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Os Enoquianos

Por   /  6 de setembro de 2019  /  Sem comentários

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OS ENOQUIANOS – TRAÇOS DE UM MOVIMENTO SECTÁRIO PELO LIVRO DE ENOQUE

O servo de Deus, Enoque, é citado em Gênesis (5.21-24), em Hebreus (11.5) e na genealogia de Jesus segundo Lucas (3.37). E uma referência a um de seus dizeres (que possui semelhança ao que parece no livro que leva seu nome) na carta de Judas no versículos 14,15. A citação desse livro é no mesmo nível de outras citações que aparecem na Bíblia (At 17.23; Tt 1.12), sem com isso significar que seja um livro canônico e que se tenha concordância geral com o conteúdo.

Daí surge um interesse frenético por esse livro entre grupos de pessoas, em especial nessa era de redes sociais virtuais, alguns jovens bem inexperientes na interpretação bíblica, história da igreja, teologia, muitos sem convivência com uma comunidade cristã madura e saudável, bem como também promovido por alguns mais especializados em questões como essas. Chamarei os fervorosos interessados nesse livro de “enoquianos”. Por que isso ocorre? Alguns traços que atraem pessoas e formam esses enoquianos, bem como o prejuízo que causa, podem ser identificados como se segue:

  1. A IDEIA DE UM MISTÉRIO ESCONDIDO. Isso atrai pessoas, aquilo que é misterioso, que quase ninguém sabe, nos coloca em um pedestal privilegiado. A vontade do ser humano de descobrir aquilo que é misterioso é que sustenta muito da curiosidade das vítimas dos enoquianos.
  1. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO. Em decorrência do ponto anterior, há também a ideia que o livro de Enoque foi ‘tirado da Bíblia’ pois contém coisas que ‘a igreja não quer que as pessoas saibam’. Assim, os enoquianos são enfeitiçados por um espírito de investigação sobre uma conspiração que eles descobriram, e escaparam dela.
  1. OSTRACISMO. Essas pessoas com tempo passam a se isolar e viverem se alimentando sobre isso entre si mesmos. Ficam vendo e revendo as especulações dessas teorias, e cada vez mais isso torna verdade para elas, tendo uma mentalidade de seita ensimesmada.
  1. PROSELITISMO. Infelizmente, os enoquianos começam uma missão de convencer pessoas dessa descoberta, e começam confrontos e argumentos em favor do mesmo ambiente que experimentam. Não é incomum que quando você fala com esses sobre a fé cristã, eles arremetem ao assunto “Livro de Enoque”.
  1. EXCLUSIVISMO. Outro fator identificável é que os enoquianos começa a se sentirem à parte de outros, começam a olhar outros como enganados e eles iluminados, por uma verdade que eles possuem.
  1. FORA DA CENTRALIDADE EM CRISTO. Talvez o que torna essas pessoas sob condições perigosas é que Cristo passa a ser um artigo em toda frenesi enoquiana – ‘anjos que tiveram sexo com mulheres, gigantes, etc’, passa a ser algo muito mais essencial do que a Pessoa, Natureza, Obra, Ensino e Vida de Nosso Senhor Jesus (Veja Colossenses cap 2).
  1. SUSPEITA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS NA IGREJA. Visto que os cristãos não incluíram o livro de Enoque no Cânon Bíblico, e os enoquianos dizem que deveria estar lá, logo tudo o que o Espírito Santo fez nessa área da preservação da Escritura, é colocada em xeque, e eles se unem aos Mórmons, Muçulmanos, Espíritas, Ateus, entre outros, que duvidam a confiabilidade da Bíblia.
  1. ENFRAQUECIMENTO DO ESPÍRITO EVANGÉLICO. Por fim, os enoquianos deixam de celebrar a vida da igreja sob o evangelho, que é falar de Jesus Cristo, cultuar, praticar os sacramentos (batismo e santa ceia) e viver para a glória de Deus em comunidade evangélica, de forma pública, feliz e aberta.

Que Deus ilumine em Cristo, esses cristãos levados por todo vento de doutrina (Ef 4.14-16).

Postado por Luciano Sena do Blog mcapologetico.blogspot.com em 06/09/2019

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