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O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NOS ÚLTIMOS DIAS

Por   /  12 de janeiro de 2020  /  Sem comentários

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“Eis que vejo a glória de Israel, pois esta mulher falou a nossa própria língua!” Apesar de seu tom profético, esta declaração foi dita por um judeu que, pelos inícios deste século, andava pelo então Território Federal do Amapá.

Em dezembro de 1917, os pastores Clímaco Bueno Aza e José de Mattos achavam-se a batizar mais uma leva de novos convertidos naquele extremo norte do Brasil, quando a irmã Paula de Araújo, ao descer às águas, recebe a promessa pentecostal. Nesse momento, põe-se ela a falar uma língua tão sonora e tão eloquente, que mais lembrava a dicção dos escritores sagrados. Não havia dúvida; a irmã Paula estava a falar o hebraico.

Foi o que comprovou o senhor Leão Zafury. Não sabemos se este viajante de Sião veio a converter-se em decorrência daquela mensa­gem vinda diretamente do Deus de Abraão. Mas de uma coisa temos certeza: naquele momento, veio ele a testemunhar um poderoso derramamento do Espírito Santo que, tendo começado no Dia de Pentecostes, em Jerusalém, have­ria de prosseguir confirmando a poderosa intervenção de Deus nos negócios humanos.

A promessa no AT

Quase todos os profetas da Antiga Aliança aludiram ao derramamento do Espírito Santo que estamos a presenciar. Isaías, que viveu no oitavo século antes de Cristo, vislumbrou estes nossos tempos: “Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes”, Is 44.3. O profeta talvez nem imaginasse que implicações teria semelhante previsão. Afinal, em sua época, o Espírito Santo era dispensado de acordo com as necessidades da comunidade de Israel. Com o derramamento do Espírito, porém, todos viriam a ter direito a esse maravilhoso dom.

Joel, cujo ministério é situado no nono século antes do Salvador, também profetizou acerca da efusão do Espírito. Nenhum outro men­sageiro de Jeová experimentara jamais uma tão clara visão desse poderoso feito de Deus. Tanto é que, por unanimidade, chamam-no de o profeta pentecostal. Eis o que previu ele para estes dias: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito”, Jl 2.28-29.

No Dia de Pentecostes, ninguém no cenáculo teve qualquer dúvida. Pedro iniciou o seu discurso afir­mando: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”, At 2.16. Além de Isaías e Joel, muitos outros escritores, direta ou indiretamente, fizeram menção do derramamento do Espírito em nossos dias.

A promessa no NT

Ao iniciar o seu ministério, tinha João Batista como inevitável o derramamento do Espírito Santo. Suas palavras não admitem he­sitação: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arre­pendimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”, Mt 3.11.

Confirmando as palavras de seu precursor, Jesus pro­meteu, em diversas ocasiões, a liberal efusão de seu Espírito Santo. Quando atónitos discípulos, garantiu-lhes: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador… o Espírito da ver­dade”, Jo 14.16-17. Já ressurreto, recomendou-lhes: “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”, Lc 24.49. E. agora, prestes a ser assunto, reafirma a promessa: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós: e ser-me-eis testemunhas… até aos confins da terra”, At 1.8.

Mas teria sido a efusão do Espírito Santo uma experiência exclusiva para aqueles dias?

A atualidade da promessa

Há um grupo de teólogos que am, entre outras coisas, que o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais já não têm qualquer serventia para estes últimos dias. A Bíblia e a história do cristianis­mo demonstram que a experiência pentecostal é tão atual hoje como o foi aos tempos antigos.

Em Atos 2.39, o apóstolo Pedro é conclusivo: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus. nosso Senhor, chamar”. Ao comentar essa passagem, o pastor Donald Stamps con firma: “A promessa do ba-tismo no Espírito Santo não foi apenas para aqueles presentes no Dia de Pente­costes, mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era. O batismo no Espírito Santo com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência sem repetição na História da Igreja”.

O derramamento do Espírito Santo é visto como um dos sinais dos últimos dias. O que teve início no Dia de Pentecostes prossegue em nossa era, e há de continuar até que venha o Senhor arrebatar a sua Igreja. Os avivamentos que hoje sacodem o mundo são em tudo singulares. Haja vista a Coreia do Sul. E justamente neste país, até há bem pouco tempo dominado pelo budismo, que se encontram as maiores igrejas do mundo. E que avivamento não vivem nossos irmãos coreanos!

É hora de buscar poder! Se você ainda não recebeu o batismo no Espírito Santo, busque-o agora mesmo. Jesus deseja que todos os seus filhos tenham mais poder para testemunhar e resistir aos ataques de Satanás. Como pentecostais, não podemos esquecer: “Jesus Cristo salva, cura e batiza no Espírito Santo e em breve virá arrebatar a sua Igreja”.

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Fonte: Claudionor Côrrea de Andrade (Revista Pentecostes – Julho/2000).

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