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EG White: As três mensagens angelicais

Por   /  14 de junho de 2019  /  Sem comentários

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Segue abaixo um texto extraído do livro do Rev Canright do seu livro “Adventismo Renunciado”. Quem quiser uma cópia integral do livro, solicite-me pelo zap 17 988178448

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Uma das grandes reivindicações dos Adventistas do Sétimo Dia é a de que eles estão pregando as três mensagens de Apoc. 14:6-12. Este é seu tema constante. Igualmente os Mórmons alegam que Joseph Smith pregou esta mensagem. Mas não existe uma partícula de fundamento para as reivindicações em cada caso. Leia a primeira mensagem, versos 6 e 7. Um anjo é visto pregando o Evangelho para cada nação, dizendo: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Isto foi cumprido pelos apóstolos e pelos primeiros Cristãos quando pregaram o Evangelho a todas as nações. Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15). O anjo em Apoc. 14:6-7 é visto pregando o Evangelho a cada nação, como Jesus ordenou. Compare o sermão de Paulo aos pagãos idólatras em Listra, Atos 14:15, com as palavras da primeira mensagem (Apoc. 14:7), e veremos que são quase idênticos. Disse Paulo, “Vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles.” Igualmente Apoc. 14:7, diz “Adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar.” Esta, então, era uma mensagem para os idólatras, anunciando-lhes o Deus vivo que fez todas as coisas, mas de quem eles eram ignorantes. Isto é exatamente o que a igreja primitiva pregou às nações pagãs até que a idolatria fosse subvertida. Paulo diz que E evangelho “foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Col. 1:23). Isto foi antes de ele morrer e faz cumprir de forma exata Apoc. 14:6-7. Mas a obra Adventista de 1844 foi um acontecimento pequeno, local, limitado a alguns estados, e muito menos foi pregado a todas as nações. Os Adventistas declaram que Wm. Miller pregou esta mensagem em 1840-4. Ele não fez tal coisa. O tema principal da pregação era o de que o fim do mundo viria em 1843 e posteriormente em 1844. Mas ele pregou algo que falhou duas vezes, como sabemos. Deus envia homens para fazer asneiras como esta? Miller não pregou a hora que o juízo viria. Este foi um pensamento posterior, uma interpretação colocada sobre a sua obra, a qual não foi imaginada naquele momento. É dito que os apóstolos não poderiam ter pregado essa mensagem, pois o juízo não tinha vindo em seus dias. Vamos ver. Jesus pregou assim: “Agora é o juízo deste mundo”, (João 12:31). Jesus disse, “Agora é o juízo.” Quem irá contradizê-lo e dizer que não era? Pedro disse: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus.” (1 Pe. 4:17). Portanto, o julgamento começou lá. Aqui estão dois testemunhos diretos, e isso é suficiente. Assim, em exata harmonia com estes, o Primeiro Anjo anuncia que “é vinda a hora do seu juízo” (Apoc. 14:7). Se alguém quer ver a verdade, ela está clara o suficiente; se eles não quiserem, é inútil argumentar ainda mais.

A SEGUNDA MENSAGEM, VERSO 8. “E outro anjo seguiu, dizendo: caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.” O que é Babilônia, a grande cidade? Ela é completamente descrita em Apoc. 17 e 18, e é considerada por todos os Protestantes como a igreja Romana. Os próprios Adventistas concordam com isso, embora se esforcem para fazer Babilônia incluir também as igrejas Protestantes. Mesmo com sua visão, Babilônia, “a grande”, se refere primariamente à Roma e apenas inclui outras igrejas caídas como uma segunda ideia, como suas irmãs. Os Adventistas do Sétimo Dia dizem que essa mensagem foi pregada pelos Milleritas em 1844. Quando as igrejas se recusaram a acreditar em Miller e na profecia de que o fim do mundo viria em 1844, e diziam que ele não podia saber o dia exato. Então, por esta incredulidade, todas as igrejas foram rejeitadas por Deus e caíram. A Sra. White diz: “Satã tomou plena posse da igreja como um corpo… suas orações e exortações constituem uma abominação aos olhos de Deus.” (Early Writings, pág. 135). Que coisa horrível elas fizeram para decaírem dessa forma? Foi porque Miller disse que o mundo acabaria em 1844, e as Igrejas disseram que não ia. Ele estava errado e elas certas, mas Deus rejeitou a elas e abençoou os Milleristas! Esta é uma clara ilustração da presunção e incoerência dos Adventistas. Eles pregaram o que diz Apoc. 14:8? Não! Eles disseram que Babilônia caiu porque ela rejeitou o Millerismo. Mas a mensagem dá uma razão muito diferente. Babilônia caiu porque “a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.” A Bíblia dá uma razão; os Adventistas dão outra. Teriam as igrejas Protestantes na América, em um curto período de cerca de cinco anos, durante a pregação de Miller, e simplesmente por rejeitar sua teoria de tempo – teriam elas por causa disso embriagado todas as nações? A ideia é absurda. Essa mensagem deve ter um significado muito mais profundo e amplo do que este. Assim, eles nunca pregaram tal mensagem. Apenas umas poucas igrejas nos estados do leste ouviram e rejeitaram o Millerismo. Só por causa disso as dezenas de milhões de membros das igrejas em todo o mundo, que nunca nem ao menos ouviram a respeito de Miller, foram rejeitados por Deus! Que posição irracional! Novamente, Babilônia deve ao menos incluir Roma. Acaso a igreja Católica caiu em 1844? Não, pois ela caiu séculos antes, como sabe cada Protestante. Portanto, a queda de Babilônia não significa o que dizem os Adventistas, e tampouco eles pregam aquilo que a mensagem diz.

Mil vezes mais provável é a aplicação dessa mensagem para a obra de Lutero e a Reforma. Até o tempo de Lutero supunha-se que a igreja Papal era a verdadeira igreja, e como tal governava sobre os reis da terra e a consciência dos homens. Lutero alarmou o mundo com a audaciosa proclamação de que a igreja de Roma era a “Mãe das prostituições”, “a grande Babilônia” de Apoc. 17:1-6, e que ela estava caída, como declarado em Apoc. 14:8; 18:1-4. Em 6 de outubro de 1520 ele publicou seu famoso livro sobre o “Cativeiro Babilônico da Igreja.” (Citarei a partir do History of the Reformation, de D’Aubigne, Vol. II: “Lutero preparou uma mina cuja explosão abalou o edifício de Roma desde os seus alicerces. Esta foi a publicação de seu famoso livro sobre o ‘Cativeiro Babilônico da Igreja’, que apareceu no sexto dia de Outubro de 1520.” (pág. 131). “Os Cristãos são o verdadeiro povo de Deus, levados cativos para Babilônia.” (pág. 133). “Todos os males que afligiram a Cristandade ele francamente atribuiu à Roma.” (pág. 138). Diz Lutero: “É verdade que ataquei a corte de Roma; mas nem você ou qualquer homem sobre a terra pode negar que ela é mais corrupta do que Sodoma.” (pág. 139). “Esta Babilônia, que é a própria confusão.” “Por muitos anos Roma inundou o mundo com tudo o que podia destruir, tanto o corpo quanto a alma. A igreja de Roma, inicialmente célebre em santidade, transformou-se no mais licencioso covil de salteadores, no mais desavergonhado de todos os bordéis, no reino do pecado, da morte e do inferno.” (pág. 140). Aqui estava uma proclamação da queda de Babilônia, a qual foi digna do nome. Verdadeiramente Roma fez todas as nações beberem de seu vinho. Ela governou sobre todas as nações; enriqueceu; viveu em esplendor; matou os santos; tornou-se habitação de todo espírito mau. Tudo isso é retratado de forma exata em Apoc. 17:1-6, onde a “grande Babilônia” do capítulo 14:8 é descrita mais claramente. Desse modo, em Apoc. 18:1-4 o anúncio da queda de Babilônia, como anunciada no capítulo 14:8, é explicado de forma mais ampla, mas é a mesma mensagem. Isso se encaixa exatamente na obra de Lutero. A mensagem de Lutero foi um poderoso clamor que iluminou a terra, anunciou as terríveis corrupções de Roma, chamou para fora dela milhões de pessoas e deu ao mundo um poderoso poder, o Protestantismo. Em toda a história do mundo não havia sido visto um movimento religioso tão poderoso quanto este. Isto era digno de um anúncio em profecia. Considere este fato: Enquanto os Adventistas encontram centenas de profecias – capítulos inteiros delas – aplicando-as à sua pequena obra, eles não encontram nada predizendo o grande movimento religioso da Reforma que revolucionou o mundo! Isto ilustra como eles interpretam tudo de forma que se adéque a si mesmos. Não, a segunda mensagem de Apoc. 14:8, a queda de Babilônia, se aplica à igreja Católica, não aos Protestantes, e foi proclamada há trezentos e cinquenta anos, por Lutero, não pelos Milleritas em 1844.

A TERCEIRA MENSAGEM, APOC. 14:9-12. Este alerta contra a adoração da besta, sua imagem e sua marca, tem sido dado por todas as igrejas Protestantes pelos últimos trezentos anos. Veja a multidão de livros contra o papado e as corrupções do Catolicismo. Da imprensa e do púlpito tem sido trovejado um contínuo alerta contra a Roma apóstata. Nunca uma profecia foi cumprida tão plenamente como esta. Os Adventistas do Sétimo Dia dizem que eles estão proclamando essa mensagem. Nunca houve uma reivindicação mais absurda.

1) Eles estão inteiramente errados quanto ao que são a besta, a imagem e a marca, como demonstrei.

2) De acordo com a sua própria exposição, eles têm pregado durante setenta anos contra uma coisa que não existe – a imagem, a qual eles dizem ainda não ter sido feita!

3) A parte da mensagem sobre o tormento dos ímpios, sua fumaça subindo pelos séculos dos séculos, etc., eles nunca pregam, pois isto é justamente o que eles não acreditam.

4) Sua reivindicação pretensiosa de que são os únicos que “guardam os mandamentos de Deus” é demonstrada ser falsa no Capítulo XX.

5) Existem seis anjos mencionados em Apoc. 14. Se os três primeiros representam mensagens de alerta, então os outros três também são; e, consequentemente, ainda existem três mensagens a mais por vir após a mensagem do Terceiro Anjo! O que os Adventistas têm a dizer sobre elas? Nada. Estes poucos pontos resumidos são suficientes para mostrar que sua aplicação das três mensagens está completamente errada.

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  • Publicado: 6 meses atrás em 14 de junho de 2019
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  • Última modificação: junho 14, 2019 @ 11:01 am
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