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Aprendendo com os erros

Por   /  22 de setembro de 2020  /  Sem comentários

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O ministério pastoral está repleto de fracassos, erros e enganos. Embora todos nós queiramos ser bem-sucedidos, os erros e os fracassos fazem parte da vida, especialmente para os jovens pastores. Nem mesmo os melhores jogadores acertam todos os chutes a gol, e são considerados grandes sucessos mesmo que errem 50 por cento das bolas.

Gostaria de afirmar que nunca cometi um erro no ministério, mas isto está longe de ser verdade. Cometi muitos erros, e alguns dele, infelizmente, foram enormes. No entanto, um dos erros que jamais devemos cometer é cruzar os braços. Não fazer nada é, em minha opinião, o pior erro a ser feito.

Gosto desta citação do presidente americano Theodore Roosevelt:

“ Não é o crítico que tem importância, não é o homem que enfatiza como os fortes caem ou como os benfeitores poderiam realizar coisas melhores. O crédito pertence a quem está mesmo na arena; cujo rosto está sujo de areia, suor e sangue. O homem que luta com valentia; que erra e fracassa vezes e vezes, pois não há esforço sem erros e falhas. O homem que luta para realizar a tarefa; que conhece o grande entusiasmo e a devoção profunda. O homem que se gasta na causa de valor; que nos melhores momentos conhece o triunfo das grandes realizações e que nos piores momentos, quando vem o fracasso, sabe que fracassou enquanto ousava bastante, para que seu lugar não seja nunca entre os indiferentes e medrosos que não conhecem nem a vitória nem a derrota.”

A velha natureza dentro de todos nós se alegra diante dos fracassos alheios. Sentimo-nos bastante incentivados ao saber que não somos os únicos a fracassar. Todo mundo adora ouvir histórias de lutas e fracassos acompanhados de sucessos. Ficaríamos extremamente deprimidos se achássemos que somos os únicos a fracassar.

Na tentativa de encorajar os leitores, fiz uma lista de alguns de meus maiores erros. Espero que ninguém se satisfaça em falhar, mas que todos sejam incentivados ao perceber que o sucesso é possível quando aprendemos com nossos erros.

  • Querer realizar a obra sozinho

As pessoas aplaudiam meus esforços enquanto eu me desgastava. Erro imenso! Ainda me espanto ao descobrir que falhei em não reconhecer meus melhores colaboradores, mesmo sendo eles membros da minha igreja. Estou aprendendo a notar as pessoas e seu potencial. Às vezes, alguns grandes líderes precisam de um empurrãozinho.

  • Empregar artifícios para aumentar o auditório

Os dois piores dias na história de nossa igreja foram os dias das maiores promoções. Numa dessas ocasiões, aluguei um parque de diversões; no outro, ofereci passeios de camelos. Afastei alguns de nossos membros mais fiéis.

  • Tentar profissão de fé sem conversão

Tive de ser lembrado que conversão é impossível sem a convicção do Espírito Santo. Temos de aprender a ser sensíveis à liderança do Espírito de Deus ao testemunharmos de Cristo.

  • Não discipular os novos convertido

Novos convertidos precisam fazer um curso doutrinário básico, e, de modo especial, necessitam de alguém a quem prestar contas. A Grande Comissão não termina com a conversão, mas também inclui treinamento dos convertidos em como serem discípulos de Jesus.

  • Não treinar líderes em potencial

Professores da escola dominical, diáconos, líderes de jovens, todos precisam de treinamento. Treinamento leva tempo, e todo pastor tem a responsabilidade de gastar tempo nesta tarefa importantíssima.

  • Contar anedotas ofensivas a visitantes e membros da igreja

Piadas que fazem gozação com certo grupo de pessoas dificilmente são apropriadas na mensagem. Temos de nos conscientizar de que poderemos ofender alguém com nossas anedotas.

  • Não passar tempo com Deus

O pastorado é um chamado de muita atividade, e temos de ter cuidado em não nos ocuparmos demais com as coisas boas que nos tomam o tempo que passaríamos a sós com Deus.

  • Não tirar férias

Geralmente os pastores se acham insubstituíveis, mas, na verdade, se cairmos mortos antes de domingo, alguém irá para o púlpito em nosso lugar. Tirar algumas semanas de férias, ou alguns dias, será um tempo bem empregado.

  • Abandonar a leitura. Pastores têm de ser leitores

Se você não lê, o auditório irá perceber. Todos os pastores deveriam separar dinheiro do orçamento para a compra de bons livros.

  • Não pedir sacrifício de ninguém

Estou sempre disposto a me sacrificar pelos outros, mas pedir que os outros se sacrifiquem parece mais difícil. No entanto, nosso povo tem de aprender a se sacrificar para o Senhor. E estamos nossas privando ovelhas de uma bênção quando não lhes pedimos coisas grandes.

Jim Townsley

FONTE: AMIGÃO DO PASTOR  – VOL. 22 – Nº 06 JUN/2012

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  • Publicado: 4 semanas atrás em 22 de setembro de 2020
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  • Última modificação: setembro 22, 2020 @ 5:01 pm
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