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  Testemunhas de Jeová  
 
TEMA DA BÍBLIA  -  Pr. Natanael Rinaldi

Chegou-me às mãos um folheto muito bem impresso e com um título assaz interessante: “POR QUE LER A BÍBLIA”? O folheto é publicado pela Sociedade Torre de Vigia, ou pelas conhecidas testemunhas de Jeová.
Quem, em são juízo, poderia condenar qualquer publicadora por editar um folheto de convite aos leitores para estudar a Bíblia? Quem poderia recusar um convite tão convincente com uma proposta inigualável como consta do folheto, “A Bíblia contém verdades esclarecedoras. Os que adquirem conhecimento bíblico se libertam de conceitos errôneos que dominam a vida de milhões de pessoas”.
É isso verdade? Sem dúvida que sim! Basta lembrar-nos das palavras do escritor bíblico, “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119.105).
Outros esclarecimentos constantes do folheto sobre a vantagem que há em fazer o estudo da Bíblia oferecido, “As suas perguntas sobre a Bíblia serão respondidas, e você aprenderá como achegar-se mais a Deus.” “Não será preciso pagar por esse estudo bíblico. É´oferecido gratuitamente a pessoas de qualquer religião, ou mesmo às que não tem religião, mas desejam sinceramente aprender mais sobre a Palavra de Deus.”

O TEMPO PARA O ESTUDO OFERECIDO

Não há problema de tempo que não possa ser contornado pelos editores do folheto, “Em geral, um estudo bíblico pode ser programado para uma hora e local que lhe forem convenientes.”. ... “Quem pode participar nos estudos? Toda a sua família. Ou algum amigo, ou conhecido, que você queira convidar. Ou, se preferir, os estudos poderão ser realizados apenas com você. Muitos reservam uma hora por semana para estudar a Bíblia. Se você puder dedicar mais tempo do que isso por semana, ou talvez menos, as Testemunhas de Jeová estarão à sua disposição para ajudá-lo.” Como se deduz, o convite não poderia ser recusado por qualquer pessoa que honestamente quisesse estudar a Bíblia. Todas as possíveis objeções foram removidas pelos editores. Mas...

REALMENTE ESTUDAM A BIBLIA AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?

As Testemunhas de Jeová, que são tão convincentes em convidar os leitores do folheto a estudar a Bíblia, realmente estudam a Bíblia? Certamente que não! E a pessoa desavisada que pensa seriamente em estudar a Bíblia vai cair no maior engodo religioso, pois, na verdade, irá estudar o livro intitulado CONHECIMENTO Que Conduz à Vida Eterna, também editado pela Sociedade Torre de Vigia. O estudo ministrado é a leitura do livro em tela e à consulta a Bíblia para apoiar o que está escrito no livro. Logo, não é a Bíblia que vai ser estudada, mas o livro CONHECIMENTO Que Conduz à Vida Eterna procurando a Bíblia buscando apoio para o ensino transmitido no livro.


DECLARAÇÕES COMPROMETEDORAS SOBRE A BÍBLIA

Apreciam realmente as Testemunhas de Jeová a Bíblia para recomendarem e oferecerem o estudo dela? Leiamos algumas declarações comprometedoras contra o ensino exclusivo da Bíblia. O fundador da seita – Charles Taze Russell -escreveu um livro com o título Estudos das Escrituras. Recomendando a leitura do seu livro, escreveu ele sobre a Bíblia:

“Ademais, não só descobrimos que as pessoas, ao estudarem apenas a Bíblia, não podem discernir o plano divino, mas, também descobrimos que, se alguém puser de lado os Estudos das Escrituras, mesmo depois de já os ter usado, e de se tornar familiarizado com eles, após os ter lido durante dez anos – se então alguém os puser de lado e ignora-los, indo somente à Bíblia, embora entenda a Bíblia por dez anos, a nossa experiência mostra que dentro de dois anos ficará em trevas. Por outro lado, se tivesse simplesmente lido os Estudos das Escrituras, junto com as suas referências, e não lesse uma página da Bíblia sequer, esse alguém estaria na luz no fim de dois anos, porque teria a luz das Escrituras.” (A Sentinela de 15-08-1964, p. 511-512, STV).

É exatamente isso que vai acontecer a quem se propuser supostamente estudar a Bíblia com as testemunhas. Não é a Bíblia – repetimos – que alguém vai estudar, mas o livro de estudos da Sociedade Torre de Vigia.

O que ensinam, na verdade, não é a Bíblia e sim o que o seu fundador escreveu no livro já citado Estudos das Escrituras. Vejamos como as testemunhas de Jeová confessam abertamente isso.

“Em essência, mostramos que a Sociedade é uma organização inteiramente religiosa; que os membros aceitam como seus princípios de crença a santa Bíblia, conforme explicada por Charles T. Russell; que C. T. Russell durante sua vida, escreveu e publicou seis volumes, Estudos das Escrituras...” (Anuário das Testemunhas de Jeová 1976, p. 106).

Na verdade o que crêem as Testemunha é que sua liderança recebe “direção teocrática” e qualquer interpretação que não siga a linha doutrinária da sua liderança, conhecida como o “escravo fiel e discreto’, não tem validade alguma.
Eis o que declaram acintosamente, “A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.” (A Sentinela, de 01-08-1982, p. 27 – STV).

“A Bíblia é um livro de organização e pertence à congregação cristã como organização, não a indivíduos, não importa quão sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia. Por esta razão, a Bíblia não pode ser devidamente entendida sem se ter presente a organização visível de Jeová.”(A Sentinela, 1-6-1968, p. 327).

E observemos que as testemunhas de Jeová não se pejam de declarar abertamente essa forma de crer em colocar o que escreve sua liderança (o escravo fiel e discreto) acima da autoridade da Bíblia.

“As verdades que havemos de publicar são aquelas que a organização do escravo discreto fornece, não algumas opiniões pessoais contrárias ao que o escravo providenciou como sendo sustento conveniente”. ( A Sentinela, novembro de 1952).

A BÍBLIA TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO

As Testemunhas fizeram a sua própria tradução conhecida como Tradução do Novo Mundo. É que certos ensinos delas não se ajustavam a Bíblia comum e assim fizeram algumas mudanças para adaptar-se melhor aos seus ensinos peculiares. Dois exemplos:

1. É certo que elas ensinam que o Espírito Santo é uma força ativa impessoal. Mas onde encontrar apoio para essa posição? Então se encarregaram de fazer constar isso em Gn 1.2, “...e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas”, enquanto as demais traduções fazem constar, “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (ARC-Fiel).

2. Jesus é tido como uma criatura de Deus, melhor identificado como o arcanjo Miguel. Traduzem então Jo 1.1 da seguinte forma, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era (um) deus.” Aparece o acréscimo do artigo definido ‘o’ antes da palavra Deus e a segunda vez que aparece a palavra Deus ela é grafada com letra minúscula ‘deus’ precedida de um acréscimo (um) entre parênteses).

Opiniões de certos eruditos sobre João 1.1 na TNM

Dr. Walter Martin:

“A tradução ‘(um) deus’ ao invés de ‘Deus’ é errônea e não tem apoio em nenhuma boa erudição do Grego, antiga ou contemporânea, e é uma tradução rejeitada por todos os reconhecidos eruditos da língua grega, muitos dos quais nem mesmo são cristãos, e dos quais não se pode afirmar honestamente serem preconceituosos a favor da versão sustentada pelos ortodoxos.”

Dr. William Barclay (da Universidade de Glasglow, Escócia):

“A distorção deliberada da verdade por essa seita é vista nas suas traduções do Novo Testamento. João 1.1 é traduzido ‘a Palavra era (um) deus’, uma tradução que é gramaticalmente impossível. É abundantemente claro que uma seita que pode traduzir o Novo Testamento assim é intelectualmente desonesta.”


Dr. Bruce M. Metzger (da Universidade de Princeton, EUA):

“Uma tradução horripilante, errônea, perniciosa, repreensível. Se as Testemunhas de Jeová levam essa tradução a sério, elas são politeístas.”

CONCEITOS BÍBLICOS ERRÔNEOS DO FOLHETO

Declara o folheto, “A Bíblia contém verdades esclarecedoras. Os que adquirem conhecimento bíblico se libertam de conceitos errôneos que dominam a vida de milhões de pessoas.”

Embora as Testemunhas de Jeová afirmem, com razão, que o conhecimento da Bíblia liberta a pessoa de “conceitos errôneos que dominam a vida de milhões de pessoas”, ironicamente, as próprias testemunhas estão incluídas neste número de milhões de pessoas que sustentam conceitos errôneos.

1. “Por exemplo, saber a verdade sobre o que acontece após a morte nos liberta do temor de que os mortos possam nos prejudicar, ou de que nossos parentes e amigos falecidos estejam sofrendo.”

Sabemos pela Bíblia que, na verdade, os mortos não nos podem prejudicar, porque está escrito “ E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” . Segue-se, que, após à morte, os mortos não voltam mais a este mundo. Mas, não se pode negar que após o juízo individual que se segue após a morte, cada pessoa que parte deste mundo está em estado consciente de felicidade ou de tormento. São palavras de Jesus que nos fazem saber dessa situação após morte.

“E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.”(Lc 16.22-25).

Sobre a citação de Ez 18.4 “a alma que pecar essa morrerá”, não significa que no intervalo entre a morte e a ressurreição do corpo o homem esteja aniquilado, inconsciente, mas se trata da morte espiritual da alma, separada de Deus, enquanto o homem vive em deleites ou pecados. “Mas a que vive em deleites, vivendo está morta.”(1 Tm 5.6). O texto mostra que uma pessoa pode estar morta espiritualmente (separada de Deus) e continuar consciente. Em Ef 2.1, Paulo de novo estabelece: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados. Antes da conversão estavam espiritualmente mortos, mas vivos conscientes. Já em Ez 18.21 Deus declara: “Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu..., certamente viverá.”

2. Lemos mais no folheto, “Já se perguntou a respeito do futuro? As profecias bíblicas nos mostram onde nos encontramos na corrente do tempo. Essas profecias não apenas descrevem as condições do mundo, mas também mostram que Deus em breve fará da Terra um paraíso.”

Ora, não existe um grupo religioso que mais tenha marcado datas para o Armagedom do que as testemunhas. Ensinam que no Armagedom todos os homens que não pertencem a sua organização religiosa serão destruídos. O problema é que várias vezes já marcaram datas para essa gigantesca Batalha, ao ponto de elas mesmas ficarem amedrontadas e viverem num clima de horror. É a espada de Dámocles que pesa sobre a cabeça de cada uma delas. Entretanto, as datas marcadas já se mostraram falhas. Assim se deu nas seguintes datas: 1914, 1925, 1941, 1975 e 2000. Afirmam sobre os que marcam datas para certos acontecimentos bíblicos e eles não se cumprem: “É verdade, houve aquêles que, em tempos passados, predisseram um ‘fim do mundo’, até mesmo anunciando uma data específica.”,,, “ Todavia, nada aconteceu. O ‘fim’ não veio. Eram culpados de profetizar falsamente. Por quê? O que estava faltando? Faltava a plena medida de evidência exigida em cumprimento da profecia bíblica. O que tais pessoas não tinham eram as verdades de Deus e a evidência de que Ele as guiava e usava.” (DESPERTAI! 22 de abril de 1969).

E as Testemunhas confessam que já erraram profeticamente as vezes apontadas.

“As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela Segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorretas. Por isso, há quem as chame de falsos profetas”. (DESPERTAI, 22 de março de 1983 - STV).

“E verdade que as Testemunhas cometeram erros de entendimento, sobre o que ocorreria no fim de certos períodos de tempo...” (Raciocínios à base das Escrituras, p. 162, STV).

Já pensou uma pessoa desavisada, que começa a estudar com elas e passa a alimentar a esperança de, em determinada data anunciada pelo “escravo fiel e discreto” para se dar o Armagedom e nada acontecer? Que decepção! Que frustração! Veja um exemplo:

“Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo.” (Nosso Ministério do Reino, julho de 1974, p. 4 STV). As Testemunhas aguardavam o Armagedom para setembro de 1975 e o fiasco foi grande.

CONCEITOS BÍBLICOS ERRÔNEOS DO LIVRO CONHECIMENTO QUE CONDUZ A VIDA ETERNA

Diz o livro sobre a Bíblia, “A Bíblia supre todas as nossas necessidades de direção sábia. É verdade que muitos tendem a desanimar quando examinam a Bíblia pela primeira vez. É um livro grande, e alguns trechos não são fáceis de entender.” (p.12).
Embora sempre falando bem sobre a Bíblia, incentivando o estudo da Bíblia mesmo, os conceitos doutrinários emitidos sobre ela estão muito longe de corresponder à verdade que a própria Bíblia transmite. Observemos o que declaram sobre o tema da Bíblia.

1. “Sabia que a Bíblia segue uma linha de raciocínio de Gênesis a Revelação? Sim, um harmonioso tema permeia a Bíblia. Que tema é esse? É a vindicação do direito de Deus governar a humanidade e a realização do seu propósito amoroso por meio de seu Reino.” (p. 14).

Imagine uma pessoa começar a estudar a Bíblia e, por fim, chegar ao entendimento segundo o qual o tema da Bíblia é saber que Deus tem o direito de governar sua própria criação. Já passou pela cabeça de alguém essa idéia absurda de que Deus não tem esse direito? Quando alguém poderia imaginar que Deus precisaria vindicar o seu direito de governar sua criação?

“Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam, Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.” (Sl 83.17-18).

“Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem impedirá?” (Is 43.13).

Daniel declarou, “Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força. E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” (Dn 2.20-22).

Esse Deus, acerca de quem as Testemunhas levantam dúvidas sobre o seu domínio, declara de si mesmo, dizendo: “Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: que fazes? Ou a tua obra: Não tens mãos? Eu fiz a terra; e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.” ( Is 45.9,12.

2. O problema maior é quando se lê no livro em apreço sobre o propósito da vinda de Jesus Cristo ao mundo. O que diz o livro?
“A nossa salvação não é a justificativa principal para a vida e a morte de Jesus na Terra.” (p. 69).

Outro livro mais antigo, reitera esse ensino falacioso, “ O próprio destino de Jesus de ser o Messias ou Cristo prova que o seu propósito principal ou primário de vir à terra não foi para resgatar e salvar o gênero humano. Tal ‘salvação’ de criaturas humanas, ainda que importante aos homens que buscam a vida eterna, é apenas secundário no propósito elevado de Deus. É o propósito de Jeová estabelecer um govêrno justo, um govêrno Teocrático, sobre os ombros de seu Filho fiel e por meio desse govêrno vindicar o seu nome perante tôdas as criaturas viventes do universo.” (“A Verdade Vos Tornará Livres”, p. 254, STV).

Pode haver ensino mais contrário à Bíblia do que afirmar que o motivo principal da vinda de Jesus ao mundo não foi a salvação do homem? Onde alguém poderia ler tal absurdo? Vejamos o que declara a Bíblia sobre o assunto.
Jesus, em casa de Zaqueu declarou, “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10).
O maior problema do homem é o seu afastamento de Deus por causa do pecado. O pecado afastou o homem de Deus. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as nossas iniquidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Is 59.1-2).
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12).
Pode haver uma razão mais preponderante do que a de Jesus vir ao mundo para salvar os pecadores? Nenhuma outra razão poderia justificar tão grande manifestação da bondade de Deus.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8).
Em 1 Co 15.1-5 lemos qual foi a mensagem que constituía o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo pregado pelo apóstolo Paulo “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
O contrário disso é apontado por Paulo como outro evangelho anatematizado (Gl 1.6-9). E as testemunhas reconhecem que o que pregam é diferente do que os cristãos pregam com apoio da Bíblia.

Da forma como estudam a Bíblia, qualquer pessoa pode ‘provar’ pela ‘Bíblia tudo o que quiser. Até mesmo provar a estapafúrdia doutrina de que Cristo foi entronizado no céu em 1914 como dizem:

“O testemunho do Reino dado pelas Testemunhas de Jeová desde 1914, é algo bem diferente do que os missionários da cristandade divulgam, tanto antes como desde 1914. ‘”Diferente – em que sentido? ... O que as Testemunhas de Jeová estão pregando em todo o mundo, desde 1918, é algo exclusivo, algo que distingue os dias atuais como os ‘últimos dias’ do sistema de coisas política, social, judicial e militarizado. É um testemunho mundial a respeito do governo real agora já estabelecido nos céus... (A Sentinela, 15 de maio de 1981, p. 28,29-STV).

“Quando o reino de Deus começou em 1914, o Diabo ficou muito irado. – A matéria para leitura, publicada pelas Testemunhas, era diferente de todas as outras religiões. Por quê? Porque as Testemunhas diziam que o ano de 1914 seria de importância mundial. Dentre todas as pessoas, apenas as Testemunhas apontavam para 1914 como o ano em que o reino de Deus seria plenamente estabelecido no céu.”. (Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, p. 170-174, STV).
É só abrir o livro de Apocalipse 3.21 para verificarmos que a entronização de Cristo no céu ocorreu logo após a sua ascensão e não em 1914.

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.”


O mesmo declara Paulo,

“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja.” (Ef 1.20-22).

Porventura alguém poderia apontar a data de 1914 na Bíblia? É um mito religioso que as Testemunhas anunciam nos seus estudos ‘bíblicos’ oferecidos com tanto empenho. Faz-nos lembrar o ditado popular, “Por fora bela viola, por dentro...

 

Igreja Evangélica da Paz - Seriedade na Palavra.

 

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