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HARE KRISHNA E CRISTIANISMO

Por   /  2 de abril de 2020  /  Sem comentários

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O movimento Hare Krishna, nome pelo qual é conhecida a Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna (ISKCON — Internacional Soceity for Krishna Consciousness) é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista. O movimento tem aproximadamente quinhentos anos de fundação na Índia, quarenta anos no Ocidente e trinta anos no Brasil. Foi fundado por “Sua Divina Graça” Abhay Charan de Bhaktivedanta Swami Prabhupada que viveu como farmacêutico até 1959, tendo nascido em Calcutá, Índia, em 1896. Em 1959 deixou sua mulher e os cinco filhos para devotar-se de tempo integral e estudar com Siddharha Goswami. Este encarregou Prabhupada de levar a mensagem de devoção a Krishna ao Ocidente. Veio pela primeira vez aos Estados Unidos em 1965, e em 1966 havia estabelecido o culto hindu de Krishna num pequeno aposento na cidade de Nova York. Antes de morrer, em 4 de novembro de 1977, indicou um corpo dirigente de onze discípulos que continuaram sua missão.

 

O Deus Krishna

Os louvores tributados a Krishna são a repetição das palavras “Hare Krishna” e “Hare Rama”. Hare significa “a energia do Senhor”. Krishna e Rama são títulos dados ao deus Krishna. É bom deixar claro que o deus Krishna nunca existiu: ele é um dos personagens do capítulo 18, chamado Guita, de uma novela hindu “O Mahabarata”. Ele é apenas um deus mitológico, diferente de Jesus, que é uma personalidade histórica.

A forma como Krishna é cultuado faz lembrar as crianças que brincam de boneca, como se a boneca fosse gente de verdade. As crianças costumam falar com as bonecas, põe pratinhos com comida para as bonecas comerem; põe as bonecas na cama, fazem-nas dormir estendendo coberta sobre elas. Da mesma forma fazem os adeptos de Krishna com o seu ídolo Krishna. Ele é presenteado com comida, incenso, flores, um leque, um lenço e uma oferta de fogo. É banhado, trocam sua roupa e a noite o colocam na cama. O banho que dão no ídolo Krishna é preparado com água de rosa, mel, leite e urina de vaca. Depois de terminada a cerimônia, os devotos consideram uma honra beber tal líquido misturado.

Os adeptos de Krishna esperam a salvação pela devoção. Por isso praticam a yoga bahkti, uma forma de yoga com devoção a uma divindade pessoal, só que essa divindade é mitológica, apenas uma lenda, uma personalidade fictícia de um romance.

O nome Krishna aparece no livro Bhagavad-Gita, que os adeptos acreditam ser a palavra do deus Krishna, um nome em sânscrito, que quer dizer “O Todo Atrativo”. Interessante que o livro Guita aponta que Krishna, na verdade, nunca existiu mas é o resultado de uma lenda.

Contrastando, o Deus da Bíblia não quer que façamos e nem nos prostremos diante de qualquer imagem de escultura: “NÃO fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus” (Lv 26.1). “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (IJo 5.21).

 

Os Adeptos de Krishna

Os adeptos do Hare Krishna são jovens de ambos os sexos, que se vestem como monges, com uma roupa cor de laranja (as mulheres usam azul claro), com a cabeça raspada e um birote atrás. Além dessa forma estranha de se trajar e do corte do cabelo, esses jovens apresentam outras características.

Obedecem quatro Regras de Conduta Básica: não comer peixe, carne e ovos; não se intoxicar com drogas, bebidas, fumo etc.; não praticar jogos de azar; não praticar sexo, exceto no casamento (com finalidade de procriar).

Seguem uma rotina diária rigidamente estabelecida: 3 horas: levantar chuveiro e pintura (tilaka); 4 horas: adorar ídolos; 5 horas: cânticos; 7:30 horas: tarefas, refeições; 12:30 horas: almoço vegetariano; 13 às16 horas: trabalho e adoração no templo; 17 horas: banho; 21 horas: recolhem-se ao dormitório.

 

O Regime Alimentar

Adotam o regime alimentar vegetariano, porque têm um tipo de crença reencarnacionista, conhecida como metempsicose, um tipo de reencarnacão que acredita que a alma de uma pessoa falecida pode retornar na forma de um ser irracional, pagando o seu carma por não ter avançado na forma de viver como um ser humano.

Assim sendo, a carne de um animal é como se fosse carne humana, desde que alguém no seu mau carma pode estar vivendo na forma até de um inseto, consequentemente esse inseto não pode ser morto, dado que atrasaria o carma que a pessoa estiver resgatando.

Os ratos na índia gozam de privilégios incríveis. Existem praças para os ratos e eles se disseminam livremente, dado que é impróprio combatê-los, mesmo sob a ameaça de uma peste bubônica. Os insetos como carrapatos, piolhos, baratas, pernilongos etc. não podem ser mortos. Seria como assassinar uma pessoa humana. Quando a Bíblia diz “não matarás”, está se referindo a seres humanos e não a animais. Os devotos de Krishna entendem que é a mesma coisa matar um boi ou um ser humano.

 

A Devoção a Krishna

Outra prática obrigatória dos adeptos de Krishna é recitar (ou cantar) o mantra, como um meio de alcançar a iluminação (consciência de Krishna). Cantam o mantra diariamente, no mínimo 1728 vezes, isto é, 16 vezes as 108 contas de uma espécie de rosário que levam consigo. Jesus disse que quando orarmos não devemos usar de vãs repetições: “E orando, não useis de vãs repetições como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mt 6.7).

Pintam o corpo e o rosto para santificação e proteção com tilaka (uma pasta com água e um barro especial da Índia), aplicada cada manhã depois de um banho frio em 13 diferentes partes do corpo, enquanto repetem os 13 diferentes nomes de Krishna.

 

O Relacionamento dos Casais

As mulheres não são bem vistas na comunidade de Krishna. Há uma segregação de sexos. As mulheres comem separadamente dos homens. Não podem fazer nada por sua própria conta, nem mesmo sair do templo sem permissão. As mulheres casadas são tratadas como escravas ou criadas dos seus maridos.

Os casados só podem fazer sexo uma vez por mês, para procriar, na noite designada nos Vedas, e somente depois de entoar um mantra por cinco ou seis horas. Porém, ao contrário desse ensino rígido, Krishna andou na terra, segundo eles, cerca de cinco mil anos atrás nas florestas indianas. Dançou com 100 mulheres ao mesmo tempo, todos imersos em um êxtase orgiástico, e cada uma das cem mulheres era convencida de que somente ela estava tendo relações sexuais com Krishna. O deus Krishna era altamente sensual, mas hoje seus adeptos nem com a própria esposa podem ter relações sexuais normais.

A Bíblia condena a relação sexual fora do casamento, mas não no casamento: “Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. Alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. Senão, por que andarias atraído pela estranha, e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.15-19).

 

O Sistema de Castas

Outra crença dos adeptos de Krishna, que soa estranho para nós, é o sistema de castas, que são as quatro classes sociais:

  • os brâmanes, casta sacerdotal e intelectual;
  • os xátrias, governantes e guerreiros;
  • os vaisias, agricultores e artesãos;
  • os sudras, a classe inferior.

A Bíblia diz, repetidas vezes, que Deus não faz acepção de pessoas: Dt 10.17; Jó 32.21, 34.19; At 10.34; Rm 2.11; Et 6.9; Cl 3.25; Tg 2.9; IPe 1.17.

 

Jesus É Ignorado

A ISKCON ensina que para obter a salvação é preciso se abster dos pecados primários, cantar no mínimo 1.728 vezes diariamente o cântico sagrado Hare Krishna, e cheio de esperança obdecer seus 64 diferentes princípios. Eles ensinam que Jesus não morreu pelo pecado do mundo. Ele só frustrou seus discípulos do carma – e isto nada tem a ver com a cruz. De fato, de acordo com Prabhupada, o sacrifício de Cristo foi muitos milhões de vezes inferior ao sacrifício de Vasudeva Datta Thakura, que foi um simples devoto de Krishna, em sua encarnação como o Senhor Caitania Caritamirta. Isto se opõe à doutrina cristã da salvação. Podemos traçar um comparativo entre o Hinduísmo e o Cristianismo:

 

HINDUÍSMO CRISTIANISMO
O HOMEM é Deus. Deus é qualquer coisa (panteísmo) e qualquer coisa fora (externa) é maia (ilusão), mas o interior verdadeiro é Bramá ou Deus (monismo). O HOMEM é moralmente e em essência separado de Deus. O HOMEM é uma criação de Deus. A criação é distinta e separada do Criador (Gn 1.10,12,18,20 e 25.31).
O MAL é admitir a ideia de separação entre Deus e o homem, porque na realidade não há tal separação. O Cristianismo é um extrato do mal, ou resumo do mal. O MAL é resultante do pecado do homem e sua rebelião contra Deus Gn 1.26-27; Ec 7.19-20; Rm 3.23 e 5.12).
HERESIA implica em admitir o ensino de que o homem está separado de Deus. HERESIA é admitir que o homem é uma emanação de Deus, que não está separado dele, e não precisa de arrependimento.
A SALVAÇÃO é alcançada pela negação de que o homem está separado de Deus e aceitar a unidade de toda a vida (monismo). A SALVAÇÃO é alcançada pelo reconhecimento da real separação entre Deus e o homem. Admitida essa condição, a pessoa pode escolher seguir a Deus, com fé na provisão de Deus para o seu pecado na pessoa de Jesus Cristo.
DEUS é o autor do mal. Isto rejeita o amor de Deus, a misericórdia, a justiça etc. Deus é santo e não é tentado pelo mal (Is 5.16).
Deus fez o mundo como uma ilusão – ou desilusão – parte de um jogo (lila). Deus criou o mundo como um lugar de delícias e achou tudo muito bom (Gn 1.31).
Deus é parcial ou inteiramente impessoal. Deus é um ser pessoal (Êx 3.14).
A Bíblia é um livro secundário diante das Escrituras orientais. Deus fala pela Sua Palavra, a Bíblia Sagrada.
Deus é monista, isto é, cada coisa que existe é uma unidade com Ele. Deus subsiste em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19).
DEUS é a criação (panteísmo) ou a essência das coisas (monismo). DEUS é independente e distinto da criação (At 17.24).
CRISTO é reduzido a um guru, mestre, ou um dos muitos avatares, não é o único. Deus enviou seu único Filho como sacrifício pelos pecados. Cristo é a deidade absoluta e único (Mt 16.17; Cl 2.9).

 

O HOMEM se tornou Deus e tem autoridade sobre a criação. Deus tem toda autoridade sobre Sua criação (Gn 1.28).
SALVAÇÃO no sentido cristão é blasfêmia e desnecessária. Produz falta de crescimento espiritual. Deus tem feito um sacrifício in finito para salvar o homem (Jo 3.16; Rm 5.8)
A SALVAÇÃO é pelas obras, através das dez leis cármicas. Aos poucos somos envolvidos na divina unidade através de muitas vidas e envolvimentos ocultistas e psico-espirituais. A Salvação é pela graça somente (Ef 2.8-10; Tt 3.5).
A MORTE é uma ilusão e leva o adepto da ISKCON a unir-se com a divindade. A MORTE para os não cristãos tem severas consequências e resulta em eterna separação de Deus
Houve inumeráveis encarnações de Deus através da História. A única encarnação de Deus se deu na pessoa de Jesus Cristo.
A Comunhão com Deus se dá por meditação psico-mística (destruição do ego) e por Sadhana (exercícios espirituais). A comunhão com Deus se dá pela oração e leitura da Sua Palavra.
Como algo impessoal, Brama não tem amor. Brama está além de toda dualidade O amor pessoal de Deus por sua criação foi ao ponto de prover redenção pela cruz (Jo 3.16).
Por toda a eternidade a criação nada mais é do que uma eternidade de círculos de ilusão da criação universal, sustentarão e destruição. Deus tem um plano e propósito para Sua criação.

Os sistemas religiosos acima são completamente opostos um do outro. Num sistema o homem é ligado à sua unidade; no outro o homem é reconhecido separado. A última coisa que um guru pode aceitar é que o homem está separado de Deus e não uma emanação dEle. Esse ensino leva o hindu a rejeitar o Cristianismo.

Buscar equilíbrio numa religião falsa é um grande problema. Em vez de encontrar a solução procurada, a pessoa está entrando por um caminho errado, que conduz a perdição, em troca de uma paz transitória oferecida pelas religiões orientais: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12). Só Jesus é o caminho a verdade e a vida e ninguém vem ao Pai senão por ele. Ele e tão somente ele, não Krishna.

Jesus também estendeu seu convite aos cansados: “Vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Jesus, perdoa os pecados, dá paz na consciência, paz com Deus, paz com o próximo e nos conduz para o céu, segundo sua promessa: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus e também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vô-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.1-3).

Pr. Natanael Rinaldi

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