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Atos 4.27, 28: um breve comentário

Por   /  4 de junho de 2014  /  Sem comentários

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Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.

27. Herodes… Pilatos… gentios… Israel – O autor descreve que todas estas quatro forças se ajuntaram na crucificação como símbolo dos poderes perseguidores ainda em operação.

28. Para fazerem… teu conselho – Felizmente, muito felizmente, a fúria de todos estes elementos é limitada e controlada, embora não inspirada ou impelida, pelo Deus que fizeste o céu, v. 24. Sobre os governantes há um Governador. Aqui, como em 2.23 (veja notas sobre este versículo), a linha divisória entre o lado humano e o lado divino é tão primorosamente delineada que Deus, como Governador, não é transformado no autor ou naquele que predetermina os pecados dos homens. “Não é dito,” Limborch muito bem observa, “que estes poderes se juntaram para fazer o que sua mão e conselho decretaram que eles deviam fazer ou que devesseser feito por eles, mas simplesmente o que se havia de fazer. Deus decretou que seu Filho Jesus redimisse a raça humana pela sua própria morte sacrificial, e que a Igreja Cristã fosse conduzida através de cruzes e sofrimentos para a vida eterna. Para esse propósito, não era necessário que Deus, pelo seu próprio decreto ou providência, determinasse e poderosamente dirigisse as vontades de certas pessoas para que elas assassinassem Jesus ou perseguissem seus seguidores. Mas visto que os reinos e os poderes deste mundo estão, sem impedimento divino, nas mãos dos ímpios, Deus simplesmente entrega o seu Filho em poder deles. A própria piedade de Jesus e de seus seguidores se torna um estímulo à malícia livre e voluntária dos homens, de forma que, de suas próprias vontades perversas, eles cumprem o conselho de Deus a respeito do sacrifício de Jesus, embora Deus mesmo não tenha nem preordenado suas ações pelo seu decreto nem assegurado-as pela sua providência.” E esta distinção, podemos acrescentar, é tão cuidadosamente delineada pelos discípulos que claramente foi intencional (Veja nota sobre 2.23).

Daniel Denison Whedon

Fonte: A Popular Commentary on the New Testament, Vol. III, p. 60, 61

Tradução: Paulo Cesar Antunes

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