Carregando...
Você está em:  Home  >  Comentário Bíblico  >  Artigo

Lugares de culto na Bíblia

Por   /  17 de abril de 2021  /  Sem comentários

    Imprimir       Email

De modo primário, a Bíblia apresenta o ho­mem adorando a Deus por meio de sacrifícios, agradecendo-lhe por bênçãos rece­bidas (Gn 4.3,4). Noé, por exemplo, ofereceu sacrifícios a Deus por ter lhe concedido livramento do grande Dilúvio (Gn 8.20,22).

Adoração e culto são palavras que se articulam, só que a primeira é livre, universal, um fenômeno humano; enquanto a segunda trata-se de sistemas organizados. O dicionário Wycliffe define a palavra culto como sistemas particulares de adoração religiosa com referências especiais a rituais e cerimônias. O culto é o ponto central de uma religião e eventualmente assume formas e símbolos que revelam mais claramente o caráter eminente da religião.

O culto é o sistema de exteriorizar a vida religiosa, é onde o sagrado é mais concentrado. Por meio dele é possível indicar a qualidade da religião que se cultua. Para Normann Gottwald, culto é um jargão bem complicado cujo uso, no aspecto bíblico, não é bem explicado.

Para A. R. Johnson, o culto pode ser entendido como exercí­cios religiosos que estabelecem as práticas rotineiras que são usadas pelos grupos sociais. Essas prá­ticas cúlticas buscam conservar o relacionamento correto com a esfera do sagrado e receber os benefícios desse relacionamento, o que disponibiliza orientações pedagógicas para as mais contin­gentes situações desta vida.

Na conversa de Jesus com a mulher samaritana, ela tanto fala da adoração em si como também do lugar em que se deve adorar (Jo 4.20). Jesus não leva adoração para o campo da especulação hu­mana, mas diz que a verdadeira adoração seria produzida por meio da verdade relevada nas Sagradas Escrituras e em espírito, isto é, não se daria no terreno da materialidade, mas sim da espi­ritualidade (Jo 4.23).

Enquanto no culto temos um sistema bem organizado, a centralidade do sagrado, na adoração tudo acontece de modo livre, é uma atitude que parte propriamente da pessoa reconhecendo o valor do ser ou objeto a quem lhe presta homena­gem. Na adoração, o adorador não busca nada para si, mas expressa o valor e o reconhecimento que tem do seu Deus.

No inglês, a palavra adoração origina-se da palavra valor (worship), evidenciando que um ser pequeno, finito, rende-se diante do grandioso Deus e expressa atitudes de louvor e gratidão, tendo como único intento glorificar a Deus.

Encontramos um bom conceito de adoração no Livro dos Salmos. A palavra é totalmente teocêntrica, não há qualquer frincha de antropocentrismo; percebe-se em sua leitura, que aquilo que não tivesse ligação com Deus era indigno, pois todas as coisas foram criadas por Ele.

Em cada página do Livro dos Salmos encontramos seres humanos louvando a Deus, que reconheciam a grandeza divina, mas não se per­diam nela. Os adoradores presentes nos Salmos desenvolviam suas ati­vidades de modo normal, em tudo viam a ação divina, mas jamais se tornaram fanáticos, panteístas ou adoradores de sentimentos místi­cos ilusórios, que fugiam de suas responsabilidades normais da vida.

Na adoração a Deus o que se busca é o reconhecimento de sua santidade, transcendência, que no hebraico é conhecido como qadosh, porém, esse Deus que parece inatingível, em extrema santidade, é descrito como aquele que está no meio do Seu povo (Is 12.6).

Os que se colocavam na presença de Deus para lhe adorar, diante de Sua manifestação tornavam-se conscientes de que isso era tremendo, e não somente tomava conhecimento dos seus pecados, mas da necessidade de ter uma vida santa (Lv 19.2; Is 6.5).

Ter o conhecimento da santi­dade de Deus é o que dá sentido a adoração e ao verdadeiro culto. Israel tinha, em sua forma primitiva, sua maneira de cultuar, mas pelo conceito de santidade que foi tendo da pessoa de Deus, então começou a desenvolver um sistema de culto mais perfeito, isso vai acontecer no período pós-exílico.

Na Bíblia hebraica, a palavra adoração pode ser entendida de três maneiras: no sentido de inclinar-se perante um ídolo ou pessoa ela é de­nominada de sagad (Is 44.15,17; Dn 2.46). Para falar da atitude humilde de um adorador, de sua fidelidade ao seu Senhor, a palavra hebraica é abad. Em se tratando da palavra culto como serviço, o hebraico usa a palavra abôdâ (Êx 3.12; 12.25-27; Dt 6.13). Servir a Deus é render-se somente a Ele, tendo-o como sobe­rano e estando pronto para fazer a sua vontade (SI 2.11; 100.2).

Por tomar conhecimento do valor e da santidade de Deus, os israelitas, ainda em sua primitiva forma de adoração, logo bem cedo entenderam que o ato de se adorar a Deus não tinha como objetivo constrangê-lo a lhes dar alguma coisa, atender seus favores. Os israelitas eram conscientes que o ocultismo não deveria estar presente em seus cultos, ou melhor, nem uma prática de ritualismo visava tolhê-lo a ouvi-los, posto que todos sabiam de sua soberania.

Quando dissemos no início que adoração é livre, é porque ela resulta do conhecimento que o adorador tem de Deus, de Sua santidade, de Sua soberania, por isso jamais ele irá forçá-lo ou tentará ter alguma in­fluência sobre Sua vontade. Abraão, quando orava a Deus, inclinava-se diante de Sua presença reconhecen­do sua pequenez (Gn 18.27).

Para a adoração acontecer não há o que se sentir, mas sim o que se pensar e o valor que se dá a Deus, por isso, em diversas passagens bíblicas o adorador a qualquer momento poderia adorar a Deus prontamente, pois tinham consci­ência de quem realmente era o seu Deus (Êx 34.8).

Adoração e serviço no contexto bíblico estão sempre bem conecta­dos. O verbo “servir” denota uma atitude do adorador em querer a vontade de Deus em relação às questões desta vida, já a adoração evidencia uma atitude piedosa liga­da à liturgia cúltica e seus símbolos.

Para o doutor Sigmund Mowinckel, três coisas podem caracterizar uma religião: adoração, doutrina, conduta; essa é a sua estrutura, essência. No culto está presente tanto a doutrina como a moral, que resulta de uma transformação de vida, e que tem como escopo a harmonização e o encontro do divino com o humano. No culto, o homem expressa seus sentimentos, palavras, gestos, como querendo dar uma resposta ao seu Deus, como dizia Lutero: “no culto acon­tece a reciprocidade entre Deus e seu povo, para que Deus possa falar a nós e nós a Ele em oração e cântico de louvor”.

OS LUGARES DE CULTOS

Em se tratando dos lugares de cultos, primeiramente precisamos pensar como os judeus, segundo o Velho Testamento, e em comparação com outros povos, consideravam a questão dos locais de cultos. Na teologia judaica, mais importante do que os locais de cultos estavam as horas sagradas (SI 55.17).

Duas coisas sempre estão pre­sentes na tese dos lugares de cultos, o tempo e o espaço. Os gregos va­lorizavam o mundo do espaço, os judeus atentavam mais no mundo do tempo, no entanto, para os gre­gos o espaço cósmico e a natureza eram divinizados, o que entrava em choque com a Palavra de Deus (Dt 4.19). Na teologia judaica Deus era compreendido como o Senhor do tempo, da natureza, da história, da vida e seus mistérios, por isso eles deixavam tudo em suas mãos (SI 31.15).

Não podemos partir para a problemática do culto, a começar pelo povo de Deus, Israel, sem que primeiro voltemos ao princípio de tudo, visto que, conforme já rela­tamos anteriormente, a Bíblia não começa descrevendo o povo de Deus com cultos bem arranjados, definidos, pelo contrário, ela mostra os primeiros adoradores de Deus sofrendo mudanças em sua forma de adoração, envolvendo a questão de tempo, lugares, isso ainda no período patriarcal.

No tempo dos patriarcas nota-se que a adoração era singela, es­pontânea, regular e individualista. Ela era praticada em montanhas, próximo a riachos, árvores, em rochas, em qualquer lugar que Deus aparecesse ali se tornava um lugar para adoração. Mas está bem claro que não existia sacerdotes, templos, horas determinadas para se desenvolver a adoração, porém, o certo é que já no exórdio da vida patriarcal, devido a manifestação ou revelação divina, eles tinham consciência do Deus verdadeiro, por isso manifestavam reverência para Ele (Gn 45.5,7,8; 50.20).

Para entendermos bem a orde­nação divina quanto aos lugares de adoração, em destaque os montes, o tabernáculo, o templo e a sinago­ga, é necessário atentarmos para a adoração no Antigo Testamento em sua forma primevo.

ADORAÇÃO NO MONTE

Dissemos anteriormente que no período patriarcal a adoração era livre e sem tanto apetrechos. Os montes eram separados quando neles Deus se manifestava, mas tudo muda no momento em que se passa para o período mosaico. Deus chama e escolhe Moisés para tirar o Seu povo da terra do Egito, prometendo que eles serviriam a Deus naquele monte onde Ele tinha aparecido (Êx 3.12).

Observe que a expressão “Neste Monte” é o Monte de Deus denomi­nado Horebe. No Velho Testamento Horebe e Sinai são a mesma coisa, mas, segundo alguns biblistas, Hore­be fala de uma cadeia de montanhas, enquanto o Monte Sinai trata-se de uma montanha particular.

Em diversas passagens bíblicas está escrito que alguns montes foram escolhidos por Deus como locais de adoração ou de Sua re­velação divina, os quais podemos mencionar aqui: Sinai (Êx 19.1,20), Moriá (Gn 22.2), Sião (SI 2.6), Carmelo (IRs 18.19-39). Segundo a tradição judaica, por Deus se manifestar aos Seus servos em alguns montes, para algumas nações passou-se a entender que Deus estava nas montanhas (IRs 20.23).

Dá para se perceber que os mon­tes serão considerados como luga­res apropriados de adoração pelo fenômeno de Deus se manifestar aos Seus servos em alguns destes montes, e também por Ele ter fir­mado aliança com o Seu povo no Monte Sinai.

Jamais devemos pensar que os montes eram escolhidos por Deus pelo fato deles serem usados como uma forma de se manter um melhor contato com Ele, e que somente por se manifestar nesses lugares eles já se tornavam santos.

É bom entender que na questão das escolhas desses montes ainda o povo prosseguia para um avanço na questão da adoração, pois mais na frente Jesus vai dizer que para se buscar a Deus em oração é melhor entrar no seu próprio quarto (Mt 6.6). Hoje os servos de Deus podem fazer de sua casa o seu monte de oração.

No encontro com Deus no Monte Sinai algo novo acontece na questão da adoração, ela passa a não ser apenas individual, mas coletiva. A nação recebe a ordem de Deus para separar três dias ou meses para sua manifes­tação teofânica (Êx 24.4-8). A escolha do Sinai apontava para o futuro, deixando claro que um local fixo para o desen­volvimento do culto seria construído.

Sabemos que foi no Monte Sinai que o povo recebeu os Dez Mandamentos, mas podemos notar algo interes­sante; nele não consta nada sobre lugar, tempo e formas de adoração, mas nos códigos de leis e da aliança é dito que um altar de terra ou pe­dra deveria ser construído, jamais trabalhado por mãos de homens, deveria ser erguido no lugar em que Deus fizesse Seu nome ser lembrado (Êx 20.24-26).

O TABERNÁCULO

Nos textos de Êxodo 25 e Nú­meros 10, há um relato sobre a edificação do tabernáculo com todos os seus móveis, os sacrifícios, con­sagração dos sacerdotes e o início do culto de toda a congregação. Dispensando as teorias quanto ao tabernáculo, segundo Brevard Childs, Casuto, não se pode duvi­dar que o povo de Deus tinha uma tenda portátil, ou Tabernáculo, que quer dizer lugar santo (miqdesh).

O Tabernáculo fala da presença de Deus no meio do Seu povo (Êx 25.8), que no hebraico pode ser entendido como morada (shâkan). Deus habitava no Tabernáculo. Nele, Ele se encontrava com o Seu povo, isso veio acontecer depois que os israelitas saíram do Egito.

O Tabernáculo torna-se versão original dos templos que posteriormente irão surgir, por isso que em diversos textos bíblicos há elementos que qualificam suas especificações (IRs 6.2; 2Cr 3-4), e no livro do profeta Ezequiel, capítulos 41 a 43, está dito o real sentido do templo.

A direção da construção do Tabernáculo veio diretamente de Deus, e os que iriam trabalhar em sua mobília deveriam ser cheios do Espírito de Sabedoria. Há muitos significados nessa tenda portátil. Note que pela expressão “Assim o fareis” (Ex 25.9), denota como Deus queria que tudo fosse feito, nada deveria ser como o homem queria, mas segundo a vontade divina.

Os judeus teriam no tabernáculo o modelo do verdadeiro culto, da adoração que deveriam dar a Deus. O tabernáculo, sendo de origem divina, trazia no seu bojo uma concepção de algo espiritual, celestial (Hb 8.5; 9.3-10). Através desse tabernáculo Deus queria imprimir no Seu povo os ensinos da fé cristã.

Tudo no tabernáculo apontava para a vinda de Jesus Cristo, o qual estaria conosco, tornando real a presença de Deus entre os homens (Mt 1.23; Jo 1.14). No seu aspec­to simbólico, observe o que cada parte das mobílias do tabernáculo significava:

  • – Altar do sacrifício: a cruz de Cristo e o julgamento contra o pecado.
  • – Bacia de bronze: perdão e purificação de pecados.
  • – Mesa dos pães da proposição: comunhão com Jesus que é o pão da vida.
  • – Candeeiro: Cristo, a Luz do mundo; fala de testemunho.
  • – Altar do incenso: louvor e adoração.
  • – Arca da Aliança: Deus está no meio do Seu povo.
  • – Propiciatório: Misericórdia através do sangue de Cristo.

O Tabernáculo foi muito impor­tante durante a peregrinação pelo deserto, ele evidenciava a morada de Deus no meio do Seu povo. Muitos têm questionado se sacrifícios eram feitos no deserto. Para Wellhausen, firmado nos textos de Jeremias 7.22; Amós 5.25, eles não eram realiza­dos no deserto, todavia, segundo Rowley, por meio desses textos bíblicos, com a presença da tenda portátil no deserto, mais do que sacrifícios Deus queria obediência e reverência para com a Sua Pessoa.

O TEMPLO

Pela leitura dos textos bíblicos, em relação aos lugares de cultos, percebemos que sempre vai acon­tecendo um avanço, isso pôde ser visto desde o período patriarcal, mosaico, no deserto e, doravante, um novo momento vai se paten­tear para o povo de Deus, que é a construção do templo, isso durante o período monárquico.

Na obra de Stanley A. Ellisen, ele fala sobre o Templo como sendo uma grande contribuição de Israel, que fez desta obra uma das sete maravilhas do mundo. Os Arquitetos de Illinois afirmaram que o valor da construção desse monumento chegou a um total de 87 bilhões. Esse cálculo foi feito tomando como base o cálculo de ouro a 35 dólares cada 28 gramas.

Muitos têm perguntado o por­quê da construção de uma obra tão fenomenal, e qual o motivo da aplicação de tanto luxo, ouro, posto nesse templo. Pelos registros bíblicos somos informados que a planta desse templo veio de Deus, e o ouro, prata, foram arrecadados pelo rei Davi (l Cr 28.19; 29.1-9).

A construção desse grande tem­plo, feita por um povo que se encon­trava em grande pobreza, é que ele deveria manifestar a grandeza e a glória do Deus de Israel, e que todas as nações deveriam tomar conhe­cimento dessa glória (2Cr 2.5-12).

Algo importante passa a ser visto com a edificação desse tem­plo, a adoração do povo com seus sacrifícios passa a ser centralizada nele. Outra coisa interessante é que o Templo é visto como uma capela do rei, e nele há um papel importantíssimo desempenhado por sua pessoa.

O templo foi erigido para expres­sar a glória de Deus para Israel e outras nações. Westermann afirma que a monarquia deu fausto e brilho a essa grande obra, mas não demorou para que algumas dependências reais desta casa propiciassem surgi­mento a movimentos sincretistas, o que fez com que a destruição dela acontecesse, conforme o próprio Deus havia falado.

A SINAGOGA

Por fim, falando ainda nos lu­gares de cultos do povo de Deus, chegamos então ao período durante e pós-exílio, o que vai dar surgi­mento a um novo tipo de adoração, destacando como importância a oração, o cântico e a leitura das Sagradas Escrituras. É desse tempo que surge as sinagogas e a adoração volta ao convívio familiar.

No Antigo Testamento, no salmo 74.8, a palavra sinagoga aparece como mo’ed, do grego é synagoge, conforme a LXX fala de uma con­gregação de Israel, lugar de reunião e adoração dos judeus. Lendo os textos de Lucas 12.11; 21.12, a si­nagoga era vista como reunião de indivíduos com o objetivo de adorar ou fazer alguma coisa em comum.

Vale dizer que a sinagoga não tinha apenas um sentido de assembleia, reunião de pessoas, pois os judeus a contemplavam como algo que imprima fé, nela eles aprendiam a entender e interpretar a lei (Ez 11.6). Podemos dizer que a sina­goga era um templo em miniatura, substituindo o que fora destruído.

Para os judeus as sinagogas se revestiam de grande significado, primeiramente ela colocava os líderes em contato com o povo, nela não havia altar, sacrifícios, mas eles davam lugar à meditação na Palavra e na oração, o que trazia alegria aos seus corações. Outra coisa que caracterizava a sinagoga era o aspecto social, ela não era vista apenas como um lugar de oração, mas servia para tratar de assuntos relacionados à vida comum do povo.

Mas podemos dizer que um aspecto positivo na sinagoga era o contato grandioso com outros povos, pois através dela Deus era levado até aonde o povo se encon­trava. De uma particularização monoteísta exclusivista, os judeus vão tornando a mensagem do seu Deus universalista.

Em resumo, entendemos que a sinagoga tinha três propósitos: adoração, educação e governo da vida civil da comunidade. As nos­sas congregações de hoje seguem o modelo quase perfeitamente das sinagogas, pois elas eram dirigidas por anciãos, os quais tinham o poder de exercer disciplina e punir seus membros, inclusive a excomunhão, os anciãos faziam acompanhamento dos cultos para ver se tudo estava acontecendo segundo suas tradições.

Uma análise desses lugares de culto é de fundamental importân­cia para mostrar que a adoração pode ser livre, espontânea, mas sempre Deus quis que o Seu povo tivesse um sistema organizado de culto, para que não acontecesse o que é chamado de culto pela vontade própria, religião imposta pela própria pessoa, que do grego é ethelothreskeía (Cl 2.23).

Os desigrejados estão atacando grandemente a questão institucio­nal, dando ênfase a uma “adoração livre”, sem necessidade de um templo físico, sem um líder colo­cado por Deus para a direção dos trabalhos, tal posicionamento fere os princípios bíblicos, pois Paulo disse que é importante respeitar àqueles que foram colocados por Deus para estarem à frente do Seu trabalho (I Ts 5.12,13).

Jesus respeitou os lugares e siste­mas de culto tanto do templo como das sinagogas, pois esteve presente em ambos (Mt 21.12,13; Lc 4.4-32), ainda que tivesse ilegalidades por parte dos líderes, Ele deixou o exem­plo que é importante frequentar os lugares que são escolhidos para se prestar culto a Deus.

——————

OSIEL GOMES – FONTE: REVISTA “OBREIRO” ANO 38 – N°76

    Imprimir       Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *