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Liberdade cristã ou servidão legalista?

Por   /  2 de julho de 2022  /  Sem comentários

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Estamos hoje na Nova Aliança prometida pelo próprio Deus e selada por Jesus com o seu precioso sangue; portanto, nenhum crente fiel pode trocar sua liberdade espiritual pela maldição e servidão da lei.

Iniciado em 1831 pelo fazendeiro norte-americano Guilherme Miller, e mais tarde baseado também, não na Bíblia, mas em falsas interpretações dela e em visões e profecias da Srª. White, o sabatismo é hoje uma das mais atuantes seitas no mundo inteiro, especialmente no Brasil.

Por sua própria natureza legalista, o sabatismo opõe-se à doutrina da graça tão claramente explícita em toda a Bíblia, especialmente no Novo Testamento. Seus adeptos, muitas vezes inconscientemente, torcem as Escrituras e citam versículos isolados fora do contexto, a fim de sustentar suas estranhas doutrinas.

Para mim, que fui adventista até à adolescência, não é fácil fazer tais afirmações. Afinal de contas, foram os missionários adventistas que transpuseram a serra da Mantiqueira e se embrenharam pelos sertões de Minas Gerais, naquela recuada década de 1930, levando o conhecimento da preciosa Palavra de Deus às pequenas cidades c vilas. Com todas as suas limitações doutrinárias, o Evangelho penetrou primeiramente no coração de meu tio Bilí, o mais letrado da família, o qual evangelizou todos os meus familiares, levando a maioria deles a Cristo.

Recordo-me de algumas de minhas tias e de minha avó materna, que passaram para a eternidade como adventistas, porém confiando plenamente na imensa graça de Deus. Minha avó Angélica era um modelo de cristã. Ela leu toda a Bíblia cerca de cinquenta vezes, uma vez a cada ano. Vivendo com suas filhas, inclusive mamãe, a vida dela se resumia em orar, ler a Bíblia e cantar louvores a Deus. Ela excedeu em muito ao sabatismo, e conheceu a Cristo muito de perto.

O mesmo poderia eu dizer de minhas tias que passaram para o Senhor na igreja adventista. Elas nunca falavam de leis ou do sábado, mas falavam de Cristo. Tia Olímpia, por exemplo, foi um instrumento de bênçãos nas mãos de Deus, inclusive para a minha vida. Recordo-me de seus lindos sonhos, das impressionantes revelações divinas, e dos milagres de Deus operados na vida dela.

Certa ocasião, tia Olímpia havia sido desenganada pelos médicos e levada para casa para que morresse entre os seus entes queridos. A casa estava cheia de gente, pois ela morreria a qualquer momento. De repente, quando estava sozinha no quarto e parecia dormir, viu aproximar- se de seu leito o que parecia ser um médico jovem, belo, todo de branco, que a preparou para uma cirurgia. Ela então disse de si para si: “Ah! Vou ser operada!” Minutos depois, ao acordar, ela desceu do leito chamando as filhas. Eslava completamente curada! Foi um alvoroço na família.

Como vovó Angélica, também essa minha tia foi muito além das doutrinas legalistas dos adventistas, e teve um conhecimento real, íntimo, de Cristo, de quem ela nunca se cansava de falar. Tornou-se conhecidíssima no lugar onde vivia, na pequena cidade de Bom Jardim de Minas, de parcos recursos. Quando uma criança nas redondezas adoecia, a primeira pessoa em quem se pensava era na Dona Olímpia. Bastava que minha tia tomasse nos braços a criança, para que esta sarasse imediatamente.

Ao contar aqui esses testemunhos, pretendo salientar que este livro não é contra ninguém, mas contra somente a erro doutrinário, que muitas vezes impede a pessoa de desfrutar o genuíno Evangelho de Cristo. O que disse acima, acerca de minha avó e de minhas tias, não poderia dizer de outros parentes meus, também adventistas, que se tornaram verdadeiros fariseus.

Não gostaria de ser visto, neste livro, como quem só sabe apontar o dedo acusador. Concordo com Billheimer. quando afirma que, ao julgarmos o próximo, nos submetemos a uma lei universal, segundo a qual “chegamos a conclusões errôneas por causa do mero fato de que, por natureza, julgamos com severidade super acentuada”. Continua esse autor: “Um dos efeitos de nossa natureza decaída é colocar a pior interpretação sobre o que vemos ou ouvimos a respeito dos outros, e minimizar todo o bem (senão removê-lo) que estiver escondido neles. Também, inconscientemente, julgamos os outros segundo o que lemos de pior em nossa disposição pessoal, e não pelo que temos de melhor. É natural que julguemos a nós mesmos segundo o que há de melhor em nós, porém julgamos os outros pelo que temos de pior. É muito comum transmitir nossa maldade aos outros, e pensar que nossa bondade é produto peculiarmente nosso… Todavia, quanto mais perto estivermos de Deus, quanto mais íntima for nossa comunhão com ele, e quanto mais intensamente bebermos da doçura interior da sua vida, tanto mais obteremos da bondade e compaixão divina, que desfará a nossa tendência para o julgamento severo dos outros, e a acuidade com que descobrimos os seus defeitos. Até mesmo quando o julgamento é legítimo e inevitável, podemos estabelecer como regra que a severidade e um índice infalível do baixo grau de nossa vida espiritual. A santidade imatura caracteriza-se pela rapidez e agudeza dos julgamentos e pensa que Deus é compassivo demais, e com frequência age como se o trono de Deus estivesse vago, precisando de um ocupante A santidade madura é sempre lenta, gentil e compassiva, faz concessões aos outros, as quais jamais se sente justificada a fazer a si mesma. Devemos, portanto, estai alertas: quanto mais severos formos, tanto menor será nosso amor, e em proporção, quanto mais bondosos para com os outros, tanto mais severos seremos para com nós mesmos. O Evangelho em parte alguma nos diz que os pecadores serão punidos na proporção dos seus deméritos, mas diz-nos, claramente, que os retos serão recompensados com ‘boa medida, recalcada, sacudida, transbordante’. Portanto, é ao recompensar a bondade que nosso misericordioso Criador parece estar interessado o fazer o máximo”. (BILLHEIMER, Paul E. O amor cobre tudo, Deerfield: Vida, 1989, pp. 181, 188-189).

Não guardam a lei

Os adventistas dividem a lei em “lei cerimonial” e “lei moral”, e dizem que aquela é a de Moisés, e esta, compreendida pelo decálogo, é a de Deus.

A Bíblia, todavia, não faz nenhuma distinção entre lei moral e cerimonial, e por isso continua vigente a maldição divina que diz: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição: porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.10).

Uma vez que a observância da lei invalida o princípio bíblico da justificação pela fé, os sabatistas se colocam sob a servidão de mandamentos que não podem produzir o fruto do Espírito, que é: “caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22).

O apóstolo Paulo, na carta aos Gaiatas, está tratando especificamente da questão da observância, pelos cristãos, da lei mosaica, e quando ele diz que contra o fruto do Espírito não há lei, ele quer dizer qualquer lei, mesmo o decálogo.

Será que os modernos guardadores do decálogo estão permanecendo “em todas as coisas” da lei? De modo nenhum!

Nas quatrocentas vezes em que a palavra “lei” ocorre na Bíblia, em nenhuma se faz distinção entre “cerimonial” ou “moral”. Nem Jesus, nem os apóstolos, nem os profetas, nem os salmistas, nem o próprio Moisés se referem a tal distinção. Para eles, lei sempre foi todo o Pentateuco, ou seja, os primeiros cinco livros da Bíblia, escritos por Moisés. Veja estas passagens:

“As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar: mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (I Co 14.34. citando Gn 3.16).

“Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás” (Rm 7.7, citando Êx 20.17).

“Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de lodo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento” (Mt 22.36-38. citando Dt 6.5).

“E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.39-40, citando Lv 19.18).

“Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? “(Mt 12.5. citando Nm 28.9).

Jesus cumpriu a lei

Não encontramos nos ensinos de Jesus, quer direta, quer indiretamente, um só mandamento para que a Igreja observasse o decálogo. como aparece em Êxodo 20. O Novo Testamento, como vimos no quinto capítulo deste livro, cita várias vezes todos os mandamentos de Moisés, menos o da guarda do sábado — menos, justamente, o mais severo de todos os preceitos do Antigo Testamento. Sem dúvida alguma, uma prova evidente de que ele não foi dado à Igreja.

Jesus compareceu a muitas reuniões dos judeus nas sinagogas e no templo, pois era nascido sob a lei, havia sido apresentado no templo conforme a lei e circuncidado de acordo com a lei.

Mas, vindo a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gl 4.4). E subiu da Galileia também José, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi)… E. quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe tora posto antes de ser concebido. E, cumprin­do-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (segun­do o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor) e para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos (Lc 2.4,21-24).

Mas apesar de tudo, a atitude do Salvador em relação aos mandamentos mosaicos foi bem diferente da atitude dos fariseus. Estes gostariam muito que Jesus pregasse mais sobre as virtudes da lei, embora ele nada ensinasse abertamente sobre o fim dos sacrifícios, da circuncisão e das festas durante o tempo de seu ministério terreno. Todavia, em todas as suas obras realizadas no sábado, podemos perceber a glória do Novo Testamento ofuscando o brilho do Antigo. Por exemplo, quando os discípulos começaram a colher espigas e a comê-las. Jesus apelou para o direito que o sacerdote tinha de violar o próprio sábado, defendendo assim seus discípulos. E para mos­trar a sua autoridade sobre o sábado, nesse dia manda um doente, depois de por ele curado, levantar-se, tomar a sua cama e caminhar (Mt 12.1-8).

“O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado” (Mc 2.27). Aqui, como o “Filho do Homem” e como representante do ho­mem, a favor de quem o sábado foi feito, Jesus defen­deu seus discípulos e os justificou contra a acusação de estarem quebrando o sábado. E. como “Senhor do sábado”, ele tinha autoridade para dispor dele como bem quisesse. Mas de maneira nenhuma Jesus justifi­caria seus discípulos por furtar, matar etc, mesmo que fosse por necessidade. Jesus diferenciou o sábado dos outros mandamentos da lei, exatamente por causa da sua natureza puramente cerimonial. O texto de Mar­cos ensina que o sábado, ou dia do descanso, deve servir ao homem.

Os gloriosos acontecimentos do primeiro dia da sema­na fizeram com que esse dia tomasse o lugar do sétimo. Assim como o sábado do Antigo Testamento comemora a completa execução da extraordinária obra da criação — infelizmente corrompida pelo pecado da mesma ma­neira o “sábado cristão”, chamado no Novo Testamento de “o dia do Senhor”, comemora a consumação da bendi­ta obra de redenção, ainda maior que a da criação. Com a ressurreição de Jesus, proclamou-se a vitória dos filhos do primeiro Adão. Contudo, os evangélicos não estão obrigados a guardar o domingo da mesma maneira como os judeus guardavam o sábado, pois nenhuma reco­mendação nesse sentido existe no Novo Testamento. Mas observamos o mesmo princípio moral do sábado do Anti­go Testamento, pois o sábado foi feito por causa do homem, para que nesse dia pudesse descansar. Aprovei­tamos esse dia para anunciar o Evangelho de Cristo, que é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego.

A observância daquilo que já foi consumado por Cristo no Calvário é uma ofensa aberta à graça divina. É contestar a gloriosa obra de redenção concluída por Je­sus. É considerar ineficaz o sacrifício supremo do Filho de Deus. A interpretação sabatista do Evangelho de Cristo e mais comprometedora do que possa parecer à primeira vista: ela se choca violentamente com a doutrina da salvação pela graça, tão magistralmente exposta nas páginas da Bíblia. A lei serviu de aio aos judeus, para os conduzir a Cristo. Se já estamos em Cristo, não precisamos mais do aio, assim como não precisamos mais da condução depois que ela nos leva ao nosso destino. Guar­dar a lei em Cristo é o mesmo que continuar no avião ao findar a viagem. E isto é absurdo. Partir a lei em duas, ensinar que Cristo cumpriu uma parte e deixou a outra para nós cumprirmos, é ofender a graça de Deus: é entris­tecer o Espírito Santo: é renunciar aos lugares celestiais em Cristo Jesus (cf. Ef 2.6) e meter-se debaixo do jugo da servidão (cf. Gl 5.1).

A Palavra de Deus afirma, com meridiana clareza, que a lei foi totalmente cumprida por Jesus. Nem um jota ou um til ficaram sem cumprimento (Ml 5.17). Jesus nasceu sob a lei a fim de cumpri-la em lugar de todos os israelitas, que tinham o dever, mediante a aliança do Sinai, de cumpri-la. Jesus, ao tomar o lugar do transgressor c cumprir a lei, cravou-a na cruz, pois ela era transitória:

E farei cessar todo o seu gozo, e as suas festas, e as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades (Os 2.11).

Porque, se o que era transitório foi para a glória, muito mais é em glória o que permanece. Tendo, pois, tal esperan­ça, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos porque ale hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido (2 Co 3.11-14).

Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo conter, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombra das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo (Cl 2.14-17).

O profeta Oséias, no texto acima citado, claramente profetizou o fim não apenas do sábado, mas de toda a lei. Nunca devemos nos esquecer, no estudo da Palavra de Deus, que a lei foi dada somente ao povo de Israel, e assim mesmo até que a fé viesse, como afirma o apóstolo Paulo:

Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar De maneira que a lei nos serviu de aio. para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados. Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio (GI 3.23-25).

Portanto, estamos hoje vivendo sob a “lei do espírito de vida em Cristo Jesus”, que nos livra da lei do pecado c da morte, como afirma o apóstolo Paulo no oitavo capítulo de Romanos. Esta lei do espírito é a nova aliança prometida pelo próprio Deus através do profeta Jeremias:

Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não confor­me o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará mais alguém a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados (Jr 31.31-34).

Esta nova aliança foi selada com o precioso sangue de Cristo, que disse por ocasião da instituição da ceia “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Co 11.25).

Se a lei foi dada única e exclusivamente a Israel, até que Jesus a abolisse e estabelecesse a nova aliança, é evidente que “pela lei, ninguém será justificado” “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificar, pela lei; da graça tendes caído” (Gl 3.11; 5.4).

Que nenhum crente fiel troque sua preciosa salvação e gloriosa liberdade em Cristo pela maldição e servidão da lei. A Bíblia adverte:

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência, proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças. 1 Tm 4.1-3

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LIVRO: O SABADO, A LEI E A GRAÇA, ABRAÃO DE ALMEIDA

 

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  • Publicado: 1 mês atrás em 2 de julho de 2022
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  • Última modificação: julho 2, 2022 @ 8:47 am
  • Arquivado em: Adventismo

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