I – HISTORIA
II – EXCLUSIVISMO RELIGIOSO
III - CONCEITO SOBRE A IGREJA CATÓLICA E AS DENOMINAÇÕES
IV – RESTAURAÇÃO DA IGREJA
V – LOCALISMO
VI – SINDROME DE PERSEGUIÇÃO
VII - CONCEITO SOBRE AS DENOMINAÇÕES
VIII - PROSELITISMO ENTRE AS DENOMINAÇÕES
IX – USO DA BÍBLIA
X - CÂNTICO MÂNTRICO
XI - O VALOR DAS DOUTRINAS
XII – BATISMO REGENERACIONAL
XIII - TIPOLOGIA DO BODE EMISSÁRIO
XIV – A TRINDADE
XV - JESUS COM NATUREZA AMALGAMADA
XVI - A DEIFICAÇÃO DO HOMEM
XVII - O CORPO DE JESUS INVADIDO POR SATANÁS
XVIII – O HOMEM HABITAÇÃO DE SATANÁS
XIX - JOÀO BATISTA – O PROFETA DESVIADO
I - HISTÓRIA
Witness Lee nasceu em 1905 em Chefoo, região da China. Teve
influências cristãs e budistas até que fez sua
decisão por Cristo em 1925. Em 1927 Witness Lee começou
a estudar a revista publicada por Watchman Nee e começou
a pregar para esse movimento. Watchman Nee era membro da igreja
dos Irmãos de Plimouth e depois se separou e criou seu próprio
grupo denominado o Pequeno Rebanho.
Por vários anos mais tarde, Lee presidiu o Pequeno Rebanho
em Chefoo, até que foi convidado a se dirigir para Xangai
para ajudar Nee no trabalho e isso durou até 1946. Depois
que Nee foi preso, algumas diferenças de doutrinas e práticas
entre Lee e outros dirigentes do Pequeno Rebanho contribuiu para
a separação do grupo. Assim, Lee criou o seu próprio
grupo em 1950, levando consigo muitos membros do Pequeno Rebanho
e foi trabalhar em Taiwan e Filipinas. Em 1962 Lee fundou a primeira
igreja em Los Angeles, USA .
II - EXCLUSIVISMO RELIGIOSO
Não tente ser neutro. Não procure reconciliar as denominações
com a igreja local. Você nunca conseguirá reconciliá-las.
Você consegue reconciliar branco com preto? Sim, mas serão
cinza; nem preto e nem branco. (A Expressão Prática
da Igreja, p.128).
Hoje em dia há principalmente dois tipos de crentes: um são
as denominações, incluindo a Igreja Católica
Romana, e o outro é composto daqueles que estão fora
das divisões e sobre a base correta.
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Uma das características das seitas religiosas é o
exclusivismo com que caracteriza os grupos. Vêem os adeptos
de uma seita, na pessoa do seu fundador um tipo de pessoa carismática
que recebeu uma revelação especial de Deus e assim
tornou-se o porta-voz exclusivo dessa vontade divina para os homens.
Nenhuma pessoa, até a chegada desse líder, conseguiu
interpretar a Bíblia de modo correto. É uma visão
nova desconhecida de todos e recebida diretamente de Deus.
Essa é a característica da Igreja conhecida vulgarmente
como igreja sem nome ou Igreja Local. O fundador Witness Lee não
poupa o reconhecimento dessa singularidade religiosa com que só
poucos foram agraciados.
Essas palavras não são meramente um ensinamento, mas
um forte testemunho do que tenho praticado e experienciado por mais
de cinquenta anos. Fui capturado por esta visão... Precisamos
ter esta visão, e precisamos estar prontos para pagar o preço,
até mesmo o preço de nossa vida, por ela. (A Visão
da Igreja, p.12 - 1991)
III - CONCEITO SOBRE A IGREJA CATÓLICA E AS DENOMINAÇÕES
O catolicismo romano e o protestantismo, assim como o judaísmo,
estão todos nessa categoria, tornando-se uma organização
de Satanás, como seu instrumento para danificar a economia
de Deus.(Apocalipse (Versão Restauração), p.
28)
Visto que a ‘Mãe das Prostitutas’ é a
igreja apóstata, as prostitutas, suas filhas, devem ser todas
as diferentes facções e grupos no cristianismo que
mantêm, até certo ponto, o ensinamento, as práticas
e as tradições da Igreja Romana apóstata. A
pura vida da Igreja não possui nenhum mal transmitido da
Igreja apóstata. (Idem, p. 107)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Embora Witness Lee repudie abertamente as denominações
afirmando que elas são divisões do corpo de Cristo
não pode negar, historicamente, que a igreja local é
uma divisão de duas outras denominações.
IV – RESTAURAÇÃO DA IGREJA
A Igreja Local estabelece três pontos sobre sua posição
em face das outras igrejas:
1) Denominacionalismo é pecado em detrimento do crescimento
espiritual. A igreja precisa ser unificada.
1) Só pode existir uma igreja em cada cidade e a Igreja Local
é independente de todas as igrejas.
2) Os crentes devem quebrar sua lealdade às suas igrejas
e estabelecer uma igreja local.
Na vida da igreja, posicionamo-nos pela unidade única do
corpo de Cristo... ... Cremos que a oração do Senhor
em João 17 será respondida na terra e que, quando
formos aperfeiçoados em unidade, o mundo crerá e saberá
que o Pai enviou o Filho. (O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas
Locais, p. 16)
A igreja local usa do mesmo artifício do mórmons.
Só que estes pregam a restauração pelo nome
da igreja enquanto que a IL fala do localismo. Freqüentemente
os membros se utilizam da palavra restauração para
afirmar que com o surgimento da igreja local, a igreja foi restaurada
na terra
A restauração de Deus não começou no
século vinte. Embora seja difícil fixar uma data exata
para o seu início, é conveniente estabelecê-la
na época da Reforma. A restauração passou por
muitos estágios desde a Reforma... prosseguindo para a revelação
de muitas verdades preciosas da Bíblia através dos
Irmãos de Plymouth e depois continuando até a genuína
experiência da vida interior. Agora ela atingiu o seu estágio
atual com o estabelecimento das genuínas igrejas locais...(O
Que Cremos e Praticamos na Igreja Local, p. 5)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Admitir que as igrejas locais sejam as genuínas igrejas de
Jesus Cristo implica em reconhecer que todas as demais são
falsas. É incrível que pessoas que se servem da Bíblia
para mostrar que suas doutrinas se baseiam na autoridade da Bíblia
consigam, ao mesmo tempo, negar a continuidade da Igreja fundada
por Jesus no dia de Pentecostes. (At 2.37-44). Jesus prometeu que
as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja
(Mt 16.18). Será que não lhe foi possível manter
a integridade da sua Igreja e que a igreja por ele fundada veio
a apostatar precisando ser restaurada por Witness Lee? Não
prometeu Jesus estar conosco todos os dias até à consumação
dos séculos (Mt 28.20)? Como aceitar essa arrogância
religiosa de Witness Lee em afirmar que com o estabelecimento das
genuínas igrejas locais a igreja foi restaurada na terra?
Isso é realmente característica de seita – a
exclusividade da revelação dada supostamente pelo
Senhor Jesus ao líder fundador.
Mesmo sem essa ocorrência, não pode negar essa condição
ao declarar:
No que diz respeito às questões financeiras, as igrejas
locais estão legalmente registradas com relação
ao governo, como entidades religiosas que não visam lucro.(O
Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais, p. 17).
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Essa não é situação legal de todas as
denominações de estarem registradas como entidades
religiosas? Isso não faz da igreja local uma denominação
igual às demais? Sem dúvida que sim. Mas não
é só isso. A igreja local é o fruto de uma
segunda divisão de uma denominação. Era conhecida
originalmente como Irmãos de Plymouth, surgidos na história
em 1828.
Ironicamente, Witness Lee escreveu:
Toda denominação foi estabelecida por algum mestre.
A história da igreja mostra que sempre que e onde quer que
houvesse um grande mestre, lá houve uma divisão. (A
Expressão Prática da Igreja, p. 182). É exatamente
isso que ele fez.
V - LOCALISMO
A igreja local alega freqüentemente que a sua igreja está
alicerçada numa base correta. A expressão “base
correta” da igreja quer dizer que num município só
poder haver uma igreja que represente o corpo de Cristo ou a sua
igreja. Quando indagados: “Qual o nome da sua igreja?”
Respondem: “A s igrejas locais não tem um nome. O único
nome que ostentamos e honramos é o nome do Senhor Jesus Cristo.
Tomar qualquer outro nome é insultá-lo. O termo ‘igreja
local’ não é um nome; é uma descrição
da natureza e expressão locais da igreja, isto é,
a igreja numa localidade. Imprimir as palavras ‘igreja local’
com letras maiúsculas é um erro sério, pois
isto dá a impressão que o nome é ‘igreja
local’.” (O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais,
p. 13)
A jurisdição de uma Igreja local deve abranger a cidade
toda na qual a Igreja está; não deve ser maior nem
menor que o limite da cidade. Todos os crentes dentro daquele limite
devem constituir a Igreja local única naquela cidade. (Apocalipse
(Versão Restauração), p. 16)
Lee quer nos levar a crer que a igreja só é representada
em um ajuntamento em qualquer localidade. Em outras palavras, desde
que haja uma igreja local em qualquer localidade, não pode
existir outra naquela mesmo localidade.
RESPOSTA APOLOGÉTICA
O grande historiador Philip Schaff, na sua obra História
of Christian Church, p. 371 declara, Em grandes cidades, como em
Roma, a comunidade cristã dividiu-se a si mesma em várias
assembléias em casas próprias, as quais, as vezes,
eram dirigidas as cartas como a uma unidade.
A mais óbvia contradição do LOCALISMO na Bíblia
é encontrada em Rm 16.5. Paulo escrevendo a igreja em Roma
indagou de vários membros e daqueles que se reuniam em casa
de Aquila e Priscila. Embora vivessem em Roma, eles tinha uma igreja
em sua casa, independentemente para quem Paulo estava escrevendo.
Se Aquila e Priscila tivessem sido membros da igreja, ou se tivessem
uma congregação submissa a ela, estariam presentes
por ocasião da leitura da carta aos romanos. A Igreja local
ensina que a base da unidade é o localismo, mas Jesus disse
que a base é Ele próprio (Mt 7.24-27). Em outras palavras,
se a nossa base de fé é uma fé viva em Jesus
Cristo, não podemos falhar. Em Mt 16.16-18 confirma isso.
Pedro respondeu à pergunta de Jesus, “Tu és
o Cristo, o Filho de Deus vivo.” (Mt 16.16) Jesus respondeu
“Sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16.18)
A igreja local se acha com o direito de decidir qual é a
verdadeira igreja em uma localidade ou jurisdição.
VI – SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO
É comum em todas organizações religiosas admitirem
que qualquer crítica contra sua igreja ou organização
religiosa, apontando os erros doutrinários ou prevenir os
denominações contra a forma de agir dos seus líderes,
logo isso é tido como perseguição religiosa.
Quando outras igrejas discordam dos ensinos e práticas da
igreja local eles recorrem aos tribunais seculares. A igreja local
em 24 casos nos Estados Unidos, China, Alemanha e agora no Brasil
(Instituto Cristão de Pesquisas e ABEC) recorreram aos tribunais
reivindicando direito de resposta.
Não importa se você é ou não religioso,
pois desde que você persiga a igreja, você é
parte do dragão ou pelo menos um com ele. Os judeus antigos
pensaram que estavam lutando por Deus, mas não perceberam
que estavam lutando junto com o dragão para perseguir o povo
de Deus, e para acusar dano e estorvar a economia de Deus. (Estudo
Vida de Apocalipse, vol. 2 p. 393)
O Jornal Batista de 16 de setembro de 1960 trouxe uma advertência
contra a igreja local mostrando sua intromissão entre os
evangélicos na venda de sua literatura produzida pela Editora
Arvore da Vida. Essa editora é a que edita os livros e outras
literaturas produzidas para a igreja local. O artigo trazia o título
A SEITA QUE SURGIU PARA MINAR AS DENOMINAÇÕES. Dizia
o artigo: Trata-se de um novo grupo que tem visitado nossas igrejas
e enganado alguns de nossos irmãos... Esse grupo, denominado
por alguns como ‘Igreja Local”, penetra em nossas igrejas,
pregando diversas distorções teológicas e eclesiásticas...
Foi repelido e a Editora Árvore da Vida ameaçou processar
o Jornal Batista se não permitisse o direito de resposta
no próprio jornal. Na edição de 30 de dezembro
de 1990, p. 4 o Jornal Batista se viu obrigado a publicar a defesa
deles. A defesa foi redigida nos seguintes termos : A Editora Arvore
da Vida e os membros das igrejas que praticam a visão da
unanimidade do corpo de Cristo em cada cidade vêm sendo vítimas
de uma onda de calúnias e ataques irresponsáveis e
mentirosos desde o segundo semestre do ano passado. Só porque
o pastor batista fez um alerta no seu jornal se viu obrigado a ceder
espaço para direito de resposta que apresentava estarem eles
sendo ‘vítimas de calúnias e ataques irresponsáveis
e mentirosos’.
VII - CONCEITO SOBRE AS DENOMINAÇÕES
Ensinam que ir a qualquer denominação quando se visita
uma cidade é entrar numa divisão porque para encontrar
a igreja restaurada deve ir-se na igreja que está nesse município.
Se você se mudar de São Paulo para Belo horizonte,
não precisa se preocupar quanto a qual ‘igreja’
você irá. É tão claro. Você irá
à igreja naquela cidade, à igreja local. Não
irá a uma igreja chamada pelo nome de alguma rua, mas à
igreja local naquela cidade; não à igreja de alguma
casa ou de alguma universidade, mas daquela cidade. Se você
entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade,
entrará numa divisão; se entrar na igreja daquela
cidade, entrará na unidade. (A Visão da Igreja, p.
10,11).
VIII - PROSELITISMO ENTRE AS DENOMINAÇÕES
Por um lado, como vimos, há uma exortação para
os membros da igreja local se manterem separados das demais denominações.
Para não se misturarem. Por outro lado, na tentativa de conquistarem
novos membros entre os denominações, infiltram-se
entre elas demonstrando hipocritamente que somos todos irmãos
e que devemos manter essa unidade.
Damos boas vindas a todos os verdadeiros crentes e buscamos comunhão
com eles como nossos irmãos e irmãs em Cristo.( O
Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais, p. 4)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Não ensinam que os membros das igrejas locais não
devem ser neutros e que a mistura de preto com branco resulta em
cinza? Como manter essa pretendida unidade senão admitindo
o intuito hipócrita de se introduzirem em nossas igrejas
denominacionais para aliciarem pessoas? Tenhamos presente a recomendação
de 2ª João 10-11, Se alguém vem Ter convosco,
e não traz esta doutrina, não o recebais em casa,
nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas
suas más obras.
IX - O USO DA BÍBLIA
Afirmam que crêem que a Bíblia é a completa
revelação divina verbalmente inspirada pelo Espírito
Santo.(O Que Cremos..., p. 3)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Sem dúvida que essa declaração de fé
é aceita por todas as denominações evangélicas.
Nenhum de nós nega o que afirmam sobre a Bíblia. Mas,
o problema não é esse. O problema é a importância
que dão ao entendimento quando se lê ou se estuda a
Bíblia. Para a igreja local é coisa secundária
entendermos o que lemos das Escrituras Sagradas.
Witness Lee declara que uma pessoa que não pertença
a igreja local não pode entender o livro do Apocalipse, pois
o livro não foi escrito para indivíduos mas somente
para os membros da igreja local.
Se estivermos fora das igrejas locais, não teremos posição
ou condição para recebermos o livro de Apocalipse,
pois este não foi escrito para cristãos individuais.
Foi escrito para as igrejas locais. ... Precisamos estar na igreja
local.(A Expressão Prática da Igreja, p. 12)
E por que declara isso? Porque tudo depende de um sentimento conhecido
entre eles como liberação do espírito para
que se possa entender a Bíblia.
Diz ele:
Tudo depende da liberação do espírito. (A Expressão
Prática da Igreja, p. 146)
“A LETRA MATA”
Em nosso funcionar, precisamos liberar o espírito. ‘A
letra mata, mas o Espírito dá vida.’ A letra
significa doutrinas, formas, regulamentos, e até mesmo maneiras
ou métodos. Todas estas coisas são letras. Qualquer
coisa além do Espírito é um tipo de letra,
e essa mata.”(A Expressão Prática da Igreja,
p. 115)
Esqueça sobre ler, pesquisar, entender e aprender a Palavra.
... a idéia que muitos de nós temos a respeito da
Bíblia, é que ela é uma espécie de ensino,
um livro cheio de doutrinas. Deste modo nós chegamos à
Palavra com a intenção de entendermos e sabermos alguma
coisa.... Nós não devemos ir à Bíblia
para aprender e entender somente. (Orar-Lendo a Palavra, p. 7)
Simplesmente pegue a Palavra de Deus e ore lendo alguns versículos
de manhã e à noite. Não há necessidade
de você exercitar a sua mente para tirar dela algum proveito
e não é necessário que você reflita sobre
o que leu.
Por exemplo, ao orar-lendo Galatas 2.19 (leia-se v. 20), apenas
olhe para a página impressa que diz: ‘Estou crucificado
com Cristo.’ Então com os olhos na Palavra e orando
do fundo do seu interior diga: Glória ao Senhor, Eu estou
crucificado com Cristo’. Amém! ‘Eu estou’,
Oh, Senhor! ‘Estou crucificado’. Louvado seja o Senhor!
‘Crucificado com Cristo’, Amém! Aleluia! “Estou
crucificado com Cristo.” Contudo, Amém! ‘Eu vivo’,
Ó Senhor! ‘Eu vivo’ Aleluia! Aleluia!, ‘Não
eu, mas Cristo.’ etc. ... Ai talvez, você abra em João
10.10 e leia: ‘eu vim para que tenham vida’. Então
com os seus olhos ainda na Bíblia você pode orar ‘Eu
vim’, Amém! ‘Eu vim’. Aleluia! Eu vim para
que tenham vida’. Louvado seja o Senhor! ‘para que tenham
vida’. Aleluia! ‘Vida’ Amém! ‘Vida’
Ó Senhor! Vida. (Orar-Lendo a Palavra, p. 6)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Ora, ter uma Bíblia e recomendar que devemos lê-la
sem procurar entender o que lemos é perda de tempo. O modo
correto de lermos a Bíblia é procurarmos entender
o que lemos. Na Parábola do Semeador Jesus ilustrou a importância
de entendermos o que lemos, dizendo: “ Mas o que foi semeado
em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá
fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.”(Mt
13.23) Mas o que ouve a Palavra e não a entende foi comparado
à semente que caiu à beira do caminho e que as aves
do céu comeram e ficou infrutífera: Ouvindo alguém
a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e
arrebata o que foi semeado no seu coração (v. 19)
Filipe quando foi enviado a pregar o evangelho ao eunuco e ouviu
que ele lia o livro do profetas Isaías lhe perguntou, Entendes
tu o que lês?(At 8.30) O eunuco respondeu:
Como poderei entender, se alguem me não ensinar? E rogou
a Filipe queo subisse e com ele se assentasse. O eunuco queria ler,
mas também queria entender o que estava escrito. E assim
deve ser com todos os leitores da Bíblia.
Jesus ensinou também que não devemos ser repetitivos
na oração: E, orando, não useis de vãs
repetições, como os gentios, que pensam que por muito
falarem serão ouvidos.(Mt 6.7) Quando oramos precisamos ser
específicos na nossa oração e não falarmos
palavras desconexas, sem sentido. É necessário orarmos
com o espírito mas orarmos também com o entendimento:
Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento.(1
Co 14.15)
Esse método contribui para que os ensinos da igreja local
sejam aceitos sem discussão, sem qualquer espírito
de crítica, e sejam preferidos a quaisquer outros ensinos,
inclusive a Bíblia.
X - CÂNTICO MÂNTRICO
Paralelamente a essa prática de orar-lendo a Palavra, existe
um tipo de cântico repetitivo na semelhança de um mantra
oriental. Palavras chaves devem ser repetidas muitas vezes ao dia
para o que Witness Lee declara ser uma liberação do
espírito (um tipo de êxtase espiritual) e assim evitar
a tentação. Os dizeres das palavras que devem ser
repetidas é assim indicado:
Ó SENHOR, AMÉM , ALELUIA!
Amamos dizer quatro palavras: ‘Ó Senhor, Amém,
Aleluia!... Portanto, essas quatro palavras não são
algo que inventamos, e sim algo que descobrimos na Bíblia.
(A Expressão Prática da Igreja, p. 157)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
A pergunta que se levanta é: não seria isso uma versão
de um mantra cristão? Sabemos que mantra é o uso repetitivo
de certas palavras ou frases com entonação característica
e que, segundo crêem os supersticiosos que disto se servem,
libera determinado poder. A prática do mantra é encontrada
freqüentemente entre os budistas e os hindus para entrar em
estado de consciência alterada, inclusive para desfrutar um
êxtase. Um mantra muito conhecido é usado pelos adeptos
do Movimento Hare Krishna.
A igreja local usa termos como: sinta, teste, toque, beba, coma,
libere o espírito, etc. para provar o conhecimento de Deus
e viver em santidade. É uma teologia conhecida como a Teologia
do Emocionalismo, subjetiva (Jr 17.9). É baseada em experiências
emotivas. O misticismo domina toda a sua teologia.Os membros são
orientados a não questionar o lhes é ensinado, desde
que assim fazendo estão procedendo como os pagãos.
Todos os estudos são exatamente harmonizados como Witness
Lee ensina. Lee ensina a fechar a mente quando nos aproximamos da
Bíblia. A Bíblia condena essa posição
At 17.11; 2 Tm 2.15; 3.5,15-17.
XI - O VALOR DAS DOUTRINAS
Witness Lee ensina:
Posso dizer uma palavra franca, honesta e amorosa para esses queridos?
Esqueçam-se da doutrina e olhem para vocês mesmos!
Quem e o que é você? Pouco importa se a doutrina é
correta ou não. (Estudo-Vida de Apocalipse, 362)
Ensinamentos bons, certos, bíblicos e até mesmo ensinamentos
espirituais têm sido usados pelo inimigo como substituto para
o próprio Cristo. Muitos grupos de cristãos não
se fundamentam em Cristo, mas em seus ensinamentos. (A Estratégia
de Satanás Contra Igreja, p. 6)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Ora, se somos aconselhados a não usarmos nosso entendimento
quando lemos ou ouvimos a Bíblia, não podemos discernir
se o que ouvimos e lermos está correto.
Por isso, Paulo recomendou muito cuidado com a doutrina de Deus,
para não aceitarmos o ensino diabólico ou de homens.
(1 Tm 4.1,2; 2 Co 11.14) Paulo acentua muito a importância
da doutrina de Deus. Disse ele:
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas;
porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como
aos que te ouvem.(1 Tm 4.16)
Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma
com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a
doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada
sabe mas delira acerca de questões e contendas de palavras,
das quais nascem invejas, porfias, blasfemias, ruins suspeitas.(1
Tm 6.3,4)
Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido,
na fé e na caridade que há em Cristo Jesus.”(2
Tm 1.13)
Admoestando-nos para o surgimento de falsos mestres para os nossos
dias, Paulo adverte:
Porque virá tempo em que não sofrerão a sã
doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão
para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências.
(2 Tm 4.3,4)
Com isso, os membros da igreja local devem apenas liberar o espírito
e se deixar guiar pelos ensinos do seu líder fundador sem
poder discernir se são corretos ou não.
Assim, quando formos às reuniões da igreja, devemos
ser ousados para funcionar. Não devemos pensar demais, mas
simplesmente funcionar liberando o nosso espírito a fim de
expressarmos o Senhor. (A Expressão Prática da Igreja,
p. 144)
XII – BATISMO REGENERACIONAL
Segundo o ensino do batismo regeneracional, erroneamente baseado
em Jo 3.5 e Tt 3.5 o batismo tem o poder de regenerar os que se
lhes submetem. Assim crê a igreja local
Para ser regenerado e entrar no reino de Deus, é preciso
nascer, não só do Espírito mas também
da água. Por isso, o batismo é uma condição
para a regeneração e a entrada no reino de Deus. (Lição
da Verdade – Nível Um , p. 92)
Assim como a fé é uma condição da salvação,
também o batismo o é. (Idem, p. 93)
A água é não só o símbolo do
batismo, mas também o meio da salvação. (ibidem,
p. 86)
Batizar as pessoas é tão importante quanto pregar-lhes
o evangelho.” (Lições da Verdade Nível
Um, p. 79)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
O eunuco de Candace havia ido a Jerusalém para adoração
e voltava lendo o livro do profeta Isaías (53.7,8). Ouvindo
a explicação de Filipe sobre o Senhor Jesus, de quem
Isaías falara (At 8.32-35) declarou sua fé em Jesus
(v. 36,37) na forma proposta em Romanos 10.9,10, 13. Restava porém
cumprir outro passo, não para a salvação, mas,
sim, como obediência à ordenança de Cristo,
que era o batismo nas águas. (Mt 28.19) E foi isto que o
eunuco pediu que Filipe fizesse: que o batizasse , e ambos desceram
às águas e Felipe o batizou. O batismo não
salva, nem é um sacramento, pois não contém
em si a graça salvadora. Trata-se de um testemunho público,
de forma dramática, semelhante a um funeral, no qual novo
crente declara que assim como Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou
dentre os mortos, também ele, em Cristo, considera-se morto
para o mundo e, como tal, tem de ser sepultado (simbolicamente nas
águas ), Sepultados com ele no batismo, nele também
ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou
dentre os mortos.( Cl 2.12). Mas, assim como Cristo ressurgiu dos
mortos e vive para sempre (Ap 1.18), o cristão também
emerge das águas batismais, espiritualmente ressurrecto,
para viver uma nova vida em seu Salvador Jesus Cristo (Rm 6.2-11;
Gl 2.20) Na ordem de pregar o evangelho em Mt 28.19, Jesus ordena
a procedermos da seguinte forma: a) proclamar o evangelho; b) discipular
os novos convertidos; c) batizá-los em nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo.
Paulo declarou que Cristo o enviara para pregar o evangelho (Rm
1.16,17) mas não para batizar, Porque Cristo enviou-me, não
para batizar, mas para evangelizar... (1 Co 1.17)
XIII – TIPOLOGIA DO BODE EMISSÁRIO
Quando Deus fez com que o Senhor Jesus levasse os nossos pecados
na cruz para sofrer o julgamento e a punição de Deus
em nosso lugar, Ele também fez com que todos os nossos pecados
fossem postos sobre Satanás, a fim de que este arcasse com
eles para sempre. Isso é revelado em tipologia na expiação
registrada em Levítico 16. Quando o sumo sacerdote fazia
expiação pelos filhos de Israel, ele tomava dois bodes
e os apresentava diante de Deus. Um era para Deus e devia ser morto
para fazer expiação pelos filhos de Israel, enquanto
que o outro era ‘por Azazel’, isto é, para Satanás,
para levar os pecados dos filhos de Israel (Lv 16.7-10, 15-22-IBB)”
(LIÇÕES DA VERDADE – NÍVEL UM, p. 126)
Deus pôs todos os nossos pecados sobre o Senhor Jesus a fim
de que os levasse todos, para sofrer a punição de
Deus por nós e cancelasse a acusação contra
nós diante Dele. Ele então deu todos os nossos pecados
de volta a Satanás a fim de que ele mesmo os carregasse.
Deus, assim, pode perdoar-nos dos nossos pecados e fazer com que
eles nos abandonem. (Idem, p. 127)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Os israelitas em seu calendário religioso celebravam sete
festas anualmente. A Festa dos Asmos, da Páscoa, de Pentecostes,
das Trombetas, da Expiação e dos Tabernáculos
(duas festas com o mesmo título). Uma das mais importantes
era a Festa da Expiação e que está mencionada
em Levítico16. Nesse dia solene os pecados dos israelitas
eram removidos deles na figura de dois bodes: um o bode expiatório,
que era morto e o sangue era aspergido no propiciatório do
lugar santo dos santos do tabernáculo. Posteriormente o sumo
sacerdote saia do lugar santíssimo e colocava as mãos
sobe a cabeça do bode emissário e confessava os pecados
do povo. O bode emissário era então conduzido ao deserto
pela mão de um guia e lá deixado. Essa cerimônia
do Dia da Expiação tipificava as duas fases da obra
vicária de Cristo. Pela sua morte no Calvário, Cristo
efetua plena redenção do pecado do povo (Hb 9.11,12,
24; 10.10-12) a segunda fase tipificava a remoção
da maldição devida pelos pecados para nunca mais alcançar
de novo aqueles que os cometeram. As seguintes razões justificam
nossa interpretação;
a) os dois bodes de Lv 16.5,10 eram apresentados para expiação
dos pecados dos israelitas e não só o bode expiatório;
b) Em Lv 16.22 se lê, Assim aquele bode (o emissário)
levará sobre si todas as iniquidade deles à terra
solitária; e enviará o bode ao deserto.
c) Essa expressão levará sobre si todas as iniquidade
deles à terra solitária se refere à obra de
Cristo profetizada em Is 53.11, O trabalho da sua alma ele verá
e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo,
o justo, justificará a muitos, porque as iniquidade deles
levará sobre si.
d) Sabemos que Jesus é aquele de quem o profeta falava (Is
53.4-7, conforme interpretação que lemos em At 8.30-35.
E Jesus é o Cordeiro de Deus que leva os pecados do mundo
(Jo 1.29). Podemos ver isso também em 1 Pe 2.24, Levando
ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que,
mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça;
e pelas suas feridas fostes sarados.
Entretanto, o que ensina sobre o dia da expiação Witness
Lee? Ensina exatamente o que ensinam os adventistas por meio de
Ellen Gould White. Interpreta ele que o bode emissário tipifica
Satanás sobre quem os pecados dos crentes serão finalmente
colocados. Satanás seria então o co-redentor que carrega
os pecados dos crentes da igreja local
XIV – A TRINDADE
Procuram os obreiros da igreja local fazer entender aos evangélicos
que crêem na doutrina da Trindade como nós cremos.
Ensinam, entretanto, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo
são todos a mesma pessoa, bem como o mesmo Deus e também
que cada um deles é um passo ou estágio sucessivo
na revelação de Deus aos homens.
Alguns vêem problema na palavra ‘processado’ e
argumentam que é impossível que Deus seja processado
porque Ele é eterno e imutável. Bem ora Deus eterna
e imutável, contudo Ele passou por um processo. (Como Receber
o Deus Triúno Processado, p. 7)
As três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos
sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três
estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada
para dentro do homem. (A Economia de Deus, p. 13)
O ensino da igreja local sobre a natureza de Deus é modalístico
estático. Lee ensina que o Pai, Filho e o Espírito
Santo são simultaneamente um o outro e, ao mesmo tempo, o
Pai é o Filho e o Espírito. Esse ensino historicamente
é conhecido como patripassionismo. O Pai padeceu na cruz
como o Filho. Lee declara:
Quando o Filho veio, não veio sozinho, não deixou
o Pai nos céus.(A Economia Divina, p. 40)
Provavelmente nos disseram no passado que quando o Filho veio nascer
como um homem, Ele deixou o Pai no trono no céu, mas a Bíblia
nos diz que quando o Filho veio, Ele veio com o Pai. (idem, p.41)
Ilustrando a sua forma de crer na Trindade assim escreve Witness
Lee:
O Pai está ilustrado pela melancia inteira; o Filho, pelas
fatias e, finalmente, o Espírito, pelo suco. Agora você
vê este ponto: o Pai não é apenas o Pai, mas
é também o Filho. E o Filho não é apenas
o Filho, mas é também o Espírito.(Idem, p.
71)
Outra ilustração usada pelo mesmo escritor:
Alguns homens são de pouco propósito; por isso, sua
aparência é sempre a mesma. Contudo, um homem cheio
de propósito terá várias aparências.
Se você pudesse visitá-lo em sua casa logo pela manhã,
veria que ele é um pai ou um marido. Depois do café
da manhã, talvez vá a uma universidade para ser um
professor. À tarde, no hospital, é possível
que o veja com um uniforme branco de médico. Em casa é
um pai, na universidade é um professor, e no hospital é
um médico.”... “O pai em casa, o professor na
universidade e o médico no hospital são três
pessoas... (Ibidem, p. 53)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Diante das citações do escritor Witness Lee fica patente
que ele não segue a doutrina ortodoxa da Trindade, como ele
procura transmitir quando pretende declarar que crêem na Trindade
da forma correta. Ele mesmo reconhece que isso não procede.
Alguns teólogos tradicionais nos dizem que as três
pessoa na Trindade divina: o Pai, o Filho e o Espírito, não
devem ser confundidos e devem ser mantidos claramente separados
o tempo todo. Mas a Bíblia ensina que Jesus, o Filho de Deus,
tornou-se o Espírito. (Ibidem, p. 71)
O Pai disse do Filho: Tu és meu filho amado, em ti me tenho
comprazido (Lc 3.22). Como fica se o Pai e o Filho são a
mesma pessoa? Jesus e o Pai são um só Deus, não
uma só pessoa. O Pai não veio com o Filho (Mt 5.16,
48; 6.9; 10.32,33)
A doutrina da Trindade é usualmente declarada nos seguintes
termos: Na natureza do único e eterno Deus há três
pessoas eternamente distintas, o Pai, o Filho e o Espírito
Santo. Todas as três pessoas são o mesmo Deus, embora
o Pai não seja nem o Filho e nem o Espírito; o Filho
não seja nem o Pai e nem o Espírito; e o Espírito
não seja o Pai e nem o Filho.
A distinção entre as três Pessoas da Trindade
são observadas na Bíblia, como passamos a expor:
1. Pai e Filho são duas pessoas distintas:
a) como duas testemunhas:
Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é
verdadeiro. Há outro que testifica de mim, e sei que o testemunho
que ele dá de mim é verdadeiro.”(Jo 5.31,32).
“E, se na verdade julgo, o meu juizo é verdadeiro,
porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou.
E na vossa lei está também escrito que o testemunho
de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim
mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou. (Jo
8.16-18)
b) O que envia e o enviado:
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse
o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (Jo 3.17)
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido
de mulher... (Gl 4.4)
b) nas saudações:
Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus
Cristo.(1 Co 1.3)
“Paulo apóstolo (não da parte dos homens, nem
por homem algum, mas Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou
dos mortos.(Gl 1.1)
2. O Pai não é o Espírito Santo
a) O Pai envia o Espírito Santo
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,
para que fique convosco para sempre.”(Jo 14.16)
Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de
enviar, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, ele
testificará de mim. (Jo 15.26)
b) O Espírito Santo intercede junto ao Pai
... mas o mesmo Espírito intercede por nós, com gemidos
inexprimíveis.” E aquele que examina os corações
sabe qual é a intenção do Espírito;
e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. (Rm 8.26,27)
3. Jesus não é o Espírito Santo
a) O Espírito Santo é outro Consolador
Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para
que fique convosco para sempre.(Jo 14.16)
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não
pequeis; e, se alguem pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus
Cristo, o justo.”(1 Jo 2.1)
b) O Espírito Santo glorifica a Jesus
“Ele me glorificará, porque há de receber do
que é meu, e vo-lo há de anunciar.(Jo 16.14)
c) O Espírito Santo desceu sobre Jesus no momento do batismo
Ë sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que
se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo
com pomba e vindo sobre ele.(Mt 3.16)
XV – JESUS COM NATUREZA AMALGAMADA
A pessoa de Jesus é motivo de controvérsias. Algumas
seitas negam sua humanidade afirmando que ele tinha um corpo fluídico,
aparente; outros negam sua divindade, alegando ser ele o arcanjo
Miguel, antes de tomar a forma humana. A igreja local ensina o amálgama
da sua natureza divina com a natureza humana. Seria como se disséssemos
que Jesus é 50% Deus e 50% homem formando nova natureza misturada.
O princípio da encarnação é que em tudo
Deus está amalgamado com o homem, e o homem está amalgamado
com Deus.(A Expressão Prática da Igreja, p. 146)
Podemos demonstrar esta relação mergulhando um lenço
branco em tinta azul. A divindade do pai podia ser originalmente
comparado ao lenço branco. Este lenço, imerso em tinta
azul, representa o Pai no Filho encarnando-Se na humanidade. A peça
branca agora tornou-se azul. Assim como o azul foi adicionado ao
lenço, assim também a natureza humana foi adicionado
à divina, e as naturezas antes eram separadas, agora tornaram-se
uma. (A Economia de Deus, p. 13,14)
Através da Sua encarnação, Ele trouxe Deus
para dentro do homem e amalgamou a essência divina de Deus
com a humanidade. Em Cristo não há somente Deus, mas
também o homem. (Idem, p. 14)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Se o ensino de Witness Lee fosse correto teríamos de concluir
que a natureza divina amalgamada à natureza humana, faria
com que essa nova natureza deixasse de ser inteiramente divina e
sua natureza humana deixasse de ser inteiramente humana. Então,
Jesus não seria absolutamente Deus nem absolutamente homem,
mas metade de cada uma delas. Jesus antes de tomar forma humana
era absolutamente Deus como lemos em Jo 1.1, ... e o Verbo era Deus.
Vivia na condição de Deus, ... que sendo em forma
de Deus...(Fp 2.5) Na sua encarnação foi-lhe preparado
um corpo humano, ... corpo me preparaste. (Hb 10.5) Paulo define
a natureza divino-humana de Jesus afirmando que nele habita corporalmente
toda a plenitude da divindade.(Cl 2.9) Ainda em Rm 9.5 Paulo se
refere a Jesus dizendo, ... dos quais é Cristo segundo a
carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. É
assim uma personalidade teantrópica (theos: Deus; ântropos:
homem) como lemos em Is 7.14, comparado com Mt 1.23 Eis que a virgem
conceberá e dará à luz um filho, e chama-lo-ão
pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. Afirmamos,
pois, que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente
homem e uma só pessoa não com naturezas amalgamadas,
ou misturadas.
XVI – A DEIFICAÇÃO DO HOMEM
A igreja local reage quando acusada de pregar a divindade do homem.
Mas é isso que compreendemos de suas afirmações.
Ele não quer que você seja um homem bom, mas quer que
você seja um homem-Deus. Você pode ser um ‘homem
bom’, mas jamais poderá ser uma expressão de
Deus se for meramente isso. Deus fez o homem à Sua própria
imagem com o objetivo de que este O expresse. Ao nos tornarmos um
homem-Deus, que é cheio Dele, nós O expressamos. Um
homem-Deus é uma expressão de Deus. (A Economia Divina,
p. 17)
Um cristão não é meramente um homem bom mas
um homem-Deus.(Idem, p. 19)
Explicando o que significa a expressão homem-Deus com relação
a Jesus, assim definem: Ele (Jesus) possuía duas naturezas:
a divina e a humana. Ele era o Deus completo e o homem perfeito,
um homem-Deus.(A Economia Divina, p. 45)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Jesus era um homem-Deus e nós devemos tornar-nos um homem-Deus.
Sendo assim, temos a mesma natureza de Jesus e se Jesus era Deus
completo nós igualmente nos tornamos um Deus completo.
Isso se torna bem claro na seguinte declaração, quando
somos o corpo vivo de Cristo em certo lugar, realmente somos a casa
de Deus e a coluna e base da verdade. Somos então o aumento,
a expansão, da manifestação de Deus na carne.
É novamente Deus Se manifestando na carne, mas de uma maneira
mais ampla. (Idem)
Witness Lee deixa claramente implícito que pensa que Deus
vai se expandindo. Tal ensino é impossível,porém,
à luz de Ml 3.6 onde Deus declara: Porque eu, o Senhor, não
mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não
sois consumidos. Paulo falou de certos mestres que confundem Deus
como a sua criação. Disse ele, E mudaram a glória
do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem
corruptível... (Rm 1.23).
Como vemos, a igreja local ensina inequivocamente que a igreja
(o corpo de Cristo) torna-se Deus e que Deus torna-se a igreja.
Cada vez que alguém é adicionado à igreja,
Deus tem de expandir-se.
Para que não paire dúvida sobre esse ensino deificador
do homem, a igreja local torna claro que sua doutrina da Trindade
processual na verdade constitui uma quarternidade.
O Pai está no Filho, o Filho está no Espírito,
e o Espírito agora está no Corpo. Eles agora são
quatro em um: o Pai, o Filho, o Espírito e o Corpo. (A Expressão
Prática da Igreja, p. 46)
Os mórmons tencionam se tornar deuses. É o ensino
da exaltação do homem: o grande propósito dos
mórmons é futuramente tornar-se deuses. Esperam com
a exaltação ganhar um planeta e se tornarem deuses.
A igreja local não quer esperar para o futuro essa nova condição,
mas proclama que já podemos ser homens-Deus.
A Bíblia nega essa condição de homem-Deus
para o cristão e ensina mais que a pretensão de o
homem se tornar igual a Deus partiu primeiro de Lúcifer que
queria ser igual a Deus (Is 14.12-14; Ez 28.14-16). Insinuou ao
homem no Éden essa mesma possibilidade (Gn 3.5) e levou nossos
pais à queda (Rm 5.12 ).
Somos filhos de Deus por adoção (Gl 4.4-6), diferentemente
de Jesus que é Filho unigênito, isto é, da mesma
natureza do grego monógenes. O homem regenerado é
chamado nova criatura (2 Co 5.17). Repetindo: éramos criaturas
de Deus (Gn 1.27) e nos tornamos filhos de Deus por adoção
quando recebemos a Jesus como Salvador e Senhor (Jo.1.12; 1 Jo 3.1,2)
Não é isso o que ensina a igreja local. Ensina que,
João 1.12 e 13 indicam que aqueles que recebem o Senhor Jesus
são nascidos de Deus. Nascimento envolve um relacionamento
íntimo e orgânico. Pelo fato de sermos nascidos de
nossos pais, temos uma relação íntima e orgânica
com eles. ... De acordo com a Bíblia, não, somos filhos
legais de Deus nem meramente Seus filhos adotivos.” (Como
Receber o Deus Triúno Processado, p. 6)
O cristão é participante da natureza divina (2 Pe
1.4) quando manifesta os atributos morais de Deus, mas jamais podemos
manifestar os atributos incomunicáveis de Deus: a eternidade,
onipotência, onisciência e onipresença. Isso
é negado pela Bíblia: Assim diz o Senhor Jeová:
visto como se eleva o teu coração e dizes: Eu sou
Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares (sendo
tu homem e não Deus) e estimas o teu coração
como se fora o coração de Deus... (Ez 28.2) Não
executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir
Efraim, porque eu sou Deus e não homem. (Os 11.9)
Portanto, a doutrina de Deus, ensinada pela igreja local, é
manifestamente contrária ao que dizem as Escrituras. Ela
ensina que Deus é mutável, primeiramente tendo-se
transformado de Pai em Filho, de Filho em Espírito Santo
e então tendo-se transformado na própria igreja. Ela
nega as pessoas reais e distintas do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, preferindo falar em estágios da manifestação
de Deus aos homens. Como é lógico, essa posição
que nega o Pai, o Filho e o Espírito Santo é herética
e devemos rejeitá-la. Quem é o mentiroso, senão
aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo
esse mesmo que nega o Pai e o Filho.(1 Jo 2.22)
XVII – O CORPO DE JESUS INVADIDO POR SATANÁS
Witness Lee identifica o pecado como Satanás. A princípio,
Deus tencionou criar o homem com o propósito de manifestar
a si mesmo. Mas Satanás tentou o homem, de maneira tal que
o homem comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Ao assim fazer, o homem absorveu Satanás. Enquanto Satanás
continuar no homem, este não poderá manifestar Deus.
Em vista disso, Deus resolveu apossar-se do homem, o que conseguiu
fazer primeiramente através da encarnação,
em Cristo. Então Deus conduziu Jesus à cruz, a fim
de que morressem tanto o homem quanto Satanás. Finalmente,
Deus ressuscitou ao homem e a Cristo (que é o próprio
Pai) dentre os mortos, a fim de que, o homem pudesse expressar plenamente
a Deus.
Quando Cristo estava na cruz, Ele era um homem à ‘semelhança’
da serpente. A serpente é Satanás, o diabo, o inimigo
de Deus, mas Cristo Se encarnou como homem, tendo até a semelhança
da carne pecaminosa, que é a semelhança de Satanás.
O homem foi feito puro, mas um dia Satanás entrou no homem
para possuí-lo. Satanás estava contente, pensando
que fora bem sucedido ao tomar posse do homem, que tinha Satanás
dentro de si. (O Homem e as Duas Árvores, p. 10)
Através da encarnação, Deus colocou o homem
corruptível sobre Si e levou tal homem à morte, na
cruz. Ao mesmo tempo, Satanás, dentro deste homem caído,
foi também levado à morte. Assim, foi por meio desta
morte na cruz que Cristo destruiu o diabo.(Idem, p. 11)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
A Bíblia expõe claramente a distinção
entre o pecado e Satanás. O pecado é ali desvendado
como a atitude que resulta em atos de desobediência e deslealdade
para com Deus e a sua Palavra (Rm 3.23; 7.15,16, 25). Apesar do
que, ocasionalmente o pecado seja personificado como se fosse alguém
dotado de vontade própria, podemos perceber isso tão
somente reflete uma linguagem figurada. Por outra parte, Satanás
é apresentado como um ser pessoal, como um anjo caído,
com personalidade espiritual própria, Sujeitai-vos, pois,
a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vos. (Tg 4.7) Sede
sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário,
anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa
tragar. Como diz o texto ele anda em derredor mas ele não
está dentro do homem (1 Pe 5.8) Por conseguinte é
incorreto confundir-se o pecado com Satanás.
Jesus é identificado como homem corruptível como
homem caído e, tendo Satanás dentro de si, foi levado
à morte de cruz para pagar o preço da nossa redenção.
É possível admitir tanta blasfêmia contra nosso
Senhor e Salvador a um só tempo? Não é o Jesus
que conhecemos na Bíblia, que foi concebido sem pecado pelo
Espírito Santo (Lc 1.31-35) e de quem se fala como santo,
inocente, imaculado separado dos pecadores. (Hb 7.26)
XVIII – O HOMEM HABITAÇÃO DE SATANÁS
Os membros da igreja local se irritam quando lhes fazemos a seguintes
pergunta: Vocês ensinam que Satanás está no
corpo do homem? Não podemos tirar outra conclusão
de que isso é verdade, pois é o que lemos de suas
publicações da Árvore da Vida:
Será que somos impressionados com o fato de que todos os
três seres: Adão, Satanás e Deus – estão
em nós hoje? Somos bastante complicados. O homem Adão,
está em nós; o diabo, Satanás, está
em nós; e o Senhor da vida, o próprio Deus, está
em nós. Portanto, nós nos tornamos um pequeno jardim
do Éden.(A Economia de Deus, p. 189 )
“Adão, o ego, está na nossa alma; Satanás,
o diabo está em nosso corpo; e Deus, o Deus Triúno,
está em nosso espírito.”(Idem, p. 190)
Por isso, o homem tem não só a vida e natureza de
Satanás mas também o próprio Satanás
como tal espírito maligno operando dentro de si.(LIÇÕES
DA VERDADE – NÍVEL UM, p. 13)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
O nosso corpo é o templo do Espírito Santo, Não
sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito
de Deus habita em vós. (1 Co 3.16) Ou não sabeis que
o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita
em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós
mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai
pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais
pertencem a Deus.(1 Co 6.19,20) Pode o cristão ser o templo
do Espírito Santo e ao mesmo tempo ser possesso? Jesus veio
para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8-10) e o Diabo não
toca na vida do cristão fiel. Sabemos que todo aquele que
é nascido de Deus não pecamos o que de Deus é
gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
(1 Jo 5.18)
XIX – JOÀO BATISTA – O PROFETA DESVIADO
Quem poderia imaginar que João Batista algum dia pudesse
ser acusado de traidor de Jesus. Sim, o jornal Arvore da Vida traz
artigo em que coloca João como um que se tornou um fariseu
integrando os homens chamados por Jesus de ‘a raça
de víboras’.
João Batista é um exemplo de alguém que começou
na linha da vida, na incumbência de Deus, mas que no fim se
desviou.
Ele mesmo disse: Convém que ele cresça e que eu diminua
(Jo 3.30). Entretanto, em vez de diminuir, João cresceu.
Ele gerou um discipulado. Certa vez, quando João encontrou
Jesus, dois de seus discípulos seguiram-No, mas ele mesmo
não foi.
No início, ele foi totalmente contra os fariseus, chamando-os
de raça de víboras, mas depois igualou-se a eles.(Mt
9.14)
João começou a perder totalmente a direção
de Deus. Ele se orgulhou, até mesmo chegou a competir com
Cristo: tinha seus próprios discípulos e andava no
seu próprio caminho. Por isso o Senhor permitiu que sua cabeça
fosse cortada. (Arvore da Vida, ano 3, número 25, p. 6)
RESPOSTA APOLOGÉTICA
Como vemos, declarações absurdas assacadas contra
a honra de um profeta de Deus da estirpe de João Batista.
Jesus afirmou de João Batista que dos nascidos de mulher
não havia maior do que ele. Ainda que houvesse uma hesitação
por parte de João Batista, conforme Mt 11.2,3, isto não
implica que ele se tornasse um traidor. João Batista concluiu
sua missão como um herói da fé. Mas João,
quando completava a carreira, disse: quem pensais vós que
eu sou? Eu não sou o Cristo; mas eis que após mim
vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos
pés.”(At 13.25) João completou a sua carreira,
da mesma forma que Paulo o fez , ... acabei a carreira...(2 Tm 4.7)
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