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A origem do pentecostes

Por   /  12 de janeiro de 2020  /  Sem comentários

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Atualmente fala-se muito de igrejas pentecostais, povo pentecostal, doutrina pentecostal ou expressões similares. Sabemos que Espírito Santo e pentecostes é uma excelente combinação nesta dispensação da Igreja. Antes do surgimento do cristianismo, porém, parecia algo sem nenhum vínculo. De onde vem essa combinação?

Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos eram as três principais festas judaicas, instituídas por Deus através de Moisés. No Antigo Testamento, essas festas eram significativas para o povo judeu, e ainda o são nos dias atuais.

A Páscoa é a comemoração da saída dos filhos de Israel do Egito. Também era conhecida como Festa dos Pães Asmos ou Ázimos.

A Festa de Pentecostes é celebrada 50 dias após a Páscoa (Lv 23.15-16). Em hebraico é chamada de hagh shavuot, que significa Festa das Semanas (Dt 16.10), pois são contadas sete semanas a partir da Páscoa, somando 49 dias. O quinquagésimo dia é o da celebração da Festa das Semanas. A Festa das Primícias ou das Colheitas dava início a esse período de 50 dias (Ex 34.22 e Lv 23.11-12). A Festa de Pentecostes, fim desse ciclo comemorativo, coincidia com o fim da colheita da cevada. A palavra pentecostes é grega e significa quinquagésimo. A Festa de Pentecostes, portanto, ganhou este nome por ser realizada no quinquagésimo dia depois da Páscoa.

A terceira festa é a dos Tabernáculos. Chamada em hebraico de sucot, ela comemora o período em que os filhos de Israel viveram em cabanas no deserto, quando o Senhor os libertou do Egito (Lv 23.33-43).

Após a sua morte, Jesus ficou 40 dias com seus discípulos (At 1.3). No décimo dia após a sua ascensão ao céu, que corresponde ao quinquagésimo dia após a Páscoa, era o Dia de Pentecostes (At 2.1). As três mil almas convertidas naquela ocasião (At 2.41) são as primícias da grande colheita da dispensação da Igreja. Somos chamados pentecostais porque cremos nessa manifestação do Espírito Santo iniciada em Jerusalém, no Dia de Pentecostes, e que continua a operar até hoje em nosso meio.

Batismo no Espírito

Ter o Espírito Santo não é a mesma coisa que ser batizado no Espírito Santo. Os apóstolos já tinham o Espírito antes do Pentecostes (Jo 20.22 e At 2.1-4). O batismo no Espírito Santo é um revestimento de poder que capacita o crente a fazer a obra de Deus. Em Gálatas 3.1-5, o apóstolo Paulo parte do princípio que todo crente em Jesus tem o Espírito Santo, pois ao receber Cristo como seu Salvador, recebe simul­taneamente o Espírito de Deus.

Mas. como se sabe que alguém foi batizado no Espírito Santo? A evidência desse batismo é o falar línguas. No D:a de Pentecostes, eles falaram línguas (At 2.4). Antes, ninguém tivera tal experiência. Na casa de Cornélio, Pedro soube que o Espírito Santo havia descido “porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus”, At 10.46. Em Éfeso, o mesmo (At 19.6). O batismo no Espírito é uma das principais doutrinas da Bíblia, prometida desde o Antigo Testamento (Pv 1.23 e Is 44.3).

“E começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”, At 2.4. A palavra línguas, aqui, no original grego, é glossa. À frente, a palavra línguas reaparece: “Não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”, At 2.7-8. Línguas, aqui, no grego é dialektos. Logo, os discípulos falaram línguas desconhecidas (glossa) e cada representante das 17 nações presentes ouvia, cada um, a sua própria língua (dialektos). Deus capacitou cada um para que entendesse na sua própria língua, mas a língua que os discípulos falavam era a dos anjos (I Co 13.1). Vale ressaltar que língua estranha não é língua estrangeira. A estrangeira há quem entenda, mas a língua estranha só o Espírito pode revelar (I Co 14.2).

John L. Sherrill, em seu livro Eles Falam em Outras Línguas, páginas 153-155, afirma que apresentou a seis linguistas (três deles da Universidade de Colúmbia) fitas com falas em línguas estranhas, que ele mesmo gravou em cultos pentecostais. Ao ouvirem as fitas, os técnicos não puderam identificar nada. Disseram que eram línguas estruturadas, embora não as identificassem. Um deles afirmou que uma das mensagens era uma bela poesia. Depois Sherrill colocou sob análise outra fita – desta vez seu filho tentara imitar as línguas gravadas na primeira. Quando os técnicos fizeram a avaliação na tal fita, disseram: “Isso não é linguagem, é apenas barulho”.

Houve um tempo em que a manifestação do Espírito se tornou raridade, mas há registros de que, ao longo da História da Igreja, cristãos como Irineu, Agostinho, Lutero e Wesley falaram línguas estranhas. A promessa é para “tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”, At 2.39.

Se a Igreja é a mesma e Jesus é imutável, e se estamos na mesma dispensação, não há porque restringir essa promessa ao passado. A promessa do Espírito Santo diz respeito principalmente aos últimos dias – os nossos dias.

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Fonte: Esequias Soares (Revista Pentecostes- CPAD – Julho/99).

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