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Intercessão pelas almas

Por   /  12 de março de 2020  /  Sem comentários

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Mas a este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio inviolável, por isso também pode salvar completamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles – Hb 7.24-25.

Neste versículo temos duas coisas coligadas: a salvação e a interces­são. O que Deus ajuntou não o separe o homem. Somos salvos porque Cristo é nosso sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, com vida indissolúvel, à destra de Deus, intercedendo por nós. Que salvação perfeita, poderosa e eterna! Poderíamos nos ocupar agora pensando e escrevendo só desta parte-de Jesus intercedendo por nós para nos salvar eternamente; no entanto, existe outro lado em que o crente também é chamado a ser sacerdote, intercedendo pelos perdidos.

Paulo escrevendo a Timóteo (lTm 2.1) disse: “Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, ações de graças por todos os homens”. Súplica é oração por certas necessidades; orações são preces em geral; mas intercessão já denota uma certa liberdade de aproximação com Deus na qualidade de intercessor – um que é verdadeiro amigo de Deus. Creio que existem tais crentes e deve haver muito mais -irmãos que sabem dedicar-se a este ministério. A maior falta na evangelização hoje não é de pregadores, cantores ou colportores, mas sim de intercessores.

Para almas serem salvas é necessário haver intercessores. Quando Deus ia destruir Sodoma, revelou seu plano a Abraão, e este amigo de Deus intercedeu pela cidade (Gn 18). Abraão pediu a Deus que poupasse a cidade se nela houvesse 50 justos; depois intercedeu por 45. Deus não destruiria a cidade; depois pediu por 30, 20 e 10, mas ali havia apenas um justo que era Ló, que foi salvo, mas a cidade pereceu.

Israel, depois que saiu do Egito, tornou-se idólatra. Fez um bezerro de ouro, e Deus tencionou destruir o povo, e o teria feito se não houvesse um – o servo Moisés – que entrou perante Deus na qualidade de intercessor (Êx 32.30-35). Ele não só orou, mas pediu a Deus que riscasse seu nome do livro, mas que perdoasse Israel. Deus atendeu, sem mesmo riscar o nome de Moisés, e o povo foi salvo. Glória a Deus! Se houvesse muitos destes intercessores no mundo, como não seriam salvas multidões de almas?

Paulo, o apóstolo, também era intercessor. Quando chegava às cida­des envoltas em densas trevas do paganismo, superstição e imoralida­de, não se contentava apenas em pregar ao povo, e depois criticá-lo pela dureza e obstinação de não aceitarem a mensagem, como fazem muitos hoje. Não; leio na Bíblia que Paulo orava, dia e noite, admoesta­do com lágrimas (At 20.31). Onde estão as lágrimas do pastor de hoje? Que Deus no-las dê outra vez, pois serão um benefício para o trabalho. Paulo sentia dores como que de parto pelos gálatas (Gl 4.19), para que Cristo fosse formado neles. Quem hoje conhece estas dores? Irmãos, são dores que se sentem na intercessão pelas almas. Porém são poucos os que desejam ser usados neste ministério – antes querem ocupar a plataforma para pregar. Melhor seria aceitar o plano que Deus tem para eles, e esconder-se no quarto e orar até que as chuvas de bênçãos sejam derramadas.

Carlos Finney, no século passado, foi um grande evangelista que le­vou centenas de milhares de almas a Jesus. Mas ele possuía um segredo que poucos conhecem; é o seguinte: Um homem de Deus que se chama­va Nash, vivia o ministério de intercessão, e quando Finney determinava ir a qualquer lugar para pregar, Nash ia na frente, alugava um quarto e começava a orar e a interceder pelo povo do lugar; não partia dali en­quanto sua alma não sentisse que a vitória já estava ganha, e Finney não vinha antes de Nash ir na frente. O resultado era que tudo estava prepa­rado pelo Espírito Santo e os avivamentos vinham como torrentes.

Onde estão hoje os intercessores? Será que Deus ainda dirá conforme está escrito em Ezequiel 22.30?: “Busquei entre eles um homem que con­certasse a sebe e que se pusesse na brecha diante de mim por esta terra, para que eu não a destruísse: mas a ninguém achei“.

O grande pregador Spurgeon, chamado o príncipe dos pregadores, teve doze homens na sua igreja que durante trinta anos, todos os sába­dos, à noite, oravam por ele e pelos serviços que se realizavam nos domingos. Creio que esses irmãos faziam tanto na sua missão de interce­der como Spurgeon fazia no púlpito.

Certa crente muito idosa, completamente surda, numa igreja na Escócia, costumava orar todo o tempo em que o pregador falava. O pregador daquela igreja mereceu grande poder em suas mensagens, muitos se con­verteram. Durante sua vida houve ali um grande avivamento. Durante um sonho Deus revelou ao pastor que o avivamento era o resultado das orações da crente idosa e surda.

Certa vez um jornalista voltava à Redação do jornal após fazer a reportagem da noite. Esquecera-se das chaves, e não conseguia comunicar-se com seu colega que estava no 4° andar, para lhe abrir a porta. Lembrou-se então de ir à agência telegráfica e, através da cidade de Edinburgo, envia a seguinte mensagem para o colega do 4o andar: “Diga a… que estou na rua e não posso entrar”. Dali a 20 minutos a porta se abriu. O caminho mais direto para o 4o andar era através de Edinburgo!

Assim, também, irmãos, o caminho mais reto para o coração do vizi­nho é através o Trono de Deus. Tudo é fácil quando oramos.

A intercessão verdadeira exige amor pelas almas. Sem intercessão não há interesse. A intercessão exige também espírito de sacrifício, abnega­ção e disposição até para morrer pelas almas, desde que as almas se salvem. Estas qualidades já as notamos nas vidas de intercessão de Abraão, Moisés, Paulo e na de Jesus, o qual de fato morreu pelas almas.

Lembremo-nos então destas duas coisas que estão intimamente liga­das: salvação e intercessão. Queremos ver as almas salvas? Então interce­damos por elas, perante Deus o Pai.

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Fonte: Lawrence Olson ( Artigos Históricos  –  Mensageiro da Paz – Vol.2).

 

 

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