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Leandro Quadros e o paraíso do Ladrão da Cruz

Por   /  22 de novembro de 2018  /  Sem comentários

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Primeiro questionamento de Quadros: “Se quebraram as pernas do Ladrão e não as de Jesus, então Cristo estava morto e o ladrão ainda vivo, ou seja, naquele dia eles não estariam juntos no paraíso”.

Bem, apesar das tratativas de adulteração textual de Quadros, o texto prova que os ladrões morreram naquele dia mesmo: Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (sexta, véspera de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. (João 19.31). Os dois bandidos ainda estavam vivos, é verdade. Para acelerar suas mortes foi decidido aplicar o crurifragium, ou seja, quebrar as pernas dos crucificados a fim de que estes ficassem sustentados apenas pelos braços e assim morressem rapidamente asfixiados (por falta de ar). Desta forma todos morreram antes do início do sábado e o ladrão convertido esteve mesmo com Jesus no Paraíso como prometido (Lc 23.43).

Segundo questionamento, “Jesus disse que ainda não tinha subido ao Pai, então, Ele não foi ao paraíso naquele dia (Jo 20.17)”.

Vamos lá… Quadros age de maneira desleal ao desfocar a doutrina cristã do Estado Intermediário da alma, ensinada por Jesus Cristo em Lucas 16.19-31. Em Lucas Jesus explica como era o Sheol ou Hades no Velho Testamento, ou seja, era embaixo e um do lado do outro, separados por um abismo. Entretanto, ocorreu uma mudança entre a morte e a ressurreição do Senhor. Paulo diz a respeito do assunto: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também antes havia descido às partes mais baixas da terra?“, Ef 4.8-9. Portanto, o Paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não em baixo, como dantes. A mesma coisa vê-se em Apocalipse 6.9-10, onde as almas dos mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu “debaixo do altar”, aguardando o fim da Grande Tribulação, para ressuscitarem (Ap 20.4) e ingressarem no reino milenial de Cristo. Diante da explicação entendemos o que Jesus disse, ou seja, Ele ainda não tinha subido ou levado cativo o cativeiro.

O Pr Natanael Rinaldi ainda acrescenta uma observação importante sobre o ocorrido: “…seu corpo ressuscitado é que ainda não tinha comparecido perante Deus, por cujo motivo Ele disse: Não me detenhas”…

Por fim, como fazem os jeovistas, Quadros destila sua heresia contra o texto traduzido arvorando a versão deveria ser outra. Ai ele defende uma tradução semelhante a TNM: E ele lhe disse: “Em verdade, eu lhe digo hoje: Você estará comigo no Paraíso”.

Entretanto, não contente, ele vai citar a Tradução Ecumênica da Bíblia – uma versão católica – na tentativa de que ela corroboraria com ele e definiria a vírgula no mesmo lugar que a Sociedade Torre de Vígia (Testemunhas de Jeová), mas… A tradução não diz isso, e Quadros vitupera a versão católica e devaga ao dizer que ela corrobora com ele: << Jesus lhe respondeu: “Em verdade te digo, hoje, estarás comigo no Paraíso”>>. O problema é que na segunda vez que ele lê o texto, ele só cita a segunda vírgula, deixando a Tradução Ecumênica do mesmo jeito da TNM (Confira no vídeo à partir do tempo 27.14).

Entretanto, a tradução não corrobora com ele. Veja o que nos informa a professora de Letras Beatriz Letícia Baptista Amaral: Nesta versão da Bíblia Ecumênica, eu entendo que as vírgulas isolando “hoje” são para destacar o termo, intensificar a ideia de que “hoje nos veremos no paraíso”.

Então, mesmo a versão católica, não lhe é favorável.

Para saber mais sobre a exegese to texto – clique aqui

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  • Publicado: 3 semanas atrás em 22 de novembro de 2018
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  • Última modificação: novembro 22, 2018 @ 4:48 pm
  • Arquivado em: Adventismo

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