aprender mais sobre a Palavra de Deus.”
O TEMPO PARA O ESTUDO OFERECIDO
Não há problema de tempo que não possa ser
contornado pelos editores do folheto, “Em geral, um estudo
bíblico pode ser programado para uma hora e local que lhe
forem convenientes.”. ... “Quem pode participar nos
estudos? Toda a sua família. Ou algum amigo, ou conhecido,
que você queira convidar. Ou, se preferir, os estudos poderão
ser realizados apenas com você. Muitos reservam uma hora por
semana para estudar a Bíblia. Se você puder dedicar
mais tempo do que isso por semana, ou talvez menos, as Testemunhas
de Jeová estarão à sua disposição
para ajudá-lo.” Como se deduz, o convite não
poderia ser recusado por qualquer pessoa que honestamente quisesse
estudar a Bíblia. Todas as possíveis objeções
foram removidas pelos editores. Mas...
REALMENTE ESTUDAM A BIBLIA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?
As Testemunhas de Jeová, que são tão convincentes
em convidar os leitores do folheto a estudar a Bíblia, realmente
estudam a Bíblia? Certamente que não! E a pessoa desavisada
que pensa seriamente em estudar a Bíblia vai cair no maior
engodo religioso, pois, na verdade, irá estudar o livro intitulado
CONHECIMENTO Que Conduz à Vida Eterna, também editado
pela Sociedade Torre de Vigia. O estudo ministrado é a leitura
do livro em tela e à consulta a Bíblia para apoiar
o que está escrito no livro. Logo, não é a
Bíblia que vai ser estudada, mas o livro CONHECIMENTO Que
Conduz à Vida Eterna procurando a Bíblia buscando
apoio para o ensino transmitido no livro.
DECLARAÇÕES COMPROMETEDORAS SOBRE A BÍBLIA
Apreciam realmente as Testemunhas de Jeová a Bíblia
para recomendarem e oferecerem o estudo dela? Leiamos algumas declarações
comprometedoras contra o ensino exclusivo da Bíblia. O fundador
da seita – Charles Taze Russell -escreveu um livro com o título
Estudos das Escrituras. Recomendando a leitura do seu livro, escreveu
ele sobre a Bíblia:
“Ademais, não só descobrimos que as pessoas,
ao estudarem apenas a Bíblia, não podem discernir
o plano divino, mas, também descobrimos que, se alguém
puser de lado os Estudos das Escrituras, mesmo depois de já
os ter usado, e de se tornar familiarizado com eles, após
os ter lido durante dez anos – se então alguém
os puser de lado e ignora-los, indo somente à Bíblia,
embora entenda a Bíblia por dez anos, a nossa experiência
mostra que dentro de dois anos ficará em trevas. Por outro
lado, se tivesse simplesmente lido os Estudos das Escrituras, junto
com as suas referências, e não lesse uma página
da Bíblia sequer, esse alguém estaria na luz no fim
de dois anos, porque teria a luz das Escrituras.” (A Sentinela
de 15-08-1964, p. 511-512, STV).
É exatamente isso que vai acontecer a quem se propuser supostamente
estudar a Bíblia com as testemunhas. Não é
a Bíblia – repetimos – que alguém vai
estudar, mas o livro de estudos da Sociedade Torre de Vigia.
O que ensinam, na verdade, não é a Bíblia
e sim o que o seu fundador escreveu no livro já citado Estudos
das Escrituras. Vejamos como as testemunhas de Jeová confessam
abertamente isso.
“Em essência, mostramos que a Sociedade é uma
organização inteiramente religiosa; que os membros
aceitam como seus princípios de crença a santa Bíblia,
conforme explicada por Charles T. Russell; que C. T. Russell durante
sua vida, escreveu e publicou seis volumes, Estudos das Escrituras...”
(Anuário das Testemunhas de Jeová 1976, p. 106).
Na verdade o que crêem as Testemunha é que sua liderança
recebe “direção teocrática” e qualquer
interpretação que não siga a linha doutrinária
da sua liderança, conhecida como o “escravo fiel e
discreto’, não tem validade alguma.
Eis o que declaram acintosamente, “A menos que estejamos em
contato com este canal de comunicação usado por Deus,
não avançaremos na estrada da vida, não importa
quanto leiamos a Bíblia.” (A Sentinela, de 01-08-1982,
p. 27 – STV).
“A Bíblia é um livro de organização
e pertence à congregação cristã como
organização, não a indivíduos, não
importa quão sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia.
Por esta razão, a Bíblia não pode ser devidamente
entendida sem se ter presente a organização visível
de Jeová.”(A Sentinela, 1-6-1968, p. 327).
E observemos que as testemunhas de Jeová não se pejam
de declarar abertamente essa forma de crer em colocar o que escreve
sua liderança (o escravo fiel e discreto) acima da autoridade
da Bíblia.
“As verdades que havemos de publicar são aquelas que
a organização do escravo discreto fornece, não
algumas opiniões pessoais contrárias ao que o escravo
providenciou como sendo sustento conveniente”. ( A Sentinela,
novembro de 1952).
A BÍBLIA TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO
As Testemunhas fizeram a sua própria tradução
conhecida como Tradução do Novo Mundo. É que
certos ensinos delas não se ajustavam a Bíblia comum
e assim fizeram algumas mudanças para adaptar-se melhor aos
seus ensinos peculiares. Dois exemplos:
1. É certo que elas ensinam que o Espírito Santo
é uma força ativa impessoal. Mas onde encontrar apoio
para essa posição? Então se encarregaram de
fazer constar isso em Gn 1.2, “...e a força ativa de
Deus movia-se por cima da superfície das águas”,
enquanto as demais traduções fazem constar, “E
o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
(ARC-Fiel).
2. Jesus é tido como uma criatura de Deus, melhor identificado
como o arcanjo Miguel. Traduzem então Jo 1.1 da seguinte
forma, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava
com o Deus, e a Palavra era (um) deus.” Aparece o acréscimo
do artigo definido ‘o’ antes da palavra Deus e a segunda
vez que aparece a palavra Deus ela é grafada com letra minúscula
‘deus’ precedida de um acréscimo (um) entre parênteses).
Opiniões de certos eruditos sobre João 1.1 na TNM
Dr. Walter Martin:
“A tradução ‘(um) deus’ ao invés
de ‘Deus’ é errônea e não tem apoio
em nenhuma boa erudição do Grego, antiga ou contemporânea,
e é uma tradução rejeitada por todos os reconhecidos
eruditos da língua grega, muitos dos quais nem mesmo são
cristãos, e dos quais não se pode afirmar honestamente
serem preconceituosos a favor da versão sustentada pelos
ortodoxos.”
Dr. William Barclay (da Universidade de Glasglow, Escócia):
“A distorção deliberada da verdade por essa
seita é vista nas suas traduções do Novo Testamento.
João 1.1 é traduzido ‘a Palavra era (um) deus’,
uma tradução que é gramaticalmente impossível.
É abundantemente claro que uma seita que pode traduzir o
Novo Testamento assim é intelectualmente desonesta.”
Dr. Bruce M. Metzger (da Universidade de Princeton, EUA):
“Uma tradução horripilante, errônea,
perniciosa, repreensível. Se as Testemunhas de Jeová
levam essa tradução a sério, elas são
politeístas.”
CONCEITOS BÍBLICOS ERRÔNEOS DO FOLHETO
Declara o folheto, “A Bíblia contém verdades
esclarecedoras. Os que adquirem conhecimento bíblico se libertam
de conceitos errôneos que dominam a vida de milhões
de pessoas.”
Embora as Testemunhas de Jeová afirmem, com razão,
que o conhecimento da Bíblia liberta a pessoa de “conceitos
errôneos que dominam a vida de milhões de pessoas”,
ironicamente, as próprias testemunhas estão incluídas
neste número de milhões de pessoas que sustentam conceitos
errôneos.
1. “Por exemplo, saber a verdade sobre o que acontece após
a morte nos liberta do temor de que os mortos possam nos prejudicar,
ou de que nossos parentes e amigos falecidos estejam sofrendo.”
Sabemos pela Bíblia que, na verdade, os mortos não
nos podem prejudicar, porque está escrito “ E, como
aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso
o juízo” . Segue-se, que, após à morte,
os mortos não voltam mais a este mundo. Mas, não se
pode negar que após o juízo individual que se segue
após a morte, cada pessoa que parte deste mundo está
em estado consciente de felicidade ou de tormento. São palavras
de Jesus que nos fazem saber dessa situação após
morte.
“E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos
para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi
sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos,
e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando,
disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda
a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e
me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste
os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora
este é consolado e tu atormentado.”(Lc 16.22-25).
Sobre a citação de Ez 18.4 “a alma que pecar
essa morrerá”, não significa que no intervalo
entre a morte e a ressurreição do corpo o homem esteja
aniquilado, inconsciente, mas se trata da morte espiritual da alma,
separada de Deus, enquanto o homem vive em deleites ou pecados.
“Mas a que vive em deleites, vivendo está morta.”(1
Tm 5.6). O texto mostra que uma pessoa pode estar morta espiritualmente
(separada de Deus) e continuar consciente. Em Ef 2.1, Paulo de novo
estabelece: “E vos vivificou, estando vós mortos em
ofensas e pecados. Antes da conversão estavam espiritualmente
mortos, mas vivos conscientes. Já em Ez 18.21 Deus declara:
“Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que
cometeu..., certamente viverá.”
2. Lemos mais no folheto, “Já se perguntou a respeito
do futuro? As profecias bíblicas nos mostram onde nos encontramos
na corrente do tempo. Essas profecias não apenas descrevem
as condições do mundo, mas também mostram que
Deus em breve fará da Terra um paraíso.”
Ora, não existe um grupo religioso que mais tenha marcado
datas para o Armagedom do que as testemunhas. Ensinam que no Armagedom
todos os homens que não pertencem a sua organização
religiosa serão destruídos. O problema é que
várias vezes já marcaram datas para essa gigantesca
Batalha, ao ponto de elas mesmas ficarem amedrontadas e viverem
num clima de horror. É a espada de Dámocles que pesa
sobre a cabeça de cada uma delas. Entretanto, as datas marcadas
já se mostraram falhas. Assim se deu nas seguintes datas:
1914, 1925, 1941, 1975 e 2000. Afirmam sobre os que marcam datas
para certos acontecimentos bíblicos e eles não se
cumprem: “É verdade, houve aquêles que, em tempos
passados, predisseram um ‘fim do mundo’, até
mesmo anunciando uma data específica.”,,, “ Todavia,
nada aconteceu. O ‘fim’ não veio. Eram culpados
de profetizar falsamente. Por quê? O que estava faltando?
Faltava a plena medida de evidência exigida em cumprimento
da profecia bíblica. O que tais pessoas não tinham
eram as verdades de Deus e a evidência de que Ele as guiava
e usava.” (DESPERTAI! 22 de abril de 1969).
E as Testemunhas confessam que já erraram profeticamente
as vezes apontadas.
“As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela
Segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorretas.
Por isso, há quem as chame de falsos profetas”. (DESPERTAI,
22 de março de 1983 - STV).
“E verdade que as Testemunhas cometeram erros de entendimento,
sobre o que ocorreria no fim de certos períodos de tempo...”
(Raciocínios à base das Escrituras, p. 162, STV).
Já pensou uma pessoa desavisada, que começa a estudar
com elas e passa a alimentar a esperança de, em determinada
data anunciada pelo “escravo fiel e discreto” para se
dar o Armagedom e nada acontecer? Que decepção! Que
frustração! Veja um exemplo:
“Receberam-se notícias a respeito de irmãos
que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto
dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço
pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o
pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo.”
(Nosso Ministério do Reino, julho de 1974, p. 4 STV). As
Testemunhas aguardavam o Armagedom para setembro de 1975 e o fiasco
foi grande.
CONCEITOS BÍBLICOS ERRÔNEOS DO LIVRO CONHECIMENTO
QUE CONDUZ A VIDA ETERNA
Diz o livro sobre a Bíblia, “A Bíblia supre
todas as nossas necessidades de direção sábia.
É verdade que muitos tendem a desanimar quando examinam a
Bíblia pela primeira vez. É um livro grande, e alguns
trechos não são fáceis de entender.”
(p.12).
Embora sempre falando bem sobre a Bíblia, incentivando o
estudo da Bíblia mesmo, os conceitos doutrinários
emitidos sobre ela estão muito longe de corresponder à
verdade que a própria Bíblia transmite. Observemos
o que declaram sobre o tema da Bíblia.
1. “Sabia que a Bíblia segue uma linha de raciocínio
de Gênesis a Revelação? Sim, um harmonioso tema
permeia a Bíblia. Que tema é esse? É a vindicação
do direito de Deus governar a humanidade e a realização
do seu propósito amoroso por meio de seu Reino.” (p.
14).
Imagine uma pessoa começar a estudar a Bíblia e,
por fim, chegar ao entendimento segundo o qual o tema da Bíblia
é saber que Deus tem o direito de governar sua própria
criação. Já passou pela cabeça de alguém
essa idéia absurda de que Deus não tem esse direito?
Quando alguém poderia imaginar que Deus precisaria vindicar
o seu direito de governar sua criação?
“Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se,
e pereçam, Para que saibam que tu, a quem só pertence
o nome de SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.”
(Sl 83.17-18).
“Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há
que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem
impedirá?” (Is 43.13).
Daniel declarou, “Seja bendito o nome de Deus de eternidade
a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força.
E ele muda os tempos e as estações; ele remove os
reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios
e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido;
conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.”
(Dn 2.20-22).
Esse Deus, acerca de quem as Testemunhas levantam dúvidas
sobre o seu domínio, declara de si mesmo, dizendo: “Ai
daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos
de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: que fazes?
Ou a tua obra: Não tens mãos? Eu fiz a terra; e criei
nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus,
e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.”
( Is 45.9,12.
2. O problema maior é quando se lê no livro em apreço
sobre o propósito da vinda de Jesus Cristo ao mundo. O que
diz o livro?
“A nossa salvação não é a justificativa
principal para a vida e a morte de Jesus na Terra.” (p. 69).
Outro livro mais antigo, reitera esse ensino falacioso, “
O próprio destino de Jesus de ser o Messias ou Cristo prova
que o seu propósito principal ou primário de vir à
terra não foi para resgatar e salvar o gênero humano.
Tal ‘salvação’ de criaturas humanas, ainda
que importante aos homens que buscam a vida eterna, é apenas
secundário no propósito elevado de Deus. É
o propósito de Jeová estabelecer um govêrno
justo, um govêrno Teocrático, sobre os ombros de seu
Filho fiel e por meio desse govêrno vindicar o seu nome perante
tôdas as criaturas viventes do universo.” (“A
Verdade Vos Tornará Livres”, p. 254, STV).
Pode haver ensino mais contrário à Bíblia
do que afirmar que o motivo principal da vinda de Jesus ao mundo
não foi a salvação do homem? Onde alguém
poderia ler tal absurdo? Vejamos o que declara a Bíblia sobre
o assunto.
Jesus, em casa de Zaqueu declarou, “Porque o Filho do homem
veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10).
O maior problema do homem é o seu afastamento de Deus por
causa do pecado. O pecado afastou o homem de Deus. “Eis que
a mão do Senhor não está encolhida, para que
não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não
poder ouvir. Mas as nossas iniquidade fazem separação
entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o
seu rosto de vós, para que não vos ouça.”
(Is 59.1-2).
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo
pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens
por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12).
Pode haver uma razão mais preponderante do que a de Jesus
vir ao mundo para salvar os pecadores? Nenhuma outra razão
poderia justificar tão grande manifestação
da bondade de Deus.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu
por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8).
Em 1 Co 15.1-5 lemos qual foi a mensagem que constituía o
verdadeiro evangelho de Jesus Cristo pregado pelo apóstolo
Paulo “Também vos notifico, irmãos, o evangelho
que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes,
e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois
salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não
é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei
o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados,
segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao
terceiro dia, segundo as Escrituras.”
O contrário disso é apontado por Paulo como outro
evangelho anatematizado (Gl 1.6-9). E as testemunhas reconhecem
que o que pregam é diferente do que os cristãos pregam
com apoio da Bíblia.
Da forma como estudam a Bíblia, qualquer pessoa pode ‘provar’
pela ‘Bíblia tudo o que quiser. Até mesmo provar
a estapafúrdia doutrina de que Cristo foi entronizado no
céu em 1914 como dizem:
“O testemunho do Reino dado pelas Testemunhas de Jeová
desde 1914, é algo bem diferente do que os missionários
da cristandade divulgam, tanto antes como desde 1914. ‘”Diferente
– em que sentido? ... O que as Testemunhas de Jeová
estão pregando em todo o mundo, desde 1918, é algo
exclusivo, algo que distingue os dias atuais como os ‘últimos
dias’ do sistema de coisas política, social, judicial
e militarizado. É um testemunho mundial a respeito do governo
real agora já estabelecido nos céus... (A Sentinela,
15 de maio de 1981, p. 28,29-STV).
“Quando o reino de Deus começou em 1914, o Diabo ficou
muito irado. – A matéria para leitura, publicada pelas
Testemunhas, era diferente de todas as outras religiões.
Por quê? Porque as Testemunhas diziam que o ano de 1914 seria
de importância mundial. Dentre todas as pessoas, apenas as
Testemunhas apontavam para 1914 como o ano em que o reino de Deus
seria plenamente estabelecido no céu.”. (Do Paraíso
Perdido ao Paraíso Recuperado, p. 170-174, STV).
É só abrir o livro de Apocalipse 3.21 para verificarmos
que a entronização de Cristo no céu ocorreu
logo após a sua ascensão e não em 1914.
“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu
trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.”
O mesmo declara Paulo,
“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos,
e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o
principado, e poder, e potestade, e domínio, de todo o nome
que se nomeia, não só neste século, mas também
no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre
todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja.”
(Ef 1.20-22).
Porventura alguém poderia apontar a data de 1914 na Bíblia?
É um mito religioso que as Testemunhas anunciam nos seus
estudos ‘bíblicos’ oferecidos com tanto empenho.
Faz-nos lembrar o ditado popular, “Por fora bela viola, por
dentro...
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