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O Corão na Matança de Infiéis

Por   /  22 de abril de 2019  /  Sem comentários

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Talvez o verso corânico que é mais frequentemente citado por ocidentais para demonstrar a natureza violenta da religião islâmica é o verso conhecido dentro e fora do Islã como “o verso da espada”:

Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, então mate os idólatras onde quer que estejam, e os capturem e os cerquem e esperem por eles em cada emboscada, porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat [taxa obrigatória para caridade], abri-lhes o caminho. Sabei que Alá é Piedoso, Misericordioso. – Surata 9:5 (Shakir)

Toda vez que esse verso é citado, sempre há um muçulmano que diz que esse verso não é aplicável nos dias de hoje. Embora eu certamente adoraria acreditar nisso, a verdadeira questão que deve ser feita é: como os professores e estudiosos do Islã interpretam esse verso? Eles dizem que ainda se aplica hoje? A esmagadora maioria de estudiosos muçulmanos modernos e clássicos concorda que se aplica. Lembre-se do conceito de que o comportamento de todos os muçulmanos é ditado pelo Corão e pela Suna (dizeres, ações e comportamento de Maomé). De Ibn Kathir, o renomado estudioso do século oitavo, aprendemos a verdadeira interpretação islâmica desse verso. Kathir começa citando, para apoiar sua interpretação, vários eminentes primitivos estudiosos/narradores de Hadith muçulmanos; Mujahid, ‘Amr bin Shu’ayb,

Muhammad bin Ishaq, Qatadah, As-Suddi e ‘Abdur-Rahman. Kathir então explica o significado do verso:

Os quatro meses mencionados nesse verso se referem ao período da graça de quatro meses mencionado em um verso anterior: “Então viaje livremente por quatro meses pela terra”. Alá diz em seguida, “Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido”, significando que ao fim dos quatro meses durante os quais (Alá) os proibiu de lutar contra os idólatras, muçulmanos devem “lutar e matar os idólatras onde quer que estejam”. “Onde quer que estejam” significa, na Terra em geral… Alá disse aqui para executar alguns e manter alguns como prisioneiros. “Cerquem-nos e esperem por eles em cada emboscada” significa não esperar até encontra-los, ao invés disso, procure e os cerquem em suas áreas e fortes, colha informações sobre eles nas várias estradas na terra e na água de modo que o que foi feito grande pareça cada vez menor pra eles. Dessa forma, eles não terão escolha, a não ser morrer ou abraçar o Islã… Abu Bakr (o amigo mais próximo de Maomé e seu sucessor após a morte dele) usou esse e outros honráveis versos como prova para o combate contra aqueles que se abstiveram de pagar a taxa obrigatória para a caridade. Este verso permitiu lutar contra as pessoas a não ser, e até que, eles abracem o Islã e implementem suas regras e obrigações.

Isso de fato não deixa espaço para discussão. Ibn Kathir deixa claro como qualquer um poderia. Nós vemos que muçulmanos podem e até são ordenados a lutar contra os descrentes (mushrikun) e até persegui-los onde estiverem para força-los a se converterem ao Islã ou aceitarem a morte. Novamente precisa ser destacado que kathir não é um muçulmano “extremista”, antes talvez seja um dos estudiosos islâmicos mais universalmente aceitos.

Outro verso pertinente do Corão que se aplica às nossas discussões é o infame “verso da decapitação”:

  • Se você encontrar (na guerra) aqueles que descreem, você deve golpear seus pescoços – Surata 47:4 (Khalifa)
  • Quando vós encontrardes os infiéis, cortai suas cabeças. – Surata 47:4 (Rodwell)

Ibn Kathir explica que o propósito desse verso é para:

(Guiar) os crentes a o que eles devem empregar em suas lutas contra os idólatras. Alá diz “Então, quando você encontrar aqueles que descreem (na batalha), golpeiem seus pescoços”, que significa, quando você lutar contra eles, corte-os totalmente com suas espadas. “Até que você tenha-os derrotado completamente”, significando, você tê-los matado e os destruído completamente. Isto se refere aos prisioneiros de guerra que vocês capturarem.

Então quando olhamos para esses versos nós vemos que os muçulmanos são ordenados a decapitar (ou no mínimo “golpear seus pescoços”) os não-muçulmanos que eles estiverem lutando contra. Xeque Omar Bakri Muhammad, juiz da corte da Sharia (Lei Islâmica) na Grã Bretanha, também como secretário geral da Liga Mundial Islâmica e porta-voz da Frente Internacional Islâmica, entretanto, tem uma opinião um pouco diferente:

Qual o veredito? “A punição daqueles que travam guerra contra Alá e Seus apóstolos e lutam para prejudicar a terra é apenas isso, que eles devem ser mortos ou crucificados ou suas mãos e seus pés devem ser cortados em lados opostos ou eles devem ser aprisionados; isto deve ser uma desgraça para eles nesse mundo, e a seguir eles devem ter um severo castigo

Após examinarmos apenas uma amostra dos textos islâmicos bem como as opiniões dos estudiosos islâmicos, porta-voz e muçulmanos cotidianos, vemos que o Islã não somente ordena a matança de não-muçulmanos, mas também apoia a cultura onde matar não-muçulmanos é uma prática aceitável.

Joel Richardson, Via: Eziel Ferreira

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