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Livre Arbítrio e Atos Autocausados

Por   /  25 de janeiro de 2024  /  Sem comentários

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Resumindo o que seria um ato auto causado: Seria uma escolha verdadeiramente livre do ser humano! Exemplo, Adão e Eva no jardim do Éden (Gn 3)

Alguns exemplos bíblicos de atos livres:

  • Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal” (1ª Pedro 2.16)
  • “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto” 1ª Pedro 5.2
  • “Mas não quis fazer nada sem a sua permissão, para que qualquer favor que você fizer seja espontâneo, e não forçado” Filemom 1.14
  • Por iniciativaprópria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos” 2ª Coríntios 8.3-4
  • “Pois Tito não apenas aceitou o nosso pedido, mas está indo até vocês, com muito entusiasmo e por iniciativa própria” 2ª Coríntios 8:17
  • “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” 2ª Coríntios 9:7

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Atos autocausados são possíveis, bíblicos e factuais! Esta é a única forma de explicar a Queda de Adão, a rebelião de Satanás e o pecado do homem. É também a única forma de responsabilizar o homem e de torná-lo livre. (Norman Geisler)

A liberdade libertária não é a capacidade de fazer o oposto, mas significa apenas não ser determinada por fatores externos a si mesmo. (WILLIAM L. CRAIG)

“Deus indubitavelmente deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade; mas não lhes tirando o livre-arbítrio, pelo bom ou o mau uso do qual é que poderão ser justamente julgados… O Livre Arbítrio é um atributo comunicável de Deus” . (Série Patrístico, Vol 8 “O Livre Arbítrio”, Agostinho, Paulus)

Justino – O Mártir (100-165)

Do que dissemos anteriormente, ninguém deve tirar a conclusão de que afirmamos que tudo o que acontece, acontece por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos que os acontecimentos foram conhecidos de antemão. Por isso, resolveremos também essa dificuldade.

Nós aprendemos dos profetas e afirmamos que esta é a verdade: os castigos e tormentos, assim como as boas recompensas, são dadas a cada um conforme as suas obras. Se não fosse assim, mas tudo acontecesse por destino, não haveria absolutamente livre-arbítrio. Com efeito, se já está determinado que um seja bom e outro mau, nem aquele merece elogio, nem este, vitupério…

Ora, se estivesse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de coisas contrárias, nem mudaria com tanta frequência. Na realidade, nem se poderia dizer que uns são bons e outros maus, desde o momento que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que realiza coisas contrárias a si mesmo, ou que se deveria tomar como verdade o que já anteriormente insinuamos, isto é, que virtude e maldade são puras palavras, e que só por opinião se tem algo como bom ou mau…

Com efeito, Deus não fez o homem como as outras criaturas. Por exemplo: árvores ou quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação. Nesse caso, não seria digno de recompensa e elogio, pois não teria escolhido o bem por si mesmo, mas nascido já bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não o seria livremente, mas por não ter podido ser algo diferente do que foi. (Série Patrística – Vol 3, Pg 57, 58 – Paulus)

O Sínodo de Orange (529) condenou qualquer crença de que Deus tenha determinado o pecado. Ele definiu:

“Não só não aceitamos que certos homens têm sido predestinados ao mal pela divina disposição, mas lançamos anátemas horrorizados contra quem pensar coisa tão perversa”

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