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Como purificar sua mente da pornografia

Por   /  3 de setembro de 2021  /  Sem comentários

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Sexo. Ele está presente na raça humana desde o início dos tempos, mas nem sempre se entendeu seu significado. Não foi criado de qualquer jeito e sem pensar, mas planejado para completar uma importante união. Tem o poder de criar e, se mal usado, pode devastar. É fonte de grande prazer ou total destruição. E, para os homens, se tornou objeto de obsessão e exploração.

Lembra-se da profissão mais antiga do mundo? A prostituição sempre foi um problema comum. As antigas cidades de Sodoma e Gomorra representam o máximo da imoralidade sexual.

No entanto, o que acontece em nossa época é totalmente novo.

Antes da era das revistas pornográficas e da Internet, os homens tinham de ir a algum lugar para cometer pecados sexuais. Antes o sexo ilícito acontecia de duas formas mais comuns: nas zonas de prostituição e nos casos de adultério. Era preciso muito esforço para praticar fantasias sexuais, pois fotos de mulheres nuas ou de calcinha não eram acessíveis.

Mas hoje é diferente. Nunca antes foi como é agora.

Nunca antes existiu a oportunidade de alimentar e cultivar um vício secreto. Com a chegada da Internet, tudo mudou. O que antes estava longe e exigia esforço para ser alcançado, agora pode ser experimentado com um simples clique no mouse. O sexo na Internet oferece de tudo: bate-papos sexuais ao vivo com parceiros do mundo inteiro, fotos e vídeos contendo imagens excitantes de corpos femininos etc. A consequência é que os homens acabam se tornando consumidores descontrolados dessas ofertas.

Sem mencionar o que a TV e as revistas apresentam. Para todos os lugares onde olham, os homens se deparam com imagens de mulheres sedutoras. Até mesmo as super- heroínas da TV têm seios grandes e sensuais e roupas bem curtas.

Assim é que a Internet, as revistas e a TV oferecem sexo fácil sem fidelidade, compromisso ou casamento.

A pornografia não é um problema?

Muitas vezes a pornografia é considerada um “crime sem vítimas”. Muitas pessoas, até mesmo casais, acham que não há nada demais em ver pornografia. Mas no rastro desse vício há casamentos desfeitos, esposas inocentes abusadas emocional e fisicamente, meninas e moças estupradas e famílias financeiramente devastadas.

As estatísticas são de assombrar:

As crianças, em média, são

expostas à pornografia com a idade de 8 anos. 75% dos estupradores con­denados confessam que praticaram em suas vítimas as cenas que viram na pornografia. 80% dos estupradores de crianças confessam que seu problema começou através da pornografia.

Então, quem é que poderia afirmar que a pornografia não prejudica ninguém? As vítimas da pornografia são homens, cujas fantasias se tornaram desejos escravizantes. São mulheres e crianças, cujos corpos são usados como objetos descartáveis. São as filhas que aprendem que o único modo de elas poderem receber amor é através do sexo e da sedução. São as famílias que experimentam a destruição de sua segurança e autoestima porque um pai ou filho não consegue mais ver as mulheres com dignidade e respeito, mas só como objetos de prazer. Enquanto se debate se a pornografia é prejudicial, a sociedade paga um alto preço com o aumento de casamentos desfeitos e crimes sexuais violentos.

Deus criou a sexualidade. Foi Ele quem deu ao homem os desejos sexuais. Mas o pecado afetou a sexualidade humana. A seguir apresentamos testemunhos de vítimas da pornografia, a fim de conscientizar as igrejas acerca dos perigos desse mal e de ajudar os homens a não fazerem pouco caso dos riscos que a pornografia fácil da Internet representa.

Igrejas pedem socorro

Patrick Means, em seu livro Men’s Secret Wars (“As guerras secretas dos homens”), destaca um fato preocupante. Numa pesquisa confidencial de pastores evangélicos e líderes leigos de várias igrejas evangélicas, 64% desses homens confirmaram que têm problemas com vício sexual, inclusive pornografia e outras atividades sexuais secretas. Especificamente, 25% confessaram ter cometido adultério depois de casados e depois de se tomarem cristãos.

A chegada da Internet trouxe oportunidades incríveis para propagar, de modo mais rápido, o evangelho, mas também trouxe um efeito colateral: um aumento dramático no número de evangélicos, até pastores, seduzidos pela pornografia. A pornografia e o vício sexual entre pastores são uma questão explosiva que as igrejas evangélicas conservadoras e liberais, sem distinção, estão tendo de enfrentar. “O problema não está em situação melhor nas igrejas pentecostais”, diz Steve Gallagher, fundador do Pure Life Ministries

Uma pesquisa nos EUA revela uma estatística sombria: 20% de todos os pastores costumam ver porno­grafia. As Assembléias de Deus nos EUA estão lidando com o problema através de uma comissão presidida por Almon M. Bartholomew.” Estamos estabelecendo uma política para lidar com pastores que se tornaram vítimas do vício da pornografia, como no caso da Internet”, Bartholomew contou à revista Charisma. “Estamos recomendando medidas para prevenir e corrigir o problema.”

Não se pode mais ignorar os problemas secretos que muitos evangélicos estão enfrentando. Numa pesquisa, os homens de uma igreja foram convidados a responder se haviam comprado um bilhete de loteria, assistido a um filme sensual na TV, olhado pornografia, se masturbado ou deixado de frequentar a igreja por alguns meses e se eles eram divorciados.

Os resultados mostraram que, excetuando a compra do bilhete de

loteria, as respostas dos homens não foram diferentes do que mostram as pesquisas que avaliam os homens que não frequentam igreja. Em outras palavras, as tendências dos homens evangélicos de ver sexo na TV, revistas e Internet, de se masturbarem e se divorciarem os deixou no mesmo nível de igualdade com os homens do mundo.

Um problema que precisa ser tratado

Atualmente, até os profissionais da área de saúde mental reconhecem que uma conduta sexual compulsiva é vício. Esse tipo de conduta torna o homem prisioneiro de desejos sexuais incontroláveis, da mesma maneira que um drogado ou alcoólatra não consegue viver sem a droga ou a bebida. Há as características comuns do vício: descontrole, ansiedade, sensação de pressão para praticar o vício e muitas vezes indiferença para com as consequências adversas. O vício é um problema espiritual, moral, emocional e, às vezes, até genético. Os sintomas que aparecem na superfície apenas indicam que há uma ferida profunda na alma.

Entretanto, o vício sexual não nasce da noite para o dia. Pode começar quando se adquire o hábito de ficar observando uma mulher bonita passar. O próximo passo é usar a mente para imaginar fantasias com mulheres. Depois que diminui o sentimento de culpa e o desejo de resistir à tentação visual, fica mais fácil observar fotos de mulheres de calcinha em revistas e catálogos de roupas femininas. Quando as emoções já não satisfazem completamente com essas fotos, aí vem a vontade de ficar olhando as fotos que aparecem na Internet. A mente e o corpo começam a fazer viagens delirantes ao mundo proibido das irresistíveis mulheres nuas.

O viciado em pornografia sofre isolado, mas quem realmente colhe as consequências de seu pecado é sua família. Ainda que o homem consiga impedir seu hábito de se tomar uma obsessão, o tipo de homem que ele se toma é bem diferente do marido e pai ou filho que ele poderia ter sido. Ele tem dificuldade de se relacionar sentimentalmente com sua esposa. Além disso, ela não consegue competir com as mulheres da fantasia, que parecem perfeitas e fazem qualquer coisa que ele exige. Não importa se ela se esforce, não importa se ela o ame e não importa até onde ela esteja disposta a ir para satisfazê-lo: nunca é o suficiente.

Em plena era da Internet, poucas igrejas estão preparadas para tratar do problema da pornografia fácil e instantânea e ajudar os homens. Raras vezes o assunto da pureza sexual ou da pornografia é mencionado do púlpito. Algumas igrejas estão confusas e não conseguem tomar uma posição firme diante da questão homossexual enquanto outras fazem de conta que não estão vendo os casos de adultério em seu meio. Que tipo de mensagem essa situação transmite para os jovens? Já que muitos não mais acreditam na degradação do pecado ou na realidade do céu e do inferno, o que poderia impedir um evangélico de gozar os prazeres da pornografia na Internet?

Podemos tentar tratar das feridas dos pecados sexuais, mas os traumas profundos das vítimas e dos viciados só poderão ser curados de uma forma: na alma, pelo Médico Jesus Cristo.

É hora de enfrentar o problema com seriedade

Os homens cristãos foram chamados e escolhidos por Deus para abençoar suas famílias e comuni­dades. Eles são pastores e líderes leigos que têm a responsabilidade de liderar, amar, sustentar e proteger suas famílias e proclamar o evangelho e discipular as pessoas. Eles são guerreiros, protetores e instrumentos de Deus na sociedade.

Entretanto, os homens cristãos estão sendo alvos de um atirador frio e calculista cujo único objetivo é aniquilar a alma dos homens. Esse inimigo conhece bem as fraquezas masculinas. Derrubar os homens cristãos é o jeito que ele encontrou para agredir as igrejas cristãs. Precisamos adotar medidas contra seus ataques.

Homens, quando surge uma fantasia sexual, não podemos acompanhá-la. Se entregarmos nossa mente só um minuto, teremos muitas dificuldades para vencer quando outras fantasias aparecerem. Se seu problema são as revistas, fique longe das bancas de jornais. Se é a Internet ou a TV por assinatura, desconecte- se. Se os catálogos de roupas femininas da sua esposa são uma tentação para você, converse com ela e peça-lhe que cancele sua assinatura. O que estou querendo dizer é que é preciso tomar a decisão de parar antes que se perca o controle. Faça como José: Fuja da tentação sexual (Gênesis 39.10-12).

Se você sente que já está além de suas forças, há pessoas que podem ajudá-lo.

Mulheres, é hora de despertar. Vocês precisam compreender as dificuldades que seus maridos e filhos têm para proteger a mente e mantê-la pura. Vocês precisam entender que cenas e imagens têm um impacto muito forte na mente masculina. Acima de tudo, vocês precisam ver que nós precisamos da ajuda de vocês.

Pais, não podemos nos dar ao luxo de subestimar o potencial do pecado. Vocês precisam treinar os filhos o mais cedo possível. Os meninos preci­sam receber ins­truções de como cuidar dos olhos e da mente. As meninas preci­sam entender que elas podem com muita faci­lidade se tomar o alvo da fantasia dos homens. Quando vocês rebaixam seus padrões e le­vantam a barra da saia delas, vocês ajudam a alimen­tar a imaginação e os impulsos de outros homens.

Igrejas, não subestimem o crescimento do pecado. Apesar disso, devemos ter atitudes de humildade e esperança, em vez de medo e crítica. É preciso ajudar os irmãos que estão enfrentando lutas. É preciso transmitir a segurança e a vitória de Cristo e acompanhar os irmãos que se sentem fracassados e atormentados. Há a necessidade de os irmãos criarem grupos ou amizades dentro da igreja, onde eles possam prestar contas e ser auxiliados.

Contudo, ao enfrentarmos o problema da pornografia, não deveríamos pensar que somos melhores do que os outros. Sabemos que a graça de Cristo é oferecida a todas as pessoas, até mesmo para quem está envolvido em perversões sexuais.

Que essa graça nos dê a capacidade de ver o pecado como pecado e poder para ministrar para os que estão sofrendo feridas na alma.

Sinais de alerta

Ele usa termos vulgares quando se refere às mulheres ou ao sexo?

Ele gosta de falar de sexo ou de suas fantasias sexuais?

Ele gosta de assistir a filmes na TV que contêm sexo ou insinuações sexuais?

Ele gosta de ficar acom­panhando com os olhos as mulheres que ele observa?

Ele gosta de piadas com conteúdo sexual?

Se um homem que você conhece exibe esses sinais, ele pode estar com algum problema de pornografia. Se for alguém da família, pode ser o momento de você procurar a ajuda de um conselheiro de confiança na igreja.

Passos para recuperação

Há esperança para quem quer ajuda. O primeiro passo é você confessar que tem um problema. Sua determinação de parar com suas próprias forças não vai funcionar. Provavelmente, você já tentou muitas vezes antes. Você precisa conversar com alguém de confiança.

O passo seguinte é pedir a ajuda de alguém que é mais forte do que você. Sua própria força nunca é suficiente. Não importa os tipos de atividade sexual em que você esteve envolvido. Ainda que você tenha praticado pecados pervertidos, o Deus que o criou o ama pro­fundamente. Ele demonstrou seu amor incondicional e perdão por nós enviando seu próprio Filho, Jesus Cristo, para ser castigado por todos os nossos pensamentos e ações repugnantes. Crer no poder curador do amor de Cristo é a maneira mais eficaz de vencer o sentimento de vergonha que você tem tido na sua vida.

Em seguida, você deve lidar com a solidão em sua vida. A chave é procurar relacionamentos saudáveis. De modo especial, você precisa formar relacionamentos com homens a quem você possa prestar contas. Você precisará da ajuda de outros homens para deter sua atividade sexual errada. Grupos de apoio poderiam ser a solução para você. Você também vai precisar de apoio espiritual. Para você sentir ânimo em seu relacionamento com Deus você precisa fazer amizades com pessoas que têm os mesmo alvos espirituais que os seus.

Também precisará trabalhar seu relacionamento com sua família e amigos íntimos. Amizade íntima com eles pode ser um desafio real para você. Levará tempo e talvez seja necessária a orientação de um bom conselheiro da igreja. Se você é

casado, sua esposa pode estar precisando de tanta ajuda quanto você – para tratar do sofrimento causado pelo seu vício. Muitos homens que usam o sexo para lidar com mágoas sofreram traumas profundos no passado – talvez tenham sido abusados sexualmente ou abandonados.

Por último, você precisa saber controlar as mensagens sexuais ao seu redor. Você precisa de ajuda para saber reagir às constantes e enganadoras mensagens sobre a sexualidade que são tão comuns na sociedade – as insinuações sensuais dos programas de TV e os e-mails com convites sexuais etc. Seu espírito ferido clama por paz e cura. Você precisa da ajuda de um conselheiro de confiança.

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JULIO SEVERO, REVISTA DEFESA DA FÉ – ANO  – N° 42

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  • Publicado: 3 meses atrás em 3 de setembro de 2021
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  • Última modificação: setembro 3, 2021 @ 11:47 am
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